ELLE – O MELHOR FILME DE 2016 PELA ACCRJ

Elle, o filme francês do cineasta holandês Paul Verhoeven e que tem no elenco Isabelle Huppert no papel de uma mulher violentada que decide se defender à sua maneira, está em cartaz há 4 semanas em circuito reduzido no País. No Cinema de Arte, projeto da operadora Cinépolis para inserir os filmes de arte em seu circuito nacional e presente em 9 cidades do País, está há 3 e vai adentrar mais uma – ou mais. A película francesa acaba de ser eleita o Melhor Filme de 2016 pelos integrantes da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro-ACCRJ

Isabelle Huppert em ELLE (2016), de Paul Verhoeven: Melhor Filme de 2016 pela ACCRJ

Isabelle Huppert em ELLE (2016), de Paul Verhoeven: Melhor Filme de 2016 pela ACCRJ

A lista dos melhores do ano é uma tradição de décadas levadas a efeito pelos críticos de cinema de todas as partes do Mundo e tem por base uma votação de 10 títulos. No Brasil, o anúncio dessa leva de obras de qualidade desdobra-se entre dezembro e janeiro. Em janeiro, por exemplo, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema-ABRACCINE, e a Associação Cearense dos Críticos de Cinema-ACECCINE, elegerão os seus melhores.

Neste ano, por critérios de empate, os críticos da associação carioca a elegeram 12 títulos. O melhor do filme do ano estrangeiro e o melhor brasileiro. O estrangeiro, Elle, tem uma temática tanto difícil quanto atual: a violência contra a mulher. No caso, Isabelle Huppert, a marqueteira de uma empresa de videogame que, estuprada em sua própria casa, decide jogar o jogo com o seu opressor. Um jogo de quem mais poder de manipulação. As mulheres saem satisfeitas do Cinema e o tema ganha uma abordagem totalmente original e desconcertante.

Aquarius é uma exposição dilacerante de um governo recente do País, destruído econômica e moralmente por um cupinzeiro de um partido político. Um grande e corajoso filme de Kleber Mendonça Filho.

Tem também homenagens a profissionais que dedicaram a sua vida ao Cinema e completaram a sua passagem espiritual de missão pela Terra. Sem delongas, vamos a eles: os filmes e os homenageados.
Melhor Filme
Elle (França), de Paul Verhoeven

Melhor Filme Brasileiro
Aquarius (Brasil-França), de Kleber Mendonça Filho

10 Melhores (ordem alfabética)
Anomalisa (EUA, 2016), de Charlie Kauffman
A Bruxa (EUA, 2016), de Robert Eggers
Café Society (EUA, 2016), de Woody Allen
Carol (EUA, 2015), de Todd Haynes
O Cavalo de Turim (Hungria, 2015), de Bela Tarr
Certo Agora, Errado Antes (Coréia do Sul, 2016), de Sang-Soo Hong
Filho de Saul (Hungria, 2015), de Laszlo Nemes
As Montanhas se Separam (China-França-Japão, 2015), de Jia Zang-ke
Os Oito Odiados (EUA, 2015), de Quentin Tarantino
Táxi Teerã (Irã-França, 2016), de Abbas Kiarostami

Reconhecimento por Iniciativa Cinematográfica
Cavi Borges – produtor e diretor de filmes e empresário de cinema

Homenageados
Hector Babenco (1946-2016) – cineasta
Abbas Kiarostami (1940-2016) – cineasta
José Carlos Avellar (1936-2016) – crítico de cinema

Veja o trailer de Certo Agora, Errado Antes.

PRÉ-OSCAR-2016 – OS CONCORRENTES DE QUE HORAS ELA VOLTA?

