BLOCKBUSTERS 2016 – OS “CANOS” DE HOLLYWOOD

O ano de 2016 chegou ao fim e começam a surgir as estatísticas de Hollywood com os recordes de bilheteria, os estúdios de sucesso, público e renda e, também os fracassos. O Cinema e Artes fez a sua pesquisa e aponta os campeões de fracasso nas bilheterias, os chamados, como dizemos por aqui, os “canos”  da temporada. Conheça-os

O cenário de caos de INDEPENDENCE DAY - O RESSURGIMENTO: os maiores fracassos de bilheteria de 2016

O cenário de caos de INDEPENDENCE DAY – O RESSURGIMENTO: os maiores fracassos de bilheteria de 2016

Qual terá sido o maior “cano” de 2016? “Cano”, é aquele “blockbster” que, com todos os milhões de orçamento, depois de percorrer os cinemas de diversos países, não devolveu os dólares de seu investimento. É importante salientar que, para apenas empatar o seu investimento, um filme deve obter exatamente três vezes o seu custo de produção. Sim, um filme que custa US$ 100 milhões, por exemplo, para começar a dar lucro ao seu estúdio, que começar a rentabilidade a partir de US$ 301 milhões.

Estimamos, aqui, a bilheteria mundial, que se compõe das arrecadações dos mercados EUA-Canadá e o restante do mundo, sintetizados como bilheteria mundial, ok? Partindo desse conjunto de arrecadação internacional,  confira os filmes que deram prejuízo aos seus estúdios.

A LENDA DE TARZAN
The Legend of Tarzan, EUA
Estúdio: Warner Bros
Direção: David Yates
CustoUS$ 180 milhões
Renda EUAUS$ 126,6 milhões
Renda Mundial – US$ 356,7 milhões

A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE
Allegiant, EUA
Estúdios: Lionsgate, Summit e Red Wagon
Direção: Robert Schentke
Custo: US$ 179 milhões
Arrecadação Mundial: US$ $110 milhões

CAÇA-FANTASMAS
Ghostbusters, EUA-Austrália
Estúdios: Columbia, village Roadshow e mais 5 independentes
Direção: Paul Feig
Custo: US$ 114 milhões
Bilheteria Mundial: US$ 229 milhões

AS TARTARUGAS NINJA – FORA DAS SOMBRAS
Teenage Mutant Ninja Turtles: out of Shadows, EUA-Hong Kong
Estúdios: Paramount, China Movie Group, Nicklodeon e mais 4 independentes
Direção: Dave Green
Custo: US$ 135 milhões
Bilheteria Mundial: US$ 245 milhões

ALIADOS
Allied, EUA-Reino Unido
Estúdios: Paramount e mais 3 independentes
Direção: Robert Zemeckis
Custo: US$ 85,3 milhões
Renda acumulada até agora = EUA/Mundial: US$ 804 milhões

ALICE NO PAÍS DO ESPELHO
Alice through the Looking Glass, EUA-Reino Unido
Estúdios: Walt Disney, Tim Burton Productions e mais 3 independentes
Direção: James Bobin
CustoUS$ 170 milhões
Bilheteria EUAUS$ 77 milhões
Bilheteria InternacionalUS$ 299,4 milhões

ASSASSIN’S CREED
Assassin’s Crred, Reino Unido-França-Hong Kong-EUA
Estúdios: Regency Enterprises e mais 10 independentes:
Distribuição: Warner
Direção: Justin Kurzel
Custo – US$ 180 milhões
Bilheteria nos EUA – US$ 48,3 milhões
Ainda dependendo do mercado internacional

BEN HUR
Ben Hur, EUA
Estúdios: MGM e Paramount e mais 2 estúdios independentes
Direção: Timur Bekmambetov
Custo: US$ 120 milhões (incluindo marketing)
Renda Mundial: US$ 94,1 milhões

O BOM GIGANTE AMIGO
BFG, EUA
Estúdios: Amblin, Walt Disney e Walden Media
Direção: Steven Spielberg
Custo: US$ 140 milhões
Faturamento Mundial: US$ 178 milhões

DEUSES DO EGITO
Goods of Egypt, EUA-Austrália
Estúdios: Summit e mais 4 estúdios independentes
Direção: Alex Proyas
Custo: US$ 140 milhões
Arrecadação Mundial: US$ 150,6 milhões
Summit é o estúdio da série Jogos Vorazes.

