RANKING BRASIL – VELOZES E FURIOSOS 7 estreia em primeiro

Mais um filme de 2015 estreou na liderança dos três rankings cobertos pelo Cinema & Artes. Velozes e Furiosos 7, como era de se esperar, aproveitou o sucesso da série que marcou gerações no Brasil e se deu bem em sua estreia no país, terminando o último fim de semana na primeira colocação, completamente isolado. Cinderela, como no ranking internacional, sustentou-se e continua à frente dos já em cartaz, na segunda colocação. A ficção Insurgente, apesar de uma queda considerável, também se manteve atrás de Cinderela, terminando o fim de semana em terceiro lugar. O mesmo ocorreu com Golpe Duplo e Para Sempre Alice, que fecharam o top cinco na quarta e quinta colocações, respectivamente

Paul Walker e Vin Diesel, em cenda de VELOZES & FURIOSOS 7.

Paul Walker e Vin Diesel em cenda de VELOZES & FURIOSOS 7

Na primeira colocação e isolado no ranking, Velozes e Furiosos 7 confirmou o sucesso definitivo, estreando na primeira colocação dos rankings Brasil, EUA e Internacional. Já tendo obtido a nona melhor renda de estreia da história dos Estados Unidos, o esperado filme de ação mostra-se a caminho do posto de melhor filme da franquia. Foram quase R$ 37 milhões arrecadados por Velozes e Furiosos 7 no Brasil. Cinemas do país inteiro lotaram devido aos cerca de 2,3 milhões de espectadores que assistiram ao filme em seu fim de semana de estreia, o dobro do público de estreia do sexto filme da franquia e cerca de 15 vezes o público do primeiro.

Cena de CINDERELA.

Lily James em cena de CINDERELA

Com uma queda de cerca de 14%, Cinderela perdeu a liderança para o estreante Velozes e Furiosos 7, mas manteve-se à frente dos filmes que já estavam em cartaz nas semanas anteriores. A adaptação do conto de fadas arrecadou cerca de R$ 10,3 milhões no último fim de semana, terminando o domingo na segunda posição do ranking. Além de continuar com bons números na renda, Cinderela também não decepcionou no público do fim de semana, conseguindo cerca de 780 mil espectadores. No total, o filme acumula uma renda de R$ 25,8 milhões.

Shailene Woodley, em cena INSURGENTE.

Shailene Woodley em cena INSURGENTE

Insurgente manteve-se atrás de Cinderela, como no ranking da semana anterior, no entanto com uma queda maior, cerca de 33%, que levou o filme a arrecadar apenas R$ 4,7 milhões. Em sua terceira semana em cartaz, a ficção caiu novamente uma posição, terminando o fim de semana em terceiro lugar. Cerca de 326 mil espectadores assistiram ao filme, de quinta, 2, à domingo, 5. Esse acumula atualmente uma renda de R$ 30,8 milhões.

Will Smith, à esquerda, em cena de GOLPE DUPLO.

Will Smith, à esquerda, em cena de GOLPE DUPLO

O thriller criminal estrelado por Will Smith, Golpe Duplo, apesar de uma queda considerável, cerca de 40%, conseguiu se manter entre os cinco primeiros colocados, terminando o fim de semana na quarta posição, com uma renda de R$ 1,3 milhões. O filme encontra-se em sua quarta semana em cartaz no Brasil e já mostra uma queda significativa em seu desempenho, comparando-o com a estreia. Cerca de 94 mil espectadores assistiram Golpe Duplo nos cinemas no último fim de semana. Com o número, a renda acumulada do filme no país chega próximo de R$ 15 milhões.

Julianne Moore, em cena de PARA SEMPRE ALICE.

Julianne Moore em cena de PARA SEMPRE ALICE

Drama estrelado por Julianne Moore, Para Sempre Alice, obteve a segunda maior queda do fim de semana, juntamente com Cinquenta Tons de Cinza, caíram cerca de 62% em relação ao fim de semana anterior. Mesmo com a queda, Para Sempre Alice não caiu tanto na tabela, apenas uma posição, assim como Cinderela, Insurgente e Golpe Duplo, que também escorregaram uma colocação, devido a estreia de Velozes e Furiosos 7. O drama conseguiu apenas cerca de R$ 267 mil nesse último fim de semana, acumulando um total de R$ 5,5 milhões no país.

Confira a tabela com os dez melhores abaixo.

RBRA-14-2015

Veja o trailer de Velozes e Furiosos 7.

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RANKING BRASIL – CINDERELA estreia em primeiro

Cinderela estreou com sucesso no Brasil, terminando o domingo, 29, na primeira colocação do ranking nacional com quase um milhão de espectadores. Dessa forma, Insurgente não conseguiu sustentar o desempenho de sua abertura e escorregou para o segundo lugar, com uma renda bem inferior a obtida anteriormente. Thriller criminal estrelado por Will Smith, Golpe Duplo, continua entre os cinco primeiros, tendo caído pouco em relação ao fim de semana anterior. Para Sempre Alice e o estreante O Garoto da Casa ao Lado ficaram na quarta e quinta colocação do ranking, respectivamente.

Cena de CINDERELA.

Cena de CINDERELA

Exibido em mais de 900 salas, Cinderela estreou no Brasil com bastante sucesso, como era de se esperar. A nova adaptação do famoso conto de fadas conquistou públicos de todas as idades, levando cerca de 920 mil espectadores aos cinemas do país no fim de semana e faturando com isso R$ 11,6 milhões em bilheteria. Cinderela também registrou uma ótima média de público, a maior da semana, cerca de mil espectadores por sala.

Shailene Woodley, à direita, em cena de INSURGENTE.

Shailene Woodley, à direita, em cena de INSURGENTE

Em sua segunda semana em cartaz, Insurgente mostrou-se com dificuldades em sustentar a renda anterior, de sua estreia, na presença de Cinderela, caindo bastante, cerca de 50%. Com a queda, a ficção arrecadou cerca de R$ 7 milhões ficando com em uma distante a segunda posição. No total, a renda do filme no país já chega a R$ 23,9 milhões, enquanto o público acumulado é 1664 mil espectadores.

Will Smith, em cena de GOLPE DUPLO.

Will Smith, em cena de GOLPE DUPLO

Golpe Duplo caiu para a terceira colocação, mesmo obtendo a menor queda do fim de semana, cerca de 15%. Em sua terceira semana em cartaz, a ação estrelada por Will Smith fez R$ 2,1 milhões, cerca de R$ 400 mil a menos que na semana passada. Golpe Duplo acumula uma renda de R$ 13 milhões no país e um público pouco maior que um milhão de espectadores.

Kristen Stewart, à esquerda, e Julianne Moore, em cena de PARA SEMPRE ALICE.

