JOY: O NOME DO SUCESSO – J. LAW BRILHA EM FILME MENOR

Novo filme do diretor David O. Russell, Joy: O Nome do Sucesso (Joy, 2015), é certamente o seu trabalho mais frágil, mas ainda assim consegue entregar bons momentos, graças principalmente à presença em cena da atriz Jennifer Lawrence

Jennifer Lawrence em JOY: O NOME DO SUCESSO (2015), de David O. Russell

Jennifer Lawrence em JOY: O NOME DO SUCESSO (2015), de David O. Russell

Curioso como a Jennifer Lawrence tem passado de moça querida para moça chata e/ou superestimada para alguns. Mas se não fosse por ela o que seria de Joy: O Nome do Sucesso? Certamente é o mais frágil dos trabalhos de David O. Russell, que já tem uma carreira marcada por altos e baixos, mas que nos últimos anos soube construir filmes com uma galeria de personagens memoráveis e bem interessantes. Sem falar no elenco caprichado e na trilha sonora de muito bom gosto.

Na terceira parceria com o cineasta, depois dos premiados O Lado Bom da Vida (2012) e Trapaça (2013), Jennifer Lawrence segue na frente no papel-título e os demais coadjuvantes aparecem apagados, mesmo tendo no elenco Robert De Niro, Bradley Cooper e Isabella Rossellini. O filme é uma ode à capacidade humana de vencer os obstáculos. Apesar do tom agridoce, é uma história real de superação e conquista de alguém que veio de uma classe pouco privilegiada, mas que conseguiu o sucesso graças à sua criatividade.

Cena de JOY: O NOME DO SUCESSO

Cena de JOY: O NOME DO SUCESSO

Joy conta a história de Joy Mangano, uma jovem mulher que mora com a mãe depressiva e viciada em telenovelas (Virginia Madsen), o ex-marido (Édgar Ramírez) e os filhos em uma casa em estado precário. Como se não bastasse, o pai (De Niro) também aparece para compor o ambiente, depois de ser dispensado pela namorada. Diante desse caos, e tendo que trabalhar para manter a todos, Joy tem uma ideia: criar um esfregão prático que até então não existia nos Estados Unidos. O problema estava em conseguir espaço para vender o produto, além de também ter que ter muito cuidado com advogados e empresários corruptos.

Desde o começo vemos que estamos diante de uma obra menor, mas também vemos o quanto o filme deve à força e à presença de cena de Jennifer Lawrence, que confere autenticidade à personagem. Além do mais, além da ótima reconstituição de época (anos 70), há momentos particularmente emocionantes, como a primeira apresentação de Joy de seu produto em um canal especializado em venda de objetos. Também muito legal quando Bradley Cooper entra em cena, embora o papel dele seja menos importante do que se esperava.

Cena de JOY: O NOME DO SUCESSO

Cena de JOY: O NOME DO SUCESSO

O filme, porém, tem uma fragilidade na estrutura, principalmente no modo como se encerra, no final, deixando a dúvida se houve uma intenção deliberada de tornar as últimas cenas pouco realistas, de modo a destoarem do todo, ou se é falha mesmo. De todo modo, ficou feio. Ainda assim, Joy tem uma série de momentos bonitos, como o dueto de J. Law com Ramírez cantando “Something stupid” e as tantas vezes que grandes canções de artistas como Rolling Stones, Buffalo Springfield, Bruce Springsteen, Bee Gees, Elvis Presley, entre outros, aparecem na trilha. Quer dizer, como DJ, O. Russell continua excelente.

Joy: O Nome do Sucesso concorre ao Oscar na categoria de melhor atriz (Jennifer Lawrence).

Pôster de JOY: O NOME DO SUCESSO (Joy, 2015), de David O. Russell

Pôster de JOY: O NOME DO SUCESSO (Joy, 2015), de David O. Russell

Título: Joy: O Nome do Sucesso (Joy)

Estreia: 21/01/2016

Gênero: Drama, Comédia, Biografia

Duração: 124 min.

Origem: EUA

Direção: David O. Russell

Roteiro: David O. Russell

Distribuidor: Fox Filmes

Classificação: 10 anos

Ano: 2015

 

 

Assista ao trailer de Joy: O Nome do Sucesso.

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PEGANDO FOGO – A SEGUNDA CHANCE DE UM CHEFE DE COZINHA

Sem ter a simpatia do público, o drama Pegando Fogo (Burnt, 2015), de John Wells, tenta emocionar com a história dos bastidores de um restaurante de elite e sobre a autoconfiança de um chefe de cozinha arrogante que tem a obsessão de retomar a fama perdida

Bradley Cooper e Sienna Miller em cena de PEGANDO FOGO (Burnt, 2015) de John Wells

Bradley Cooper e Sienna Miller em cena de PEGANDO FOGO (2015) de John Wells

O filme começa apresentando Adam Jones (Bradley Cooper) pagando uma autopenitencia de abrir um milhão de ostras em Nova Orleans, após levar uma vida errante como chefe de cozinha na badalada Paris, o que acabou afetando a sua carreira promissora. Seu restaurante perdeu o prestígio entre os críticos e agora Adam tenta dar a volta por cima e retomar o estrelato. Ele já fora vencedor de duas estrelas Michelin, no entanto, seu envolvimento com álcool, drogas, bem como seu temperamento explosivo, comprometeram sua carreira, que foi ladeira abaixo.

Após o período de isolamento em Nova Orleans, ele parte para Londres disposto a recomeçar a carreira e conquistar a sonhada terceira estrela no badalado guia Michelin de restaurantes. Para recuperar sua própria cozinha e ganhar a almejada terceira estrela Michelin, ele monta uma equipe dos sonhos com os melhores cozinheiros do ramo, entre eles a culinarista Helene (Sienna Miller), por quem se apaixona. Para tanto ele conta com a ajuda de Tony (Daniel Brühl), que gerencia um restaurante na capital britânica, e recruta uma equipe de velhos conhecidos.

Desde 2008 o longa tentava sair do papel. Talvez o roteiro sem um propósito claro, tenha servido para adiar a produção, que por mais bem realizada que seja, não leva a lugar algum, a não ser para mostrar a rotina de um chefe de cozinha, o que já foi muito mostrado no cinema. A tradução do filme vende de forma errada o filme, que trata basicamente de obsessão e autoconfiança, sendo que seria melhor aproveitado caso fosse uma comédia romântica.

Poster de PEGANDO FOGO (Burnt, 2015) de John Wells

Pôster de PEGANDO FOGO (Burnt, 2015), de John Wells

Título: Pegando Fogo (Burnt)

Estreia: 10/12/2015

Gênero: Comédia

Duração: 101 min.

Origem: Estados Unidos

Direção: John Wells

Roteiro: Michael Kalesniko, Steven Knight

Distribuidor: Paris Filmes

Ano: 2015

 

 

Segue o trailer de Pegando Fogo:

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Semana 44 – PERDIDO EM MARTE

Em mais um final de semana de bilheterias fraquíssimas, a sci-fi Perdido em Marte continuou levando a melhor e liderou o ranking novamente. Principais estréias da semana, Pegando Fogo e Especialista em Crise registraram arrecadações pífias e se tornaram pontos baixos das carreiras de Bradley Cooper e Sandra Bullock

Cena de PERDIDO EM MARTE

Cena de PERDIDO EM MARTE

Pela segunda vez consecutiva, a sci-fi Perdido em Marte foi a campeã das bilheterias norte-americanas. De volta ao topo da lista dos mais rentáveis na semana passada devido ao fraco desempenho das estreias, o filme de Ridley Scott se beneficiou novamente da falta de interesse do público pelas novidades em cartaz nas telonas locais e conseguiu manter sua posição, agora com um faturamento de US$ 11,40 milhões. Ao todo, Perdido em Marte acumula uma renda de ótimos US$ 182,80 milhões, o que o deixa a um passo de se tornar a maior bilheteria da carreira de Scott, superando os US$ 187,70 milhões obtidos por Gladiador.

