RANKING INTERNACIONAL – A VIGILANTE DO AMANHÃ mantém a liderança

A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell conseguiu manter-se próximo de sua renda de estreia ao entrar em cartaz no Japão e na China, evitando uma possível saída do top cinco. O Poderoso Chefinho veio na cola em segundo lugar, ainda não tendo estreado na China. A Bela e a Fera, próximo de chegar aos US$ 1 bilhão em receita mundial, ficou com a terceira posição. Os Smurfs e a Vila Perdida e Kong: A Ilha da Caveira fecharam o top cinco do último fim de semana em quarto e quinto lugar, respectivamente.

Scarlett Johanson em cena de A VIGILANTE DO AMANHÃ: GHOST IN THE SHELL.

Scarlett Johanson em cena de A VIGILANTE DO AMANHÃ: GHOST IN THE SHELL.

Em cartaz em quase 60 localidades, A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell foi bem no último fim de semana ao entrar em cartaz na China e no Japão. O filme arrecadou cerca de US$ 41,3 milhões no período, sendo pouco mais que a metade obtido apenas na China. Em quase 8 mil sessões, A Vigilante do Amanhã acumulou US$ 21,4 milhões nas bilheterias da China em sua estreia. US$ 92,8 milhões era o valor estimado arrecadado no mercado internacional pelo filme ao término do último domingo.

Cena de O PODEROSO CHEFINHO.

Cena de O PODEROSO CHEFINHO.

O Poderoso Chefinho por pouco não tomou a liderança do ranking. Se não fosse pela estreia na China de A Vigilante do Amanhã, a animação estaria na primeira colocação. O Poderoso Chefinho acumulou cerca de US$ 37,5 milhões em seu terceiro fim de semana no mercado internacional, terminando o período em segundo lugar por uma pequena diferença em relação ao A Bela e a Fera. O valor total acumulado nas bilheterias internacionais era de US$ 110 milhões ao término do último fim de semana.

Cena de A BELA E A FERA.

Cena de A BELA E A FERA.

Logo atrás, A Bela e a Fera acumulou US$ 36,1 milhões no último fim de semana, ficando bem próximo de O Poderoso Chefinho. Com a renda, o filme ficou com a terceira posição do ranking, estando há quatro semanas em cartaz. No mercado internacional, US$ 545 milhões era o valor aproximado acumulado pelo filme ao término do último fim de semana, valor que já chegava aos US$ 0,977 bilhão, quando somado a renda doméstica.

Cena de OS SMURFS E A VILA PERDIDA.

Cena de OS SMURFS E A VILA PERDIDA.

Exibido em mais de 12 mil sessões espalhadas pelo mundo inteiro, Os Smurfs e a Vila Perdida acumulou US$ 22 milhões em seu terceiro fim de semana em cartaz no mercado internacional. A animação ficou com a quarta posição do ranking, acumulando cerca de US$ 42,1 milhões em renda no mercado internacional ao término do período.

Cena de KONG: A ILHA DA CAVEIRA.

Cena de KONG: A ILHA DA CAVEIRA.

Há quase um mês em cartaz, Kong: A Ilha da Caveira conseguiu manter-se no top cinco do ranking internacional ao arrecadar US$ 16 milhões no período. O filme ficou em quinto lugar, tendo obtido cerca de 70% da renda do mercado internacional no período apenas na China, US$ 11,3 milhões, onde já é exibido há três semanas. Ao término do período, o acumulado pelo filme era estimado em US$ 377 milhões, para um total de mais de US$ 500 milhões em receita mundial.

Confira abaixo a tabela do ranking internacional com os dez melhores.

RINT

Veja o trailer de A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell.

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RANKING INTERNACIONAL – RESIDENT EVIL dispara na liderança

Resident Evil: O Capítulo Final entrou em cartaz na China e conseguiu um ótimo desempenho no país, assumindo a liderança do ranking internacional e deixando Cinquenta Tons Mais Escuros em segundo lugar. Logo atrás veio Fragmentado, que conseguiu entrar no top cinco e ficar com a terceira colocação após se sair bem em algumas estreias do fim de semana. Assassin’s Creed finalmente entrou em cartaz na China e apenas com as arrecadações do país conseguiu assumir a quarta colocação, conseguindo uma arrecadação quase idêntica a de Fragmentado. A Grande Muralha caiu consideravelmente, mas conseguiu se manter na quinta posição.

Milla Jovovich em cena de RESIDENT EVIL 6: O CAPÍTULO FINAL.

Milla Jovovich em cena de RESIDENT EVIL 6: O CAPÍTULO FINAL.

Resident Evil: O Capítulo Final já tinha saído da tabela dos dez melhores do raking internacional, mas como já era de se esperar, sua estreia na China teve uma ótima recepção do público local que lhe garantiu a primeira colocação nas bilheterias do país. A ação arrecadou US$ 94,3 milhões no país, somando cerca de US$ 97,0 milhões no mercado internacional. Com a renda obtido no último fim de semana, o filme não encontrou dificuldades para assumir a liderança do ranking internacional. Com os resultados obtidos, tornou-se parte da franquia de filmes baseada em vídeo games com melhor desempenho nas bilheterias, já ultrapassando a faixa de US$ 1 bilhão. A renda acumulada pelo filme no mercado internacional era de US$ 212 milhões.

Ryan Gosling e Emma Stone em cena de LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES.

Ryan Gosling e Emma Stone em cena de LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES.

Há três semanas em cartaz, Cinquenta Tons Mais Escuros já não consegue mais se sustentar nas bilheterias internacionais. O filme da polêmica franquia arrecadou US$ 19,8 milhões no último fim de semana e conseguiu por sorte ficar com a segunda posição do ranking. A queda foi de quase 60% em relação ao desempenho obtido no seu segundo fim de semana em cartaz. Em cartaz em cerca de 60 localidades, Cinquenta Tons passou acumular cerca de US$ 225 milhões ao término do último fim de semana.

