SEMANA 50 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

A semana se destaca tanto pela qualidade quanto pela quantidade, já que haverá, além dos títulos em cartaz, uma mostra de oito filmes inéditos na cidade, promovida pelo Cinema de Arte. Confira na seção “Especial”. Já entre as estreias, temos o drama Norte, o Fim da História (2013), de Lav Diaz; o drama Califórnia (2015), de Marina Person; o policial Olhos da Justiça (2015), de Billy Ray; o thriller O Clã (2015), de Pablo Trapero; e o drama Pegando Fogo (2015), de John Wells. Em pré-estreia, a sci-fi Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força (2015), de J.J. Abrams

Cena de NORTE, O FIM DA HISTÓRIA (2013), de Lav Diaz

Cena de NORTE, O FIM DA HISTÓRIA (2013), de Lav Diaz

É momento de celebração quando um filme de um cineasta como Lav Diaz chega ao nosso circuito. Tanto pela duração de seus filmes (este tem 4h10min), quanto pelo fato de filmes filipinos não serem exatamente populares em nosso país. Norte, o Fim da História é um dos trabalhos mais compactos e também mais elogiados do cineasta e conta uma história que se assemelha à de Crime e Castigo, de Dostoiévski. As histórias se cruzam: a da mãe que leva os dois filhos para a zona rural em busca de vingança; a do estudante que comete duplo assassinato; e a de um homem que é condenado à prisão. Lav Diaz tem o interesse em lidar, através de suas histórias sobre tragédias, com a História de seu país, que enfrentou uma ditadura pesada nas últimas décadas e que ainda sofre as sequelas. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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NORTE, O FIM DA HISTÓRIA (Norte, Hangganan ng Kasaysayan, Filipinas, 2013), de Lav Diaz. Com Sid Lucero, Angeli Bayani, Archie Alemania, Mailes Kanapi, Mae Paner, Soliman Cruz, Hazel Orencio, Ian Lomongo, Kristian Chua, Noel Sto. Domingo. 250 min. Supo Mungam Filmes. 16 anos.

Clara Gallo em CALIFÓRNIA (2015), de Marina Person

Clara Gallo em CALIFÓRNIA (2015), de Marina Person

A estreia de Marina Person na direção de longas de ficção tem um caráter memorialista, embora a cineasta tenha dito que não se trata de uma história autobiográfica. Mas há no ar um sentimento de nostalgia pela juventude e pela década de 1980, como já se pode antever pelo trailer. Califórnia conta a história de Estella (Clara Gallo), uma adolescente com os conflitos típicos da idade, e cujo ídolo maior é o seu tio Carlos (Caio Blat), um jornalista musical que mora nos Estados Unidos. Seu maior sonho é visitá-lo, mas ela fica triste ao ver que é ele quem retorna ao Brasil, magro e debilitado e com uma doença que a medicina ainda não conhecia. Califórnia é também um filme sobre as descobertas amorosas da adolescência e de como isso contribui para o crescimento emocional dos jovens. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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CALIFÓRNIA (Brasil, 2015), de Marina Person. Com Clara Gallo, Caio Horowicz, Caio Blat, Giovanni Gallo, Letícia Fagnani, Livia Gijon, Virginia Cavendish, Paulo Miklos, Gilda Nomacce, Amanda Chaptiska. 90 min. Vitrine. 14 anos.

Julia Roberts em OLHOS DA JUSTIÇA (2015), de Billy Ray

Julia Roberts em OLHOS DA JUSTIÇA (2015), de Billy Ray

Hollywood sempre está de olho em filmes estrangeiros que fizeram sucesso, mas que não são necessariamente populares nos Estados Unidos. Olhos da Justiça é um remake do argentino O Segredo dos Seus Olhos (2009), de Juan José Campanella, que até ganhou Oscar de melhor filme em língua estrangeira. A versão americana traz Julia Roberts como a pessoa que sofre com a morte da filha e da busca difícil pelo verdadeiro assassino. O filme transporta os elementos culturais do regime ditatorial argentino para o clima de paranoia dos Estados Unidos pós-11 de setembro. O elenco principal ainda conta com Chiwetel Ejiwofor e Nicole Kidman. A direção é de Billy Ray, mais conhecido por seus trabalhos como roteirista.  Em cartaz em grande circuito.

