GLOBO DE OURO-2017 – ELLE, LA LA LAND E MOONLIGHT

Na noite de entrega dos Globo de Ouro, edição 74, Meryl Streep roubou a festa. Foi a noite da estrela, uma das atrizes mais conscientes de seu papel na poderosa indústria de Hollywood, que está sendo alvo do novo presidente do País, o inacreditável Donald Trump. Mas, a premiação foi justa com os melhores filmes produzidos no ano passado, consagrando La La Land – cantando Estações, o drama francês Elle e o corajoso drama racial Moonlight – Sob a Luz do Luar

ELLE (2016), LA LA LAND - CANTANDO ESTAÇÕES (2016) E MOONLIGHT - SOB A LUZ DO LUAR (2016): ganhadores do Globo de Ouro-2017

ELLE (2016), LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES (2016) e MOONLIGHT – SOB A LUZ DO LUAR (2016): ganhadores do Globo de Ouro-2017

A Associação de Imprensa Estrangeira, responsável pelo prêmio Globo de Ouro, fez uma festa supimpa, cujo brilho foi roubado por uma estrela, Meryl Streep. Ela lembrou que, hoje, Hollywood, os estrangeiros e a imprensa estão sendo alvo dos rompantes de Donald Trump, o recém eleito presidente do País, e alfinetou o comportamento nada digno para ocupante de tal cargo: “Esse exemplo dado por uma pessoa tão poderosa dá permissão a outras pessoas para desrespeitar. A violência incita a violência. O desrespeito incita o desrespeito. Se alguém usa a sua posição para fazer bullying, todos nós perdemos“, disse.

Trump, toma possa daqui a alguns dias e os homofóbicos, intolerantes e racistas o comemoram. Assim como os ingleses se arrependeram com o resultado do brexit, os estadunidenses vão se arrepender de o terem eleito. Apenas questão de tempo.

Mas, a cerimônia 74 premiou os reais merecedores de seus prêmios. Como ainda não vi La La Land – cantando Estações, fico na esperança de que realmente seja sensacional, como dizem. Jimmy Fallon, o mestre de cerimônias, conduziu bem a premiação, que em resumo, destaca o musical de Damian Chazelle como o maior vencedor, pois todos os 7 aos quais estava indicado. O segundo grande vencedor pode ser considerado o drama francês Elle, de Paul Verhoeven: melhor filme estrangeiro e melhor atriz, Isabelle Huppert.

Casey Affleck, por Manchester à Beira-Mar,  de Kenneth Lonergan, já era esperado como o ganhador da estatueta de Melhor Ator; e o corajosíssimo Moonlight – Sob a Luz do Luar, de Barry Jenklins, o melhor filme dramático.

Confira todas as premiações, incluindo da televisão.

MELHOR FILME DRAMA
Moonlight – Sob a Luz do Luar, de Barry Jenkins

Confira o trailer de Moonlight – sob a luz do luar.

MELHOR FILME/MUSICAL OU COMÉDIA
La La Land – Cantando Estações, de Damian Chazelle

MELHOR DIRETOR
Damien Chazelle, La La Land – Cantando Estações

MELHOR ROTEIRO
Damien Chazelle, La La Land – Cantando Estações

MELHOR ATOR
Casey Affleck, Manchester à Beira-Mar

MELHOR ATRIZ
Isabelle Huppert, Elle

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Emma Stone, La La Land – Cantando Estações

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Aaron-Taylor Johnson, Animais Noturnos

MELHOR ANIMAÇÃO
Zootopia

MELHOR TRILHA SONORA
La La Land – Cantando Estações

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
City of stars (Justin Hurwitz/Benj Pasek), La la land: Cantando estações

TELEVISÃO

The Crown, batendo Game of Thrones e Stranger Things, The Night Manager, com 3 prêmios, e Atlanta, escrita por Donald Glover, filho de Danny, levam os principais Globo de Ouro de televisão.

Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical
Donald Glover, Atlanta

Melhor Série Dramática
The Crown

Veja o trailer de The Crown, produção Netflix.

Melhor Atriz em Série Dramática
Claire Foy, The Crown

Melhor Ator em Minissérie ou Filme para TV
Tom Hiddleston, The Night Manager

Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para TV
Olivia Colman, The Night Manager

Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para TV
Hugh Laurie, The Night Manager

Melhor Minissérie ou Filme para TV
The People vs O.J. Simpson: American Crime Story

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV
Sarah Paulson, The People vs O.J. Simpson: American Crime Story

Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical
Tracee Ellis Ross, Black-ish

Melhor Série de Comédia ou Musical
Atlanta

Melhor Ator em Série Dramática
Billy Bob Thornton, Goliath

Confira o trailer legendado de La La Land – cantando estações.

 

BLOCKBUSTERS 2016 – OS “CANOS” DE HOLLYWOOD

O ano de 2016 chegou ao fim e começam a surgir as estatísticas de Hollywood com os recordes de bilheteria, os estúdios de sucesso, público e renda e, também os fracassos. O Cinema e Artes fez a sua pesquisa e aponta os campeões de fracasso nas bilheterias, os chamados, como dizemos por aqui, os “canos”  da temporada. Conheça-os

O cenário de caos de INDEPENDENCE DAY - O RESSURGIMENTO: os maiores fracassos de bilheteria de 2016

O cenário de caos de INDEPENDENCE DAY – O RESSURGIMENTO: os maiores fracassos de bilheteria de 2016

Qual terá sido o maior “cano” de 2016? “Cano”, é aquele “blockbster” que, com todos os milhões de orçamento, depois de percorrer os cinemas de diversos países, não devolveu os dólares de seu investimento. É importante salientar que, para apenas empatar o seu investimento, um filme deve obter exatamente três vezes o seu custo de produção. Sim, um filme que custa US$ 100 milhões, por exemplo, para começar a dar lucro ao seu estúdio, que começar a rentabilidade a partir de US$ 301 milhões.

Estimamos, aqui, a bilheteria mundial, que se compõe das arrecadações dos mercados EUA-Canadá e o restante do mundo, sintetizados como bilheteria mundial, ok? Partindo desse conjunto de arrecadação internacional,  confira os filmes que deram prejuízo aos seus estúdios.

A LENDA DE TARZAN
The Legend of Tarzan, EUA
Estúdio: Warner Bros
Direção: David Yates
CustoUS$ 180 milhões
Renda EUAUS$ 126,6 milhões
Renda Mundial – US$ 356,7 milhões

A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE
Allegiant, EUA
Estúdios: Lionsgate, Summit e Red Wagon
Direção: Robert Schentke
Custo: US$ 179 milhões
Arrecadação Mundial: US$ $110 milhões

CAÇA-FANTASMAS
Ghostbusters, EUA-Austrália
Estúdios: Columbia, village Roadshow e mais 5 independentes
Direção: Paul Feig
Custo: US$ 114 milhões
Bilheteria Mundial: US$ 229 milhões

AS TARTARUGAS NINJA – FORA DAS SOMBRAS
Teenage Mutant Ninja Turtles: out of Shadows, EUA-Hong Kong
Estúdios: Paramount, China Movie Group, Nicklodeon e mais 4 independentes
Direção: Dave Green
Custo: US$ 135 milhões
Bilheteria Mundial: US$ 245 milhões

ALIADOS
Allied, EUA-Reino Unido
Estúdios: Paramount e mais 3 independentes
Direção: Robert Zemeckis
Custo: US$ 85,3 milhões
Renda acumulada até agora = EUA/Mundial: US$ 804 milhões

ALICE NO PAÍS DO ESPELHO
Alice through the Looking Glass, EUA-Reino Unido
Estúdios: Walt Disney, Tim Burton Productions e mais 3 independentes
Direção: James Bobin
CustoUS$ 170 milhões
Bilheteria EUAUS$ 77 milhões
Bilheteria InternacionalUS$ 299,4 milhões