James McAvoy em cena de FRAGMENTADO.

James McAvoy em cena de FRAGMENTADO.

Com um ótimo desempenho em seu primeiro fim de semana na Coréia do Sul, Fragmentado conseguiu voltar ao top cinco ao arrecadar cerca de US$ 6,7 milhões apenas no país. O filme obteve US$ 17,3 milhões nas bilheterias internacionais no último fim de semana e conseguiu, por uma pequena diferença, ficar com a terceira posição do ranking. Na França, obteve US$ 3,6 milhões, o que contribuiu mais ainda para a sua volta ao top cinco. Ao término do período, o valor acumulado era estimado em US$ 90,4 milhões.

Michael Fassbender em cena de ASSASSIN'S CREED.

Michael Fassbender em cena de ASSASSIN’S CREED.

Também aproveitando-se do grande público da China, Assassin’s Creed renasceu das cinzas após arrecadar cerca de US$ 17,2 milhões em sua estreia no país, estando em cartaz apenas neste. Com o resultado, a aventura passou a arrecadar US$ 172 milhões nas bilheterias internacionais ao término do último fim de semana. As estreias restantes já marcadas ocorrem em 3 de março, no Japão, e apenas em 21 de dezembro, na Tunísia.

Cena de A GRANDE MURALHA.

Cena de A GRANDE MURALHA.

Mesmo com diversas estreias no último fim de semana, A Grande Muralha não conseguiu conter uma queda significativa, mas para a surpresa da aventura, conseguiu manter-se na quinta colocação do ranking. A aventura estrelada por Matt Damon arrecadou US$ 14,6 milhões no período, valor cerca de 30% abaixo do obtido anteriormente. Na Ítalia, o filme terminou seu primeiro fim de semana no país na primeira colocação do ranking local, com uma arrecadação de US$ 1,4 milhão. O valor total arrecadado ao término do período no mercado internacional era estimado em US$ 265 milhões.

Confira abaixo a tabela do ranking internacional com os dez melhores.

RINT

Veja abaixo o trailer de Fragmentado.

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ATÉ O ÚLTIMO HOMEM : ÉPICO DRAMA DE GUERRA ANTIBELICISTA

Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento. Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão; Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão. (Isaías 40:28-31)

Cena de ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (Hawksaw Ridge, Austrália/EUA, 2016), de Mel Gibson

Cena de ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (Hawksaw Ridge, Austrália/EUA, 2016), de Mel Gibson

Drama de guerra Até o Último Homem (Hawksaw Ridge, Austrália/EUA, 2016), de Mel Gibson, é inspirado na história verídica do paramédico Desmond T. Doss (1919-2006), o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso. No filme acompanhamos a jornada de um menino, que por carregar traumas ligados à violência e obedecer aos mandamentos bíblicos, “não matarás”, decide se alistar para a Segunda Guerra Mundial, mas se recusando a empunhar uma arma no campo de batalha e matar pessoas.

Doss (Andrew Garfield) vive sua juventude caipira no interior do Estado da Virgínia, escalando as montanhas de sua cidade, caminhando pelos bosques e frequentando a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Até que um dia, ele ajuda a salvar a vida de um mecânico, utilizando seu cinto como um torniquete para socorrer o ferido ao hospital. Nesse mesmo dia, ele se apaixona por uma bela enfermeira chamada Dorothy Schutte (Teresa Palmer), decidindo inclusive doar sangue só para estar próximo de sua paixão, com quem ele inicia um belo e recatado relacionamento. Mesmo sendo religioso, e tendo um ofício que o permitiria não se alistar, o rapaz decide se apresentar ao alistamento depois do ataque a Pearl Harbor, como a maioria dos jovens de sua época, mas se recusando a fazer o treinamento bélico devido a suas convicções morais e espirituais.

Cena de ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (2016), de Mel Gibson

Cena de ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (2016), de Mel Gibson

Ele pretende então se tornar paramédico do exército e ao invés tirar, ele pretende salvar vidas. Assim, Doss teve que travar uma batalha pessoal para sustentar essa determinação de servir ao exército sem pegar em armas. Assumir essa posição diante do batalhão, fez com que ele fosse hostilizado, ridicularizado, surrado, humilhado e até levado a corte marcial por seus comandantes superiores, o sargento Howell (Vince Vaughn) e o capitão Glover (Sam Worthington), que veem a recusa do rapaz em matar o inimigo como um ato de covardia.

O roteiro de Robert Schenkkan e Andrew Knight denota em vários momentos a importância do ambiente familiar na formação do caráter do personagem, especialmente nas conversas com sua mãe Bertha Doss (Rachel Griffiths) e nos dramas de seu violento pai Tom Doss (Hugo Weaving), um alcoólatra sobrevivente e traumatizado com os horrores da Primeira Guerra Mundial, mas que teve a ousadia de ajudar o filho quando ele estava prestes a ser condenado. Doss conseguiu a autorização para continuar servindo, e ao chegar ao campo, na Batalha de Okinawa ele salva praticamente sozinho mais de 75 homens, fazendo de Doss um homem respeitado pela sua tropa, a ponto do batalhão esperar Doss fazer uma oração para eles retornarem no campo de batalha.