Nada menos de 81 países inscreveram representantes junto a Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood para a competição ao Oscar-2016 de Língua Estrangeira.  Até janeiro próximo ocorrerão pelo menos 3 reduções nesta lista até restarem somente os 5 filmes finalistas. O Brasil, representado por Que Horas Ela Volta?, de Ana Muylaert, tem real condição de figurar entre os 5 finalistas, mas a luta depende de estratégias de exibição para os acadêmicos encarregados de analisá-los., obter exibição nos cinemas e espaço junto à imprensa. Entre os latinos, pela primeira vez o Paraguai está na competição. Esta será a 88ª cerimônia de entrega do Oscar e a notícia alvissareira é que há quase uma dezena de obras latinas inscritas

QUE HORAS ELA VOLTA? (2015), de Ana Muylaert: muito bem recebido pela crítica internacional

QUE HORAS ELA VOLTA? (2015), de Ana Muylaert: muito bem recebido pela crítica internacional

Ainda não há condição para se apontar os favoritos ou os prováveis finalistas, especialmente porque ainda, afora alguns poucos, a maioria está inédita nos cinemas brasileiros. Mas, fiz uma “tournée” pelos  diversos sites e blogs de cinema internacionais e encontrei análises de dezenas de filmes entre os 81 inscritos na Academia. E, baseado nessas analises, posso afirmar que, no conjunto, esta será  a mais dura competição estrangeira dos últimos 15 anos. Selecionar os 5 finalistas ao Oscar-2016 de Melhor Filme Estrangeiro será um trabalho penoso e difícil, pois há pelo menos 50 produções fortíssimas, premiadas e não premiadas, de países cinematograficamente poderosas (França, Inglaterra, Itália), assim como excelentes filmes de nacionalidades sem tradição cinematográfica, como a do Paraguai, que pela primeira vez inscreve um representante na Academia de Hollywood

Obviamente, eu gostaria de ter pesquisado sobre todos os filmes, mas além de ser um trabalho lento e que levaria muito tempo, em muito retardaria a sua postagem., a menos ue fosse um trabalho de equipe. Então, as informações dos filmes são as que vieram não acaso, porque este não existe, mas conforme me foram sendo oferecidas pela pesquisa. Esta se deu, principalmente, através das newsletters que recebo de vários sites de cinema do exterior. Assim sendo, boa leitura.

LAMB (2015), de Yared Zeleke: a Etiópia e as crianças

LAMB (2015), de Yared Zeleke: a Etiópia e as crianças

Nos países africanos, Aida, de Driss Mrini, representante do Marrocos, conta a comovente história de Aida Cohen, uma professora de música judaica que deixa Paris ao ser diagnosticada com câncer em estagio final e, para viver os últimos meses com dignidade, retorna ao seu país natal, o Marrocos, alinhar-se às suas raízes familiares e recuperar as memórias esquecidas da infância. Infância também e o tema Lamb (Ovelha, na tradução), de Yered Zeleke. O seu personagem central é um garoto, Efraim, que abandonado pelo pai dedica-se às suas ovelhas, companheiras inseparáveis. Morando numa área seca e distante de casa, não tem habilidade com a agricultura e sim com a cozinha. O problema é o tio que aparece com o intuito de cozinhar a sua ovelha.  Um dado curioso: a produtora do filme, Kid Films, foi fundada por Anma Ampadu, que a criou a fim de descobrir e cultivar talentos emergentes, principalmente para o cinema etíope.

RUN (Costa do Marfimm 2015), de Philippe Lacote: a história de um crime político

RUN (Costa do Marfim 2015), de Philippe Lacote: a história de um crime político

Run (2015), o representante da Costa do Marfim (em coprodução com a França), parte de uma história para analisar a juventude do país.Philippe Lacote acompanha a jornada de Assa, o jovem que mata o primeiro-ministro do país. A história de Run, desenvolvida em 3 partes, procura fazer uma composição social e política. Para Justin Chang, da Variety, “a estreia  de Philippe Lacote é um conto hipnotizante e ultra-realista“.

