BLOCKBUSTERS 2016 – OS “CANOS” DE HOLLYWOOD

O ano de 2016 chegou ao fim e começam a surgir as estatísticas de Hollywood com os recordes de bilheteria, os estúdios de sucesso, público e renda e, também os fracassos. O Cinema e Artes fez a sua pesquisa e aponta os campeões de fracasso nas bilheterias, os chamados, como dizemos por aqui, os “canos”  da temporada. Conheça-os

O cenário de caos de INDEPENDENCE DAY - O RESSURGIMENTO: os maiores fracassos de bilheteria de 2016

O cenário de caos de INDEPENDENCE DAY – O RESSURGIMENTO: os maiores fracassos de bilheteria de 2016

Qual terá sido o maior “cano” de 2016? “Cano”, é aquele “blockbster” que, com todos os milhões de orçamento, depois de percorrer os cinemas de diversos países, não devolveu os dólares de seu investimento. É importante salientar que, para apenas empatar o seu investimento, um filme deve obter exatamente três vezes o seu custo de produção. Sim, um filme que custa US$ 100 milhões, por exemplo, para começar a dar lucro ao seu estúdio, que começar a rentabilidade a partir de US$ 301 milhões.

Estimamos, aqui, a bilheteria mundial, que se compõe das arrecadações dos mercados EUA-Canadá e o restante do mundo, sintetizados como bilheteria mundial, ok? Partindo desse conjunto de arrecadação internacional,  confira os filmes que deram prejuízo aos seus estúdios.

A LENDA DE TARZAN
The Legend of Tarzan, EUA
Estúdio: Warner Bros
Direção: David Yates
CustoUS$ 180 milhões
Renda EUAUS$ 126,6 milhões
Renda Mundial – US$ 356,7 milhões

A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE
Allegiant, EUA
Estúdios: Lionsgate, Summit e Red Wagon
Direção: Robert Schentke
Custo: US$ 179 milhões
Arrecadação Mundial: US$ $110 milhões

CAÇA-FANTASMAS
Ghostbusters, EUA-Austrália
Estúdios: Columbia, village Roadshow e mais 5 independentes
Direção: Paul Feig
Custo: US$ 114 milhões
Bilheteria Mundial: US$ 229 milhões

AS TARTARUGAS NINJA – FORA DAS SOMBRAS
Teenage Mutant Ninja Turtles: out of Shadows, EUA-Hong Kong
Estúdios: Paramount, China Movie Group, Nicklodeon e mais 4 independentes
Direção: Dave Green
Custo: US$ 135 milhões
Bilheteria Mundial: US$ 245 milhões

ALIADOS
Allied, EUA-Reino Unido
Estúdios: Paramount e mais 3 independentes
Direção: Robert Zemeckis
Custo: US$ 85,3 milhões
Renda acumulada até agora = EUA/Mundial: US$ 804 milhões

ALICE NO PAÍS DO ESPELHO
Alice through the Looking Glass, EUA-Reino Unido
Estúdios: Walt Disney, Tim Burton Productions e mais 3 independentes
Direção: James Bobin
CustoUS$ 170 milhões
Bilheteria EUAUS$ 77 milhões
Bilheteria InternacionalUS$ 299,4 milhões

ASSASSIN’S CREED
Assassin’s Crred, Reino Unido-França-Hong Kong-EUA
Estúdios: Regency Enterprises e mais 10 independentes:
Distribuição: Warner
Direção: Justin Kurzel
Custo – US$ 180 milhões
Bilheteria nos EUA – US$ 48,3 milhões
Ainda dependendo do mercado internacional

BEN HUR
Ben Hur, EUA
Estúdios: MGM e Paramount e mais 2 estúdios independentes
Direção: Timur Bekmambetov
Custo: US$ 120 milhões (incluindo marketing)
Renda Mundial: US$ 94,1 milhões

O BOM GIGANTE AMIGO
BFG, EUA
Estúdios: Amblin, Walt Disney e Walden Media
Direção: Steven Spielberg
Custo: US$ 140 milhões
Faturamento Mundial: US$ 178 milhões

DEUSES DO EGITO
Goods of Egypt, EUA-Austrália
Estúdios: Summit e mais 4 estúdios independentes
Direção: Alex Proyas
Custo: US$ 140 milhões
Arrecadação Mundial: US$ 150,6 milhões
Summit é o estúdio da série Jogos Vorazes.

HORAS DECISIVAS
The Finest Hours, EUA
Estúdios: Walt Disney e Whitaker Entertainment
Direção: Craig Gillespie
Custo: US$ 80 milhões
Arrecadação Mundial: US$ 52,1 milhões

INDEPENDENCE DAY – O RESSURGIMENTO
Independence Day: Ressurgence, EUA
Estúdio: Fox
Direção: Roland Emmerich
Orçamento – US$ 165 milhões
Renda EUA – US$ 103,1 milhões
Bilheteria Mundial Acumulada – US$ 389,6

INFERNO
Inferno, EUA
Estúdio: Sony/Columbia
Direção: Ron Howard
CustoUS$ 75 milhões
Bilheteria EUAUS$ 34,01 milhões
Bilheteria Total –  US$ 219, 3 milhões

HORIZONTE PROFUNDO: DESASTRE NO GOLFO
Deepwater Horizon, Hing Kong-EUA
Estudios: Summit e mais 3 independentes
Direção: Peter Berg
CustoUS$ 180,00 (incluindo publicidade)
BilheteriaUS$ 52,4 milhões

JACK REACHER – SEM RETORNO
Jack Reacher – Never go Back, EUA
Estúdio: Paramount
Direção: Edward Zwick
CustoUS$ 60 milhões
ArrecadaçãoUS$ 161,3 milhões

KUBO E AS CORDAS MÁGICAS
Kubo and the two Strings, EUA
Estúdio: Focus Features
Direção: Travis Knight
Orçamento  – US$ 60 milhões
Renda EUAUS$ 48,2 milhões
Bilheteria MundialUS$ 21,9 milhões

O CAÇADOR E A RAINHA DO GELO
The Huntsman: winter’s War, EUA
Estúdios: Universal e mais 2 independentes
Direção: Cedric Nicolas-Troyan
Custo US$ 115,00
RendaUS$ 164,6

OS 7 MAGNÍFICOS
The Magnificent Seven, EUA
Estúdios: MGM, Columbia e mais 3 independentes
Direção: Antoine Fuqua
CustoUS$ 90 milhões
BilheteriaUS$ 93,4 milhões

PASSAGEIROS
Passengers, EUA
Estúdio: Columbia
Direção: Mortedm Tyldum
CustoUS$ 110 milhões
Arrecadação parcialUS$ 51 milhões

STAR TREK – ALEM DA FRONTEIRA
Star Trek Beyond, EUA
Estúdio: Paramount
Direção: Justin Lin
OrçamentoUS$ 185 milhões
Renda EUAUS$ 158,8 milhões
Renda MundialUS$ 343,4 milhões

WARCRAFT
Warcraft, EUA
Estúdio: Universal
Direção: Duncan Jones
CustoUS$ 160 milhões
Renda EUAUS$ 47,2 milhões
Renda MundialUS$ 433 milhões

Vejam o trailer de Assassin’s Creed.