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OLHOS DA JUSTIÇA (Secret in Their Eyes, EUA, 2015), de Billy Ray. Chiwetel Ejifor, Nicole Kidman, Julia Roberts, Dean Norris, Alfred Molina, Joe Cole, Michael Kelly, Zoe Graham, Patrick Davis, Eileen Fogarty. 111 min. Diamond. 14 anos.

Cena de O CLÃ (2015), de Pablo Trapero

Cena de O CLÃ (2015), de Pablo Trapero

Pablo Trapero é um dos cineastas argentinos mais interessantes surgidos nos últimos 20 anos. Uma pena que seus trabalhos raramente cheguem em nosso circuito, principalmente no circuito local, que só recebeu, salvo engano, Leonera (2008), exibido no Cinema de Arte. O novo trabalho do diretor, O Clã, recebe um alcance bem maior, com mais salas e mais sessões. O filme conta a história real da família Puccio, que sequestrava e matava pessoas na década de 1980. O clã era composto pelo pai, seus dois filhos, um militar aposentado e mais dois amigos. Os produtores são os mesmos do excelente Relatos Selvagens, e Guillermo Francella, que interpreta o pai de família e que é mais carregado em tons sombrios, é mais conhecido na Argentina por personagens cômicos. Em cartaz no UCI Iguatemi e Cinépolis RioMar.

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O CLÃ (El Clan, Argentina/Espanha, 2015), de Pablo Trapero. Com Guillermo Francella, Antonia Bengoechea, Gastón Cocchiarale, Stefanía Koessl, Peter Lanzani, Raymond E. Lee, Franco Masini, Fernando Miró, Giselle Motta, Juan Cruz Márquez de la Serna. 110 min. Fox. 16 anos.

Bradley Cooper em PEGANDO FOGO (2015), de John Wells

Bradley Cooper em PEGANDO FOGO (2015), de John Wells

O cinema e a culinária costumam ter um namoro já há bastante tempo. De vez em quando alguns filmes surgem para deixar o espectador com água na boca. Alguns exemplos mais recentes são Julie & Julia, de Nora Ephron, Chef, de Jon Favreau, e Lunchbox, de Ritesh Batra, embora o último seja mais focado na história de amor.  Pegando Fogo é o exemplo mais recente. Estrelado por Bradley Cooper, o astro interpreta Adam Jones, um homem que destrói sua carreira de chef com drogas e comportamento agressivo. Depois de um detox, ele retorna a Londres para se redimir e construir um restaurante que se tornaria um dos mais famosos e bem avaliados da cidade. O filme de John Wells (Álbum de Família, 2013) também conta com um elenco de apoio admirável. Em cartaz em grande circuito.

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PEGANDO FOGO (Burnt, EUA, 2015), de John Wells. Com Bradley Cooper, Sienna Miller, Daniel Brühl, Lily James, Omar Sy, Alicia Vikander, Uma Thurman, Matthew Rhys, Stephen Campbell Moore, Emma Thompson. 101 min. Paris. 12 anos.

Pré-estreia

Cena de STAR WARS: EPISÓDIO VII - O DESPERTAR DA FORÇA (2015), de J.J. Abrams

Cena de STAR WARS: EPISÓDIO VII – O DESPERTAR DA FORÇA (2015), de J.J. Abrams

Star Wars é uma das franquias mais poderosas já criadas. O universo de George Lucas se expandiu de tal forma que há tantos livros, quadrinhos e séries animadas sobre os Jedi que só os fãs mais radicais conseguem acompanhar. Depois da segunda trilogia ter sido finalizada pelo próprio Lucas, as chances de uma terceira trilogia surgir seriam mínimas, a não ser se o criador vendesse os direitos, como o fez para a Disney. J.J. Abrams, responsável pelo reboot de Star Trek no cinema, assumiu a direção de Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força, que chega cheio de segredos. Sabemos que teremos dois novos personagens jovens e vimos no trailer Han Solo e Chewbacca, mas ainda há muita coisa escondida. Quem estiver com pressa e quiser ver logo, na virada de quarta (16) para quinta (17), à meia-noite, o UCI Iguatemi promoverá sessões especiais, inclusive na sala IMAX.