Na esquerda, cena de GOOSEBUMPS e na direita cena de PONTE DOS ESPIÕES

Na esquerda, cena de GOOSEBUMPS e na direita cena de PONTE DOS ESPIÕES

Em segundo e terceiro lugar, também mantendo as suas colocações, estão a comédia de terror Goosebumps: Monstros e Arrepios e o thriller Ponte dos Espiões, que faturaram respectivamente US$ 10,21 milhões e US$ 8,06 milhões. Em três semanas Goosebumps soma uma bilheteria de US$ 57,10 milhões, encostando assim em seu orçamento (US$ 58 milhões), enquanto que Ponte dos Espiões soma no mesmo período US$ 45,20 milhões.

Cena de HOTEL TRANSILVÂNIA 2

Cena de HOTEL TRANSILVÂNIA 2

Na sequência do ranking aparece a animação Hotel Transilvânia 2, que fez US$ 5,83 milhões e subiu da quinta para a quarta posição. No total, o longa animado detém uma renda de US$ 156 milhões, já superando dessa forma os números do filme original, que encerrou sua trajetória nos cinemas norte-americanos com US$ 148,31 milhões.

Banner internacional de PEGANDO FOGO (2015), de John Wells

Banner internacional de PEGANDO FOGO (2015), de John Wells

O quinto lugar coube ao drama estreante Pegando Fogo (Burnt), que, com projeções de abertura apontando para modestos US$ 7 milhões, não conseguiu chegar a tanto e encerrou o final de semana com apenas US$ 5,03 milhões arrecadados, o que representa o terceiro fracasso seguido do ator Bradley Cooper, que neste ano já amargou os péssimos desempenhos de Serena e Sob o Mesmo Céu. É um filme pequeno e nós não gastamos muito dinheiro nele, mas obviamente nós esperávamos mais, declarou à Variety o presidente de distribuição da Weinstein Company, Erik Lomis, sobre a performance de Pegando Fogo, cujo orçamento é estimado em US$ 20 milhões. No Brasil, o filme chega aos cinemas no dia 3 de dezembro.

Banner internacional de ESPECIALISTA EM CRISE (2015), de David Gordon Green

Banner internacional de ESPECIALISTA EM CRISE (2015), de David Gordon Green

Mais abaixo, na oitava colocação, está outra novidade, a dramédia Especialista em Crise (Our Brand is Crisis), que foi outro filme que decepcionou bastante ao faturar nos seus três primeiros dias míseros US$ 3,43 milhões, transformando-se na pior abertura da carreira da atriz Sandra Bullock. Nós estamos orgulhosos do filme, nós tínhamos expectativas maiores e nós estamos obviamente desapontados, disse também à Variety Jeff Goldstein, vice-presidente de distribuição da Warner, estúdio que por sinal não está tendo um bom ano, tendo em vista que Terremoto: A Falha de San Andreas e Mad Max: Estrada da Fúria foram os seus únicos filmes a alcançar à marca de US$ 100 milhões em bilheteria em 2015. Especialista em Crise tem estreia no Brasil agendada para o dia 31 de março de 2016.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

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Assista ao trailer de Pegando Fogo:

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LIVROS INTRÍNSECOS – NO CINEMA, OS AUTORES QUE CONCEDEM NOVOS CAMINHOS I

John Green, Gillian Flynn, Ron Rash e Michael Lewis. Eles são jornalistas, professores, graduados em religião e integram o time de escritores que, dentre outros, concedem caminhos diversos à literatura dos EUA. E algumas de suas obras já estão na linguagem cinematográfica. Selecionei de cada autor, uma criação de cada adaptada para a tela grande e lançada aqui no Brasil pela Editora Intrínseca. Cidades de Papel, de John Green, Lugares Escuros, de Gillian Flynn, Serena, de Ron Rash, e O Homem que Mudou o Jogo, de Michael Lews, são alguns desses romances destacados pela crítica literária e o público. Esta primeira parte do artigo trata das obras de Green e Rash

Cara Delevingne e Nat Wolff em CIDADES DE PAPEL(2015), de Jake Schreier: segundo romance de John Green no Cinema

Cara Delevingne e Nat Wolff em CIDADES DE PAPEL (2015), de Jake Schreier: segundo romance de John Green no Cinema

Depois do sucesso de A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars) -, eis que Cidades de Plapel (Paper Towns), o mais recente romance de John Green, 48, chega simultaneamente às livrarias e ao cinema. O livro é um sucesso nas livrarias do Brasil. Os 2 romances foram lançados por aqui pela Editora Intrínseca, que no ano passado relançou outra obra do autor, John Green, Quem é Você, Alaska? (Looking for Alaska).

Ambientado na Flórida, mais propriamente na cidade de Orlando, nos EUA, Cidades de Papel se desdobra entre o romance e o mistério. Os personagens centrais são adolescentes. Ele, Quentin Jacobsen, ela Margo Roth Spielgeman. Crianças, criaram uma sólida relação de amizade, brincadeiras e andavam de bicicleta. Passados os anos, agora adolescentes, ele continua apaixonado e ela parece não estar nem aí. Até uma noite em que, vestida de ninja, ela adentra o seu quarto pela janela, chama-o para uma aventura de vingança. Na madrugada retornam e, no dia seguinte, quando estava certo de que ela iria se reaproximar, na escola ela não aparece – e nem nos dias seguintes. Aí ele resolve procura-la seguindo pistas que, parecem, propositadamente deixadas por ela.

Se o livro é um sucesso nos EUA e no Brasil, o filme nem tanto. O livro -, , diferentemente no Brasil, onde fez um relativo sucesso ao levar 1,6 milhão de espectadores aos cinemas.

NÚMEROS
A Culpa é das Estrelas
Livro – 639.502 exemplares vendidos no Brasil
Filme – Orçamento de US$ 30 milhões; US$124,8 milhões arrecadados nas bilheterias dos cinemas dos EUA e mais 182,3 no mercado internacional

Cidades de Papel
Livro
EUA – Vencedor do Prêmio Edgar de Melhor Romance de Mistério de 2009; Livro do ano do Boolist,School Library Journal e da VOYA;
Brasil – – Atualmente, ocupa o terceiro lugar no Ranking da revista Veja, no qual John Green ocupa, ainda, o 14º posto entre os 20 Mais com Quem é Você, Alaska?
Confira no site de Veja > http://veja.abril.com.br/livros_mais_vendidos/
Filme
EUA – Custo foi de US$ 12 milhões, obteve receita de ínfima bilheteria de US$ 30 milhões;
Brasil – Visto por 1,6 milhão de espectadores

CRÍTICAS

A prosa de Green é impressionante – de gírias e palavrões hilários e intelectuais a filosofias complexas e observações verdadeiras e devastadoras
School Library Journal, EUA

Green, numa abordagem adorável, apresenta um menino inteligente e sua maneira de amar. Cidades de Papel tem diálogos reais – e muito engraçados -: um mistério intrincado, porém crível, e personagens secundários encantadores
Kirkus Review, EUA

Então, é pegar o livro e devorá-lo, e, caso queira ver como é o filme em relação à sua adaptação, pegue-o nas locadoras.

CIDADES DE PAPEL
Paper Town, 2008
Autor: John Green
Tradução: Juliana Romeiro
Editora Intrínseca
Páginas: 368
Impresso: R$ 34,90
E-book: 19,90

SERENA

Jenniofer Larence e Bradley Cooper em SERENA (2014), de Susanne Bier: fracasso nos cinemas

Jenniofer Larence e Bradley Cooper em SERENA (2014), de Susanne Bier: fracasso nos cinemas

Ao contrário do muitos pensam, a princípio, não se trata da biografia da famosa tenista. Finalista do prêmio PEN/Faulkner Award-2009 de ficção, o romance Serena, 4º romance de Ron Rash, também poeta e autor de contos, foi eleito o melhor livro do ano pelo The New York Times, The Washington Post, San Francisco Chronicle, Chicago Tribune e Miami Herald, entre outros. E por que tamanha louvação ao livro? Ambientado na Carolina do Norte na época da Grande Depressão (os anos de 1930), faz a devastadora exposição de como uma família sucumbe perante a ambição, o ciúme e a busca da glória. O retrato perfeito de uma época marcada por uma crise econômica sem precedentes.

Basicamente, a narrativa centra a sua ação em um casal, George Pemberton e Serena Shaw. Eles chegam ao Estado com a missão de aumentar a fortuna derrubando, se possível, todas as árvores nas quais puserem os olhos, mas, surpreendidos pela transformação da área em um parque nacional, parte para a retaliação, fazendo de tudo para barrar o projeto e, incluindo até mesmo um ao outro. Vai sobrar, também, para uma outra família, a Harmon, cuja filha, grávida de Pemberton, será o alvo direto de Serena. Paixão e ódio convivem, intrinsecamente, na mulher altiva e de ambição sem limites.