SEMANA 10 – ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO

Nova produção da Disney Animation, Zootopia fez bonito em sua estreia e pôs fim a reinado de três semanas de Deadpool

Banner internacional de ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO (2016), de Byron Howard, Rich Moore e Jared Bush

Banner internacional de ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO (2016), de Byron Howard, Rich Moore e Jared Bush

Sucesso total entre a crítica norte-americana (tendo obtido um raro índice de aprovação de 98% no RottenTomatoes), a animação Zootopia: Essa Cidade é o Bicho (Zootopia) também se tornou uma verdadeira sensação junto ao público, o que, é claro, terminou fazendo com que o filme alcançasse uma abertura simplesmente arrasadora.

Lançado na última sexta-feira em 3.827 salas de cinema dos Estados Unidos e Canadá, Zootopia rendeu nada menos que US$ 73,70 milhões nos seus três primeiros dias em cartaz, quantia para lá de empolgante que, além de superar com bastante folga as expectativas de mercado (US$ 60 milhões), garantiu ao longa vários recordes, dentre eles o de melhor abertura da Disney Animation (ultrapassando os US$ 67,39 milhões de Frozen: Uma Aventura Congelante), quarta melhor abertura do mês de março de todos os tempos e nona maior abertura de um filme de animação da história. E para completar ainda mais a alegria dos executivos da Disney, não há nenhum filme-família programado para chegar aos cinemas até abril, o que praticamente assegura à Zootopia uma boa sustentação durante as próximas semanas. Há uma ausência de concorrência. Então nós teremos uma ótima performance, declarou à Variety o presidente de distribuição da Disney, Dave Hollis. Zootopia: Essa Cidade é o Bicho estreia nos cinemas nacionais no dia 17 de março.

Banner internacional de INVASÃO A LONDRES (2016), de Babak Najafi

Banner internacional de INVASÃO A LONDRES (2016), de Babak Najafi

Na segunda posição aparece outro estreante, Invasão a Londres (London Has Fallen), que após ter seu lançamento adiado duas vezes, finalmente chegou às telonas e mostrou que o ator Gerard Butler ainda agrada como herói de ação, uma vez que o filme registrou uma abertura de sólidos US$ 21,71 milhões. Nós estamos muito satisfeitos com essa abertura e acreditamos que teremos uma boa trajetória nos cinemas a partir daqui, disse à Variety o presidente de distribuição da Focus Features, Jim Orr. No Brasil, Invasão a Londres chega aos cinemas no dia 07 de abril.

Cena de DEADPOOL

Cena de DEADPOOL

A medalha de bronze ficou com a aventura de ação Deadpool, que obteve uma queda de 47% e fez mais US$ 16,40 milhões. Em quatro semanas, o badalado filme do mercenário falastrão da Marvel já rendeu excelentes US$ 311,15 milhões, posicionando-se assim como a décima maior bilheteria de um longa baseado em um personagem da Casa das Idéias.

Banner internacional de UMA REPÓRTER EM APUROS (2016), de Glenn Ficarra e John Requa

Banner internacional de UMA REPÓRTER EM APUROS (2016), de Glenn Ficarra e John Requa

A quarta colocação coube à terceira novidade da semana, a comédia dramática Uma Repórter em Apuros (Whiskey Tango Foxtrot), que foi a única que não conseguiu atingir as expectativas de mercado, tendo arrecadado somente US$ 7,60 milhões no seu primeiro fim de semana, contra US$ 10 milhões projetados inicialmente pelos analistas. Mas apesar do desempenho pouco empolgante, o pessoal da Paramount ainda acredita que a produção não será um fracasso de bilheteria. Nós esperávamos mais, contudo o último filme de Tina Fey apresentou uma boa sustentação e nós tivemos uma boa renda do sábado, então nós ainda temos a chance de alcançar um resultado razoável, falou Rob Moore, vice-presidente da Paramount, à Variety. Por aqui, Uma Repórter em Apuros tem estreia agendada para o dia 05 de maio.

Nikolaj Coster-Waldau em cena de DEUSES DO EGITO

Nikolaj Coster-Waldau em cena de DEUSES DO EGITO

Completando a lista dos cinco primeiros colocados está o épico Deuses do Egito, que após uma abertura decepcionante na semana passada, registrou uma queda expressiva de 65% e faturou míseros US$ 5 milhões. Em dez dias, o longa de Alex Proyas (Eu, Robô) detém uma renda de fracos US$ 22,84 milhões.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

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Assista ao trailer de Zootopia: Essa Cidade é o Bicho.

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SEMANA 07 – DEADPOOL

Após um longo caminho para chegar às telonas, Deadpool fez a espera valer a pena e conquistou uma arrecadação extraordinária no seu fim de semana de estreia. Quanto aos demais lançamentos, Como Ser Solteira obteve um desempenho satisfatório, enquanto Zoolander 2 decepcionou

Banner internacional de DEADPOLL (2016), de Tim Miller

Banner internacional de DEADPOOL (2016), de Tim Miller

Com os números das bilheterias norte-americanas deste fim de semana devidamente divulgados, podemos afirmar que 2016 já tem o seu primeiro grande sucesso: Deadpool. Lançado na última sexta-feira, 12, em 3.558 salas de cinemas dos Estados Unidos e Canadá, o filme do mercenário falastrão da Marvel fez um sucesso simplesmente arrasador junto ao público local e encerrou seus três primeiros dias em cartaz na liderança absoluta do ranking de bilheteria com uma renda de espetaculares US$ 135,05 milhões, resultado que equivale a mais que o dobro das projeções iniciais de mercado (que apontavam para um faturamento de US$ 65 milhões) e que garante à produção vários recordes, dentre eles o de maior abertura do mês de Fevereiro de todos os tempos, maior abertura de um filme R-Rated (probido para menores de 17 anos) de todos os tempos, maior abertura da franquia X-Men, maior abertura de uma produção da Fox e sétima melhor abertura de um filme baseado em quadrinhos. Além disso, vale mencionar que, como amanhã, 15, é feriado nos Estados Unidos (comemora-se o Dia do Presidente), a expectativa é que Deadpool alcance até lá a marca de US$ 150 milhões arrecadados, valor empolgante que supera com bastante folga o orçamento do longa, estimado em US$ 58 milhões. A essa altura, o pessoal da Fox deve estar em polvorosa com esses números… Deadpool já está em cartaz nos cinemas brasileiros.

Cena de KUNG FU PANDA 3

Cena de KUNG FU PANDA 3

Em um distante segundo lugar aparece a campeã da semana passada, a animação Kung Fu Panda 3, que conseguiu se sustentar muito bem (sua queda foi de míseros 7%) e rendeu mais US$ 19,65 milhões, sendo que esta quantia deve subir para US$ 26 milhões com os resultados de segunda. Atualmente, o terceiro filme da franquia da DreamWorks acumula uma bilheteria de US$ 93,91 milhões.

Banner internacional de COMO SER SOLTEIRA (2016), de Christian Ditter

Banner internacional de COMO SER SOLTEIRA (2016), de Christian Ditter

A medalha de bronze ficou com a comédia romântica esteante Como Ser Solteira (How To Be Single), que de sexta a domingo faturou US$ 18,75 milhões, com projeções de US$ 21 milhões para o fim de semana prolongado, resultados que não chegam a ser muito animadores, mas que vão de encontro com as expectativas dos executivos da Warner Bros. No mais, cabe ressaltar que o orçamento da produção foi de apenas US$ 38 milhões, o que indica que dificilmente alguém ficará no prejuízo. Por aqui, Como Ser Solteira chega aos cinemas no dia 25 de fevereiro.