HORAS DECISIVAS
The Finest Hours, EUA
Estúdios: Walt Disney e Whitaker Entertainment
Direção: Craig Gillespie
Custo: US$ 80 milhões
Arrecadação Mundial: US$ 52,1 milhões

INDEPENDENCE DAY – O RESSURGIMENTO
Independence Day: Ressurgence, EUA
Estúdio: Fox
Direção: Roland Emmerich
Orçamento – US$ 165 milhões
Renda EUA – US$ 103,1 milhões
Bilheteria Mundial Acumulada – US$ 389,6

INFERNO
Inferno, EUA
Estúdio: Sony/Columbia
Direção: Ron Howard
CustoUS$ 75 milhões
Bilheteria EUAUS$ 34,01 milhões
Bilheteria Total –  US$ 219, 3 milhões

HORIZONTE PROFUNDO: DESASTRE NO GOLFO
Deepwater Horizon, Hing Kong-EUA
Estudios: Summit e mais 3 independentes
Direção: Peter Berg
CustoUS$ 180,00 (incluindo publicidade)
BilheteriaUS$ 52,4 milhões

JACK REACHER – SEM RETORNO
Jack Reacher – Never go Back, EUA
Estúdio: Paramount
Direção: Edward Zwick
CustoUS$ 60 milhões
ArrecadaçãoUS$ 161,3 milhões

KUBO E AS CORDAS MÁGICAS
Kubo and the two Strings, EUA
Estúdio: Focus Features
Direção: Travis Knight
Orçamento  – US$ 60 milhões
Renda EUAUS$ 48,2 milhões
Bilheteria MundialUS$ 21,9 milhões

O CAÇADOR E A RAINHA DO GELO
The Huntsman: winter’s War, EUA
Estúdios: Universal e mais 2 independentes
Direção: Cedric Nicolas-Troyan
Custo US$ 115,00
RendaUS$ 164,6

OS 7 MAGNÍFICOS
The Magnificent Seven, EUA
Estúdios: MGM, Columbia e mais 3 independentes
Direção: Antoine Fuqua
CustoUS$ 90 milhões
BilheteriaUS$ 93,4 milhões

PASSAGEIROS
Passengers, EUA
Estúdio: Columbia
Direção: Mortedm Tyldum
CustoUS$ 110 milhões
Arrecadação parcialUS$ 51 milhões

STAR TREK – ALEM DA FRONTEIRA
Star Trek Beyond, EUA
Estúdio: Paramount
Direção: Justin Lin
OrçamentoUS$ 185 milhões
Renda EUAUS$ 158,8 milhões
Renda MundialUS$ 343,4 milhões

WARCRAFT
Warcraft, EUA
Estúdio: Universal
Direção: Duncan Jones
CustoUS$ 160 milhões
Renda EUAUS$ 47,2 milhões
Renda MundialUS$ 433 milhões

Vejam o trailer de Assassin’s Creed.

Semana 30 – Homem-Formiga

Herói diminuto da Marvel conseguiu levar a melhor sobre os personagens de videogame da comédia Pixels e sustentou a liderança do ranking dos mais rentáveis. Dentre as outras novidades, Cidades de Papel ficou longe de empolgar enquanto Noucate foi o único que superou expectativas

Paul Rudd em cena de HOMEM-FORMIGA

Paul Rudd em cena de HOMEM-FORMIGA

Pela segunda vez consecutiva, a aventura Homem-Formiga foi a campeã das bilheterias norte-americanas. Embora não tenha sido uma vitória fácil como ocorreu na semana passada, o herói da Marvel assegurou novamente o topo da lista dos mais rentáveis ao arrecadar de sexta a domingo US$ 24,76 milhões, quantia que representa uma perda de 57% em relação ao último final de semana. Em dez dias, Homem-Formiga acumula uma renda de elogiáveis US$ 106,07 milhões e com isso os analistas acreditam que o filme deverá chegar a um bilheteria total de US$ 175 milhões na América do Norte.

Cena de PIXELS (2015), de Chris Columbus

Cena de PIXELS (2015), de Chris Columbus

Em segundo lugar aparece a principal estreia da semana, a comédia Pixels, que, apontada como a grande favorita ao topo do ranking, terminou tendo que se contentar com a medalha de prata ao faturar US$ 24 milhões durante o final de semana, resultado inferior aos já modestos US$ 25 milhões projetados pelos analistas e que transforma o filme em um fracasso tanto para Sony (que gastou salgados US$ 88 milhões na produção do longa, seu único blockbuster de verão) quanto para o ator Adam Sandler, que cada vez mais está perdendo o carisma junto ao público norte-americano. Pixels já está em exibição nos cinemas brasileiros.

Na esquerda, cena de MINIONS e na direita cena de DESCOMPENSADA

Na esquerda, cena de MINIONS e na direita cena de DESCOMPENSADA

Na sequência do ranking aparecem a animação Minions e a comédia Descompensada, que de sexta a domingo arrecadaram respectivamente US$ 22,10 milhões e US$ 17,30 milhões. No total, o longa das adoráveis criaturinhas amarelas acumula uma excelente bilheteria de US$ 261,62 milhões, ao passo que a comédia dirigida por Judd Apatow (Ligeiramente Grávidos) soma US$ 61,54 milhões.