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STAR WARS: EPISÓDIO VII – O DESPERTAR DA FORÇA (Star Wars: The Force Awakens, EUA, 2015), de J.J. Abrams. Com Daisy Ridley, John Boyega, Carrie Fisher, Mark Hammil, Adam Driver, Harrison Ford, Domhnall Gleeson, Gwendoline Christie, Peter Mayhew, Oscar Isaac. 136 min. Disney. Classificação a definir.

Especial

Cena de AS MEMÓRIAS DE MARNIE (2014), de Hiromasa Yonebayashi

Cena de AS MEMÓRIAS DE MARNIE (2014), de Hiromasa Yonebayashi

Um grande motivo para ir todos os dias ao Cinépolis RioMar dos dias 10 a 17 de dezembro é uma mostra muito especial de oito filmes exibidos na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo este ano. Os filmes a serem exibidos são os dramas japoneses Sabor da Vida (2015), de Naomi Kawase, e Para o Outro Lado (2015), de Kiyoshi Kurosawa; o drama italiano Mia Madre (2015), de Nanni Moretti; a animação japonesa As Memórias de Marnie (2014), de Hiromasa Yonebayashi; a comédia dramática italiana Maravilhoso Boccaccio (2015), de Paolo e Vittorio Taviani; o drama colombiano A Terra e a Sombra (2015), de César Augusto Acevedo; a comédia argentina Papéis ao Vento (2015), de Juan Taratuto; e o drama Macbeth – Ambição e Guerra (2015), de Justin Kursel. Para mais detalhes, visite a página oficial do Cinema de Arte.

Veja o trailer de Para o Outro Lado

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Saem de cartaz

A Visita
Chico – Artista Brasileiro
Malala

Mistress America
Viver É Fácil com os Olhos Fechados

As estreias nacionais desta quinta-feira, 10, que não entram em cartaz em Fortaleza

Até Que a Casa Caia
Davi e Golias
Em Três Atos
Memórias da Boca
Oração do Amor Selvagem
Osvaldão

Veja o trailer de Memórias da Boca

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SEMANA 48 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Um dos destaques da semana é A Visita (2015), a volta de M. Night Shyamalan ao gênero horror. Em uma semana atípica, predominam uma quantidade fora do normal de documentários: Malala (2015), de Davis Guggenheim; Chico – Artista Brasileiro (2015), de Miguel Faria Jr.; Samba & Jazz (2014), de Jefferson Mello; e Ídolo (2014), de Ricardo Calvet. Também se destacam a comédia Mistress America (2015), de Noah Baumbach; a comédia de ação American Ultra – Armados e Alucinados (2015), de Nima Nourizadeh; e a aventura Victor Frankenstein (2015), de Paul McGuigan. Em pré-estreia, três títulos: o drama Pegando Fogo (2015), de John Wells; a comédia Bem Casados (2015), de Aluízio Abranches; e o drama Tudo Que Aprendemos Juntos (2015), de Sérgio Machado

Cena de A VISITA (2015), de M. Night Shyamalan

Cena de A VISITA (2015), de M. Night Shyamalan

Ainda há quem seja entusiasta do cinema de M. Night Shyamalan. E com boas razões, apesar de alguns filmes pouco atraentes em sua filmografia recente. A Visita é o seu retorno ao universo do cinema de horror, gênero que o consagrou desde O Sexto Sentido (1999). A diferença é que não temos mais o apoio de um grande elenco e o cineasta volta às origens, trabalhando com um orçamento pequeno e usando algo que está na moda atualmente no gênero, o found footage, por mais desgastado que já esteja. Na trama, um garoto e sua irmã são mandados pela mãe para visitar os avós, que moram em uma fazenda remota. Não demoram muito para que eles descubram que os velhos estão envolvidos em coisas bem sinistras. Em cartaz em grande circuito.

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A VISITA (The Visit, EUA, 2015), de M. Night Shyamalan. Com Olivia DeJonge, Ed Oxembould, Deanna Dunagan, Peter McRobbie, Kathryn Hahn, Celia Keenan-Bolger, Samuel Stricklen, Patch Darragh, Jorge Cordova, Steve Annan. 94 min. Universal. 12 anos.