E o filme? Bem, foi um desastre. E o mais surpreendente, negativamente, é que tinha tudo para ser uma obra arretada. No elenco, Jennifer Lawrence e Bradley Cooper (a dupla de O Lado Bom da Vida/2012, Trapaça/2013, e que está junto novamente no ainda inédito Joy) e a direção da dinamarquesa Susanne Bier, de obras viscerais como Depois do Casamento (2006) e Em um Mundo Melhor (2010), pelo qual ganhou o Oscar  e o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, além de um passaporte para trabalhar em Hollywood. Serena seria o filme para consagrá-la, mas foi um fracasso de público. O vexame foi tão grande que o estúdio Magnólia o lançou em seguida no mercado de vídeo e, pior ainda, não obteve comprador para o exterior. No Brasil, encontra-se disponível em DVD.

NÚMEROS DE SERENA
Livro
EUA – 34º na lista do The New York Times
Filme
EUA – nos cinemas, sequer rendeu 180 mil dólares

CRÍTICAS
Já o livro…

Arrebatador e de tirar o fôlego. Um dos maiores romances norte-americanos
The New York Times.

Desde o início surpreendente, a violência aumenta com a tensão. Uma história impressionante sobre a ganância voraz na época da Depressão
Revista People

Escrita com maestria, Serena é uma obra devastadora em seu retrato do que os seres humanos são capazes
San Francisco Chronicle

Leia mais sobre o livro Serena.

SERENA
EUA, 2008
Autor: Ron Marsh
Tradução Cláudio Carina
Editora Intrínseca
Ano: 2015
Páginas: 320
Impresso: R$ 39,90
E-book: R$ 24,90

Veja o trailer de Serena.

 

Semana 22 – Terremoto: A Falha de San Adreas

Filme-desastre estrelado por Dwayne Johnson fez bonito em sua estreia e se tornou um marco na carreira do ator. Enquanto isso, a dramédia Sob o Mesmo Céu, não emplacou e acabou se tornando um dos fracassos da temporada de verão

Banner internacional de TERREMOTO: A FALHA DE SAN ADREAS (2015), de Brad Peyton

Banner internacional de TERREMOTO: A FALHA DE SAN ADREAS (2015), de Brad Peyton

Conforme o esperado, o filme-desastre Terremoto: A Falha de San Adreas (San Adreas) abalou as estruturas da concorrência e estreou direto no topo das bilheterias norte-americanas. Lançado em 3.777 salas de cinema dos Estados Unidos e Canadá na última sexta-feira, 29, o longa estrelado por Dwayne Johnson (franquia Velozes e Furiosos) fez um sucesso estrondoso junto ao público e nos seus três primeiros dias em cartaz arrecadou empolgantes US$ 53,21 milhões, valor que superou bastante as expectativas de mercado (as estimativas apontavam para um faturamento de US$ 40 milhões) e que ainda transformou a produção na maior abertura de um filme com Johnson no papel principal, ultrapassando os números de G.I. Joe: Retaliação (US$ 40,50 milhões). E por falar em Dwayne Johnson, foi ao ator que o presidente de distribuição da Warner, Dan Fellman, atribuiu o sucesso de Terremoto. Dwayne Johnson é um grande astro de cinema e ele está ganhando reconhecimento no momento, então nós tivemos a sorte de tê-lo na hora certa, disse Fellman ao Deadline. Terremoto: A Falha de San Adreas já está em exibição nos cinemas brasileiros.

Cena de A ESCOLHA PERFEITA 2

Cena de A ESCOLHA PERFEITA 2

Em um distante segundo lugar aparece a comédia musical A Escolha Perfeita 2, que fez US$ 14,38 milhões, o que representa uma perda de 53% em relação ao último final de semana. No total, o filme detém uma bilheteria de ótimos US$ 147,54 milhões no mercado norte-americano, resultado que equivale a mais que o quíntuplo do seu orçamento.

Na esquerda, cena de TOMORROWLAND e na direita cena de MAD MAX

Na esquerda, cena de TOMORROWLAND e na direita cena de MAD MAX

Na sequência do ranking vem a sci-fi juvenil Tomorrowland, que após uma estreia desanimadora na semana passada, levou um tombo de 58% e faturou US$ 13,80 milhões, quantia que lhe garantiu por muito pouco uma vitória sobre o longa de ação Mad Max: Estrada da Fúria, que obteve US$ 13,62 milhões e ocupou a quarta posição. Ao todo, Tomorrowland acumula uma renda de US$ 63,18 milhões, enquanto que Mad Max soma US$ 115,91 milhões.

Robert Downey Jr. como Tony Stark em cena de OS VINGADORES: ERA DE ULTRON

Robert Downey Jr. como Tony Stark em cena de OS VINGADORES: ERA DE ULTRON

O quinto lugar coube novamente à aventura Os Vingadores: Era de Ultron, que dessa vez registrou uma queda de 49% e arrecadou US$ 10,92 milhões. No acumulado, o longa da superquipe de heróis da Marvel contabiliza um faturamento de US$ 427,07 milhões, de longe a maior bilheteria do ano até o momento no mercado norte-americano.

Banner internacional de SOB O MESMO CÉU (2015), de Cameron Crowe

Banner internacional de SOB O MESMO CÉU (2015), de Cameron Crowe

Mais abaixo, na sexta colocação, está a segunda maior estreia da semana, a dramédia Sob o Mesmo Céu (Aloha), que mesmo tendo a seu favor um elenco estrelar (que inclui Bradley Cooper, Emma Stone e Rachel McAdams) não animou muito o público e terminou por encerrar seu primeiro fim de semana com US$ 10 milhões, desempenho que ficou dentro das expectativas dos executivos da Sony, mas que não chega a ser de fato animador, tendo em vista que estamos em plena temporada de verão, época em que se espera resultados bem maiores dos filmes que entram em cartaz. Sob o Mesmo Céu tem lançamento no Brasil agendado para o dia 11 de junho.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

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Assista ao trailer de Terremoto: A Falha de San Adreas.

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RANKING INTERNACIONAL – CINQUENTA TONS DE CINZA segue em primeiro

O romance Cinquenta Tons de Cinza manteve a liderança do ranking internacional nesse fim de semana do Oscar com uma grande folga em relação ao segundo colocado Kingsman: Serviço Secreto que obteve uma renda cerca de duas vezes menor. Aproveitando a queda de O Destino de Júpiter, a animação Bob Esponja: Um Herói Fora D’Água subiu para a terceira colocação mantendo-se seguro entre os cinco primeiros colocados. Sniper Americano e Operação Big Hero fecharam o top 5 na quarta e quinta posições, respectivamente.

Cena de CINQUENTA TONS DE CINZA

Cena de CINQUENTA TONS DE CINZA

Pela segunda vez consecutiva, Cinquenta Tons de Cinza liderou as bilheterias cobertas pelo site Cinema e Artes: Brasil, Internacional e Estados Unidos. O romance segue firme nos três rankings, tendo obtido, no mercado internacional, uma renda de US$ 68,1 milhões nesse último fim de semana, mais que o dobro da arrecadação obtida pelo segundo colocado, Kingsman: Serviço Secreto. Cinquenta Tons de Cinza já acumula US$ 280 milhões em sua renda total nas bilheterias internacionais, tendo se tornado nesse último fim de semana o primeiro filme a ultrapassar US$ 400 milhões de receita, incluindo Estados Unidos e Canadá, em apenas duas semanas. Combinado com o faturamento alcançado nos Estados Unidos, de US$ 130 milhões, o filme já ultrapassa os US$ 410 milhões.

Colin Firth, em cena de KINGSMAN: SERVIÇO SECRETO

Colin Firth, em cena de KINGSMAN: SERVIÇO SECRETO

Kingsman: Serviço Secreto terminou o fim de semana na segunda posição do ranking internacional, com uma renda de aproximadamente US$ 33 milhões, que representa um saldo positivo de cerca de 30% comparada a renda obtido no fim de semana passado. Mesmo distante do primeiro colocado, a ação estrelada por Colin Firth mostra-se segura nos rankings nacionais de muitos países, principalmente os da Ásia, tendo já acumulado em sua renda total um valor de US$ 86,6 milhões, estando em cartaz em cerca de 54 países.

