GOTHAM-2016 – A CONSAGRAÇÃO DE MOONLIGHT

Foram entreguem, ontem à noite, no Ciprianmi Wall Street, os 10 prêmios Gotham aos filmes que se destacaram na temporada 2016. O drama racial Moonlight, de Barry Jenkins, foi, como se esperava, o grande vencedor com os prêmios de Melhor Filme e Melhor Roteiro. Casey Affleck, eleito o Melhor Ator, por Manchester à Beira-Mar, de Kenneth Lonnergan, e Isabelle Huppert, pelo corajoso trabalho em Elle, de Paul Verhoeven, que está em exibição no circuito Cinema de Arte do Cinépolis

tREVANTE rHODES EM moonlight (2016), de Barry Jenkiss: vencedor do Gotham-2016

Trevante Rhodes em MOONLIGHT (2016), de Barry Jenkins: vencedor do Gotham-2016

Conheça todos os vencedores, lembrando que Moonlight não tem ainda previsão de lançamento no Brasil e Manchetser à Beira-Mar, tem exibição confirmada para 12 de janeiro.

MELHOR FILME
MELHOR ROTEIRO
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Moonlight, de Barry Kenkins

MELHOR ATRIZ
Isabelle Huppert, Elle

MELHOR ATOR
Casey Affleck, Manchester à Beira-Mar

ATOR REVELAÇÃO
Anya Taylor-Joy, A BRUXA

MELHOR DOCUMENTÁRIO
O. J.: Made in America, de Ezra Edelman

PRÊMIO BINGHAM RAY DE DIRETOR REVELAÇÃO
Trey Edward Shults, Krisha

MELHOR SERIE REVELAÇÃO/FORMATO LONGO
Crazy Ex-Girlfriend, de Rachel Bloom e Aline Brosh McKenna

MELHOR SÉRIE REVELAÇÃO/FORMATO CURTO
Her Story, de Jen Richards and Laura Zak (herstoryshow.com)

PRÊMIOS HONORÁRIOS
Ethan Hawke – Ator
Oliver Stone – cineasta
Arnon Milchon -fundador da produtora New Regency

Abaixo,na matéria sobre a nemeaação ao Gotham, confira os trailers dos principais vencedores.

Está aberta, oficialmente, na indústria cinematográfica dos EUA, a temporada de premiação. Nesta 5ª feira, dia 20 de outubro, foram anunciadas as produções independentes que concorrerão ao Gotham International Film Awards. Manchester à Beira-Mar, de Kenneth Lonergan; Certas Mulheres, de Kelly Reichardt; Paterson, de Jim Jarmusch; Jovens, Loucos e Mais Rebeldes, de Richard Linklatter, e Moonlight, de Barry Jenkins, concorrem ao troféu de Melhor Filme

GOTHAM 2016

Vários dos filmes nomeados ao Gotham estão em exibição na 40ª Mostra de Cinema de São Paulo e entrarão em cartaz a partir de janeiro, quando se abre a pré-temporada do Oscar. As indicações, abrangendo 10 categorias, seleciona algumas das mais destacadas produções do cinema independente. No detalhe, a maioria dos cineastas, apesar de famosos e cultuados em festivais internacionais,é totalmente desconhecida no Brasil.

É o caso de Kenneth Lonergan. Manchester à Beira-Mar (Manchester by the Sea), o recordista de indicações com 4 categorias, aplaudido nos festivais de Sundance, Nova York e Telluride e com estreia prevista nos EUA em 18 de novembro. Terceiro longa do cineasta, trata-se de um drama sobre um homem que, com a morte do irmão, adota o sobrinho e isso lhe traz à tona o passado quando uma tragédia tirou-lhe a alegria pela existência. Outro destaque: a atuação de Casey Affleck, irmão de Ben, o novo Batman e em cartaz em O Contador.

Veja o trailer de Manchester à Beira-Mar

Também é o caso de Kelly Richardt, já ganhadora de 11 prêmios e realizadora dos aclamados Meek’s Cutoff (2010) e Night Moves (2013, ambos inéditos), que em Certas Mulheres (Certain Woman), adaptação do conto de Maille Meloy, acompanha o drama de 3 mulheres de uma pequena cidade do interior dos EUA cujas vidas se cruzam entre angústias e esperança. O elenco de atrizes é formado por Kristen Stewart, Michelle Williams e Laura Dern.

Confira o trailer de Certas Mulheres.

Também desconhecido no Brasil, Barry Jenkins faz de Moonlight uma obra premiada que, segundo os analistas, deverá ser destaque nas premiações do cinema independente nas categorias de roteiro e elenco. Jenkins adapta o livro de Tarell McCraney – que também assina o roteiro -, o qual traça a luta de um jovem negro na transição da adolescência para a fase adulta para encontrar o seu lugar na sociedade racista e intolerante de Miami. Uma história de auto-descobertas.

Conheça o trailer de Moonlight.

Os mais conhecidos cineastas dos trabalhos indicados a melhor filme são Richard Linklatter, 56, com Jovens, Loucos e Mais Rebeldes; e Jim Jarmusch, com Paterson. Linklatter, dando continuidade à linha de seus recentes trabalhos anteriores, o cineasta aborda a sua geração, retorna aos anos 80 e enfoca um grupo de amigos estudantes e jogadores de basquete de uma universidade que inicia um questionamento quanto ao futuro e que é almejado ao chegar à vida adulta. O elenco é formado por atores totalmente desconhecidos e talentosos.

Veja o trailer de Jovens, Loucos e Mais Rebeldes.

Jarmusch, um dos realizadores mais cultuados e que ultimamente estava em baixa, retoma o antigo vigor com Peterson, drama que acompanha um motorista de ônibus (Adam Driver) que tem o nome da cidade e que todo dia e sob a mesma rotina observa a do para-brisas de seu veículo e ouve fragmentos das conversas dos passageiros, sob os mais diversos assuntos. Durante seis dias, Jarmusch acompanha a história desse homem simples que ama a mulher e por ela é amado na mesma medida e cujas existências ele expressa em poesias escritas num notebook. Nellie, o cão que o acompanha ganhou o inusitado prêmio Palma Dog, em Cannes.

Confira o trailer de Paterson.

PRÊMIOS HONORÁRIOS

Na área da televisão os destaques vão para as nomeações de Jessica Jones, A Girlfriend Experience e Horace and Pete, entre outros.

Arnon Milcham, produtor de O Regresso (2015), de Alejandro G. Iñarritu;, Oliver Stone, diretor do inédito Snowden; Amy Adfams e Ethan Hawke, atores, receberão no Cipriani Wall Street, Nova York, em 28 de novembro, o prêmio Gotham Honorário.

Confira todos os concorrentes

MELHOR FILME
CERTAS MULHERES (Certain Women), de Kelly Reichardt
JOVENS, LOUCOS E MAIS REBELDES (Everybody Wants Some!!),
de Richard Linklater
MANCHESTER Á BEIRA-MAR (Manchester by the Sea), de Kenneth Lonergan
MOONLIGHT (Moonlight), de Barry Jenkins
PATERSON (Paterson), de Jim Jarmusch

MELHOR ATOR
Casey Affleck, MANCHESTER À BEIRA-MAR
Jeff Bridges, A QUALQUER CUSTO (Hell or High Water)
Adam Driver, PATERSON
Joel Edgerton, LOVING
Craig Robinson, MORRIS FROM AMERICA

MELHOR ATRIZ
Kate Beckinsale, AMOR & AMIZADE
Annette Bening, 20TH CENTURY WOMEN
Isabelle Huppert, ELLE
Ruth Negga, LOVING
Natalie Portman, JACKIE

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
O Elenco de MOONLIGHT

MELHOR DOCUMENTARIO
CAMERAPERSON, de Kirsten Johnson
I AM NOT YOUR NEGRO, de Raoul Peck
O. J.: MADE IN AMERICA, de Ezra Edelman
TOWER, de Keith Maitland
WEINER, de Josh Kriegman e Elyse Steinberg

PRÊMIO BINGHAM RAY DE DIRETOR REVELAÇÃO
Robert Eggers, A BRUXA (The Witch)
Anna Rose Holmer, THE FITS
Daniel Kwan e Daniel Scheinert, SWISS ARMY MAN
Trey Edward Shults, KRISHA
Richard Tanne, SOUTHSIDE WITH YOU

ATOR REVELAÇÃO
Lily Gladstone, CERTAS MULHERES
Lucas Hedges, MANCHESTER Á BEIRA-MAR
Royalty Hightower, THE FITS
Sasha Lane, AMERICAN HONEY
Anya Taylor-Joy, A BRUXA

MELHOR ROTEIRO
Taylor Sheridan, A QUALQUER CUSTO
Whit Stillman, AMOR & AMIZADE
Kenneth Lonergan, MANCHESTER Á BEIRA-MAR
Barry Jenkins e Tarell Alvin McCraney, MOONLIGHT
Jim Jarmusch, PATERSON

MELHOR SERIE REVELAÇÃO/FORMATO LONGO
CRAZY EX-GIRLFRIEND – Rachel Bloom e Aline Brosh McKenna
THE GIRLFRIEND EXPERIENCE – Steven Soderbergh e produtores
HORACE AND PETE – Louis C.K (autor)
JESSICA JONES – Melissa Rosenberg
MASTER OF NONE – Aziz Ansari e Alan Yang (autores)

MELHOR SÉRIE REVELAÇÃO/FORMATO CURTO
THE GAY AND WONDROUS LIFE OF CALEB GALLO – Brian Jordan Alvarez, creator (YouTube)
HER STORY – Jen Richards and Laura Zak (AUTORES, herstoryshow.com)
THE MOVEMENT – Darnell Moore e Host (Mic.com)
SITTING IN BATHROOMS WITH TRANS PEOPLE – Dylan Marron (autor, Seriously.TV)
SURVIVING – Reagan Gomez (autor, YouTube)

DATAS DE ESTREIA NO BRASIL

Confirmados que entrarão nos circuitos brasileiros, mas apenas nos cinemas destinados aos filmes de arte.