A bíblia (Deus falando com o homem) está presente em diversos momentos do filme, e não apenas na cena de abertura com o texto de Isaías 40. Ela está presente no quadro da casa de Doss, quando ainda menino ele observa a cena do primeiro assassinato (Caim e Abel). Foi uma bíblia sagrada o presente que ele recebe de sua namorada antes de se alistar, além disso ela foi sua companhia no alojamento (enquanto outros viam pornografia) e até mesmo no campo de batalha, a palavra de Deus inspirada sempre o acompanhava. Já a oração (o homem falando com Deus) também se faz presente, especialmente nas cenas quando Doss está preso, sendo impedido de ir ao seu casamento e prestes a ser julgado, e especialmente na cena de batalha, quando ele fica sozinho e mantém um emocionante diálogo com Deus, que o capacita para salvar “só mais um” companheiro de guerra, totalizando 75 salvos…

Mel Gibson se mostra em ótima forma, 10 anos depois do seu último filme, o brutal Apocalypto (2006), com suas posições tradicionalistas, o diretor de A Paixão de Cristo (2004) imprime neste longa a força da fé, num roteiro com falas e cenas que remetem literalmente a passagens bíblicas, como quando Doss lava os olhos de um soldado ferido que julgava estar cego e lhe restitui a visão. O tom religioso do filme reforça a contundente mensagem antibelicista.

Desmond T. Doss acabou sendo atingido por uma granada, mas sobreviveu ao campo de batalha, sendo condecorado com duas medalhas Bronze Stars e três Purple Hearts, além da Medalha de Honra do Congresso. É incrível a humanidade e a humildade de Doss, que inclusive recusou diversos convites de adaptação cinematográfica de sua história, alegando que os verdadeiros heróis foram os que morreram em combate, tendo autorizado o produtor Terry Benedict a fazer o documentário The Conscientious Objector , somente às vésperas de sua morte. Trechos dessas entrevistas do documentário finalizam o filme emocionando a plateia.

Os aspectos técnicos do filme também são muito bons, principalmente nas cenas de batalha, onde vemos um show da montagem, e da edição e mixagem de som. Não à toa o filme foi indicado a seis categorias no Oscar 2017, são elas: Melhor Filme, Diretor (Mel Gibson), Ator (Andrew Garfield), Edição, Edição de Som e Mixagem de Som.

Poster ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (Hawksaw Ridge, Austrália/EUA, 2016), de Mel Gibson

Poster ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (Hawksaw Ridge, Austrália/EUA, 2016), de Mel Gibson

FICHA TÉCNICA

Hacksaw Ridge

Lançamento: 26/01/2017

Gênero: Aventura, Biografia, Drama, Guerra

Duração: 139 min

Origem: Estados Unidos, Austrália

Direção: Mel Gibson

Roteiro: Robert Schenkkan e Andrew Knight

Distribuidor: Diamond Films

Classificação: 16 anos

Ano: 2016

Veja o trailer de Até o Último Homem:

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PRÊMIO ABRACCINE – ELLE E AQUARIUS, OS MELHORES DE 2016

Os 100 críticos que compõem a Associação Brasileira de Críticos de Cinema-ABRACCINE, após duas rodadas de votações, elegem Aquarius, do pernambucano Kleber Mendonça Filho, o francês Elle, do holandês Paul Verhoeven, como o melhor filme estrangeiro, e o curta Estado Itinerante, de Ana Carolina Soares, como os melhores filmes exibidos em 2016

Sônia Braga em AQUARIUS (2016); Isabele Huppert (2016) e ESTADO ITINERANTE (2006): os melhores de 2016

Sônia Braga em AQUARIUS (2016); Isabele Huppert em ELLE (2016), e Lira Ribas em ESTADO ITINERANTE (2006): os melhores de 2016

Pela sexta vez consecutiva a Associação Brasileira de Críticos de Cinema-ABRACCINE, elege os melhores filmes do ano, no caso, 2016. Nas duas principais categorias, filme nacional e filme estrangeiro, concorrem os 400 títulos que estrearam nas salas comerciais dos diversos circuitos no período entre 17 de dezembro de 2015 e 29 de dezembro de 2016, enquanto que o curta nacional teve escolha entre as dezenas de produções da categoria exibidos nos festivais e nas mostras de cinema espalhadas pelo País.

Elle (2016), produção francesa do holandês Paul Verhoeven, que em Fortaleza e em outras 8 capitais foi lançada pelo Cinema de Arte, projeto cearense que, adotado pela operadora Cinépolis, está em processo de inclusão em seu circuito nacional para abrigar os filmes de arte, foi o escolhido, derrotando A Chegada (Arrival, 2016), de Dennis Villeneuve.

A obra de Verhoeven é um marco na História do Cinema por trafegar livremente na amoralidade e expor uma sociedade humana tomada pelo consumismo, os interesses pessoais, o uso do sexo como um instrumento de manipulação e a uma total ausência de espiritualidade. Sua personagem central, Michelle Leblanc (Isabelle Huppert), CEO de uma empresa de videogame, trafega no prazer de quebrar o que é “politicamente correto”, não tendo o escrúpulo que ser amante de maridos de companheiras de trabalho e nem em usar a sua inteligência para manipular quem quer que seja, incluindo o homem que a estupra, extraindo e instituindo com ele um jogo de prazer com uma frieza que expressa a ausência de sentimentos. O desfecho, no qual a mulher traída, sua melhor amiga e também sua colega de trabalho, indo morar com ela, escancara todos os propósitos de amoralidade que é o cerne do filme em sua concepção e indo de encontro ao contexto atual de que cada pessoas têm direito às escolhas quanto a assumir à sexualidade – e que ninguém tem nada nada a ver com isso.

Veja o trailer de Elle.

Aquarius, de Kleber Mendonça Fiho, estigmatizado como “um filme de esquerda” por ter seu diretor e elenco subido ao palco do Festival de Cannes, em maio passado, para denunciar “um golpe” com a cassação da então presidenta Dilma Roussef, não é nada disso. Ao contrário: Aquarius faz uma exposição simétrica e pontuada de como um governo corrupto e aliado a empreiteiras corruptoras instalou um cupinzeiro no País, ou seja, no Edifício que dá nome ao filme. Basta ver a situação econômica e social da nação para ser constatar como Aquarius não poderia ter sido mais preciso com a realidade brasileira. Portanto, jogue-se fora esse estigma da produção pernambucana ser “um filme de esquerda”. É um retrato de um pedaço de um momento crucial do Brasil

Veja o trailer de Aquarius.