Amigo de Bob Esponja, Patrick, em cena de BOB ESPONJA: UM HERÓ FORA D'ÁGUA

Amigo de Bob Esponja, Patrick, em cena de BOB ESPONJA: UM HERÓ FORA D’ÁGUA

Na terceira posição ficou Bob Esponja: Um Herói Fora D’Água que também se deu bem nas estreias desse fim de semana que passou, tendo terminado o domingo com uma renda de US$ 21,9 milhões, saldo positivo de quase 50% em relação ao fim de semana passado, em que esteve na quarta colocação do ranking. A animação estreou em 15 países, estando atualmente em cartaz 44, cerca de 6.562 salas de cinema, e acumula uma renda de US$ 76 milhões nas bilheterias internacionais.

Bradley Cooper, em cena de SNIPER AMERICANO

Bradley Cooper, em cena de SNIPER AMERICANO

O novo filme de Clint Eastwood, Sniper Americano, é outro que está se dando bem na bilheterias internacionais, tendo terminado o último fim de semana com uma renda de aproximadamente US$ 20,5 milhões, que o fez ultrapassar a faixa dos 100, ficando com cerca de US$ 108 milhões na arrecadação total. Estrelado por Bradley Cooper, o drama foi primeiro colocado no ranking local de grandes países das bilheterias internacionais, como Japão e França. A Itália é onde o filme obteve melhor renda acumulada, cerca de US$ 23 milhões, seguido do Reino Unido, com US$ 19,6 milhões, e Austrália, com US$ 14,1 milhões.

Baymax e sua turma, em OPERAÇÃO BIG HERO

Baymax e sua turma, em OPERAÇÃO BIG HERO

A única animação da Disney atualmente em cartaz no internacional, Operação Big Hero, terminou o último domingo na quinta posição, sustentando um lugar entre os cinco melhores mesmo já tendo se passado 18 semanas desde sua estreia. A animação obteve uma renda de US$ 11 milhões nesse último fim de semana, acumulando um total no mercado internacional de US$ 326 milhões, tendo ainda uma última estreia prevista para dia 28 desse mês, na China.

Veja abaixo a tabela com os dez melhores do ranking.

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Confira o trailer de Kingsman: Serviço Secreto.

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OSCAR-2015 – BIRDMAN GANHA EM PREMIAÇÃO POLÊMICA

Com transmissão para mais de 100 países, a entrega do 87º Oscar da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood prometeu ser uma das mais empolgantes de sua história, mas não foi bem assim. O apresentador, John Patrick Harris, não saiu da bobagem, foi infeliz ao referir-se a Oprah Winfrey e Edward Snowden e contou piadas sem a menor graça. A disputa não teve nada de acirrada entre Boyhood – da Infância à Juventude, de Richard Linklatter, e Birdman, de Alejandro González Iñarritu. O cineasta mexicano levou os Oscar de melhor diretor e melhor filme, transformando Boyhood em um enorme perdedor, superado até por mesmo por O Grande Hotel Budapeste

Patrícia Arquette conquistou o único oscar de Boyhood; e Alejandro Gonzalez Iñarritu, vencedor por Birdman

Patrícia Arquette conquistou o único oscar de Boyhood; e Alejandro Gonzalez Iñarritu, vencedor por Birdman

A apresentação, de Neil Patrick Harris, começou com um belo número musical e em seguida cometeu a mancada de comparar Oprah Winfrey com Sniper Americano: o sucesso do filme, segundo ele, se compara a riqueza financeira dela. Imagina! Quvenzhané Wallis, a Indomável Sonhadora anunciou os indicados a melhor ator coadjuvante e o ganhador foi… barbada… J. K. Simmons, por seu papel de um irrascivel professor de música em Whiplash.

Liam Neeson, muito sério como sempre, subiu ao palco para falar de dois dos filmes concorrentes a melhor filme, O Grande Hotel Budapeste e Sniper Americano. Jennifer Lopez e Chris Pine anunciaram o ganhador na categoria de Melhor Figurino: deu, mais uma vez, Milena Canonero, O Grande Hotel Budapeste. Reese Whiterspoon apareceu em seguida e retirou do envelope O Grande Hotel Budapeste como o ganhador da categoria de maquiagem. Channing Tatum apresentou seis jovens talentos que se destacaram como diretores em trabalhos de formação de carreira.

Chietel Ejiofor e Nicole Kidaman anunciaram o melhor filme estrangeiro. E Ida conquistou o seu 60º prêmio em 49 indicações. Destino: Polônia. Maureen O’Hara, Hayao Myizaki, Philip Kaufman, Jean-Claude Carriere, Susan Sarandon e Harry Belafonte ganharam os prêmios humanitários. Chris Evans e Sienna Miller anunciaram o ganhador de melhores efeitos som: Whiplash, segunda estatueta. Sniper Americano, um dos grandes filmes do ano, a filosófica viagem ao sentido do que seja um herói, recebeu o Oscar de melhor mixagem de som. O Oscar de melhor atriz coadjuvante foi entregue a ex-senhora Nicolas Cage, Patricia Arquette. Ela fez um brado à igualdade entre homens e mulheres em Hollywood. Aliás, ela ganhou, por Boyhood, quase todos os prêmios que concorreu em sua categoria.

O Oscar de Melhores efeitos visuais foi para o injustiçado Interestelar, de Christopher Nolan, o melhor filme de 2014, só concorrendo a prêmios técnicos. Os melhores curta e longa de animação foram, respectivamente, Feast e Operação Big Hero, da Disney. O de desenho de produção foi para O Grande Hotel Budapeste, o seu terceiro Oscar. Já o de diretor de fotografia foi entregue a Emmanuel Lubezki, por Birdman, começando a sua jornada rumo ao topo. E Meryl Streep relembrou aqueles que partiram. A Academia não lembrou de José Wilker, mas Globo fez uma boa homenagem com Lázaro Ramos e Arthur Xexeofalando sobre a vida e carreira dele.

Em uma das surpresas da noite, o musical Whiplash conquistou o seu terceiro Oscar, agora na categoria de montagem. Mas, o filme de melhor edição não estava concorrendo: Interestelar. Não houve injustiça, no entanto, com a entrega ao Oscar de documentário para Laura Poitras e seu revelador e necessário Citizenfour, sobre o técnico de informática Edward Snowden, que revelou ao mundo a espionagem internacional promovida pelo governo norte-americano. John Stephens emocionou a todos ao interpretar a canção Glory, do filme Selma, injustiçado pela Academia ao se “esquecer” de indicar também os atores, o diretor, enfim, o filme. E em seguida, Selma conquistou o Oscar de melhor canção. Merecido por seu tom e teor histórico, já que se refere ao trabalho ferrenho de Martin Luther King pela igualdade racial. Mas a minha preferida era I’m not Gonna Miss You, de Glen Campbell, simplesmente emocionante, sobre a dor da perda.

Após Scarlett Johnasson lembrar os 50 anos de A Noviça Rebelde, a festa teve um de seus grandes momentos com Lady Gaga, quem diria, fazendo uma excepcional interpretação de The Sound of Music, de Richard Rodgers, principal canção do filme. Mas aplausos ainda com a  subida de Julie Andrews ao palco para anunciar que O Grande Hotel Budapeste era o concorrente com a melhor trilha sonora, de autoria do francês Alexandre Desplat. Eddie Murphy entregou o Oscar de melhor roteiro a Birdman, o segundo troféu conquistado pela obra de Iñarritu. Oprah Winfred, produtora de Selma, anunciou Graham Moore como o autor do melhor roteiro adaptado com O Jogo da Imitação. Ele fez um emocionante discurso de um não suicida. Corajoso, muito corajoso, cujo ato provou que o suicídio não o caminho, mas a desgraça e o sofrimento.

Os últimos prêmios da noite. O mexicano Alejandro González Iñarritu recebeu o Oscar de melhor diretor, por Birdman. Formou-se o suspense: Boyhood não levaria nada importante ou receberia a estatueta de melhor filme? Antes, ocorreu ainda a entrega aos melhores intérpretes: ator, para Eddie Redmayne, o Stephen Hawkins de A Teoria de Tudo, e melhor atriz, para Julianne Moore, Para Sempre Alice.  Bem, Boyhood, um trabalho brilhante que levou 12 anos para ser feito, contrariando as premiações recebidas nos EUA e no exterior, saiu de cena como um filme menor: não ganhou mais nada. Não vi nada mais injusto desde 1969, quando a Academia desprezou 2001: uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, a maior criação do cinema em toda a sua história, para um reles musical, Oliver!, que hoje ninguém sabe se existe.

