SPIRIT-2017 – UMA ANÁLISE DOS INDICADOS

Satellite, Gotham, Spirit formam as mais importantes premiações do cinema independente dos EUA. Enquanto o Gotham já premiou os seus indicados, o Spirit e o Satellite anunciam os seus destaques. Os selecionados pelo Spirit já são conhecidos e aqui faremos uma análise dessas indicações, comparando-as aos nomeados pelo Gotham. Os nomeados pelo Satelllite cvocê já pode conferir através do banner na home. A surpresa do Spirit reside, para nós brasileiros, na lista de candidatos ao prêmio de filme estrangeiro, pois Aquarius, o polêmico trabalho de Kleber Mendonça Filho, está entre os 5 selecionados. Loving, Manchester à Beira-Mar, Moonlight e  Docinho Americano terão, entre outros, um grande embate pelas principais categorias

DOCINHO AMERICANO (2016): o racismo e o preconceito por Jeff Nichols; DOCINHO AMERICANO (2016): a busca da liberdade da juentude por Andrea Arnold

LOVING (2016): o racismo e o preconceito por Jeff Nichols; DOCINHO AMERICANO (2016): a juventude a liberdade por Andrea Arnold

A festa do Spirit Awards, originalmente conhecidos como FINDIE (Friends of Independent), reúne os melhores talentos de Hollywood e os mais importantes da cena independente e é realizada desde 1974 pela Film Independent, uma organização sem fins lucrativos dedicada aos filmes e cineastas do cinema produzido pelos estúdios pequenos e médios. A cerimônia. São concedidos prêmios como Melhor Filme, Melhor Primeiro Filme e Mel e Jackieor Filme feito com menos de 500 mil dólares (o Prêmio John Cassavetes), entre outros.

Diferentemente da última edição, quando houve vazamento dos indicados cuja relação apareceu antecipadamente na internet, tudo correu normalmente. Outro fato notável é que, nos últimos 3 anos, o Spirit tem se mostrado o mais certeiro dos termômetros do Oscar, com filmes como Birdman (2014) e Spotlight – Segredos Revelados (2015), ganhadores da estatueta de Melhor Filme nos anos anteriores.

Neste, os preferidos são American Honey, de Andrea Arnold, aqui aqui recebeu o título de Docinho Americano, e Moonlight, de Barry Jenkins, com 6 indicações, seguido de Manchester à Beira-Mar, de Kenneth Lonergan, com 4, Jackie, do chileno Pablo Larrain, e Moonlight, de Barry Jenkins, com 3 cada. Manchester à Beira-Mar, Capitão Fantástico e Jackie já têm lançamento confirmados no Brasil. E neste ano o Spirit só não vai antecipar uma lista ampliada de indicados à premiação da Academia porque só pode selecionar produções com orçamento, o “budget”, limitados a até US$ 20 milhões.

Confira o trailer de Capitão Fantástico.

Em função disso, títulos importantes como La La Land – cantando Estações, de Damian Chazelle (custo não fornecido), Animais Noturnos, de Tom Ford (orçamento de 22,5 milhões de dólares), 7 Minutos Depois da Meia-Noite, de Juan Antonio Bayona (US$ 43 milhões), afora outros credenciados que não tiveram os seus custos revelados pelas respectivas produtoras: Pastoral Americana (American Pastoral), a estreia de Ewan McGregor na direção; Senhora Sloane (Miss Sloane), de John Madden, Vincent N Roxxy, de Gary Michael Schultz; Away, de David Blair; Ouro e Cobiça (Gold), de Stephen Gaghan, e Demolition, de Jean Marc-Vallee, entre outros.

Vale destacar outra dezena de filmes independentes e elogiados pela crítica, que sequer foram lembrados. Ei-los: A Família Hollar (The Hollars, US$ 3,8 milhões, de John Krasinsky, Quando te Conheci (Equals, US$ 16 milhões), O Nascimento de uma Nação (A Birth of a Nation, US$ 8,6 milhões), de Nate Parker; The Edge of Seventeen (US$ 9 milhões), de Kelly Fremon Craig; e Bonjour Anne (US$ 5 milhões), de Eleanor Coppola, a senhora Francis Ford Coppola, entre outros.

OS NOMEADOS

A seleção de apenas filmes alguns é injusta, como se pode perceber nos tópicos acima. O cinema estadunidense, digamos Hollywood, produz mais 200 filmes por ano, se contarmos as coproduções com outros países. Essa produção independente já alcançou respeitabilidade e hoje ocupa os grandes circuitos e os de arte dos EUA. E, há pelo menos duas décadas é o destaque nas premiações do Globo de Ouro e do Oscar. A produção independente modificou o mercado estadunidense e está encontrando ressonância em outros países.

BRASIL EM DESTAQUE

Mas, deixando o mercado de lado, considera fundamental que o internauta do cinema e artes tenha mais informações dos concorrentes aos prêmios Gotham e Spirit, lembrando que o Brasil está expressivamente privilegiado nas indicações ao Spirit. Como assim? Aquarius compete entre os finalistas a melhor filme em língua estrangeira; o roteirista Mauricio Zacharias está lembrado com o filme Melhores Amigos; além do produtor Rodrigo Teixeira, que tem o seu A Bruxa (The Witch), indicado em duas categorias.

Confira os indicados em cada categoria e, em seguida, mais informações sobre os mais importantes, informando que a cerimônia de entrega dos Spirit Awards-2017 será transmitida, ao vivo pelo A&E Mundo, com tradução simultânea em Espanhol e Português. O evento será realizado, como em todos os anos, em uma tenda na praia, em frente ao famoso caís de Santa Mônica, em Los Angeles, Califórnia.

Data da Premiação – 25 de fevereiro, véspera do Oscar.

OS INDICADOS

MELHOR FILME

A seleção do cinema independente traz polêmicas e revelações.

DOCINHO DA AMÉRICA
American Honey, EUA, 2016
Direção: Andrea Arnold
Elenco: Shia LeBeouf, Sasha Lane e Riley Keough. Drama. 142 minutos.

Uma adolescente de espírito livre foge de casa, integra-se a uma equipe de vendas itinerante que percorre o centro-oeste e mergulha em um turbilhão de eventos em festas, drogas, sexo e crimes.

Primeiro trabalho em Hollywood da consagrada cineasta inglesa Andrea Arnold, de Marcas da Vida (2006), À Deriva (209) e O Morro dos Ventos Uivantes (2011). Vaiado após a exibição em Cannes, onde ganhou a fama de “o pior do festival”, o crítico Rodrigo Fosenca, “é no mínimo espantoso que uma produção tão rasa, de 2h42m de puro tédio, com roteiro rocambolesco e vazio, com esboços de personagens e rascunhos de atuações, possa ter alcançado tamanho prestígio”. Mas, lá mesmo em Cannes, levou o Prêmio do Júri e a Menção Especial do Júri, e no Festival de Estocolmo-2016, recebeu o Prêmio Fipresci, da crítica internacional. Jacobs Matthew, do Huffington Post, o classifica como “mais mais do que um filme sobre jovens desajustados e sem esperança”.

Veja o trailer de American Honey, legendado em espanhol.

CHRONIC
Chronic, EUA, 2016
Direção: Michel Franco
Elenco: Tim Roth e Bitsie Tulloch. Drama. 93 minutos.

David, enfermeiro que fornece assistência em domicílio a pacientes em fase termina, vai além do que seu emprego exige, tornando-se um grande companheiro nos momentos mais difíceis das vidas dessas pessoas. Por outro lado, é um solitário que tenta, à sua maneira, restabelecer contato com Nádia, a sua filha.

Michel Franco, 36, é conhecido no Brasil pelo drama Depois de Lúcia (2012). Premiado nos Festivais de New Hamphire e Cartagena como Melhor Filme; e no Festival de Cannes-2016 com o Melhor Roteiro, Chronic foi, segundo o seu diretor, inspirado pela situação vivida pela sua avó que, doente, ficou vários meses preso à cama de falecer. “Isto me levou a pensar como é a vida de uma pessoa que trabalha nesta área. É o resultado do sentimento que tive por uma enfermeira, Beatriz, que cuidou da minha avó e compareceu ao enterro para ver os familiares. Perguntei há quanto tempo estava neste trabalho e ela respondeu 20 anos. Decidi fazer um filme sobre o tema“. “Chronic consegue evitar o excesso de drama e sentimentalismo ao abordar com sutileza situações complicadas, como por exemplo a passagem de tempo particular de pessoas que não esperam mais nada, em um clima de tédio infinito”, avalia o France Press, um dos principais veículos da imprensa da Europa.

Confira o trailer de Chronic.

JACKIE
EUA/Chile, 2016
Direção: Pablo Larrain
Com Nathalie Portman, Peter Skarsgaard e Greta Gerwig. Drama. 100 minutos.

Dallas, Texas, 22 de novembro de 1963. O presidente John Fitzgerald Kennedy, enquanto participa de uma carreata, é alvejado por um atirador, deixando a primeira-dama, Jacqueline Kennedy, em desespero, e a nação perplexa. Para ela, é o início de dias de aflição, angústias e decisões que ficaram distantes do público e que agora são reveladas.

Baseado em argumento de Noah Oppenheimer, o roteirista da séries Maze Runner: Correr ou Morrer e Divergente: Convergente (2016), seria dirigido por Darren Arenovsky e teria a sua mulher, Raquel Weisz, como Jaqueline, mas ele desistiu, ficando apenas como produtor. Com isso, ele passou a direção para o chileno Pablo Larrain, que faz a sua estreia em Hollywood, e o papel de Jacqueline foi para Nathalie Portman, com quem Darren já tinha trabalhado em Cisne Negro (2010).

