GLOBO DE OURO-2017 – 3 BRASILEIROS EM DISPUTA

O Pequeno Segredo, de David Schurman, Chatô – o Rei do Brasil, de Guilherme Fontes, e Aquarius, de Kleber Mendonça, competem ao Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira. É a primeira que o cinema brasileiro consegue exposição tão positiva nas premiações internacionais

CHATÔ - O REI DO BRASIL (2015), AQUARIUS (201) e PEQUENO SEGREDO (2016): disputa ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro

CHATÔ – O REI DO BRASIL (2015), AQUARIUS (201) e PEQUENO SEGREDO (2016): disputa ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro

Três filmes diferentes. O oficial, o preferido e o intruso. Enquanto Aquarius expõe como um governo corrupto destrói um País como um cupinzeiro, outro trata do drama de uma família aventureira em uma jornada pela vida da filha adotiva, o terceiro revela a trajetória de um dos homens mais poderosos do Brasil. Respectivamente, Aquarius, o filme político, o preferido da crítica, uma metáfora sobre um governo recente do Brasil, O Pequeno Segredo, o representante oficial do País no Oscar, e Chatô – o Rei do Brasil, o intruso, uma controversa biografia do então poderoso empresário Assis Chateaubriant.

Por que 3 filmes brasileiros competem ao Globo de Ouro? Por causa das suas regras distintas das demais, em que mais um filme de uma nacionalidade pode ser indicado às mesmas categorias. A escolha é dos membros da Associação e vários países aparecem com mais de representante, afora as coproduções que ensejam uma verdadeira expressão da globalização que hoje é imprescindível para o Cinema. Bom para o cinema brasileiro, mas vamos ver se vai restar algum para comemorar a festa.

Conheça os títulos dos representantes dos 52 países que competem ao Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A lista com os 5 finalistas será divulgada no próximo dia 12, segunda-feira. A entrega dos prêmios, que terá o apresentador Jimmy Fallon, acontece em 8 de janeiro.

OS FILMES

3000 Nights (Palestina-Jordânia-França), de Mai Masri
Afterimage (Polônia), de Andrzej Wajda
Agnus Dei (França-Polônia, de Anne Fontaine
O Apartamento (Irã-França), de Asghar Farhadi
The Age of Shadows (Coréia do Sul), de Jee-woon
Alias Maria (Colombia), de José Luis Rugeles
Amanat (Casquistão), de Satybaldy Narymbetov
Apprentice (Singapura), de Junfeng Boo
Aquarius (Brasil-França), de Kleber Mendonça Filho
Ardennes (Bélgica-Holanda), de Robin Pront
Bajirao Mastani (Índia), de Sanjay Leela Bhansali
Barakah com Barakah (Arabia Saudita), de Mahmoud Sabbagh

Veja o trailer de Barakah Meets Barakah.

Beautiful Pain (Malásia), de Tunku Mona Riza
Call Me Thief (África do Sul), de Daryne Joshua
Chatô – O Rei do Brasil (Brasil), de Guilherme Fontes
Chevalier (Grécia), de Athina Rachel Tsangari
O Cidadão Ilustre (Argentina-Espanha), de Mariano Cohn e Gastón Duprat
Clash (Egito), de Mohamed Diab
Cold of Kalandar (Turquia), de Mustafa Kara
A Criada (Coréia do Sul), de Chan-wook Park
The Companion (Cuba), de Pavel Giroud
Dawn (Letônia), de Laila Pakalnina
De Longe Te Observo (Venezuela-México), de Lorenzo Vigas
Os Demônios (Les Demóns, Canadá), de Philippe Lesage

Conheça o trailer  de Os Demônios.

Desierto (Desierto), de Jonás Cuarón
O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki (Finlândia-Alemanha-Suécia), de Juho Kuosmanen
Divines (França), de Houda Benyamina
The Duelist (Rússia), de Alexey Mizgirev
É Apenas o Fim do Mundo (Canadá-França), de Xavier Dolan
Earthquake (Armênia-Russia), de Sarik Andreasyan
Elle (França), de Paul Verhoeven
O Estudante (Rússia), de Kirill Serebrennikov
Father (Índia), de Samuthirakani
A Father’s Will (Quirguistão), de Bakyt Mukul e Dustan Zhapar Uulu
The Flower Of Aleppo (Tunísia), de Ridha Behi
Um Grande Plano (Very Bog Shot, Líbano-Alemanha), de Mir-Jean Bou Chaaya

Confira o trailer de Um Grande Plano.