Kristen Stewart, à esquerda, e Julianne Moore, em cena de PARA SEMPRE ALICE

Diferente de O Sétimo Filho, também estrelado por Julianne Moore, que caiu para a sétima colocação do ranking com uma queda de 70%, Para Sempre Alice conseguiu se manter entre os cinco primeiros, terminando o fim de semana na quarta posição, com R$ 685 mil. O drama acumula atualmente uma renda de R$ 5,1 milhões no país, com um público de aproximadamente 343 mil espectadores.

Jennifer Lopez, em cena de O GAROTO DA CASA AO LADO.

Jennifer Lopez, em cena de O GAROTO DA CASA AO LADO

Mal aceito pela crítica e público no próprio país, o suspense estrelado por Jennifer Lopez, O Garoto da Casa ao Lado, enfrentou dificuldades em sua estreia no Brasil, tendo por fim registrado uma abertura de R$ 590 mil. Mesmo com uma baixa arrecadação, o thriller conseguiu ficar entre os cinco primeiros do ranking, aproveitando a avalanche de quedas, que inclui também o sexto colocado, Cinquenta Tons de Cinza, além de Kingsman, Bob Esponja e Sniper Americano, respectivamente na oitava, nona e décima posição. Cerca de 43 mil espectadores foram ao cinema assistir O Garoto da Casa ao Lado, que espera melhorar o seu desempenho nas próximas semanas, estando com uma das menores médias de público por sala.

Confira abaixo a tabela com os dez primeiros.

RBRA-13-2015

Veja o trailer de O Garoto da Casa ao Lado.

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RANKING BRASIL – INSURGENTE estreia no topo

A ficção juvenil Insurgente estreou no Brasil e repetiu o feito de Cinquenta Tons de Cinza, ficando em sua estreia na liderança do ranking americano, internacional e brasileiro. O filme foi assistido por quase um milhão de espectadores que somaram uma ótima renda para esse. Enquanto isso, todos na segunda semana em cartaz, Golpe Duplo, O Sétimo Filho e Para Sempre Alice terminaram o último fim de semana na segunda, terceira e quarta colocações, respectivamente. Cinquenta Tons de Cinza, em sua sexta semana, fechou o Top cinco.

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Shailene Woodley, em cena de INSURGENTE

Além da liderança no ranking internacional e americano, a sci-fi juvenil Insurgente, continuação de Divergente, estreou no Brasil também em primeiro. Devido a quantidade significativa de fãs no país, o filme não teve dificuldade em disparar na liderança das bilheterias brasileiras, conseguindo uma renda de R$ 13,2 milhões. Cerca de 840 mil espectadores assistiram ao filme no fim de semana. Somando com o público de segunda e terça, o número chega próximo de um milhão, cerca de 987 mil espectadores, para uma renda acumulada de R$ 14,7 milhões.

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Cena de GOLPE DUPLO

Mesmo distante do primeiro colocado, Golpe Duplo manteve-se bem na segunda colocação dos mais rentáveis, tendo terminado o fim de semana com uma renda próxima de R$ 2,5 milhões. O valor obtido de quinta a domingo representa apenas cerca de 50% do obtido no fim de semana passado, uma queda significativa para um filme em sua segunda semana em cartaz no país. Cerca de 755 mil pessoas já conferiram o thriller criminal estrelado por Will Smith no Brasil, acumulando para o filme uma arrecadação total de R$ 9,9 milhões.

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Julianne Moore, em cena de O SÉTIMO FILHO

A aventura O Sétimo Filho, também em sua segunda semana em cartaz no Brasil, garantiu o terceiro lugar, com um faturamento de R$ 1,7 milhão. A quantia obtida representa uma queda de cerca de 45% em relação a do fim de semana passado, pondo o filme numa situação semelhante a de Golpe Duplo. O Sétimo Filho já foi assistido por cerca de 382 mil espectadores no país, acumulando atualmente uma renda de R$ 5,7 milhões desde sua estreia.

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Julianne Moore, em cena de PARA SEMPRE ALICE

Estrelado por Julianne Moore, Para Sempre Alice foi o terceiro estreante do fim de semana passado a se manter entre os cinco primeiros, tendo continuado na mesma ordem da classificação anterior. O drama arrecadou cerca de R$ 1,4 milhões de quinta a sexta, ficando na quarta colocação do ranking. Apesar da baixa arrecadação, comparando com Golpe Duplo e O Sétimo Filho, Para Sempre Alice foi quem obteve a menor queda dos que estão na segunda semana em cartaz, cerca de 18%, mostrando o bom desempenho do filme, exibido em apenas 169 salas no país. Cerca de 270 mil espectadores foram aos cinemas ver o drama, que soma atualmente uma renda de R$ 4,1 milhões.

Cena de CINQUENTA TONS DE CINZA

Cena de CINQUENTA TONS DE CINZA

Em sua sexta semana em cartaz, o romance Cinquenta Tons de Cinza continua a cair depois de todo o seu sucesso em suas primeiras semanas no país. Uma queda de cerca de 50% levou o filme a obter apenas R$ 1,3 milhões nesse último fim de semana, terminando na quinta colocação do ranking. O público acumulado já ultrapassa os 6,5 milhões, enquanto a renda chega a R$ 86,2 milhões.

Confira a tabela do ranking com os dez melhores.

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Veja o trailer de Insurgente.

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O SÉTIMO FILHO – O QUE O CINEMA TEM DE PIOR A OFERECER

Com uma trama confusa, que não chega a lugar nenhum, acompanhamos um filme cheio de efeitos especiais, mas sem nenhum conteúdo. Apesar do elenco com nomes bem conhecidos, O Sétimo Filho (The Seventh Son, 2015) de Sergey Bodrov desperdiça seus recursos, com uma história fraca e sem nexo

Julianne Moore em O SÉTIMO FILHO (2014), de Sergey Badrov

Julianne Moore em O SÉTIMO FILHO (2014), de Sergey Badrov

A história se passa em um tempo de encantamento, onde as lendas e a magia se colidem, o único guerreiro remanescente de uma ordem mística, John Gregory (o vencedor do Oscar Jeff Bridges), é o sétimo filho do sétimo filho e mantém uma cidade do século XVIII relativamente bem e longe dos maus espíritos.

No entanto, Gregory não é mais jovem e suas tentativas de treinar um sucessor foram todas mal sucedidas. Sua última esperança é um menino chamado Thomas Ward (Ben Barnes), filho de um jovem fazendeiro, que tem que abandonar sua vida tranquila de colono para ser um improvável herói numa aventura ousada para combater a rainha da escuridão, Mãe Malkin (a também vencedora do Oscar Julianne Moore) uma terrível e poderosa bruxa, que escapou do seu confinamento e o exército de assassinos sobrenaturais que assombram o reino.

O roteiro escrito a seis mãos, adaptando a série de livros O Aprendiz, de Joseph Delaney, é extremamente confuso, não deixando claras as motivações e os acontecimentos que aparecem na trama. Até um amor impossível é jogado na trama… O elenco está ali apenas para bater o ponto, e o diretor russo Sergey Bodrov não demonstra capacidade para dirigir um Blockbuster, que não obstante sua qualidade técnica dos efeitos especiais e da profundidade do 3D, o filme é totalmente dispensável. É torcer para que não haja continuações.