Confira o trailer de Jackie.

MANCHESTER À BEIRA-MAR
Manchester by he Sea, EUA, 2016
Direção: Kenneth Lonnergan
Elenco: Casey Affleck, Michelle Williams, Kyle Chandler, Matthew Broderick, Gretchen Mol, Tate Donovan e Kara Hayward. Drama. 135 minutos. 12 anos.

North Shore, Massachussets, EUA. Após a súbita morte de Joe, seu irmão mais novo, Lee Chandler retorna à sua natal aldeia de pescadores. Obrigado a ficar ali porque o irmão o designou como único tutor de seu filho, Patrick, de 16 anos. Lidar com a morte do irmão, educar o sobrinho e enfrentar os tormentos que o levaram a se separar da mulher, Randi, e encarar a comunidade, o fazem reviver, ainda, trágicas memórias.

Terceiro longa de Kenneth Lonnergan, 54, vencedor do Hollywood Film Awards-2016 de Roteirista do Ano e que recebeu do Gotham o prêmio de Melhor Ator, paraCasey. Realizador de Conta Comigo (2000) e Margareth (2011), Lonnergan herdou o enredo escrito pelo ator Matt Damon – e seria a sua estreia como diretor. Orçado em US$ 8 milhões e alvo de disputa, em Sundance por vários estúdios, ficou com a Sony por US$10 milhões.

MOONLIGHT
Moonlight, EUA, 2016
Direção: Barry Jenkins
Elenco: Ashton Sanders, Trevante Rhodes Naomie Harris, Andre Holland, Jharrel Jerome, Mahershala Ali, Janelle Monae e. Drama racial.

As três fases da existência de Chiron, da infância e a adolescência até a vida adulta, em todas lidando com duas questões básicas: ser negro e gay. Envolvendo-o, a busca pela sobrevivência num dos bairros barra-pesada de Mimai e a luta desesperada para encontrar o seu lugar no mundo.

Produzida pelo estúdio Plan B, de Brad Pitt, é o segundo trabalho do diretor Barry Jenkins, 36. Vencedor do Gotham de Melhor Filme, Roteiro e do Prêmio Especial do Júri, é o grande favorito para levar os demais prêmios do cinema independente, e que, sem dúvida, estará entre os apontados às principais categorias do Globo de Ouro e do Oscar.

MELHOR DIRETOR
Andrea Arnold, Docinho Americano
Pablo Larraín, Jackie
Jeff Nichols, Loving
Kelly Reichardt, Certas Mulheres
Barry Jenkins, Moonlight

MELHOR ATRIZ
Annette Bening, 20th Century Women
Isabelle Huppert, Elle
Sasha Lane, Docinho Americano
Ruth Negga, Loving
Natalie Portman, Jackie

MELHOR ATOR
Casey Affleck, Manchester à Beira-Mar
David Harewood, Free In Deed
Viggo Mortensen, Capitão Fantástico
Jesse Plemons, Other People
Tim Roth, Chronic

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Edwina Findley, Free In Deed
Paulina Garcia, Melhores Amigos (Best Friends)
Lily Gladstone, Certas Mulheres
Riley Keough, Docinho Americano
Molly Shannon, Other People

Veja o trailer do neo-zelandês Free in Deed.

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Ralph Fiennes, A Bigger Splash
Ben Foster, A Qualquer Custo (Hell or High Water)
Lucas Hedges, Manchester à Beira-Mar
Shia LaBeouf, Docinho Americano
Craig Robinson, Morris from America

MELHOR ROTEIRO
Barry Jenkins, Moonlight
Kenneth Lonergan, Manchester à Beira-Mar
Mike Mills, 20th Century Women
Ira Sachs & Mauricio Zacharias, Melhores Amigos
Taylor Sheridan, A Qualquer Custo

MELHOR PRIMEIRO FILME
The Childhood of a Leader, de Brad Corbett (5 premios)
The Fits, de Anne Rose Holmer (ganhador de 8 prêmios)
Other People, de Chris Kelly
Swiss Army Man, de Dan Kwan e Daniel Scheinert (5 premios)
A Bruxa, de Robertr Eggers (7 prêmios)

Conheça o trailer de 20th Century Women.

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Todos os indicados merecem considerações. Confira-as.

AQUARIUS
BRASIL, 2016
Direção: Kleber Mendonça Filho
Elenco: Sonia Braga, Jeff Rosick, Irandhir Santos e Maeve Jinkings. Drama social. 140 minutos. 16 anos. Vitrine Filmes.

Recife, tempos atuais. Clara, 65 anos, jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos, mora em um apartamento localizado na Avenida Boa Viagem, onde criou os filhos e viveu boa parte de sua vida. Interessada em construir um novo prédio no espaço, os responsáveis por uma construtora conseguiram adquirir quase todos os apartamentos do prédio, menos o dela. Por mais que tenha deixado bem claro que não pretende vendê-lo, Clara sofre todo tipo de assédio e ameaça para que mude de ideia.

Terceiro longa-metragem do pernambucano Kléber Mendonça Filho, de Crí-tico (2008) e O Som ao Redor (2012), disputou a Palma de Ouro no Festival de Cannes 2016, ganhou elogios da crítica internacional e uma polêmica pela manifestação política da equipe denunciando “um golpe político” com a destituição, pelo Congresso e STJ, da então presidenta Dilma Roussef. Se por um lado atendeu aos anseios da esquerda, ensejou o repúdio da direita do País. E acabou, com isso, perdendo a chance de representar o Brasil no Oscar-2017 de Filme Estrangeiro ao ser defenestrado pela Comissão de Seleção do Ministério da Cultura.

CHEVALIER
Chevalier, Grécia, 2015
Direção: Athina Rachel Tsangari
Elenco: Panos Koronis, Vangelis Mourikis e Makis Papadimitriou. Comédia. 105 minutos.

Grécia. Durante o inverno, 6 amigos voltam de uma viagem de pesca e barco tem um problema mecânico no iate e eles à deriva no mar Egeu. Para passar o tempo, eles desenvolvem um jogo divertido e altamente competitivo chamado Chevalier. Durante este jogo, as coisas serão comparadas. As coisas serão medidas. Músicas vão ser massacradas, e sangue será testado. Amigos se tornará rivais e rivais se tornarão agressivos. Nenhum deles tem a intenção de sair do iate sem ser coroado o vencedor.

Lançado no Festival de Toronto-2015, é o terceiro trabalho da cineasta grega Athina Rachel Tsangari, ganhadora de 12 prêmios e mais 12 nomeações. Ganhador do prêmio de Melhor Filme do Festival de Londres-2016 por ser “uma comédia hilariante e uma declaração profundamente perturbador sobre a condição da humanidade ocidental”, é o representante grego ao Oscar-2017 de Filme Estrangeiro. Obteve receptividade positiva na Alemanha, o site Rotten Tomatoes dá-lhe 82% de críticas positivas e o MetaCritic 74%.

Conheçam o trailer de Chevalier.

TRÊS LEMBRANÇAS DA MINHA JUVENTUDE
Trois Souvenirs de ma Jeunesse, França, 2015
Direção: Arnaud Desplechin
Elenco: Dinara Drukarova, Lou Roy-Lecollinet, Mathieu Amalric e Olivier Rabourdin
Drama. 123 minutos. Mares Filmes
Estreia: 26/11/2015

Paul Dédalus, um antropologista, prepara-se para deixar Paris e ir morar no Tajiquistão. Enquanto se organiza para a viagem, passa a recordar as vivências na infância, na juventude e, em especial, o romance fervoroso com Esther.

Drama romântico, conquistou o César de Melhor Diretor-2015 e prêmios nos festivais de Cannes, Chicago, Cinephile Society Awards e o Lumière Awards, é o 9º longa do francês Arnaud Desplechin, 56, realizador de Reis e Rainha (2004) e Um Conto de Natal (2008). Já lançado no Brasil no ano passado, é uma “prequela” de Como Eu Briguei (Por Minha Vida Sexual), de 1996.

Veja o trailer de 3 Lembranças de Minha Juventude.

TONI ERDMANN
Toni Edermann, Alemanha-Áustria-Romênia, 2016
Direção: Karen Ade
Elenco: Elenco: Peter Simonischek, Sandra Hüller E Michael Wittenbor. Drama. 162 minutos.

Levando a vida com com bom humor, o extrovertido Winfried é, por isso, um senhor que sofre com o afastamento de sua filha Inês, sisuda e extremamente dedicada ao trabalho e que mora em Budapeste. A fim de reparar a situação, decide visita-la e a iniciativa não dá certo, resultando em vários enfrentamentos, o que o faz retornar para casa. Tempos depois, ele ressurge na vida de Ines agora sob o alter-ego de Toni Erdmann, um especialista em contar mentiras bem-intencionadas a todos que ela conhece.

Terceiro longa da Alemã Karen Ade, ganhadora de 17 prêmios internacionais e conhecida no Brasil pelo drama Todos os Outros (2009). A mais celebrada realização europeia deste ano, conquistou 9 prêmios e outras 10 nomeações, é o favorito para levar o Spirit.

Conheça o trailer de Toni Edermann.

SOB A SOMBRA
Under the Shadow, Reino Unido, Jordânia, Qatar, 2016
Direção: Babak Anvari
Elenco: Narges Rashidi, Avin Manshadi, Bobby Naderi, Ray Haratian e Arash Marandi. Terror. 84 minutos. 16 anos.

Teerã, anos 1980. Durante a guerra Irã-Iraque, mãe e filha tentam sobreviver em meio a explosões de bombas e mísseis. Com o passar do tempo, o conflito é intensificado e mãe se torna obcecada pela ideia de que sua filha está possuída por espíritos malignos chamados Djinn.