Mas o filme africano que mais chama a atenção é The Two of Us (Thina Sobabili, 2015). Escrito e dirigido por Ernest Nkosi, representante da África do Sul, trata do estupro de adolescentes. Ambientado em Joanesburgo, conta a história de Thulas, o irmão mais velho de Zanele, que fará de tudo para protegê-la depois de testemunhar o abuso sexual de criança. Como resultado, os dois compartilham uma relação muito tensa e tumultuada enquanto a sexualidade dela vai aflorando. Foi considerado o melhor filme e ganhou o prêmio do público do Festival de Cinema Africano e a crítica o cita como “um drama poderoso”.

THE ASSASSINS (2015), de Hou Hasiao Hsien: primeira obra de artes marciais do cineasta

THE ASSASSINS (2015), de Hou Hasiao Hsien: primeira obra de artes marciais do cineasta

ÁSIA

Do continente asiático, Cambodja, Cingapura, Coréia do Sul, China, Hong Kong, Japão, Paquistão, Tailândia e Taiwan são alguns dos países que inscreveram as suas produções. Destaco, aqui, o representante de Taiwan (em coprodução com a China), The Assassins (2015), o novo trabalho de Hou Hasiao Hsien, o seu primeiro no gênero wuxia.  Ambientado durante o período de dinastia Tang (618-907), uma das mais poderosas na história chinesa, acompanha uma guerreira, Nie Yinniang, a qual retorna à família depois de vários anos no exílio. Ali ela tem uma missão: eliminar os governadores rebeldes que não acatam a autoridade do Imperador. Mas, tem também um dilema: escolher entre eliminar o homem que ela ama ou romper definitivamente com a “ordem dos assassinos”. Apenas como referência, me parece o novo O Tigre e o Dragão (2000), de Ang Lee.

Me chama também a atenção, o candidato chinês, Go Away Mr. Tumor, de Han Yan, o maior sucesso de público no país em 2015. Conta a história da real da popular cartunista chinesa Xiang Yao, cujo pseudônimo era Bearton ou Xiong Dun. Ela morreu em novembro de 2012 de um tumor cerebral aos 39 anos e o enredo trata como ela se relacionou, de forma desconcertante, com a doença, por sinal descoberta na data de seu aniversário, dia em que perde o emprego, descobre que seu namorado está traindo-a e entra em colapso. Alegre e extrovertida, Xiong desenvolve uma paixão por seu médico e o persegue com uma variedade de táticas e esquemas enquanto a doença começa a devastá-la. Os críticos avisam: impossível conter as lágrimas.

O holandês THE PARADSITE SUITE (2015),  de Joost van Ginkel

O holandês THE PARADSITE SUITE (2015), de Joost van Ginkel

EUROPA

Do velho continente, The Paradise Suite, de Joost van Ginkel, produção holandesa (em coprodução com a Suécia e Bulgária) aborda o tema ápice do momento, a imigração na Europa. Ginkel desenvolve io cruzamento das histórias de 6 imigrantes da Suécia, África, Bósnia, Sérvia e Bulgária. “É um filme sobre as relações que temos com os nossos amigos, os nossos filhos, nossas mães, nossas amantes, e como pequenos momentos nesses relacionamentos pode afetar todo o mundo que nos rodeia”, escreve Blair Hoyle, do site Way to Indie. “De certa forma, o filme é um pouco como um take Europeu de Crash – no Limite, de Paul Haggis”, finaliza o crítico.

O FILHO DE SAUL (Saul Fi/Son of Saul, 2015), de László Nemes

O FILHO DE SAUL (Saul Fi/Son of Saul, 2015), de László Nemes

Outro filme bem comentado, mas com entusiasmo, é O Filho de Saul (Saul Fi/Son of Saul, 2015), de László Nemes, segundo o crítico inglês do Empire on Line, Damon Wise, “um incrivelmente poderoso drama sobre o Holocausto”. Para Peter Bradshaw, do  The Guardian, “esta estreia surpreendente, sobre um prisioneiro no campo de concentração que emprega elementos industriais no processo de eliminação do corpo, é um filme de terror de foco e coragem extraordinária”. Portanto, como a Academia gosta deste tipo de tema, olho nele! Uma boa notícia: já foi adquirido para exibição no Brasil.