Poster de O Sétimo Filho (The Seventh Son, 2015) de Sergey BodrovSERVIÇO

O Sétimo Filho (The Seventh Son)

Estreia: 12/03/2015

Gênero: Aventura, Ação, Fantasia

Duração: 120 min.

Origem: Estados Unidos, Canadá, China

Direção: Sergey Bodrov

Roteiro: Charles Leavitt, Matt Greenberg, Steven Knight

Distribuidor: Universal Pictures do Brasil

Classificação: 14 anos

Ano: 2014

 

Segue trailer de O Sétimo Filho:

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PARA SEMPRE ALICE – PARA REFLETIR E DEBATER SOBRE O MAL DE ALZHEIMER

A retomada do Cinema de Arte, com 52 anos de história, na noite desta terça-feira histórica de 03 de março de 2015, se deu em alto estilo, com uma coletiva de imprensa e a exibição do drama inédito em Fortaleza Para Sempre Alice (Still Alice, 2014) de Richard Glatzer e Wash Westmoreland, que dirigem e assinam o roteiro adaptado do romance de Lisa Genova, lançado no Brasil pela Ediouro

Alec Baldwin e Julianne Moore em PARA SEMPRE ALICE (2014), de Richard Glatzer e Wash Westmoreland

Alec Baldwin e Julianne Moore em PARA SEMPRE ALICE (2014), de Richard Glatzer e Wash Westmoreland

Podemos afirmar que o filme é baseado em fatos reais, pois os diretores, que são gays e casados, queriam expor na tela um problema que estão enfrentando, pois Glatzer foi diagnosticado com a doença, que está com uma evolução rápida. Para Sempre Alice, vale mencionar, estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto 2014, onde Julianne Moore se tornou de cara uma das favoritas ao Oscar de Melhor Atriz.

O longa então expõe de maneira visceral a destruição mental provocada pelo mal de Alzheimer na vida da Dra. Alice Howland (Moore), curiosamente uma renomada professora de linguística que é atingida por uma doença que aos poucos desfaz sua capacidade de “alcançar” as palavras em sua mente. O filme mostra de maneira singela, os primeiros sinais da doença, quando ela começa a esquecer de certas palavras e se perder pelas ruas de Manhattan.

Ela então procura ajuda médica de um neurologista e é diagnosticada com Alzheimer. A partir de então, Alice precisa receber o apoio da família, mas por se tratar de uma doença transmitida geneticamente, ela precisa repassar essa informação aos três filhos, para que eles façam exames e descubram se terão ou não a doença. A cena em que Alice se reúne com a família para tratar da situação é comovente. Um detalhe, é que a câmera sempre perto do rosto da personagem principal, aos poucos vai se afastando dela com a evolução do quadro da doença.

A relação de Alice com o marido, John (Alec Baldwin), se torna frágil, mas ela é sólida o bastante para permanecer firme. Anna Howland-Jones (Kate Bosworth), parecidíssima com Moore, está tentando engravidar através de inseminação artificial, descobre que possui o gene da doença e consegue impedir que ele fosse repassado aos gêmeos que ela vêm a conceber. Sua outra filha, Lydia (Kristen Stewart), que no início do longa está distante da mãe em função do seu trabalho de atriz, vai se aproximando e termina o longa como a principal companhia da mãe, que devido a doença, só consegue viver o momento. Aliás a beleza e atuação de Stewart nesse drama estão surpreendentes.

Este filme merecidamente coroou Julianne Moore como Melhor Atriz recentemente no Oscar 2015, além de ter ganhado o Globo de Ouro, o SAG Awards e o BAFTA, as principais premiações da temporada. Ela entrega uma atuação primorosa, muito verdadeira e corajosa. Os coadjuvantes também estão muito bem, fazendo com o público possa se identificar com suas personalidades tão diversificadas, que comprovam que cada ser humano é único. Deve ser visto por médicos, pacientes e especialmente familiares que tem que conviver com um paciente diagnosticado com Alzheimer.

Poster de PARA SEMPRE ALICE (Still Alice, 2014) de Richard Glatzer e Wash Westmoreland

Poster de PARA SEMPRE ALICE (Still Alice, 2014) de Richard Glatzer e Wash Westmoreland

FICHA TÉCNICA

Para Sempre Alice (Still Alice)

Lançamento: 12/03/2015

Gênero: Drama

Duração: 101 min

Origem: Estados Unidos

Direção: Richard Glatzer, Wash Westmoreland

Roteiro: Richard Glatzer, Wash Westmoreland

Elenco: Julianne Moore, Alec Baldwin, Kristen Stewart, Hunter Parrish, Kate Bosworth

Distribuidor: Diamond Films Brasil

Classificação: 14 anos

O filme será exibido novamente em Fortaleza nesta quinta-feira, 05/03 no Cinépolis do Shopping RioMar Fortaleza, às 19h30m. Posteriormente deve estrear no circuito em 12/03.

Confira o trailer de Para Sempre Alice:

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O TRADICIONAL CINEMA DE ARTE AGORA EM NOVA CASA

É momento de celebrar. O Cinema de Arte, que tantas alegrias e benefícios culturais trouxe ao longo de mais de 50 anos de atividade em Fortaleza, está de volta, depois de um hiato de cerca de três meses. E em nova casa, agora nas bem equipadas salas do grupo Cinépolis, no Shopping RioMar. Os horários das sessões são semelhantes aos adotados anteriormente: sábado, às 10h20; domingo, às 12h; e de segunda a sexta-feira, às 19h30. A fim de comemorar este novo retorno, acontecerá ao longo da semana uma Mostra Expectativa 2015, com filmes que estrearão mais adiante, e que poderão ser conferidos com antecedência. São eles: Para Sempre Alice (dia 5), Mapas Para as Estrelas (dia 6), Sr. Kaplan (dia 7), A Família Bélier (dia 8), 118 Dias (dia 9), O Segredo das Águas (dia 10) e Sinfonia da Necrópole (dia 11). Leia abaixo detalhes dos filmes que serão exibidos

Alec Baldwin e Julianne Moore em PARA SEMPRE ALICE (2014), de Richard Glatzer e Wash Westmoreland

Alec Baldwin e Julianne Moore em PARA SEMPRE ALICE (2014), de Richard Glatzer e Wash Westmoreland

Vencedor do Oscar de melhor atriz para Julianne Moore, Para Sempre Alice conta a história de uma respeitada professora de Linguística que começa a esquecer as palavras e é diagnosticada como tendo o Mal de Alzheimer. A partir desse momento, sua vida e de sua família (ela tem um marido e três filhos adultos) passa por um turbilhão de emoções e de novas e não tão felizes perspectivas para o futuro. Os diretores estreantes (Glatzer e Westmoreland) não se incomodam em carregar nas tintas dramáticas, o que não deixa de ser bem-vindo para quem é fã de um bom melodrama. O elenco de apoio é de respeito e inclui Alec Baldwin, Kristen Stewart e Kate Bosworth.