Vencedor de 7 prêmios internacionais e outras 8 nomeações, é um dos mais surpreendentes filmes do ano, diz em uníssono a crítica internacional. Exibido com imenso sucesso no Festival de Sundance e na recente Mostra Internacional de SP, marca a estreia do iraquiano Babak Anvari no longa-metragem.

PRÊMIO ROBERT ALTMAN DE MELHOR ELENCO
Moonlight
Melhor Elenco: Mahershala Ali, Patrick Decile, Naomie Harris, Alex Hibbert, André Holland, Jharrel Jerome, Janelle Monáe, Jaden Piner, Trevante Thodes e Ashton Sanders

MELHOR DOCUMENTÁRIO
A 13ª Emenda (13th, EUA, 2016), de Ava Duvernay
Cameraperson (EUA, 2016), de Kirsten Johnson
I Am Not Your Negro (EUA, 2016), de Raoul Peck
O. J.: Made in America (EUA, 2016), deEzra Edelmann
Sonita, uma Rapper Afegã (Sonita, Alemanha-Suiça-Irã, 2016), de Rokhsareh Ghaemmaghami
Sob o Sol (Under the Sun/V luchakh solnca, República Tcheca-Rússia-Alemanha-Latvia-Coreia do Norte, 2015), de Vitaly Manskly

PRÊMIO JOHN CASSAVETES
Melhor filme feito com menos de US$ 500 mil
Free In Deed (EUA-Nova Zelândia, 2015), de Jake Muhaffy
Hunter Gatherer (EUA, 2016), de Joshua Locy
Lovesong (2016), de So Yong Kim
Nakom (Ghana-EUA, 2016), de Kelly Daniels Norris e T. W. Pitmann
SPA Night (EUA, 2016), de Andrew Ahn

MELHOR PRIMEIRO ROTEIRO
Robert Eggers, A Bruxa
Chris Kelly, Other People
Adam Mansbach, Barry
Stella Meghie, Jean of the Joneses
Craig Shilowich, Christine

MELHOR EDIÇÃO
Matthew Hannam, Swiss Army Man
Jennifer Lame, Manchester à Beira-Mar
Joi McMillon e Nat Sanders, Moonlight
Jake Roberts, A Qualquer Custo
Sebastián Sepúlveda. Jackie

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Ava Berkofsky, Free In Deed
Lol Crawley, The Childhood of a Leader
Zach Kuperstein, The Eyes of My Mother
James Laxton, Moonlight
Robbie Ryan, Docinho Americano

OUTROS FIMES

CERTAS MULHERES
Certain Women, EUA, 2016
Diretor: Kelly Reichardt
Elenco: Michelle Williams, Kristen Stewart , Laura Dern e James Le Gros. Drama.
As vidas de três mulheres se cruzam em uma pequena cidade América, onde cada um vai imperfeitamente abrindo caminho em nome da liberdade feminina. Drama. 107 minutos.

Confira o trailer de Certas Mulheres.

JACKIE
Jackie, EUA, 2016 – 100 minutos
Direção: Pablo Larrain
Elenco: Nathalie Portmann, Peter Sarsgaard e Greta Gerwig.
A vida Jacqueline Kennedy nos dias e meses seguintes ao assassinato do marido, John Fitzgerald Kennedy, em Dallas. A dor da perda, o trauma interno e o lidar com os filhos e a família, a imprensa, e outras atribulações no seio familiar.

Veja o trailer de Jackie.

LOVING
Loving, EUA, 2016 – 123 minutos
Direção: Jeff Nichols
Elenco: Ruth Negga , Joel Edgerton , Will Dalton , Dean Mumford.
Richard e Mildred Loving, um casal interracial, são condenados à prisão na Virgínia em 1958 para se casar.

Conheça o trailer de Loving.

OTHER PEOPLE
Other People, EUA, 2016 –
Direção: Chris Kelly
Elenco: Jesse Plemons, Bradley Whitford e Molly Shannon
Uma escritora, após o término com seu namorado, se muda para Sacramento a fim de ajudar sua mãe que está doente. Vivendo com o seu conservador pai e as irmãs mais novas, David se sente como um estranho no lugar onde cresceu. Ao longo dos dias, quando sua mãe vai piorando de saúde, ele tenta convercer a todos, e até a si mesmo, de que está fazendo tudo certo.

Conheça o trailer de Other People.

THE CHILDHOOD OF A LEADER
The Childhood of a Leader, EUA, 2016
Em 1918, um garoto americano passa a morar na França, já que seu pai foi convidado pelo governo americano a trabalhar na criação do Tratado de Versalhes. O que este jovem descobre é o nascimento de uma ideia assustadora, que se transformaria na ideologia fascista.

Conheça o trailer de The Childhood of a Leader.

THE FITS
The Fits, EUA, 2016
Direção: Anna Rose Holmer
Elenco: Royalty Hightower, Alexis Neblett e Da’Sean Minor

Toni, uma menina de onze aos de idade, que está participando de em uma equipe de dança em Cincinnati, quando um surto misterioso de desmaios atinge a equipe e seu desejo de aceitação é torcido. Drama. 72 minutos.

Confira o trailer de The Fits.

SWISS ARMY MEN
Swiss Army Men, EUA, 2016
Direção: Daniel Kwan e Daniel Scheinert
Elenco: Paul Dano, Daniel Radcliffe, Mary Elizabeth Winstead
Hank (Paul Dano), um homem perdido no deserto, e sem esperanças, encontra um corpo no meio do caminho. Decidido em ficar amigo do morto, eles vão partir, juntos, em uma jornada surrealista para voltar para casa. Ao mesmo tempo em que Hank descobre que o corpo é a chave para sua sobrevivência, ele é forçado a convencer o morto o quanto vale a pena viver. Drama social. 97 minutos.

Confira o trailer de Swiss Army Men.

A 13ª EMENDA
The 13th, EUA, 2016 –
Direção: Ava DuVernay
Documentário que discute a décima terceira emenda à Constituição dos Estados Unidos – “Não haverá, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar sujeito a sua jurisdição, nem escravidão, nem trabalhos forçados, salvo como punição de um crime pelo qual o réu tenha sido devidamente condenado” – e seu terrível impacto na vida dos afro-americanos. Documentário. 100 minutos.

Conheça o trailer de A 13ª Emenda.

RANKING BRASIL – MOGLI ultrapassa BATMAN em estreia

Sem dificuldades, Mogli: O Menino Lobo conseguiu tomar a liderança de Batman vs. Superman: A Origem da Justiça em seu fim de semana de estreia no Brasil. A aventura dos famosos super-heróis ficou na segunda posição do ranking após uma queda considerável na renda. Zootopia: Essa Cidade é o Bicho também piorou o desempenho, mas conseguiu ficar com a terceira posição, sendo ultrapassado apenas pelo estreante. Da mesma forma, Invasão a Londres e Rua Cloverfield, 10 ficaram respectivamente em quarto e quinto lugar, próximo em renda da animação Zootopia

Neel Sethi como Mogli em cena de MOGLI: O MENINO LOBO.

Neel Sethi como Mogli em cena de MOGLI: O MENINO LOBO

Em seu primeiro fim de semana em cartaz no país, Mogli: O Menino Lobo conquistou o público ao arrecadar cerca de R$ 9,5 milhões no período, valor que pressionou Batman vs. Superman a recuar na tabela e dar a primeira colocação do ranking ao estreante. Aproximadamente 570 mil espectadores foram aos cinemas assistir ao filme no fim de semana, que fez, como esperado, o melhor público do período.

Ben Affleck como Bruce Wayne em cena de BATMAN VS. SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA.

Ben Affleck como Bruce Wayne em cena de BATMAN VS. SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA

Já em seu quarto fim de semana em cartaz no país, Batman vs. Superman: A Origem da Justiça surpreendeu com uma queda considerável na renda, cerca de 50% em relação o valor obtido anteriormente. A aventura arrecadou cerca de R$ 7,6 milhões no período, conseguindo levar por mais de 450 mil espectadores às telonas no período. Com o resultado, o filme foi ultrapassado por Mogli e terminou o domingo na segunda colocação do ranking, com um valor acumulado estimado de R$ 115 milhões no país. O público acumulado no Brasil está por volta dos 7,3 milhões de espectadores.

Judy Hoops em cena de ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO.

Cena de ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO

Zootopia: Essa Cidade é o Bicho também caiu consideravelmente, mas conseguiu manter-se logo atrás de Batman vs Superman, sendo ultrapassado apenas pelo estreante Mogli. A animação arrecadou um valor de R$ 1,8 milhão no fim de semana, que representa uma queda próxima dos 50% em relação ao valor obtido anteriormente. Ao término do seu quinto fim de semana em cartaz no país, o filme passava a acumular um valor próximo de R$ 34,8 milhões em renda, e um público de 2,4 milhões de espectadores.

Gerard Butler em cena de INVASÃO A LONDRES.

Gerard Butler em cena de INVASÃO A LONDRES

Também como Zootopia, a ação Invasão a Londres obteve uma queda relativa ao fim de semana anterior próxima dos 50% ao arrecadar nesse último uma renda de R$ 1,5 milhão, resultado preocupante para um filme que está começando a sua terceira semana em cartaz no país. Mesmo com o resultado, Invasão a Londres conseguiu manter-se logo atrás de Zootopia. A renda acumulada era estimada de R$ 5,5 milhões ao término do domingo, com um público total de aproximadamente 380 mil ingressos no país.

Cena de RUA CLOVERFIELD, 10.

Cena de RUA CLOVERFIELD, 10.