Banner internacional de ZOOLANDER 2 (2016), de Ben Stiller

Banner internacional de ZOOLANDER 2 (2016), de Ben Stiller

Na sequência do ranking aparece a comédia Zoolander 2, que não conseguiu conquistar nem a crítica, nem o público norte-americano e terminou por se tornar a decepção do fim de semana ao registrar uma abertura de US$ 15,65 milhões, valor que deve chegar a US$ 18 milhões até amanhã. Deadpool simplesmente superou todas as expectativas e isso foi devastador para os outros filmes em exibição, declarou à Variety a presidente de distribuição mundial da Paramount, Megan Colligan, sobre o performance de Zoolander 2, cujas projeções iniciais de arrecadação eram de US$ 25 milhões para os seus quatro primeiros dias em cartaz. No Brasil, Zoolander 2 tem lançamento agendado para o dia 03 de março.

Cena de O REGRESSO

Cena de O REGRESSO

Completando a lista dos cinco primeiros colocados está o drama O Regresso, que praticamente repetiu o desempenho da semana passada (sua queda foi de insignificantes 0,6%) e fez mais US$ 6,90 milhões. Ao todo, o longa estrelado por Leonardo DiCaprio detém uma bilheteria de ótimos US$ 159,16 milhões.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

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Assista ao trailer de Deadpool.

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Semana 34 – STRAIGHT OUTTA COMPTON

Enquanto as três estreias da semana falharam em obter bons resultados, o drama biográfico sobre o grupo de hip-hop N.W.A. permaneceu como o favorito do público

Cena de STRAIGHT OUTTA COMPTON

Cena de STRAIGHT OUTTA COMPTON

Sucesso arrasador em sua estreia no mercado norte-americano, a cinebiografia Straight Outta Compton continuou com tudo nas telonas locais e manteve sem dificuldade a liderança do ranking das bilheterias. Dessa vez, foram US$ 26,76 milhões obtidos pela produção, uma boa quantia que representa uma queda de 55% em relação ao final de semana passado, sustentação semelhante a registrada pelos filmes Guardiões da Galáxia (55%) e As Tartarugas Ninja (56%), ambos sucessos lançados em agosto de 2014. No total de dez dias, Straight Outta Compton soma uma arrecadação de ótimos US$ 111,48 milhões, já se tornando a maior bilheteria da carreira do diretor F. Gary Gray e ficando a um passo de ultrapassar os US$ 119,51 milhões de Johnny & June e garantir o posto de biografia musical mais rentável de todos os tempos.

Cena de MISSÃO: IMPOSSÍVEL - NAÇÃO SECRETA

Cena de MISSÃO: IMPOSSÍVEL – NAÇÃO SECRETA

A medalha de prata coube à aventura Missão: Impossível – Nação Secreta, que caiu 32% e fez mais US$ 11,70 milhões. Em quatro semanas, o filme contabiliza um faturamento de US$ 157,76 milhões, devendo em breve superar os US$ 162,99 milhões Bob Esponja: Um Herói Fora D’Água e se tornar a maior bilheteria de 2015 da Paramount.

Banner internacional de A ENTIDADE 2 (2015), de Ciarán Foy

Banner internacional de A ENTIDADE 2 (2015), de Ciarán Foy

Em terceiro lugar ficou com o terror estreante A Entidade 2 (Sinister 2), que não empolgou tanto quanto o longa original e arrecadou somente US$ 10,63 milhões de sexta a domingo, valor abaixo dos US$ 15 milhões esperados pelo pessoal da Focus Features e que equivale a pouco mais da metade da abertura do primeiro filme (US$ 18 milhões). No entanto, apesar da performance desanimadora da sequência, os executivos do estúdio não tem muito com o que se preocupar, uma vez que a renda obtida por A Entidade 2 já cobriu os seus custos de produção, estimados em US$ 10 milhões. Por aqui, o terror tem estreia agendada para o dia 03 de setembro.

Banner internacional de HITMAN: AGENTE 47 (2015), de Aleksander Bach

Banner internacional de HITMAN: AGENTE 47 (2015), de Aleksander Bach

Nova tentativa da Fox em engatar uma franquia baseada no game Hitman, o longa de ação Hitman: Agente 47 (Hitman: Agent 47) acabou se tornando mais um reboot fracassado do estúdio ao estrear na quarta posição com US$ 8,20 milhões, resultado que ficou distante tanto dos US$ 12 milhões projetados pelos analistas, quanto dos US$ 13,18 milhões obtidos na abertura da primeira adaptação de Hitman. Felizmente para o pessoal do estúdio, Agente 47 teve um orçamento de US$ 35 milhões, o que possibilita o mau desempenho no mercado norte-americano ser compensado pela renda do mercado internacional. No Brasil, Hitman: Agente 47 chega aos cinemas na próxima quinta-feira, 27.

Cena de O AGENTE DA U.N.C.L.E.

Cena de O AGENTE DA U.N.C.L.E.

Na sequência do ranking aparece a comédia de espionagem O Agente da U.N.C.L.E., que registrou uma perda de 45% em sua arrecadação e ocupou o quinto lugar do ranking com US$ 7,42 milhões. Em dez dias, o longa estrelado por Henry Cavill (O Homem de Aço) e Armie Hammer (A Rede Social) soma uma bilheteria de fracos US$ 26,63 milhões.

Banner internacional de AMERICAN ULTRA (2015), de Nima Nourizadeh

Banner internacional de AMERICAN ULTRA (2015), de Nima Nourizadeh

Logo abaixo, na sexta colocação, está a comédia de ação American Ultra: Armados e Alucinados (American Ultra), que completou o time de estreias mal-sucedidas da semana ao faturar US$ 5,50 milhões. A boa notícia é que o orçamento do filme foi de US$ 12 milhões, o que praticamente impede um grande prejuízo. Estrelado por Jesse Eisenberg (Zumbilândia) e Kristen Stewart (A Saga Crepúsculo), American Ultra chega às telonas nacionais no dia 24 de setembro.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

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Assista ao trailer de A Entidade 2:

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Semana 27 – Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros

Novamente, o topo do ranking das bilheterias norte-americanas foi marcado por uma disputa acirrada entre a aventura Jurassic World e a animação Divertida Mente, contudo, o que realmente chamou a atenção foi o desempenho da sci-fi O Exterminado do Futuro: Gênesis e da dramédia Magic Mike XXL, que, consideradas duas das grandes apostas para 2015, acabaram se tornando fracassos de arrecadação

Chris Pratt em cena de JURASSIC WORLD: O MUNDO DOS DINOSSAUROS

Chris Pratt em cena de JURASSIC WORLD: O MUNDO DOS DINOSSAUROS

Pela quarta vez consecutiva, não houve quem tivesse força suficiente para superar a aventura Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros nas bilheterias norte-americanas. Em cartaz nas telonas locais há quase um mês, a badalada produção já começa a sua curva descendente, mas ainda assim conseguiu novamente se segurar na liderança da lista dos mais rentáveis, agora com US$ 30,90 milhões, quantia que representa uma perda de 43% em relação à semana passada e que elevou o seu total acumulado para impressionantes US$ 558,13 milhões. Dessa forma, Jurassic World atualmente se posiciona como a quarta maior bilheteria de todos os tempos na América do Norte, sendo que possível em breve se torne a terceira, posto que no momento é ocupado pela aventura Os Vingadores (US$ 623,35 milhões).