ASSASSIN’S CREED
Assassin’s Crred, Reino Unido-França-Hong Kong-EUA
Estúdios: Regency Enterprises e mais 10 independentes:
Distribuição: Warner
Direção: Justin Kurzel
Custo – US$ 180 milhões
Bilheteria nos EUA – US$ 48,3 milhões
Ainda dependendo do mercado internacional

BEN HUR
Ben Hur, EUA
Estúdios: MGM e Paramount e mais 2 estúdios independentes
Direção: Timur Bekmambetov
Custo: US$ 120 milhões (incluindo marketing)
Renda Mundial: US$ 94,1 milhões

O BOM GIGANTE AMIGO
BFG, EUA
Estúdios: Amblin, Walt Disney e Walden Media
Direção: Steven Spielberg
Custo: US$ 140 milhões
Faturamento Mundial: US$ 178 milhões

DEUSES DO EGITO
Goods of Egypt, EUA-Austrália
Estúdios: Summit e mais 4 estúdios independentes
Direção: Alex Proyas
Custo: US$ 140 milhões
Arrecadação Mundial: US$ 150,6 milhões
Summit é o estúdio da série Jogos Vorazes.

HORAS DECISIVAS
The Finest Hours, EUA
Estúdios: Walt Disney e Whitaker Entertainment
Direção: Craig Gillespie
Custo: US$ 80 milhões
Arrecadação Mundial: US$ 52,1 milhões

INDEPENDENCE DAY – O RESSURGIMENTO
Independence Day: Ressurgence, EUA
Estúdio: Fox
Direção: Roland Emmerich
Orçamento – US$ 165 milhões
Renda EUA – US$ 103,1 milhões
Bilheteria Mundial Acumulada – US$ 389,6

INFERNO
Inferno, EUA
Estúdio: Sony/Columbia
Direção: Ron Howard
CustoUS$ 75 milhões
Bilheteria EUAUS$ 34,01 milhões
Bilheteria Total –  US$ 219, 3 milhões

HORIZONTE PROFUNDO: DESASTRE NO GOLFO
Deepwater Horizon, Hing Kong-EUA
Estudios: Summit e mais 3 independentes
Direção: Peter Berg
CustoUS$ 180,00 (incluindo publicidade)
BilheteriaUS$ 52,4 milhões

JACK REACHER – SEM RETORNO
Jack Reacher – Never go Back, EUA
Estúdio: Paramount
Direção: Edward Zwick
CustoUS$ 60 milhões
ArrecadaçãoUS$ 161,3 milhões

KUBO E AS CORDAS MÁGICAS
Kubo and the two Strings, EUA
Estúdio: Focus Features
Direção: Travis Knight
Orçamento  – US$ 60 milhões
Renda EUAUS$ 48,2 milhões
Bilheteria MundialUS$ 21,9 milhões

O CAÇADOR E A RAINHA DO GELO
The Huntsman: winter’s War, EUA
Estúdios: Universal e mais 2 independentes
Direção: Cedric Nicolas-Troyan
Custo US$ 115,00
RendaUS$ 164,6

OS 7 MAGNÍFICOS
The Magnificent Seven, EUA
Estúdios: MGM, Columbia e mais 3 independentes
Direção: Antoine Fuqua
CustoUS$ 90 milhões
BilheteriaUS$ 93,4 milhões

PASSAGEIROS
Passengers, EUA
Estúdio: Columbia
Direção: Mortedm Tyldum
CustoUS$ 110 milhões
Arrecadação parcialUS$ 51 milhões

STAR TREK – ALEM DA FRONTEIRA
Star Trek Beyond, EUA
Estúdio: Paramount
Direção: Justin Lin
OrçamentoUS$ 185 milhões
Renda EUAUS$ 158,8 milhões
Renda MundialUS$ 343,4 milhões

WARCRAFT
Warcraft, EUA
Estúdio: Universal
Direção: Duncan Jones
CustoUS$ 160 milhões
Renda EUAUS$ 47,2 milhões
Renda MundialUS$ 433 milhões

Vejam o trailer de Assassin’s Creed.

THE PROMISE – A HISTÓRIA DO GENOCÍDIO ARMÊNIO

A Open Road Films, um dos estúdios independentes dos EUA, adquiriu os direitos de exibição e distribuição de The Promise, uma coprodução Espanha-EUA dirigida por Terry George, com Christian Bale

Christian Bale em THE PROMISE (2016), de Terry George

Christian Bale em  THE PROMISE (2016), de Terry George

Dirigido pelo irlandês Terry George, 64, autor do roteiro de Em Nome do Pai (1993) e O Lutador (1997), e realizador de Hotel Ruanda (2004) e O Negociador (2011), The Promise teve filmagens em Portugal e na Espanha com orçamento não revelado e tem no elenco Christian Bale, Oscar Isaac, Shohreh Aghdashloo, Charlotte Le Bon, James Cromwell, Jean Reno e Rade Serbedzija.

Escrito por George e Robin Swicord, 64, a mulher do produtor Nicholas Kazan, autora dos roteiros de Matilda (1996), Memórias de uma Queixa (2005) e O Curioso Caso de Benjamin Button (2008), The Promise se passa em Constantinopla em 1922, meses antes do fim do Império Otomano.

Para saber sobre o Império Otomano, clique aqui.

Charlotte Le Bron e Oscar Isaac em THE PROMISE (2016): história de amor no fim do império otamano

Charlotte Le Bron e Oscar Isaac em THE PROMISE (2016): história de amor no fim do império otamano

Bale interpreta Chris Myers, um renomado jornalista estadunidense sediado em Paris que acompanha os acontecimentos históricos e disputa com Oscar Isaac, 37 (o Poe Dameron de Star Wars – o Despertar da Força/ 2015), um estudante de minoria armênia Michael Boghosian, a atenção de Charlotte Le Bon, que interpreta Ana, uma bela artista armênia.

Estreia nos EUA em 28 de abril e ainda não tem data no Brasil.

Conheça o trailer de The Promise.

 

STARGATE – REBOOT CANCELADO

Não sai do papel. Foi a afirmação feita por Dean Devlin, coautor ao lado de Roland Emmerich, de Stargate, para o site da revista Empire. O reboot da ficção-científica que lançado no cinema em 1994 e que virou série de TV em 1977, idealizado como uma trilogia, era um dos projetos mais acalentados por Devlin e a sua filmagem estava prevista para o próximo ano

Criada por Dean Devlin e Rolland Emmerich em 1994, STARGATE foi adaptada para a TV em 1997

Criado para o Cinema por Dean Devlin e Rolland Emmerich em 1994, STARGATE foi adaptado para a TV em 1997

A declaração de Dean Devlin ao Empire Online caiu com uma bomba entre os fãs da série e os apreciadores da ficção científica. Dean Devlin o co-roteirista do filme original Stargate – a Chave Para a Humanidade, produzido em 1994, com Kurt Russell e James Spader, Jaye Davidson e Viveca Lindfors, disse que “há muitas coisas que tem que ser feitas ao mesmo tempo, e houve um momento que percebi que tudo estava acontecendo ao mesmo tempo e, em seguida, tudo meio que desmoronou”.

Ninguém sabe ao certo o que Devlin quis revelar ao dizer que a desistência da Metro Goldwyn Mayer e a Warner Bros se deu “à atual abordagem dos blockbusters pelos grandes estúdios”. Mas, presume-se: o primeiro Stargate foi uma produção independente que custou um bom dinheiro: US$ 55 milhões, e rendeu apenas US$ 71 milhões. Ou seja, ficou no prejuízo. Explique-se: para um filme ter rentabilidade tem de obter 3 vezes o seu custo de produção. Mas, assim como Blade Runner (1982), Stargate não foi consagrado pela crítica, mas, sim, pelos fãs da ficção-centífica. E isso quer dizer, é um filme cult.