O terror Rua Cloverfield, 10 foi mais um que caiu bastante no desempenho tendo estreado há pouco tempo. O filme arrecadou cerca de R$ 971 mil no último fim de semana, valor que representa uma queda próxima dos 60% em relação a renda obtida anteriormente, e com resultado ficou na quinta colocação do ranking. Há apenas duas semanas em cartaz no país, Rua Cloverfield, 10 já está numa situação preocupante, junto de Deus Não Está Morto 2, que também caiu, para a sexta colocação. Ambos passaram a acumular uma renda estimada de, respectivamente, R$ 3,6 milhões e R$ 3,0 milhões no país ao término do fim de semana.

Confira abaixo a tabela do ranking Brasil com os dez melhores.

RBRA

Veja o trailer de Mogli: O Menino Lobo.

Imagem de Amostra do You Tube

BATMAN VS SUPERMAN – SUCESSO DA DC COMICS

Dando início um tanto tardiamente ao universo compartilhado da DC Comics no cinema, Batman vs Superman: A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice, EUA, 2016), de Zack Snyder, traz um conjunto de acertos que terminaram por transformar o filme num sucesso

Cena de BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA (2016), de Zack Snyder

O trailer que contava mais ou menos o resumo da história prometia algo pavoroso. Quanto ao resumo, digamos que é isso mesmo que é mostrado no filme. Mas o que parecia ridículo, passa longe de ser em Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016), de Zack Snyder, que dá início de verdade à proposta de criação de um universo DC no cinema como a Marvel vem fazendo desde o primeiro Homem de Ferro.

Mas, afinal, o que há de tão fabuloso em Batman vs Superman? Antes de mais nada, há todo um cuidado em tecer a trama, primeiramente contando, junto com os créditos iniciais – esses elementos tão elegantes e em falta no cinema atualmente, quando reaparecem, é uma alegria -, uma rápida origem do Batman, de modo a reintroduzi-lo nesse universo, que se inicia a partir dos eventos mostrados no último ato de O Homem de Aço (2013), também de Snyder.

Ou seja, toda aquela destruição causada durante a batalha entre Superman (Henry Cavill) e o kryptoniano Zod ocasionou milhares de mortes, algo que não é contado no filme-solo do Homem de Aço, mas que aqui fornece munição para que Bruce Wayne (Ben Affleck, muito bem no papel) passe a encarar o bom alienígena como uma ameaça para a humanidade.

Cena de BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA

Ao mesmo tempo, há toda uma maquinação por parte de Lex Luthor para que os dois se confrontem, por mais que suas motivações não sejam muito claras e talvez um calcanhar de Aquiles do filme. Ainda assim, Jesse Eisenberg fornece ao vilão uma imagem até simpática de menino mimado, fugindo dos estereótipos de supervilões chatos e histéricos. Só em determinado momento sentimos raiva dele de verdade.

O filme vem seguindo uma tradição marcante da DC/Warner dos últimos anos, que é privilegiar os aspectos mais sombrios e construir histórias mais dramáticas e épicas, ao contrário da leveza das aventuras da Marvel/Disney. E isso é bem marcado logo nos créditos, quando vemos as memórias do trauma de infância de Bruce Wayne, da noite em que ele perdeu seus pais no ato vil de um assaltante em uma rua mal iluminada.

Essa característica sombria também se manifesta em seus protagonistas. Bruce Wayne, em conversa com seu mordomo e parceiro Alfred (Jeremy Irons), afirma ser mesmo um criminoso. E esse seu aspecto vilanesco fica ainda mais marcante quando do embate entre ele e Superman, uma figura que quase é também contaminada pelo ódio generalizado. Não há como escapar da maldade (ou algo assim), ele afirma em uma sequência, em conversa rápida com Lois Lane (Amy Adams).

Cena de BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA

E Lois, como está encantadora! Ela é tão heroína na história quanto a Mulher Maravilha (Gal Gadot, deslumbrante), apesar de ser apenas uma jornalista que por acaso é namorada do sujeito mais poderoso da Terra. Quanto à mais querida amazona dos quadrinhos, sua aparição é relativamente pequena, embora seja motivo de euforia quando ela surge para ajudar nossos heróis a enfrentar o supervilão Apocalipse – isso só spoiler para quem não viu o trailer, veiculado à exaustão desde o ano passado. E a música-tema da Mulher Maravilha é linda, hein!

Quem tem/teve um pouco de contato com os quadrinhos nas últimas décadas sabe que Apocalipse é um monstrengo marcante na história do Homem de Aço, e não apenas por ser praticamente indestrutível. E imaginava-se que ele seria o grande estraga-prazeres de Batman vs Superman. Felizmente, não é bem isso que acontece. Afinal, quem já acompanhou a pancadaria de Superman contra Zod no filme anterior sabe mais ou menos o que esperar agora, sendo que no novo filme tudo é mais épico e dramático.

Há quem vá reclamar da falta de diálogos mais bem trabalhados dos personagens, mas Snyder preferiu centrar o seu filme na ação, em especial no embate entre os dois heróis. E não dá para dizer que se saiu mal por isso. Inclusive, ver o filme em IMAX 3D torna a experiência ainda mais intensa, mal dando para perceber a passagem de suas duas horas e meia de duração. (Há várias cenas filmadas com câmeras IMAX, e dá para percebê-las com a mudança frequente da janela de aspecto.)

Cena de BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA

E por mais que Superman seja essa criatura extraordinária de bondade, um deus vivendo entre os homens e o coração da história, é Bruce Wayne/Batman quem fornece o veneno necessário para que o filme deixe de ser uma simples diversão apropriada para crianças pequenas. A inspiração, inclusive no uniforme de aspecto mais sujo do Batman, é de Cavaleiro das Trevas, a graphic novel de Frank Miller. E por isso mesmo esse amargo personagem ganha contornos bem interessantes.

Talvez seja justamente o morcego de Gotham o principal trunfo de Batman vs Superman, embora possamos atribuir o sucesso ao conjunto: boa condução narrativa (não esqueçamos de duas sequências de sonho fantásticas), excelente elenco de apoio, promessa de uma Liga da Justiça muito interessante para os próximos filmes, uma Mulher Maravilha linda, forte e enigmática, um trabalho de direção de arte e figurinos lindos, efeitos especiais de ponta (mesmo com o CGI do Apocalipse), cenas de ação muito boas – inclusive com uma maior agilidade do Batman, em comparação com os outros filmes do personagem etc. Ao fim da sessão, quem tem cisma com o Zack Snyder pode até pensar duas vezes agora.

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Pôster de BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA (2016), de Zack Snyder

Título: Batman vs Superman: A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice)

Estreia: 24/03/2016

Gênero: Ação

Duração: 153 min.

Origem: Estados Unidos

Direção: Zack Snyder

Roteiro: Chris Terrio, David S. Goyer

Distribuidor: Warner Bros.

Classificação: 12 anos

Ano: 2016

 

 

Assista ao trailer de Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

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MULHER-MARAVILHA – Gal Gadot quase participou de outro filme da DC

Atriz revelou que a chance de interpretar a heroína só foi possível porque ela havia desistido anteriormente de um papel em outro filme de super-herói da DC Comics

Ben Affleck (Batman), Henry Cavill (Superman) e Gal Gadot (Mulher-Maravilha) em imagem promocional de BATMAN VS SUPERMAN

Ben Affleck (Batman), Henry Cavill (Superman) e Gal Gadot (Mulher-Maravilha) em imagem promocional de BATMAN VS SUPERMAN

Pelo visto, além de seu talento e beleza, a atriz Gal Gadot também contou com uma certa ajudinha do destino para conseguir o papel da Mulher-Maravilha no filme Batman vs Superman: A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice).

Em entrevista ao site israelense Xnet, Gadot revelou que quase perdeu a oportunidade de interpretar a icônica heroína da DC Comics porque havia sido escalada anteriormente para um papel no filme O Homem de Aço (Man of Steel).

Quando eu estava grávida de um mês da minha filha Alma, me ofereceram o papel de vilã do filme do Superman. Se eu não estivesse grávida eu teria aceitado a proposta e com isso não haveria a menor chance deles me escolherem agora para ser a Mulher-Maravilha, disse a atriz.

Assim, após receber um ‘não’ como resposta, a Warner escolher a atriz Antje Traue para interpretar Faroa em O Homem de Aço, enquanto que Galdot anos mais tarde conseguiu o maior papel de sua carreira…

Confira abaixo o trailer de Batman vs Superman: A Origem da Justiça:

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FRAMBOESA DE OURO-2015 – Redenção para Ben Affleck

Nem importa muito falar sobre quais foram os piores filmes e atores de 2014, pois o grande vencedor, a comédia natalina Kirk Cameron’s Saving Christmas, do próprio Kirk Cameron, levou quase tudo de importante e sequer vai chegar por aqui. O relevante mesmo foi o reconhecimento por parte da Associação Framboesa de Ouro, o Razzie Awards, do talento de Ben Affleck, ganhador do Prêmio Redençao

Cartaz de Kirk Cameron's Saving Christmas, Cameron Diaz e Megan Fox: Framboesa para eles

Cartaz de Kirk Cameron’s Saving Christmas, Cameron Diaz e Megan Fox: Framboesa para eles

Kirk Cameron, Megan Fox e Kelsey Grammer foram os grandes perdedores, digo, vencedores da 35ª edição do Prêmio Framboesa de Ouro, criado pelo cinéfilo John Wilson em 1980. Hoje a associação conta com cerca de 800 membros em 15 países. O anúncio dos premiados ocorreu neste sábado, 21, no Hotel Montalban, a poucos metros do Teatro Dolby, onde o Oscar começa a ser entregue logo mais.

