ELLE – O MELHOR FILME DE 2016 PELA ACCRJ

Elle, o filme francês do cineasta holandês Paul Verhoeven e que tem no elenco Isabelle Huppert no papel de uma mulher violentada que decide se defender à sua maneira, está em cartaz há 4 semanas em circuito reduzido no País. No Cinema de Arte, projeto da operadora Cinépolis para inserir os filmes de arte em seu circuito nacional e presente em 9 cidades do País, está há 3 e vai adentrar mais uma – ou mais. A película francesa acaba de ser eleita o Melhor Filme de 2016 pelos integrantes da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro-ACCRJ

Isabelle Huppert em ELLE (2016), de Paul Verhoeven: Melhor Filme de 2016 pela ACCRJ

Isabelle Huppert em ELLE (2016), de Paul Verhoeven: Melhor Filme de 2016 pela ACCRJ

A lista dos melhores do ano é uma tradição de décadas levadas a efeito pelos críticos de cinema de todas as partes do Mundo e tem por base uma votação de 10 títulos. No Brasil, o anúncio dessa leva de obras de qualidade desdobra-se entre dezembro e janeiro. Em janeiro, por exemplo, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema-ABRACCINE, e a Associação Cearense dos Críticos de Cinema-ACECCINE, elegerão os seus melhores.

Neste ano, por critérios de empate, os críticos da associação carioca a elegeram 12 títulos. O melhor do filme do ano estrangeiro e o melhor brasileiro. O estrangeiro, Elle, tem uma temática tanto difícil quanto atual: a violência contra a mulher. No caso, Isabelle Huppert, a marqueteira de uma empresa de videogame que, estuprada em sua própria casa, decide jogar o jogo com o seu opressor. Um jogo de quem mais poder de manipulação. As mulheres saem satisfeitas do Cinema e o tema ganha uma abordagem totalmente original e desconcertante.

Aquarius é uma exposição dilacerante de um governo recente do País, destruído econômica e moralmente por um cupinzeiro de um partido político. Um grande e corajoso filme de Kleber Mendonça Filho.

Tem também homenagens a profissionais que dedicaram a sua vida ao Cinema e completaram a sua passagem espiritual de missão pela Terra. Sem delongas, vamos a eles: os filmes e os homenageados.
Melhor Filme
Elle (França), de Paul Verhoeven

Melhor Filme Brasileiro
Aquarius (Brasil-França), de Kleber Mendonça Filho

10 Melhores (ordem alfabética)
Anomalisa (EUA, 2016), de Charlie Kauffman
A Bruxa (EUA, 2016), de Robert Eggers
Café Society (EUA, 2016), de Woody Allen
Carol (EUA, 2015), de Todd Haynes
O Cavalo de Turim (Hungria, 2015), de Bela Tarr
Certo Agora, Errado Antes (Coréia do Sul, 2016), de Sang-Soo Hong
Filho de Saul (Hungria, 2015), de Laszlo Nemes
As Montanhas se Separam (China-França-Japão, 2015), de Jia Zang-ke
Os Oito Odiados (EUA, 2015), de Quentin Tarantino
Táxi Teerã (Irã-França, 2016), de Abbas Kiarostami

Reconhecimento por Iniciativa Cinematográfica
Cavi Borges – produtor e diretor de filmes e empresário de cinema

Homenageados
Hector Babenco (1946-2016) – cineasta
Abbas Kiarostami (1940-2016) – cineasta
José Carlos Avellar (1936-2016) – crítico de cinema

Veja o trailer de Certo Agora, Errado Antes.