Cena de DIVERTIDA MENTE

Cena de DIVERTIDA MENTE

Em segundo lugar aparece a animação Divertida Mente, que pela segunda vez “chutou na trave” e por muito pouco perdeu a medalha de ouro, tendo o seu faturamento de sexta a domingo somado US$ 30,10 milhões. Mas mesmo o filme não tendo passado nenhuma vez pelo topo do ranking, os executivos da Disney não têm realmente nenhum motivo para reclamar, tendo em vista que, no total, Divertida Mente já rendeu excelentes US$ 246,16 milhões, que equivalem à quarta maior bilheteria de 2015 até agora no mercado norte-americano.

Banner internacional de O EXTERMINADOR DO FUTURO: GÊNESIS (2015), de Alan Taylor

Banner internacional de O EXTERMINADOR DO FUTURO: GÊNESIS (2015), de Alan Taylor

A terceira colocação coube à sci-fi O Exterminador do Futuro: Gênesis (Terminator: Genisys), que apesar de figurar na lista de filmes mais esperados de 2015, acabou se tornando um fracasso de crítica (o índice de aprovação, segundo o RottenTomatoes, foi de apenas 27%) e de arrecadação, com a renda do fim de semana chegando a modestos US$ 28,70 milhões, valor que representa a segunda menor abertura da franquia, superando apenas os US$ 4,02 milhões obtidos pelo primeiro Exterminador do Futuro, lançado em 1984. Desde sua estreia, na quarta-feira, 01, Gênesis arrecadou US$ 44,15 milhões em bilheterias, resultado bem abaixo dos US$ 55 milhões projetados pelos executivos da Paramount. Assim, o pessoal do estúdio deve estar agora com toda a atenção voltada para os números do mercado internacional, que serão cruciais para evitar um grande prejuízo, uma vez que o orçamento do filme foi de salgados US$ 155 milhões. O Exterminador do Futuro: Gênesis já está em cartaz nos cinemas brasileiros.

Banner internacional de MAGIC MIKE XXL (2015), de Gregory Jacobs

Banner internacional de MAGIC MIKE XXL (2015), de Gregory Jacobs

Também alvo de grande expectativa, a dramédia Magic Mike XXL foi outro que decepcionou. Ao todo, foram fracos US$ 11,60 milhões obtidos de sexta a domingo, quantia que não chega nem à metade a abertura que primeiro filme, que fez US$ 39,12 milhões no seu primeiro fim de semana. Também lançado no dia 01, Magic Mike XXL acumula em cinco dias um faturamento de US$ 26,65 milhões, desempenho que parece piada quando levamos em conta que o pessoal da Warner esperava uma renda de US$ 50 milhões para o período. Contudo, é interessante destacar que, mesmo o segundo Magic Mike não tendo emplacado nas bilheterias, os executivos da Warner estão numa posição bem mais confortável que os da Paramount, tendo em vista que os custos de produção do novo longa dos strippers somou apenas US$ 15 milhões. Magic Mike XXL tem estreia no mercado nacional agendada para o dia 30 de julho.

05

Cena de TED 2

Na sequência do ranking aparece a comédia Ted 2, que após registrar uma abertura pouco empolgante na semana passada, levou um tombo de 67% e escorregou para o quinto lugar, com US$ 11,00 milhões arrecadados. Em dez dias, o segundo longa do ursinho desbocado detém uma bilheteria de US$ 58,33 milhões, performance bem inferior à do filme original, que no mesmo período havia faturado US$ 119,84 milhões.

Cena de ME AND EARL AND THE DYING GIRL

Cena de ME AND EARL AND THE DYING GIRL

Por fim, vale destacar o drama Me and Earl and the Dying Girl, que aparece pela primeira vez entre os dez mais rentáveis após ter o seu circuito expandido de 354 para 870 salas. Foram no total US$ 1,32 milhão obtido pela produção, o que representa um crescimento de 33% em relação à semana passada e que lhe garantiu a nona colocação do ranking. Premiado como o Melhor Filme na edição deste ano do Festival de Sundance, Me and Earl and the Dying Girl acumula uma bilheteria de US$ 4,00 milhões.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

07

Assista ao trailer de O Exterminador do Futuro: Gênesis.

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Semana 08 – Cinquenta Tons de Cinza

Adaptação do romance de E.L. James conseguiu se manter no topo dos mais rentáveis, no entanto, a queda na arrecadação foi altíssima. Quanto as estreias, McFarland dos EUA e The DUFF surpreenderam e apresentaram bons resultados, enquanto A Ressaca 2 foi uma decepção

Cena de CINQUENTA TONS DE CINZA

Cena de CINQUENTA TONS DE CINZA

Já diz o ditado: “Quanto maior a altura, maior a queda”. Depois de estrear com um sucesso arrasador no mercado norte-americano na semana passada, o romance erótico Cinquenta Tons de Cinza viu nesse fim de semana o seu público se esvair e sua arrecadação nas bilheterias despencar, mas nada que impedisse a produção de se manter absoluta no topo da lista dos mais rentáveis no período. No total, foram US$ 23,24 milhões obtidos por Cinquenta Tons de sexta a domingo, resultado que representa uma queda de nada menos que 73% em relação à semana passada. Esse é o tipo de filme que também é considerado um evento cultural e, para participar, o público quer assisti-lo imediatamente, de modo que possam falar sobre ele. Assim, o nível de interesse sempre foi orientado apenas para o fim de semana de estreia, disse à Variety Paul Dergarabedian, analista da empresa Rentrak. Contudo, apesar da queda estrondosa, os executivos da Universal não têm motivo nenhum pra se chatear, tendo em vista que, até o momento, Cinquenta Tons faturou somente no mercado norte-americano US$ 130,14 milhões em bilheteria, mais que o triplo do seu orçamento. Mundialmente, a quantia arrecadada chega a impressionantes US$ 410,64 milhões.

Na esquerda, cena de KINGSMAN e na direita cena de BOB ESPONJA

Na esquerda, cena de KINGSMAN e na direita cena de BOB ESPONJA

Em segundo lugar, também mantendo a sua posição, está a comédia de ação Kingsman: Serviço Secreto, que fez US$ 17,52 milhões e com isso venceu por muito pouco o filme-família Bob Esponja: Um Herói Fora D’Água, que ocupou a terceira colocação com US$ 15,50 milhões. Em dez dias, Kingsman já rendeu US$ 67,10 milhões em bilheteria, enquanto que Bob Esponja acumula em três semanas US$ 125,17 milhões.

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Banner internacional de MCFARLAND DOS EUA (2015), de Niki Caro

Apontada por alguns como a estreia menos promissora da semana, o drama esportivo McFarland dos EUA (McFarland, USA) surpreendeu e se mostrou justamente o contrário, tendo garantido a quarta posição do ranking com o melhor faturamento dentre os demais lançamentos: US$ 11,31 milhões. Além disso, cabe mencionar que o filme agradou bastante o público, tendo recebido um ‘A’ (referente à excelente) na avaliação feita pelo CinemaScore, o que indica que o filme pode se sustentar bem nas próximas semanas graças ao boca-a-boca positivo. McFarland dos EUA tem estreia no Brasil prevista para o dia 16 de abril.

Banner internacional de THE DUFF (2015), de Ari Sandel

Banner internacional de THE DUFF (2015), de Ari Sandel

Outra novidade que também se saiu muito bem foi a comédia The DUFF, que encerrou a lista dos cinco primeiros colocados com US$ 11,02 milhões, quantia que supera bastante os US$ 7 milhões inicialmente projetados pelos executivos da CBS Films e que, de quebra, já cobre o orçamento da produção, estimado em US$ 8,50 milhões. Por enquanto, The DUFF ainda não possui uma data de estreia no mercado nacional.