Há algumas curiosidades na premiação. Enquanto Affleck tinha o seu talento reconhecido, outro popular cineasta de Hollywood, Michael Bay, recebia o troféu de pior diretor pelo barulhento e horroroso Transfermers – a Era da Extinção. Não sei se tem antecessores, mas Kelsey Grammer conseguiu ganhar a Framboesa por 4 filmes, um deles uma animação, A Lenda de Oz (2012), para o qual cedeu a voz. Cameron Diaz e a sempre presente Megan Fox foram citadas em mais de um filme, mas não havia concorrência para Kirk Cameron, vencedor de 4 estatuetas. O seu filme, Kirk Cameron’s Saving Christmas, lançado em 25 de dezembro passado, não teve o seu custo revelado e foi um dos maiores fracassos do ano. Lançado em 410 salas, ficou 42 dias (6 semanas) em cartaz e rendeu exatos US$ 2.783,870. Ainda sequer foi lançado no mercado de vídeo e, com certeza, não será lançado nos cinemas brasileiros.

Ben Affleck: o novo Batman não é mais digno da Framboesa de Ouro

Ben Affleck: o novo Batman não é mais digno da Framboesa de Ouro

Confira os ganhadores e divirta-se. Caso queira conhecê-los, estão nas locadoras.

PÍOR FILME
Kirk Cameron’s Saving Christmas

PIOR DIRETOR
Michael Bay, Transformers: a era da extinção

PIOR ROTEIRO
Darren Doane e Cheston Harvey, Kirk Cameron’s Saving Christmas

PIOR ATOR
Kirk Cameron, Kirk Cameron’s Saving Christmas

PIOR ATRIZ
Cameron Diaz, Mulheres ao Ataque (The Other Woman, 2014), e Sex Tape – Perdido na Nuvem

PIOR ATOR COADJUVANTE
Kelsey Krammer, Os Mercenários 3, A Lenda de Oz (animação), Elas Querem Pensar Como Eles e Transformers: a Era da Extinção

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
Megan Fox, As Tartarugas Ninja

PIOR COMBO NA TELA
Kirk Cameron e o seu ego em Kirk Cameron’s Saving Christmas

PIOR REMAKE
Annie

PRÊMIO REDENÇÃO
Ben Affleck,
De Contato de Risco para Argo e Garota Exemplar

Confira o trailer do pior filme exibido nos cinemas dos EUA em 2014.

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SUNDANCE-2015 – Regina Casé e Camila Mardila premiadas

Criado nos anos 80 pelo ator, produtor e cineasta Robert Redford, em Park City, estado de Utah, o Sundance Film Festival, Festival de Cinema de Sundance, em sua edição 2015, premiou como melhor filme o drama Me and Earl and the Dying Girl, de Alfonso Gómez-Rejon. No entanto, devemos comemorar as premiações das atrizes Regina Casé e Camila Mardila, eleitas as melhores por Que Horas ela Volta?, de Ana Muylaert, e do thriller, The Witch , de Robert Eggers, eleito o melhor diretor. É que esta produção é assinada pelo brasileiro Rodrigo Teixeira

Camila Mardila e Ana Muylaert na premiação do Festival de Sundance-2015 - Foto Chris Pizello/Invision/AP

Camila Mardila e Ana Muylaert na premiação do Festival de Sundance-2015 – Foto Chris Pizello/Invision/AP

Senão me falha a memória, além do roteiro de O Homem que Matou a Minha Amada Morta, de Ely Muritiba, premiado com 10 mil dólares no ano passado com o  Global Filmmaking Award (do Laboratório de Roteiro e filmagens já finalizas em fevereiro de 2014), Sundance tinha premiado anteriormente outros filmes brasileiros, entre eles, Amores Possíveis, de Sandra Werneck, e o documentário Zé do Caixão: o Estranho Mundo de José Mojica Marins (Coffin Joe: the Strange World of Jose Mojica Marins), de André Barcinski e Ivan Finotti. Pois agora, Regina Casé e Camila Mardila conquistaram o prêmio de atuação dramática com o drama Que Horas Ela Volta? (The Second Mother, título nos EUA), de Ana Muylaert. Uma premiação importantíssima para uma cinematografia apática no cenário internacional e que ainda patina no mercado interno como um todo.

O enredo trata da relação entre patrões e empregados domésticos. Val (Casé) sai do interior pernambucano para trabalhar como empregada e acaba se estabelecendo em uma mansão ao longo de 13 anos, tendo cuidado de Fabiano (Michel Joelsas), o filho dos patrões, desde o seu nascimento. A rotina dela é quebrada quando a filha, que ela deixou ainda pequena, agora vai ao seu encontro enquanto se prepara para prestar o vestibular. O problema é que a filha começa a questionar as regras impostas pelos patrões, que a tratam bem. Alguns críticos destacaram o tom cômico em meio a uma história dramática, que segundo eles lembra outro filme com o tema, Histórias Cruzadas (The Help, 2012), de Tate Taylor, ambientado nos anos 60 e que aborda a relação entre mulheres negras e os patrões brancos.

Data de estreia
30 de Julho

Outro brasileiro

Apesar da filmografia marcada por 7 produções bem sucedidas no Brasil, Rodrigo Teixeira é pouco conhecido na mídia. Ele é o produtor de O Cheiro do Ralo (2007), de Hector Dhalia, Abismo Prateado (2011), de Karin Ainouz, Alemão, de José Eduardo Belmonte, e Tim Maia (ambos de 2014), de Mauro Lima. Nos EUA, ele fundou a produtora RT Features e The Witch é uma coprodução com outro estúdio pequeno, a Parts and Labor. A RT Features produziu outras obras importantes e premiadas, como Frances Há (2012), de Noah Baumbach, Night Moves (2013), de Kelly Reichardt, e O Amor é Estranho (2014), de Ira Sachs, que estreia agora em fevereiro.

The Witch se passa na Nova Inglaterra do século 17 quando a Inquisição ainda sobrevivia nos países da América e desenvolve a história de uma família que, a partir do sumiço do filho caçula, suspeita que a filha mais velha esteja envolvida com atos de bruxaria. Já com direitos comprados para o Brasil, vai estrear no segundo semestre.

Me and Earl and the Bying Girl (2014), de Alfonso Rejón: melhor filme e Prêmio do Público

Me and Earl and the Bying Girl (2014), de Alfonso Rejón: melhor filme e Prêmio do Público

Citado como um drama comovente, Me and Earl and the Dying Girl, marca a estreia no longa-metragem de Alfonso Gómez-Rejón, jovem americano de origem mexicana criado em Laredo, México, fronteira entre os 2 países. O cara é fera. Veja só: se formou em cinema como o Bacharelado em Finas Artes (BFA) na Universidade de Nova Iorque e também no American Film Institute, tendo sido assistente pessoal de Martin Scorsese, Nora Ephron, Robert De Niro e Alejandro González Iñarritu, e de segunda unidade, além desses citados, também de Kevin McDonald, Ryan Murphy e Ben Affleck (em Argo). Ele dirigiu episódios de séries como Glee, American Horror Story (pelo episódio Coven, foi indicado ao Emmy de Melhor Direção de Minissérie) e comerciais da T-Mobile e Chevrolet para o Super Bowl.

Me and Earl and the Dying Girl narra a história de um introspectivo adolescente (Jon Bernthal) que se torna amigo de uma garota (Olivia Cooke) que sofre de leucemia. Conquistou, também, o Prêmio do Público de Melhor Filme – repetindo os prêmios recebidos por Fruitvale Station (2011) e Whiplesh, no ano passado. Na categoria de documentário, o Grande Prêmio do Júri foi para The Wolfpack, a estreia de Crystal Moselle na direção.

Confira os vencedores em cada categoria.

Grande Prêmio do Júri (Drama)
Me and Earl and the Dying Girl, de Alfonso Gomez-Rejon

Grande Prêmio do Júri (Documentário)
The Wolfpack, de Crystal Moselle

Prémio do Júri (Cinema Mundial – Documentário)
The Russian Woodpecker, de Chad Gracia

Prêmio do Júri (Cinema Mundial – Drama)
Slow West, de John Maclean

Prêmio do Público (Documentário)
Meru, de Jimmy Chin e Elizabeth Chai Vasarhelyi

Prêmio do Público (Drama)
Me and Earl and the Dying Girl, de Alfonso Gomez-Rejon

Prêmio do Público (Cinema Mundial – Documentário)
Dark Horse, de Louise Osmond

Prêmio do Público (Cinema Mundial – Drama)
Umrika, de Prashant Nair

The Best of NEXT (Prêmio do Público)
James White, de Josh Mond

Melhor Realizador (Documentário)
Cartel Land, de Matthew Heineman

Melhor Realizador (Drama)
Robert Eggers, por The Witch

Melhor Realizador (Cinema Mundial – Documentário)
Dreamcatcher, de Kim Longinotto

Melhor Realizador (Cinema Mundial – Drama)
The Summer of Sangaile, de Alanté Kavaïté

Prêmio de Argumento Waldo S. (Drama)

Prêmio de Montagem (Drama)
DOPE

Prêmio de Montagem (Cinema Mundial – Documentário)
How to Change the World

Prêmio de Fotografia (Documentário)
Cartel Land

Prêmio de Fotografia (Ficção – Drama)
Diary of a Teenage Girl

Prémio de Fotografia (Cinema Mundial – Ficção | Drama)
Partisan

Prêmio Especial do Júri (Documentário – primeiro filme)
(T)error, de Lyric R. Cabral e David Felix Sutcliffe

Prêmio Especial do Júri (Documentário – filmagem Verite)
Western, de Bill e Turner Ross

Prêmio Especial do Júri (Documentário – impacto social)
3 1/2 Minutes, de Marc Silver

Prêmio Especial do Júri (Cinema Mundial – Interpretação)
Jack Reynor, em Glassland
Regina Case e Camila Mardila, em The Second Mother (Que Hora Ela Volta?)