Halal Love (Líbano-Alemanha), de Assad Fouladkar
Home Guards (Hungria), de Krisztina Goda
Hot Country (Armênia), Cold Winter, de David Safarian
House of Others (Geórgia), de Rusudan Glurjidze
I Am Not Madame Bovary (China), de Xiaogang Feng
O Ídolo (Palestina-Holanda), de Hany Abu-Assad
Indivisíveis (Itália), de Edoardo de Angelis
Interrogation (Índia), de Vetri Maaran
Julieta (Espanha), de Pedro Almodóvar
Kills on Wheels (Hungria), de Attila Till

Veja o trailer de Kills on Wheels.

The King’s Choice (Noruega), de Erik Poppe
The Last Inhabitant (Armênia), de Jivan Avetisyan
Little Wing (Finlândia-Dinamarca), de Slma Maria Vilhunen
Lord of Shanghai (China), de Sherwood Hu
Ma Ma (Espanha-França), de Julio Medem
Ma’Rosa (Filipinas), de Brillante Mendoza
A Man Called Ove (Suécia), de Hannes Holm
Meu Nome é Jeeg Robot (Itália), de Gabriele Mainetti
Migas de Pan (Uruguai-Espanha), de Manane Rodrigues
Mirzya (Índia), de Rakish Omprakash Mehra

Conheça o belíssimo trailer de Mirzya.

Mother (Estônia), de Kari Kõusaar
A Mulher Que Se Foi (Filipinas), de Lav Diaz
Mundos Opostos (Grécia), de Christopher Papakaliatis
My Murderer (Iacútia-Rússia), de Kostas Marsan
Neruda (Chile), de Pablo Larrain
On the Other Side (Croácia-Sérvia), de Zrinko Ogresta
Operation Chromite (Coréia do Sul), de John H. Lee
Paraíso (Rússia), de Andrei Konchalovsky
Parched (Índia-Reino Unido-EUA), de Leena Yadav
Pequeno Segredo (Brasil), de David Schurmann
The People vs Fritz Bauer (Alemanha), de Lars Kraume

Confira o trailer de The People vs Fritz Bauer.

The Ploy (Itália-França), de David Grieco
The Road to Mother (Cazaquistão), de Akan Satayev
Tempestade de Areia (Israel), de Elite Zexer
Sieranevada (Romênia), de Christi Puiu
Sometimes (Índia), de Priyadarshan Soman Nair
Song of the Phoenix (China), de TianMing Wu
Stefan Zweig – Farewell to Europe (Áustria-Alemanha-França), de Maria Schrader
Tanna (Vanuatu-Austrália), de Bentley Dean e Martin Butler
Terra de Minas (Dinamarca), de Martin Zandvliet
Toni Erdmann (Alemanha), de Maren Ade
Tonio (Holanda), de Paula van der Oest
Três Histórias de Amor (Japão), de Ryosuke Hashiguchi

Veja o trailer de 3 Histórias de Amor.

Un + Une (França), de Claude Lelouch
Sob as Sombras (Irã-Reino Unido), de Babak Anvari
Viva a França! (França), de Christian Carion
When the Woods Bloom (Índia), de Bijukumar Damodaran
You’re Killing Me Susanna (México), de Roberto Sneider

Atenção para este filme: The Flower of Aleppo, deRidha Behi, da Tunísia. Atualíssimo, passa a ser favorito se ficar entre os 5.

Veja o trailer.

 

 

BRASIL NO OSCAR-2017 – PEQUENO SEGREDO E AQUARIUS, HISTÓRIA DE PERDEDORES

O Pequeno Segredo, de David Schurmann, é o representante brasileiro na disputa do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood, em fevereiro do próximo ano.  Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, perdeu a disputa interna, mas pode ganhar um lugar na competição por fora.  Para isso, basta ser indicado pela própria Academia em outras categorias, como já aconteceu com Central do Brasil e Cidade de Deus. Mas, na disputa interna, ambos fracassaram perante o interesse do público. Fica o registro histórico de uma disputa sem vencedor

Julia Lemmertz e Mariana Goulart em PEQUENO SEGREDO (2016), de David Schurmann: representante do Brasil no Oscar-2017

Julia Lemmertz e Mariana Goulart em PEQUENO SEGREDO (2016), de David Schurmann: representante do Brasil no Oscar-2017

Acabou a polemica sobre Aquarius representar o Brasil no Oscar? Sim e não. Sim, porque o representante oficial do cinema brasileiro é O Pequeno Segredo, de David Schurmann. Não, porque nas áreas de comentários da imprensa e nas redes sociais os militantes e admiradores do filme de Kleber Mendonça Filho tratam a decisão como “um novo golpe”. Na verdade, houve uma disputa inócua entre dois perdedores porque nenhum deles vai ganhar prêmio nenhum.