Lola Kirke em MISTRESS AMERICA (2015), de Noah Baumbach

Lola Kirke em MISTRESS AMERICA (2015), de Noah Baumbach

O diretor Noah Baumbach e a encantadora Greta Gerwig (esposa do diretor) fizeram um imenso sucesso no circuito comercial com o lindão Frances Ha (2012). Agora eles estão de volta com Mistress America, ao que parece, com a mesma vibe alegre do anterior. Na trama, Tracy (Lola Kirke), recém-ingressa na faculdade, é uma moça solitária em Nova York. Sua vida muda quando ela conhece Brooke (Greta Gerwig), uma moça descolada e filha de seu futuro padrasto que tem a intenção de resgatar a nova amiga (e futura meia-irmã) de sua clausura  e levá-la para situações inusitadas, que muito têm a ver com as alterações de humor de Brooke, que de uma hora para a outra dá atenção toda especial à pessoa para, logo em seguida, ignorá-la completamente. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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MISTRESS AMERICA (EUA, 2015), de Noah Baumbach. Com Greta Gerwig, Lola Kirke, Seth Barrish, Juliet Brett, Andrea Chen, Michael Chernus, Cindy Cheung, Clare Foley, Charlie Gillete, Gail Golden. 84 min. Vitrine. 12 anos.

Cena de MALALA (2015), de Davis Guggenheim

Cena de MALALA (2015), de Davis Guggenheim

Neste momento bastante propício, em que os direitos da mulher e a violência contra a mulher voltaram à pauta com força, um filme como Malala é muito bem-vindo. Trata-se de um documentário que acompanha a comovente história de superação e coragem de uma jovem ativista paquistanesa, Malala Yousafzai, que ousou contrariar as ordens do Talibã e falar sobre a educação das mulheres de seu país e quase morreu por isso. Uma vez que ela sobreviveu, passou a ser uma porta-voz dos direitos da mulher em um lugar tão complicado como o Oriente Médio. Malala chegou, inclusive, a discursar na ONU e ganhou o Nobel da Paz em 2014. A direção é de Davis Guggenheim, conhecido no terreno do documentário por Uma Verdade Inconveniente (2006). Em cartaz no Cinema do Dragão.

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MALALA (He Named Me Malala, Emirados Árabes Unidos/EUA, 2015), de Davis Guggenheim. Documentário. 88 min. Fox. Classificação a definir.

Jesse Eisenberg e Kristen Stewart em AMERICAN ULTRA - ARMADOS E ALUCINADOS (2015), de Nima Nourizadeh

Jesse Eisenberg e Kristen Stewart em AMERICAN ULTRA – ARMADOS E ALUCINADOS (2015), de Nima Nourizadeh

Jesse Eisenberg e Kristen Stewart se juntam mais uma vez em um filme depois do querido Férias Frustradas de Verão (2009), de Greg Mottola. American Ultra – Armados e Alucinados, do mesmo diretor de Projeto X – Uma Festa Fora de Controle (2012), chega ao Brasil com classificação indicativa 16 anos, devido, obviamente, ao uso contínuo da maconha, que é consumida pelos protagonistas. O filme brinca com filmes de ação e espionagem, ao mostrar o personagem de Eisenberg como um rapaz que possui habilidades excepcionais de luta e não sabe disso. Na verdade, ele é um agente do governo que está sem memória e aguardando o momento certo para ser convocado. O uso da maconha na história serve para tornar o filme mais divertido para que piadas possam ser inseridas nas cenas de ação. Em cartaz no UCI Iguatemi.

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AMERICAN ULTRA – ARMADOS E ALUCINADOS (American Ultra, EUA/Suíça, 2015), de Nima Nourizadeh. Com Jesse Eisenberg, Kristen Stewart, Connie Britton, Topher Grace, Walton Goggins, John Leguizamo, Bill Pullman, Tony Hale, Stuart Greer, Michael Papajohn. 96 min. Paris. 16 anos.

Chico Buarque em CHICO - ARTISTA BRASILEIRO (2015), de Miguel Faria Jr.

Chico Buarque em CHICO – ARTISTA BRASILEIRO (2015), de Miguel Faria Jr.

Muito provavelmente Chico – Artista Brasileiro é um documentário endereçado mais para os fãs do artista, que não são poucos. Dirigido pelo mesmo Miguel Faria Jr. responsável por Vinícius (2005), trata-se também de um filme-homenagem, em que o diretor aproveita sua amizade e sua admiração pelo artista para traçar um retrato da história de sua vida contada pelo próprio Chico e por pessoas que o conhecem. Há também apresentações musicais de artistas diversos interpretando canções que fogem dos hits do cantor e compositor. O filme também nos apresenta à intimidade do seu lar, ao modo como ele se vê e vê a sua vida profissional e pessoal, além de discussões sobre literatura. Em cartaz no UCI Iguatemi e Cinépolis RioMar.