Banner internacional de A RESSACA 2 (2015), de Steve Pink

Banner internacional de A RESSACA 2 (2015), de Steve Pink

Um pouco mais abaixo, na sétima posição, está o terceiro lançamento da semana, a comédia A Ressaca 2 (Hot Tub Time Machine 2), que, inicialmente vista como a estreia de maior potencial de arrecadação, terminou por se tornar o fracasso do ranking, com uma abertura de US$ 5,80 milhões, desempenho que não chega nem à metade dos US$ 13 milhões que eram esperados pelos executivos da Paramount. Estamos muito decepcionados. Isso foi um pouco difícil de prever, disse ao Los Angeles Times a presidente de distribuição da Paramount, Megan Colligan. A Ressaca 2 chega aos cinemas brasileiros no dia 21 de maio.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

RANKING

Assista ao trailer de The DUFF:

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CIRCUITO EXIBIDOR – MUDANÇAS EM 2015

Este ano de 2015 deve sofrer uma série de processos naturais para o ajuste do mercado brasileiro de forma global, envolvendo principalmente o exibidor. Morte natural do celuloide, aceleração do processo de digitalização, mudanças nos sistemas de exibição, com programação voltadas para as diversas faixas de público, fusão entre empresas e mais espaço para as distribuidoras independentes e seus filmes de arte são alguns dos temas que começam, a partir de agora, a movimentar o  segmento de maior crescimento na área de entretenimento do País

Cinéfilos devem aguardar mudanças no sistema de exibição: a meta é atrair o público por faixas de filmes

Cinéfilos devem aguardar mudanças no sistema de exibição: a meta é atrair o público por faixas de filmes

Há uma grande especulação no mercado exibidor brasileiro. E envolve uma série de setores. O primeiro deles atende aos pequenos exibidores, os quais não conseguiram, apesar das verbas liberadas, acompanhar o processo de digitalização dos grandes grupos, e, em parte, até mesmo destes, que não conseguiram realizar, em 2014, a substituição de sistemas – celuloide para digital – em função de financiamento, atraso nas entregas dos equipamentos, etc. Em reunião recente entre exibidores e distribuidores, ficou acertado que o filme em celuloide vai ter ainda um ano ou mais de sobrevida. Um problema porque o Labocine, um dos mais importantes laboratórios do País, com mais 50 anos de atividades no Rio de Janeiro, segundo falam, desativou os seus trabalhos com o 35mm no último dia 31 de dezembro. Com isso, as distribuidoras só contam, agora, com  o Cinecolor, de São Paulo, cuja data de fechamento também já está prevista: quando o último projetor digital for instalado. Será em 2015 ou 2016?

Mas, antes disso, antecipando-se, a Paramount resolveu abolir o filme em celuloide, decisão também tomada pelo maior grupo exibidor do País, a Cinépolis. O Grupo Severiano Ribeiro e a UCI, parceiros no Brasil, tinham anunciado uma aceleração da digitalização, mas o processo não está se desenvolvendo conforme planejado. Um dos entraves é a entrega dos equipamentos, pois o fabricante não está dando conta do avassalador volume de pedidos – e não apenas do Brasil -, além da inconcebível burocracia que toma conta dos diversos setores governamentais.

Paulo Sérgio Almeida, o cineasta e diretor-presidente do Informe Filme B, veículo de análise do mercado brasileiro de cinema, na última edição de seu boletim, destaca vários assuntos relativos ao mercado exibidor brasileiro.

O processo de digitalização, o ponto vital para exibidores e distribuidores, está emperrado. Segundo Paulo Sérgio, a situação “está quase dramática” com “o atraso na liberação de cerca de 900 projetores digitais que nos portos há pelo menos 90 dias eleva em muito os custos de armazenamento, além de dificultar muito, para os exibidores, o processo de atualização de suas salas. O prazo está cada vez mais apertado para que tenham acesso ao conteúdo do VPF. Essa demora também traz o risco, para o início de 2015, de muitos cinemas ficarem sem filmes e, consequentemente, sem renda”.

Almeida aponta que as distribuidoras independentes (ou não), “estão sendo obrigadas a fazer transfer das matrizes digitais para 35mm e poderem ocupar as salas que ainda não conseguiram se digitalizar”. Observe a pontuação de Paulo: “esse tipo de procedimento só é viável para lançamentos acima de 150 cópias. Fica a pergunta: e os filmes de lançamento menores?”.

DIGITALIZAÇÃO X SHOPPINGS

Almeida chama a atenção, também o quesito endividamento. “No Brasil, calcula-se que só a partir da vivência final da digitalização é que o mercado de exibição sentirá os efeitos finais do processo em relação à sua capacidade de endividamento ou capital de giro. Sente-se que várias empresas operadoras já se encontram em dificuldades de concorrência com as grandes marcas nacionais e internacionais, seja em termos de atrativos para os espectadores, seja em relação à disputa de novos pontos junto aos shoppings, cada vez mais exigentes em função da retração do mercado consumidor em geral. Com isso, fusões e aquisições previstas devem esperar o mercado se definir mais em termos de preço”.

Os shoppings, por vez, tidos como vitais para a ampliação do parque exibidor, já apresenta problemas de expansão de um lado e de atrasos, no outro. É que para algumas cidades e Capitais de alguns grandes estados, o setor imobiliário apostaram em um grande ritmo de expansão e excederam no mercado. Isso ocorreu em algumas cidades de São Paulo (Limeira e Sorocaba); Santa Catarina (Sorocaba), Espírito Santo (Vila Velha) e até na Paraíba (Campina Grande). Sorocaba se saturou com 7 shoppings.

Há, também, o reverso da medalha: o atraso na entrega. No ano passado, dos 43 previstos para inauguração, apenas 25 foram concluídos. A expectativa de 2015 é, em 2015, a entrega de 38 novos shoppings. Já está comprovado que cerca de 20% dos frequentadores dos shoppings está lá em função dos cinemas. A Cinépolis, neste cenário, promete inaugurar 50 novas salas. Mas, mesmo assim, o crescimento do parque exibidor brasileiro é o menor na América Latina: 5,3% aqui contra 6,2% na Colômbia, 10% no México e 19,3% no Peru.

BOATOS E MUDANÇAS

Projetor digital de Cinema

Projetor digital de Cinema

Segundo Almeida, a boataria é grande, algumas delas tratando de empresas estrangeira propondo investimento em grandes grupos exibidores brasileiros e, até mesmo, preparando as garras para a aquisição das ações de grupos exibidores estrangeiros. As chamadas fusões ou compras estão no ápice dos boatos.

Almeida chama atenção para um fato novo, talvez o mais relevante para o cinéfilo brasileiro: a busca pelo espectador fiel. E aí os filmes de arte devem ganhar espaço nos grandes circuitos.

“O ano de 2015”, destaca Paulo Sérgio, “talvez vá ser marcado pela disputa dos exibidores pela fidelização dos espectadores. Vários deles já tem na gaveta um plano pronto (uns bastantes sofisticados) para colocar em circulação. A pergunta é: quem vai colocar primeiro? ‘Lanço o meu agora ou espero ver o plano do concorrente antes?’ Aparentemente, está mais do que na hora de começar este importante trabalho, mas os operadores estão cientes da complexidade do processo: quando for lançado, cada um tem de saber que será um mecanismo sem volta e que qualquer erro, para cima ou para baixo, poderá ser crucial. As operadoras internacionais já introduziram esse procedimento no mercado externo”, sinaliza.

