EUROPEAN FILM AWARDS-2016 – TONI ERDMAN, O VENCEDOR

Toni Erdman já tinha emocionado a todos no Festival de Cannes em maio passado com a história e um pai que cria um “alter ego” a fim de se comunicar com a filha, solteira aos 30 anos e que está perdendo a oportunidade de desfrutar a vida ao se dedicar inteiramente ao trabalho como executiva de uma empresa alemã na Romênia. Ganhador de 11 prêmios e 17 indicações, acaba de conquistar o de Melhor Filme Europeu

Peter e Helen em TONI ERDMANN (2016), de Maren Ade: melhor filme europeu de 2016

Peter Simonischek e Sandra Heller em TONI ERDMANN (2016), de Maren Ade: melhor filme europeu de 2016

A entrega dos prêmios aos melhores do cinema europeu em 2016 aconteceu na Polônia e foi acompanhada de perto pela Variety, uma das mais prestigiadas revistas de cinema. Além do principal prêmio, recebeu ainda os de Melhor Diretor e Melhor Roteiro, ambos para Maren Ade, além de Melhor Ator, para Peter Simonischek, e Atriz, para Sandra Heller, desbancando assim a favorita Isabelle Huppert, por Elle, representante da França no Oscar. Ainda em Cannes, Maren Ade disse que “há muito tempo queria fazer um filme sobre a família e as rupturas, que são inerentes a toda relação de pai e filha. Em algum momento todos temos o desejo secreto de nos afastarmos de nossa família, de escapar e começar do zero“, e que a história fora inspirada em seu pai. “Meu pai é um homem que adora fazer piada, seu humor me acompanhou durante toda minha juventude e o projetei em meu filme“, revela.

Quem é Maren Ade? Com 39 anos, ela é cria da Fernsehen Munique Hochschule für Film, também chamada de Berlin Schulle, a Escola de Cinema de Berlin. Ao se graduar, fundou com a colega Janine Jacowski, a produtora Komplizen, no qual fez o seu primeiro tabalho, Der Wald vor Lauter Bäuman (2003), sobre um casal de professores, inspirado em seus pais; o segundo, Todos os Outros (2008, exibido no Brasil) e agora Toni Erdman. A produtora também financiou os conhecidos Tabu (2012), e os 3 volumes da série portuguesa As Mil e uma Noites (2015), de Miguel Gomes. Ao todo, Ade já tem 20 prêmios na carreira.

Os Prêmios de Toni Erdman

FESTIVAL INTERNACIONAL DE BRUXELAS-2016
Golden Iris – Melhor Filme
RTBF TV Prize – Maren Ade
Prêmio Especial do Júri

FESTIVAL DE CANNES
Prêmio FIPRESCI – Crítica Internacional
Palma de Ouro – Melhor Filme

NEW YRK FILM CRICLE AWARDS
Melhor Filme em Língua Estrangeira

NORWEGIAN INTERNATIONAL FILM FESTIVAL
Melhor Filme

SAN SEBASTIAN INTERNATIONAL FILM FESTIVAL
Prêmio FIPRESCI – critica internacional

SEVILLE EUROPEAN FILM AWARDS
Prêmio do Público
Melhor Filme Europeu em coprodução

PRÊMIO LUX
Melhor Filme

Agora, Toni Erdman aguarda as premiações as quais concorre no s EUA, como o Spirit e Globo de Ouro. Estreia nos EUA no próximo dia 25, mas ainda não tem data para estrear no Brasil.

Todos os Vencedores do Prêmio do Cinema Europeu:

Melhor Filme
Toni Erdmann

Melhor Diretor
Maren Ade, Toni Erdmann

Melhor Roteiro
Maren Ade, Toni Erdmann

Melhor Comédia
Em Man som Hetter Ove (A Man Called Ove, Suécia), de Hannes Holm

Melhor Atriz
Sandra Huller, Toni Erdmann

Melhor Ator
Peter Simonischek, Toni Erdmann

European Discovery – Prix Fipresci
O Melhor Dia na Vida de Olli Maki (Hymyilevä Mies, Finlândia), de Juho Kuosmanen

Melhor Docuemntário
Fogo no Mar (Itália-França), de Gianfranco Rosi

Melhor Curta
9 Days – From My Window in Aleppo (Holanda-Síria), de Floor van der Meulen, Thomas Vroege e Issa Touma

Melhor Animação
Ma Vie de Georgette (Suiça-França), de Claude Barras

Conheça o trailer de Ma Vie de Georgette.