A crítica italiana aponta Non Essere Cattivo, de Cláudio Caligari, como “o mais importante filme italiano dos últimos 35 anos”. Ambientado nos anos 90 e na periferia na qual Pier Paolo Pasolini rodava os seus filmes, conta a história de 2 rapazes de 20 anos que progressivamente se entregam às drogas.  O cineasta, considerado de grande talento e visto como um futuro promissor, faleceu, aos 29 anos, em maio passado enquanto a fazia a montagem.

E, por fim, o lituano The Summer of Sangaille, drama escrito e dirigido por Alante Kavaitė, ganhou os prêmios de Melhor Filme e Direção na Mostra Cinema Mundial, assim como o de Melhor Atriz (Julija Steponaityte) e melhor cenografia (Ramunas Rastauskas) no Festival de Sundance deste ano. É, segundo o critico Scott Foundas, da Variety, “uma montanha-russa de emoções sensual e sensível sobre a relação turbulenta entre duas adolescentes“. É o Azul é a Cor Mais Quente de 2015.

THE SUMMER OF SANGIALLE (2015), de Alante Kavaitré: ousado drama sobre lesbianismo entre adolescentes

THE SUMMER OF SANGIALLE (2015), de Alante Kavaitré: ousado drama sobre lesbianismo entre adolescentes

ESCANDINÁVIA

Um dos filmes que mais me chamaram a atenção pela força das críticas positivas foi este aqui, Miekkailija (O Esgrimista, na tradução literal, The Fencer, título internacional), dirigido pelo finlandês Klaus Härö e representante da Finlândia, originalmente uma coprodução com a Estônia. Situado nos anos 50, quando a Rússia ocupava o país  conta a história real de Endel Nills, professor de educação física, que observando a necessidade de atividades na escola recrutou as crianças para o aprendizado da esgrima. “Visualmente deslumbrante – uma história sobre o sacrifício, crença, medo e sobrevivência – um retrato comovente da Estónia sob o domínio russo rígida nos anos 50, onde os resistentes enfrentaram um risco de uma possível pena de prisão ou uma deportação para a fria Sibéria“, destacou o crítico Tony Öhberg, do site finandtoday.

Outro filme que me chamou a atenção, pela boa receptividade, foi o norueguês Bolgen (The Wave, 2015), A Onda, na tradução literal, o primeiro filme-desastre produzido no país e com estilo típico de Hollywood. O diretor Roar Uthaug traz para a tela um desastre geológico previsto para acontecer no futuro (em 1936 aconteceu em escala menor), que é a separação da montanha Åkneset, situado no fiorde de Geiranger, do território norueguês, e cujo efeito irá provocar gigantescas ondas de 80 metros, preveem os cientistas. No enredo, um geólogo tenta alertar a população quanto a iminência do desastre.

Veja o trailer de Bolgen:

Imagem de Amostra do You Tube

Também da escandinávia, Hrütur (2015), da Islândia, situado numa região remota do país, aborda o relacionamento de dois irmãos que não se falam há 40 anos e que são obrigados a se unir para salvar o bem essencial para as suas sobrevivências: as suas ovelhas.

OUTRAS NACIONALIDADES

A Eslovênia indicou The Tree, de Sonja Prosenc, que o processo de esfacelamento de uma família a partir de um acidente. Em três capítulos, a história é contada através dos olhos de dois irmãos e sua mãe. A crítica indica ser um filme doloroso ao mostrar como, abalados, os dois filhos, o adolescente Alek e seu irmão mais novo Veli, ficam  incapazes de sair de casa, o único lugar onde se sintam seguros, e que acaba se transformando numa prisão para eles.  Outra produção a discutir a família em devastação, Moor (cuja tradução significa mãe), representante do Paquistão, segue a história trágica de uma família que se separa através da corrupção e circunstâncias fora de seu controle.  Também é bom ficar de olho neste filme aqui, Memories of Stone (Biraninen li ser Keviri, Iraque 2014), de Shawkat Amin Korki, que reconstrói o genocídio sofrido pelos curdos na década de 80. Há análises muito elogiosas à produção, pois resgata um episódio trágico do passado que tem repercussão no presente.

