MARK WAHLBERG – O NOVO HOMEM DE 6 MILHÕES DE DÓLARES

Depois de muito falatório, escolha e dispensa de atores e diretores, finalmente uma das séries mais cultuadas de todos os tempos vai para as telas prateadas de todo o mundo: O Homem de 6 Milhões de Dólares. Para viver o Coronel Steve Austin, o escolhido foi Mark Wahlberg, do recente Transformers 4, e a direção ficou a cargo e Peter Berg, de  O Grande Herói e Hancock. Mas, o histórico comprova que raramente uma série de TV se dá bem no Cinema

Lee Majors vivieu Steve Austin na série de TV; e Mark Wahlberg, o novo HOMEM DE 6 MILHÕES DE DÓLARES

Lee Majors vivieu Steve Austin na série de TV; e Mark Wahlberg, o novo HOMEM DE 6 MILHÕES DE DÓLARES

Depois do descarte da ideia ridícula de querer transformar a adaptação em uma comédia a ser estrelada por Jim Carrey, uma luz divina pairou sobre a universal e eles resolveram encarar o projeto com seriedade, pois chamaram a mesma equipe de: O Grande Herói.

Como á série foi exibida entre 1974 e 1979, os produtores irão atualizar os valores do Coronel Astronauta Steve Austin e o filme deverá se chamar: O Homem de 6 Bilhões de Dólares. A produção está sendo levada a sério mesmo, pois como material base, os produtores também irão usar o romance de ficção científica Cyborg, do ex-militar Martin Caidin (1927-97), autor de vários romances do gênero, o qual a Universal usou para criar a série de TV.

Para quem não lembra: O Homem de 6 Milhões de Dólares foi uma série da televisão estadunidense e teve  exibição mundial entre os anos de 1974 a 1979, teve Lee Majors (hoe com 75 anos) como astro e fez tanto sucesso que rendeu uma série derivada, A Mulher Biônica, interpretada por Lindsay Wagner (hoje com 66 anos) e mais 3 telefilmes entre o final da década de 80 e a metade dos anos 90. A série foi exibida completa no Brasil, com trabalho de dublagem excepcional da Herbert Ritchers.

Cyborg 2016
As filmagens do nova adaptação da obra de Caidin, agora destinbada às telas grandes e provavelmente em 3D, vai começar no próximo ano para lançamento mundial em 2016. A Universal queria lança-lo neste ano para comemorar, em grande estilo, os 40 anos da série. Mas, infelizmente não deu certo. Agora, com um ator que, além de talentoso tem carisma e identificação com o grande público, e um bom diretor escolhidos para o projeto, é torcer para que a boa vontade continue e tenhamos mais uma, dentre pouquíssimas, boas novas franquias que migram da telinha para a telona. Essa será a grande contribuição do filme, pois  adaptar uma série de TV para o cinema, não é tarefa muito fácil como se pensa. Nos últimos anos, nenhuma delas foi bem recebida ou obteve qualidade de produção. Senão, vejamos alguns exemplos:

James West, a série de TV dos anos 60; o telefilme de 1980 e a adaptação ara os cinemas em 1999

JAMES WEST, a série de TV dos anos 60; o telefilme de 1980 e AS LOUCAS AVENTURAS DE JAMES WEST (1999), a adaptação para o Cinema

James West
Justamente no meio da década de 60 apareceu na televisão uma série totalmente diferente do que Hollywood produzia à época, tanto na televisão quanto no cinema: James West. Escrita por Michael Garrison, mesclava vários gêneros, como faroeste, aventura, ação, ficção científica (inspirada nos livros de Edgar Allan Poe, Jules Verne, H. P. Lovecraft e H. G. Welles, entre outros), comédia e espionagem, que era o elemento norteador das tramas que tinha como inspiração os livros de Ian Fleming com o seu espião James Bond.

Com Robert Conrad e Ross Martin nos pais centrais, a série durou de 17 de setembro de 1965 a 4 de abril de 1969, com 104 episódios. Algo muito ousado para a época. Em 1999, o produtor e diretor Barry Sonnefeld adaptou o livro de Garrison para o cinema com Will Smith, Kevin Kline, Kenneth Branagh e Salma Hayek no elenco, resultando numa das maiores bombas da História do Cinema.