Mesmo com toda a polêmica polêmica, Aquarius, que já saiu de cartaz, foi visto por merrecos 451 mil e 489 espectadores. Quem apostava em mais de 500 mil vai ficar devendo à banca. Boicotado pela crítica de esquerda e com um tema que trata de tristeza e morte, apesar da beleza plástica e da sensibilidade com a Schurmann conduziu a sua obra, só interessou a apenas 36 mil pessoas. Já está se esmiliquindo do circuito exibidor. Byby queridos.

Mas, os acontecimentos envolvendo os 2 filmes viraram história. E ela está aqui, disponível para pesquisa. Bruno Barreto, presidente da Comissão de eleição, anunciou que a escolha se deu por “um filme que dialogasse mais com os critérios da Academia”. Pode ter sido.

Obrigado a todos os que acreditam nesse filme”, agradeceu David Schurmann, via facebook. “Meu profundo respeito a todos os maravilhosos filmes inscritos. Tenham certeza que faremos de tudo e não economizaremos energias para representar nosso país na premiação do Oscar 2017. Obrigado, Obrigado, obrigado!“. Schurmann é formado em Cinema, mas não no Brasil, e sim, na Nova Zelândia, onde dirigiu diversos programas de televisão.

Para registro da história ou pesquisa por parte de quem precisar, eis os acontecimentos que enolveram os 2 perdedores.

Para saber mais sobre David Schurmann, acesse aqui.

A COMISSÃO

• Adriana Scorzelli Rattes, ex-secretária de estado de cultura do Rio de Janeiro;

• Luiz Alberto Rodrigues, sócio-diretor da Panda Filmes;

• George Torquato Firmeza, Diretor do Departamento Cultural do Itamaraty;

• Marcos Petrucelli, paulista e comentarista de cinema da rádio CBN;

• Paulo de Tarso Basto Menelau, da Moviemax Rosa e Silva e Cine Royal, salas exibidoras de filmes de arte em Recife;

• Silvia Maria Sachs Rabello, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Infra-Estrutura de Indústria Cinematográfica e Audiovisual-ABEICA;

• Sylvia Regina Bahiense Naves, assessora técnica em Acessibilidade do Audiovisual da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura;

• Carla Camurati, diretora de Carlota Joaquina, Princesa do Brasil;

• Bruno Barreto, diretor de O que É Isso, Companheiro?, representante brasileiro ao Oscar em 1997.

O anuncio da indicação de Pequeno Segredo partiu de Luiz Alberto Rodrigues. “A gente considerou essa hipótese: que filme teria maior potencial para seduzir o júri da Academia a escolher como concorrente a filme de língua estrangeira?“. Por sua vez, questionada porque a Comissão não selecionou o filme de Kleber Mendonça, Silvia Maria Sachs Rabello revelou não ter sido uma decisão unânime: “Não foi uma decisão fácil. Não foi uma decisão unânime. Foi uma decisão pelo consenso“.

Vencedor da refrega com Kleber, o crítico Marcos Petrucelli disse que “Aquarius ganha essa repercussão nos Estados Unidos porque já foi visto, passou no festival de Cannes”. E, expondo o outro lado, complementou afirmando que, “coincidentemente o nosso filme que foi escolhido não foi visto ainda. Mas isso não significa nada (para a Academia). Tem filme que ganhou Oscar e não ganhou Cannes – e vice-versa“. E desviando-se do centro das atenções por sua posição anti-Kleber, definiu que Pequeno Segredo foi escolhido por conta do “perfil” do júri que seleciona os filmes para a categoria de Melhor Filme Estrangeiro: “são pessoas geralmente mais velhas, então um pouquinho mais conservadoras. A gente tentou encontrar um filme que tem essas características do cinema ‘da cartilha”.

PEQUENO SEGREDO

Adaptação do livro do livro Pequeno Segredo, escrito por Heloise Schurmann, editado pela Harper Collins em 2012, desenvolve uma história que passa por 3 famílias e, interligadas, conta como a família, durante uma de suas viagens, adotou uma criança neozelandesa de 3 anos, Katherine, que, diagnosticada com Aids, teria apenas poucos meses de vida, viveu mais dez anos, tendo falecido em 2006, mas que durante esse tempo modificou por completo a vida de todos.