O paraguaio EL TIEMPO NUBLADO (2014), de Arami Ullóa: reencontro entre filha e mãe

O paraguaio EL TIEMPO NUBLADO (2014), de Arami Ullóa: reencontro entre filha e mãe

OS LATINOS

Produções da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai, Uruguai e Venezuela competem no mesmo patamar de qualidade. O Paraguai tem o seu primeiro filme inscrito ao Oscar. El Tiempo Nublado (O Tempo Nublado, 2015), é um documentário no qual a cineasta Arami Ullón retrata como, ao voltar da Suiça, para onde foi estudar cinema, retoma a sua relação com a sua mãe idosa e que sofre de epilepsia e doença de Parkinson. Afirmam os críticos ser uma obra de extrema sensibilidade.

Observe esses dois filmes: O Clube (El Club, 2015), do chileno Pablo Larrain,  ganhador do Grande Prêmio do Júri em Berlim e exibido aqui e premiado no Cine Ceará deste ano (e por isso também com lançamento garantido no Brasil), trata de abuso sexual de crianças por padre pedófilos; e El Clan, do argentino Pablo Trapero, que traz à tona uma estarrecedora história real: como Arquimedes Puccio, o patriarca do Clã Puccio, uma família endinheirada de Buenos Aires, sob a fachada de respeitabilidade, sequestrou dezenas de pessoas de seu próprio bairro. Os Pablo estão notoriamente entre os grandes realizadores latino-americanos.

O CVolombiano EL ABRAZZO DE LA SERPIENTE (2015), de Ciro Guerra

O CVolombiano EL ABRAZZO DE LA SERPIENTE (2015), de Ciro Guerra

El Abrazzo de la Serpiente (O Abraço da Serpente, 2015), exibido em Cannes e recebido com entusiasmo pelo crítico estadunidense Jordan Mintzer, do Hollywood Reporter, também é um documentário. “A exploração visualmente fascinante do homem, a natureza e os poderes destrutivos do colonialismo, El Abrazzo de la Serpente (Embrace of the Serpente) marca o terceiro trabalho impressionante realizado pelo colombiano roteirista e diretor Ciro Guerra”, anuncia o crítico. O enredo, ambientado entre 1909 e 1940, aborda a relação entre Karamakate, um xamã da Amazônia e o último sobrevivente de seu povo e dois cientistas que trabalham juntos ao longo de 40 anos de pesquisa da Amazônia para uma planta sagrada de cura.

O Uruguai compete com Una Noche sin Luna (Uma Noite sem Lua, 2014), de Gérman Tejeira, uma comédia dramática ambientada durante uma noite de passagem de ano, em que 3 personagens solitários chegam a um povoado perdido chegam a uma cidadezinha perdido do interior do País onde têm a oportunidade de mudar os seus destinos. Os comentários dizem ser um filme sobre amor e solidariedade. Já o representante da Venezuela, Dauna, lo que Lleva ao Rio (Gone with the River, 2015), de Mario Crespo, filmado no delta do rio Orinocco, acompanha a história de Dauna, mulher da tribo Warao, que depois de retornar à aldeia, é forçada a enfrentar as normas e tradições culturais de seu povo. É quase que totalmente falado na língua do povo Warao, cuja existência se resume em 28 mil espalhados no norte da Venezuela, Guiana e Suriname.

O venezuelano DAUNA - LO QUE LEVA AO RIO 2014),, de Mario Crespo: história de uma indígena rebelde

O venezuelano DAUNA – LO QUE LEVA AO RIO 2014),, de Mario Crespo: história de uma indígena rebelde

NN, de Héctor Gálvez, é a segunda produção do Peru a concorrer ao Oscar (o anterior foi A Teta Assustada, de Cláudia Llosa). NN quer dizer No Name (Sem Nome) e desenvolve uma trama policial, a qual tem um especialista forense como personagem central. Comandando uma equipe, ele procura o assassino, provavelmente um “serial killer“, que mata as pessoas e as enterra em valas comuns.O relacionamento dele com uma mulher que busca o marido é um dos pontos do enredo. Como se vê, uma variedade de temas da cinematografia latino-americana.