Dean Devlin e Rolland Emmerich: criadores de STARGATE - A CHAVE PARA A HAMANIDADE (1994) e a série de TV em 1997

Dean Devlin e Rolland Emmerich: criadores de STARGATE – A CHAVE PARA A HAMANIDADE (1994) e a série de TV (97)

Sobra então um motivo para o cancelamento da trilogia: o fracasso bilheteria e de crítica de… Independence Day: o Ressurgimento. Custo: US$ 165 milhões. Bilheteria: US$ 104 milhões. Produzido por quem? Dean Devlin e Roland Emmerich. Hollywood não dá murro em ponta de faca: não rendeu, sinal vermelho. Tudo lá é muito bem estudado e mesmo quem tem crédito, pode ficar sem. Mas, também se credite que, em Hollywood, o que não sai do papel hoje virar filme amanhã. O tempo dirá.

Os outros projetos da dupla estão mantidos. Conheça-os abaixo.

Ano de lançamento – 2017

Geostorm, de Dean Devlin, com Gerard Butler, Katheryn Winnick e Ed Harris. Um cientista sobe ao espaço a fim de impedir que os satélites que controlam o clima criem uma tempestade de proporções épicas e, ao mesmo tempo, o seu irmão descobre uma conspiração para assassinar o presidente dos EUA.

Bad Samaritan, de Dean Devlin e Mark Roskin, com David Tennant e Robert Sheehan. Dupla de assaltantes não contava com a reção da mulher que está na casa a qual planejaram roubar.

2018

Independence Day 3, de Roland Emmerich. Anunciado.

Tempestade Solar (Solar Storm). Anunciado e sem diretor definido. Um policial e dois bandidos são apanhados por uma tempestade solar que atinge a Terra e ameaça dizimar a humanidade.

Relembre o trailer de Stargate – a Chave Para a Humanidade.

 

BRASIL NO OSCAR-2017 – PEQUENO SEGREDO E AQUARIUS, HISTÓRIA DE PERDEDORES

O Pequeno Segredo, de David Schurmann, é o representante brasileiro na disputa do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood, em fevereiro do próximo ano.  Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, perdeu a disputa interna, mas pode ganhar um lugar na competição por fora.  Para isso, basta ser indicado pela própria Academia em outras categorias, como já aconteceu com Central do Brasil e Cidade de Deus. Mas, na disputa interna, ambos fracassaram perante o interesse do público. Fica o registro histórico de uma disputa sem vencedor

Julia Lemmertz e Mariana Goulart em PEQUENO SEGREDO (2016), de David Schurmann: representante do Brasil no Oscar-2017

Julia Lemmertz e Mariana Goulart em PEQUENO SEGREDO (2016), de David Schurmann: representante do Brasil no Oscar-2017

Acabou a polemica sobre Aquarius representar o Brasil no Oscar? Sim e não. Sim, porque o representante oficial do cinema brasileiro é O Pequeno Segredo, de David Schurmann. Não, porque nas áreas de comentários da imprensa e nas redes sociais os militantes e admiradores do filme de Kleber Mendonça Filho tratam a decisão como “um novo golpe”. Na verdade, houve uma disputa inócua entre dois perdedores porque nenhum deles vai ganhar prêmio nenhum.

Mesmo com toda a polêmica polêmica, Aquarius, que já saiu de cartaz, foi visto por merrecos 451 mil e 489 espectadores. Quem apostava em mais de 500 mil vai ficar devendo à banca. Boicotado pela crítica de esquerda e com um tema que trata de tristeza e morte, apesar da beleza plástica e da sensibilidade com a Schurmann conduziu a sua obra, só interessou a apenas 36 mil pessoas. Já está se esmiliquindo do circuito exibidor. Byby queridos.

Mas, os acontecimentos envolvendo os 2 filmes viraram história. E ela está aqui, disponível para pesquisa. Bruno Barreto, presidente da Comissão de eleição, anunciou que a escolha se deu por “um filme que dialogasse mais com os critérios da Academia”. Pode ter sido.

Obrigado a todos os que acreditam nesse filme”, agradeceu David Schurmann, via facebook. “Meu profundo respeito a todos os maravilhosos filmes inscritos. Tenham certeza que faremos de tudo e não economizaremos energias para representar nosso país na premiação do Oscar 2017. Obrigado, Obrigado, obrigado!“. Schurmann é formado em Cinema, mas não no Brasil, e sim, na Nova Zelândia, onde dirigiu diversos programas de televisão.

Para registro da história ou pesquisa por parte de quem precisar, eis os acontecimentos que enolveram os 2 perdedores.

Para saber mais sobre David Schurmann, acesse aqui.

A COMISSÃO

• Adriana Scorzelli Rattes, ex-secretária de estado de cultura do Rio de Janeiro;

• Luiz Alberto Rodrigues, sócio-diretor da Panda Filmes;

• George Torquato Firmeza, Diretor do Departamento Cultural do Itamaraty;

• Marcos Petrucelli, paulista e comentarista de cinema da rádio CBN;

• Paulo de Tarso Basto Menelau, da Moviemax Rosa e Silva e Cine Royal, salas exibidoras de filmes de arte em Recife;

• Silvia Maria Sachs Rabello, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Infra-Estrutura de Indústria Cinematográfica e Audiovisual-ABEICA;

• Sylvia Regina Bahiense Naves, assessora técnica em Acessibilidade do Audiovisual da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura;

• Carla Camurati, diretora de Carlota Joaquina, Princesa do Brasil;

• Bruno Barreto, diretor de O que É Isso, Companheiro?, representante brasileiro ao Oscar em 1997.

O anuncio da indicação de Pequeno Segredo partiu de Luiz Alberto Rodrigues. “A gente considerou essa hipótese: que filme teria maior potencial para seduzir o júri da Academia a escolher como concorrente a filme de língua estrangeira?“. Por sua vez, questionada porque a Comissão não selecionou o filme de Kleber Mendonça, Silvia Maria Sachs Rabello revelou não ter sido uma decisão unânime: “Não foi uma decisão fácil. Não foi uma decisão unânime. Foi uma decisão pelo consenso“.

Vencedor da refrega com Kleber, o crítico Marcos Petrucelli disse que “Aquarius ganha essa repercussão nos Estados Unidos porque já foi visto, passou no festival de Cannes”. E, expondo o outro lado, complementou afirmando que, “coincidentemente o nosso filme que foi escolhido não foi visto ainda. Mas isso não significa nada (para a Academia). Tem filme que ganhou Oscar e não ganhou Cannes – e vice-versa“. E desviando-se do centro das atenções por sua posição anti-Kleber, definiu que Pequeno Segredo foi escolhido por conta do “perfil” do júri que seleciona os filmes para a categoria de Melhor Filme Estrangeiro: “são pessoas geralmente mais velhas, então um pouquinho mais conservadoras. A gente tentou encontrar um filme que tem essas características do cinema ‘da cartilha”.

PEQUENO SEGREDO

Adaptação do livro do livro Pequeno Segredo, escrito por Heloise Schurmann, editado pela Harper Collins em 2012, desenvolve uma história que passa por 3 famílias e, interligadas, conta como a família, durante uma de suas viagens, adotou uma criança neozelandesa de 3 anos, Katherine, que, diagnosticada com Aids, teria apenas poucos meses de vida, viveu mais dez anos, tendo falecido em 2006, mas que durante esse tempo modificou por completo a vida de todos.