EM EXIBIÇÃO
JOVENS, LOUCOS E MAIS REBELDES

22 DE DEZEMBRO
A QUALQUER CUSTO

12 DE JANEIRO
MANCHESTER Á BEIRA-MAR (Sony)

Conheça o trailer de A Qualquer Custo.

 

OSCAR-2015 – BIRDMAN GANHA EM PREMIAÇÃO POLÊMICA

Com transmissão para mais de 100 países, a entrega do 87º Oscar da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood prometeu ser uma das mais empolgantes de sua história, mas não foi bem assim. O apresentador, John Patrick Harris, não saiu da bobagem, foi infeliz ao referir-se a Oprah Winfrey e Edward Snowden e contou piadas sem a menor graça. A disputa não teve nada de acirrada entre Boyhood – da Infância à Juventude, de Richard Linklatter, e Birdman, de Alejandro González Iñarritu. O cineasta mexicano levou os Oscar de melhor diretor e melhor filme, transformando Boyhood em um enorme perdedor, superado até por mesmo por O Grande Hotel Budapeste

Patrícia Arquette conquistou o único oscar de Boyhood; e Alejandro Gonzalez Iñarritu, vencedor por Birdman

Patrícia Arquette conquistou o único oscar de Boyhood; e Alejandro Gonzalez Iñarritu, vencedor por Birdman

A apresentação, de Neil Patrick Harris, começou com um belo número musical e em seguida cometeu a mancada de comparar Oprah Winfrey com Sniper Americano: o sucesso do filme, segundo ele, se compara a riqueza financeira dela. Imagina! Quvenzhané Wallis, a Indomável Sonhadora anunciou os indicados a melhor ator coadjuvante e o ganhador foi… barbada… J. K. Simmons, por seu papel de um irrascivel professor de música em Whiplash.

Liam Neeson, muito sério como sempre, subiu ao palco para falar de dois dos filmes concorrentes a melhor filme, O Grande Hotel Budapeste e Sniper Americano. Jennifer Lopez e Chris Pine anunciaram o ganhador na categoria de Melhor Figurino: deu, mais uma vez, Milena Canonero, O Grande Hotel Budapeste. Reese Whiterspoon apareceu em seguida e retirou do envelope O Grande Hotel Budapeste como o ganhador da categoria de maquiagem. Channing Tatum apresentou seis jovens talentos que se destacaram como diretores em trabalhos de formação de carreira.

Chietel Ejiofor e Nicole Kidaman anunciaram o melhor filme estrangeiro. E Ida conquistou o seu 60º prêmio em 49 indicações. Destino: Polônia. Maureen O’Hara, Hayao Myizaki, Philip Kaufman, Jean-Claude Carriere, Susan Sarandon e Harry Belafonte ganharam os prêmios humanitários. Chris Evans e Sienna Miller anunciaram o ganhador de melhores efeitos som: Whiplash, segunda estatueta. Sniper Americano, um dos grandes filmes do ano, a filosófica viagem ao sentido do que seja um herói, recebeu o Oscar de melhor mixagem de som. O Oscar de melhor atriz coadjuvante foi entregue a ex-senhora Nicolas Cage, Patricia Arquette. Ela fez um brado à igualdade entre homens e mulheres em Hollywood. Aliás, ela ganhou, por Boyhood, quase todos os prêmios que concorreu em sua categoria.

O Oscar de Melhores efeitos visuais foi para o injustiçado Interestelar, de Christopher Nolan, o melhor filme de 2014, só concorrendo a prêmios técnicos. Os melhores curta e longa de animação foram, respectivamente, Feast e Operação Big Hero, da Disney. O de desenho de produção foi para O Grande Hotel Budapeste, o seu terceiro Oscar. Já o de diretor de fotografia foi entregue a Emmanuel Lubezki, por Birdman, começando a sua jornada rumo ao topo. E Meryl Streep relembrou aqueles que partiram. A Academia não lembrou de José Wilker, mas Globo fez uma boa homenagem com Lázaro Ramos e Arthur Xexeofalando sobre a vida e carreira dele.

Em uma das surpresas da noite, o musical Whiplash conquistou o seu terceiro Oscar, agora na categoria de montagem. Mas, o filme de melhor edição não estava concorrendo: Interestelar. Não houve injustiça, no entanto, com a entrega ao Oscar de documentário para Laura Poitras e seu revelador e necessário Citizenfour, sobre o técnico de informática Edward Snowden, que revelou ao mundo a espionagem internacional promovida pelo governo norte-americano. John Stephens emocionou a todos ao interpretar a canção Glory, do filme Selma, injustiçado pela Academia ao se “esquecer” de indicar também os atores, o diretor, enfim, o filme. E em seguida, Selma conquistou o Oscar de melhor canção. Merecido por seu tom e teor histórico, já que se refere ao trabalho ferrenho de Martin Luther King pela igualdade racial. Mas a minha preferida era I’m not Gonna Miss You, de Glen Campbell, simplesmente emocionante, sobre a dor da perda.

Após Scarlett Johnasson lembrar os 50 anos de A Noviça Rebelde, a festa teve um de seus grandes momentos com Lady Gaga, quem diria, fazendo uma excepcional interpretação de The Sound of Music, de Richard Rodgers, principal canção do filme. Mas aplausos ainda com a  subida de Julie Andrews ao palco para anunciar que O Grande Hotel Budapeste era o concorrente com a melhor trilha sonora, de autoria do francês Alexandre Desplat. Eddie Murphy entregou o Oscar de melhor roteiro a Birdman, o segundo troféu conquistado pela obra de Iñarritu. Oprah Winfred, produtora de Selma, anunciou Graham Moore como o autor do melhor roteiro adaptado com O Jogo da Imitação. Ele fez um emocionante discurso de um não suicida. Corajoso, muito corajoso, cujo ato provou que o suicídio não o caminho, mas a desgraça e o sofrimento.

Os últimos prêmios da noite. O mexicano Alejandro González Iñarritu recebeu o Oscar de melhor diretor, por Birdman. Formou-se o suspense: Boyhood não levaria nada importante ou receberia a estatueta de melhor filme? Antes, ocorreu ainda a entrega aos melhores intérpretes: ator, para Eddie Redmayne, o Stephen Hawkins de A Teoria de Tudo, e melhor atriz, para Julianne Moore, Para Sempre Alice.  Bem, Boyhood, um trabalho brilhante que levou 12 anos para ser feito, contrariando as premiações recebidas nos EUA e no exterior, saiu de cena como um filme menor: não ganhou mais nada. Não vi nada mais injusto desde 1969, quando a Academia desprezou 2001: uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, a maior criação do cinema em toda a sua história, para um reles musical, Oliver!, que hoje ninguém sabe se existe.

A festa do Oscar 2015 será lembrada como uma das premiações mais injustas e que teve em John Patrick Harris um dos seus piores apresentadores. Que saudades de Ellen De Generis…

Confira a premiação.

Melhor Filme
Sniper americano
Birdman
Boyhood: da infância à juventude
O grande hotel Budapeste
O jogo da imitação
Selma
A teoria de tudo
Whiplash

Melhor Diretor
Alejandro González Iñárritu, Birdman
Richard Linklater, Boyhood
Bennett Miller, Foxcatcher: uma história que chocou o mundo
Wes Anderson, O grande hotel Budapeste
Morten Tyldum, O jogo da imitação

Melhor Ator
Steve Carell, Foxcatcher
Bradley Cooper, Sniper americano
Benedict Cumberbatch, o jogo da imitação
Michael Keaton, Birdman
Eddie Redmayne, A Teoria de Tudo

Melhor Ator Coadjuvante
Robert Duvall, O juiz
Ethan Hawke, Boyhood
Edward Norton, Birdman
Mark Ruffalo, Foxcatcher
J K Simmons, Whiplash

Melhor Atriz
Marion Cotillard, Dois dias, uma noite
Felicity Jones, A teoria de tudo
Julianne Moore, Para sempre Alice
Rosamund Pike, Garota exemplar
Reese Witherspoon, Livre

Melhor Atriz Coadjuvante
Patricia Arquette, Boyhood
Laura Dern, Livre
Keira Knightley, O jogo da imitação
Emma Stone, Birdman
Meryl Streep, Caminhos da floresta

Melhor Filme em Língua Estrangeira
Ida (Polônia), de Pawel Pawlikowski
Leviatã (Rússia), de Andrey Zvyagintsev
Tangerines (Estônia), de Zaza Urushadze
Timbuktu (Mauritânia), de Abderrahmane Sissako
Relatos selvagens (Argentina), de Damien Szifrón

Melhor Documentário
O Sal da terra
CitizenFour (2014), de Laura Poitras
Finding Vivian Maier
Last days
Virunga

Melhor Documentário de Curta-Metragem
Crisis Hotline: Veterans Press 1 (EUA), de Ellen Goosenberg Kent e Dana Perry
Joanna
Our curse
The reaper (La Parka)
White Earth

Melhor Animação
Operação Big Hero (Big Hero 6, 2014, Disney), de Don Hall e Chris Williams
Como treinar o seu dragão 2
Os Boxtrolls
Song of the sea
The Tale of the Princess Kaguya