A festa do Oscar 2015 será lembrada como uma das premiações mais injustas e que teve em John Patrick Harris um dos seus piores apresentadores. Que saudades de Ellen De Generis…

Confira a premiação.

Melhor Filme
Sniper americano
Birdman
Boyhood: da infância à juventude
O grande hotel Budapeste
O jogo da imitação
Selma
A teoria de tudo
Whiplash

Melhor Diretor
Alejandro González Iñárritu, Birdman
Richard Linklater, Boyhood
Bennett Miller, Foxcatcher: uma história que chocou o mundo
Wes Anderson, O grande hotel Budapeste
Morten Tyldum, O jogo da imitação

Melhor Ator
Steve Carell, Foxcatcher
Bradley Cooper, Sniper americano
Benedict Cumberbatch, o jogo da imitação
Michael Keaton, Birdman
Eddie Redmayne, A Teoria de Tudo

Melhor Ator Coadjuvante
Robert Duvall, O juiz
Ethan Hawke, Boyhood
Edward Norton, Birdman
Mark Ruffalo, Foxcatcher
J K Simmons, Whiplash

Melhor Atriz
Marion Cotillard, Dois dias, uma noite
Felicity Jones, A teoria de tudo
Julianne Moore, Para sempre Alice
Rosamund Pike, Garota exemplar
Reese Witherspoon, Livre

Melhor Atriz Coadjuvante
Patricia Arquette, Boyhood
Laura Dern, Livre
Keira Knightley, O jogo da imitação
Emma Stone, Birdman
Meryl Streep, Caminhos da floresta

Melhor Filme em Língua Estrangeira
Ida (Polônia), de Pawel Pawlikowski
Leviatã (Rússia), de Andrey Zvyagintsev
Tangerines (Estônia), de Zaza Urushadze
Timbuktu (Mauritânia), de Abderrahmane Sissako
Relatos selvagens (Argentina), de Damien Szifrón

Melhor Documentário
O Sal da terra
CitizenFour (2014), de Laura Poitras
Finding Vivian Maier
Last days
Virunga

Melhor Documentário de Curta-Metragem
Crisis Hotline: Veterans Press 1 (EUA), de Ellen Goosenberg Kent e Dana Perry
Joanna
Our curse
The reaper (La Parka)
White Earth

Melhor Animação
Operação Big Hero (Big Hero 6, 2014, Disney), de Don Hall e Chris Williams
Como treinar o seu dragão 2
Os Boxtrolls
Song of the sea
The Tale of the Princess Kaguya

Melhor Animação de Curta-Metragem
The bigger picture
The dam keeper
Feast (Disney), de Patrick Osborne
Me and my moulton
A single life

Melhor Curta-Metragem
Aya
Boogaloo and Graham
Butter lamp (La lampe au beurre de Yak)
Parvaneh
The phone call (Reino Unido), de Mat Kirkby e James Lucas

Melhor Roteiro Original
Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando BoBirdman
Richard Linklater, Boyhood
E. Max Frye e Dan Futterman, “Foxcatcher
Wes Anderson e Hugo Guinness, O grande hotel Budapeste
Dan Gilroy, O abutre

Melhor Roteiro Adaptado
Jason Hall, Sniper americano
Graham Moore, O Jogo da Imitação
Paul Thomas Anderson, Vício inerente
Anthony McCarten, A teoria de tudo
Damien Chazelle, Whiplash

Melhor Fotografia
Emmanuel Lubezki, Birdman
Robert Yeoman, O grande hotel Budapeste
Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski, Ida
Dick Pope, Sr. Turner
Roger Deakins, Invencível

Melhor Montagem
Joel Cox e Gary D. Roach, Sniper americano
Sandra Adair, Boyhood
Barney Pilling, O grande hotel Budapeste
William Goldenberg, O jogo da imitação
Tom Cross, Whiplash

Melhor Desenho de Produção
O Grande Hotel Budapeste
O jogo da imitação
Interestelar
Caminhos da floresta
Sr. Turner

Melhores Efeitos Visuais
Dan DeLeeuw, Russell Earl, Bryan Grill e Dan Sudick,  Capitão América 2: O soldado invernal
Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett e Erik Winquist, Planeta dos macacos: O confronto
Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould, Guardiões da Galáxia
Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher, Interestelar
Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie e Cameron Waldbauer, X-Men: Dias de um futuro esquecido

Melhor Figurino
Milena Canonero, O Grande Hotel Budapeste
Mark Bridges, Vício inerente
Colleen Atwood, Caminhos da floresta
Anna B. Sheppard e Jane Clive, Malévola
Jacqueline Durran, Sr. Turner

Melhor Maquiagem e Cabelo
Bill Corso e Dennis Liddiard, Foxcatcher
Frances Hannon e Mark Coulier, O Grande Hotel Budapeste
Elizabeth Yianni-Georgiou e David White, Guardiões da Galáxia

Melhor Trilha Sonora
Alexandre Desplat, O Grande Hotel Budapeste
Alexandre Desplat, O jogo da imitação
Hans Zimmer, Interestelar
Gary Yershon, Sr. Turner
Jóhann Jóhannsson, A teoria de tudo

Melhor Canção
“Everything is awesome”, de Shawn Patterson, Uma aventura Lego
Glory“, de John Stephens e Lonnie Lynn, Selma
“Grateful”, de Diane Warren, Além das luzes
“I’m not gonna miss Ca you”, de Glen Campbell e Julian Raymond, Glen Campbell…I’ll be Me
“Lost Stars”, de Gregg Alexander e Danielle Brisebois, Mesmo se nada der certo

Melhor Edição de Som
Alan Robert Murray e Bub Asman, Sniper americano
Martín Hernández e Aaron Glascock, Birdman
Brent Burge e Jason Canovas, O hobbit: A batalha dos cinco exércitos
Richard King, Interestelar
Becky Sullivan e Andrew DeCristofaro, Invencível

Melhor Mixagem de Som
John Reitz, Gregg Rudloff e Walt Martin, Sniper americano
Jon Taylor, Frank A. Montaño e Thomas Varga, Birdman
Gary A. Rizzo, Gregg Landaker e Mark Weingarten, Interestelar
Jon Taylor, Frank A. Montaño e David Lee, Invencível
Craig Mann, Ben Wilkins e Thomas Curley, Whiplash

SEMANA 08 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Com Cinquenta Tons de Cinza ainda ocupando boa parte das salas, sobra pouco espaço para novos lançamentos nesta quinta-feira de ressaca do Carnaval. Ainda assim, pelo menos um grande filme entra em cartaz: o drama de guerra Sniper Americano (2014), de Clint Eastwood. Os outros filmes são a comédia Um Santo Vizinho (2014), de Theodore Delfi; e o drama Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo (2014), de Bennett Miller

Bradley Cooper em SNIPER AMERICANO (2014), de Clint Eastwood

Bradley Cooper em SNIPER AMERICANO (2014), de Clint Eastwood

Último candidato à categoria principal do Oscar a estrear no país, Sniper Americano é também, dentre os oito indicados, o único que se destaca por ser um grande sucesso de bilheteria, como tem se provado nas últimas semanas suas exibições nos Estados Unidos. Dirigido pelo mestre Clint Eastwood, o filme nos apresenta a um especialista em tiros de longa distância durante a Guerra do Iraque. A comparação com o oscarizado Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow, tem sido esperada pela temática, mas Clint, que tem confundindo a muitos com sua linha tênue entre nacionalismo e crítica à sociedade americana, sempre costuma fazer um convite à reflexão em seus trabalhos, além de também nos jogar no universo perturbador de seus heróis cheios de culpa. Sniper Americano concorre ao Oscar nas categorias de filme, ator (Bradley Cooper), roteiro adaptado, edição, mixagem de som e edição de som.