As filmagens, que duraram 8 semanas, ocorreram em Santa Catarina, Belém e Nova Zelândia. O elenco é composto por Julia Lemmertz, Marcelo Anthony, Maria Flor, a estreante Mariana Goulart (que vive Kat) e o ator neozelandês Errol Shand. A direção é de David Schurmann, que se formou em Cinema na Nova Zelândia, onde trabalhou na direção de programas de televisão e estreou no longa com o documentário O Mundo em Duas Voltas (2006), que conta as aventuras da família pelos mares, e realizou Desaparecidos (2011), obra menor que passou quase despercebida.

Quando essa história aconteceu, já imaginava algo incrível”, disse David em uma entrevista. “Um neozelandês é enviado para a Amazônia para prospectar gás numa vilazinha, e em um mês se apaixona por uma cabocla. Leva-a para conhecer o mundo, vão até a Nova Zelândia. Nossa família chega nessa comunidade da Nova Zelândia, o primeiro veleiro brasileiro a chegar lá. Forma-se uma amizade, um elo tão forte, que, três anos depois, ele pede para que meus pais adotassem sua filha. Foi uma história tão forte quando aconteceu e meus pais decidiram adotar a Kat; era tão incrível que parecia coisa de filme. Na época, comentei com meus pais que queria fazer um filme a respeito. Só que tinha uma questão – e por isso o título do filme –, a Kat, pequena, tinha HIV e nós não queríamos que as pessoas soubessem para que não houvesse preconceito contra ela. Naquela época, começo dos anos 1990, ainda havia bastante preconceito. Respeitei esse segredo da família, tanto que, em O Mundo em Duas Voltas tem toda a história da Kat, mas não tem o HIV”, finaliza.

AQUARIUS: OSCAR E POSSIBILIDADES

O fato de não ser o representante brasileiro ao Oscar não tira as possibilidades de Aquarius concorrer à estatueta da Academia de Hollywood. Elogiado em Cannes, com presença confirmada em vários festivais ainda neste ano, será lançado nos EUA no próximo dia 9 de outubro, o que o habilita a receber indicações pela Academia de Hollywood, que exige, para essa honraria, que estreie comercialmente até 31 de dezembro do ano corrente em Los Angeles e permaneça em cartaz, com o mínimo de 3 sessões diárias, pelo mínimo de uma semana. Agora, para ser indicado, terá de ser trabalhado pela distribuidora estadunidense junto à Academia. Será que o filme tem cacife para isso? Será que interessará à Academia indicar uma película cujos realizadores e integrantes se insurgem contra uma decisão política de um País democrático acompanhada pelo seu Supremo Tribal Federal? Lembrando que o vice presidente dos EUA, Joe Biden, já declarou que considera o processo de afastamento da senhora Dilma Roussef e seu partido político do poder perfeitamente dentro das leis e do sistema legal. O tempo dirá.

Mas, caso isso ocorra, ou seja, o filme ganhe indicações, não será a primeira produção brasileira a recebê-las. Em 2003, Cidade de Deus, de Fernando Meireles representante oficial do País e eliminado antes da festa, no ano seguinte obteve indicações em categorias de primeira linha, como Melhor Diretor, Roteiro Adaptado, Fotografia e Montagem. Aquele foi o ano de Peter Jackson, de O Senhor dos Anéis. O mesmo aconteceu com Central do Brasil, de Walter Salles.

Anote: em 24 de janeiro a Academia anuncia todos os filmes em competição nas 24 categorias. O Oscar será entregue em 26 de fevereiro de 2017, no Dolby Teather, em Los Angeles.

HISTÓRIA: O BRASIL NO OSCAR

O Brasil ainda não conquistou nenhum Oscar. Não oficialmente. Em 1960, a França indicou e Orfeu do Carnaval, de Marcel Camus, uma coprodução com o Brasil e a Itália, e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro foi para a França. As 4 indicações ao Oscar da categoria ocorreram como O Pagador de Promessas (960), de Anselmo Duarte ganhador da Palma de Ouro em Cannes (perdeu para Sempre aos Domingos, de Serge Bouguignon); O Quatrilho (1996), de Fábio Barreto (perdeu para o holandês A Excêntrica Família de Antônia, de Marleen Gorris); O Que é Isso, Companheiro? (1998), de Bruno Barreto (perdeu Caráter, de Mike Van Diem, coprodução Bélgica-Holanda), e Central do Brasil (1999), de Walter Salles, perdeu para o horroroso A Vida é Bela, do italiano Roberto Benigni, e Fernanda Montenegro, indicada pela Academia, perdeu para Gwyneth Paltrow.

A História guarda outros registros: em 1945, a canção Rio de Janeiro, de Ary Barroso, concorreu ao Oscar pelo filme Brazil, de Joseph Santley (perdeu para Swinging on a Star, de James Van Heusen e Johnny Burke, do filme O Bom Pastor); Em 1986, por O Beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco, coprodução Brasil-EUA,  concorrendo por indicação da Academia à Filme, Diretor, Roteiro Adaptado e Ator, William Hurt ganhou o Oscar de Melhor Ator; em 2001, o curta Histórias de Futebol, de Paulo Machline, indicado à categoria em live action, perdeu para Quiero ser, de Florian Gallenberg, coprodução de México e Alemanha; em 2004, duas surpresas: Cidade de Deus, desconhecido como representante brasileiro no ano anterior, recebeu 4 indicações da Academia: Melhor Diretor, Roteiro Adaptado (Bráulio Mantovani), Fotografia (César Charlone) e Montagem/Edição (Daniel Rezende); e A Aventura Perdida de Scrat, de Carlos Saldanha, concorreu a categoria curta, mas apenas como produção estadunidense; em 2011, o documentário Lixo Extraordinário, dirigido pelo brasileiro João Jardim e a inglesa Lucy Walker, foi registrado pela Academia como produção inglesa; em 2012, a canção Real in Rio, de Sérgio Mendes e Carlos Brown, ganhou indicação pela animação Rio, de Carlos Saldanha, mas perdeu para Man or Muppet, tema de Os Muppets; ano passado, O Sal da Terra (2015), de Wim Wenders e Juliano Salgado, concorreu ao Oscar de Melhor Documentário de longa-metragem; e neste ano, O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, à de Melhor Animação na mesma categoria.

ÚLTIMOS REPRESENTANTES

Os mais recentes eleitos para representar o Brasil no Oscar estão abaixo. Entre eles está o constrangedor e oportunista Lula, Filho do Brasil, de Fábio Barreto.

Cinema, Aspirinas e Urubus (2007), de Marcelo Gomes (2007);
O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2008), de Cao Hamburger, que chegou a pré-final;
Última Parada 174 (2008), de Bruno Barreto;
Salve Geral (2010), de Sérgio Rezende;
Lula, o Filho do Brasil (2011), de Fábio Barreto;
Tropa de Elite 2 (2012), de José Padilha;
O Palhaço (2013), de Selton Mello;
O Som ao Redor (2014), de Kléber Mendonça Filho;
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2015), de Daniel Ribeiro;
Que Horas Ela Volta (2016), de Anna Muylaert.

MAIS RECENTES GANHADORES

Confira os mais recentes ganhadores estrangeiros do Oscar da categoria.

A GRANDE BELEZA (Itália, 2014), de Paolo Sorrentino;
IDA (Polônia, 2015), de Pawel Pawlikowski;
O FILHO DE SAUL (Hungria, 2016), de Laszló Nemes.

Posters de 4 filmes estrangeioros que irao competir com PEQUENO SEGREDO

Posters de 4 filmes estrangeioros que irao competir com PEQUENO SEGREDO

CONCORRENTES-2017 JÁ DEFINIDOS

Até o dia 3 de outubro a Academia de Hollywood estará recebendo inscrições de filmes estrangeiros à categoria do Oscar. Cerca de 30 países já indicaram os seus representantes. Conheça alguns.