Melhor Animação de Curta-Metragem
The bigger picture
The dam keeper
Feast (Disney), de Patrick Osborne
Me and my moulton
A single life

Melhor Curta-Metragem
Aya
Boogaloo and Graham
Butter lamp (La lampe au beurre de Yak)
Parvaneh
The phone call (Reino Unido), de Mat Kirkby e James Lucas

Melhor Roteiro Original
Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando BoBirdman
Richard Linklater, Boyhood
E. Max Frye e Dan Futterman, “Foxcatcher
Wes Anderson e Hugo Guinness, O grande hotel Budapeste
Dan Gilroy, O abutre

Melhor Roteiro Adaptado
Jason Hall, Sniper americano
Graham Moore, O Jogo da Imitação
Paul Thomas Anderson, Vício inerente
Anthony McCarten, A teoria de tudo
Damien Chazelle, Whiplash

Melhor Fotografia
Emmanuel Lubezki, Birdman
Robert Yeoman, O grande hotel Budapeste
Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski, Ida
Dick Pope, Sr. Turner
Roger Deakins, Invencível

Melhor Montagem
Joel Cox e Gary D. Roach, Sniper americano
Sandra Adair, Boyhood
Barney Pilling, O grande hotel Budapeste
William Goldenberg, O jogo da imitação
Tom Cross, Whiplash

Melhor Desenho de Produção
O Grande Hotel Budapeste
O jogo da imitação
Interestelar
Caminhos da floresta
Sr. Turner

Melhores Efeitos Visuais
Dan DeLeeuw, Russell Earl, Bryan Grill e Dan Sudick,  Capitão América 2: O soldado invernal
Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett e Erik Winquist, Planeta dos macacos: O confronto
Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould, Guardiões da Galáxia
Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher, Interestelar
Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie e Cameron Waldbauer, X-Men: Dias de um futuro esquecido

Melhor Figurino
Milena Canonero, O Grande Hotel Budapeste
Mark Bridges, Vício inerente
Colleen Atwood, Caminhos da floresta
Anna B. Sheppard e Jane Clive, Malévola
Jacqueline Durran, Sr. Turner

Melhor Maquiagem e Cabelo
Bill Corso e Dennis Liddiard, Foxcatcher
Frances Hannon e Mark Coulier, O Grande Hotel Budapeste
Elizabeth Yianni-Georgiou e David White, Guardiões da Galáxia

Melhor Trilha Sonora
Alexandre Desplat, O Grande Hotel Budapeste
Alexandre Desplat, O jogo da imitação
Hans Zimmer, Interestelar
Gary Yershon, Sr. Turner
Jóhann Jóhannsson, A teoria de tudo

Melhor Canção
“Everything is awesome”, de Shawn Patterson, Uma aventura Lego
Glory“, de John Stephens e Lonnie Lynn, Selma
“Grateful”, de Diane Warren, Além das luzes
“I’m not gonna miss Ca you”, de Glen Campbell e Julian Raymond, Glen Campbell…I’ll be Me
“Lost Stars”, de Gregg Alexander e Danielle Brisebois, Mesmo se nada der certo

Melhor Edição de Som
Alan Robert Murray e Bub Asman, Sniper americano
Martín Hernández e Aaron Glascock, Birdman
Brent Burge e Jason Canovas, O hobbit: A batalha dos cinco exércitos
Richard King, Interestelar
Becky Sullivan e Andrew DeCristofaro, Invencível

Melhor Mixagem de Som
John Reitz, Gregg Rudloff e Walt Martin, Sniper americano
Jon Taylor, Frank A. Montaño e Thomas Varga, Birdman
Gary A. Rizzo, Gregg Landaker e Mark Weingarten, Interestelar
Jon Taylor, Frank A. Montaño e David Lee, Invencível
Craig Mann, Ben Wilkins e Thomas Curley, Whiplash

PREMIAÇÃO EUA – AS ESCOLHAS DE CRÍTICA E PÚBLICO

Um dos temas mais discutidos, em termos de cinema, é a diferenciação entre os gostos dos críticos e do grande público. Critics x People. Os blockbusters estão em queda em termos de frequência de público, ano a ano, especialmente no seu mercado seu mercado interno, os EUA. A lista dos fracassados aumenta ano a ano e cada vez mais estão na dependência do público estrangeiro. Mas nem só de blockbuster Hollywood vive e o interesse do público jovem pelos filmes de ação, geralmente desprezados pelos críticos, aumenta a distância entre os gostos analistas e simples fãs de cinema. Há lições a se tirar, como reflexão, das recentes premiações do Critics Choise e do People’s Choise. Antagônicas em tudo…

People's Choise Awards e Critic's Choise Awards: divergentes até nas logomarcas

People’s Choise Awards e Critic’s Choise Awards: divergentes até nas logomarcas

Enquanto Chris Evans, Robert Downey Jr., Adam Sandler, Jennifer Lawrence e a fantasia Malévola (Maleficent, 2014), de Robert Stromberg, eram alguns dos eleitos os melhores de 2014 pelo People, o prêmio do público, cuja eleição se dá pela internet, os críticos norte-americanos e canadenses elegiam Michael Keaton, Patrícia Arquette, J. K. Simmons e o drama Boyhood – da Infância à juventude (Boyhood, 2014), de Richard Linklatter. Não há concordância mesmo sequer entre os filmes mais populares, como os de ação e comédia. Enquanto um elegeu, respectivamente, a ficção científica Divergente (Divergent, 2014), de Neil Burger, e Anjos da Lei 2 (22 Jump Street, 2014), de Phil Lord e Christopher Miller, o outro preferiu Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy, 2014), de James Gunn, e O Grande Hotel Budapeste (The Great Budapest Hotel, 2014), de Wes Anderson. Na ficção científica, no entanto, os críticos elegeram o grande filme hollywoodiano do ano, o cerebral Interestellar, de Chris Nolan. Confira, nas listas, que outros desprezados nas atuais premaiações de Hollywood, como o romântico A Culpa é das Estrelas (The Fault in our Stars, 2014), de John Boore, Garota Exemplar (Gone Girl, 2014), de David Fincher, e Sniper Americano (American Sniper, 2014), de Clint Eastwood, foram lembrados. Os críticos ta,bém não se esqueceram de seu grande colega, um dos ícone das análises fílmicas, Roger Ebert, premiando o documentário a ele dedicado, Life Itself – a Vida de Roger Ebert, que tem exibição garantida no Brasil, em DVD.

A divergência de gostos e preferências culturais faz parte da sociedade e, levado ao âmbito do respeito, gera reflexões. O People’s Choise Awards foi criado em 1957 pelo produtor de televisão Bob Silvers, da rede CBS, e atualmente é realizada pela empresa de higiene Procter & Gamble, sendo a votação via internet. A premiação, transmitida com ampla audiência pela CBS, é o ponta pé inicial na entrega dos prêmios das diversas entidades sindicais dos profissionais de Hollywood.

O atual presidente da entidade, Fred O. Nelson, em entrevista ao site Adoro Cinema, explica que a premiação é, em tudo, baseada na popularidade de astros, filmes, série, etc.  “Tudo é baseado na popularidade. Começamos fazendo uma pesquisa para ver os índices de audiência e conhecer as séries mais populares. Olhamos as vendas das músicas e as bilheterias dos filmes. Também assinamos um serviço chamado E-Score Celebrity, que mede a popularidade de celebridades diante dos fãs. Pegamos todos estes dados e definimos os candidatos elegíveis para cada categoria. Neste momento, temos 12 indicados para cada categoria, de cinema, música e TV. Jogamos as listas na internet e o público escolhe os cinco favoritos”, diz Fred.

O público estadunidense também foi conferir a entrega da premiação no Nokia Theatre, em Los Angeles. E eles elegeram os super-heróis como os seus preferidos e, no conjunto, os respectivos atores. Capitão América, Homem de Ferro , Batman e Os Vingadores. Assim sendo o Capitão América Chris Evans recebeu o prêmio de ator favorito em filmes de ação; o Homem de Ferro Robert Downey Jr., o de ator favorito, pelo 4º ano consecutivo, também o ator dramático favorito.

O público elegeu também Malévola foi eleito o melhor filme, derrotando os filmes dos super-heróis e até o favorito Guardiões da Galáxia.

A premiação mais diferenciada do People’s Choise foi para o ator, produtor e diretor Ben Affleck, que recebeu o Prêmio Humanitário. Poucos sabem, mas assim como o falecido Paul Walker, Affleck fundou uma entidade e através dela comanda políticas de auxílio às populações governamentalmente desprotegidas no leste do Congo. O ator, escolhido para ser o novo Batman, agradeceu numa boa: “Já fui chamado de um monte de coisas na minha vida, mas não tenho certeza se humanitário é uma delas”, disse. “A única maneira de combater as coisas tristes que vemos, as coisas terríveis que vemos, é trazer um pouco de bondade para o mundo”. O prêmio foi entregue por Amy Adams, sua companheira de elenco em Batman e Superman: alvorecer da Justiça, a ser lançado no próximo ano.

Ben Affleck: Prêmio Humanitário para o trabalho executado no leste do Congo

Ben Affleck: Prêmio Humanitário para o trabalho executado no leste do Congo

Critic’s Choise Awards

Veja só a diferença em relação aos atores e filmes premiados pelo Critic’s Choise, intitulado Broadcast Film Critics Association (BFCA), como maior entidade de colegiado dos analistas de cinema por reunir críticos dos EUA e do Canadá, é tida como a terceira mais importante premiação dos EUA, só perdendo para o Oscar e o Globo de Ouro.