As filmagens, que duraram 8 semanas, ocorreram em Santa Catarina, Belém e Nova Zelândia. O elenco é composto por Julia Lemmertz, Marcelo Anthony, Maria Flor, a estreante Mariana Goulart (que vive Kat) e o ator neozelandês Errol Shand. A direção é de David Schurmann, que se formou em Cinema na Nova Zelândia, onde trabalhou na direção de programas de televisão e estreou no longa com o documentário O Mundo em Duas Voltas (2006), que conta as aventuras da família pelos mares, e realizou Desaparecidos (2011), obra menor que passou quase despercebida.

Quando essa história aconteceu, já imaginava algo incrível”, disse David em uma entrevista. “Um neozelandês é enviado para a Amazônia para prospectar gás numa vilazinha, e em um mês se apaixona por uma cabocla. Leva-a para conhecer o mundo, vão até a Nova Zelândia. Nossa família chega nessa comunidade da Nova Zelândia, o primeiro veleiro brasileiro a chegar lá. Forma-se uma amizade, um elo tão forte, que, três anos depois, ele pede para que meus pais adotassem sua filha. Foi uma história tão forte quando aconteceu e meus pais decidiram adotar a Kat; era tão incrível que parecia coisa de filme. Na época, comentei com meus pais que queria fazer um filme a respeito. Só que tinha uma questão – e por isso o título do filme –, a Kat, pequena, tinha HIV e nós não queríamos que as pessoas soubessem para que não houvesse preconceito contra ela. Naquela época, começo dos anos 1990, ainda havia bastante preconceito. Respeitei esse segredo da família, tanto que, em O Mundo em Duas Voltas tem toda a história da Kat, mas não tem o HIV”, finaliza.

AQUARIUS: OSCAR E POSSIBILIDADES

O fato de não ser o representante brasileiro ao Oscar não tira as possibilidades de Aquarius concorrer à estatueta da Academia de Hollywood. Elogiado em Cannes, com presença confirmada em vários festivais ainda neste ano, será lançado nos EUA no próximo dia 9 de outubro, o que o habilita a receber indicações pela Academia de Hollywood, que exige, para essa honraria, que estreie comercialmente até 31 de dezembro do ano corrente em Los Angeles e permaneça em cartaz, com o mínimo de 3 sessões diárias, pelo mínimo de uma semana. Agora, para ser indicado, terá de ser trabalhado pela distribuidora estadunidense junto à Academia. Será que o filme tem cacife para isso? Será que interessará à Academia indicar uma película cujos realizadores e integrantes se insurgem contra uma decisão política de um País democrático acompanhada pelo seu Supremo Tribal Federal? Lembrando que o vice presidente dos EUA, Joe Biden, já declarou que considera o processo de afastamento da senhora Dilma Roussef e seu partido político do poder perfeitamente dentro das leis e do sistema legal. O tempo dirá.

Mas, caso isso ocorra, ou seja, o filme ganhe indicações, não será a primeira produção brasileira a recebê-las. Em 2003, Cidade de Deus, de Fernando Meireles representante oficial do País e eliminado antes da festa, no ano seguinte obteve indicações em categorias de primeira linha, como Melhor Diretor, Roteiro Adaptado, Fotografia e Montagem. Aquele foi o ano de Peter Jackson, de O Senhor dos Anéis. O mesmo aconteceu com Central do Brasil, de Walter Salles.

Anote: em 24 de janeiro a Academia anuncia todos os filmes em competição nas 24 categorias. O Oscar será entregue em 26 de fevereiro de 2017, no Dolby Teather, em Los Angeles.

HISTÓRIA: O BRASIL NO OSCAR

O Brasil ainda não conquistou nenhum Oscar. Não oficialmente. Em 1960, a França indicou e Orfeu do Carnaval, de Marcel Camus, uma coprodução com o Brasil e a Itália, e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro foi para a França. As 4 indicações ao Oscar da categoria ocorreram como O Pagador de Promessas (960), de Anselmo Duarte ganhador da Palma de Ouro em Cannes (perdeu para Sempre aos Domingos, de Serge Bouguignon); O Quatrilho (1996), de Fábio Barreto (perdeu para o holandês A Excêntrica Família de Antônia, de Marleen Gorris); O Que é Isso, Companheiro? (1998), de Bruno Barreto (perdeu Caráter, de Mike Van Diem, coprodução Bélgica-Holanda), e Central do Brasil (1999), de Walter Salles, perdeu para o horroroso A Vida é Bela, do italiano Roberto Benigni, e Fernanda Montenegro, indicada pela Academia, perdeu para Gwyneth Paltrow.