Alemanha – TONI ERDMANN, de Maren Ade (aplausos em Cannes);
Austrália – TANNA, de (Ganhador do Prêmio do Público em Veneza);
Bélgica – LES ARDENNES, de Robin Pront;
Bósnia Herzegovina – DEATH IN SARAJEVO, de Danis Tanovic (Vencedor do Grande Prêmio do Júri em Berlim);
Coreia do Sul – THE AGE OF SHADOWS, de Kin Jee Won;
Egito – CLASH, de Mohamad Diab;
Espanha – JULIETA, de Pedro Almodóvar;
Finlândia – THE HAPPIEST DAY IN LIFE OF OLLI MÄKI, de Juho Kuosmanen (ganhador da Mostra Um Certo Olhar, Cannes);
Holanda – TONIO, de Paula Van Dr Oest
Hungria – KILLS ON WHEELS, de
Líbano – VERY BIG SHOT, de
Luxemburgo – VOICES FROM CHERNOBYL, de Pol Cruchten;
Nepal – KALO POTHI, de Bahadur Bham;
República Dominicana – FLOR DE AZUCAR, de Fernando Baez;
Romênia – SIERANEVADA, de Christi Pulu (muito elogiado em Cannes);
Sérvia – TRAIN DRIVER’S DAY, de Milos Radovic;
Venezuela – DE LONGE TE OBSERVO (Desde Alla), de Lorenzo Vigas Castes;

Veja o trailer de Clash, do egípcio Mohamad Diab.

Imagem de Amostra do You Tube

 

BRASIL NO OSCAR-2017 – DECISÃO SAI NA SEGUNDA-FEIRA

Neste ano, uma questão política estrou no cinema nacional e promove uma guerra inesperada pela indicação do filme que vai representar o País na disputa do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro na Academia de Hollywood. Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, é o olho do furacão de uma disputa cinematográfica que se transformou em questão política

Sonia Braga em AQUARIUS (2016), de Kleber Mendonça Filho: sem garantia de representar o Brasil no Oscar-2017

Sonia Braga em AQUARIUS (2016), de Kleber Mendonça Filho: sem garantia de representar o Brasil no Oscar-2017

Ao subir ao palco do Festival de Cannes na Riviera Francesa, em maio passado, Kleber, a atriz Sônia Braga, e outros membros da equipe de Aquarius, levaram cartazes intitulando de “golpe” o impeachment da então presidenta afastada Dilma Roussef. O efeito foi imediato: o filme ganhou a adesão dos militantes e partidários do petismo, que querem vê-lo como representante do cinema brasileiro na Academia. Afinal, se Kleber se manifestou politicamente em Cannes, por que não o fará novamente nos EUA em transmissão para quase duas centenas de países e territórios?

O problema é que, por ter competido a Palma de Ouro no Festival, Aquarius foi colocado como o natural representante brasileiro na festa da Academia. Mas, cerca de 20 outros filmes eram tidos como disputantes à indicação. E de repente, quando a Secretaria do Audiovisual anunciou os integrantes da Comissão Especial de Seleção do Ministério da Cultura/MINC e entre eles fazia constar o crítico paulista Marcus Petrucelli, que criticara duramente a atitude da equipe de Aquárius, em Cannes, taxando-a de “vergonha”, se iniciou uma polêmica para a indicação de Aquárius e a retirada de Petrucelli da Comissão. O ministro da Cultura, Marcelo Callero, que também criticara o ato político em Cannes, não se vergou à pressão e manteve o crítico.

O nome de Petrucelli passou a rejeição pela esquerda do País, pois o crítico mantém uma antiga desavença com o cineasta por questões políticas. Alfredo Bertini, secretário do Audiovisual e que tambem pernambucano como Kleber, também não acatou as pressões. O crítico, por sua vez, defendeu-se em artigo publicado pelo jornal Folha de São Paulo.

Para saber mais sobre a posição de Marcus Petrucelli, acesse aqui

O cineasta Kleber Mendonça Filho postou uma carta no facebook de Aquárius, acusando o crítico de ter um “comportamento constrangedor”, o que gerou outras reações de Petrucelli e dois outros fatos que atingiram em cheio a Comissão de Seleção.

Para saber mais sobre a carta de Kleber Mendonça Filho, acesse aqui

Os dois outros fatos que colocaram mais lenha na figueira tiveram a participação de cineastas cujos filmes iriam ser inscritos para a competição e a saída dois integrantes da Comissão. Primeiro, Ana Muylaert , Gabriel Mascaro e Aly Muritiba, não inscreveram na Comissão, respectivamente, os seus filmes, Mãe Só Há Uma, Boi Neon e Para a Minha Amada Morta, em protesto contra a manutenção de Petrucelli.

Em segundo, a atriz gaúcha Ingra Liberato e o cineasta Guilherme Fiúza Azenha saíram da Comissão, tendo sido imediatamente substituídos pelos cineastas Carla Camurati e Bruno Barreto. Os demais integrantes são Adriana Scorzelli Rattes; Luiz Alberto Rodrigues; George Torquato Firmeza; Paulo de Tarso Basto Menelau; Silvia Maria Sachs Rabello e Sylvia Regina Bahiense Naves.

Quanto aos filmes em disputa pela indicação não há favoritos para a escolha, mas há sinais de que Pequeno Segredo, de David Schurmann, e Mais Forte que o Mundo – a História de José Aldo, de Afonso Poyart, são seríssimos candidatos à vaga. A novidade é que o filme sobre a família Schurman, que tem um trailer belíssimo e um elenco de primeira grandeza, essa sendo tratado pela produtora e distribuidora Diamond Filmes como o representante do Brasil no Oscar. Os integrantes da Comissão já o assistiram e é o único nacional inédito nos cinemas – a estreia está programada para 10 de novembro. Jose Aldo surpreende pela ótima envergadura técnica e dramática e teve excelente aceitação pela crítica.

Sinceramente, não aposto em Aquarius como o escolhido pela Comissão.  Minha dica: Pequeno Segredo.

16 LONGAS EM DISPUTA

Além de Aquarius, que está em exibição em 93 salas e obteve na primeira semana um público superior a 55 mil pagantes, outros 15 longas-metragens disputam a vaga para representar o Brasil na maior festa do Cinema.

Confira a lista dos inscritos:

A Bruta Flor do Querer, de Andradina Azevedo e Dida Andrade
A Despedida, de Marcelo Galvão
Aquarius, de Kleber Mendonça Filho
Até que a Casa Caia, de Mauro Giuntini
Campo Grande, de Sandra Kogut
Chatô – o Rei do Brasil, de Guilherme Fontes
Mais Forte que o Mundo – a História de José Aldo, de Afonso Poyart
Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil, de José Belisario Cabo
Nise – o Coração da Loucura, de Roberto Berliner
O Começo da Vida, de Estela Renner
O Outro Lado do Paraíso, de André Ristum
O Roubo da Taça, de Caito Ortiz
Pequeno Segredo, de David Schurmann
Uma Loucura de Mulher, de Marcus Ligocki Júnior
Tudo que Aprendemos Juntos, de Sérgio Machado
Vidas Partidas, de Marcos Schetchman

Há ainda o caso de A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Vinícius Coimbra, recusado por ter estreado nos cinemas brasileiros em 24 de setembro de 2015, fora do período estabelecido pela Academia de Hollywood, que é de 1° de outubro de 2015 a 30 de setembro de 2016.

A decisão nesta segunda-feira. E você? Qual é a sua aposta? Aquarius será o representante brasileiro no Oscar-2017?

Confira o trailer de O Pequeno Segredo.