Como já ocorrera em outras premiações, o drama familiar Boyhood – da Infância a Juventude saiu o galardão de melhor filme do ano – somente uma zebra monumental pode tirar-lhe o Oscar principal -, e com as categorias de atriz coadjuvante para Patricia Arquette e ator revelação para Ellar Coltrane.

Birdman (Birdman, 2014), a comédia de humor negro do mexicano Alejandro González Iñarritu levou 7 estatuetas – entre elas, melhor roteiro original, melhor elenco, ator (Michael Keaton) e fotografia.
Julianne Moore a melhor atriz pelo drama Para Sempre Alice (Still Alice, 2014), de Richard Glatzer e Wash Westmoreland, e, finalizando, a comédia O Grande Hotel Budapeste levou o prêmio de melhor no gênero, além de figurinos e direção de arte.

Michael Keaton em BIRDMAN (2014), de Alejandro González Iñarritu: melhor ator e mais 6 prêmios dos críticos

Michael Keaton em BIRDMAN (2014), de Alejandro González Iñarritu: melhor ator e mais 6 prêmios dos críticos

Confira, nas listas das premiações, as divergências entre público e críticos.

PREMIAÇÕES

PEOPLE’S CHOISE AWARDS

Prêmio Humanitário
Ben Affleck

Filme Favorito
Malévola

Filme de Ação Favorito
Divergente

Filme Dramático Favorito
A Culpa é das Estrelas

Ator Favorito
Robert Downey Jr.

Atriz Favorita
Jennifer Lawrence

Casal de Filme Favorito
Shailene Woodley & Theo James, em Divergente

Ator de Ação Favorito
Chris Evans

Atriz de Ação Favorita
Jennifer Lawrence

Comédia Favorita
Anjos da Lei 2

Ator de Comédia Favorito
Adam Sandler

Atriz Favorita de Comédia
Melissa McCarthy

Ator Favorito de Drama
Robert Downey Jr.

Atriz Favorita de Drama
Chloé Grace Moretz

Filme de Família Favorito
Malévola

Filme de Terror Favorito
Garota Exemplar (Gone Girl, 2014), de David Fincher

CRITICS CHOISE AWARDS

Melhor Filme
Birdman

Melhor Diretor
Richard Linklatter, Boyhood – da Infância à Juventude

Melhor Ator
Michael Keaton, Birdman

Melhor Atriz
Julianne Moore, Para Sempre Alice

Ator Coadjuvante
J. K. Simmons, Whiplesh – em Busca da Perfeição

Atriz Coadjuvante
Patricia Arquette, Boyhood

Revelação
Ellar Coltrane, Boyhood

Melhor Elenco
Birdman

Roteiro Original
Alejandro Inarritu, Nicolas Gabon, Armando Bo, Alexander Dinelaris, Birdman

Melhor Roteiro Adaptado
Gillian Flynn, Garota Exemplar

Melhor Fotografia
Emmanuel Lubezki, Birdman

Melhor Direção de Arte
Adam Stockhausen e  Anna Pinnock, O Grande hotel Budapeste

Melhor Edição
Douglas Crise, Stephen Mirrione, Birdman

Melhor Figurino
O Grande Hotel Budapeste

Melhor Cabelo e Maquiagem
Guardiões da Galáxia

Melhores Efeitos Especiais
O Planeta dos Macacos: o Confronto

Melhor Animação
Uma Aventura Lego

Melhor Filme de Ação
Guardiões da Galáxia

Melhor Ator em Filme de Ação
Bradley Cooper, Sniper Americano

Melhor Atriz de Filme de Ação
Emily Blunt, No Limite do Amanhã

Melhor Comédia
O Grande Hotel Budapeste

Melhor Ator de Comedia
Michael Keaton, Birdman

Melhor Atriz de Comédia
Jenny Slate, Oblivious Child

Melhor Ficção Científica
Interestelar, de Christopher Nolan

Melhor Filme Estrangeiro
Força Maior (Force Merjeure, Suécia), de Ruben Ostlund

Melhor Documentário
Life Itself – a Vida de Roger Ebert (Life Itself – the life of Roger Ebert, EUA), de Steve James

Melhor Canção
Glory, Common/John Legend, Selma

Melhor Trilha Sonora
Antonio Sanchez, Birdman

Confira o trailer de Life Itself – a Vida de Roger Ebert.

Imagem de Amostra do You Tube

 

LINK RELACIONADO: http://www.cinemaeartes.com.br/premios-da-critica-boyhood-e-unanimidade/

HOLLYWOOD – OS GANHADORES DO GOTHAM-2015

Enquanto o Independente Spirit Awards e o Satelitte Awards apenas anunciaram os seus indicados aos prêmios, outra importantíssima premiação do cinema independente, o Gotham Independent Film Awards efetuou a entrega de seus prêmios aos melhores filmes de 2014. Boyhood – da Infância à Juventude, de Richard Linkaltter, e Birdman, de Alejandro Gonzalez Iñarritu, que foi o grande vencedor

Michael Keaton em BIRDMAN (2014), de Aleandro Gonzalez Iñarritu: ambos vencedores

Michael Keaton em BIRDMAN (2014), de Aleandro Gonzalez Iñarritu: ambos vencedores

No cinema estadunidense, os independentes têm várias honrarias através da premiação promovidas por 3 entidades: o Gotham Independent Film Awards, o Independent Spirit Awards e o Satellite Awards. Todos, pelo menos para mim, de igual importância, mas com uma diferença em relação ao Gotham: é uma premiação contra a corrente. Tem sido assim ao longo dos anos, mas, neste, está premiando realmente os favoritos do mercado de apostas.

Na semana que se passou, de 28 de novembro a 4 de dezembro, teve início a temporada de premiação (para conferi-las, vá no ícone Cinema e clique em Cinema/Premiação), tanto nos EUA quanto na Europa. A importância do registro dessas premiações se reveste como fundamental para o cinéfilo brasileiro porque é o primeiro contato com as obras que se destacaram durante o ano, e, em segundo, porque se tornam obras obrigatórias ao chegarem aos cinemas nacionais. Para facilitar a sua agenda, confira, ao final da postagem, as datas de estreias dos filmes no Brasil.

A Associação de Críticos de Nova York destacou Boyhood – da Infância à Juventude (Boyhood, 2014), de Richard Linklatter, que estreou recentemente no Brasil e está em cartaz na cidade -, como o melhor do ano, mas é com a premiação do Gotham que a temporada de premiação começa. E novamente Boyhood foi destaque ao conquistar o Prêmio do Público, ao lado de uma outra badalada produção de baixo custo, Birdman, do mexicano Alejandro González Iñarritu, que levou as premiações de melhor filme e diretor, entre outros. E já tem data marcada para estrear por aqui.

Mas, o cinéfilo deve ficar atento, também, ao fato de que essas são produções independentes, cujo custos não ultrapassam US$ 20 milhões. Birdman chegou perto desse teto. Custou US$ 18 milhões. Nos EUA, já faturou US$ 17,7 milhões, e, no mercado internacional perto de um milhão de dólares. Mas, explica-se porque só será lançado em larga escala a partir de janeiro, dentro das janelas de exposição para o Oscar-2015.

Boyhood, por ter sido lançado há mais de um mês, e quase simultaneamente no exterior, contabiliza US$ 25 milhões nos EUA e mais US$ 19,8 milhões no mercado externo, totalizando, parcialmente, US$ 44 milhões.

Sem mais delongas, confira os vencedores do 24º Gotham Independent Awards, edição 2015.

MELHOR FILME
Birdman, de Alajandro González Iñarritu

MELHOR DOCUMENTÁRIO
CITIZENFOUR (Alemanha-EUA), de Laura Poitras

PRÊMIO DO PÚBLICO
Boyhood – da infância à Adolescência, de Richard Linklatter

CINEASTA REVELAÇÃO
Ana Lily Amirpour, A Girl Walks Home at Night

Veja o trailer legendado de A Girl Walks Home at Night, legendado por Ávila Souza, do Cinemaeartes.

MELHOR ATRIZ
Julianne Moore, Still Alice

MELHOR ATOR
Michael Keaton, Birdman

ATOR/ATRIZ REVELAÇÃO
Tessa Thompson, Dear White People

HOMENAGEADOS
Tilda Swinton – atriz
Steve Carell, Mark Ruffalo e Channing Tatum pelo conjunto das performances e o diretor Bennett Miller por Foxcather – uma História que Chocou o Mundo
NETFLIX – tributo da indústria cinematográfica

DATAS DE ESTREIAS
22 de Janeiro
Birdman
Demais Filmes sem informação de lançamento.

Confira o trailer de Dear White People.

 

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BRASIL NO OSCAR-2015 – O CAMINHÃO DE MEU PAI

CONFIRA OS VÍDEOS LEGENDADOS PELO CINEMAEARTES

 

SPIRIT – BRASILEIROS ENTRE OS INDICADOS

O Cinema e Artes já tinha colocado o seu visitante em contato com a premiação do Independente Spirit Awards-2015, através das previsões quanto às indicações efetuadas pelo site estadunidense Indiewire (para conferir, vá em Colunas e clique na aba sites internacionais). As previsões de Peter Knget superaram os 80% e para melhor filme só errou em um filme, Foxcatcher – uma História que Chocou o Mundo. O crítico norte-americano também previu que O Amor é Estranho (Love is Strange), de Ira Sachs, seria indicado a melhor roteiro, e deixou O Sal da Terra na segunda lista dos prováveis indicados. Bingo! A tradução e postagem do trabalho de Peter Knget mostra a sua importância pela relevância com a qual aponta os destaques da presente temporada e aproxima essas informações ao conhecimento do público brasileiro. Mas, trazendo as indicações do Spirit para o Brasil, soa saborosamente salutar os nomes de dois brasileiros Mauricio Zacharias, roteirista de O Amor é Estranho, e Juliano Salgado, o qual dividiu a direção do documentário O Sal da Terra com o cineasta alemão Win Wenders

Maurício Zacharias (Foto Steve Granitz/Gettimages) e Juliano Ribeiro Salgado: dois brasileiros indicados ao Spirit

Maurício Zacharias (Foto Steve Granitz/Gettimages) e Juliano Ribeiro Salgado: dois brasileiros indicados ao Spirit

Considerado o maior prêmio do Cinema independente dos EUA, o Spirit chega a 30ª edição, mantendo a responsabilidade de revelar aos cinéfilos as melhores produções feitas fora dos grandes estúdios e sem os orçamentos multimilionários. São muitas as obras destacadas nesta temporada de 2014, espalhadas por diversas categorias de premiação. E 3 ganham relevância pelo número de indicações obtidas.