Veja o trailer

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PARA SEMPRE ALICE (Still Alice, EUA/França, 2014), de Richard Glatzer e Wash Westmoreland. Com Julianne Moore, Alec Baldwin, Kristen Stewart, Kate Bosworth, Shane McRae, Hunter Parrish, Seth Gilliam, Stephen Kunken, Erin Drake, Daniel Gerroll. 101 min. Diamond Filmes. 12 anos.

Julianne Moore em MAPAS PARA AS ESTRELAS (2014), de David Cronenberg

Julianne Moore em MAPAS PARA AS ESTRELAS (2014), de David Cronenberg

No mesmo ano em que atuou no filme que lhe deu o Oscar, Julianne Moore esteve em uma obra de um dos cineastas mais originais e criativos da atualidade, o canadense David Cronenberg. Em Mapas para as Estrelas, ele nos apresenta a uma família de Hollywood um tanto fora do comum: um pai que é técnico motivacional e faz dinheiro com livros de autoajuda (John Cusack), uma mãe (Olivia Williams) que passa a maior parte do tempo cuidando da carreira de seu filho (Evan Bird), um astro mirim de 13 anos que acabou de voltar de uma clínica de reabilitação. Assim como a filha (Mia Wasikowska), que esteve presa em um sanatório por piromania criminosa. No meio de tudo isso, entra em cena Julianne Moore como uma atriz que deseja filmar um remake do filme que fez sua mãe famosa na década de 1960. É ver e esperar o que essa química provoca. Em papel menor, Robert Pattinson, que foi protagonista do trabalho anterior de Cronenberg (Cosmópolis, 2012).

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MAPAS PARA AS ESTRELAS (Maps to the Stars, Canadá/EUA/Alemanha/França, 2014), de David Cronenberg. Com Julianne Moore, Mia Wasikowska, John Cusack, Evan Bird, Olivia Wiliams, Robert Pattinson, Kiara Glasco, Sarah Gadon, Dawn Greenhalgh, Jonathan Watton. 111 min. Paris Filmes. 16 anos.

Néstor Guzzini e Hector Noguera em SR. KAPLAN (2012), de Alvaro Brechner

Néstor Guzzini e Hector Noguera em SR. KAPLAN (2014), de Alvaro Brechner

Em geral, os filmes uruguaios que chegam ao Brasil têm se mostrado bastante criativos e simpáticos. Sr. Kaplan é provavelmente mais um engrossar a ilustre lista, ao nos apresentar a um senhor judeu de 70 anos de idade que se recusa a aceitar que está velho. Na verdade, ele passa a ter ideias cada vez mais mirabolantes. Põe na cabeça que o dono de um restaurante local é na verdade um nazista disfarçado, e que ele deve ser capturado. Tanto Néstor Guzzini quanto Hector Noguera ganharam o prêmio de atuação no Festival de Cinema Latino-Americano de Biarritz.

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SR. KAPLAN (Mr. Kaplan, Espanha/Uruguai/Alemanha, 2014), de Álvaro Brechner. Com Héctor Noguera, Néstor Guzzini, Rolf Becker, Nídia Telles, Nuria Fló, Leonor Svarcas, Gustavo Saffores, Hugo Piccinini, Cesar Jourdan, Jorge Bolani, Augusto Mazzarelli. 98 min. Pandora. Classificação a definir.

Louane Emera em A FAMÍLIA BÉLIER (2014), de Eric Lartigau

Louane Emera em A FAMÍLIA BÉLIER (2014), de Eric Lartigau

É comum de se ver em filmes franceses um interesse por dramas familiares que se passam em cenários idílicos, valorizando tanto as palavras quanto as imagens da natureza. Mas o que dizer de um filme que mostra uma garota que é filha de pais surdos-mudos e que descobre que tem o dom de cantar? Na família, a jovem Paula (Louane Emera) funciona como intérprete dos pais no cotidiano. Depois que descobre que pode ser uma grande cantora, vê que tem que se preparar para uma nova opção de vida, isto é, provavelmente teria que se afastar dos pais. A Família Bélier tem cara de ser uma comédia dramática leve e singela.

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A FAMÍLIA BÉLIER (La Famille Bélier, França/Bélgica, 2014), de Eric Lartigau. Com Karin Viard, François Damiens, Eric Elmosnino, Louane Emera, Roxane Duran, Ilian Bergala, Luca Gelberg, Mar Sodupe, Stéphan Wojtowicz, Jérôme Kircher, Bruno Gomila. 100 min. Paris Filmes. 12 anos.

Gael García Bernal em 118 DIAS (2014), de Jon Stewart

Gael García Bernal em 118 DIAS (2014), de Jon Stewart

Jon Stewart é uma das figuras mais respeitadas dos Estados Unidos. Comediante, ator, escritor e apresentador do Daily Show, programa de conteúdo político, Stewart foi ganhando prestígio por seu discurso crítico à administração de Bush. Foi também anfitrião de duas edições do Oscar. 118 Dias é a sua estreia como diretor de cinema e o tema não poderia ser diferente: política. O filme acompanha a trajetória dolorosa do jornalista iraniano-canadense Mazier Bahari (Gael García Bernal), que, ao cobrir as eleições presidenciais de 2009 no Irã, é preso, torturado e interrogado por mais de 100 dias pelas autoridades locais. O filme é baseado em fatos reais e Mazier Bahari havia sido entrevistado no Daily Show.

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118 DIAS (Rosewater, EUA, 2014), de Jon Stewart. Com Gael García Bernal, Kim Bodnia, Dimitri Leonidas, Haluk Bilginer, Shohreh Aghdashloo, Golshifteh Farahani, Claire Foy, Amir El-Masry, Nasser Faris. 103 min. Diamond Filmes. 14 anos.

Nijiro Murakami e Jun Yoshinaga em O SEGREDO DAS ÁGUAS (2014), de Naomi Kawase

Nijiro Murakami e Jun Yoshinaga em O SEGREDO DAS ÁGUAS (2014), de Naomi Kawase

Naomi Kawase tem uma trajetória até que bastante extensa, tendo dirigido filmes desde o início dos anos 1990, sendo que a maioria é composta por documentários. O Segredo das Águas é o seu sétimo longa de ficção e o primeiro a estrear comercialmente no Brasil. Muito provavelmente só chegou por causa da Palma de Ouro de melhor direção para Kawase, trazendo curiosidade pelo filme e consequentemente pela obra da diretora. A história se passa na ilha de Amami, lugar onde os habitantes vivem em harmonia e acreditam que há um deus em cada árvore, pedra ou planta. Numa noite de verão, o jovem Kaito descobre o corpo de um homem no mar e sua amiga Kyoko faz questão de ajudá-lo a desvendar o mistério. O Segredo das Águas é um filme sobre vida, morte e amor.