People’s Choice Award
Body (Polônia), de Malgorzata Szumowska

Melhor Efeitos Sonoros
Radosław Ochnio, 11 Minutes

Melhor Maquiagem e Cabelos
Barbara Kreuzer, Under Sandet (Land Of Mine, Alemanha)

Melhor Música
Ilya Demutsky, (M)uchenik  (The Student, Rússia)

Melhor Figurino
Stefanie Bieker, Under Sandet

Melhor Desenho de Produção
Alice Normington, As Sufragistas (Reino Unido)

Melhor Montagem
Anne Østerud e Janus Billeskov Jansen, A Comunidade (Dinamarca)

Melhor Direção de Fotografia
Camilla Hjelm Knudsen, Under Sandet

Homenageados com prêmios europeus

Jean-Claude Carrière – roteirista
Leontine Petit – produtor
Pierce Brosnan – ator
Andrzej Wajda – cineasta

Vejam o trailer de Toni Erdman

HORAS DE DESESPERO – TENSÃO DO INÍCIO AO FIM

Suspense frenético, Horas de Desespero (No Scape, 2015) ,de John Erick Dowdle, prende a atenção da plateia do início ao fim, nos fazendo se sentir aterrorizados com a situação inesperada enfrentada por uma família num país desconhecido

Cena de HORAS DE DESESPERO (No Scape, 2015) de John Erick Dowdle

Cena de HORAS DE DESESPERO (2015), de John Erick Dowdle

O executivo Jack Dwyer (Owen Wilson), sua esposa, Annie (Lake Bell), e suas duas filhas, estão de mudança para a Ásia para que ele possa assumir um cargo gerencial numa empresa do sul asiático. Mas ao chegarem no local, eles são pegos em meio a um golpe de estado, em que a comunicação é suspensa e os estrangeiros são imediatamente executados por um bando de rebeldes, que além de depor o comandante da nação, instauraram uma guerra civil que tem como foco matar os estrangeiros.

Desesperada, a família tenta escapar dos rebeldes e contam com a sorte e a ajuda de um homem (Pierce Brosnan) que conhece bem o país e o risco que todos estão correndo. Algumas cenas são impactantes. A cena inicial com muito sangue e certo ar tarantinesco já prende a plateia. A cena em que as crianças são jogadas de um prédio a outro também é impactante e pode ser vista no trailer.

Pierce Brosnan e Owen Wilson em HORAS DE DESESPERO (No Scape, 2015) de John Erick Dowdle

Pierce Brosnan e Owen Wilson em cenas HORAS DE DESESPERO

Estamos acostumados a ver Owen Wilson atuando em comédias, aqui ele faz seu primeiro papel de protagonista em um filme de ação e não decepciona, cumprindo bem o papel de um pai que tem o dever de proteger sua família a todo custo.

O país em questão não é identificado, mas sabendo que o Vietnã faz fronteira com a China, Laos e Camboja, fica subentendido que o filme se passa em um desses países, provavelmente num dos menores, haja vista que a China não pode ser considerada um país de quarto mundo… O filme tem sido acusado de xenófobo por alguns críticos, no entanto o considero altamente indicado para quem gosta de tensão numa sala escura.

Poster de HORAS DE DESESPERO (No Scape, 2015) de John Erick Dowdle

Poster de HORAS DE DESESPERO (No Scape, 2015), de John Erick Dowdle

Título: Horas de Desespero (No Scape)

Estreia: 08/10/2015

Gênero: Drama, Suspense, Ação

Duração: 101 min.

Origem: Estados Unidos

Direção: John Erick Dowdle

Roteiro: John Erick Dowdle, Drew Dowdle

Distribuidor: Diamond Films do Brasil

Classificação: 16 anos

Ano: 2015

 

 

Veja o trailer de Horas de Desespero:

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AGENDE-SE – As estreias desta quinta-feira em Fortaleza

O grande destaque da semana é a nova superprodução de Christopher Nolan, Interestelar (2014), projeto ambicioso que tem sido comparado por alguns como o novo 2001 – Uma Odisseia no Espaço, o que deve ser um grande exagero. Duas produções discretas, mas muito dignas de serem vistas são o drama familiar Mais um Ano (2010), de Mike Leigh, e o drama islandês Sobrevivente (2012), de Baltasar Kormákur. Também vale a conferida o documentário Uma Passagem para Mário (2013), de Eric Laurence. Para crianças de todas as idades temos Uma Viagem Extraordinária (2013), de Jean-Pierre Jeunet, e para os mais pequenos, a animação belga A Mansão Mágica (2013). Importante não esquecer a nova aventura estrelada por Pierce Brosnan, November Man – Um Espião Nunca Morre (2014), de Roger Donaldson. Encerrando, há a comédia de gosto duvidoso, mas que pode surpreender positivamente, quem sabe, Made in China (2014), de Estevão Ciavatta. Como se vê, opções não faltam