Almeida não tratou, em seu depoimento, de especificar quais os procedimentos a serem introduzidos, mas se a questão é tratar o público conforme as suas preferências e a meta é conquistá-lo sem preconceitos, a vez deve ser mesmo a da qualificação da programação, principalmente agora que a Ancine determinou em 35% a ocupação de um título blockbuster nos complexos do país (para saber, confira aqui). Filmes de arte nos multiplexes? Como? De que forma? Privilegiando as distribuidoras independentes?

Como Paulo Sérgio Almeida não revela quais são os planos dos exibidores para obter a fidelização do público, resta aguardar. Mas, uma coisa é certa: é inevitável a ocorrência de mudanças. Sim, elas virão. Como? Quando? Sob quais circunstâncias? Em breve saberemos.

Confira, no vídeo, como funciona um multiplex com projetores em 35mm e em 3D.

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UM ESTÚDIO EM APUROS – TODOS CONTRA A SONY

Além de queda, coice. Como se diz no jargão nordestino para o pior do pior, a Sony foi a nocaute. Além de ter passado por um vexame sem precedentes com a devassa e exposição de documentos sigilosos e comprometedores e viver um verdadeiro poltergeist no qual Freddy Kruger é um personagem real e invisível intitulado #GOP, acabou se vergando aos terroristas ao cancelar o lançamento de A Entrevista, o filme de Seth Rogen e James Franco causador da revolta do ditador norte coreano Kim Jong-un. A emenda saiu pior do que o soneto, conforme outro jargão, pois a decisão está indignando a todos os defensores da democracia que vêm no ato um efeito danoso à Primeira Emenda e a concessão de um precedente perigoso. No entanto, o medo está se alastrando por Hollywood. As redes de exibidores se recusam a lançar o filme, e, outro estúdio, a Fox , anunciou que não mais irá distribuir um drama chamado Pyongyang. Em meio ao temor de exibidores e dos estúdios de Hollywood, o FBI emergiu acusando frontalmente a Coreia do Norte pelos ataques cyber terroristas e Barack Obama criticou a Sony por ter cancelado o lançamento do filme, sendo mais um a se colocar contra a produtora. Esse filme está longe de acabar…

Até a árvore de Natal da Sony anda meio escura Foto: thewrap

Até a árvore de Natal da Sony anda meio escura Foto: thewrap

O estúdio Sony e sua presidente, Amy Pascal, estão desmoralizados. Diante da recusa das diversas redes exibidoras do País de lançar o filme no próximo dia 25, igualmente ameaçadas pelo grupo terrorista cibernético #GOP, a empresa japonesa conhecida no Brasil como Columbia Pictures cancelou o lançamento de A Entrevista, a comédia que faz paródia com o ditador norte-coreano Kim Jong-un. E o cancelamento é total, sequer em DVD. E isso, após o estúdio ter estudado em mudar de estratégia: em vez de lança-lo nos cinemas, seria lança-lo online, sob demanda. E sob temor, levou aos cofres de segurança um filme que custou US$ 90 milhões, não incluindo as baterias, ou seja, o faturamento que teria com o seu lançamento nacional e internacional.

A vitória do terrorismo cibernético deve dar novos rumos não apenas a Hollywood, mas também à rede mundial de computadores, além de um baita trabalho ao governo dos EUA. Enquanto isso, os torrents fervilham à espera do filme que, aparentemente, será guardado para quando o ditador morrer. Será? Eis uma produção que deverá receber o rótulo de filme maldito.

Mas, será que a Sony tinha, realmente, alternativas? Até a última quarta-feira, 17, o estúdio tinha mantido o lançamento com a pré estreia em Nova York. Mas, no dia seguinte, as principais redes exibidoras –  Regal Entertainment, AMC Entertainment, Cinemark, Cineplex e Carmike Cinemas – receberam ameaças para que não exibissem o filme. Landmark Sunshine Cinemas, Bow Tie Cinemas e a ArcLight Cinemas também cancelaram as pré estreias que ocorreriam a partir desta 5ª feira, 18. Afinal, uma das mensagens dizia para se “lembrarem de 11 de setembro”. Fale qualquer coisa para um estudunidense, mas não cite 11 de setembro. Ele treme que nem vara verde.

Confira uma planilha financeira com os salários de executivos
da Sony, revelada na Internet pelos cyber terroristas

Na véspera de lançamento de A Entrevista em pré-estreia, a tarde, o estúdio anunciou o seu cancelamento não apenas nos EUA, mas em escala mundial. “A Sony Pictures não tem planos futuros para o lançamento do filme”, disse um porta-voz. Hollywood está abismada diante da fragilidade da Sony e das redes exibidoras em reagir à ameaça terrorista. E, mais tarde, estupefata, com a entrada da Fox e da Paramount no circuito.

Pondo as barbas de molho, a Fox anunciou, também, que não vai coproduzir com a New Regency, um drama político chamado Pyongyang, produção ambientada na Coreia no Norte que seria rodada agora no início do ano sob a direção de Gore Verbinsky (da franquia Os Piratas do Caribe) e com Steve Carell no papel de um franco-canadense que vai para a Coreia do Norte fazer um filme de animação e acaba sendo acusado de espionagem. A base do filme é a graphic novel de Guy Delisle, comparada a Pérsepolis.

Mas, o medo é real e parece um buraco negro pairando sobre o Hollywood. Saibam dessa: em um ato de protesto contra a não exibição de A Entrevista, uma rede cinema do Texas solicitou a Paramount, que disse sim, um filme chamado Team America: detonando o Mundo (Team America: World Police), feito em 2004 pelos criadores de South Park. E que filme é esse? Lançado no Brasil no ano seguinte, é uma animação com marionetes escrita por Trey Parker, Matt Stone e Pam Brady e dirigida por Parker – como já escrito, os criadores do irreverente South Park. O enredo trata de um solitário ditador que quer conquistar o mundo. Esse ditador não é ninguém menos do que Kim Jong-il, o pai de Kim Jong-un. Em um ato de desmedida covardia (ou precaução?), na tarde desta 5ª feira a Paramount anunciou que não mais irá liberar a exibição do filme, o que está deixando todo mundo furioso.

Veja um dos trailers do filme e se divirta com a bela canção I’m so Ronery, de Trey Parker, cantada por um ditador solitário.

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É um acontecimento brutal, típico dos governantes autoritários. Lembram-se de Salman Rushdie? Por ter escrito em Versos Satânicos (The Satanic Verses) que não mais acreditava no Islã pelas perseguições movidas a outras religiões e cacear a liberdade, foi condenado a pena de morte pelo “Líder Supremo” do Irã, o então iatolá Khomeini, por blasfêmia e apostasia. A ameaça se estendeu aos que editassem o livro, que foi proibido na África do Sul, Arábia Saudita, Egito Indonésia, Índia e Paquistão, entre outros países, enquanto Rushdie teve de viver em total reclusão na Inglaterra, onde morava, até ser inocentado dez anos depois pelo novo governo iraniano, após o “Líder Supremo”, que de “Supremo” não tinha nada, foi prestar contas sem nada levar daqui.

Pela primeira vez na História do Cinema – quiçá do mundo –, um filme está sendo proibido através de atos terroristas. Não há dúvida que esse é um acontecimento que provocará mudanças. Não se trata da luta entre o bem e o mal. Não será? Trata-se de algo maior, de uma ameaça que transforma a internet em território de guerra. Por isso, esta é outra data histórica do momento – a outra foi o reatamento de relações entre EUA e Cuba.