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Halder Gomes e elenco de O Shaolin do Sertão recebem a imprensa

Na manhã desta quinta-feira (14), no auditório do Hotel Oásis Atlântico, Halder Gomes e boa parte do elenco de seu mais novo filme, O Shaolin do Sertão, rodado em Quixadá e Fortaleza, recebeu a imprensa cearense para falar sobre o filme que dá seguimento à bem-sucedida comédia Cine Holliúdy (2012)

Parte do elenco de O SHAOLIN DO SERTÃO (2016), de Halder Gomes

Parte do elenco de O SHAOLIN DO SERTÃO (2016), de Halder Gomes

Mais uma vez uma comédia estrelada por Edmilson Filho e mais uma vez uma história que se passa na década de 1980, o novo filme apresenta também outra paixão de Halder, que são as artes marciais. Seu alter-ego, desta vez, interpreta Aluízio Lee, um aficcionado por artes marciais que vive com cabeça no mundo das lutas de tanto ver filmes do gênero, que naquela época eram muito mais populares, principalmente nos cinemas do interior.

Estiveram presentes ao encontro com a imprensa Dedé Santana, Edmilson Filho, Fafy Siqueira, Marcos Veras, Falcão, Bruna Hamú, Igor Jansen, Frank Menezes e Fábio Goulart. O elenco falou um pouco dos personagens que irão desempenhar no filme, que tem um investimento no valor de R$ 4 milhões, e com previsão de estreia para novembro deste ano.

Aguarda-se um resultado tão bom quanto Cine Holliúdy, que inclusive terá as filmagens de sua sequência iniciada ainda neste ano, com a presença novamente de Edmilson Filho. Halder comentou que o roteiro ainda está passando por alguns tratamentos finais. Isso mostra o quanto o diretor tem trabalhado.

Falcão, Dedé Santana e Fafy Siqueira

Falcão, Dedé Santana e Fafy Siqueira

A maior estrela da manhã desta quinta-feira, porém, foi Dedé Santana, que até teve que se ausentar um momento da entrevista coletiva para dar uma entrevista especial para um jornal local. A simpatia e a humildade do ex-trapalhão se mostraram bem presentes no modo acolhedor com que ele conversou. Ele contou que ao receber o chamado de Halder para o filme, o cineasta cearense apenas perguntou se ele tinha um sotaque carioca muito carregado. Como não era o caso, isso não constituiu barreira, ainda que ele tenha dito que passou por dificuldades em imitar o sotaque cearense, mesmo depois de tantos anos de convivência com Renato Aragão.

Durante o encontro com a imprensa também lamentou-se a morte de Shaolin, o humorista paraibano, ocorrida na manhã desta quinta-feira. Falcão lembrou que Shaolin, mesmo não sendo cearense, foi muito importante para engrossar o grupo de artistas nordestinos que invadiram o território nacional nas últimas décadas.

MERCADO DE CINEMA – Salas brasileiras desconhecem a crise econômica (I)

O mercado de cinema no Brasil está indo muito bem, apesar da crise econômica gerada pelo próprio governo. Segundo o jornal Valor Econômico, os cinemas estão faturando alto com números ainda mais expressivos do que os obtidos em 2013 e 2014. O Informe Filme B, de Paulo Sérgio Almeida, o melhor veículo de informação do setor, corrobora. Mas, se o mercado que depende do público vai bem, como está a situação dos filmes brasileiros? É o que veremos nessa matéria que estou dividindo em duas partes

Os cinemas do Brasil desconhece a crise com as salas lotadas: chegará aos R$ 2 bilhões em faturamento?

Os cinemas do Brasil desconhece a crise com as salas lotadas: chegará aos R$ 2 bilhões em faturamento?

Esta primeira parte é dedicada ao mercado exibidor de cinema e aos filmes estrangeiros. E quando se fala em filmes estrangeiros, você já sabe a origem: Hollywood. A segunda tratará do cinema brasileiro.

BRASIL: O MERCADO INTERNO

A despeito de um cenário de desaceleração do setor de serviços no país, as bilheterias dos cinemas brasileiros crescem a dois dígitos e devem manter o ritmo de expansão neste ano”, revela o diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Manoel Rangel, ao repórter André Ramalho, autor da matéria “Salas de Cinema Passam ao Largo da Crise”, publicada no último dia 2 pelo jornal Valor Econômico. A informação é confirmada pelo Filme B, em matéria assinada por Thiago Stivaletti.

Vamos esmiuçar. O mercado exibidor nacional vem obtendo crescimento desde 2013. Em 2014, o crescimento foi de 11% a mais em relação a 2013; e agora, em 2015, até setembro, cresceu 18% em relação a 2014, cujo faturamento foi de R$ 1,95 bilhão. 2015 registra, até setembro, um faturamento de R$ 1,8 bilhão.

O MERCADO COM OS ESTRANGEIROS

Esse número potencial do mercado brasileiro o coloca entre os mais fortes do planeta. Está entre os 5 Mais no Ranking dos 10 mais poderosos mercados exibidores do mundo.

Grande parte desse sucesso de bilheteria do mercado exibidor nacional se deve, principalmente, as qualidades das salas de cinema. A Cinépolis, primeiro circuito a digitalizar todas as salas, é um exemplo de qualidade. como as salas DX e Macro XE. . A Cinemark, que não tem salas em Fortaleza, primeiro maior parque exibidor, não fica atrás. Aliás, todas as salas de cinema de Fortaleza estão 100% digitalizadas. A última fora as 12 salas do Kinoplex Iguatemi, uma delas IMAX.

Sala 4 DX da Cinépolis: exemplo de qualidade e de conforto

Sala DX da Cinépolis: exemplo de qualidade e conforto

Com isso, os filmes podem ser apreciados com as suas reais qualidades. Ficaram para trás duas questões: a acusação da ruim qualidade de som das salas de cinema brasileiras; e que o som dos filmes nacionais também era uma desgraça. Será que era? Não seria das salas de cinema? Bem, isso hoje não interessa.

O cinema estrangeiro, neste ano, está mais bem qualificado, seja em termos de “blockbuster” quanto a filmes de arte. E esses dois ramos da indústria e do mercado exibidor serão fundamentais para que o mercado de cinema no Brasil esteja ainda mais fortalecido ao final deste 2015. Os filmes de arte, sejam brasileiros ou estrangeiros, estão beneficiados porque a Cinépolis trouxe para si o Cinema de Arte e o transformou em um projeto nacional, o qual está inserindo essas obras desconhecidas do grande público em seus complexos de shopping. Depois de Fortaleza, Natal, Recife, João Pessoa, Salvador e Manaus, abriu agora em São Paulo, no Cinépolis Iguatemi Alphaville. E a expansão continuará neste segundo semestre.

Com essa projeção, o ritmo de expansão deve continuar e os números de 2014 facilmente batidos. Quem aposta em 2 bilhões em arrecadação? Quem aposta em mais de 2 bilhões em faturamento? Está em dúvida? Então, atente para o que o Cinema vai colocar à sua disposição até o final de dezembro.

Joseph Gordon-Levitt em A TRAVESSIA (2015), de Robert Zemeckis: candidato a sucesso de público

Joseph Gordon-Levitt em A TRAVESSIA (2015), de Robert Zemeckis: candidato a sucesso de público

AS OFERTAS ESTRANGEIRAS

2015 terá o seu 1,95 bilhão de reais ultrapassado pelo conjunto “blockbusters” e comédias brasileiras. Disputa com um objetivo. Os “blockbusters” tiveram forte participação no período de férias e continuam liderando o Ranking Brasil de Bilheteria do Filme B neste segundo semestre.