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CHICO – ARTISTA BRASILEIRO (Brasil, 2015), de Miguel Faria Jr. Documentário. 116 min. Sony. 10 anos.

James McAvoy e Daniel Radcliffe em VICTOR FRANKENSTEIN (2015), de Paul McGuigan

James McAvoy e Daniel Radcliffe em VICTOR FRANKENSTEIN (2015), de Paul McGuigan

Curioso como o personagem de Mary Shelley continua exercendo fascínio e vem recebendo novas roupagens e revisões em diferentes filmes e até em séries de televisão e quadrinhos. Victor Frankenstein foca a atenção no criador, aqui vivido por James McAvoy, mas narrado do ponto de vista de Igor, o jovem assistente do cientista maluco, vivido por Daniel Radcliffe. Fiel ao amigo, Igor tenta ajudar Victor antes que a sua loucura traga consequências terríveis. A história da recriação de vida a partir de um corpo morto já é velha conhecida de muitos. O que conta aqui é ver como Paul McGuigan, do ótimo Paixão à Flor da Pele (2004), resolve recontar essa história por um viés mais contemporâneo, ainda que não deixe de lado as origens românticas. Em cartaz em grande circuito.

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VICTOR FRANKENSTEIN (EUA, 2015), de Paul McGuigan. Com Daniel Radcliff, James McAvoy, Jessica Brown Findlay, Bronson Webb, Daniel Mays, Spencer Wilding, Robin Pearce, Andrew Scott, Callum Turner, Di Botcher. 109 min. Fox. 12 anos.

Cena de SAMBA & JAZZ (2014), de Jefferson Mello

Cena de SAMBA & JAZZ (2014), de Jefferson Mello

A própria ideia de Samba & Jazz é por si só interessante: além de falar desses dois estilos de música tão importantes das culturas brasileira e americana, ainda trata de colocar um sambista em Nova Orleans e um jazzista no Rio de Janeiro, a fim de que ambos os músicos possam captar a semelhança entre os estilos, o que há de comum, que é principalmente a paixão pela música que esses dois sons apresentam. O documentário acompanha essa trajetória musical e geográfica com muito amor e respeito pela música de raízes negras nascida em diferentes polos do continente americano. O diretor, Jefferson Mello, é autor do livro Os Caminhos do Jazz (2005). Em cartaz no Pátio Dom Luís.

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SAMBA & JAZZ (Brasil/EUA, 2014), de Jefferson Mello. Documentário. 86 min. Tremè Produções. Classificação a definir.

Cena de ÍDOLO (2014), de Ricardo Calvet

Cena de ÍDOLO (2014), de Ricardo Calvet

Ao que parece, esta é a semana dos documentários. Nunca tantos documentários dominaram o circuito comercial fortalezense num só semana. Pode ser um bom sinal, ou apenas uma obrigação contratual de lançar o filme em uma única sessão para, em seguida, retirá-lo de cartaz. Ídolo trata da vida e dos feitos de um dos maiores jogadores de futebol do Brasil, Nilton Santos, que hoje está em decadência física devido ao Mal de Alzheimer, mas que conheceu sua glória nos bons tempos do Botafogo. Nilton tinha o apelido de “enciclopédia”, tamanho o conhecimento que possuía e até hoje é considerado o melhor lateral esquerdo da história do futebol brasileiro. Ídolo é possivelmente um filme mais adequado a fãs do esporte, mas pode ser que consiga atrair a atenção de um público maior. Em cartaz no UCI Iguatemi.

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ÍDOLO (Brasil, 2014), de Ricardo Calvet. Documentário. 90 min. Nossa/Remake Filmes. Livre.