Para saber mais sobre a série original James West, siga as suas sugestões abaixo:
Sugestão 1
Sugestão 2

O romance O Santo e seu ator, Leslie Charters; Roger Moore, seu melhor intérprete e Val Kilmer na adaptação de Cinema em 1997

O romance O Santo, o seu autor, Leslie Charters; Roger Moore, seu melhor intérprete, e Val Kilmer na adaptação de Cinema em 1997

O Santo
Criado pelo novelista Leslie Chartelis (1907-93), o misterioso detetive amador Simon Templar se tornou um dos personagens mais expressivos da literatura, rádio (de 1954 a 51 com a voz de Vincent Price), televisão (a série com Roger Moore), quadrinhos para jornais e no Cinema. O nome O Santo remete às iniciais do herói (em inglês The Saint), e igualmente se reveste de ironia, já que demonstra grande habilidade como ladrão e a sua destreza deixa a desconfiança de tenha sido, no passado, um criminoso. Em suas aventuras, nas quais roubava apenas de gente boa como empresários inescrupulosos, milionários ladrões e políticos corruptos, deixava sempre no local de seus crimes um cartão com a figura de uma pessoa com uma auréola. Em 1997, o cineasta australiano Phillip Noyce fez uma adaptação para o Cinema, com o então ascendente Val Kilmer, mas o enredo pouco tinha do personagem de Charteris.

Para saber mais sobre O Santo e seu criador, Leslie Charteris, acesse aqui.
Para saber todos os títulos dos livros, dos filmes e da série de TV O Santo, clique aqui.

DARK SHADOWS: o elenco da série (1966-71) de TV e Johnny Deep à frente da adaptação cinematográfica de SOMBRAS DA NOITE (2012), de Tim Burton

DARK SHADOWS: o elenco da série (1966-71) de TV e Johnny Deep à frente da adaptação cinematográfica de SOMBRAS DA NOITE (2012), de Tim Burton

Sombras da noite
Outra série de enorme sucesso na televisão estadunidense (e mundial) entre 1968 e 1971, Dark Shadows, no Brasil Nas Sombras da Noite, também chegou ao cinema e se deu muito mal, numa infeliz adaptação comandada por Tim Burton. A série, que contava a história de uma família inglesa que vai morar nos EUA em uma mansão fantasmagórica, conquistou rápida popularidade com seus enredos sobrenaturais, nos quais se destacava o vampiro Barnabas Collins (Jonathan Fried, em 594 episódios, de 1967 a 1971), que se envolvia com fantasmas, bruxas, lobisomens, feiticeiros, zumbis, homens monstros, além de deslocar-se para mundos paralelos em viagens ao passado e ao futuro. Ao todo foram 1.225 episódios com meia hora de duração.

Para saber mais sobre Dark Shadows, acesse aqui.

Veja um trailer síntese do início da série.

Imagem de Amostra do You Tube

 

FROZEN – AGORA PRODUTO DE MARCHANDSING

Lançada no final de 2013, a animação da Walt Disney Animation Studios bateu recordes de bilheteria ao alcançar a marca de 1,2 milhão de dólares nos cinemas de todo mundo – renda superior a US$ 400 nos EUA e mais US$ 873,4 milhões no mercado internacional. Descubra como o conhecido estúdio de Hollywood multiplicou esse sucesso em muitos outros milhões de dólares

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Uma história sobre duas irmãs, levemente baseada em um conto de Hans Christian Andersen, que envolve aventura, magia e músicas-chiclete. Essa é a fórmula perfeita de um clássico Disney, essencial para que o estúdio recuperasse o seu sucesso,tendo conquistando dois prêmios Oscar em 2014 (Melhor Canção Original Melhor Animação, sendo esse segundo o seu primeiro), além do título de animação de maior bilheteria mundial e uma homenagem na entrada do teatro da Walt Disney Animation Studios. Todo o sucesso envolvendo Frozen – uma Aventura Congelante possibilitou campanhas de merchandising massivas, com fins de manter o filme em pauta na mídia anos após seu lançamento, além de gerar grande lucro como brinquedo temáticos, mochilas, bonecos de pelúcia, série de animação de TV, jogos de computador e livro de contos infantis, entre outros. Até o poster e a trilha sonora do longa-metragem se tornaramu instrumento de vendas e, por 13 dólares, você leva os personagens como instrumentos de decoração para o lar ou o escritório. Bacana, não?

Fachada do Teatro da Walt Disney Animation Studios costuma homenagear grandes longas produzidos pelo estúdio

Ainda no início deste ano, por exemplo, uma versão sing along (cante junto) do filme foi lançada nos Estados Unidos, o que o fez manter-o em cartaz por meses além da programação comum. Filas para conhecer Anna e Elsa nos parques Disney duravam horas, o que possibilitou aos imagineers (engenheiros dos complexos da empresa) incluí-las em paradas e estabelecer uma programação especial durante o verão estadunidense no Hollywood Studios. Com o filme quase todo ambientado na neve, o presidente da Walt Disney Parks & Resorts, Tom Staggs, divulgou que, a partir deste mês de novembro, durante a chegada do inverno na região, o tradicional Castelo da Cinderela, no Magic Kingdom, se transformará em um imenso palácio de gelo. Em setembro, também foi anunciada uma atração inspirada na animação para o parque Epcot, do complexo Walt Disney World, na Flórida. Em desenvolvimento, o passeio levará o público ao reino fictício de Arendelle, e ocupará o local onde atualmente se encontra a atração Maelstrom.