Neste segundo semestre, a cartela de Hollywood está forte – e não apenas com os “blockbusters”. Já em cartaz, Perdido em Marte, baseado em um romance scifi de sucesso mais difícil de ser lido sem se passar várias páginas que tratam de aspectos técnicos (e os quais adoro) é um exemplo. E os que irão estrear neste mês de outubro não ficam para a trás.

Nesta próxima 5ª feira, dia 8, entram em circuito duas produções fortes: Peter Pan,(2015), de Joe Wright, e A Travessia, de Robert Zemeckis. O terror A Colina Escarlate, de Guillermo Del Toro, o thriller de espionagem Ponte dos Espiões, de Steven Spielberg, o thriller policial sobre traficantes de drogas Sicário – Terra de Ninguém, de Dennis Villeneuve, e a comédia de terror Goosebumps – Monstros e Arrepios, de Rob Letterman, estreiam, no dia 22, Encerram o mês, o drama Os 33, de Patricia Riggen, a aventura O Último Caçador de Bruxas, de Breck Eisner, no dia 29.

NO CORAÇÃO DO MAR (20150, de Ron Howard: atração em dezembro

NO CORAÇÃO DO MAR (2015), de Ron Howard: atração em dezembro

Em novembro: 007 Contra Spectre, de Sam Mendes, lançamento isolado, dia 4. Seguem-se: Como Sobreviver a um Ataque Zumbi, de Christopher Landon (dia 12); Jogos Vorazes – o Final, de Francis Lawrence (dia 18); e Viktor Frankenstein, de Paul McGuigan (dia 19).

E em dezembro, No Coração do Mar, de Ron Howard (dia 3); Christmas Movie, de Jonathan Levine (dia 11); Star Wars – Episódio VIII – o Despertar da Força, de JJ Abrams, e A Vingança Está na Moda, de Jocelyn Moorhouse (dia 17); Land Ho!, de Aaron Katz e Martha Stephens, e Alvin e os Esquilos 4, de Wall Becker (dia 24), entre outros.

Pela cartela de filmes atrativamente fortes, você duvida que a arrecadação não deve bater os 2 bilhões de reais?

Confira, abaixo, o Ranking Brasil-2015, do Filme B, com os filmes de maior bilheteria até agora. E observe que tem apenas uma produção nacional cercada de ‘pesos pesados”. Este solitário Loucas Para  Casar resistirá ao ataque dos “blocbusters” ou terá a presença de outros brasileiros ao  final do ano?

RANKING BRASIL-2015 do FILME B

RANKING BRASIL-2015 do FILME B

 

 

O TRADICIONAL CINEMA DE ARTE AGORA EM NOVA CASA

É momento de celebrar. O Cinema de Arte, que tantas alegrias e benefícios culturais trouxe ao longo de mais de 50 anos de atividade em Fortaleza, está de volta, depois de um hiato de cerca de três meses. E em nova casa, agora nas bem equipadas salas do grupo Cinépolis, no Shopping RioMar. Os horários das sessões são semelhantes aos adotados anteriormente: sábado, às 10h20; domingo, às 12h; e de segunda a sexta-feira, às 19h30. A fim de comemorar este novo retorno, acontecerá ao longo da semana uma Mostra Expectativa 2015, com filmes que estrearão mais adiante, e que poderão ser conferidos com antecedência. São eles: Para Sempre Alice (dia 5), Mapas Para as Estrelas (dia 6), Sr. Kaplan (dia 7), A Família Bélier (dia 8), 118 Dias (dia 9), O Segredo das Águas (dia 10) e Sinfonia da Necrópole (dia 11). Leia abaixo detalhes dos filmes que serão exibidos

Alec Baldwin e Julianne Moore em PARA SEMPRE ALICE (2014), de Richard Glatzer e Wash Westmoreland

Alec Baldwin e Julianne Moore em PARA SEMPRE ALICE (2014), de Richard Glatzer e Wash Westmoreland

Vencedor do Oscar de melhor atriz para Julianne Moore, Para Sempre Alice conta a história de uma respeitada professora de Linguística que começa a esquecer as palavras e é diagnosticada como tendo o Mal de Alzheimer. A partir desse momento, sua vida e de sua família (ela tem um marido e três filhos adultos) passa por um turbilhão de emoções e de novas e não tão felizes perspectivas para o futuro. Os diretores estreantes (Glatzer e Westmoreland) não se incomodam em carregar nas tintas dramáticas, o que não deixa de ser bem-vindo para quem é fã de um bom melodrama. O elenco de apoio é de respeito e inclui Alec Baldwin, Kristen Stewart e Kate Bosworth.

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PARA SEMPRE ALICE (Still Alice, EUA/França, 2014), de Richard Glatzer e Wash Westmoreland. Com Julianne Moore, Alec Baldwin, Kristen Stewart, Kate Bosworth, Shane McRae, Hunter Parrish, Seth Gilliam, Stephen Kunken, Erin Drake, Daniel Gerroll. 101 min. Diamond Filmes. 12 anos.

Julianne Moore em MAPAS PARA AS ESTRELAS (2014), de David Cronenberg

Julianne Moore em MAPAS PARA AS ESTRELAS (2014), de David Cronenberg

No mesmo ano em que atuou no filme que lhe deu o Oscar, Julianne Moore esteve em uma obra de um dos cineastas mais originais e criativos da atualidade, o canadense David Cronenberg. Em Mapas para as Estrelas, ele nos apresenta a uma família de Hollywood um tanto fora do comum: um pai que é técnico motivacional e faz dinheiro com livros de autoajuda (John Cusack), uma mãe (Olivia Williams) que passa a maior parte do tempo cuidando da carreira de seu filho (Evan Bird), um astro mirim de 13 anos que acabou de voltar de uma clínica de reabilitação. Assim como a filha (Mia Wasikowska), que esteve presa em um sanatório por piromania criminosa. No meio de tudo isso, entra em cena Julianne Moore como uma atriz que deseja filmar um remake do filme que fez sua mãe famosa na década de 1960. É ver e esperar o que essa química provoca. Em papel menor, Robert Pattinson, que foi protagonista do trabalho anterior de Cronenberg (Cosmópolis, 2012).

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MAPAS PARA AS ESTRELAS (Maps to the Stars, Canadá/EUA/Alemanha/França, 2014), de David Cronenberg. Com Julianne Moore, Mia Wasikowska, John Cusack, Evan Bird, Olivia Wiliams, Robert Pattinson, Kiara Glasco, Sarah Gadon, Dawn Greenhalgh, Jonathan Watton. 111 min. Paris Filmes. 16 anos.

Néstor Guzzini e Hector Noguera em SR. KAPLAN (2012), de Alvaro Brechner

Néstor Guzzini e Hector Noguera em SR. KAPLAN (2014), de Alvaro Brechner

Em geral, os filmes uruguaios que chegam ao Brasil têm se mostrado bastante criativos e simpáticos. Sr. Kaplan é provavelmente mais um engrossar a ilustre lista, ao nos apresentar a um senhor judeu de 70 anos de idade que se recusa a aceitar que está velho. Na verdade, ele passa a ter ideias cada vez mais mirabolantes. Põe na cabeça que o dono de um restaurante local é na verdade um nazista disfarçado, e que ele deve ser capturado. Tanto Néstor Guzzini quanto Hector Noguera ganharam o prêmio de atuação no Festival de Cinema Latino-Americano de Biarritz.

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SR. KAPLAN (Mr. Kaplan, Espanha/Uruguai/Alemanha, 2014), de Álvaro Brechner. Com Héctor Noguera, Néstor Guzzini, Rolf Becker, Nídia Telles, Nuria Fló, Leonor Svarcas, Gustavo Saffores, Hugo Piccinini, Cesar Jourdan, Jorge Bolani, Augusto Mazzarelli. 98 min. Pandora. Classificação a definir.