Veja o trailer

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SNIPER AMERICANO (American Sniper, EUA, 2014), de Clint Eastwood. Com Bradley Cooper, Sienna Miller, Kyle Gallner, Cole Konis, Ben Reed, Elise Robertson, Luke Sunshine, Troy Vincent, Brandon Salgado Telis, Marnette Patterson. 132 min. Warner. 16 anos.

Channing Tatum e Mark Ruffalo em FOXCATCHER - UMA HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO (2014), de Bennett Miller

Channing Tatum e Mark Ruffalo em FOXCATCHER – UMA HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO (2014), de Bennett Miller

Bennett Miller é um cineasta prestigiado pela Academia. Possui apenas três filmes de ficção em seu currículo como diretor – Capote (2005), O Homem Que Mudou o Jogo (2011) e este Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo (2014) – e foi indicado ao Oscar de direção pelos três. Pouco se tem comentado sobre o elemento chocante de Foxcatcher. Provavelmente para não estragar as surpresas. O que se costuma dizer nas sinopses é que trata-se da história de um campeão olímpico de luta greco-romana (Channing Tatum) que é convidado por um milionário (Steve Carell, com maquiagem pesada) a ingressar em sua equipe e receber um generoso salário. Mas a amizade do rapaz com o milionário segue por caminhos imprevistos. Foxcatcher concorre ao Oscar nas categorias de direção, ator (Carell), ator coadjuvante (Mark Ruffalo), roteiro original e maquiagem e cabelo.

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FOXCATCHER – UMA HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO (Foxcatcher, EUA, 2014), de Bennett Miller. Com Steve Carell, Chaning Tatum, Mark Ruffalo, Sienna Miller, Vanessa Redgrave, Anthony Michael Hall, Guy Boyd, Brett Rice, Jackson Frazer, Samara Lee. 129 min. Sony Pictures. 14 anos.

Bill Murray e Jaeden Ieberher em UM SANTO VIZINHO (2014), de Theodore Melfi

Bill Murray e Jaeden Ieberher em UM SANTO VIZINHO (2014), de Theodore Melfi

Um Santo Vizinho é mais um caso de título que foi lembrado no Globo de Ouro, com indicações nas categorias de filme e ator (Bill Murray), mas que foi deixado de lado no Oscar, muito provavelmente por ser uma comédia.  Trata-se da estreia de Theodore Melfi na direção de longas-metragens. E ele já comanda um elenco bem interessante. Além de Murray, há também no filme Melissa McCarthy, Naomi Watts e Terrence Howard, para citar os mais famosos. Na trama, Murray é um veterano de guerra cujo jeito hedonista e teimoso de ser acabou o deixando sem dinheiro e sem futuro. Sua vida ganha cor quando ele começa uma amizade com um garoto (Jaeden Lieberher) que o vê como um homem bom, numa vizinhança que o desconsidera totalmente. Tem cara de ser um filme agradável e alto astral. Depois de três semanas consecutivas em pré-estreia, o filme finalmente entra em cartaz oficialmente.

Veja o trailer

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UM SANTO VIZINHO (St. Vincent, EUA, 2014), de Theodore Melfi. Com Bill Murray, Melissa McCarthy, Naomi Watts, Chris O’Dowd, Terrence Howard, Jaeden Lieberher, Kimberly Quinn, Lenny Venito. 102 min. Paris Filmes. 12 anos.

Saem de cartaz

Cássia Eller
Êxodo – Deuses e Reis

Grandes olhos

Estreias nacionais desta quinta-feira, 19, que não entram em cartaz em Fortaleza

Deixa Rolar
O Diário da Esperança

Veja o trailer de O Diário da Esperança

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CINEBIOGRAFIAS – UMA ENXURRADA NA TELA GRANDE

Não é de hoje que o cinema proporciona conhecermos as histórias incríveis de algumas pessoas com uma história não tão conhecida, oferecendo bons filmes. As últimas estreias estão recheadas de cinebiografias, e os indicados ao Oscar 2015 comprovam isso. Confiram alguns casos recentes que estiveram em cartaz, outros que ainda podem ser vistos na tela grande e alguns que vão estrear em breve

Banner internacional de INVENCÍVEL (2014), de Angelina Jolie

Banner internacional de INVENCÍVEL

Invencível, de Angelina Jolie, apresentou a fascinante história do até então desconhecido do grande público Louis Zamperini, atleta olímpico que competiu em Berlim no ano de 1936, estabelecendo um recorde na última volta da prova de corrida de 5.000m e superando o outro americano na prova. O filme relata a série de intempéries que ele sofreu durante sua vida, inclusive sobrevivendo a um acidente de avião em pleno mar e passando 47 dias à deriva até ser capturado por japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, quando foi prisioneiro de guerra. Indicado ao Oscar 2015 nas categorias de Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som e Melhor Fotografia.

Confira o trailer de Invencível:

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INVENCÍVEL (Unbroken, 2014), de Angelina Jolie. Gênero: Biografia, Drama, Guerra. Duração: 137 min. Origem: Estados Unidos. Roteiro: Ethan Coen, Joel Coen, Richard LaGravenese, William Nicholson. Distribuidor: Universal Pictures do Brasil. Classificação: 14 anos.

Banner internacional de LIVRE

Banner internacional de LIVRE

Livre, de Jean-Marc Vallée, mostra a biografia Cheryl Strayed, baseada no livro Livre – A Jornada de Uma Mulher em Busca do Recomeço. Depois de anos de comportamento inconsequente, como o vício em heroína e a destruição de seu casamento, decide mudar e aos 26 anos ela toma a decisão mais impulsiva de sua vida: caminhar mais de 1.500 quilômetros pela costa do Oceano Pacífico em busca de autoconhecimento. Assombrada pela lembrança de sua mãe e sem nenhuma experiência, ela sai para trilhar os milhares de quilômetros do Pacific Crest Trail totalmente sozinha. O filme revela seus medos e prazeres – enquanto ela segue uma jornada que a enlouquece, a fortalece e a cura. Imperdível. Indicado ao Oscar 2015 nas categorias Melhor Atriz (Reese Witherspoon) e Melhor Atriz Coadjuvante (Laura Dern).

Veja o trailer de Livre:

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LIVRE (Wild, 2014), de Jean-Marc Vallée. Gênero: Aventura, Biografia, Drama. Duração: 115 min. Origem: Estados Unidos. Roteiro: Cheryl Strayed, Nick Hornby. Distribuidor: Fox Film do Brasil. Classificação: 14 anos.

Banner internacional de O JOGO DA IMITAÇÃO

Banner internacional de O JOGO DA IMITAÇÃO

O Jogo da Imitação, de Morten Tyldum, apresenta a persona de Alan Turing, matemático e criptoanalista inglês, considerado o pai da computação moderna. Aos 27 anos era estritamente lógico e focado no trabalho, que se achava um gênio e tinha problemas de relacionamento com praticamente todos à sua volta. Seu grande projeto foi construir uma máquina que permitiu analisar todas as possibilidades de codificação das mensagens nazistas, de forma que os ingleses conhecem as ordens enviadas antes que elas fossem executadas, contribuindo então para o fim do conflito. Ao mesmo tempo, Turing precisa esconder sua homossexualidade, considerada crime na época. Indicado a Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Benedict Cumberbatch), Atriz Coadjuvante (Keira Knightley), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte e Melhor Edição.

Assista ao trailer de O Jogo da Imitação:

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O JOGO DA IMITAÇÃO (The Imitation Game, 2014), de Morten Tyldum. Gênero: Biografia, Drama, Suspense. Duração: 113 min. Origem: Estados Unidos, Reino Unido. Roteiro: Andrew Hodges, Graham Moore. Distribuidor: Diamond Films Brasil. Classificação: 12 anos.

Banner internacional de GRANDES OLHOS

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Grandes Olhos, de Tim Burton, mostra como Margareth Keane se tornou uma defensora das causas feministas, depois de processar o próprio marido Walter Keane, pois durante muito tempo ele desfrutou da fama ao afirmar ser o verdadeiro autor das obras que retratavam crianças de olhos grandes. No Globo de Ouro 2015 foi indicado a Melhor Canção e Amy Adms ganhou o prêmio de Melhor Atriz em Comédia/Musical.

Acompanhe o trailer de Grandes Olhos:

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GRANDES OLHOS (Big Eyes, 2014), de Tim Burton. Gênero: Biografia, Drama. Duração: 105 min. Origem: Estados Unidos. Roteiro: Larry Karaszwski, Scott Alexander. Distribuidor: Paris Filmes. Classificação: 14 anos.