PRÊMIOS ESPECIAIS

PRÊMIO DE CINEMA ALFRED P. SLOAN
The Stanford Prison Experiment

SUNDANCE INSTITUTE- GLOBAL FILMMAKING AWARD
Be Safe I Love You (Arábia Saudita)
The Poet (Somália)
Luxembourg (Ucrânia)
Rosebuds (Polônia/Alemanha)

Confira o trailer de The Second Mother, ou, Que Horas Ela Volta?

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PREMIAÇÃO EUA – AS ESCOLHAS DE CRÍTICA E PÚBLICO

Um dos temas mais discutidos, em termos de cinema, é a diferenciação entre os gostos dos críticos e do grande público. Critics x People. Os blockbusters estão em queda em termos de frequência de público, ano a ano, especialmente no seu mercado seu mercado interno, os EUA. A lista dos fracassados aumenta ano a ano e cada vez mais estão na dependência do público estrangeiro. Mas nem só de blockbuster Hollywood vive e o interesse do público jovem pelos filmes de ação, geralmente desprezados pelos críticos, aumenta a distância entre os gostos analistas e simples fãs de cinema. Há lições a se tirar, como reflexão, das recentes premiações do Critics Choise e do People’s Choise. Antagônicas em tudo…

People's Choise Awards e Critic's Choise Awards: divergentes até nas logomarcas

People’s Choise Awards e Critic’s Choise Awards: divergentes até nas logomarcas

Enquanto Chris Evans, Robert Downey Jr., Adam Sandler, Jennifer Lawrence e a fantasia Malévola (Maleficent, 2014), de Robert Stromberg, eram alguns dos eleitos os melhores de 2014 pelo People, o prêmio do público, cuja eleição se dá pela internet, os críticos norte-americanos e canadenses elegiam Michael Keaton, Patrícia Arquette, J. K. Simmons e o drama Boyhood – da Infância à juventude (Boyhood, 2014), de Richard Linklatter. Não há concordância mesmo sequer entre os filmes mais populares, como os de ação e comédia. Enquanto um elegeu, respectivamente, a ficção científica Divergente (Divergent, 2014), de Neil Burger, e Anjos da Lei 2 (22 Jump Street, 2014), de Phil Lord e Christopher Miller, o outro preferiu Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy, 2014), de James Gunn, e O Grande Hotel Budapeste (The Great Budapest Hotel, 2014), de Wes Anderson. Na ficção científica, no entanto, os críticos elegeram o grande filme hollywoodiano do ano, o cerebral Interestellar, de Chris Nolan. Confira, nas listas, que outros desprezados nas atuais premaiações de Hollywood, como o romântico A Culpa é das Estrelas (The Fault in our Stars, 2014), de John Boore, Garota Exemplar (Gone Girl, 2014), de David Fincher, e Sniper Americano (American Sniper, 2014), de Clint Eastwood, foram lembrados. Os críticos ta,bém não se esqueceram de seu grande colega, um dos ícone das análises fílmicas, Roger Ebert, premiando o documentário a ele dedicado, Life Itself – a Vida de Roger Ebert, que tem exibição garantida no Brasil, em DVD.

A divergência de gostos e preferências culturais faz parte da sociedade e, levado ao âmbito do respeito, gera reflexões. O People’s Choise Awards foi criado em 1957 pelo produtor de televisão Bob Silvers, da rede CBS, e atualmente é realizada pela empresa de higiene Procter & Gamble, sendo a votação via internet. A premiação, transmitida com ampla audiência pela CBS, é o ponta pé inicial na entrega dos prêmios das diversas entidades sindicais dos profissionais de Hollywood.

O atual presidente da entidade, Fred O. Nelson, em entrevista ao site Adoro Cinema, explica que a premiação é, em tudo, baseada na popularidade de astros, filmes, série, etc.  “Tudo é baseado na popularidade. Começamos fazendo uma pesquisa para ver os índices de audiência e conhecer as séries mais populares. Olhamos as vendas das músicas e as bilheterias dos filmes. Também assinamos um serviço chamado E-Score Celebrity, que mede a popularidade de celebridades diante dos fãs. Pegamos todos estes dados e definimos os candidatos elegíveis para cada categoria. Neste momento, temos 12 indicados para cada categoria, de cinema, música e TV. Jogamos as listas na internet e o público escolhe os cinco favoritos”, diz Fred.

O público estadunidense também foi conferir a entrega da premiação no Nokia Theatre, em Los Angeles. E eles elegeram os super-heróis como os seus preferidos e, no conjunto, os respectivos atores. Capitão América, Homem de Ferro , Batman e Os Vingadores. Assim sendo o Capitão América Chris Evans recebeu o prêmio de ator favorito em filmes de ação; o Homem de Ferro Robert Downey Jr., o de ator favorito, pelo 4º ano consecutivo, também o ator dramático favorito.

O público elegeu também Malévola foi eleito o melhor filme, derrotando os filmes dos super-heróis e até o favorito Guardiões da Galáxia.

A premiação mais diferenciada do People’s Choise foi para o ator, produtor e diretor Ben Affleck, que recebeu o Prêmio Humanitário. Poucos sabem, mas assim como o falecido Paul Walker, Affleck fundou uma entidade e através dela comanda políticas de auxílio às populações governamentalmente desprotegidas no leste do Congo. O ator, escolhido para ser o novo Batman, agradeceu numa boa: “Já fui chamado de um monte de coisas na minha vida, mas não tenho certeza se humanitário é uma delas”, disse. “A única maneira de combater as coisas tristes que vemos, as coisas terríveis que vemos, é trazer um pouco de bondade para o mundo”. O prêmio foi entregue por Amy Adams, sua companheira de elenco em Batman e Superman: alvorecer da Justiça, a ser lançado no próximo ano.

Ben Affleck: Prêmio Humanitário para o trabalho executado no leste do Congo

Ben Affleck: Prêmio Humanitário para o trabalho executado no leste do Congo

Critic’s Choise Awards

Veja só a diferença em relação aos atores e filmes premiados pelo Critic’s Choise, intitulado Broadcast Film Critics Association (BFCA), como maior entidade de colegiado dos analistas de cinema por reunir críticos dos EUA e do Canadá, é tida como a terceira mais importante premiação dos EUA, só perdendo para o Oscar e o Globo de Ouro.

Como já ocorrera em outras premiações, o drama familiar Boyhood – da Infância a Juventude saiu o galardão de melhor filme do ano – somente uma zebra monumental pode tirar-lhe o Oscar principal -, e com as categorias de atriz coadjuvante para Patricia Arquette e ator revelação para Ellar Coltrane.

Birdman (Birdman, 2014), a comédia de humor negro do mexicano Alejandro González Iñarritu levou 7 estatuetas – entre elas, melhor roteiro original, melhor elenco, ator (Michael Keaton) e fotografia.
Julianne Moore a melhor atriz pelo drama Para Sempre Alice (Still Alice, 2014), de Richard Glatzer e Wash Westmoreland, e, finalizando, a comédia O Grande Hotel Budapeste levou o prêmio de melhor no gênero, além de figurinos e direção de arte.

Michael Keaton em BIRDMAN (2014), de Alejandro González Iñarritu: melhor ator e mais 6 prêmios dos críticos

Michael Keaton em BIRDMAN (2014), de Alejandro González Iñarritu: melhor ator e mais 6 prêmios dos críticos

Confira, nas listas das premiações, as divergências entre público e críticos.

PREMIAÇÕES

PEOPLE’S CHOISE AWARDS

Prêmio Humanitário
Ben Affleck

Filme Favorito
Malévola

Filme de Ação Favorito
Divergente

Filme Dramático Favorito
A Culpa é das Estrelas

Ator Favorito
Robert Downey Jr.

Atriz Favorita
Jennifer Lawrence

Casal de Filme Favorito
Shailene Woodley & Theo James, em Divergente

Ator de Ação Favorito
Chris Evans

Atriz de Ação Favorita
Jennifer Lawrence

Comédia Favorita
Anjos da Lei 2

Ator de Comédia Favorito
Adam Sandler

Atriz Favorita de Comédia
Melissa McCarthy

Ator Favorito de Drama
Robert Downey Jr.

Atriz Favorita de Drama
Chloé Grace Moretz

Filme de Família Favorito
Malévola

Filme de Terror Favorito
Garota Exemplar (Gone Girl, 2014), de David Fincher

CRITICS CHOISE AWARDS

Melhor Filme
Birdman

Melhor Diretor
Richard Linklatter, Boyhood – da Infância à Juventude

Melhor Ator
Michael Keaton, Birdman

Melhor Atriz
Julianne Moore, Para Sempre Alice

Ator Coadjuvante
J. K. Simmons, Whiplesh – em Busca da Perfeição

Atriz Coadjuvante
Patricia Arquette, Boyhood

Revelação
Ellar Coltrane, Boyhood

Melhor Elenco
Birdman

Roteiro Original
Alejandro Inarritu, Nicolas Gabon, Armando Bo, Alexander Dinelaris, Birdman

Melhor Roteiro Adaptado
Gillian Flynn, Garota Exemplar

Melhor Fotografia
Emmanuel Lubezki, Birdman

Melhor Direção de Arte
Adam Stockhausen e  Anna Pinnock, O Grande hotel Budapeste

Melhor Edição
Douglas Crise, Stephen Mirrione, Birdman

Melhor Figurino
O Grande Hotel Budapeste

Melhor Cabelo e Maquiagem
Guardiões da Galáxia

Melhores Efeitos Especiais
O Planeta dos Macacos: o Confronto

Melhor Animação
Uma Aventura Lego

Melhor Filme de Ação
Guardiões da Galáxia

Melhor Ator em Filme de Ação
Bradley Cooper, Sniper Americano

Melhor Atriz de Filme de Ação
Emily Blunt, No Limite do Amanhã

Melhor Comédia
O Grande Hotel Budapeste

Melhor Ator de Comedia
Michael Keaton, Birdman

Melhor Atriz de Comédia
Jenny Slate, Oblivious Child

Melhor Ficção Científica
Interestelar, de Christopher Nolan

Melhor Filme Estrangeiro
Força Maior (Force Merjeure, Suécia), de Ruben Ostlund

Melhor Documentário
Life Itself – a Vida de Roger Ebert (Life Itself – the life of Roger Ebert, EUA), de Steve James

Melhor Canção
Glory, Common/John Legend, Selma

Melhor Trilha Sonora
Antonio Sanchez, Birdman

Confira o trailer de Life Itself – a Vida de Roger Ebert.