Por sua vez, o curta Estado Itinerante conta, ao longo de 20 minutos, a história de uma mulher solitária e que tem medo de entrar na sua casa. Sem dar pistas do “por que?” e apenas insinuar o motivo em alguns rápidos momentos, sua realizadora, a mineira Ana Carolina Soares, fez uma obra de grande reflexão sobre a condição da mulher,  e o seu foco central e a violência doméstica e a consequente coragem pela libertação. E, ainda, flutua em várias outras temáticas. Aplausos.

Prêmio Abraccine-2016

MELHOR LONGA METRAGEM BRASILEIRO:
Aquarius (PE, 2016), de Kleber Mendonça Filho.

MELHOR LONGA METRAGEM ESTRANGEIRO:
Elle (França, 2016), de Paul Verhoeven.

MELHOR CURTA METRAGEM:
Estado Itinerante, de Ana Carolina Soares.

Fundada em julho de 2011 e hoje contando com exatos 100 críticos de cinema de quase todos os estados brasileiros, a Abraccine tem a missão é promover as formas de pensamento crítico, a reflexão e o debate sobre o Cinema.

 

 

 

GLOBO DE OURO-2017 – ELLE, LA LA LAND E MOONLIGHT

Na noite de entrega dos Globo de Ouro, edição 74, Meryl Streep roubou a festa. Foi a noite da estrela, uma das atrizes mais conscientes de seu papel na poderosa indústria de Hollywood, que está sendo alvo do novo presidente do País, o inacreditável Donald Trump. Mas, a premiação foi justa com os melhores filmes produzidos no ano passado, consagrando La La Land – cantando Estações, o drama francês Elle e o corajoso drama racial Moonlight – Sob a Luz do Luar

ELLE (2016), LA LA LAND - CANTANDO ESTAÇÕES (2016) E MOONLIGHT - SOB A LUZ DO LUAR (2016): ganhadores do Globo de Ouro-2017

ELLE (2016), LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES (2016) e MOONLIGHT – SOB A LUZ DO LUAR (2016): ganhadores do Globo de Ouro-2017

A Associação de Imprensa Estrangeira, responsável pelo prêmio Globo de Ouro, fez uma festa supimpa, cujo brilho foi roubado por uma estrela, Meryl Streep. Ela lembrou que, hoje, Hollywood, os estrangeiros e a imprensa estão sendo alvo dos rompantes de Donald Trump, o recém eleito presidente do País, e alfinetou o comportamento nada digno para ocupante de tal cargo: “Esse exemplo dado por uma pessoa tão poderosa dá permissão a outras pessoas para desrespeitar. A violência incita a violência. O desrespeito incita o desrespeito. Se alguém usa a sua posição para fazer bullying, todos nós perdemos“, disse.

Trump, toma possa daqui a alguns dias e os homofóbicos, intolerantes e racistas o comemoram. Assim como os ingleses se arrependeram com o resultado do brexit, os estadunidenses vão se arrepender de o terem eleito. Apenas questão de tempo.

Mas, a cerimônia 74 premiou os reais merecedores de seus prêmios. Como ainda não vi La La Land – cantando Estações, fico na esperança de que realmente seja sensacional, como dizem. Jimmy Fallon, o mestre de cerimônias, conduziu bem a premiação, que em resumo, destaca o musical de Damian Chazelle como o maior vencedor, pois todos os 7 aos quais estava indicado. O segundo grande vencedor pode ser considerado o drama francês Elle, de Paul Verhoeven: melhor filme estrangeiro e melhor atriz, Isabelle Huppert.

Casey Affleck, por Manchester à Beira-Mar,  de Kenneth Lonergan, já era esperado como o ganhador da estatueta de Melhor Ator; e o corajosíssimo Moonlight – Sob a Luz do Luar, de Barry Jenklins, o melhor filme dramático.

Confira todas as premiações, incluindo da televisão.

MELHOR FILME DRAMA
Moonlight – Sob a Luz do Luar, de Barry Jenkins

Confira o trailer de Moonlight – sob a luz do luar.

MELHOR FILME/MUSICAL OU COMÉDIA
La La Land – Cantando Estações, de Damian Chazelle

MELHOR DIRETOR
Damien Chazelle, La La Land – Cantando Estações

MELHOR ROTEIRO
Damien Chazelle, La La Land – Cantando Estações

MELHOR ATOR
Casey Affleck, Manchester à Beira-Mar

MELHOR ATRIZ
Isabelle Huppert, Elle

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Emma Stone, La La Land – Cantando Estações

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Aaron-Taylor Johnson, Animais Noturnos

MELHOR ANIMAÇÃO
Zootopia

MELHOR TRILHA SONORA
La La Land – Cantando Estações

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
City of stars (Justin Hurwitz/Benj Pasek), La la land: Cantando estações

TELEVISÃO

The Crown, batendo Game of Thrones e Stranger Things, The Night Manager, com 3 prêmios, e Atlanta, escrita por Donald Glover, filho de Danny, levam os principais Globo de Ouro de televisão.

Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical
Donald Glover, Atlanta

Melhor Série Dramática
The Crown

Veja o trailer de The Crown, produção Netflix.

Melhor Atriz em Série Dramática
Claire Foy, The Crown

Melhor Ator em Minissérie ou Filme para TV
Tom Hiddleston, The Night Manager

Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para TV
Olivia Colman, The Night Manager

Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para TV
Hugh Laurie, The Night Manager

Melhor Minissérie ou Filme para TV
The People vs O.J. Simpson: American Crime Story

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV
Sarah Paulson, The People vs O.J. Simpson: American Crime Story

Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical
Tracee Ellis Ross, Black-ish

Melhor Série de Comédia ou Musical
Atlanta

Melhor Ator em Série Dramática
Billy Bob Thornton, Goliath

Confira o trailer legendado de La La Land – cantando estações.