Jake Gyllenhaal em cena de NOCAUTE (2015), de Antoine Fuqua

Jake Gyllenhaal em cena de NOCAUTE (2015), de Antoine Fuqua

A quinta colocação ficou com o drama estreante Nocaute (Southpaw), que nos seus três primeiros dias em cartaz rendeu US$ 16,50 milhões, superando assim as projeções iniciais de US$ 13 milhões e deixando os executivos da Weinstein Company bastante satisfeitos. Foi uma abertura que mostrou que lançar um drama adulto durante a temporada de verão pode valer a pena. Se você não é um super-herói, um filme infantil ou uma comédia boba, então porque você tem que ser lançado durante a temporada de outono?, declarou o chefe de distribuição do estúdio, Erik Lomis, ao Wall Street Journal. Com direção de Antoine Fuqua (O Protetor) e Jake Gyllenhaal (O Abutre) no papel principal, Nocaute tem data de estreia no Brasil agendada para o dia 10 de setembro.

Nat Wolff e Cara Delevingne em cena de CIDADES DE PAPEL (2015), de Jake Schreier

Nat Wolff e Cara Delevingne em cena de CIDADES DE PAPEL (2015), de Jake Schreier

Logo em seguida, no sexto lugar, está o romance Cidades de Papel (Paper Towns), que acabou passando longe de repetir o sucesso de A Culpa é das Estrelas e registrou uma abertura de fracos US$ 12,50 milhões, valor bem abaixo dos US$ 20 milhões esperados pelos executivos da Fox, que por sinal ficaram sem entender a performance decepcionante da produção. Eu estou de fato um tanto confuso. Isso é algo que teremos que analisar e rever no pós-lançamento e descobrir por que não tivemos mais pessoas assistindo ao filme, disse Chris Aronson, chefe de distribuição da Fox, à Variety. Por aqui, Cidades de Papel está em cartaz nos cinemas desde o começo do mês.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

06

Veja o trailer de Pixels:

Imagem de Amostra do You Tube

RANKING BRASIL – OS VINGADORES estreia na frente

Os Vingadores: Era de Ultron estreou no Brasil e terminou o primeiro fim de semana no país isolado na primeira colocação do ranking. Velozes e Furiosos 7 caiu bastante no desempenho com a chegada dos heróis e ficou com a segunda posição. O mesmo ocorreu com Cinderela, Cada Um na Sua Casa e Chappie, que mantiveram a ordem da última tabela, caindo ambos uma posição.

Cena de OS VINGADORES: A ERA DE ULTRON.

Cena de OS VINGADORES: A ERA DE ULTRON

O heróis da Marvel obtiveram sucesso na volta ao Brasil em um novo filme. Os Vingadores: Era de Ultron estreou no país terminando o fim de semana isolado na primeira colocação do ranking, após obter uma ótima renda de R$ 36,5 milhões, cerca de R$ 400 mil a menos que o obtido por Velozes e Furiosos 7. A aventura foi exibida em mais salas que o seu rival em sua estreia, foram cerca de 1300 contra 1100, mesmo assim conseguiu levar mais espectadores aos cinemas, cerca de 2,6 milhões, contra 2,3 milhões da ação. Somando com a renda obtida na segunda e terça-feira, Os Vingadores: Era de Ultron já acumula R$ 39,8 milhões, ultrapassando assim Velozes e Furiosos 7 no desempenho da quinta de estreia à terça-feira.

Cena de VELOZES & FURIOSOS 7.

Cena dos bastidores de VELOZES E FURIOSOS 7

Com a chegada dos Vingadores, Velozes e Furiosos 7 caiu cerca de 50% em relação ao fim de semana anterior. A ação arrecadou apenas R$ 7,7 milhões, estando em sua quarta semana em cartaz no país. Apesar da queda, Velozes 7 continua agradando, ainda sendo exibido em 820 salas no país, que receberam cerca de 517 mil espectadores nesse último fim de semana. No total, a ação acumula uma ótima renda de R$ 125 milhões no país.

Cena de CINDERELA.

Cena de CINDERELA

A adaptação do conto de fadas Cinderela também sentiu a presença de Os Vingadores: Era de Ultron, no entanto, foi a que menos caiu no desempenho dentre os cinco primeiros colocados, terminando o último fim de semana na terceira colocação do ranking com uma renda de R$ 2,2 milhões, o que representa uma queda de apenas 43%. Cinderela acumula uma renda de R$ 46,1 milhões no Brasil, de um público total de aproximadamente 3,8 milhões.

Cena de CADA UM NA SUA CASA.

Cena de CADA UM NA SUA CASA

Em sua terceira semana em cartaz, Cada Um na Sua Casa caiu cerca de 45% no desempenho, a fez escorregar para o quarto lugar. A animação faturou aproximadamente R$ 2 milhões nesse último fim de semana, tendo levado cerca de 148 mil espectadores aos cinemas, para um acumulado de 1,3 milhões. Exibido em cerca de 460 salas no país, Cada Um na Sua Casa soma uma renda de R$ 18,2 milhões.

Cena de CHAPPIE.

Cena de CHAPPIE

Distribuído pela Sony, Chappie obteve a segunda maior queda dentre os dez primeiros colocados do ranking, cerca de 61%, arrecadando apenas R$ 741 mil no último fim de semana. Cerca de 52 mil espectadores assistiram a ação no último fim de semana no Brasil, exibida em cerca de 250 salas, o que a fez ficar com a pior média de público por sala dentre os dez primeiros, de 210. Em sua segunda semana em cartaz no país, Chappie acumula atualmente uma renda de R$ 4,1 milhões.