O recordista, Birdman, dirigido pelo mexicano Alejandro Gonzaléz Iñarritu, tem 6 indicações, concorrendo a Melhor Filme, Diretor, Ator (Michael Keaton), Ator Coadjuvante (Edward Norton), Atriz Coadjuvante (Emma Stone) e Fotografia (Emmanuel Lubezki).

Em seguida vêm Selma, de Ava Divernay, e Boyhood – da Infância a Liberdade (Boyhood), de Richard Linklatter, com 5; e Whiplesh – em Busca da Fama, de Damien Chazelle com 4, O Abutre (Nightcrawler), de Dan Gilroy, e O Amor é Estranho (Love is Strange), de Ira Sachs, com 3 cada um.

Anne Dorval e Antoine-Olivier Pilon em MOMMY (2014), de Xavier Dolan

Anne Dorval e Antoine-Olivier Pilon em MOMMY (2014), de Xavier Dolan

Na aguardada categoria de Melhor Filme Estrangeiro, a disputa será pesada com disputantes: o canadense Mommy, de Xavier Dolan; polonês Ida, de Pawel Pawlikowski; o sueco Força Maior (Force Meujeure/Turist), de Ruben Östlund; o russo Leviatã (Leviathan), de Andrey Zvyagintsev, o britânico Sob a Pele (Under the Skin), de Jonathan Glazer, e a surpresa filipina de Lav Diaz, Norte, Hangganan ng Kasaysayan.

Voltando aos brasileiros, Juliano Salgado, radicado na França, ali realizou dois documentários para a televisão, Paris, la Metisse (2005) e Nauru, une Ile à la Dérive (2009). Ele concorre ao Spirit da categoria de melhor documentário com O Sal da Terra (Le Sel de la Terre, França-Brasil-Itália), codirigido por Wim Wenders, que trata da vida e obra do fotógrafo Sebastião Salgado. É, em dois anos, o segundo doc feito sobre o artista – o anterior, Revelando Sebastião Salgado (2013), de Betse de Paula.

Mauricio Zacharias concorre a Melhor Roteiro. Antes de chegar a O Amor é Estranho, trabalhou com Karin Aïnouz em Madame Satã (2002) e O Céu de Suely (2006), e em 2012 fez com o diretor Ira Sachs escreveu o roteiro de Deixe a Luz Entrar (Keep the Lights On). Agora, a recompensa e a definitiva abertura das portas de Hollywood pela nova parceria com o cineasta estadunidense. Mas, a concorrência é igualmente talentosa: Jim Jarmusch com Amantes Eternos (Only Lovers Left Alive, 2013); Dan Gilroy com O Abutre (2014); J. C. Chandor por A Most Violent Year (2014); e Scott Alexander e Larry Karaszewski com Grandes Olhos (Big Eyes, 2014), de Tim Burton.

Os premiados serão conhecidos em 21 de fevereiro e terá a cobertura do Cinema e Artes.

Confira os indicados ao Independent Spirit Awards em cada categoria.

MELHOR FILME
Birdman (Birdman), de Alejandro González Iñárritu
Boyhood – da Infância à Juventude, (Boyhood), de Richard Linklater
O Amor é Estranho (Love is Strange), de Ira Sachs
Selma (Selma), de Ava DuVernay
Whiplash – em Busca da Perfeição (Whiplesh), de Damien Chazelle

Veja o trailer de Selma.

Imagem de Amostra do You Tube

MELHOR PRIMEIRO FILME
A Girl Walks Home Alone at Night, de Ana Lily Amirpour
Dear White People, de Justin Simien
O Abutre (Nightcrawler), de Dan Gilroy
Obvious Child, de Gillian Robespierre
She’s Lost Control, de Anja Marquardt

MELHOR DIRETOR
Damien Chazelle, por Whiplash – em Busca da Perfeição
Ava DuVernay, por Selma
Alejandro González Iñárritu, por Birdman
Richard Linklater, por Boyhood – da Infância à juventude
David Zellner, por Kumiko, The Treasure Hunter

MELHOR ATOR
André Benjamin, Jimi: All Is By My Side
Jake Gyllenhaal, O Abutre
Michael Keaton, Birdman
John Lithgow, O Amor é Estranho
David Oyelowo, Selma

MELHOR ATRIZ
Marion Cotillard, Era uma Vez em Nova York (The Immigrant)
Rinko Kikuchi, Kumiko, The Treasure Hunter
Julianne Moore, Still Alice
Jenny Slate, Obvious Child
Tilda Swinton, Amantes Eternos (Only Lovers Left Alive)

Veja um trecho de Still Alice.

Imagem de Amostra do You Tube

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Riz Ahmed, O Abutre
Ethan Hawke, Boyhood – da Infância à Juventude
Alfred Molina, O Amor é Estranho
Edward Norton, Birdman
J.K. Simmons, Whiplash – em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Patricia Arquette, Boyhood – da Infância à Juventude
Jessica Chastain, A Most Violent Year
Carmen Ejogo, Selma
Andrea Suarez Paz, Stand Clear of the Closing Doors
Emma Stone, Birdman

MELHOR ROTEIRO
Scott Alexander e Larry Karaszewski, Grandes Olhos (Big Eyes)
J.C. Chandor, A Most Violent Year
Dan Gilroy, O Abutre
Jim Jarmusch, Amantes Eternos
Ira Sachs e Mauricio Zacharias, O Amor é Estranho

MELHOR PRIMEIRO ROTEIRO
Desiree Akhavan, Appropriate Behavior
Sara Colangelo, Little Accidents
Justin Lader, The One I Love
Anja Marquardt, She’s Lost Control
Justin Simien, Dear White People

Veja o trailer de O Amor é Estranho

Imagem de Amostra do You Tube

PRÊMIO JOHN CASSAVETES
Blue Ruin, de Jeremy Saulnier
It Felt Like Love, de Eliza Hittman
Land Ho!, de Aaron Katz e Martha Staphens
Man From Reno, de Dave Boyle
Test, de Chris Mason Johnson

MELHOR FOTOGRAFIA
Darius Khondji, Era uma Vez em Nova York
Emmanuel Lubezki, Birdman
Sean Porter, It Felt Like Love
Lyle Vincent, A Girl Walks Home Alone at Night
Bradford Young, Selma

MELHOR MONTAGEM
Sandra Adair, Boyhood – DA Infância à Juventude
Tom Cross, Whiplash – em Busca da Fama
John Gilroy, O Abutre
Ron Patane, A Most Violent Year
Adam Wingard, The Guest

MELHOR DOCUMENTÁRIO
20 Mil Dias na Terra (20.000 Days on Earth), de Iain Forsyth e Jane Pollard
Citizenfour (Alemanha-EUA), de Laura Poitras
Cães Errantes (Jiao You, Taiwan-França) de Tsai Ming-liang
O Sal da Terra (Le Sel de la Terre, França-Brasil-Itália), de Juliano Ribeiro Salgado e Wim Wenders
Virunga (Reino Unido-Congo), de Orlando von Einsiedel

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Ida (Polônia), de Pawel Pawlikowski
Leviatã (Leviafan, Rússia), de Andrey Zvyagintsev
Mommy (Canadá), de Xavier Dolan
Norte, Hangganan ng Kasaysayan (Filipinas), de Lav Diaz
Força Maior (Force Meujeure, Suécia), de Ruben Östlund
Sob a Pele (Under the Skin, Reino Unido), de Jonathan Glazer

Vejam o trailer de Norte.

Imagem de Amostra do You Tube

PRÊMIO ROBERT ALTMAN
Vício Inerente (Inherent Vice, EUA), de Paul Thomas Anderson

DISTINÇÃO ESPECIAL
Foxcatcher – uma História que Chocou o Mundo (Foxcatcher), de Bennett Miller

PRÊMIO PIAGET
Chad Burris
Elisabeth Holm
Chris Ohlson

PRÊMIO SEMEONE TO WATCH
A Girl Walks Home Alone at Night, de Ana Lily Amirpour
H., de Rania Attieh & Daniel Garcia
The Retrieval, de Chris Eska

PRÊMIO LENSCRAFTERS TRUER THAN FICTION
Approaching the Elephant (EUA), de Amanda Rose Wilder
Evolution of a Criminal (EUA),de Darius Clark Monroe
The Kill Team (EUA), de Dan Krauss
The Last Season (EUA), de Sara Dosa

DATAS DE ESTREIAS
11 de Dezembro
O Abutre

22 de Janeiro
Birdman
Foxcatcher – uma História que Mudou o Mundo

05 de Fevereiro
Grandes Olhos

19 de Fevereiro
Vício Inerente

Confira o trailer de Grandes Olhos.