Pré-estreias

Bradley Cooper em PEGANDO FOGO (2015), de John Wells

Bradley Cooper em PEGANDO FOGO (2015), de John Wells

O cinema e a culinária costumam ter um namoro já há bastante tempo. De vez em quando alguns filmes surgem para dar água na boca do espectador. Alguns exemplos mais recentes são Julie & Julia, de Nora Ephron, Chef, de Jon Favreau, e Lunchbox, de Ritesh Batra, embora o último esteja mais focado na história de amor.  Pegando Fogo é o exemplo mais recente. Estrelado por Bradley Cooper, o astro interpreta Adam Jones, um homem que destrói sua carreira de chef com drogas e comportamento agressivo. Depois de um detox, ele retorna a Londres para se redimir e construir um restaurante que se tornaria um dos mais famosos e bem criticados da cidade. O filme de John Wells (Álbum de Família, 2013) também conta com um elenco de apoio admirável. Em cartaz no fim de semana, no UCI Iguatemi.

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PEGANDO FOGO (Burnt, EUA, 2015), de John Wells. Com Bradley Cooper, Sienna Miller, Daniel Brühl, Lily James, Omar Sy, Alicia Vikander, Uma Thurman, Matthew Rhys, Stephen Campbell Moore, Emma Thompson. 101 min. Paris. 12 anos.

Letícia Lima e Camila Morgado em BEM CASADOS (2015), de Aluízio Abranches

Letícia Lima e Camila Morgado em BEM CASADOS (2015), de Aluízio Abranches

Aluízio Abranches ainda é mais lembrado por sua estreia em longa-metragem, no drama erótico Um Copo de Cólera (1999), em que ele trazia o então casal Alexandre Borges e Júlia Lemmertz em cenas tórridas. Depois da separação do casal, ao que parece a amizade do cineasta com o ator continuou, já que eles estão juntos no novo Bem Casados, comédia romântica que também conta com a presença de Camila Morgado e outros rostos conhecidos. O filme nos apresenta ao solteirão convicto (Borges) que ganha a vida comandando uma equipe que registra cerimônias de casamento. Ele se mete em encrenca quando uma amiga desesperada (Camila Morgado) resolve entrar no grupo com o objetivo de destruir o casamento do amante. Em cartaz em grande circuito.

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BEM CASADOS (Brasil, 2015), de Aluizio Abranches. Com Alexandre Borges, Camila Morgado, Bianca Comparato, João Gabriel Vasconcellos, Fernanda Nizzato, Letícia Lima, Ingra Liberato, Fernando São Thiago, Christine Fernandes, Rose Campos. 90 min. Imagem. 12 anos.

Lázaro Ramos em TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS (2015), de Sérgio Machado

Lázaro Ramos em TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS (2015), de Sérgio Machado

Muito provavelmente o ponto alto da carreira de Sérgio Machado seja Cidade Baixa (2005), um filme sobre um triângulo amoroso tenso, sensual e dramático entre uma garota de programa e dois amigos. A parceria com Lázaro Ramos é retomada dez anos depois com Tudo Que Aprendemos Juntos, um trabalho totalmente diferente daquele, e com um alcance de público muito maior. O filme acompanha a história de Laerte (Ramos), um violinista talentoso que, depois de ser reprovado no exame da OSESP, torna-se professor em uma favela, na periferia de São Paulo, enfrentando uma série de obstáculos. Lá ele descobre um jovem talentoso e, por meio da música, Laerte faz com que ele abandone o mundo do tráfico. Sessão de pré-estreia com diretor e elenco no Cine São Luiz, na quinta-feira, 26, às 19 hs.

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TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS (Brasil, 2015), de Sérgio Machado. Com Lázaro Ramos, Kaique de Jesus, Elzo Vieira, Fernanda de Freitas, Sandra Corveloni, Hermes Baroli, Thogun Teixeira, Graça de Andrade, Criolo, Rappin’ Hood. 100 min. Fox. Classificação a definir.

Saem de cartaz

As Mil e uma Noites: Volume 1, o Inquieto
Amizade Desfeita
Atividade Paranormal – Dimensão Fantasma
Grace de Mônaco
Mamma Roma
Perdido em Marte
Ponte dos Espiões

As estreias nacionais desta quinta-feira, 26, que não entram em cartaz em Fortaleza

Ausência
Eu Sou Carlos Imperial
Garota Sombria Caminha pela Noite
Iván
Joe
Os Sonhos de um Sonhador – A História de Frank Aguiar
Para o Outro Lado
Relacionamento à Francesa
Três Lembranças da Minha Juventude