Confira a tabela com os dez primeiros colocados.

RBRA-17-2015

Veja o trailer de Os Vigadores: A Era de Ultron.

Imagem de Amostra do You Tube

RANKING BRASIL – VELOZES E FURIOSOS 7 na frente

Velozes e Furiosos 7 novamente liderou os rankings internacional, Brasil e EUA. A ação obteve uma queda considerável em seu último fim de semana no Brasil, no entanto continua isolado em primeiro. Cinderela e Cada Um na Sua Casa também caíram e acabaram mantendo-se respectivamente na segunda e terceira colocação. O mesmo ocorreu com Insurgente, mas este não conseguiu manter a sua antiga posição, caindo para a quinta posição devido ao estreante Chappie, que ficou no quarto lugar

Fast and Furious 7 New Picture (2)

Vin Diesel em cena de VELOZES E FURIOSOS 7

Pela terceira vez consecutiva, Velozes e Furiosos 7 liderou todos os rankings de bilheteria, tendo terminado o domingo com uma ótima renda no Brasil, mesmo com a queda significativa de cerca de 40% em relação ao fim de semana anterior. Com R$ 17 milhões arrecadados, a ação mais uma vez se isolou na liderança dos mais rentáveis. Mesmo estando em sua terceira semana em cartaz, o filme ainda conseguiu levar cerca de um milhão de espectadores aos cinemas, que somam um público total de 7 milhões. No total, Velozes e Furiosos 7 já acumula mais de R$ 103 milhões em renda no Brasil.

2

Lily James em cena de CINDERELA.

A adaptação do famoso conto de fadas Cinderela manteve-se na segunda colocação, mesmo com uma queda de aproximadamente 35%, terminando o domingo com uma renda de cerca de R$ 3,9 milhões. Em sua quarta semana em cartaz no país, Cinderela continua com bons resultados, já tendo acumulado uma bilheteria de R$ 40 milhões e um público de aproximadamente 3,3 milhões de espectadores.

Cena de CADA UM NA SUA CASA.

Cena de CADA UM NA SUA CASA.

Com uma queda de 30%, Cada Um na Sua Casa, assim como os dois primeiros, também sustentou a sua posição. Em sua segunda semana em cartaz, a animação ficou bem próxima de Cinderela, com uma renda de cerca de R$ 3,6 milhões, sendo que acumula atualmente um público aproximado de 900 mil espectadores. No total, Cada Um na Sua Casa soma uma renda de R$ 12,1 milhões no Brasil.

Cartaz de CHAPPIE.

Banner de CHAPPIE.

Mesmo estreando na quarta colocação do ranking, a sci-fi Chappie chegou bem ao país, conseguindo um bom resultado para um filme exibido em apenas 278 salas. Distribuído pela Sony, Chappie terminou os seus primeiros quatro dias no país com uma arrecadação de R$ 1,8 milhões, tendo levado cerca de 135 mil espectadores aos cinemas.

Cena de INSURGENTE.

Cena de INSURGENTE.

Na quinta colocação ficou Insurgente, após uma queda de cerca de 45%, perdendo por aproximadamente R$ 500 mil em renda para o estreante Chappie. A ficção arrecadou cerca de R$ 1,3 milhões de quinta, 16, à domingo, 19, levando cerca de 95 mil espectadores aos cinemas nesse período. No total, Insurgente acumula uma renda de R$ 37 milhões, em sua quinta semana em cartaz, e um público de cerca de 2,65 milhões.

Confira abaixo a tabela com os dez melhores.

RBRA-16-2015

Veja o trailer de Chappie.

Imagem de Amostra do You Tube

SEMANA 10 – CHAPPIE

Em um fim de semana fraco em arrecadação, a sci-fi Chappie liderou em baixa e Vince Vaughn amargou mais um fracasso com a comédia Unfinished Business. Dona da medalha de bronze, a comédia indie O Exótico Hotel Marigold 2 foi a única novidade que de fato se saiu bem

Banner internacional de CHAPPIE (2015), de Neill Blomkamp

Banner internacional de CHAPPIE (2015), de Neill Blomkamp

Infelizmente para o diretor Neill Blomkamp, não foi dessa vez que ele conseguiu emplacar um novo sucesso de bilheteria. Após chegar a Hollywood com o pé direto e ter conquistado o público com a sci-fi Distrito 9 (que faturou somente no mercado norte-americano US$ 115,64 milhões, para um orçamento de US$ 30 milhões), o diretor levou um tropeço com a sci-fi Elysium (que custou US$ 115 milhões e rendeu somente US$ 93,05 milhões na América do Norte) e agora terá que amargar mais um desapontamento financeiro com a sci-fi Chappie.