NYFCC AWARDS – A CRÍTICA DE NOVA YORK E OS MELHORES DE 2014

A primeira das premiações dos críticos estadunidenses foi a do Círculo de Críticos de Nova York-NYFCC. A entrega dos prêmios aconteceu neste dia 1º de dezembro e colocou Boyhood – da Infância à Juventude oficialmente na dianteira da temporada de ouro de Hollywood. O polonês Ida conquista o segundo prêmio em apenas uma semana

Ellar Coltrane e Ethan Hawke em cena de BOYHOOD: DA INFÂNCIA À JUVNTUDE (2014), vencedor na categoria Melhor Filme

Ellar Coltrane e Ethan Hawke em cena de BOYHOOD: DA INFÂNCIA À JUVENTUDE (2014),  Melhor Filme de 2014

O favorito da temporada Boyhood – da Infância à Juventude (Boyhood), venceu nas categorias Melhor Filme,  Diretor e Atriz Coadjuvante. O prêmio de Melhor Roteiro foi para Wes Anderson por O Grande Hotel Budapeste (The Great Budapest Hotel) e a disputada categoria Melhor Filme Estrangeiro teve o polonês Ida como vencedor.

Todos os anos os prêmios dos críticos de Nova York iniciam as temporadas de premiações honrando os melhores do cinema do ano que se finda. Por mais que alguns considerem essas premiações como termômetros para o Oscar e para o Globo de Ouro, ainda há uma divergência muita grande entre os ganhadores (e até mesmo os indicados) das premiações de críticos e os das premiações oficiais (Oscar, SAG, DGA…).

Por exemplo, em 2012, o NYFCC Award elegeu A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty, 2012) como o Melhor Filme do Ano, e no Oscar o vencedor foi Argo (2012). A Hora Mais Escura também venceu o NYFCC em Melhor Diretor (Katrhyn Bigelow) e Melhor Fotografia, ambos os prêmios de As Aventuras de Pi (Life of Pi, 2012) no Oscar de 2013. A Hora Mais Escura só ganhou o Oscar de Melhor Edição de Som e ainda empatou com 007 – Operação Skyfall (Skyfall, 2012). Resumindo, naquele ano as únicas semelhanças foram os prêmios de Melhor Filme Estrangeiro para o francês Amor (L’Amour), e  Melhor Ator para Daniel Day-Lewis por Lincoln.

No ano passado, Trapaça (American Hustle, 2013) foi o grande vencedor do prêmio dos críticos de Nova Iorque nas categorias Melhor Filme, Melhor Atriz (Jennifer Lawrence) e Melhor Roteiro, e, já no Oscar saiu de mãos vazias. Gravidade (Gravity), foi um dos mais premiados filmes do Oscar de 2014 e não levou nada no NYFCC Awards. O prêmio de Melhor Ator no Oscar foi para Matthew McConaughey por seu trabalho em Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club), e em NY o prêmio foi para Robert Redford por Até o Fim (All is Lost), que sequer foi indicado ao Oscar.

Comparações à parte, os prêmios dos críticos são louvados por alguns justamente por dividirem essa homogeneidade das premiações.

Edward Snowdden em CITIZEN FOUR (2014), de Laura Poitras:

Edward Snowdden em CITIZENFOUR (2014), de Laura Poitras: Melhor Não-Ficção

Conheça os vencedores dos NYFCC Awards 2014.

MELHOR FILME
Boyhood – da Infância à Juventude, de Richard Linklatter

MELHOR DIRETOR
Richard Linklater, Boyhood – da Infância à Juventude)

MELHOR ATOR
Timothy Spall, Sr. Turner

MELHOR ATRIZ
Marion Cotillard, Dois Dias, Uma Noite e Era Uma Vez em Nova York

MELHOR ATOR COADJUVANTE
J.K. Simmons, Whiplash: em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Patricia Arquette, Boyhood – da Infância à Juventude

MELHOR ANIMAÇÃO
Uma Aventura Lego, de Phil Lord

MELHOR FOTOGRAFIA
Darius Khondji, Era uma Vez em Nova York

MELHOR ROTEIRO
Wes Anderson e Hugo Guinness, O Grande Hotel Budapeste

MELHOR FILME DE NÃO-FICÇÃO
CITIZENFOUR (Alemanha-EUA), de Laura Poitras

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Ida (Polônia), de Pawel Pawlikowski 

MELHOR PRIMEIRO FILME
The Babadook, de Jennifer Kent

NO BRASIL

Já exibidos
Era uma Vez em Nova York
O Grande Hotel Budapeste (*)
Uma Aventura Lego (*)
(*) Disponível em vídeo

Em Cartaz
Boyhood – da Infância à Juventude

Programado
Whiplesh – em Busca da Perfeição > 8 de janeiro

Sem confirmação de lançamento
Todos os demais

Veja o trailer de Ida.

Imagem de Amostra do You Tube

 

INDEPENDENT SPIRIT AWARDS-2014

Os indicados de uma das premiações mais importantes no cenário do cinema independente de Hollywood serão anunciados no próximo dia 25 de novembro, e o site Indiewire, que enfatiza sempre esse tipo de produção, fez uma lista com suas apostas e as analisa para as considerações de cinéfilos e internautas

SPIRIT

 

 INDIEWIRE PETER KNEGT 1

 

 

 

Tradução: Ávila Souza

 

Ellar Coltrane em BOYHOOD - DA INFÂNCIA Á JUVENTUDE (2014), de Richard Linklatter: um dos favoritos

Ellar Coltrane em BOYHOOD – DA INFÂNCIA Á JUVENTUDE (2014), de Richard Linklatter: um dos favoritos

Com a chegada do final do ano, e já tendo sido anunciados os indicados do Gotham Awards 2014, essa semana é o momento certo para divulgar as apostas do avô dos prêmios de cinema independente: o Independent Spirit Awards, que está celebrando 30 anos em 2014. Com as indicações sendo divulgadas no próximo dia 25 de novembro, a premiação promete (como sempre) ser surpreendente e poucas vezes previsível sobre o cinema independente americano desse ano.

Uma coisa é esperada: esse ano a premiação poderá ser bastante semelhante ao Oscar. É, claro que não teremos nem sinal de Interestelar, de Christopher Nolan, ou Invencível, de Angelina Jolie no Spirit, mas Birdman, Boyhood – da Infância à Juventude, Foxcatcher: uma História que Chocou o Mundo (Foxcatcher), A Most Violent Year, O Abutre (Nightcrawler), Still Alice, Whiplash: em Busca da Perfeição e Livre (Wild) parecem estar todos numa disputa acirrada. Vai ser um pouco difícil que neste ano se repita o feito histórico do ano passado quando 12 Anos de Escravidão venceu Melhor Filme tanto no Oscar quanto no Spirit, e o quarteto de atores Cate Blanchett, Matthew McConaughey, Lupita Nyong’o e Jared Leto também venceram em suas respectivas categorias em ambas as premiações. Dito isso, Julianne Moore, Michael Keaton, Patricia Arquette e JK Simmons estão, no momento, na dianteira em suas respectivas categorias, e todos estão elegíveis ao Spirit Awards.

Repetir um cruzamento desse nível entre Oscar e Spirit seria lamentável, pois o Spirit daria menos oportunidade de honrar filmes independentes merecedores, mas que não são populares o suficiente para o gosto da Academia. Mas os indicados ainda não foram divulgados, então nada é concreto. Então, por diversão, vamos analisar as categorias principais do Spirit para ver onde as coisas podem esquentar. Quando considerarmos o que pode ficar de fora, levem em consideração as regras de elegibilidade da premiação.

Por exemplo, Selma, dirigido pela ganhadora do Spirit ano passado, Ava DuVernay, está sendo lançado por um grande estúdio (Paramount Pictures), por isso não espere a produção entre os indicados. Sob a Pele (Under the Skin), O Jogo da Imitação (The Imitation Game), A Teoria de Tudo (The Theory of Everything), Força Maior (Force Majeure), Ida, Mommy, Pride e Sr Turner (Mister Turner) não são produções dos EUA, o que potencialmente os exclui de todas as categorias com exceção de Filme Estrangeiro (embora lembremos que O Artista conseguiu o feito de ser indicado a Melhor Filme a alguns anos e venceu – por isso um ou dois deles podem escapar das exceções). Filme que tiveram orçamento além de 20 milhões de dólares estão fora do permitido pela premiação. Por exemplo, O Grande Hotel Budapeste, que teve orçamento divulgado em cerca de 32 milhões de dólares (embora nunca se sabe , O Lado Bom da Vida teve orçamento de 21 milhões, foi indicado, e ganhou nas grandes categorias). Sabendo disso tudo, vamos aos palpites.

Michael Keaton em BIRDMAN (2014), Alejandro Gonzalez Iñarritu

Michael Keaton em BIRDMAN (2014), Alejandro Gonzalez Iñarritu

MELHOR FILME

Previsões:
Birdman
Boyhood – da Infância à Juventude
Foxcatcher: uma História que Chocou o Mundo
O Amor é Estranho
Whiplash: em Busca da Perfeição

Podem aparecer:
Mesmo Se Nada Der Certo
Blue Rain
Listen Up Philip
A Most Violent Year
The Skeleton Twins

Que grupo extraordinariamente lotado. Qualquer um dos 10 filmes listados acima seriam fortes concorrentes ao prêmio em um ano convencional do Spirit, mas esse ano nenhum deles são tão certos quanto Birdman e Boyhood. A dupla é facilmente a mais cotada também para o Oscar e a essa altura do campeonato qualquer um pode dizer que a disputa ficaria entre eles. O que é menos certo é quem se juntaria a eles como indicados. Lembrando que os indicados são decididos por comitês e não por todos os membros votantes, o que deixa a a disputa por indicações sempre mais acirrada do que pelos ganhadores (onde todos votam). Ano passado Frances Ha entrou em vez de Blue Jasmine e Clube de Compras Dallas, o que pode ser uma coisa boa para Blue Ruin, O Amor é Estranho, The Skeleton Twins e Whiplash: em Busca da Perfeição, filmes que contam com grupos fortes de fãs. Desses três achamos que o Whiplash, de Damien Chazelle tem mais chances de indicação, mas fiquem atentos para O Amor é Estranho, de Ira Sach. Eles indicaram  Deixe a Luz Acesa, de Sach, dois anos atrás, e o filme tinha um perfil mais baixo que o desse ano.