Veja o trailer

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O SEGREDO DAS ÁGUAS (Futatsume no Mado, Japão/Espanha/França, 2014), de Naomi Kawase. Com Nijiro Murakami, Jun Yoshinaga, Miyuki Matsuda, Tetta Sugimoto, Makiko Watanabe, Jun Murakami, Hideo Sakaki, Sadae Sakae, Kazurô Maeda. 121 min. California. 14 anos.

Eduardo Gomes e Luciana Paes em SINFONIA DA NECRÓPOLE (2014), de Juliana Rojas

Eduardo Gomes e Luciana Paes em SINFONIA DA NECRÓPOLE (2014), de Juliana Rojas

Juliana Rojas é conhecida por lidar com o gênero horror em suas obras. Em seu primeiro longa-metragem solo, depois de dividir os créditos com Marco Dutra em Trabalhar Cansa (2011),  ela decidiu fazer uma comédia musical com uma história de amor embutida, mas não sem incluir elementos macabros. Sinfonia da Necrópole conta a história de Deodato (Eduardo Gomes), um rapaz que começa a trabalhar em um cemitério, mas que é muito sensível e costuma desmaiar ao ver os cadáveres e tudo o mais. O que ele não esperava é que dentro daquele ambiente mórbido ele encontraria o amor na forma de uma mulher, Jaqueline (Luciana Paes), que chega para coordenar uma reforma no cemitério, a fim de que o lugar possa abrigar mais mortos. O ideal é ir ver o filme preparado para as boas e divertidas sequências musicais.

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SINFONIA DA NECRÓPOLE (Brasil, 2014), de Juliana Rojas. Com Eduardo Gomes, Luciana Paes, Paulo Jordão, Germano Melo, Adriana Mendonça, Luís Mármora, Augusto Pompeo, Antonio Velloso, Hugo Villavicenzio. 85 min. Vitrine. 12 anos.

OSCAR-2015 – BIRDMAN GANHA EM PREMIAÇÃO POLÊMICA

Com transmissão para mais de 100 países, a entrega do 87º Oscar da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood prometeu ser uma das mais empolgantes de sua história, mas não foi bem assim. O apresentador, John Patrick Harris, não saiu da bobagem, foi infeliz ao referir-se a Oprah Winfrey e Edward Snowden e contou piadas sem a menor graça. A disputa não teve nada de acirrada entre Boyhood – da Infância à Juventude, de Richard Linklatter, e Birdman, de Alejandro González Iñarritu. O cineasta mexicano levou os Oscar de melhor diretor e melhor filme, transformando Boyhood em um enorme perdedor, superado até por mesmo por O Grande Hotel Budapeste

Patrícia Arquette conquistou o único oscar de Boyhood; e Alejandro Gonzalez Iñarritu, vencedor por Birdman

Patrícia Arquette conquistou o único oscar de Boyhood; e Alejandro Gonzalez Iñarritu, vencedor por Birdman

A apresentação, de Neil Patrick Harris, começou com um belo número musical e em seguida cometeu a mancada de comparar Oprah Winfrey com Sniper Americano: o sucesso do filme, segundo ele, se compara a riqueza financeira dela. Imagina! Quvenzhané Wallis, a Indomável Sonhadora anunciou os indicados a melhor ator coadjuvante e o ganhador foi… barbada… J. K. Simmons, por seu papel de um irrascivel professor de música em Whiplash.

Liam Neeson, muito sério como sempre, subiu ao palco para falar de dois dos filmes concorrentes a melhor filme, O Grande Hotel Budapeste e Sniper Americano. Jennifer Lopez e Chris Pine anunciaram o ganhador na categoria de Melhor Figurino: deu, mais uma vez, Milena Canonero, O Grande Hotel Budapeste. Reese Whiterspoon apareceu em seguida e retirou do envelope O Grande Hotel Budapeste como o ganhador da categoria de maquiagem. Channing Tatum apresentou seis jovens talentos que se destacaram como diretores em trabalhos de formação de carreira.

Chietel Ejiofor e Nicole Kidaman anunciaram o melhor filme estrangeiro. E Ida conquistou o seu 60º prêmio em 49 indicações. Destino: Polônia. Maureen O’Hara, Hayao Myizaki, Philip Kaufman, Jean-Claude Carriere, Susan Sarandon e Harry Belafonte ganharam os prêmios humanitários. Chris Evans e Sienna Miller anunciaram o ganhador de melhores efeitos som: Whiplash, segunda estatueta. Sniper Americano, um dos grandes filmes do ano, a filosófica viagem ao sentido do que seja um herói, recebeu o Oscar de melhor mixagem de som. O Oscar de melhor atriz coadjuvante foi entregue a ex-senhora Nicolas Cage, Patricia Arquette. Ela fez um brado à igualdade entre homens e mulheres em Hollywood. Aliás, ela ganhou, por Boyhood, quase todos os prêmios que concorreu em sua categoria.

O Oscar de Melhores efeitos visuais foi para o injustiçado Interestelar, de Christopher Nolan, o melhor filme de 2014, só concorrendo a prêmios técnicos. Os melhores curta e longa de animação foram, respectivamente, Feast e Operação Big Hero, da Disney. O de desenho de produção foi para O Grande Hotel Budapeste, o seu terceiro Oscar. Já o de diretor de fotografia foi entregue a Emmanuel Lubezki, por Birdman, começando a sua jornada rumo ao topo. E Meryl Streep relembrou aqueles que partiram. A Academia não lembrou de José Wilker, mas Globo fez uma boa homenagem com Lázaro Ramos e Arthur Xexeofalando sobre a vida e carreira dele.

Em uma das surpresas da noite, o musical Whiplash conquistou o seu terceiro Oscar, agora na categoria de montagem. Mas, o filme de melhor edição não estava concorrendo: Interestelar. Não houve injustiça, no entanto, com a entrega ao Oscar de documentário para Laura Poitras e seu revelador e necessário Citizenfour, sobre o técnico de informática Edward Snowden, que revelou ao mundo a espionagem internacional promovida pelo governo norte-americano. John Stephens emocionou a todos ao interpretar a canção Glory, do filme Selma, injustiçado pela Academia ao se “esquecer” de indicar também os atores, o diretor, enfim, o filme. E em seguida, Selma conquistou o Oscar de melhor canção. Merecido por seu tom e teor histórico, já que se refere ao trabalho ferrenho de Martin Luther King pela igualdade racial. Mas a minha preferida era I’m not Gonna Miss You, de Glen Campbell, simplesmente emocionante, sobre a dor da perda.