Maior lançamento da semana no mercado norte-americano, Chappie não encontrou problemas para driblar a concorrência e assumir a liderança do ranking das bilheterias locais, no entanto, com somente US$ 13,30 milhões arrecadados de sexta a domingo, não há realmente muitos motivos para comemorar, uma vez que o valor ficou muito abaixo dos já modestos US$ 20 milhões esperados pelos executivos da Sony. Em declaração à Variety, porém, o presidente de distribuição mundial do estúdio, Rory Bruer, não se mostrou muito pessimista em relação à abertura de Chappie e afirmou que acredita no potencial de sustentação do longa. A singularidade dos personagens vai gerar um boca-a-boca que eu acredito que vai ajudar o filme nas próximas semanas, disse. Mas independente das quedas que Chappie irá apresentar nos próximos rankings de bilheteria, é interessante destacar que a produção tem a seu favor o seu orçamento de US$ 49 milhões, valor não muito elevado que, com a ajuda dos números do mercado internacional (onde os filmes de Blomkamp sempre encontraram espaço), com certeza fará com que a Sony não fique no vermelho. No Brasil, Chappie chega aos cinemas no dia 16 de abril.

Will Smith e Margot Robbie em cena de GOLPE DUPLO

Will Smith e Margot Robbie em cena de GOLPE DUPLO

Na sequência dos mais rentáveis do final de semana vem o thriller criminal Golpe Duplo, que registrou uma perda de 46% e escorregou da primeira para a segunda posição, tendo encerrado o período com uma renda de US$ 10,02 milhões. Em dez dias, o longa da dupla Glenn Ficarra e John Requa (Amor a Toda Prova) acumula uma bilheteria de US$ 34,57 milhões.

Banner internacional de O EXÓTICO HOTEL MARIGOLD 2 (2015), de John Madden

Banner internacional de O EXÓTICO HOTEL MARIGOLD 2 (2015), de John Madden

Em terceiro lugar aparece a comédia indie estreante O Exótico Hotel Marigold 2 (The Second Best Exotic Marigold Hotel), que embora tendo alcançado no fim de semana uma abertura de somente US$ 8,60 milhões, foi considerada a grande campeã do ranking, tendo em vista que está sendo exibida em uma quantidade não muito expressiva de cinemas (ao todo são 1.573 salas) e que registrou uma média de arrecadação por sala de US$ 5 mil, disparada a maior do Top 10. Além disso, o orçamento de O Exótico Hotel Marigold 2 somou apenas US$ 10 milhões, o que significa que seus custos de produção estão praticamente pagos. O Exótico Hotel Marigold 2 estreia no Brasil no dia 07 de maio.

Na esquerda, cena de KINGSMAN e na direita cena de BOB ESPONJA

Na esquerda, cena de KINGSMAN e na direita cena de BOB ESPONJA

Encerrando a lista dos cinco primeiros colocados estão a comédia de ação Kingsman: Serviço Secreto e o filme-família Bob Esponja: Um Herói Fora D’Água, que faturaram respectivamente US$ 8,30 milhões e US$ 7 milhões. No total, Kingsman acumula uma bilheteria de US$ 98,02 milhões, ao passo que Bob Esponja contabiliza uma renda de US$ 148,99 milhões.

Banner internacional de UNFINISHED BUSINESS (2015), de Ken Scott

Banner internacional de UNFINISHED BUSINESS (2015), de Ken Scott

Bem mais abaixo, na lanterninha do ranking, ficou a terceira novidade da semana, a comédia Unfinished Business, que nos seus três primeiros dias em cartaz arrecadou míseros US$ 4,80 milhões, performance que transforma o filme no quinto fracasso seguido da carreira do ator Vince Vaughn (Penetras Bons de Bico). Por enquanto, Unfinished Business não possui uma data de estreia definida no Brasil.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

RANKING

Assista ao trailer de Chappie:

Imagem de Amostra do You Tube

DIGGIN’ IN THE CARTS – Série de Documentários apresenta autores de músicas de games

Série de documentários Diggin’ in the Carts de Nick Dwyer, rastreia compositores de games dos anos 80 que influenciaram uma geração através de suas músicas eletrônicas produzidas por chips que serviam de trilha para os games. Hoje, os compositores japoneses são chamados de vintage.

Trecho de Diggin' in the Carts (2014) de Nick Dwyer

Still de DIGGIN’ IN THE CARTS (2014), de Nick Dwyer

Diggin’ in the Carts é um projeto apoiado pela Red Bull Music Academy, em que o diretor Dwyer rastreou alguns dos grandes compositores cujos nomes permaneceram no anonimato na época (década de 80). Suas produções invadiram lares do mundo inteiro com a popularização dos videogames. Em entrevista eles revelam segredos e inspirações de suas gravações.

Os episódios da série percorrem a trajetória das músicas de game desde 1983, quando surgiu o console doméstico NES (Nintendo Entertainment System), até o surgimento do Playstation, da Sony, onze anos depois. Segundo os entrevistados, naquela época era muito difícil criar com as limitações dos chips, o que os obrigava a serem criativos. Nos filmes, descobrimos por exemplo, a influência do reggae, na música de games.

A série possui seis episódios (entre 15 e 17 minutos) e está disponível gratuitamente na internet através do link http://www.redbullmusicacademy.com/magazine/diggin-in-the-carts com legendas em inglês.