Julianne Moore em STILL ALICE (2014), de Richard Glatzer e Wash Westmoreland

Julianne Moore em STILL ALICE (2014), de Richard Glatzer e Wash Westmoreland

MELHOR ATRIZ

Previsões:
Keira Knightley, Mesmo Se Nada Der Certo
Julianne Moore,
Still Alice
Jenny Slate,
Obvious Child
Kristen Wiig,
The Skeleton Twins
Reese Witherspoon,
Livre

Podem Aparecer:
Desiree Akhavan Appropriate Behavior
Jessica Chastain,
O Desparecimento de Eleanor Rigby
Gugu Mbatha-Raw,
Além das Luzes
Hilary Swank,
The Homesman
Tilda Swinton,
Amantes Eternos

Embora ela ainda continue sem o seu Oscar, Julianne Moore ganhou um Spirit Award nessa categoria em 2002 por Longe do Paraíso. Ela não foi indicada ao prêmio desde então (sendo erroneamente esnobada por Minhas Mães e Meu Pai e Direito de Amar), mas é quase uma certeza que isso mude esse ano. Sua atuação como uma mulher prematuramente com Alzheimer em Still Alice tem dado o que falar desde sua primeira exibição em Toronto, e, da forma como a corrida está hoje, é difícil imaginar uma situação onde Moore não vença tanto o Spirit quanto o Oscar em fevereiro. Sua forte concorrente é Reese Witherspoon por Livre (a atriz só foi indicada uma vez ao Spirit, por Eleição), as demais que conseguirem indicações não são tão previsíveis, pelo menos no Spirit. Essa categoria sempre traz uma indicada que ninguém sabe de onde veio, como aconteceu com Gaby Hoffman em Crystal Fairy & the Magical Cactus and 2012, e Linda Cardellini em 2012 por Return.

Jake Giyllenhaal em O ABUTRE (2014), de Dan Gilroy

Jake Giyllenhaal em O ABUTRE (2014), de Dan Gilroy

MELHOR ATOR
Previsões:
Steve Carell, Foxcatcher: uma História que Chocou o Mundo
Jake Gyllenhaal,
O Abutre
Oscar Isaac,
A Most Violent Year
Michael Keaton,
Birdman
Miles Teller,
Whiplash: Em Busca da Perfeição

Podem aparecer:
Ellar Coltrane, Boyhood: da Infância à Juventude
Bill Hader,
The Skeleton Twins
John Lithgow,
O Amor é Estranho
Alfred Molina,
O Amor é Estranho
Bill Murray,
St. Vincent

Com certeza a categoria mais acirrada entre as categorias de atuação, essa disputa sem dúvidas vai deixar de fora atuações que em um ano comum seriam consideradas fortes concorrentes. Onze homes têm ótimas chances aqui, sendo Michael Keaton e Steve Carell os dois que chocariam se não fossem indicados. Será que Benedict Cumberbatch vai ser indicado por O Jogo da Imitação? Será que Oscar Isaac terá sua segunda indicação consecutiva e provavelmente a segunda esnobada do Oscar? E as atuações reveladoras de Miles Teller, Ellar Coltrane e Bill Hader desse ano? Provavelmente nenhum dos três seja indicado ao Oscar, mas uma atenção aqui seria uma boa consolação. Parece que a discrepância entre papeis principais de homens e mulheres em “Indiewood” foi a mesma que em Hollywood esse ano. Embora seja difícil listar 10 possíveis indicadas na categoria feminina, aqui listaríamos mais 10 homens com facilidade.

 

Jessica Chastain em A MOST VIOLENT YEAR (2014), de J. C. Chandor

Jessica Chastain em A MOST VIOLENT YEAR (2014), de J. C. Chandor

MELHOR ATOR E ATRIZ COADJUVANTES
Previsões – Atriz
Patricia Arquette, Boyhood: da Infância à Juventude
Jessica Chastain,
A Most Violent Year
Rene Russo,
O Abutre
Emma Stone,
Birdman
Tessa Thompson,
Dear White People

Podem Aparecer:
Laura Dern, Livre
Vanessa Redgrave,
Foxcatcher: uma História que Chocou o Mundo
Kristen Stewart,
Still Alice
Marisa Tomei,
O Amor é Estranho
Robin Wright,
A Most Wanted Man

 

Previsões – Ator:
Riz Ahmed, O Abutre
Ethan Hawke,
Boyhood: da Infância à Juventude
Edward Norton,
Birdman
Mark Ruffalo,
Foxcatcher: uma História que Chocou o Mundo
JK Simmons, 
Whiplash: em Busca da Perfeição

Podem Aparecer:
Alec Baldwin, Still Alice
Albert Brooks,
A Most Violent Year
Jake Lacy,
Obvious Child
Jaeden Lieberher,
St. Vincent
Luke Wilson,
The Skeleton Twins

O Spirit parece ser ainda bem mais imprevisível quando se trata das categorias de coadjuvantes. Quem previu Yolanda Ross (Go for Sisters) ano passado em vez de Octavia Spencer (Fruitvale Station: a Última Parada) e Scarlett Johannson (Como Não Perder Essa Mulher)? Ou Ashley Bell (O Último Exorcismo) e Daphne Rubin-Veja (Vejo Você no Próximo Verão) em vez de Mila Kunis (Cisne Negro)? Com isso em mente, continuemos nossos palpites cautelosamente. Só porque Edward Norton, JK Simmins, Mark Ruffalo, Patricia Arquette, Jessica Chastain e Emma Stone parecem ser indicações bem prováveis no Oscar, não quer dizer que o Spirit não possa esquecê-los.

 

Channing Tatum e Steve Carell em FOXCATCHER: UMA HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO (2014), de Bennett Miller

Channing Tatum e Steve Carell em FOXCATCHER: UMA HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO (2014), de Bennett Miller

MELHOR DIRETOR e MELHOR PRIMEIRO FILME
Previsões – Diretor:
JC Chandor, A Most Violent Year
Damien Chazelle,
Whiplash: em Busca da Perfeição
Alejandro González Iñárritu,
Birdman
Richard Linklater,
Boyhood: da Infância à Juventude
Bennett Miller,
Foxcatcher: uma História que Chocou o Mundo

Podem Aparecer:
Craig Johnson, The Skeleton Twins
Alex Ross Perry,
Listen Up Phillip
Ira Sachs,
O Amor é Estranh
Jeremy Saulnier,
Blue Ruin

 

Previsões – Primeiro Filme:
Dear White People, Justin Simien
Infinitely Polar Bear, Maya Forbes
O Abutre, (Dan Gilroy
Obvious Child, Gillian Robespierre
St. Vincent, Theodore Melfi

Podem Aparecer:
Appropriate Behavior, Desiree Akhavan
Coherence, James Ward Byrkit
A Girl Walks Home Alone At Night, Ana Lily Amirpour
Rosewater, Jon Stewart

Uma das corridas mais interessantes é a que não tem equivalentes no Oscar. 2014 foi um ano excepcional para cineastas estreantes. Os homens e mulheres por trás de Dear White People, A Girl Walks Home Alone at Night, O Abutre, Obvious Child e St. Vincent são todos iniciantes e se algum deles acabar por ganhar na categoria seguirão os passos de nomes como Spike Lee, Whit Stillman, David O. Russell, Spike Jonze, Kenneth Lonergan, Charlie Kaufman e o vencedor do ano passado Ryan Coogler.  Ótimo grupo.

Quanto a melhor diretor, não parece provável que Richard Linklater perca. A surpresa nisso? Será a primeira vitória do diretor nessa categoria.

Felicity Jones e Eddie Redmayne em A TEORIA DO TUDO (Reino Unido, 2014), de James Marsh

Felicity Jones e Eddie Redmayne em A TEORIA DO TUDO (Reino Unido, 2014), de James Marsh

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Previsões:
Força Maior
Ida
O Jogo da Imitação
Mommy
Sr. Turner

Podem Aparecer:
Leviathan
A Teoria de Tudo
Dois Dias, Uma Noite
Sob a Pele
Winter Sleep

Essa é sempre uma categoria interessante porque honra filmes de outros idiomas ou de língua inglesa feitos fora dos EUA. Recentes vencedores dessa categoria foram Apenas Uma Vez, Educação e O Discurso do Rei. Os últimos três vencedores A Separação, Amor e Azul é a Cor Mais Quente são todos de línguas não-inglesas, e nos dois últimos anos todos os indicados são da categoria foram de países com língua não-inglesas.

Esse ano os de língua inglesa que parecem ter fortes chances são A Teoria de Tudo, Sob a Pele, Sr. Turner e sem sombra de dúvida O Jogo da Imitação, se estiver elegível. A briga vai ser dura entre os estrangeiros Força Maior, Leviathan e Winter Sleep.