E, finalmente, o nacional Que Horas Ela Volta?, de Ana Muylaert, extraordinariamente bem recebido pela crítica internacional e cuja premiação obtida no Festival de Sundance o credencia ao sucesso. Ou seja, pela primeira vez desde Central do Brasil (1988), o Brasil tem um filme de porte e qualidade para, entre 80 concorrentes, chegar entre os 5 finalistas. cientes

O anuncio dos 5 finalistas escolhidos pela Academia acontece no dia 14 de janeiro. Já a festa de premiação será no dia 28 de fevereiro, no teatro Dolby, em Hollywood, Los Angeles.

 

Confira a lista e observe: os títulos em português indicam que já foram adquiridos para exibição no Brasil.

Afeganistão – UTOPIA, de Hassan Nazer

África do Sul – THE TWO OF US, de Ernest Nkosi

Albânia – BOTA, de Iris Elezi e Thomas Logoreci

Alemanha – LABIRINTO DE MENTIRAS (Labyrinth of Lies), de Giulio Ricciarelli

Argélia – TWIILIGHT OF SHADOWS, de Mohamed Lakhdar Hamina

Argentina – O CLUBE (The Clan, 2015), de Pablo Trapero

Austrália – ARROW OF THE THUNDER DRAGON, de de Greg Sneddon

Áustria – GOODNIGHT MOMMY, de Veronika Franz e Severin Fiala

Bangladesh – JALA’S STORY, de Abu Shahed Emon

Bélgica – THE BRAND NEW TESTAMENT, de Jaco Van Dormael

Bósnia-Herzegóvina – OUR EVERYDAY STORY, de Ines Tanović

Brasil – QUE HORAS ELA VOLTA? (The Second Mother), de Anna Muylaert

Bulgária – THE JUDGEMENT, de Stephan Komandarev

Camboia – THE LAST REEL, de Sotho Kulikar

Canadá – FÉLIX AND MEIRA, de Maxime Giroux

Casaquistão – ZHAT (Stranger), de Yermek Tursunov

Chile – O CLUBE (EL Club), de Pablo Larraín

China – GO AWAY MR TUMOR, de Han Yan

Cingapura – 7 LETTERS, de Royston Tan, Kelvin Tong, Eric Khoo, Jack Neo e Tan Pin Pin

Colômbia – EL ABRAZZO DE LA SERPIENTE (Embrace of the Serpent), de Ciro Guerra

Costa do Marfim – RUN, de Philippe Lacôte

Costa Rica – IMPRESSIONED, de Esteban Ramírez

Coreia do Sul – THE THRONE, de Lee Joon-ik

Croácia – ZVIZDAN (The High Sun), de Dalibor Matanić

Dinamarca – KRIGEN (A War), de Tobias Lindholm

Eslováquia – GOAT, de Ivan Ostrochovský

Eslovênia – DREVO (The Tree, 2014). de Sonja Prosenc

Espanha – LOREAK (Flowers), de Jon Garaño e Jose Mari Goenaga,

Estônia – 1944, de Elmo Nüganen

Etiópia – LAMB, de Yared Zeleke

Filipinas – HENERAL LUNA de Jerrold Tarog

Finlândia – MIEKKAILIJA (The Fencer, 2015), de Klaus Härö

França – MUSTANG (2015), de Deniz Gamze Ergüven

Geórgia – MOIRA (2015), de Levan Tutberidze

Grécia – XENIA, de Panos H. Koutras

Guatemala – IXCANUL (2015), de Jayro Bustamante

Holanda – THE PARADISE SUITE (2015), de Joost van Ginkel

Hong Kong – TO THE FORE (2015), de Dante Lam

Hungria – O FILHO DE SAUL (Saul Fi/Son of Saul, 2015), de László Nemes

Islândia – HRÜTAR (Rams, 2015), de Grímur Hákonarson

Índia – COURT (2015), de Chaitanya Tamhane

Irã – MUHAMMAD (Muhammad: the Messenger of God, 2015), de Majid Majidi

Iraque – BÏRANINEN LI SER KEVIRI (Memories on Stone, 2014), de Shawkat Amin Korki