Segue Episódio 1 – A Ascensão da Música de Game, com legendas em português:

 

FROZEN – AGORA PRODUTO DE MARCHANDSING

Lançada no final de 2013, a animação da Walt Disney Animation Studios bateu recordes de bilheteria ao alcançar a marca de 1,2 milhão de dólares nos cinemas de todo mundo – renda superior a US$ 400 nos EUA e mais US$ 873,4 milhões no mercado internacional. Descubra como o conhecido estúdio de Hollywood multiplicou esse sucesso em muitos outros milhões de dólares

Elsa-image-elsa-36759559-1366-768 (1)

Uma história sobre duas irmãs, levemente baseada em um conto de Hans Christian Andersen, que envolve aventura, magia e músicas-chiclete. Essa é a fórmula perfeita de um clássico Disney, essencial para que o estúdio recuperasse o seu sucesso,tendo conquistando dois prêmios Oscar em 2014 (Melhor Canção Original Melhor Animação, sendo esse segundo o seu primeiro), além do título de animação de maior bilheteria mundial e uma homenagem na entrada do teatro da Walt Disney Animation Studios. Todo o sucesso envolvendo Frozen – uma Aventura Congelante possibilitou campanhas de merchandising massivas, com fins de manter o filme em pauta na mídia anos após seu lançamento, além de gerar grande lucro como brinquedo temáticos, mochilas, bonecos de pelúcia, série de animação de TV, jogos de computador e livro de contos infantis, entre outros. Até o poster e a trilha sonora do longa-metragem se tornaramu instrumento de vendas e, por 13 dólares, você leva os personagens como instrumentos de decoração para o lar ou o escritório. Bacana, não?

Fachada do Teatro da Walt Disney Animation Studios costuma homenagear grandes longas produzidos pelo estúdio

Ainda no início deste ano, por exemplo, uma versão sing along (cante junto) do filme foi lançada nos Estados Unidos, o que o fez manter-o em cartaz por meses além da programação comum. Filas para conhecer Anna e Elsa nos parques Disney duravam horas, o que possibilitou aos imagineers (engenheiros dos complexos da empresa) incluí-las em paradas e estabelecer uma programação especial durante o verão estadunidense no Hollywood Studios. Com o filme quase todo ambientado na neve, o presidente da Walt Disney Parks & Resorts, Tom Staggs, divulgou que, a partir deste mês de novembro, durante a chegada do inverno na região, o tradicional Castelo da Cinderela, no Magic Kingdom, se transformará em um imenso palácio de gelo. Em setembro, também foi anunciada uma atração inspirada na animação para o parque Epcot, do complexo Walt Disney World, na Flórida. Em desenvolvimento, o passeio levará o público ao reino fictício de Arendelle, e ocupará o local onde atualmente se encontra a atração Maelstrom.

Princesa Anna e Rainha Elsa preparam-se para receber o público no Walt Disney World, enquanto apresentam produtos baseados em seus personagens à venda nos parques

O sucesso da canção-hino Let It Go tomou conta de rádios ao redor do mundo. Com a versão pop da música, gravada pela cantora Demi Lovato, e usada na divulgação prévia do filme, o hit ganhou espaço para reprodução nas mais diversas mídias. Uma versão remixada da música foi lançada no álbum Deconstructed, junto a outras canções de sucesso da Disney, e covers dos mais variados ritmos tomaram conta do Youtube. No seriado Glee, a música já faz parte da setlist para a sexta temporada, a ser interpretada pela atriz e cantora Lea Michele. Na versão mais recente do jogo de dança desenvolvido pela Ubisoft, Just Dance 2015, também é possível encontrar a composição ganhadora do Oscar, comprovando a presença de Frozen no conjunto mais variado de plataformas.

Também no setor de games, o universo de Uma Aventura Congelante pode ser explorado no jogo Disney Infinity, lançado pelo estúdio em 2013 e disponível para Xbox 360, PlayStation 3, Wii, Wii U e Nintendo 3Ds, além de dispositivos móveis (iOS e Android). Vários aplicativos envolvendo o filme foram lançados, como os jogos Frozen Free Fall e  Hidden Worlds, além de um karaokê interativo que segue os moldes da versão sing along lançada nos cinemas.

Em Home Vídeo, o filme foi lançado em Bluray, DVD, Bluray 3D e formato digital no início de abril. Entretanto, a versão em 3D não foi lançada em mídia física nos Estados Unidos, levantando entre colecionadores a suspeita de um possível relançamento em edição especial no futuro. Em 18 de novembro, uma edição em DVD da versão “cante junto” do filme será lançada em terras estrangeiras, e ainda sem previsão para o Brasil.

O campo de merchandising envolvendo Frozen permanece imenso. Ainda em 2013, antes do lançamento do filme, o estúdio do Mickey anunciou que as duas protagonistas do filme seriam inseridas na franquia de princesas, composta atualmente por outras 11 figuras femininas de animações anteriores que, além de estamparem produtos, promovem eventos de coroação nos parques, atraindo fãs de todo o mundo. Entretanto, devido ao grande sucesso do filme, Anna e Elsa ganharam sua própria franquia, mantendo a data em que seriam “oficialmente” introduzidas à realeza Disney sem previsão.