A História guarda outros registros: em 1945, a canção Rio de Janeiro, de Ary Barroso, concorreu ao Oscar pelo filme Brazil, de Joseph Santley (perdeu para Swinging on a Star, de James Van Heusen e Johnny Burke, do filme O Bom Pastor); Em 1986, por O Beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco, coprodução Brasil-EUA,  concorrendo por indicação da Academia à Filme, Diretor, Roteiro Adaptado e Ator, William Hurt ganhou o Oscar de Melhor Ator; em 2001, o curta Histórias de Futebol, de Paulo Machline, indicado à categoria em live action, perdeu para Quiero ser, de Florian Gallenberg, coprodução de México e Alemanha; em 2004, duas surpresas: Cidade de Deus, desconhecido como representante brasileiro no ano anterior, recebeu 4 indicações da Academia: Melhor Diretor, Roteiro Adaptado (Bráulio Mantovani), Fotografia (César Charlone) e Montagem/Edição (Daniel Rezende); e A Aventura Perdida de Scrat, de Carlos Saldanha, concorreu a categoria curta, mas apenas como produção estadunidense; em 2011, o documentário Lixo Extraordinário, dirigido pelo brasileiro João Jardim e a inglesa Lucy Walker, foi registrado pela Academia como produção inglesa; em 2012, a canção Real in Rio, de Sérgio Mendes e Carlos Brown, ganhou indicação pela animação Rio, de Carlos Saldanha, mas perdeu para Man or Muppet, tema de Os Muppets; ano passado, O Sal da Terra (2015), de Wim Wenders e Juliano Salgado, concorreu ao Oscar de Melhor Documentário de longa-metragem; e neste ano, O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, à de Melhor Animação na mesma categoria.

ÚLTIMOS REPRESENTANTES

Os mais recentes eleitos para representar o Brasil no Oscar estão abaixo. Entre eles está o constrangedor e oportunista Lula, Filho do Brasil, de Fábio Barreto.

Cinema, Aspirinas e Urubus (2007), de Marcelo Gomes (2007);
O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2008), de Cao Hamburger, que chegou a pré-final;
Última Parada 174 (2008), de Bruno Barreto;
Salve Geral (2010), de Sérgio Rezende;
Lula, o Filho do Brasil (2011), de Fábio Barreto;
Tropa de Elite 2 (2012), de José Padilha;
O Palhaço (2013), de Selton Mello;
O Som ao Redor (2014), de Kléber Mendonça Filho;
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2015), de Daniel Ribeiro;
Que Horas Ela Volta (2016), de Anna Muylaert.

MAIS RECENTES GANHADORES

Confira os mais recentes ganhadores estrangeiros do Oscar da categoria.

A GRANDE BELEZA (Itália, 2014), de Paolo Sorrentino;
IDA (Polônia, 2015), de Pawel Pawlikowski;
O FILHO DE SAUL (Hungria, 2016), de Laszló Nemes.

Posters de 4 filmes estrangeioros que irao competir com PEQUENO SEGREDO

Posters de 4 filmes estrangeioros que irao competir com PEQUENO SEGREDO

CONCORRENTES-2017 JÁ DEFINIDOS

Até o dia 3 de outubro a Academia de Hollywood estará recebendo inscrições de filmes estrangeiros à categoria do Oscar. Cerca de 30 países já indicaram os seus representantes. Conheça alguns.

Alemanha – TONI ERDMANN, de Maren Ade (aplausos em Cannes);
Austrália – TANNA, de (Ganhador do Prêmio do Público em Veneza);
Bélgica – LES ARDENNES, de Robin Pront;
Bósnia Herzegovina – DEATH IN SARAJEVO, de Danis Tanovic (Vencedor do Grande Prêmio do Júri em Berlim);
Coreia do Sul – THE AGE OF SHADOWS, de Kin Jee Won;
Egito – CLASH, de Mohamad Diab;
Espanha – JULIETA, de Pedro Almodóvar;
Finlândia – THE HAPPIEST DAY IN LIFE OF OLLI MÄKI, de Juho Kuosmanen (ganhador da Mostra Um Certo Olhar, Cannes);
Holanda – TONIO, de Paula Van Dr Oest
Hungria – KILLS ON WHEELS, de
Líbano – VERY BIG SHOT, de
Luxemburgo – VOICES FROM CHERNOBYL, de Pol Cruchten;
Nepal – KALO POTHI, de Bahadur Bham;
República Dominicana – FLOR DE AZUCAR, de Fernando Baez;
Romênia – SIERANEVADA, de Christi Pulu (muito elogiado em Cannes);
Sérvia – TRAIN DRIVER’S DAY, de Milos Radovic;
Venezuela – DE LONGE TE OBSERVO (Desde Alla), de Lorenzo Vigas Castes;

Veja o trailer de Clash, do egípcio Mohamad Diab.

Imagem de Amostra do You Tube