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LINK RELACIONADO: http://www.cinemaeartes.com.br/premios-da-critica-boyhood-e-unanimidade/

OS FILMES DE OUTUBRO – 1ª semana

 Eis aqui um roteirão dos filmes em lançamento no mês de outubro. Ao todo, serão 41 novos filmes em busca de vagas nos diversos circuitos exibidores. É filme demais, alguns conhecidos e a maioria desconhecidos. Daí, o objetivo desse serviço para que o internauta e cinéfilo possa já ir analisando e agendando os filmes que lhe interessarem, com antecedência. Pela extensão do texto com tantos filmes, o jeito foi dividi-lo em quatro partes – um para cada semana. Assim, confira, abaixo, as produções em lançamento na primeira semana, de 2 a 8 de outubro, chamando a atenção para o detalhe: nem todas as produções têm certeza de estreia na cidade

Rooney Mara e Ben Affleck em AMOR FORA DA LEI (2014), de David Lowery: destacado pela crítica estadunidense

Rooney Mara e Ben Affleck em AMOR FORA DA LEI (2014), de David Lowery: destacado pela crítica estadunidense

PEDRO MARTINS FREIRE
Crítico de Cinema

Anote 2 filmes imperdíveis: o drama romântico com ingredientes de policial Amor Fora da Lei, aclamadíssimo pela crítica estadunidense e europeia, e o thriller criminal de suspense Garota Exemplar, de David Fincher. O Cinema diversão está com Os Boxtrolls, animação da Disney, e a comédia nacional O Candidato Honesto. E tem a estreia do aguardado remake de Deixados Para Trás. Por sua vez, Grace de Mônaco saiu do calendário por exigência dos irmãos Weinstein, que decidiram só lançá-lo no próximo ano.

 

AMOR FORA DA LEI
AMOR FORA DA LEIAin’t them Bodies Saints
EUA, 2013
Direção/Roteiro: David Lowery
Elenco: Rooney Mara, Casey Affleck, Ben Foster, Keith Carradine, Robert Longstreet, Jacklynn Smith e Charles Baker
Gênero – Drama
Duração – 96 minutos
Censura – 14 anos
Paris Filmes

ENREDO
Texas, 1970. Bob Muldoon (Affeck) se torna fora da lei ao casualmente matar um policial, pouco antes de saber que sua namorada, Ruth (Mara), está grávida. Ao longo de 4 anos ele se corresponde com e fazem planos de mudar de vida. Mas, ao ter uma chance, ele foge para se deparar uma surpreendente realidade.

Veja o trailer

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O FILME
Muito bem recebido pela crítica estadunidense, é um drama com ingredientes de western e policial realizado por David Lowery, do inédito Sr. Nick (2009), roteirista, produtor, diretor de fotografia e mixador de várias curtas e produções indie. O roteiro foi desenvolvido no laboratório do Instituto Sundance, de Robert Redford, tendo recebido o prêmio de melhor fotografia da edição-2013 do Festival.

 

OS BOXTROLLS
THE BOXTROLLSThe Boxtrolls
EUA, 2014
Direção – Graham Annable e Anthony Stacci
Elenco (Vozes) – BenKingsley, Jared Harris, Nick Frost, Richard Ayoade, Tracy Morgan, Dee Bradley Morgan e Elle Fanning
Gênero – animação
Duração – 97 minutos
Censura – livre
Universal

ENREDO
Em uma região remota, os humanos vivem em uma cidade que tem a fama de amaldiçoada por estar situada acima de uma série de tuneis habitados por criaturas catadoras de lixo chamadas de Boxtrolls. O desaparecimento de crianças e dos amados queijos durante a noite deixa a cidade em pânico e sem saber que entre eles tem um temível vilão.

Veja o trailer >

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O FILME
Animação feita no processo stop-motion baseada no livro infantil Here Be Monsters, do britânico Alan Snow. Seguindo o estilo de outras produções com macinhas feitas a mãos, como A Fuga das Galinhas, Coraline e o Mundo Secreto (2009) ParaNorman (2012), foge ao estilo das criações da Disney e da Dreamworks. O diretor Stacchi fez O Bicho vai Pegar (2006) e Annable fez ParaNorman.

 

O CANDIDATO HONESTO
O CANDIDATO HONESTOBrasil, 2014
Direção – Roberto Santucci
Elenco – Leandro Hassum, Luiza Valdetaro, Murilo Grossi, Victor Leal, Antônio Pedro, Flávio Galvão e Murilo Grossi
Gênero – comédia
Duração – não fornecida
Censura – não fornecida
Downtown/Paris Filmes

ENREDO
Em uma época de eleições presidenciais em segundo turno, o candidato popular João Ernesto Praxedes lidera as eleições. Deputado corrupto, recebe uma mandiga da avó e a partir daí não consegue mais falar as costumeiras mentiras que os políticos empregam para engar o eleitorado. Acostumado às mentiras, ele se vê diante de uma encruzilhada.

Confira o trailer.

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O FILME
Filmado em Brasília, Rio de cidade e na praiana carioca Búzios, estreia estrategicamente 3 dias antes da realização das eleições para presidente, governador, senador e deputados. É o terceiro trabalho conjunto do diretor Roberto Santucci e o comediante Leandro Hassum – eles lideraram as bilheterias em 2011 com Até que a Sorte nos Separe e em 2012 com a sequência Até que a Sorte nos Separe 2.

 

DEIXADOS PARA TRÁS
DEIXADOS PARA TRÁS PLeft Behind
EUA,. 2014
Diretor – Vic Armstrong
Elenco – Nicolas Cage, Chad Michael Murray, Lea Thompson, Nicky Whelan e Jordin Sparks.
Gênero – Ficção-científica
Orçamento – US$ 15 milhões
Duração – não divulgada
Censura – não divulgada
Imagem Filmes

SINOPSE
Enquanto o planeta passa por cataclismos e a humanidade é envolvida pela violência, o caos e a destruição chegam quando, de repente, milhões de pessoas desaparecem misteriosamente – crianças, adolescentes, homens e mulheres. Os deixados para trás tentam encontrar explicações e tudo leva a crer que o anticristo vai assumir o controle do planeta.

Veja o trailer.

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O FILME
A série literária Deixados Para Trás, de  Jerry B. Jenkins e Tim LaHaye, iniciada em 1995, se tornou rapidamente um fenômeno e até 2007 os 13 livros da série – afora outros 3 tidos como prequels – tiveram 70 milhões de cópias vendidas em 34 países. Houve, entre 2000 e 2005, a adaptação cinematográfica dos 3 primeiros títulos (Deixados Para Trás, de Vic Sarin, e os subtitulados Comando Tripulação, de Bill Corcoran, e Mundo em Guerra, de Craig R. Baxley, todos com Kirk Cameron e Brad Johnson e disponíveis em DVD). Agora, a Storm Lake, produtora da série, promove um remake – sob a supervisão de seus autores – com a intenção de levar os 13 livros da série para o Cinema, tendo Nicolas Cage à frente do elenco. O enredo aborda os temas contidos no Apocalipse, de João, que trata do arrebatamento, o final dos tempos e a chegada do anticristo. O episódio bíblico ganhou outra versão literária, The Leftovers, de Tom Perrotta, que a HBO está adaptando em formato de série – e a primeira temporada já em exibição no Brasil.

 

GAROTA EXEMPLAR
GAROTA EXEMPLARGone Girl
EUA, 2014
Direção – David Fincher
Elenco – Ben Affleck, Rosamund Pike, Boyds Holbrook, Missi Pyle e Neil Patrick Harris
Gênero – thriller criminal/suspense
Duração – 145 minutos
Censura – ainda não fornecida

ENREDO
Amy (Pike), mulher do conceituado jornalista novaiorquino Nick Dunne (Affleck), desaparece exatamente no 5º aniversário de casamento. Ele procura a polícia, se torna o suspeito de assassinato e atração para a mídia. A polícia vasculha a união deles e as descobertas e revelações nunca parecem chegar a um consenso.

O FILME
Adaptação do elogiadíssimo romance da jornalista e crítica de cinema Gilliam Flynn, é uma produção da Fox, que adquiriu os direitos por US$ 1,5 milhão e tem a atriz Reese Witherspoon como um dos 6 produtores. David Fincher, 52, realizador de A Rede Social (2010) e Millenium – os homens que não amavam as mulheres (2013), costuma acertar no gênero, como comprovam Seven – os 7 Crimes Capitais (1995) e O Quarto do Pânico (2002).

Veja o trailer.