Louane Emera em A FAMÍLIA BÉLIER (2014), de Eric Lartigau

Louane Emera em A FAMÍLIA BÉLIER (2014), de Eric Lartigau

É comum de se ver em filmes franceses um interesse por dramas familiares que se passam em cenários idílicos, valorizando tanto as palavras quanto as imagens da natureza. Mas o que dizer de um filme que mostra uma garota que é filha de pais surdos-mudos e que descobre que tem o dom de cantar? Na família, a jovem Paula (Louane Emera) funciona como intérprete dos pais no cotidiano. Depois que descobre que pode ser uma grande cantora, vê que tem que se preparar para uma nova opção de vida, isto é, provavelmente teria que se afastar dos pais. A Família Bélier tem cara de ser uma comédia dramática leve e singela.

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A FAMÍLIA BÉLIER (La Famille Bélier, França/Bélgica, 2014), de Eric Lartigau. Com Karin Viard, François Damiens, Eric Elmosnino, Louane Emera, Roxane Duran, Ilian Bergala, Luca Gelberg, Mar Sodupe, Stéphan Wojtowicz, Jérôme Kircher, Bruno Gomila. 100 min. Paris Filmes. 12 anos.

Gael García Bernal em 118 DIAS (2014), de Jon Stewart

Gael García Bernal em 118 DIAS (2014), de Jon Stewart

Jon Stewart é uma das figuras mais respeitadas dos Estados Unidos. Comediante, ator, escritor e apresentador do Daily Show, programa de conteúdo político, Stewart foi ganhando prestígio por seu discurso crítico à administração de Bush. Foi também anfitrião de duas edições do Oscar. 118 Dias é a sua estreia como diretor de cinema e o tema não poderia ser diferente: política. O filme acompanha a trajetória dolorosa do jornalista iraniano-canadense Mazier Bahari (Gael García Bernal), que, ao cobrir as eleições presidenciais de 2009 no Irã, é preso, torturado e interrogado por mais de 100 dias pelas autoridades locais. O filme é baseado em fatos reais e Mazier Bahari havia sido entrevistado no Daily Show.

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118 DIAS (Rosewater, EUA, 2014), de Jon Stewart. Com Gael García Bernal, Kim Bodnia, Dimitri Leonidas, Haluk Bilginer, Shohreh Aghdashloo, Golshifteh Farahani, Claire Foy, Amir El-Masry, Nasser Faris. 103 min. Diamond Filmes. 14 anos.

Nijiro Murakami e Jun Yoshinaga em O SEGREDO DAS ÁGUAS (2014), de Naomi Kawase

Nijiro Murakami e Jun Yoshinaga em O SEGREDO DAS ÁGUAS (2014), de Naomi Kawase

Naomi Kawase tem uma trajetória até que bastante extensa, tendo dirigido filmes desde o início dos anos 1990, sendo que a maioria é composta por documentários. O Segredo das Águas é o seu sétimo longa de ficção e o primeiro a estrear comercialmente no Brasil. Muito provavelmente só chegou por causa da Palma de Ouro de melhor direção para Kawase, trazendo curiosidade pelo filme e consequentemente pela obra da diretora. A história se passa na ilha de Amami, lugar onde os habitantes vivem em harmonia e acreditam que há um deus em cada árvore, pedra ou planta. Numa noite de verão, o jovem Kaito descobre o corpo de um homem no mar e sua amiga Kyoko faz questão de ajudá-lo a desvendar o mistério. O Segredo das Águas é um filme sobre vida, morte e amor.

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O SEGREDO DAS ÁGUAS (Futatsume no Mado, Japão/Espanha/França, 2014), de Naomi Kawase. Com Nijiro Murakami, Jun Yoshinaga, Miyuki Matsuda, Tetta Sugimoto, Makiko Watanabe, Jun Murakami, Hideo Sakaki, Sadae Sakae, Kazurô Maeda. 121 min. California. 14 anos.

Eduardo Gomes e Luciana Paes em SINFONIA DA NECRÓPOLE (2014), de Juliana Rojas

Eduardo Gomes e Luciana Paes em SINFONIA DA NECRÓPOLE (2014), de Juliana Rojas

Juliana Rojas é conhecida por lidar com o gênero horror em suas obras. Em seu primeiro longa-metragem solo, depois de dividir os créditos com Marco Dutra em Trabalhar Cansa (2011),  ela decidiu fazer uma comédia musical com uma história de amor embutida, mas não sem incluir elementos macabros. Sinfonia da Necrópole conta a história de Deodato (Eduardo Gomes), um rapaz que começa a trabalhar em um cemitério, mas que é muito sensível e costuma desmaiar ao ver os cadáveres e tudo o mais. O que ele não esperava é que dentro daquele ambiente mórbido ele encontraria o amor na forma de uma mulher, Jaqueline (Luciana Paes), que chega para coordenar uma reforma no cemitério, a fim de que o lugar possa abrigar mais mortos. O ideal é ir ver o filme preparado para as boas e divertidas sequências musicais.

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SINFONIA DA NECRÓPOLE (Brasil, 2014), de Juliana Rojas. Com Eduardo Gomes, Luciana Paes, Paulo Jordão, Germano Melo, Adriana Mendonça, Luís Mármora, Augusto Pompeo, Antonio Velloso, Hugo Villavicenzio. 85 min. Vitrine. 12 anos.

SNOWDEN – Oliver Stone, Levitt e Cage

O diretor Oliver Stone e o ator Nicolas Cage, que trabalharam juntos em World Trade Center, em 2006,  estão produzindo uma aventura e thriller de espionagem que conta a vida do analista de sistemas da CIA, Edward Snowden, que revelou ao mundo que o seu país, os EUA, estavam espionando as demais nações do planeta. Joseph Gordon-Levitt interpreta o estadunidense de 29 anos acusado de traição e que atualmente mora em exílio na Rússia. Snowden tem lançamento previsto para este ano

Oliver Stone, Nicolas Cage, Edward Snowden e Joseph Gordon-Levitt em Snowden: em dezembro

Oliver Stone, Nicolas Cage, Edward Snowden e Joseph Gordon-Levitt em Snowden: em dezembro

Vencedor do Oscar por Despedida em Las Vegas (Leaving Las Vegas, 1995), de Mike Figgis, interpreta um ex-funcionário do serviço de inteligência dos EUA que tenta capturar Snowden logo que ele se evade do País. Snowden é interpretado por Joseph Gordon-Levitt, revelado pelo drama romântico (500) Dias com Ela, de Marc Weeb, e A Origem (Inception, 2006), de Christopher Nolan. A namorada de Snowden é vivida por Shailene Woodley. No restante do elenco estão Melissa Leo, Zachary Quinto, Tom Wlkinson, Rhys Indans, Joely Richardson e Timothy Olifant. É bom lembrar que o documentário Citizenfour (2014), de Laura Poitras, que tem Snowden revelando tudo o sistema de espionagem e as motivações de suas denúncias, ainda não tem estreia prevista para o Brasil, mesmo tendo conquistado o Oscar-2015 de Melhor Documentário.

Atualmente, as filmagens estão sendo feitas em Munique, na Alemanha, e continuará por várias outras cidades e países e durarão até o mês de maio. Os produtores Moritz Borman, Eric Kopeloff e Phillip Schulz-Deyle e a produtora Open Road, que é independente, estão executando já um planejamento de lançamento com exibidores de vários continentes. A Pathé, velha parceira de Stone, fará a distribuição na França e Benelux e Wild Bunch ficaram com as vendas internacionais. Ainda não se sabe qual será a distribuidora no Brasil, mas certamente será uma das independentes.

Snowden está orçado em US$ 45 milhões e o seu lançamento mundial está previsto para 25 de dezembro, a tempo de concorrer a indicações ao Oscar-2016.