Matthew McConaughey em INTERESTELAR (2014), de Christopher Nolan

Matthew McConaughey em INTERESTELAR (2014), de Christopher Nolan

Trata-se do “filme-acontecimento” da semana. Interestelar pode até não ser tudo o que se espera, mas o trailer veiculado já há alguns meses e todo o mistério que rondou suas filmagens faz dele um must-see, especialmente porque Christopher Nolan (Batman – O Cavaleiro das Trevas, 2008) gosta de usar a tecnologia IMAX e deve valer a pena conferir o filme nas salas equipadas com essa tecnologia. Na trama, em uma Terra devastada pela seca e pela fome, o físico Kip Thorne (McConaughey) desafia a teoria da gravidade e outras hipóteses que Albert Einstein não foi capaz de provar para salvar o planeta, viajando para além do Sistema Solar. Além do oscarizado ator, o filme de Nolan conta com um elenco impressionantemente rico.

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INTERESTELAR (Interstellar, EUA/Reino Unido, 2014), de Christopher Nolan. Com Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Wes Bentley, Jessica Chastain, Mackenzie Foy, Michael Caine, Topher Grace, Ellen Burstyn, John Lithgow. Warner. 169 min. 12 anos.

Ruth Sheen e Jim Broadbent em MAIS UM ANO (2010), de Mike Leigh

Ruth Sheen e Jim Broadbent em MAIS UM ANO (2010), de Mike Leigh

O circuito brasileiro é cheio de injustiças. Uma delas está sendo mais ou menos compensada com o lançamento, quatro anos depois, de Mais um Ano, o novo filme de Mike Leigh (Segredos e Mentiras, 1996). Ao contrário do que se costuma esperar dos filmes de Leigh, Mais um Ano não é carregado de melancolia, mas tem um otimismo, dizem, contagiante. O humanismo do cineasta inglês continua na história de quatro estações na vida de um casal feliz e seu relacionamento com a família e os amigos. Por mais que Leigh continue a ser lembrado sempre por Segredos e Mentiras, seus filmes sempre merecem uma conferida.

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MAIS UM ANO (Another Year, Reino Unido, 2010), de Mike Leigh. Com Jim Broadbent, Ruth Sheen, Lesley Manville, Oliver Maltman, Peter Wight, David Bradley, Martin Savage. CineSesc. 129 min. 12 anos.

Momentos de aflição em SOBREVIVENTE (2012), de Baltasar Kormákur

Momentos de aflição em SOBREVIVENTE (2012), de Baltasar Kormákur

Qual foi a última vez que você viu um filme produzido na Islândia? Aliás, você já viu um filme produzido na Islândia antes? O Cinema de Arte lhe dá essa oportunidade de acompanhar a dramática aventura de um pescador que luta pela vida depois que seu barco pesqueiro naufraga no Atlântico Norte, durante o inverno de 1984. Os tripulantes tentam sobreviver, mas as águas gelas impedem, deixando apenas um deles na tentativa de continuar vivo. Sobrevivente é baseado em fatos reais.

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SOBREVIVENTE (Djúpið, Islândia, 2012), de Baltasar Kormákur. Com Ólafur Darri Ólafsson, Stefán Hallur Stefánsson, Jóhann G. Jóhannsson, Þröstur Leó Gunnarsson, Björn Thors. Imovision. 125 min. 14 anos.

Pierce Brosnan em NOVEMBER MAN - UM ESPIÃO NUNCA MORRE (2014), de Roger Donaldson

Pierce Brosnan em NOVEMBER MAN – UM ESPIÃO NUNCA MORRE (2014), de Roger Donaldson

Parece que Pierce Brosnan ficou melhor quando abandonou o posto de James Bond. Tem feito filmes divertidos e se mostrado um ótimo ator. Mas nem sempre ele consegue fugir do passado “bondiano”. Em November Man – Um Espião Nunca Morre, ele é um ex-agente da CIA trazido de volta à ativa para executar uma missão envolvendo o Presidente eleito da Rússia. A ucraniana Olga Kurylenko (que já foi Bond-girl em 007 – Quantum of Solace) dá o ar de sua graça com sua beleza especial, muito bem explorada em Amor Pleno, de Terrence Malick.

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NOVEMBER MAN – UM ESPIÃO NUNCA MORRE (The November Man, EUA, 2014), de Roger Donaldson. Com Pierce Brosnan, Luke Bracey, Olga Kurylenko, Bill Smitrovich, Amila Terzimehic, Caterina Scorsone. PlayArte. 108 min. 14 anos.