Edward Snowden é o personagem central de CITIENFOUR (Alemanha-EUA, 2014), de Laura Poitras

Edward Snowden é o personagem central de CITIENFOUR (Alemanha-EUA, 2014), de Laura Poitras

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Previsões:
The Case Against 8
CitizenFour
Keep On Keepin On
Life Itself
The Overnighters

Podem Aparecer:
Finding Vivian Maier
Last Days in Vietnam
Point and Shoot
Rich Hill
O Sal da Terra
Tales of the Grim Sleeper

Outra coisa boa que 2014 trouxe ao cinema foram excelentes documentários. Como o Spirit vai escolher seus indicados é complicado saber, eles vê usando seus métodos próprios no passar dos anos. Ano passado o vencedor do Spirit, A Um Passo do Estrelato, foi o mesmo vencedor do Oscar pela primeira vez em cinco anos.

Seguindo essa linha de favoritismo, o elogiado CITIZENFOUR pode muito bem repetir o feito.

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Veja o trailer de O Jogo da Imitação.

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AGENDE-SE – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Será uma semana comercial “mais curta” para o cinema por causa da pré-estreia antecipada do blockbuster Jogos Vorazes: a Esperança – Parte 1, que chega na quarta-feira, 19, tomando de assalto centenas de salas de todo o Brasil. Além do mais, mesmo com apenas cinco estreias, trata-se de uma semana bastante agitada para cinéfilos em Fortaleza, em virtude, principalmente, do 24º Cine Ceará, que se inicia no sábado, dia 15, e vai até o dia 22, com uma porção de opções, tanto no Theatro José de Alencar, quanto no Cinema do Dragão. Veja mais sobre o evento no site oficial do festival. Quanto ao circuito, ele se destaca pela presença de dois sensíveis filmes: Boyhood – da Infância à Juventude (2014), de Richard Linklater, e Ventos de Agosto (2014), de Gabriel Mascaro. No cinemão, correndo em busca de uma boa grana, os bocós mais queridos dos irmãos Farrelly estão de volta em Débi & Lóide 2 (2014). As outras duas opções são bem curiosas, já que se tratam de dois filmes voltados a um público mais religioso: para os católicos, Irmã Dulce (2014), de Vicente Amorim; para os evangélicos, Questão de Escolha (2014), de David A. R. White

Ellar Coltrane e Patricia Arquette em BOYHOOD - DA INFÂNCIA À JUVENTUDE (2014), de Richard Linklater

Ellar Coltrane e Patricia Arquette em BOYHOOD – DA INFÂNCIA À JUVENTUDE (2014), de Richard Linklater

Richard Linklater está ficando famoso por fazer filmes que se estendem por anos. Como se não bastasse a trilogia de Jesse e Celine cujos filmes foram realizados com um intervalo de 9 anos, o cineasta estava fazendo em segredo um projeto ainda mais ousado: filmar a vida de um garoto, dos 5 aos 18 anos, de 2002 a 2013. Mas Boyhood – Da Infância à Juventude vai além de uma mera curiosidade. As inquietações de Linklater e seus discursos políticos e filosóficos também se fazem presentes, principalmente à medida que o pequeno Mason vai crescendo. A trilha sonora ajuda a situar um pouco a época, bem como a campanha pró-Obama. São quase três horas de cenas que apostam na poesia do cotidiano, mas também convida o espectador a refletir sobre a passagem do tempo.

DA INFÂNCIA À JUVENTUDE (Boyhood, EUA, 2014), de Richard Linklater. Com Ellar Coltrane, Patricia Arquette, Ethan Hawke, Elijah Smith, Lorelei Linklater, Marco Perella, Jamie Howard, Andrew Villarreal. Sony Pictures. 165 min. 14 anos.

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Dandara de Morais em VENTOS DE AGOSTO (2014), de Gabriel Mascaro

Dandara de Morais em VENTOS DE AGOSTO (2014), de Gabriel Mascaro

Outro filme de cunho filosófico e existencial é este Ventos de Agosto, primeiro trabalho de ficção de Gabriel Mascaro, mais conhecido por seus documentários, em especial Doméstica (2012). Sua estreia na direção também flerta com o gênero que o consagrou, mas isso não chega a incomodar. Ao contrário, traz uma energia bonita e contemplativa sobre o tempo (mais uma vez ele) e sobre a morte. A trama acompanha a vida de dois jovens: uma moça tatuadora e fã de punk rock que só fica naquela cidadezinha perdida de Alagoas por causa da avó e um rapaz que trabalha com ela na entrega de cocos. Os dois, que mantém um relacionamento íntimo, têm suas vidas mudadas a partir do dia em que o rapaz encontra o corpo de um homem desconhecido no mar.

VENTOS DE AGOSTO (Brasil, 2014), de Gabriel Mascaro. Com Dandara de Morais, Geová Manoel dos Santos, Gabriel Mascaro, Antônio José dos Santos, Maria Salvino dos Santos. Vitrine Filmes. 77 min. 14 anos.

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Jim Carrey e Jeff Daniels em DÉBI & LÓIDE 2 (2014), de Bobby e Peter Farrelly

Jim Carrey e Jeff Daniels em DÉBI & LÓIDE 2 (2014), de Bobby e Peter Farrelly

A maior aposta do circuito puramente comercial, no entanto, é no retorno dos bobalhões Débi e Lóide, depois de um intervalo de 20 anos do primeiro filme. Em Débi e Lóide 2, Harry (Jeff Daniels) descobre que tem uma filha que foi adotada. O filme trata basicamente da busca dos dois amigos por essa garota. Resta saber se o show de escatologia que fez a fama dos Farrelly estará tão presente agora que tanto Jim Carrey quanto os talentosos irmãos não andam muito bem das pernas. Torçamos pelo sucesso de todos os envolvidos.  Boas comédias fazem bem à saúde.

DEBI & LÓIDE 2 (Dumb and Dumber To, EUA, 2014), de Peter & Bobby Farrelly. Com Jim Carrey, Jeff Daniels, Rob Rigle, Laurie Holden, Rachel Melvin, Kathleen Turner, Bill Murray. 110 min. Imagem Filmes. 12 anos.

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Regina Braga em IRMÃ DULCE (2014), de Vicente Amorim

Regina Braga em IRMÃ DULCE (2014), de Vicente Amorim

O trailer de Irmã Dulce não é dos mais animadores, mas Vicente Amorim é um bom artesão, tendo talvez como seu ponto alto Corações Sujos (2011), exibido no Cinema de Arte. O que pode incomodar um pouco os espectadores é o excesso de santidade e de bondade por parte da mulher que foi beatificada pelo Vaticano e que pregou o amor através de obras. Isso se o filme for apenas um apanhado de boas ações de Irmã Dulce. A trama narra a trajetória da beata indicada ao Premio Nobel da Paz, desde a fase jovem até seus dias finais na Terra.

IRMÃ DULCE (Brasil, 2014), de Vicente Amorim. Com Regina Braga, Bianca Comparato, Glória Pires, Gracindo Júnior, Patricia Oliveira, Zezé Polessa, Irene Ravache. 94 min. Downtown Filmes. 12 anos.

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David R.A. White em QUESTÃO DE ESCOLHA (2014), do próprio ator/diretor

Ted McGingley em QUESTÃO DE ESCOLHA (2014), de David A. R. White

Depois do sucesso de Deus Não Está Morto (2014), filme mais destinado a um público evangélico, os produtores trazem outra produção para a telona: Questão de Escolha, coprodução EUA/Brasil. Na trama, Paul Tyson (Ted McGinley) é um marido amoroso e um pai dedicado que viaja ao Rio de Janeiro para fechar o maior negócio de sua carreira profissional. É lá que ele conhece Julia (Ana Ayora), a representante de uma empresa brasileira por quem ele se apaixona e põe em risco o casamento. Seus princípios são colocados à prova. O perigo do filme é justamente apelar muito para o moralismo e provavelmente é isso que deve acontecer.

QUESTÃO DE ESCOLHA (Redeeemed, EUA/Brasil, 2014), de David A.R. White. Com Ted McGinley, Ana Ayora, Kevin Downes, Megan Alexander, Ross Araujo, Cameron Britton, Teri Copley. 88 min. Graça Filmes. Livre.

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Pré-estreia

Jennifer Lawrence em JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA - PARTE 1 (2014), de Francis Lawrence

Jennifer Lawrence em JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA – PARTE 1 (2014), de Francis Lawrence

Depois do sucesso do ótimo Jogos Vorazes – Em Chamas (2012), Francis Lawrence permaneceu no comando da franquia estrelada pela beldade da vez Jennifer Lawrence. Só ela já seria suficiente para garantir milhões e milhões de bilheteria para o filme, mas a produção não se contenta com “pouco”, levando em consideração o excepcional elenco de apoio, incluindo o gigante Philip Seymour Hoffman, falecido em fevereiro deste ano. A expectativa é que este terceiro filme da saga de Katniss Everdeen traga o mesmo grau de qualidade dos anteriores. Quarta-feira é o início da invasão do filme nas telas de todo o Brasil.

JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA – PARTE 1 (The Hunger Games: Mockingjay – Part 1, EUA, 2014), de Francis Lawrence. Com Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Elizabeth Banks, Julianne Moore, Philip Seymour Hoffman, Jeffrey Wright, Stanley Tucci, Donald Sutherland, Toby Jones. 123 min. Paris Filmes. 12 anos.

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Saem de cartaz

Mais um Ano
Relatos Selvagens
Sobrevivente

Estreias nacionais desta quinta-feira, 13, que não entram em cartaz em Fortaleza

Idênticos, de Dustin Marcellino
Los Nobles – Quando os Ricos Quebram a Cara, de Gary Alazraki
Saint Laurent, de Bertrand Bonello
Trinta, de Paulo Machline
O Vento Lá Fora, de Marcio Debellia

Veja o trailer de O Vento Lá Fora

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