Imagem de Amostra do You Tube

 

 

 

LITERATURA & CINEMA – das páginas para as telas

A relação Literatura e Cinema tem gerado, através dos tempos, uma inquietante e velha perguntinha: o livro é melhor do que o filme? E a maioria, geralmente, diz que sim. Os defensores do cinema, por sua vez, argumentam: livro e filme são linguagens diferentes e, por isso, não podem ser comparados. Bem, essa discussão jamais obterá uma unanimidade, mas independente disso você pode – e deve – conferir alguns livros que estão, também, nos cinemas, na televisão e nas locadoras. E todos em versões cinematográficas fascinantes, Confira a minha sugestão na base do leia o livro, veja o filme

Audrey Rautou e FRançois Damiens em A DELICADEZA DO AMOR (2011), de Vid Foenkinos: o romantismo e o amor

Audrey Tautou e François Damiens em A DELICADEZA DO AMOR (2011), de David Foenkinos: o romantismo e o amor

 Selecionei 3 títulos cujas adaptações foram bem recebidas pelos críticos de ambas as artes. Pela ordem alfabética, A Delicadeza, de David Foenkinos; A 25ª Hora, de Virgil Gheorghiu, e Garota Exemplar, de Gillian Flynn.

A DELICADEZA
O título original (La Delicatesse, 2011) expressa justamente isso: o amor vivido com a delicadeza que deve ser partilhada entre os apaixonados, seja dentro ou fora do casamento. E, quanto a isso, é altamente recomendável para os românticos. Seu autor, o parisiense David Foenkinos, 40, estudou letras na Sorbonne, se formou em jazz e é professor de violão. Ele conta a história de Nathalie, uma jovem que conhece o homem de sua vida, François, em uma livraria. Após alguns anos vivendo aquilo que ela dizia ser o casamento perfeito – a ponto de suspeitar que as pessoas tinham inveja de sua felicidade -, François morre em um acidente de trânsito. O mundo dela desaba, torna-se uma pessoa solitária e evita os amigos, incluindo o seu chefe, que a assedia. Um dia, espontaneamente, beija um colega, Markus, tão solitário quanto ela… E aí, nasce uma fantástica história de aceitação do amor.

O FILME
Lançada no Brasil com o título de A Delicadeza do Amor (2011), a adaptação tem a direção do próprio Foenkinos, que além de ter seguido rigidamente o enredo de seu romance, também caprichou na trilha sonora. Audrey Tautou, a eterna Amelie Poulain, interpreta Nathalie, e François Damiens, Markus. Exibido em Fortaleza pelo Cinema de Arte em 2012, já é encontrado nas locadoras.

Anthony Quinn em A 25ª HORA (1967), de Henri Verneuil: o ridículo da guerra por Virgil Georgehiu

Anthony Quinn em A 25ª HORA (1967), de Henri Verneuil: o ridículo da guerra por Virgil Georgehiu

A 25ª HORA
Escrito em 1948 e publicado no ano seguinte, A 25ª Hora (Ora 25/La Vingt-Cinquième Heure, no título francês), é tido com a obra maior do romeno Constantin Virgil Gheorgiu (1916-1992), autor de outros 24 romances, nenhum deles editado no Brasil. Secretário da embaixada do Ministério dos Negócios Estrangeiros do ditador Ion Antonescu (1882-1946), ele preferiu o exílio em 1944 quando os russos ocuparam o seu país, mas acabou aprisionado pelas tropas americanas no ano seguinte e, em 1948, foi morar na França, onde escreveu o romance. A primeira edição do livro foi lançada no Brasil há 49 anos e, agora, é relançada em nova tradução pela Editora Intrínseca.

O LIVRO
Compondo a sua história de prisioneiro de guerra com a de um fictício camponês romeno, Iohann Moritz, acusado de ser judeu por um soldado que deseja a sua mulher, Suzanna, cai nas mãos dos nazistas e ao longo de 13 anos passa por dezenas de campos de concentração e torturas, e até mesmo, como ironia à ideologia dos homens, é utilizado em propaganda como exemplo da linhagem ariana. Georghiu cria um enredo instigante, histórico e reflexivo sobre a 2ª Guerra Mundial e a exploração do homem via ideologia – ele vai de um falso judeu ao já citado tipo racial ariano exemplar, simbolizando o ridículo das guerras, do racismo e da discriminação.

O AUTOR
VGGeorghiu estudou teologia e filosofia e o seu romance trafega nas reflexões geradas, nesses campos do pensamento, quanto à condição humana em tempos de guerra. Uma obra notável, independente do fato de que, em 1952, ele foi declarado racista ao ser descoberto que era o autor de um romance escrito em 1941, antes dele sair da Romênia, intitulado Ard Malurile Nistrului, que atacava os judeus e elogiava os nazistas. Foi um escândalo que quase acabou com a sua credibilidade, pois ele nunca, publicamente, reconheceu o seu preconceito. Isso viria a ficar registrado no seu livro de memória lançado em 1986, em cujo prefácio assumia que tenho vergonha de mim mesmo ao sentir-se como um criminoso da Guarda de Ferro – grupo ultranacionalista, anticomunista e anti-semita que promovia a fé cristã e foi responsável por massacres e extermínios  em períodos de guerra. Georghiu terminou a sua existência terrena como um premiado sacerdote da Igreja ortodoxa romena.

O FILME
Carlo Ponti (1912-2007), renomado produtor italiano (Giordano Bruno/1973, Um Dia Muito Especial/1977), marido de Sofia Loren, 80, de 1957 até a sua morte, lançou-o em 1967 (uma coprodução França, Itália e Iugoslávia) sob a direção do francês Henri Verneuil (1920-2002), com Anthony Quinn e Virna Lisi no papel do casal. O filme expressa bem as ideias de Georghiu e exibe a crueza das torturas e da inacreditável história de Iohann, levando o espectador a uma baita reflexão sobre o nazismo e as ideologias políticas. O filme, por sua vez, lançado à época nos cinemas, fez um grande sucesso comercial. Mais tarde, chegou às locadoras em VHS pela extinta New Line Home Vídeo e, mais recentemente nas bancas jornais e revistas pela Cine Digital. É mais fácil encontrá-lo nos sites de vendas.

Ben Affleck em GAROTA EXEMPLAR (2014), de David Fincher: a visão de um casamento por Gillian Flynn

Ben Affleck em GAROTA EXEMPLAR (2014), de David Fincher: a visão de um casamento por Gillian Flynn

GAROTA EXEMPLAR
Considerado um dos maiores lançamentos do ano nos EUA, onde mais de dois milhões de exemplares foram adquiridos, Garota Exemplar vendeu, de fevereiro para cá no Brasil, mais de 75 mil exemplares. O lançamento é da Editora Intrínseca. Em termos mundiais, já são mais de 6 milhões de cópias vendidas, e deve continuar a escalada numérica agora que a sua adaptação literária já está nos cinemas.

Eleito pelos jornais The New York Times, Chicago Tribune, The New Yorker e People Magazine, entre outros, como o melhor livro editado nos EUA em 2012, ano em que foi lançado, Garota Exemplar conta a história de um marido (Ben Affleck) ue denuncia o desaparecimento de sua esposa (Rosamund Pike) e tanto a comunidade quanto a polícia se empenham em localizá-la, mas, ao correr das investigações surge a suspeita de que ele a tenha matado. É uma trama eletrizante e que mantém o leitor em constante dubiedade em relação aos personagens e com a sua narrativa não linear. Flynn disse queria tratar do casamento, e a abordagem da aparente felicidade de um casal é feita de forma exemplar, mesclando humor e suspense.

Confira uma entrevista de Gyllian Flynn, aqui.

O FILME
Recém lançado nos cinemas, Garota Exemplar tem a adaptação cinematográfica pela própria autora, o que é uma garantia de fidelidade ao romance. Mas, a linguagem cinematográfica deve prevalecer porque o diretor se chama David Fincher, 52, o realizador de Seven – os 7 Crimes Capitais (1995), Clube de Luta (1997), O Curioso Caso de Benjamin Button (2002), A Rede Social (2011) e Millenium – os Homens que não Amavam as Mulheres, criações que comprovam o seu respeito às obras literárias e seus autores. Pode ser um dos grandes sucessos do ano.

Leia os livros e, se possível, veja os filmes e decida: os filmes são melhores do que os livros? Os livros são melhores do que os filmes? Ou deu empate?

FICHAS TÉCNICAS

OS LIVROS

LAA DELICADEZA
La Delicatesse
Autor > David Foenkinos
Editora > Rocco
Tradução > Bernardo Ajzenberg
Páginas > 191
Preço > De R$ 20,70 a R$ 34,50

25LA 25ª HORA
La Vingt-Cinquième Heure
Autor > Virgil Georghiu
Editora > Intrínseca
Tradução > André Telles
Páginas – 352
Preço – R$ 34,90

GEGAROTA EXEMPLAR
Gone Girl
Autor > Gillian Flynn
Editora > Intrínseca
Tradução > Alexandre Martins
Páginas > 446
Preço > 39,90

OS FILMES

A DELICADEZA DO AMOR
La Delicatesse
Itália, 2011
Direção – David Foenkinos
Elenco – Audrey Tautou, François Damiens, Bruno Todeschini, Mèlinie Bernier e Pio Marmai
Comédia Romântica
108 minutos
Califórnia Filmes

A 25ª HORA
La Vingt-Cinquième Heure
Itália-França-Iugoslávia, 1967
Diretor – Henri Verneuil
Elenco – Anthony Quinn, Virna Lisi, Gregoire Aslan, Michael Redgrave e Marcel Dalio
Drama de guerra
130 minutos

GAROA EXEMPLAR
Gone Girl
Diretor – David Fincher
Elenco – Ben Affleck, Rosamund Pike, Neil Patrick Harris, Tyler Perry e Carrie Coon
Suspense
149 minutos
14 anos
Warner

Confira o trailer de A Delicadeza do Amor.

Imagem de Amostra do You Tube