Irlanda – VIVA, de Paddy Breathnach

Israel – BABA JOON (2014), de Yuval Delshad

Itália – NON ESSERE CATTIVO (Don’t Be Bad, 2015), de Claudio Caligari

Japão – HYAKU YEN NO KOI (100 Yen Love, 2014), de Masaharu Take

Jordânia – THEEB (2015), de Naji Abu Nowar

Kosovo – BABAI, de Visar Morina

Letônia – MODRIS (2015), de Juris Kursietis

Líbano – VOID (2015), de Naji Bechara, Jad Beyrouthy, Zeina Makki, Tarek Korkomaz, Christelle Ighniades, Maria Abdel Karim e Salim Haber

Lituânia – THE SUMMER OF SANGAILLE (2014), de Alanté Kavaïté

Luxemburgo – BABY (A)LONE (2015), de Donato Rotunno

Macedônia – HONEY NIGHT (2015), de Ivo Trajkov

Malásia – MEN WHO SAVE THE WORLD (2015), de Liew Seng Tat

México – 600 MILES (2014), de Gabriel Ripstein

Montenegro – YOU CARRY ME (2016), de Ivona Juka

Marrocos – AIDA (2015), de Driss Mrini

Nepal – TALAKJUNG x TULKE (2015), de Basnet Nischal

Noruega – BOLGEN (The Wave, 2015), de Roar Uthaug

Paquistão – MOOR (2015), de Jami

Palestina – THE WANTED 18 (2015), de Amer Shomali e Paul Cowan

Paraguai – EL TIEMPO NUBLADO (Cloudy Times, 2015), de Arami Ullón

Peru – NN, de Héctor Gálvez,

Polônia – 11 MINUTES (2015), de Jerzy Skolimowski

Portugal – 1001 NOITES – VOLUME 2 (2015), de Miguel Gomes

Quirguistão – GEAVENLY NOMADIC (2015), de Mirlan Abdykalykov

Reino Unido – UNDER MILK WOOD, de Kevin Allen

República Dominicana – DÓLARES NA AREIA (Sand Dollars, 2014), de Laura Amelia Guzmán e Israel Cárdenas

República Tcheca – HOME CARE (2015), de Slavek Horak

Romênia – AFERIMI (2015), de Radu Jude

Rússia – SOLNECHNY UDAR (Sunstroke, 20140, De Nikita Mikhalkov

Sérvia – ECLAVE (2015), de Goran Radovanović e Boo Junfeng, K. Rajagopal

Suécia – UM PÁSSARO POUSOU NUM GALHO REFLETINDO SOBRE A EXISTÊNCIA ( A Pigeon Sat on a Branch Reflecting on Existence, 2014), de Roy Andersson

Suíça – IRAQI ODYSSEY (2015), de Samir

Taiwan – THE ASSSASSINS (2015), de Hou Hsiao-hsien

Tailândia – HOW THE WIN AT CHECKERS (Tailândia/EUA/Indonésia, 2015), de Josh Kim

Turquia – SIVAS (2015), de Kaan Müjdeci

Uruguai – UMA NOCHE SEM LUNA (A Moonless Night, 2014). de Germán Tejeira

Venezuela – DAUNA, LO QUE LLEVA AO RIO (Gone with the River, 2015), de Mario Crespo

Vietnã – JACKPOT (2015), de Dustin Nguyen

Conheça o trailer de Muhammad, the Messenger of God:

Imagem de Amostra do You Tube