Veja o trailer de Eu Sou Carlos Imperial

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Semana 44 – PERDIDO EM MARTE

Em mais um final de semana de bilheterias fraquíssimas, a sci-fi Perdido em Marte continuou levando a melhor e liderou o ranking novamente. Principais estréias da semana, Pegando Fogo e Especialista em Crise registraram arrecadações pífias e se tornaram pontos baixos das carreiras de Bradley Cooper e Sandra Bullock

Cena de PERDIDO EM MARTE

Cena de PERDIDO EM MARTE

Pela segunda vez consecutiva, a sci-fi Perdido em Marte foi a campeã das bilheterias norte-americanas. De volta ao topo da lista dos mais rentáveis na semana passada devido ao fraco desempenho das estreias, o filme de Ridley Scott se beneficiou novamente da falta de interesse do público pelas novidades em cartaz nas telonas locais e conseguiu manter sua posição, agora com um faturamento de US$ 11,40 milhões. Ao todo, Perdido em Marte acumula uma renda de ótimos US$ 182,80 milhões, o que o deixa a um passo de se tornar a maior bilheteria da carreira de Scott, superando os US$ 187,70 milhões obtidos por Gladiador.

Na esquerda, cena de GOOSEBUMPS e na direita cena de PONTE DOS ESPIÕES

Na esquerda, cena de GOOSEBUMPS e na direita cena de PONTE DOS ESPIÕES

Em segundo e terceiro lugar, também mantendo as suas colocações, estão a comédia de terror Goosebumps: Monstros e Arrepios e o thriller Ponte dos Espiões, que faturaram respectivamente US$ 10,21 milhões e US$ 8,06 milhões. Em três semanas Goosebumps soma uma bilheteria de US$ 57,10 milhões, encostando assim em seu orçamento (US$ 58 milhões), enquanto que Ponte dos Espiões soma no mesmo período US$ 45,20 milhões.

Cena de HOTEL TRANSILVÂNIA 2

Cena de HOTEL TRANSILVÂNIA 2

Na sequência do ranking aparece a animação Hotel Transilvânia 2, que fez US$ 5,83 milhões e subiu da quinta para a quarta posição. No total, o longa animado detém uma renda de US$ 156 milhões, já superando dessa forma os números do filme original, que encerrou sua trajetória nos cinemas norte-americanos com US$ 148,31 milhões.

Banner internacional de PEGANDO FOGO (2015), de John Wells

Banner internacional de PEGANDO FOGO (2015), de John Wells

O quinto lugar coube ao drama estreante Pegando Fogo (Burnt), que, com projeções de abertura apontando para modestos US$ 7 milhões, não conseguiu chegar a tanto e encerrou o final de semana com apenas US$ 5,03 milhões arrecadados, o que representa o terceiro fracasso seguido do ator Bradley Cooper, que neste ano já amargou os péssimos desempenhos de Serena e Sob o Mesmo Céu. É um filme pequeno e nós não gastamos muito dinheiro nele, mas obviamente nós esperávamos mais, declarou à Variety o presidente de distribuição da Weinstein Company, Erik Lomis, sobre a performance de Pegando Fogo, cujo orçamento é estimado em US$ 20 milhões. No Brasil, o filme chega aos cinemas no dia 3 de dezembro.

Banner internacional de ESPECIALISTA EM CRISE (2015), de David Gordon Green

Banner internacional de ESPECIALISTA EM CRISE (2015), de David Gordon Green

Mais abaixo, na oitava colocação, está outra novidade, a dramédia Especialista em Crise (Our Brand is Crisis), que foi outro filme que decepcionou bastante ao faturar nos seus três primeiros dias míseros US$ 3,43 milhões, transformando-se na pior abertura da carreira da atriz Sandra Bullock. Nós estamos orgulhosos do filme, nós tínhamos expectativas maiores e nós estamos obviamente desapontados, disse também à Variety Jeff Goldstein, vice-presidente de distribuição da Warner, estúdio que por sinal não está tendo um bom ano, tendo em vista que Terremoto: A Falha de San Andreas e Mad Max: Estrada da Fúria foram os seus únicos filmes a alcançar à marca de US$ 100 milhões em bilheteria em 2015. Especialista em Crise tem estreia no Brasil agendada para o dia 31 de março de 2016.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

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Assista ao trailer de Pegando Fogo:

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