Kyle Katlett e Helena Bonham Carter em UMA VIAGEM EXTRAORDINÁRIA (2013), de Jean-Pierre Jeunet

Kyle Katlett e Helena Bonham Carter em UMA VIAGEM EXTRAORDINÁRIA (2013), de Jean-Pierre Jeunet

Jean-Pierre Jeunet, para o bem ou para o mal, sempre vai ser lembrado por O Fabuloso Destino de Amélie Poulin (2001). Uma Viagem Extraordinária é seu mais novo trabalho e é mais direcionado ao público infantil, embora também seja apreciado por adultos, por sua cinematografia de encher os olhos e seu trabalho todo próprio de lidar com a direção de arte. Na trama, o pequeno T.S. Spivet vive num rancho isolado de Montana. Ele é superdotado e constrói uma máquina de movimento perpétuo. Sem dizer nada à família, ele atravessa os EUA em um trem de mercadorias.

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UMA VIAGEM EXTRAORDINÁRIA (L’Extravagant Voyage du Jeune et Prodigieux T.S. Spivet, França/Austrália/Canadá, 2013), de Jean-Pierre Jeunet. Com Kyle Catlett, Helena Bonham Carter, Judy Davis, Callum Keith Rennie, Niamh Wilson, Jakob Davis. Califórnia Filmes. 105 min. Livre.

O amigo homenageado em UMA PASSAGEM PARA MÁRIO (2013), de Eric Laurence

O amigo homenageado em UMA PASSAGEM PARA MÁRIO (2013), de Eric Laurence

Neste filme-homenagem, o cineasta cearense Eric Laurence acompanha a trajetória de luta do amigo Mário Duques, em batalha contra um câncer no estômago há quatro anos. A intenção dos dois amigos, apesar da doença de Mário, é fazer uma viagem por uma região um tanto mágica da América do Sul. Com idas e vindas no tempo, vemos, em paralelo, a luta de Mário e a viagem de Eric, o amigo e cineasta, pelo interior da Bolívia e do Chile. Uma Passagem para Mário foi um filme que teve que encontrar um fim que fizesse jus ao amigo homenageado.

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UMA PASSAGEM PARA MÁRIO (Brasil, 2013), de Eric Laurence. Documentário. Distribuidora própria. 77 min. 12 anos.

O mágico Leonardo e o gato Trovão em A MANSÃO MÁGICA (2013), de Ben Stassen e Jérémie Degruson

O mágico Leonardo e o gato Trovão em A MANSÃO MÁGICA (2013), de Ben Stassen e Jérémie Degruson

A tecnologia 3D tem trazido uma série de animações vindas das mais variadas partes do mundo, que acabam se confundido com animações americanas. A Mansão Mágica, por exemplo, é belga, e conta a história de um gato, Trovão, que, depois de abandonado, encontra abrigo em uma mansão sombria. Lá vive Leonardo, um senhor que trabalha com mágica e vive rodeado de animais e brinquedos que ganham vida. O filme é aconselhado para crianças pequenas e é importante que obras assim sejam veiculadas para começar a trazer o prazer do cinema para os pequenos.

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A MANSÃO MÁGICA (The House of Magic, Bélgica, 2013), de Jeremy Dreguson e Ben Stassen. Com as vozes (versão EUA) de Cinda Adams, George Babbit, Murray Blue, Kathleen Browers. Imagem Filmes. 85 min. Livre.

Regina Casé em MADE IN CHINA (2014), de Estevão Ciavatta

Regina Casé em MADE IN CHINA (2014), de Estevão Ciavatta

O cartaz de Made in China é de um mal gosto incrível. Resta saber se o público que curte as comédias da Globo vai prestigiar esta produção estrelada por Regina Casé, que começou a reconquistar popularidade com a nova geração através do programa Esquenta. Regina interpreta uma vendedora que investiga por que está perdendo terreno para os concorrentes chineses. A ideia não é de todo má, levando em consideração a força do gigante império chinês nos mercados nacional e internacional. Quem tiver coragem avise para os amigos se o filme é melhor do que aparenta.

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MADE IN CHINA (Brasil, 2014), de Estevão Ciavatta. Com Regina Casé, Juliana Alves, Otávio Augusto, Yili Chang, Xande de Pilares, Tony Lee, Luis Lobianco. H2O. 96 min. 10 anos.

Sem de cartaz

A Bela e a Fera
A Lenda de Oz
Bem-vindo a Nova York
Bistrô Romantique

Maze Runner – Correr ou Morrer
Morangos Silvestres
O Inventor de Jogos
O Sétimo Selo

Estreias nacionais desta quinta-feira, 06, que não entram em cartaz em Fortaleza

Apneia, de Maurício Eça
Cupcakes – Música e Fantasia
, de Eytan Fox
Karen Chora no Ônibus, de Gabriel Rojas Vera
Mão na Luva
, de José Joffily e Roberto Bomtempo
Mil Vezes Boa Noite, de Erik Poppe

Veja o trailer de Mil Vezes Boa Noite

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