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Selma – Uma Luta Pela Igualdade, de Ava DuVernay, é a cinebiografia do pastor protestante e ativista social Martin Luther King, Jr. O longa acompanha as históricas marchas realizadas por ele e manifestantes pacifistas em 1965, entre a cidade de Selma, no interior do Alabama, até a capital do estado, Montgomery, em busca de direitos eleitorais iguais para a comunidade afro-americana, numa campanha perigosa e apavorante que culminou na épica marcha, que galvanizou a opinião pública americana e persuadiu o presidente Johnson a apresentar a Lei do Direito ao Voto de 1965. Em 2015 é o 50º aniversário deste momento crucial do Movimento dos Direitos Civis. Indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Filme e Melhor Canção Original com Glory, de Common e John Legend.

Veja o trailer de Selma – Uma Luta Pela Igualdade

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SELMA – UMA LUTA PELA IGUALDADE (Selma, 2014), de Ava DuVernay. Gênero: Biografia, Drama, História. Duração: 128 min. Origem: Reino Unido, Estados Unidos. Roteiro: Paul Webb. Distribuidor: Buena Vista Brasil. Classificação: 14 anos.

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A Teoria de Tudo, de James Marsh, é baseado na biografia de Stephen Hawking, com o filme mostrando como o jovem astrofísico fez descobertas importantes sobre o tempo. O longa retrata também seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide e a descoberta de uma doença motora degenerativa quando ele tinha apenas 21 anos. Indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator (Eddie Redmayne), Melhor Atriz coadjuvante (Felicity Jones), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora.

Confira o trailer de A Teoria de Tudo:

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A TEORIA DE TUDO (The Theory of Everything, 2014), de James Marsh. Gênero: Biografia, Drama. Duração: 123 min. Origem: Reino Unido. Roteiro: Anthony McCarten. Distribuidor: Universal Pictures do Brasil. Classificação: 10 anos.

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Sniper Americano, de Clint Eastwood, é adaptado do livro American Sniper: The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Militar History. Este filme conta a história real de Chris Kyle (Bradley Cooper), um atirador de elite das forças especiais da marinha americana. Durante cerca de dez anos, ele matou mais de 150 pessoas, tendo recebido diversas condecorações por sua atuação. Indicado ao Oscar 2015 de Melhor Filme, Melhor Ator (Bradley Cooper), Melhor Roteiro, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som e Melhor Montagem.

Segue trailer de Sniper Americano:

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SNIPER AMERICANO (American Sniper, 2014), de Clint Eastwood. Gênero: Biografia, Drama, Guerra. Duração: 132 min. Origem: Estados Unidos. Roteiro: Chris Kyle, Jason Dean Hall. Distribuidor: Warner Bros. Pictures. Classificação: 14 anos.

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Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo, de Bennett Miller, apresenta o campeão olímpico de luta greco-romana, Mark Schultz que sempre treinou com seu irmão mais velho, David, que também foi uma lenda no esporte. Até que, um dia, recebe um convite para visitar o milionário John du Pont em sua mansão. Apaixonado pelo esporte, du Pont oferece a Mark que entre em sua própria equipe, a Foxcatcher, onde teria todas as condições necessárias para se aprimorar. Atraído pelo salário e as condições de vida oferecidas, Mark aceita a proposta e, assim, se muda para uma casa na propriedade do milionário. Aos poucos eles se tornam amigos, mas a difícil personalidade de du Pont faz com que Mark acabe seguindo uma trilha perigosa para um atleta. O filme concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2014. Indicado ao Oscar 2015 de Melhor Diretor, Melhor Ator (Steve Carell), Melhor Ator Coadjuvante (Mark Ruffalo), Melhor Roteiro Original e Melhor Maquiagem.

A seguir o trailer de Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo:

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FOXCATCHER – A HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO (Foxcatcher, 2014), de Bennett Miller. Gênero: Biografia, Drama, Esporte. Duração: 134 min. Origem: Estados Unidos. Roteiro: Dan Futterman, E. Max Frye. Distribuidor: Sony Pictures do Brasil. Classificação: 14 anos.

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Sr. Turnerde Mike Leigh, apresenta J.M.W. Turner, um pintor inglês impressionista apaixonado pelas luzes e pelo efeito da iluminação do mar, nas cidades, nas construções e nas paisagens. Solteiro e pai de duas filhas, Turner, em um período triste de sua vida, conhece uma mulher fantástica, por quem se apaixona. Indicado ao Oscar 2015 de Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia e Melhor Figurino.

Confira o trailer de Sr. Turner:

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SR. TURNER (Mr. Turner, 2014), de Mike Leigh. Gênero: Biografia, Drama. Duração: 150 min. Origem: Reino Unido. Roteiro: Mike Leigh. Distribuidor: Diaphana Films.

SEMANA 07 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

A quinta-feira que antecede o Carnaval marca a estreia de um dos filmes mais aguardados do ano, o drama erótico Cinquenta Tons de Cinza (2015), de Sam Taylor-Johnson. Porém, há que se dar o devido destaque a uma pequena pérola dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne e seu Dois Dias, uma Noite (2014). Correndo por fora, temos o horror A Casa dos Mortos (2015), de Will Canon; a aventura O Imperador (2014), de Nick Powell; e o musical Annie (2014), de Will Gluck. Em pré-estreia: os dramas Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo (2014), de Bennett Miller; e Sniper Americano (2014), de Clint Eastwood; além da comédia Um Santo Vizinho (2014), de Theodore Melfi

Marion Cotillard e Fabrizio Rongione em DOIS DIAS, UMA NOITE (2014), de Jean-Pierre e Luc Dardenne

Marion Cotillard e Laurent Caron em DOIS DIAS, UMA NOITE (2014), de Jean-Pierre e Luc Dardenne

Os pontos de partida dos filmes dos irmãos Dardenne são tão simples quanto devastadores: o menino que deixa o orfanato para ver o pai em O Garoto da Bicicleta (2011), a moça que se torna cúmplice de um plano diabólico para ser dona de uma lanchonete em O Silêncio de Lorna (2008), ou o casal que se aproveita de um bebê para aplicar golpes em A Criança (2005) são exemplos disso. Em Dois Dias, uma Noite, Marion Cotillard é uma jovem mulher que fica afastada do trabalho por depressão e quando está prestes a retornar descobre que perdeu a vaga para os colegas, que aceitaram ficar em seu lugar por uma bonificação de mil euros. Ela tem apenas um único fim de semana para fazê-los mudar de ideia. Indicado ao Oscar de melhor atriz para Marion Cotillard.

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DOIS DIAS, UMA NOITE (Deux Jours, une Nuit, Bélgica/França/Itália, 2014), de Jean-Pierre e Luc Dardenne. Com Marion Cotillard, Fabrizio Rongione, Catherine Salée, Batiste Sornin, Pili Groyne, Simon Caudry. 95 min. Imovision. 12 anos.

Dakota Johnson em CINQUENTA TONS DE CINZA (2015), de Sam Taylor-Johnson

Dakota Johnson em CINQUENTA TONS DE CINZA (2015), de Sam Taylor-Johnson

A principal estreia da semana, mercadologicamente falando, é este drama erótico baseado em um best-seller que vem dando o que falar. Cinquenta Tons de Cinza já chega com milhões de ingressos vendidos antecipadamente e com muita gente curiosa para ver o resultado. Mesmo aqueles que não leram o livro homônimo de E.L. James estão interessados em saber o resultado da produção e o seu teor de erotismo. Na trama, Anastacia Steele (Dakota Johnson) é uma estudante de literatura cuja vida muda para sempre quando conhece o bilionário atormentado Christian Grey (Jamie Dornan), homem afeito a gostos por sadomasoquismo. Ela entrega-se a ele e às delícias daquele universo desconhecido e excitante.

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CINQUENTA TONS DE CINZA (Fifty Shades of Grey, EUA, 2015), de Sam Taylor-Johnson. Com Dakota Johnson, Jamie Dornan, Jennifer Ehle, Eloise Mumford, Victor Rasuk, Luke Grimes, Marcia Gay Harden. 125 min. Sony Pictures. Classificação a definir.