Princesa Anna e Rainha Elsa preparam-se para receber o público no Walt Disney World, enquanto apresentam produtos baseados em seus personagens à venda nos parques

O sucesso da canção-hino Let It Go tomou conta de rádios ao redor do mundo. Com a versão pop da música, gravada pela cantora Demi Lovato, e usada na divulgação prévia do filme, o hit ganhou espaço para reprodução nas mais diversas mídias. Uma versão remixada da música foi lançada no álbum Deconstructed, junto a outras canções de sucesso da Disney, e covers dos mais variados ritmos tomaram conta do Youtube. No seriado Glee, a música já faz parte da setlist para a sexta temporada, a ser interpretada pela atriz e cantora Lea Michele. Na versão mais recente do jogo de dança desenvolvido pela Ubisoft, Just Dance 2015, também é possível encontrar a composição ganhadora do Oscar, comprovando a presença de Frozen no conjunto mais variado de plataformas.

Também no setor de games, o universo de Uma Aventura Congelante pode ser explorado no jogo Disney Infinity, lançado pelo estúdio em 2013 e disponível para Xbox 360, PlayStation 3, Wii, Wii U e Nintendo 3Ds, além de dispositivos móveis (iOS e Android). Vários aplicativos envolvendo o filme foram lançados, como os jogos Frozen Free Fall e  Hidden Worlds, além de um karaokê interativo que segue os moldes da versão sing along lançada nos cinemas.

Em Home Vídeo, o filme foi lançado em Bluray, DVD, Bluray 3D e formato digital no início de abril. Entretanto, a versão em 3D não foi lançada em mídia física nos Estados Unidos, levantando entre colecionadores a suspeita de um possível relançamento em edição especial no futuro. Em 18 de novembro, uma edição em DVD da versão “cante junto” do filme será lançada em terras estrangeiras, e ainda sem previsão para o Brasil.

O campo de merchandising envolvendo Frozen permanece imenso. Ainda em 2013, antes do lançamento do filme, o estúdio do Mickey anunciou que as duas protagonistas do filme seriam inseridas na franquia de princesas, composta atualmente por outras 11 figuras femininas de animações anteriores que, além de estamparem produtos, promovem eventos de coroação nos parques, atraindo fãs de todo o mundo. Entretanto, devido ao grande sucesso do filme, Anna e Elsa ganharam sua própria franquia, mantendo a data em que seriam “oficialmente” introduzidas à realeza Disney sem previsão.

Na TV, o sucesso da animação vem sendo explorado por meio do seriado Once Upon a Time, do canal americano ABC (no Brasil, exibida pelo canal SONY). Criado por Edward Kitsis e Adam Horowitz (ambos conhecidos pela série Lost), o drama de fantasia televisivo se encontra em sua quarta temporada, e aborda a representação de contos de fada no mundo real. Vale lembrar que a ABC pertence ao grupo Disney, que facilmente cedeu os direitos sobre os personagens de Frozen ao estúdio do seriado. O canal também apresentou, no início de setembro, o documentário The Story of Frozen: Making a Disney Animated Classic (A História de Frozen: Construindo um Clássico de Animação Disney), que aborda o making of da produção, incluindo declarações dos dubladores e diretores do filme. Anote aí: na televisão brasileira, a animação será exibida pelos canais fechados da rede Telecine a partir deste sábado, 08 de novembro.

A Disney Infinito está lançando um pacote FROZEN de jogos para 3DS, PC, PS3, Wii, Wii U e Xbox 360

A Disney Infinito está lançando um pacote FROZEN de jogos para 3DS, PC, PS3, Wii, Wii U e Xbox 360

Com todo esse sucesso, é possível que as aventuras no reino de Arendelle ganhem uma continuação? De acordo com o presidente dos estúdios Disney, Alan Horn, uma sequência não está planejada para produção. Entretanto, os fãs não devem ficar chateados: um curta intitulado Frozen Fever (febre Frozen) foi anunciado para a primavera de 2015, e contará com o retorno de todos os envolvidos no primeiro filme, incluindo os diretores Jennifer Lee e Chris Buck, além de uma nova canção composta pelo casal Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez. Uma série de livros escrita por Erica David também está planejada para ser lançada em janeiro de 2015 nos Estados Unidos, e um musical da Broadway baseado no filme está em desenvolvimento, ainda sem previsão de estreia.

Frozen: uma Aventura Congelante está nas locadoras em versões dubladas e legendadas. Confira um dos traillers.

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