Após Scarlett Johnasson lembrar os 50 anos de A Noviça Rebelde, a festa teve um de seus grandes momentos com Lady Gaga, quem diria, fazendo uma excepcional interpretação de The Sound of Music, de Richard Rodgers, principal canção do filme. Mas aplausos ainda com a  subida de Julie Andrews ao palco para anunciar que O Grande Hotel Budapeste era o concorrente com a melhor trilha sonora, de autoria do francês Alexandre Desplat. Eddie Murphy entregou o Oscar de melhor roteiro a Birdman, o segundo troféu conquistado pela obra de Iñarritu. Oprah Winfred, produtora de Selma, anunciou Graham Moore como o autor do melhor roteiro adaptado com O Jogo da Imitação. Ele fez um emocionante discurso de um não suicida. Corajoso, muito corajoso, cujo ato provou que o suicídio não o caminho, mas a desgraça e o sofrimento.

Os últimos prêmios da noite. O mexicano Alejandro González Iñarritu recebeu o Oscar de melhor diretor, por Birdman. Formou-se o suspense: Boyhood não levaria nada importante ou receberia a estatueta de melhor filme? Antes, ocorreu ainda a entrega aos melhores intérpretes: ator, para Eddie Redmayne, o Stephen Hawkins de A Teoria de Tudo, e melhor atriz, para Julianne Moore, Para Sempre Alice.  Bem, Boyhood, um trabalho brilhante que levou 12 anos para ser feito, contrariando as premiações recebidas nos EUA e no exterior, saiu de cena como um filme menor: não ganhou mais nada. Não vi nada mais injusto desde 1969, quando a Academia desprezou 2001: uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, a maior criação do cinema em toda a sua história, para um reles musical, Oliver!, que hoje ninguém sabe se existe.

A festa do Oscar 2015 será lembrada como uma das premiações mais injustas e que teve em John Patrick Harris um dos seus piores apresentadores. Que saudades de Ellen De Generis…

Confira a premiação.

Melhor Filme
Sniper americano
Birdman
Boyhood: da infância à juventude
O grande hotel Budapeste
O jogo da imitação
Selma
A teoria de tudo
Whiplash

Melhor Diretor
Alejandro González Iñárritu, Birdman
Richard Linklater, Boyhood
Bennett Miller, Foxcatcher: uma história que chocou o mundo
Wes Anderson, O grande hotel Budapeste
Morten Tyldum, O jogo da imitação

Melhor Ator
Steve Carell, Foxcatcher
Bradley Cooper, Sniper americano
Benedict Cumberbatch, o jogo da imitação
Michael Keaton, Birdman
Eddie Redmayne, A Teoria de Tudo

Melhor Ator Coadjuvante
Robert Duvall, O juiz
Ethan Hawke, Boyhood
Edward Norton, Birdman
Mark Ruffalo, Foxcatcher
J K Simmons, Whiplash

Melhor Atriz
Marion Cotillard, Dois dias, uma noite
Felicity Jones, A teoria de tudo
Julianne Moore, Para sempre Alice
Rosamund Pike, Garota exemplar
Reese Witherspoon, Livre

Melhor Atriz Coadjuvante
Patricia Arquette, Boyhood
Laura Dern, Livre
Keira Knightley, O jogo da imitação
Emma Stone, Birdman
Meryl Streep, Caminhos da floresta

Melhor Filme em Língua Estrangeira
Ida (Polônia), de Pawel Pawlikowski
Leviatã (Rússia), de Andrey Zvyagintsev
Tangerines (Estônia), de Zaza Urushadze
Timbuktu (Mauritânia), de Abderrahmane Sissako
Relatos selvagens (Argentina), de Damien Szifrón

Melhor Documentário
O Sal da terra
CitizenFour (2014), de Laura Poitras
Finding Vivian Maier
Last days
Virunga

Melhor Documentário de Curta-Metragem
Crisis Hotline: Veterans Press 1 (EUA), de Ellen Goosenberg Kent e Dana Perry
Joanna
Our curse
The reaper (La Parka)
White Earth

Melhor Animação
Operação Big Hero (Big Hero 6, 2014, Disney), de Don Hall e Chris Williams
Como treinar o seu dragão 2
Os Boxtrolls
Song of the sea
The Tale of the Princess Kaguya

Melhor Animação de Curta-Metragem
The bigger picture
The dam keeper
Feast (Disney), de Patrick Osborne
Me and my moulton
A single life

Melhor Curta-Metragem
Aya
Boogaloo and Graham
Butter lamp (La lampe au beurre de Yak)
Parvaneh
The phone call (Reino Unido), de Mat Kirkby e James Lucas

Melhor Roteiro Original
Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando BoBirdman
Richard Linklater, Boyhood
E. Max Frye e Dan Futterman, “Foxcatcher
Wes Anderson e Hugo Guinness, O grande hotel Budapeste
Dan Gilroy, O abutre

Melhor Roteiro Adaptado
Jason Hall, Sniper americano
Graham Moore, O Jogo da Imitação
Paul Thomas Anderson, Vício inerente
Anthony McCarten, A teoria de tudo
Damien Chazelle, Whiplash

Melhor Fotografia
Emmanuel Lubezki, Birdman
Robert Yeoman, O grande hotel Budapeste
Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski, Ida
Dick Pope, Sr. Turner
Roger Deakins, Invencível

Melhor Montagem
Joel Cox e Gary D. Roach, Sniper americano
Sandra Adair, Boyhood
Barney Pilling, O grande hotel Budapeste
William Goldenberg, O jogo da imitação
Tom Cross, Whiplash

Melhor Desenho de Produção
O Grande Hotel Budapeste
O jogo da imitação
Interestelar
Caminhos da floresta
Sr. Turner

Melhores Efeitos Visuais
Dan DeLeeuw, Russell Earl, Bryan Grill e Dan Sudick,  Capitão América 2: O soldado invernal
Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett e Erik Winquist, Planeta dos macacos: O confronto
Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould, Guardiões da Galáxia
Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher, Interestelar
Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie e Cameron Waldbauer, X-Men: Dias de um futuro esquecido

Melhor Figurino
Milena Canonero, O Grande Hotel Budapeste
Mark Bridges, Vício inerente
Colleen Atwood, Caminhos da floresta
Anna B. Sheppard e Jane Clive, Malévola
Jacqueline Durran, Sr. Turner

Melhor Maquiagem e Cabelo
Bill Corso e Dennis Liddiard, Foxcatcher
Frances Hannon e Mark Coulier, O Grande Hotel Budapeste
Elizabeth Yianni-Georgiou e David White, Guardiões da Galáxia

Melhor Trilha Sonora
Alexandre Desplat, O Grande Hotel Budapeste
Alexandre Desplat, O jogo da imitação
Hans Zimmer, Interestelar
Gary Yershon, Sr. Turner
Jóhann Jóhannsson, A teoria de tudo