Frank Grillo em A CASA DOS MORTOS (2015), de Will Canon

Frank Grillo em A CASA DOS MORTOS (2015), de Will Canon

Filmes de horror de baixo orçamento têm sido sempre uma boa saída para ganhar um bom dinheiro. Em Hollywood, pelo menos, isso funciona muito bem. Uma pena que nem sempre os resultados saiam bons do ponto de vista da criatividade e da invenção. No caso de A Casa dos Mortos, há que se dar um crédito pela mão de James Wan (Invocação do Mal, Sobrenatural) na produção. Não é a mesma coisa que estar na direção, mas ao menos ele dá os seus pitacos e pode resultar em coisas divertidas como Annabelle. Na trama de A Casa dos Mortos, um policial (Frank Grillo, de Uma Noite de Crime – Anarquia) e uma psicóloga (Maria Bello, de Os Suspeitos) interrogam o único sobrevivente de uma excursão caça-fantasmas que resultou na morte de cinco pessoas. Bem mais assustador do que os espíritos maus e os demônios desses filmes são as quantidades imensas de cópias dubladas que estão proliferando cada vez mais no gênero.

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A CASA DOS MORTOS (Demonic, EUA/Reino Unido, 2015), de Will Canon. Com Maria Bello, Frank Grillo, Cody Horn, Dustin Milligan, Megan Park, Scott Mechlowicz, Aaron Yoo, Alex Goode. 90 min. Paris Filmes. 14 anos.

Nicolas Cage em O IMPERADOR (2014), de Nick Powell

Nicolas Cage em O IMPERADOR (2014), de Nick Powell

O Brasil é um dos países que melhor recebem as tranqueiras protagonizadas por Nicolas Cage. Algumas delas são divertidas, mas é questão de sorte se aventurar por essas produções de segundo escalão que o astro se submete para pagar suas contas. Na trama de O Imperador, um misterioso guerreiro se alia aos filhos de um imperador chinês deposto, a fim de enfrentar o irmão cruel dos dois. Os comentários em relação ao filme, que na verdade é protagonizado por Hayden Christensen, vão de fraco a pavoroso. Mas quem sabe daqui a alguns anos teremos saudade de quando os filmes toscos desta fase ruim de Cage passavam nos cinemas. Nunca se sabe.

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O IMPERADOR (Outcast, Reino Unido/França/EUA, 2014), de Nick Powell. Com Hayden Christensen, Nicolas Cage, Andy On, Yifei Liu, Anoja Dias Bolt, Jawed El Berni, Ron Smoorenburg, Fernando Chien. 99 min. Imagem. 14 anos.

Quvenzhané Wallis em ANNIE (2014), de Will Gluck

Quvenzhané Wallis em ANNIE (2014), de Will Gluck

Com Caminhos na Floresta ainda em cartaz, um novo musical aporta nos cinemas: Annie, a terceira versão de uma história que já foi contada em 1982, por John Huston, e em 1999, por Rob Marshall. O filme foi concebido para lançar a filha de Will Smith como atriz, mas o projeto atrasou e a garota ficou velha para o papel. Entra em cena, então, Quvenzhané Wallis, a garotinha de nome complicado que encantou o mundo em Indomável Sonhadora (2012). Aqui ela é a personagem-título que vive em um orfanato comandado pela autoritária Sra. Hannigan (Cameron Diaz) até o dia em que ela é escolhida para passar alguns dias na mansão de um milionário (Jamie Foxx).

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ANNIE (EUA, 2014), de Will Gluck. Com Quvenzhané Wallis, Jamie Foxx, Rose Byrne, Cameron Diaz, Bobby Canavale, Adewale Akinnuoye-Agbaje, David Zayas, Zoe Margaret Colletti, Nicolette Pierini. 118 min. Sony Pictures. Livre.

Pré-estreias

Steve Carell e Channing Tatum em FOXCATCHER - UMA HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO (2014), de Bennett Miller

Steve Carell e Channing Tatum em FOXCATCHER – UMA HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO (2014), de Bennett Miller

Bennett Miller é um cineasta prestigiado pela Academia. Possui apenas três filmes de ficção em seu currículo como diretor – Capote (2005), O Homem Que Mudou o Jogo (2011) e este Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo (2014) – e foi indicado ao Oscar de direção pelos três. Pouco se tem comentado sobre o elemento chocante de Foxcatcher. Provavelmente para não estragar as surpresas. O que se costuma dizer nas sinopses é que trata-se da história de um campeão olímpico de luta greco-romana (Channing Tatum) que é convidado por um milionário (Steve Carell, com maquiagem pesada) a ingressar em sua equipe e receber um generoso salário. Mas a amizade do rapaz com o milionário segue por caminhos imprevistos. Foxcatcher concorre ao Oscar nas categorias de direção, ator (Carell), ator coadjuvante (Mark Ruffalo), roteiro original e maquiagem e cabelo.

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FOXCATCHER – UMA HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO (Foxcatcher, EUA, 2014), de Bennett Miller. Com Steve Carell, Chaning Tatum, Mark Ruffalo, Sienna Miller, Vanessa Redgrave, Anthony Michael Hall, Guy Boyd, Brett Rice, Jackson Frazer, Samara Lee. 129 min. Sony Pictures. 14 anos.

Bradley Cooper em SNIPER AMERICANO (2014), de Clint Eastwood

Bradley Cooper em SNIPER AMERICANO (2014), de Clint Eastwood

E começam as sessões de pré-estreia do último filme candidato à categoria principal a estrear no país. Sniper Americano é também, dentre os oito indicados, o único que se destaca por ser um grande sucesso de bilheteria, como tem se provado nas últimas semanas suas exibições nos Estados Unidos. Dirigido pelo mestre Clint Eastwood, o filme nos apresenta à figura trágica de um especialista em tiros de longa distância durante a Guerra do Iraque. A comparação com o oscarizado Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow, tem sido esperadas pela temática, mas Clint, que tem confundindo a muitos que acham que se trata de um filme de direita, sempre costuma fazer um convite à reflexão em seus trabalhos, além de também nos jogar no universo perturbador de seus heróis cheios de sentimento de culpa. Sniper Americano concorre ao Oscar nas categorias de filme, ator (Bradley Cooper), roteiro adaptado, edição, mixagem de som e edição de som.

Veja o trailer

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SNIPER AMERICANO (American Sniper, EUA, 2014), de Clint Eastwood. Com Bradley Cooper, Sienna Miller, Kyle Gallner, Cole Konis, Ben Reed, Elise Robertson, Luke Sunshine, Troy Vincent, Brandon Salgado Telis, Marnette Patterson. 132 min. Warner. 16 anos.

Bill Murray em UM SANTO VIZINHO (2014), de Theodore Melfi

Bill Murray em UM SANTO VIZINHO (2014), de Theodore Melfi

Um Santo Vizinho é mais um caso de título que foi lembrado no Globo de Ouro, com indicações nas categorias de filme e ator (Bill Murray), mas que foi deixado de lado no Oscar, muito provavelmente por ser uma comédia.  Trata-se da estreia de Theodore Melfi na direção de longas-metragens. E ele já comanda um elenco bem interessante. Além de Murray, há também no filme Melissa McCarthy, Naomi Watts e Terrence Howard, para citar os mais famosos. Na trama, Murray é um veterano de guerra cujo jeito hedonista e teimoso de ser acabou o deixando sem dinheiro e sem futuro. Sua vida ganha cor quando ele começa uma amizade com uma criança que o vê como um homem bom, numa vizinhança que o desconsidera totalmente. Tem cara de ser um filme agradável e alto astral. Trata-se da terceira semana consecutiva que Um Santo Vizinho aparece em pré-estreia, devido a um adiamento da distribuidora.

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UM SANTO VIZINHO (St. Vincent, EUA, 2014), de Theodore Melfi. Com Bill Murray, Melissa McCarthy, Naomi Watts, Chris O’Dowd, Terrence Howard, Jaeden Lieberher, Kimberly Quinn, Lenny Venito. 102 min. Paris Filmes. 12 anos.

Saem de cartaz

A Entrevista
A Mulher de Preto 2 – Anjo da Morte
Amor, Plástico e Barulho
Cássia Eller
Leviatã

Operação Big Hero
Timbutku

Estreias nacionais desta quinta-feira, 12, que não entram em cartaz em Fortaleza

Belle e Sebastian
Nick Cave – 20.000 Dias na Terra

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