INTERNET E DILOMACIA

Não é preciso pedir a opinião dos especialistas da área para perceber que esse acontecimento vai mudar a rede mundial de computadores como a conhecemos até agora. E as relações diplomáticas? A situação é tão grave que envolve o governo Barack Obama, o qual não tem relações diplomáticas com a Coreia do Norte, já que os atentados foram praticados dentro de seu território, sobrando ainda ameaças tipo “recorde 11 de setembro”.

Antes de ingressar no inferno de Java no qual a Sony se meteu com um filme que muita gente de Hollywood considera como “irresponsável”, li no thewrap, um dos meus sites de cinema preferidos nos EUA, que o governo estadunidense não tem “muitas cartas sobre a mesa”, nas palavras do diretor de política digital e ciberespaço do Conselho de Relações Exteriores, Adam Segal. “Talvez os EUA tentem indiciar pessoas da elite norte-coreana por prática de pirataria, mas é evidente que vamos estar preocupados com uma resposta. Nós iremos promover sanções na medida em que pudermos”, lembrando que o país já promove “sanções econômicas significativas contra a ditadura comunista por causa de seu arsenal nuclear”.

Mas, há sanções – como, por exemplo, algumas leis brasileiras -, que pegam e outras que não pegam. Quanto a isso, Segal lembrou a ineficaz acusação, ocorrida em maio passado, a cinco militares hackers chineses acusados de espionagem, através da qual os EUA poderiam promover sanções contra contra o governo comunista da China. Não fez. Ele prevê que o governo Obama vai repetir o nada, ou seja, ficar caladinho e jogando as ações para os departamentos de justiça e defesa se ajustarem em torno do vazio. “Não existem boas opções de política para o presidente”, finaliza.

Bom, para o tempo escuro, sujeito a chuvas e trovoadas, em quem sabe?, tornados, que pairava sobre os estúdios da Sony, só faltava sofrer algum tipo de processo. E veio. Dois ex-funcionários ingressaram, nesta semana, com um processo coletivo por violação de segurança. Michael Corona e Christina Mathis, “em nome de todos os outros em situação semelhante”, alegam “problemas indesculpáveis”. E os apontam, conforme o thewrap:

1.    A Sony não conseguiu garantir a segurança de seus sistemas de computadores, servidores e bancos de dados (“Rede”), apesar das debilidades que a empresa conhece há anos, e aceitou “uma decisão de negócios de alto risco de perdas;

2.    A Sony posteriormente deixou de proteger de forma oportuna as informações confidenciais de seus atuais ou ex-funcionários do alcance de hackers fora da lei. Os dados mais sensíveis, incluindo mais de 47.000 números de Seguro Social, arquivos de emprego, incluindo salários, informações médicas, além de outros documentos que foram vazados para o público e podem estar em mãos criminosas, que a Sony, como empregadora, deveria ter protegido.

Amy Pascal Foto: thewrap

Amy Pascal Foto: thewrap

Os autores do processo alegam que, além da violação da privacidade, tiveram de efetuar investimentos pessoais para resguardarem as suas identidades. Ele 7 mil dólares, ela, 3 mil dólares. Segundo o thewrap, a Sony não quis comentar.

O caso Sony Pictures, o filme A Entrevista, o ditador Kim Jong-un e o grupo hacker-terrorista #GOP, subintitulado Guardians of Freedom não está, em minha avaliação, chegando ao fim. Por enquanto, o terrorismo vai ganhado o jogo por 1×0. Mas, ainda terá um segundo e tempo e, com toda certeza, prorrogação. Mudanças virão em Hollywood. Menos racismo? Menos hipocrisia? Quem sairá vitorioso? Amy Pascal conseguiu resistir às pressões e pedidos para a sua demissão. É uma vitória e demonstração de poder. Mas, e o caso com todas as suas implicações econômicas e políticas? Provavelmente, o tempo e a morte, dirão.

Ah!, antes que esqueça, falando ainda de  que Hollywood jamais será a mesma, as mudanças começam a ocorrer. O Thewrap acaba de divulgar que a presidente da Sony, Amy Pascal, está em jornada de “pedir desculpas” àqueles que ela “alfinetou” com tiradas racistas. O Reverendo Al Sharpton foi um deles. Em Nova York, após o encontro, ele twitou que “Hollywood precisa mudar. Os e-mails vazados mostram uma cegueira cultural”. Já a imprensa, em coletiva, revelou que aceitou participar de um “grupo de trabalho” para “abordar a questão da diversidade racial em Hollywood juntos com outros grupos ativistas, entre elas, a sua Sharpton’s own National Action Network, e a The National Urban League, The NAACP and a The Black Women’s Roundtable.

ATUALIZAÇÃO DOS FATOS

Nesta sexta-feira, 19, o FBI acusou formalmente a Coreia do Norte como responsável pelos ataques à Sony Pictures. Nunca duvidei, em nenhum momento, que os ataques tivessem outra origem. E agora? Os EUA vão impor mais sanções ao país do ditador Kim Jong-un? E sabem para quem sobrou a rebordosa? Para a imprensa.
Para Chris Dodd, o presidente da MPAA-Motion Picture Association of America, que mantém com mão de ferro a indústria de Hollywood sob controle, a imprensa não deveria ter divulgado nada dos cyberataques, numa atitude desprezível por quem não prima pela democracia. A culpa é da imprensa Dodd! Me conta outra piada.

Ele chamou os ataques cibernéticos da Coreia de “deplorável”, “desprezível” e, ao mesmo tempo, expressou o “desapontamento com a cobertura dada pela mídia”.

Leiam alguns trechos de sua declaração ao site thewrap.

Chris Dodd

Chris Dodd

“O anúncio do FBI de que a Coreia do Norte é responsável pelo ataque contra a Sony Pictures é a confirmação do que suspeitávamos: que ciberterroristas, empenhados em provocar estragos, violaram uma grande empresa para roubar informações pessoais, segredos da empresa e ameaçar o público Americano”, disse. “É um ato desprezível, criminal”, ressaltou.

“Lamentavelmente, esse fato ficou perdido em um monte coberturas da mídia sobre isso ao longo das últimas semanas”, continuou Dodd. “Esta situação é maior do que o lançamento de um filme ou o conteúdo de e-mails privados de alguém. Este é sobre o fato de que os criminosos foram capazes de violar e roubar o que já foi identificado como muitas vezes o volume de todo o material impresso na Biblioteca do Congresso e ameaçar a subsistência de milhares de americanos que trabalham na indústria do cinema e na televisão, bem como os milhões de pessoas que simplesmente optam por ir ao cinema”, destacou.

E acrescentou: “A Internet é uma força poderosa para o bem e é deplorável que esteja sendo usada como uma arma não apenas pelos criminosos comuns, mas, também, sofisticadas terroristas cibernéticos. Não podemos permitir que isso possa ser usado novamente contra corporações americanas ou o povo americano”, finalizou.
“A análise técnica dos malware utilizados nos ataques revelou links para outros tipos de malware, que o FBI detetou como desenvolvidos e promovidos por hackers norte-coreanos. Por exemplo, há semelhanças em linhas específicas de códigos, algoritmos de criptografia, métodos de exclusão de dados, redes e comprometimentos dos sistemas. com os ataques cibernéticos executados pela Coreia do Norte em março do ano passado contra bancos e meios de comunicação sul-coreanos”.

Na madrugada, novas mensagens foram deixadas nos computadores da Sony Pictures, agora ordenando que A Entrevista, além de não ser lançado nos cinemas, igualmente nem em demanda, DVD até mesmo nos sites de compartilhamento.O cancelamento do filme deu mais força e ousadia aos hackers terroristas.