 

BLOCKBUSTERS 2016 – OS “CANOS” DE HOLLYWOOD

O ano de 2016 chegou ao fim e começam a surgir as estatísticas de Hollywood com os recordes de bilheteria, os estúdios de sucesso, público e renda e, também os fracassos. O Cinema e Artes fez a sua pesquisa e aponta os campeões de fracasso nas bilheterias, os chamados, como dizemos por aqui, os “canos”  da temporada. Conheça-os

O cenário de caos de INDEPENDENCE DAY - O RESSURGIMENTO: os maiores fracassos de bilheteria de 2016

O cenário de caos de INDEPENDENCE DAY – O RESSURGIMENTO: os maiores fracassos de bilheteria de 2016

Qual terá sido o maior “cano” de 2016? “Cano”, é aquele “blockbster” que, com todos os milhões de orçamento, depois de percorrer os cinemas de diversos países, não devolveu os dólares de seu investimento. É importante salientar que, para apenas empatar o seu investimento, um filme deve obter exatamente três vezes o seu custo de produção. Sim, um filme que custa US$ 100 milhões, por exemplo, para começar a dar lucro ao seu estúdio, que começar a rentabilidade a partir de US$ 301 milhões.

Estimamos, aqui, a bilheteria mundial, que se compõe das arrecadações dos mercados EUA-Canadá e o restante do mundo, sintetizados como bilheteria mundial, ok? Partindo desse conjunto de arrecadação internacional,  confira os filmes que deram prejuízo aos seus estúdios.

A LENDA DE TARZAN
The Legend of Tarzan, EUA
Estúdio: Warner Bros
Direção: David Yates
CustoUS$ 180 milhões
Renda EUAUS$ 126,6 milhões
Renda Mundial – US$ 356,7 milhões

A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE
Allegiant, EUA
Estúdios: Lionsgate, Summit e Red Wagon
Direção: Robert Schentke
Custo: US$ 179 milhões
Arrecadação Mundial: US$ $110 milhões

CAÇA-FANTASMAS
Ghostbusters, EUA-Austrália
Estúdios: Columbia, village Roadshow e mais 5 independentes
Direção: Paul Feig
Custo: US$ 114 milhões
Bilheteria Mundial: US$ 229 milhões

AS TARTARUGAS NINJA – FORA DAS SOMBRAS
Teenage Mutant Ninja Turtles: out of Shadows, EUA-Hong Kong
Estúdios: Paramount, China Movie Group, Nicklodeon e mais 4 independentes
Direção: Dave Green
Custo: US$ 135 milhões
Bilheteria Mundial: US$ 245 milhões

ALIADOS
Allied, EUA-Reino Unido
Estúdios: Paramount e mais 3 independentes
Direção: Robert Zemeckis
Custo: US$ 85,3 milhões
Renda acumulada até agora = EUA/Mundial: US$ 804 milhões

ALICE NO PAÍS DO ESPELHO
Alice through the Looking Glass, EUA-Reino Unido
Estúdios: Walt Disney, Tim Burton Productions e mais 3 independentes
Direção: James Bobin
CustoUS$ 170 milhões
Bilheteria EUAUS$ 77 milhões
Bilheteria InternacionalUS$ 299,4 milhões

ASSASSIN’S CREED
Assassin’s Crred, Reino Unido-França-Hong Kong-EUA
Estúdios: Regency Enterprises e mais 10 independentes:
Distribuição: Warner
Direção: Justin Kurzel
Custo – US$ 180 milhões
Bilheteria nos EUA – US$ 48,3 milhões
Ainda dependendo do mercado internacional

BEN HUR
Ben Hur, EUA
Estúdios: MGM e Paramount e mais 2 estúdios independentes
Direção: Timur Bekmambetov
Custo: US$ 120 milhões (incluindo marketing)
Renda Mundial: US$ 94,1 milhões

O BOM GIGANTE AMIGO
BFG, EUA
Estúdios: Amblin, Walt Disney e Walden Media
Direção: Steven Spielberg
Custo: US$ 140 milhões
Faturamento Mundial: US$ 178 milhões

DEUSES DO EGITO
Goods of Egypt, EUA-Austrália
Estúdios: Summit e mais 4 estúdios independentes
Direção: Alex Proyas
Custo: US$ 140 milhões
Arrecadação Mundial: US$ 150,6 milhões
Summit é o estúdio da série Jogos Vorazes.

HORAS DECISIVAS
The Finest Hours, EUA
Estúdios: Walt Disney e Whitaker Entertainment
Direção: Craig Gillespie
Custo: US$ 80 milhões
Arrecadação Mundial: US$ 52,1 milhões

INDEPENDENCE DAY – O RESSURGIMENTO
Independence Day: Ressurgence, EUA
Estúdio: Fox
Direção: Roland Emmerich
Orçamento – US$ 165 milhões
Renda EUA – US$ 103,1 milhões
Bilheteria Mundial Acumulada – US$ 389,6

INFERNO
Inferno, EUA
Estúdio: Sony/Columbia
Direção: Ron Howard
CustoUS$ 75 milhões
Bilheteria EUAUS$ 34,01 milhões
Bilheteria Total –  US$ 219, 3 milhões

HORIZONTE PROFUNDO: DESASTRE NO GOLFO
Deepwater Horizon, Hing Kong-EUA
Estudios: Summit e mais 3 independentes
Direção: Peter Berg
CustoUS$ 180,00 (incluindo publicidade)
BilheteriaUS$ 52,4 milhões