Na TV, o sucesso da animação vem sendo explorado por meio do seriado Once Upon a Time, do canal americano ABC (no Brasil, exibida pelo canal SONY). Criado por Edward Kitsis e Adam Horowitz (ambos conhecidos pela série Lost), o drama de fantasia televisivo se encontra em sua quarta temporada, e aborda a representação de contos de fada no mundo real. Vale lembrar que a ABC pertence ao grupo Disney, que facilmente cedeu os direitos sobre os personagens de Frozen ao estúdio do seriado. O canal também apresentou, no início de setembro, o documentário The Story of Frozen: Making a Disney Animated Classic (A História de Frozen: Construindo um Clássico de Animação Disney), que aborda o making of da produção, incluindo declarações dos dubladores e diretores do filme. Anote aí: na televisão brasileira, a animação será exibida pelos canais fechados da rede Telecine a partir deste sábado, 08 de novembro.

A Disney Infinito está lançando um pacote FROZEN de jogos para 3DS, PC, PS3, Wii, Wii U e Xbox 360

A Disney Infinito está lançando um pacote FROZEN de jogos para 3DS, PC, PS3, Wii, Wii U e Xbox 360

Com todo esse sucesso, é possível que as aventuras no reino de Arendelle ganhem uma continuação? De acordo com o presidente dos estúdios Disney, Alan Horn, uma sequência não está planejada para produção. Entretanto, os fãs não devem ficar chateados: um curta intitulado Frozen Fever (febre Frozen) foi anunciado para a primavera de 2015, e contará com o retorno de todos os envolvidos no primeiro filme, incluindo os diretores Jennifer Lee e Chris Buck, além de uma nova canção composta pelo casal Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez. Uma série de livros escrita por Erica David também está planejada para ser lançada em janeiro de 2015 nos Estados Unidos, e um musical da Broadway baseado no filme está em desenvolvimento, ainda sem previsão de estreia.

Frozen: uma Aventura Congelante está nas locadoras em versões dubladas e legendadas. Confira um dos traillers.

Imagem de Amostra do You Tube

ANTI-PIRATARIA – MPAA muda estratégia: educar para ganhar a guerra

Depois que a aventura Os Mercenários 3 apareceu nos torrents 3 semanas antes de seu lançamento nos cinemas, o combate à pirataria online vai mudar de cenário. Diante da impossibilidade de mudar as leis e fechar os sites de compartilhamento, sob a chancela da MPAA – Motion Picture Association of America -, órgão que regula o os estúdios e o mercado cinematográfico estadunidense, os profissionais do Cinema e da TV buscam agora educar a audiência contra a pirataria.  E o primeiro passo foi dado: empresas que trabalham com a produção comercial de audiovisuais criaram evento para mostrar a quantidade de profissionais afetados com a prática da pirataria

Piratas sequestram original OS MERCENÁRIOS (2014), de Patrick Hughes

Piratas sequestram original OS MERCENÁRIOS (2014), de Patrick Hughes

ÁVILA SOUSA
Analista e tradutor

Faz um mês, mas vale a pena registrar, mesmo porque ninguém deu bolas para a notícia, importante, que devem mudar as regras do combate à pirataria. No último dia 10 de setembro, várias associações estadunidenses de produção audiovisual, tanto cinematográfica quando televisiva, enviaram membros e representantes para o Capitólio com o intuito de integrarem o evento chamado de Beyond the Red Carpet: movie & TV Magic Day (Além do Tapete Vermelho: um Dia Mágico do Cinema e da TV, em tradução livre), que mostrou através de exibições e debates como a pirataria prejudica o trabalho de centenas de pessoas que estão por trás das câmeras de uma produção cinematográfica.

Membros da MPAA, PGA, DGA, Independent Film & Television Alliance, IATSE, SAG-AFTRA, e National Association of Theater Owners, foram à sede do Congresso dos EUA para debater e mostrar o número de pessoas envolvidas em um trabalho audiovisual comercial e que poucas vezes são reconhecidas. Diretores, roteiristas, atores, produtores, animadores, distribuidores e técnicos estavam presente no evento que buscou mostrar o cinema e a TV como uma indústria e não apenas como produtos de entretenimento.

A Representante da Califórnia na Câmara dos Representantes, Judy Chu, afirmou: nós queremos mostrar que a pirataria afeta pessoas reais e seus empregos. O chefe executivo da MPAA, Chris Dodd, disse ao The Wrap que não buscamos outro projeto de lei contra a pirataria, queremos apenas educar o público. O mundo está mudando em alta velocidade. Nós não estamos fazendo isso para criar leis ou litigar nossas ideias, nós vamos tentar educar as pessoas mostrando o trabalho duro de pessoas envolvidas nesse ramo.