SEMANA 26 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

O Cinema do Dragão salva as estreias da semana com três empolgantes filmes: os dramas A Academia das Musas (2015), de José Luis Guerín, As Montanhas Se Separam (2015), de Jia Zhanke, e Big Jato (2015), de Cláudio Assis. Nas demais salas, a oferta de opções conta a comédia dramática Marguerite (2015), de Xavier Giannoli; o drama biográfico Mais Forte Que o Mundo – A História de José Aldo (2016), de Afonso Poyart; e a aventura Independence Day – O Ressurgimento (2016), de Roland Emmerich

Cena de A ACADEMIA DAS MUSAS (2015), de José Luis Guerín

Cena de A ACADEMIA DAS MUSAS (2015), de José Luis Guerín

Quem teve a chance de ver a obra-prima Na Cidade de Sylvia (2007) deve saber que a oportunidade de ver um filme do José Luis Guerín no cinema é algo muito especial, que não deve ser descartada. A Academia das Musas é o primeiro filme do diretor catalão a estrear em Fortaleza. Trata-se de uma obra que mistura os registros documentário e ficção a fim de discutir a questão do papel das musas na poesia clássica e também na sociedade contemporânea. A mulher não estaria numa posição passiva e isso não estaria ultrapassado para os dias de hoje? Ou não é bem assim? Entre a proximidade e o distanciamento, entre a atuação empostada e a mais realista, o filme vai trazendo mais e mais dúvida e estranheza para o espectador. E esse tipo de inquietação é muito bem-vinda. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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A ACADEMIA DAS MUSAS (La Academia de las Musas, Espanha, 2015), de José Luis Guerín. Com Rosa Delor, Emanuela Forgetta, Patricia Gil, Mirieia Iniesta, Carolina Llacher, Raffaele Pinto. 92 min. Supo Mungam. 12 anos.

Cena de AS MONTANHAS SE SEPARAM (2015), de Jia Zhangke

Cena de AS MONTANHAS SE SEPARAM (2015), de Jia Zhangke

Outra excelente oportunidade de ver um trabalho novo de um grande diretor contemporâneo vem com As Montanhas Se Separam, o mais novo filme do celebrado cineasta chinês Jia Zhangke, que recentemente ganhou um carinhoso documentário sobre sua vida e obra dirigido por Walter Salles, chamado Jia Zhangke, um Homem de Fenyang (2014). O novo filme também se passa na cidade de Fenyang. Na trama, que se inicia em 1999, mas que também possui partes em 2014 e 2025, a jovem Tao tem o coração dividido entre dois homens e terá que fazer uma escolha que determinará o resto da sua vida e a do futuro filho, Dollar. Mais uma vez o diretor fornece uma radiografia de uma China em constante estado de mutação. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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AS MONTANHAS SE SEPARAM (Shan He Gu Ren, China/França/Japão, 2015), de Jia Zhangke. Com Tao Zhao, Yi Zhang, Jing Dong Liang, Zijian Dong, Sylvia Chang, Patrick Harvey, Lu Liu, Zishan Rong, Anna Sasson, Yee Yang. Imovision. 131 min. 12 anos.

Cena de BIG JATO (2015), de Cláudio Assis

Cena de BIG JATO (2015), de Cláudio Assis

Cada filme novo de Cláudio Assis virou um acontecimento. Quem acompanha sua carreira desde Amarelo Manga (2002) sabe disso. E até lamenta que ele não dirija mais filmes. Com um espaçamento grande veio em seguida Baixio das Bestas (2006), Febre do Rato (2011) e agora o novo Big Jato (2015), grande vencedor do Festival de Brasília do ano passado. Matheus Nachtergaele, que já esteve presente nos outros trabalhos do diretor pernambucano, ganha ainda mais destaque como um motorista de caminhão-pipa usado para limpar as fossas de cidades sem saneamento básico. Ele trabalha ao lado do filho, um menino que está mais interessado nas ideias libertárias do tio do que no trabalho do pai. Merda e poesia se misturam nesta obra baseada na novela homônima de Xico Sá. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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BIG JATO (Brasil, 2015), de Cláudio Assis. Com Matheus Nachtergaele, Rafael Nicácio, Marcélia Cartaxo, Jards Macalé, Gabriele Lopes, Francisco de Assis Morais, Pally Siqueira, Artur Maia, Vertin Moura, Fabiana Pirro. 92 min. ArtHouse. 16 anos.