JACK REACHER – SEM RETORNO
Jack Reacher – Never go Back, EUA
Estúdio: Paramount
Direção: Edward Zwick
CustoUS$ 60 milhões
ArrecadaçãoUS$ 161,3 milhões

KUBO E AS CORDAS MÁGICAS
Kubo and the two Strings, EUA
Estúdio: Focus Features
Direção: Travis Knight
Orçamento  – US$ 60 milhões
Renda EUAUS$ 48,2 milhões
Bilheteria MundialUS$ 21,9 milhões

O CAÇADOR E A RAINHA DO GELO
The Huntsman: winter’s War, EUA
Estúdios: Universal e mais 2 independentes
Direção: Cedric Nicolas-Troyan
Custo US$ 115,00
RendaUS$ 164,6

OS 7 MAGNÍFICOS
The Magnificent Seven, EUA
Estúdios: MGM, Columbia e mais 3 independentes
Direção: Antoine Fuqua
CustoUS$ 90 milhões
BilheteriaUS$ 93,4 milhões

PASSAGEIROS
Passengers, EUA
Estúdio: Columbia
Direção: Mortedm Tyldum
CustoUS$ 110 milhões
Arrecadação parcialUS$ 51 milhões

STAR TREK – ALEM DA FRONTEIRA
Star Trek Beyond, EUA
Estúdio: Paramount
Direção: Justin Lin
OrçamentoUS$ 185 milhões
Renda EUAUS$ 158,8 milhões
Renda MundialUS$ 343,4 milhões

WARCRAFT
Warcraft, EUA
Estúdio: Universal
Direção: Duncan Jones
CustoUS$ 160 milhões
Renda EUAUS$ 47,2 milhões
Renda MundialUS$ 433 milhões

Vejam o trailer de Assassin’s Creed.

SAG-2017 – OS INDICADOS

O Screen Actores Guild-SAG, o Sindicato dos Atores de Hollywood, divulgou a lista dos filmes que concorrem aos prêmios de melhores de 2016 para Cinema e Televisão. Manchester à Beira-Mar lidera as indicações para Cinema e as séries The Crown, The People vs O. J. Simpson: American Crime Story, e Stranger Things para a televisão

Indicadas a Melhor Atriz Foto: reprodução/instagram

Indicadas a Melhor Atriz de Série Dramática – Foto: reprodução/instagram

Este é um prêmio muito especial porque é representa a escolha dos atores e atrizes de Hollywood. Lembrando que é esse mesmo contingente que ele os seus escolhidos para o Oscar, daí, quem está nesta lista, pode estar muito bem na endereçada à Academia de Ciências e Artes Cinematográficas. O prêmio será entregue em 29 de janeiro, domingo, em transmissão pela TNT.

Confira a lista completa dos indicados.

CINEMA

Melhor Elenco em Filme
Capitão Fantastico
Fences
Estrelas Além do Tempo
Manchester by the Sea
Moonlight

Veja o trailer de Capitão Fantástico.

Melhor Ator
Casey Affleck – Manchester à Beira-Mar
Andrew Garfield – Até o Último Homem
Ryan Gosling – La La Land – cantando Estações
Viggo Mortensen – Capitão Fantástico
Denzel Washington – Fences

Melhor atriz
Amy Adams – A Chegada
Emily Blunt – A Garota no Trem
Natalie Portman – Jackie
Emma Stone – La La Land: Cantando Estações
Meryl Streep – Florence, Quem é Essa Mulher?

Melhor ator coadjuvante
Mahershala Ali – Moonlight
Jeff Bridges – A Qualquer Custo
Hugh Grant – Florence, Quem é Essa Mulher?
Lucas Hedges – Manchester à Beira-Mar
Dev Patel – Lion – uma Jornada Para Casa

Veja o trailer de A Qualquer Custo.

Melhor atriz coadjuvante
Viola Davis – Fences
Naomie Harris – Moonlight
Nicole Kidman – Lion – uma Jornada Para Casa
Octavia Spencer – Estrelas Além do Tempo
Michelle Williams – Manchester à Beira-Mar

TELEVISÃO

Melhor elenco de série dramática
The Crown
Downton Abbey
Game of Thrones
Stranger Things
Westworld

Melhor atriz de série dramática
Millie Bob Brown – Stranger Things
Claire Foy – The Crown
Thandie Newton – Westworld
Winona Ryder – Stranger Things
Robin Wright – House of Cards

Veja o trailer de The Crown.

Melhor ator de série dramática
Sterling K. Brown – This Is Us
Peter Dinklage – Game of Thrones
John Lithgow – The Crown
Rami Malek – Mr. Robot
Kevin Spacey – House of Cards

Melhor elenco de série cômica
The Big Bang Theory
Black-ish
Modern Family
Orange Is The New Black
Veep

Melhor atriz de série cômica
Uzo Aduba – Orange Is The New Black
Jane Fonda – Grace & Frankie
Ellie Kemper – Unbreakable Kimmy Schmidt
Julia Louis-Dreyfus – Veep
Lily Tom – Grace & Frankie

Melhor ator de série cômica
Anthony Anderson – Black-ish
Tituss Burgess – Unbreakable Kimmy Schmidt
Donald Glover – Atlanta
William H. Macy – Shameless
Jeffrey Tambor – Transparent

Melhor atriz em minissérie ou filme feito para a TV
Bryce Dallas Howard – Black Mirror
Felicity Huffman – American Crime
Audra MacDonald – Lady Day at Emerson’s Bar & Grill
Sarah Paulson – The People vs O.J. Simpson: American Crime Story
Kerry Washington – Confirmation

Melhor ator em minissérie ou filme feito para a TV
Riz Ahmed – The Night Of
Sterling K. Brown – The People vs O.J. Simpson: American Crime Story
Bryan Cranston – All The Way
John Turturro – The Night Of
Courtney B. Vance – The People vs O.J. Simpson: American Crime Story

Veja um comentário sobre a série The Night Off.