Michael Lynton

Michael Lynton

O presidente dos EUA, Barack Obama, lamentou, em entrevista nesta 5ª feira, 19, que a Sony tivesse se deixado intimidar pelas ameaças do ditador norte-coreano. “A Sony é uma corporação que sofreu significantes perdas, sou simpático a suas preocupações. Mas acho que eles cometeram um erro. Eu gostaria que eles tivessem falado comigo antes. Eu teria dito que eles não fossem por esse caminho e que não se intimidassem por esses ataques criminosos”, comentou. E alertou: “Não podemos viver em uma sociedade em que um ditador de algum lugar imponha censura aos Estados Unidos. Se eles estão fazendo isso com um filme satírico, imagine o que eles não farão quando tiver um documentário ou um noticiário que eles não gostem?”.

A Sony reagiu, través de Michael Lynton, chefe-executivo da Sony, afirmando que não tinha partido do estúdio a desistência pelo lançamento do filme, mas, sim, dos exibidores. Mas, na verdade, ambas as partes deveriam ter conversado com os órgãos de segurança do governo e não se vergado, ao mesmo tempo, às ameaças.

Obama disse que os órgãos de segurança estão planejando uma resposta, mas que não ia previamente informá-la à imprensa. Aguarda-se, agora, qual, ou quais, ações serão essas.

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Semana 51: Êxodo – Deuses e Reis

Releitura épica da história bíblica de Moisés, o filme Êxodo: Deuses e Reis liderou as bilheterias norte-americanas e iniciou bem a temporada de Natal. Contudo, a prova de fogo da produção se dará nas próximas semanas. Segunda maior estreia, a comédia Top Five teve uma abertura decente, enquanto que a comédia policial Vício Inerente fez o maior sucesso no circuito restrito

Banner internacional de ÊXODO: DEUSES E REIS (2014), de Ridley Scott

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De longe um dos filmes mais esperados de 2014, O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (The Hobbit: The Battle of the Five Armies) já estreou em boa parte do mundo e, é claro, está roubando toda a atenção dos cinéfilos para si, no entanto, no mercado norte-americano o aguardado lançamento da terceira parte da aventura de Bilbo Bolseiro só acontecerá na próxima quarta-feira, 17, e por conta disso o ranking dos mais rentáveis deste fim de semana por lá acabou sendo encabeçado pelo o épico estreante Êxodo: Deuses e Reis (Exodus: Gods and Kings), que conseguiu pegar carona no clima religioso do Natal e tranquilamente se tornou o favorito do público.

Ao todo, foram US$ 24,50 milhões arrecadados por Êxodo de sexta a domingo, quantia sólida que alcançou tanto as expectativas de mercado quanto as expectativas dos executivos da Fox. Nós estamos em uma boa situação. Temos espaço para crescer junto ao público mais jovem e acreditamos que a plateia de filmes religiosos continuarão indo aos cinemas à medida que nos aproximarmos do Natal, declarou ao The Wrap o vice-presidente de distribuição da Fox, Spencer Klein. Contudo, é interessante destacar que, mesmo tendo obtido bons números em sua abertura, a verdadeira batalha de Êxodo será pela sustentação, pois com um orçamento inchado de US$ 140 milhões e concorrentes de peso à caminho (O Hobbit, Caminhos da Floresta e Uma Noite no Museu 3 são só alguns exemplos), a produção terá que registrar quedas pouco expressivas nas próximas semanas para evitar um grande fracasso financeiro…

Assista ao trailer de Êxodo: Deuses e Reis.

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Com estreia no Brasil agendada para o dia 25 de dezembro, Êxodo: Deuses e Reis reconta a história bíblica do profeta Moisés (Christian Bale), que, guiado por Deus, conseguiu libertar os hebreus da opressão que viviam no Egito. Joel Edgerton (Guerreiro), Sigourney Weaver (Avatar), Ben Kingsley (A Invenção de Hugo Cabret) e John Turturro (Amante a Domicílio) também estão no elenco. A direção fica por conta de Ridley Scott (Gladiador).

Na esquerda, cena de A ESPERANÇA - PARTE 1 e na direita cena de OS PINGUINS DE MADAGASCAR

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Na sequência do ranking aparecem os campeões da semana passada, a aventura Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 e a animação Os Pinguins de Madagascar, que perderam uma posição cada e encerraram o fim de semana respectivamente com US$ 13,20 milhões e US$ 7,30 milhões. No total, A Esperança – Parte 1 já rendeu excelentes US$ 277,39 milhões, resultado que por sinal ajudou a Lionsgate a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais pelo terceiro ano consecutivo. Por sua vez, Os Pinguins de Madagascar acumula um faturamento pouco empolgante de US$ 58,83 milhões.

Chris Rock e Rosario Dawson em cena de TOP FIVE (2014), de Chris Rock

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O quarto lugar da lista dos mais rentáveis coube à segunda novidade da semana, a comédia Top Five, que se saiu bem ao registrar uma abertura de US$ 7,21 milhões, desempenho que também ficou dentro das expectativas de mercado. Nós tivemos a abertura que queríamos e a reação do público que esperávamos. Acreditamos que o boca-a-boca continuará ajudando à medida expandirmos o filme, disse à revista Variety o vice-presidente da Paramount, Rob Moore, sobre a performance de Top Five, que, vale mencionar, foi lançado de forma modesta em 979 salas de cinema, com previsão de expansão para as próximas semanas.

Veja o trailer de Top Five:

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Escrita, dirigida e estrelada por Chris Rock (O Céu Pode Esperar), a comédia acompanha a história de um comediante que não se acha mais engraçado e, por conta disso, decide se aventurar na carreira dramática, um objetivo que ele tentará alcançar com a ajuda que uma jornalista (Rosario Dawson) que promete mudar a sua imagem. Gabrielle Union (Pense Como Eles), J.B. Smoove (Uma Noite Fora de Série) e Romany Malco (Última Viagem a Vegas) também estão no elenco de Top Five, que por enquanto não possui data de estreia definida no Brasil.

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Escorregando da terceira para a quinta posição está a animação Operação Big Hero, que registrou uma arrecadação de US$ 6,14 milhões. No acumulado, o longa animado da Disney já rendeu US$ 185,32 milhões em bilheteria no mercado norte-americano.

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Dentre os demais presentes na lista dos dez primeiros colocados, cabe destacar o desempenho do drama Livre, que passou a ser exibido em 166 salas e garantiu a décima posição do ranking ao faturar US$ 1,55 milhão, o que representa um crescimento de 155% em relação à semana passada. No total de duas semanas, Livre detém uma bilheteria de US$ 2,42 milhões.

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Em circuito restrito, o destaque da semana foi a comédia policial Vício Inerente (Inherent Vice), que foi lançado em 5 salas de cinema e durante o final de semana faturou US$ 330 mil, resultado que se traduz em um forte média de arrecadação por sala de US$ 66 mil. Com direção de Paul Thomas Anderson (O Mestre), o filme tem sua trama centrada em um detetive particular viciado em drogas (Joaquin Phoenix) que é contratado para investigar o sequestro de um bilionário latifundiário. Josh Brolin (Caça aos Gângsteres), Owen Wilson (Penetras Bom de Bico), Benicio Del Toro (Sin City) e Reese Witherspoon (Johnny & June) também estão no elenco de Vício Inerente, que chegará às telonas nacionais no dia 19 de fevereiro.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

ranking

Assista ao trailer de Vício Inerente:

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