SOPA E PIPA
Em 2012, dois projetos de leis conhecidos como SOPA e PIPA foram criados com o intuito de proibir a pirataria online e punir àqueles que praticassem o ato. O SOPA (Stop Online Piracy Act, Pare Com a Pirataria Online, em tradução livre), através do PIPA (Protect Intellectual Property Act, Ato para Proteção de Propriedade Intelectual, em tradução livre) tinha a proposta de aplicar 5 anos de prisão em quem compartilhasse conteúdo pirata por no mínimo 10 vezes em 6 meses. Sites de busca como Google e redes sociais como Facebook também seriam punidos por facilitarem a pirataria.

Grandes estúdios e distribuidoras apoiavam os projetos, entre eles, Disney, Sony, Universal e Warner Bros. Na contrapartida estavam alguns sites como Google, Craiglist, Facebook e Wikipedia, que afirmavam ser um projeto que visava a censura e a liberdade de expressão na internet. Na época, a Casa Branca declarou ser contra as propostas alegando que não poderiam apoiar algo que reduziria a liberdade de expressão na internet e ampliaria os riscos de segurança na computação. Cerca de um mês antes de serem votadas as propostas de lei foram arquivadas porque houve uma grande passeata popular contra elas.

HISTÓRIA: A ORIGEM DA PIRATARIA
Em seu livro Piracy In The Motion Picture Industry (na tradução livre, Pirataria na Indústria Cinematográfica), o autor e pesquisador Kerry Segrave define pirataria como a reprodução ou uso não autorizado de filmes. Tomando como ponto de partida essa afirmação, percebe-se que o cinema e a pirataria estão ligados desde a fundação do primeiro, muito embora só tenha ganhado maior repercussão depois do advento da digitalização.

Muito antes das câmeras filmadoras e outros dispositivos móveis com capacidade de filmar ilegalmente a exibição de uma produção cinematográfica, já existiam relatos de pirataria envolvendo as grandes indústrias de cinema, principalmente dos Estados Unidos e Europa. Junto com o surgimento do cinema como espaço comercial apareceram pessoas que tentaram – muitas conseguiram – lucrar clandestinamente com as exibições das películas.

Inicialmente os donos de cinema compravam rolos de filmes para serem exibidos em sessões antes cos mercenários 3ombinadas com as produtoras e distribuidoras, porém, como não havia uma fiscalização, muitos exibidores faziam sessões extras e até alugavam os rolos entre si para poderem lucrar além do contratado. Eis que as produtoras então passaram a mandar fiscais juntos com as películas quando passaram a descobrir tais atitudes nada éticas. Fora isso existam as películas que se perdiam ou eram roubadas no caminho entre as distribuidoras e os cinemas.  Mas, a origem pode ser detectada no início do século passado, quando as obras do francês Georges Mèlies (1851-1938) foram levadas para os EUA clandestinamente e exibidas sem o pagamento de direitos autorais, o que provocou a falência de seu estúdio, o primeiro da História do Cinema.

Para saber mais sobre Georges Mèlies, acesse aqui.

Não se sabe ao certo quando a pirataria online surgiu, mas sabe-se que foi de uma maneira rápida e descontrolada. O primeiro caso polêmico e que deu início toda a discussão e preocupação com a pirataria foi em 1999, quando o estudante Shawn Fanning criou o Napster, um programa de compartilhamento de arquivos usado para trocar músicas entre ele e alguns de seus amigos. shawn fanningO Napster tomou proporções internacionais e logo as produtoras musicais quiseram o fim do programa e a punição para Shawn por cópia e distribuição ilegal de seus conteúdos. A exemplo do Napster inúmeros programas passaram a surgir de forma que não mais havia qualquer controle sobre a troca de conteúdos na internet, fato que se segue até hoje.

 PREJUÍZO AOS MERCENÁRIOS
O caso mais recente de vazamento de conteúdo ilegal foi uma cópia do filme Os Mercenários 3, que apareceu na internet 3 semanas antes de sua estreia mundial. Ainda na primeira semana disponível na internet o filme foi baixado 2 milhões de vezes. A produção custou cerca de 90 milhões de dólares (para obter lucro nos cinemas, tem de faturar 3 vezes mais) e na primeira semana de exibição nos EUA arrecadou míseros 16 milhões. Especialistas previam a perda de milhões com o vazamento, preço que a Lionsgate espera recuperar na bilheteria mundial. Surge, então, a pergunta que não quer calar: como ocorreu o vazamento? Resposta: silêncio total.

Hoje, o filme conta com uma bilheteria de US$ 38,6 milhões nos EUA e cerca de US$ 162 milhões  internacionalmente, somando quase 200 milhões de dólares em bilheteria mundial (o primeiro obteve US$ 274,4 milhões; e o segundo, US$ 305,4 milhões), números que não descontentam, mas que poderiam estar dando uma boa folga financeira caso estivesse dentro da previsão da Lionsgate (cerca de US$ 350 milhões em arrecadação). Aí sim, o novo filme dos senhores brutos comandados por Sylvester Stallone poderia ser chamado de um sucesso de bilheteria.

Quanto a mudança de estratégia da MPAA, se vai fazer efeito ou não, só o tempo dirá.

Confira o trailer de Os Mercenários 3.

Imagem de Amostra do You Tube