 

ELLE – O MELHOR FILME DE 2016 PELA ACCRJ

Elle, o filme francês do cineasta holandês Paul Verhoeven e que tem no elenco Isabelle Huppert no papel de uma mulher violentada que decide se defender à sua maneira, está em cartaz há 4 semanas em circuito reduzido no País. No Cinema de Arte, projeto da operadora Cinépolis para inserir os filmes de arte em seu circuito nacional e presente em 9 cidades do País, está há 3 e vai adentrar mais uma – ou mais. A película francesa acaba de ser eleita o Melhor Filme de 2016 pelos integrantes da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro-ACCRJ

Isabelle Huppert em ELLE (2016), de Paul Verhoeven: Melhor Filme de 2016 pela ACCRJ

Isabelle Huppert em ELLE (2016), de Paul Verhoeven: Melhor Filme de 2016 pela ACCRJ

A lista dos melhores do ano é uma tradição de décadas levadas a efeito pelos críticos de cinema de todas as partes do Mundo e tem por base uma votação de 10 títulos. No Brasil, o anúncio dessa leva de obras de qualidade desdobra-se entre dezembro e janeiro. Em janeiro, por exemplo, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema-ABRACCINE, e a Associação Cearense dos Críticos de Cinema-ACECCINE, elegerão os seus melhores.

Neste ano, por critérios de empate, os críticos da associação carioca a elegeram 12 títulos. O melhor do filme do ano estrangeiro e o melhor brasileiro. O estrangeiro, Elle, tem uma temática tanto difícil quanto atual: a violência contra a mulher. No caso, Isabelle Huppert, a marqueteira de uma empresa de videogame que, estuprada em sua própria casa, decide jogar o jogo com o seu opressor. Um jogo de quem mais poder de manipulação. As mulheres saem satisfeitas do Cinema e o tema ganha uma abordagem totalmente original e desconcertante.

Aquarius é uma exposição dilacerante de um governo recente do País, destruído econômica e moralmente por um cupinzeiro de um partido político. Um grande e corajoso filme de Kleber Mendonça Filho.

Tem também homenagens a profissionais que dedicaram a sua vida ao Cinema e completaram a sua passagem espiritual de missão pela Terra. Sem delongas, vamos a eles: os filmes e os homenageados.
Melhor Filme
Elle (França), de Paul Verhoeven

Melhor Filme Brasileiro
Aquarius (Brasil-França), de Kleber Mendonça Filho

10 Melhores (ordem alfabética)
Anomalisa (EUA, 2016), de Charlie Kauffman
A Bruxa (EUA, 2016), de Robert Eggers
Café Society (EUA, 2016), de Woody Allen
Carol (EUA, 2015), de Todd Haynes
O Cavalo de Turim (Hungria, 2015), de Bela Tarr
Certo Agora, Errado Antes (Coréia do Sul, 2016), de Sang-Soo Hong
Filho de Saul (Hungria, 2015), de Laszlo Nemes
As Montanhas se Separam (China-França-Japão, 2015), de Jia Zang-ke
Os Oito Odiados (EUA, 2015), de Quentin Tarantino
Táxi Teerã (Irã-França, 2016), de Abbas Kiarostami

Reconhecimento por Iniciativa Cinematográfica
Cavi Borges – produtor e diretor de filmes e empresário de cinema

Homenageados
Hector Babenco (1946-2016) – cineasta
Abbas Kiarostami (1940-2016) – cineasta
José Carlos Avellar (1936-2016) – crítico de cinema

Veja o trailer de Certo Agora, Errado Antes.

STARGATE – REBOOT CANCELADO

Não sai do papel. Foi a afirmação feita por Dean Devlin, coautor ao lado de Roland Emmerich, de Stargate, para o site da revista Empire. O reboot da ficção-científica que lançado no cinema em 1994 e que virou série de TV em 1977, idealizado como uma trilogia, era um dos projetos mais acalentados por Devlin e a sua filmagem estava prevista para o próximo ano

Criada por Dean Devlin e Rolland Emmerich em 1994, STARGATE foi adaptada para a TV em 1997

Criado para o Cinema por Dean Devlin e Rolland Emmerich em 1994, STARGATE foi adaptado para a TV em 1997

A declaração de Dean Devlin ao Empire Online caiu com uma bomba entre os fãs da série e os apreciadores da ficção científica. Dean Devlin o co-roteirista do filme original Stargate – a Chave Para a Humanidade, produzido em 1994, com Kurt Russell e James Spader, Jaye Davidson e Viveca Lindfors, disse que “há muitas coisas que tem que ser feitas ao mesmo tempo, e houve um momento que percebi que tudo estava acontecendo ao mesmo tempo e, em seguida, tudo meio que desmoronou”.

Ninguém sabe ao certo o que Devlin quis revelar ao dizer que a desistência da Metro Goldwyn Mayer e a Warner Bros se deu “à atual abordagem dos blockbusters pelos grandes estúdios”. Mas, presume-se: o primeiro Stargate foi uma produção independente que custou um bom dinheiro: US$ 55 milhões, e rendeu apenas US$ 71 milhões. Ou seja, ficou no prejuízo. Explique-se: para um filme ter rentabilidade tem de obter 3 vezes o seu custo de produção. Mas, assim como Blade Runner (1982), Stargate não foi consagrado pela crítica, mas, sim, pelos fãs da ficção-centífica. E isso quer dizer, é um filme cult.