Melhor Canção
“Everything is awesome”, de Shawn Patterson, Uma aventura Lego
Glory“, de John Stephens e Lonnie Lynn, Selma
“Grateful”, de Diane Warren, Além das luzes
“I’m not gonna miss Ca you”, de Glen Campbell e Julian Raymond, Glen Campbell…I’ll be Me
“Lost Stars”, de Gregg Alexander e Danielle Brisebois, Mesmo se nada der certo

Melhor Edição de Som
Alan Robert Murray e Bub Asman, Sniper americano
Martín Hernández e Aaron Glascock, Birdman
Brent Burge e Jason Canovas, O hobbit: A batalha dos cinco exércitos
Richard King, Interestelar
Becky Sullivan e Andrew DeCristofaro, Invencível

Melhor Mixagem de Som
John Reitz, Gregg Rudloff e Walt Martin, Sniper americano
Jon Taylor, Frank A. Montaño e Thomas Varga, Birdman
Gary A. Rizzo, Gregg Landaker e Mark Weingarten, Interestelar
Jon Taylor, Frank A. Montaño e David Lee, Invencível
Craig Mann, Ben Wilkins e Thomas Curley, Whiplash

30º SPIRIT – BOYHOOD, BIRDMAN E O ABUTRE, OS VENCEDORES

Terminou, agorinha, numa área praiana de Santa Mônica, a 30a edição do Independent Spirit Awards, a mais importante premiação do cinema independente de Hollywood.  3 filmes saíram consagrados com 3 estatuetas: Birdman, melhor filme, Boyhood com Richard Linklatter o melhor diretor, e O Abutre e seu realizador, o mexicano Alejandro González Iñarritu. O polonês Ida comprovou o favoritismo e levou o prêmio de melhor filme estrangeiro. O de melhor documentário ficou com o revelador Citizenfour, de Laura Poitras

Não se pode deixar de afirmar que a festa do premiação do Spirit foi surpreendente. Até parece que os votantes estavam com espírito de Cesar, o Oscar francês. A divisão de premiação entre Boyhood e Birdman e Richard Linklatter e Alejandro González Iñarritu fez justiça, complementada também com a presença de O Abutre. Sem dúvida, neste ano, o cinema independente expôs a sua criatividade à prova com uma produção de altíssimo nível, deixando as realizações dos grandes estúdios para trás. Neste domingo, o Oscar terá de render aos independentes. A premiação de Citizenfour representa, acima de tudo, para uma vitória para Edward Snowden, um cidadão do mundo pela coragem como denunciou um caso escabroso – a espionagem internacional pelos EUA.

Confira a premiação.

MELHOR FILME
Birdman – ou a Inesperada Virtude da Ignorância (Birdman, 2014), de Alejandro González Iñarritu

MELHOR DIRETOR
Richard Linklatter, Boyhood – da Infância à Juventude

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Dan Gilroy, O Abutre (Nightcrawler, 2014)

MELHOR ATOR
Michael Keaton, Birdman

MELHOR ATRIZ
Julianne Moore, Para Sempre Alice (Still Alice, 2014)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
J. K. Simmons, Whiplesh

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Patricia Arquette, Boyhood – da Infância à Juventude

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Citizenfour (2014), de Laura Poitras

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Ida (Polônia), de Pawel Pawlikowski

MELHOR PRIMEIRO FILME
O Abutre (Nightcrawler, 2014), de Dan Gilroy

MELHOR PRIMEIRO FILME PARA VER
H (2014), de Rania Attieh e Daniel Garcia

MELHOR PRIMEIRO ROTEIRO
Justin Simien, Dear White People (2014)

MELHOR FOTOGRAFIA
Emmanuel Lubezki, Birdman

MELHOR MONTAGEM
Tom Cross, Whiplash

PRÊMIO JOHN CASSAVETES
Land Ho! (2014), de Aaron Katz e Martha Stephens

PRÊMIO ROBERT ALTMAN
(Para um diretor, a diretora de elenco e o elenco)
Paul Thomas Anderson, Vício Inerente (Inerent Vice, 2014)
Diretora de Elenco – Cassandra Kulukundis
Elenco: Josh Brolin, Martin Donovan, Jena Malone, Joanna Newsom, Joaquin Phoenix, Eric Roberts, Maya Rudolph, Martin Short, Serena Scott Thomas, Benicio Del Toro, Katherine Waterston, Michael Kenneth Williams, Owen Wilson e Reese Witherspoon

PRÊMIO DESTAQUE
Foxcather (2014), de Bennett Miller

PRÊMIO PIAGET PARA PRODUTORES
(E mais 25 mil dólares)
Chad Burris
Elisabeth Holm
Chris Ohlson

Veja o trailer de Vício Inerente.

Imagem de Amostra do You Tube

SAG AWARDS 2015 – CONFIRA OS VENCEDORES

O prêmio do Sindicato de Atores dos EUA entregou na noite do último domingo (25/01) seus anuais prêmios para os melhores atores do cinema e da televisão. Considerado a prévia oficial do Oscar – cerca de 80% dos votantes do prêmio da Academia fazem parte do Sindicato – o SAG Awards deu a Birdman o prêmio de máximo de Melhor Elenco. Downton Abbey e Orange is the New Black venceram Melhor Elenco em Série Drama e Comédia, respectivamente.

Elenco de BIRDMAN (2014) com seus prêmios em mãos.

Elenco de BIRDMAN (2014) com seus prêmios em mãos.

Enquanto parte dos brasileiros torciam pela cearense Melissa Gurgel no concurso do 63º Miss Universo, outra parte acompanhava pelas redes sociais a entrega do SAG Awards 2015. O evento que aconteceu ne Califórinia reuniu as grandes celebridades da temporada e premiou os melhores atores do cinema e da televisão. Os prêmios dos sindicatos são considerados termômetros oficiais do Oscar, porém acontece – mais frequentemente do que alguns recordam – de haver divergências entre os vencedores de ambas as premiações, entenda mais clicando AQUI.

No SAG 2015 Julianne Moore, levou o prêmio de Melhor Atriz por seu papel em Para Sempre Alice – que estreia dia 25 de fevereiro no Brasil. Os coadjuvantes de ouro da temporada também receberam o SAG e estão com o Oscar quase certo: J.K. Simmons por Whiplash: Em Busca da Perfeição e Patricia Arquette, por Boyhood: Da Infância à Juventude. Porém a categoria Melhor Ator esquentou com a vitória do SAG por Eddie Redmayne pelo seu papel como o cientista Stephen Hawking em A Teoria de Tudo. Vários prêmios da crítica, incluindo o Globo de Ouro elegeram Michael Keaton, por Birdman, como Melhor Ator do ano passado, porém agora com o SAG Eddie se mostra tão favorito quanto Keaton na disputa pelo Oscar – desde 2004 que os vencedores da categoria Melhor Ator são os mesmo, no SAG e no Oscar. No entanto, Birdman não saiu de mãos vazias e conseguiu o prêmio de Melhor Elenco.