Cena de MARGUERITE (2015), de Xavier Giannoli

Cena de MARGUERITE (2015), de Xavier Giannoli

Dos filmes exibidos na edição deste ano do Festival Varilux de Cinema Francês, o primeiro a chegar ao circuito é Marguerite, de Xavier Giannoli. Trata-se de um filme que lida com o tema da solidão, da angústia e do sonho de uma mulher em se tornar uma cantora lírica, sem no entanto conseguir cantar sem parecer uma taquara rachada. Como ela é rica e casada com um homem da nobreza, ela patrocina, em sua mansão, encontros com cantores líricos de várias partes da região e o que ela recebe de críticas nos jornais é escondido dela para não deixá-la triste, ao mesmo tempo em que são arranjadas flores como modo de enganá-la. O que ela não esperava era uma crítica tão positiva (pelo menos ela assim encara) de um jovem jornalista. A partir de então, sua vida passa a ganhar novos contornos. Em cartaz no Pátio Dom Luís.

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MARGUERITE (França/República Checa/Bélgica, 2015), de Xavier Giannoli. Com Catherine Frot, André Marcon, Michel Fau, Christa Théret, Denis Mpunga, Sylvain Dieuaide, Aubert Fenoy, Sophia Leboutte, Théo Cholbi, Astrid Whettnall. 129 min. Mares. Classificação a definir.

Cena de MAIS FORTE QUE O MUNDO (2016), de Afonso Poyart

Cena de MAIS FORTE QUE O MUNDO (2016), de Afonso Poyart

A história da vida do lutador de MMA José Aldo ganha as telas pelas lentes de Afonso Poyart, diretor de 2 Coelhos (2012). Mais Forte Que o Mundo – A História de José Aldo é estrelado por José Loreto e tem Cléo Pires em papel de destaque, além de outros nomes de peso, como Cláudia Ohana, Jackson Antunes, Rafinha Bastos e Milhem Cortaz. O filme mostra a trajetória do lutador amazonense que foi para o Rio de Janeiro em busca do sonho de viver do esporte e vencer. Para isso, ele mora de favor no pequeno alojamento da academia e recebe o apoio de amigos que vai conhecendo pelo caminho. Há que se esperar o estilo cheio de filtros e efeitos de Poyart. Em cartaz em grande circuito.

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MAIS FORTE QUE O MUNDO – A HISTÓRIA DE JOSÉ ALDO (Brasil, 2016), de Afonso Poyart. Com José Loreto, Cleo Pires, Millem Cortaz, Rômulo Neto, Robson Nunes, Claudia Ohana, Felipe Titto, Jackson Antunes, Paloma Bernardi, José Trassi. 124 min. Downtown/Paris. 14 anos.

Cena de INDEPENDENCE DAY - O RESSURGIMENTO (2016), de Roland Emmerich

Cena de INDEPENDENCE DAY – O RESSURGIMENTO (2016), de Roland Emmerich

Quem já não estava mais aguentando a veiculação do trailer de Independence Day – O Ressurgimento agora pode ficar mais aliviado, pois finalmente a sequência do filme de 1996 entra em cartaz. Sob a mesma direção de Roland Emmerich, o novo trabalho reúne parte do elenco do filme de vinte anos atrás (como Jeff Goldblum e Bill Pullman) e gente nova (como Liam Hemsworth e Maika Monroe). Na trama, a Terra volta a ser atacada pelos aliens depois de um intervalo de 20 anos, quando os humanos já aprenderam bastante com a tecnologia do povo vencido na última batalha. Mas agora os extraterrestres voltam com um ataque ainda mais forte. Em cartaz em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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INDEPENDENCE DAY – O RESSURGIMENTO (Independence Day – Resurgence, EUA, 2016), de Roland Emmerich. Com Liam Hemsworth, Jeff Goldblum, Bill Pullman, Joey King, Maika Monroe, Vivica A. Fox, William Fichtner, Jessie T. Usher, Brent Spiner, Charlotte Gainsbourg. 120 min. Fox. 10 anos.

Sai de cartaz

Capitão América – Guerra Civil

As estreias nacionais desta quinta-feira, 23, que não entram em cartaz em Fortaleza

Estive em Lisboa e Lembrei de Você
O Casamento dos Amigos Indiscretos
O Caseiro

Paratodos
Raça

Veja o trailer de Estive em Lisboa e Lembrei de Você

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