Dean Devlin e Rolland Emmerich: criadores de STARGATE - A CHAVE PARA A HAMANIDADE (1994) e a série de TV em 1997

Dean Devlin e Rolland Emmerich: criadores de STARGATE – A CHAVE PARA A HAMANIDADE (1994) e a série de TV (97)

Sobra então um motivo para o cancelamento da trilogia: o fracasso bilheteria e de crítica de… Independence Day: o Ressurgimento. Custo: US$ 165 milhões. Bilheteria: US$ 104 milhões. Produzido por quem? Dean Devlin e Roland Emmerich. Hollywood não dá murro em ponta de faca: não rendeu, sinal vermelho. Tudo lá é muito bem estudado e mesmo quem tem crédito, pode ficar sem. Mas, também se credite que, em Hollywood, o que não sai do papel hoje virar filme amanhã. O tempo dirá.

Os outros projetos da dupla estão mantidos. Conheça-os abaixo.

Ano de lançamento – 2017

Geostorm, de Dean Devlin, com Gerard Butler, Katheryn Winnick e Ed Harris. Um cientista sobe ao espaço a fim de impedir que os satélites que controlam o clima criem uma tempestade de proporções épicas e, ao mesmo tempo, o seu irmão descobre uma conspiração para assassinar o presidente dos EUA.

Bad Samaritan, de Dean Devlin e Mark Roskin, com David Tennant e Robert Sheehan. Dupla de assaltantes não contava com a reção da mulher que está na casa a qual planejaram roubar.

2018

Independence Day 3, de Roland Emmerich. Anunciado.

Tempestade Solar (Solar Storm). Anunciado e sem diretor definido. Um policial e dois bandidos são apanhados por uma tempestade solar que atinge a Terra e ameaça dizimar a humanidade.

Relembre o trailer de Stargate – a Chave Para a Humanidade.

 

FESTIVAL DE HAVANA-2016 – BRASILEIROS EM COMPETIÇÃO

Começa no próximo dia 8 e se estende até 18 de dezembro o 38º Festival de Cinema de Cuba. O Brasil tem representantes nas duas competições de longas e também entre os curtas. Os já aqui lançados Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, e Mãe só há Uma, de Ana Muylaert, e o inédito A Cidade do Futuro, de Marilia Hughes e Cláudio Marques, estão entre competidores de vários países sul-americanos ao Prêmio Coral de longa-metragem

REDEMOINHO e A CIDADE DO FUTURO

REDEMOINHO, de José Luís Villamarin; e A CIDADE DO FUTURO, de Marília Hughes e Cláudio Marques

 

O Brasil tem ainda mais 2 representantes na mostra competitiva intitulada Óperas Primas, Redemoinho (2016), de José Luiz Villamarim; e A Cidade Onde Envelheço, coprodução com Portugal, dirigida por Marília Rocha. Neruda, do chileno Pablo Larrain, em exibição no Brasil, compete na mostra principal.

Confira os filmes em competição ao Prêmio Coral da Longa-Metragem e também da Mostra Óperas Primas.

PRÊMIO CORAL DE LONGAS-METRAGENS
Argentina
La helada negra, de Maximiliano Schonfeld

Argentina/Espanha
El ciudadano ilustre, de Gastón Duprat e Mariano Cohn

Argentina/EUA
Hermia & Helena, de Matías Piñeiro

Brasil
A cidade do futuro, de Marília Hughes e Cláudio Marques
Mãe só há uma, de Anna Muylaert

Brasil/Françaa
Aquarius, de Kleber Mendonça Filho

Chile/Argentina/França/Espanha
Neruda, de Pablo Larraín

Veja o trailer de Neruda.

Chile/França
El Cristo ciego, de Christopher Murray

Chile/França/Alemania/Grécia/Colombia
Jesús, de Fernando Guzzoni

Chile/França/EUA
Aquí no ha pasado nada, de Alejandro Fernández Almendras

Colombia
La mujer del animal, de Víctor Gaviria

Colombia/Canadá
Mañana a esta hora, de Lina Rodríguez

Cuba
Últimos días en La Habana, de Fernando Pérez Valdés

Cuba/Canadá
Ya no es antes, de Lester Hamlet

Cuba/Colombia
Sharing Stella, de Enrique Álvarez Martínez

México/Dinamarca/Françaa/Alemanha/Noruega/Suiça
La región salvaje, de Amat Escalante

México/França
Desierto, de Jonás Cuarón

Trinidad e Tobago/Bahamas/EUA
Play the Devil, de Maria Govan

Conheça o trailer de Redemoinho.

COMPETIÇÃO – PRÊMIO ÓPERAS PRIMAS
Argentina
Fin de semana, de Moroco Colman
La larga noche de Francisco Sanctis, de Francisco Márquez e Andrea Testa

Argentina/França
El invierno, de Emiliano Torres

Bolivia/Catar
Viejo calavera, de Kiro Russo

Brasil
Redemoinho, de José Luiz Villamarim

Brasil/Portugal
A cidade onde envelheço, de Marília Rocha

Veja o trailer de A Cidade Onde Envelheço.

Imagem de Amostra do You Tube

Chile
Las plantas, de Roberto Doveris
Nunca vas a estar solo, de Alex Anwandter

Chile/Argentina
Rara, de Pepa San Martín

Colombia
Los nadie, de Juan Sebastián Mesa
Pariente, de Iván D. Gaona

Colombia/Argentina/Holanda/Alemanha/Grecia
Oscuro animal, de Felipe Guerrero

Cuba/Espanha
Esteban, de Jonal Cosculluela Sánchez

Cuba/Nicaragua
El techo, de Patricia Ramos Hernández

Equador/México/Grécia
Alba, de Ana Cristina Barragán

México
Lupe bajo el sol, de Rodrigo Reyes

Paraguai/Holanda/Chile/Catar
La última tierra, de Pablo Lamar

Venezuela/Colombia
El Amparo, de Rober Calzadilla

DATAS DE ESTREIA

Redemoinho – 29 de dezembro
A Cidade do Futuro – em 2017, sem data
A Cidade onde Envelheço – em 2017, sem data

Confira o trailer de A Cidade do Futuro, de Marília Hughes e Cláudio Marques