Eddie Redmayne e seu prêmio por A TEORIA DE TUDO (2014)

Eddie Redmayne e seu prêmio por A TEORIA DE TUDO (2014)

Na televisão, Orange is the New Black venceu a categoria Melhor Elenco em Série de Comédia e a vencedora de 2013 Downton Abbey voltou a vencer na categoria Melhor Elenco de Série Drama.

Confira a lista completa de vencedores do SAG Awards 2015

CINEMA

MELHOR ELENCO
Birdman

MELHOR ATOR
Eddie Redmayne, A Teoria de Tudo

MELHOR ATRIZ
Julianne Moore, Para Sempre Alice

MELHOR ATOR COADJUVANTE
J.K. Simmons, Whiplash: Em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Patricia Arquette, Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ELENCO DE DUBLÊS
Invencível

TELEVISÃO

MELHOR ELENCO SÉRIE EM SÉRIE DRAMA
Downton Abbey

MELHOR ELENCO EM SÉRIE COMÉDIA
Orange is the New Black

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMA
Kevin Spacey, House of Cards

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMA
viola Davis, How to Get Away with Muders

MELHOR ATOR EM SÉRIE COMÉDIA
William H. Macy, Shameless

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE COMÉDIA
Uzo Aduba, Orange is the New Black

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME
Mark Ruffalo, The Normal Heart

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME
Frances McDormand, Olive Kitteridge

MELHOR ELENCO DE DUBLÊS
Game of Thrones

RANKING INTERNACIONAL – BUSCA IMPLACÁVEL 3 no topo

O terceiro filme da franquia estrelada por Liam Neeson, Busca Implacável 3, subiu ao topo do ranking internacional no terceiro fim de semana de 2015, tomando a antiga posição de Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba, agora na terceira colocação, que passou os dois primeiros fins de semana do ano na liderança do ranking. A aventura estrelada por Julianne Moore e Jeff Bridges, O Sétimo Filho, estreou em alguns países mais nesse fim de semana, o que acabou melhorando bastante o seu desempenho no ranking, subindo da sétima para a segunda colocação. Os Pinguins de Madagascar subiram da sexta para a quarta colocação, enquanto Êxodo: Deuses e Reis, caiu da quarta para a quinta, fechando o top cinco.

Liam Neeson, em BUSCA IMPLACÁVEL 3

Liam Neeson, em BUSCA IMPLACÁVEL 3

Aproveitando o desastre de Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba no ranking internacional, a ação Busca Implacável 3 tomou facilmente a primeira colocação, terminando o fim de semana com uma renda de US$ 31,4 milhões, que representa uma queda de aproximadamente 30% em relação ao último fim de semana. No Reino Unido foi onde o filme obteve o melhor desempenho por país, tendo finalizado o domingo com uma renda de cerca de US$ 5,5 milhões que no total acumulado já chega a US$ 19,4 milhões no país. Nas Filipinas, obteve a segunda melhor estreia de um filme da Fox, terminando o fim de semana com uma renda de US$ 2,5 milhões. Nos Estados Unidos, Espanha, Grécia e Portugal, o filme também foi número um nos rankings locais. No total acumulado no mercado internacional, Busca Implacável 3 já chega aos US$ 99 milhões, ainda na sua quarta semana em cartaz no mundo afora.

Cena de O SÉTIMO FILHO

Cena de O SÉTIMO FILHO

Seguindo o arranque de Busca Implacável 3, veio a aventura O Sétimo Filho na segunda colocação, que melhorou bastante o seu desempenho no ranking após estrear na Argentina, no México e na China, nesse fim de semana. O filme terminou o domingo com uma renda de US$ 21,7 milhões, quase três vezes maior que a renda obtida no fim de semana passado, de US$ 8 milhões, quando conseguiu apenas a sétima colocação. No México, o filme foi número um no ranking local terminando o fim de semana de estreia com US$ 2,9 milhões. Na sua quinta semana em cartaz, a aventura já chega aos US$ 60,5 milhões na renda total internacional, ainda com estreia prevista para 22 países.

Ben Stiller, em UMA NOITE NO MUSEU 3: O SEGREDO DA TUMBA

Ben Stiller, em UMA NOITE NO MUSEU 3: O SEGREDO DA TUMBA

Na terceira colocação, ficou a comédia Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba que caiu de forma desastrosa em cerca de 60% em relação ao fim de semana passado, terminando o último com uma renda de apenas US$ 17,8 milhões. Dentre os melhores desempenhos do fim de semana, estão: US$ 4,9 milhões na China, para um total de US$ 39 milhões local, e US$ 1,9 milhões na Rússia, para um total de US$ 9,2 milhões. A única estreia do filme nesse fim de semana foi na Coreia do Sul, onde os filmes nacionais continuam a dominar o ranking local. Com a arrecadação do fim de semana, a renda total acumulada do filme no mercado internacional chega agora aos US$ 180 milhões.

OS PINGUINS DE MADAGASCAR

OS PINGUINS DE MADAGASCAR

Mesmo após dez semanas em cartaz, Os Pinguins de Madagascar não desistiu e voltou a ficar entre os cinco melhores do ranking internacional, terminando o domingo com uma renda de US$ 16,3 milhões. A melhora no desempenho foi devido às estreias da animação em vários países nesse último fim de semana. Sete desses países terminaram o fim de semana com a animação no topo do ranking, como é o caso do Brasil, onde o filme teve o melhor desempenho dentre as estreias desse fim de semana obtendo US$ 5,1 milhões em cerca de 900 cinemas. Outras estreias notáveis foram na Colômbia, com US$ 1,3 milhões, no Peru, com US$ 979 mil, e na América Central, com uma renda de US$ 954 mil. A renda acumulada da animação no mercado internacional chega atualmente aos US$ 225,7 milhões.

Veja o trailer de Os Pinguins de Madagascar:

Imagem de Amostra do You Tube

Na quinta colocação, fechando o top 5 melhores do ranking internacional desse último fim de semana, ficou o épico Êxodo: Deuses e Reis, que mesmo estando em uma posição não tão agradável comparando com o desempenho do filme em suas primeiras semanas em cartaz, não caiu tanto, apenas cerca de 20% em relação ao fim de semana passado. A aventura estrelada por Christian Bale e dirigida por Ridley Scott terminou o fim de semana com uma renda de US$ 10,9 milhões. Na Itália, o filme ficou na primeira posição do ranking local, obtendo uma renda de US$ 3,2 milhões. No Brasil, conseguiu US$ 1,6 milhões, continuando com o melhor desempenho dentre os territórios em que está em cartaz, com uma renda total de US$ 21,2 milhões, seguido da Rússia, com US$ 18,3 milhões. Com o obtido no fim de semana, a renda total acumulada pelo filme no mercado internacional chega a US$ 185,8 milhões, restando apenas o Japão para por fim a sua agenda de estreias, no dia 30 de janeiro.

Confira a tabela com os dez melhores do ranking internacional:

Tabela ranking internacional

Veja o trailer de O Sétimo Filho:

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