CINÉPOLIS > EDUARDO ACUÑA E O NOVO COMPLEXO NO RIOMAR

Exatamente um ano após instalar um complexo no bairro Jóquei, o grupo exibidor Cinépolis inaugura um novo multiplex, agora no Shopping Riomar. Com 10 salas, uma gigante Macro XD (compatível à IMAX), 3 VIPs (onde o espectador delicia-se com comes & bebes), uma com especial tecnologia 3D e 5 em 3D convencional, a Cinépolis Riomar se destaca pela tecnologia. O Cinemaeartes entrevistou, com exclusividade, o presidente do grupo exibidor, o mexicano Eduardo Acuña

São do Cinépolis RioMar Fortaleza: tecnologia de ponta a ponta

Sagão do Cinépolis RioMar Fortaleza: tecnologia de ponta a ponta

O grupo Cinépolis já tem algumas marcas conquistadas: é 4º maior grupo exibidor do planeta, o primeiro na América Latina com mais de 3.300 salas em 11 países, o 2º lugar no território brasileiro. E agora, com a inauguração de novo complexo no Shopping Riomar, no bairro Papicu, Fortaleza, amplia a sua presença no estado do Ceará, solidificando a sua liderança no mercado do Norte-Nordeste.

Operando no Brasil desde 2010, a rede exibidora mexicana fundada em 1947 na cidade de Morélia, empreende um ritmo avassalador de crescimento, uma liderança incontestável com uma média superior a 300 salas por ano. São 39 complexos em 30 cidades. No Riomar, será o 40º multiplex, já contabilizando as cinco salas no North Shopping Jóquei, no bairro do mesmo nome.

A qualidade e o conforto das salas Cinépolis lhe tem rendido prêmios nacionais como o de Melhor Cinema de São Paulo (Alphaville), e o de Melhor Cinema no Interior (Alphaville e Cinépolis Santa Ursula, em Ribcinepolis 4dx

eirão Preto); o de Melhor Cinema no Rio de Janeiro e o de Melhor Cinema em Capital (Lagoon); e o Prêmio ED (Exibição e Distribuição) de Melhor Exibidor do País. As salas também receberam honrarias. As exclusivas poltronas VIP foram eleitas as Melhores Poltronas de Luxo pelo caderno Divirta-se, do O Estado de São Paulo.

O segundo complexo da Cinépolis em Fortaleza, em inauguração hoje no Shopping Riomar, no bairro Papicu, ocupa o espaço que abrigou a fábrica de uma conhecida marca de cerveja e se destaca por utilizar as melhores tecnologias de exibição atualmente em disponibilidade. São dez salas, 3 delas VIPs, uma sala gigante com a marca Cinépolis Macro XE (tida como a melhor tecnologia 3D, som digital Dolby Atmos com mais de 13.000 watts de potência e projeção e som com a mais alta qualidade de definição e clareza ampliada em uma tela gigante com mais de 200 metros quadrados), uma sala com movimentos e efeitos sensoriais Cinépolis 4DX (desenvolvida em parceria com a empresa coreana CGV, oferece uma experiência audiovisual sem precedentes, com efeitos e sensações sincronizados ao filme; as poltronas têm sistema eletrônico de movimentos, simulando quedas, trepidação e vibrações, aceleração e frenagem e instalações especiais nas paredes e poltronas, que geram até 20 efeitos de luzes, água, vento, aromas e névoa) e cinco salas tradicionais com projeção 100% digital (a exibidora foi a primeira no País a abolir os filmes em 35mm). Na verdade, a Cinépolis teria 12 salas, mas 3 delas foram unidas para ofertar a gigante Macro XE.

Duas badaladas produções celebraram a inauguração da Cinépolis Riomar: a brasileira Tim Maia, de Mauro Lima, baseado no livro Vale Tudo – o som a fúria de Tim Maia, de Nelson Motta, e O Melhor de Mim, de Michael Hoffman, adaptação do romance homônimo do estadunidense Nicholas Sparks. O complexo, cujas poltronas são numeradas, oferece capacidade para dois mil espectadores.

O complexo Cinépolis Riomar, apesar de ser inaugurado juntamente com o Shopping nesta quarta-feira, não terá a presença de seus diretores, os quais estão na cidade Hollywood, na Flórida, para receber o prêmio Exibidor Internacional do Ano, entregue durante a ShowEast-2014, a Eduardo Acuña, presidente da Cinépolis Brasil. A festa de abertura será comemorada no Riomar no próximo dia 6, quinta-feira, com um coquetel para convidados e a imprensa.

Eduardo Acuña, presidente da Cinépolis Brasil

Eduardo Acuña, presidente da Cinépolis Brasil

Ex-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e do Banco Central do México, Eduardo Acuña é um dos maiores entusiastas do cinema digital. Em 2010 ele chegou ao Brasil com a missão de iniciar a implantação da Cinépolis no País. O primeiro Multiplex, aberto em junho daquele ano, deu início a um projeto de expansão.

Conversei com Eduardo Acuña via e-mail, conforme uma diversificada pauta de 12 perguntas. Leia a entrevista na íntegra.

P > Exatamente em um ano, a Cinépolis inaugura dois complexos em Fortaleza. O que representa  o mercado cearense de tão importante para a Cinépolis?
EA > Vemos um potencial enorme na região, para novas salas e também, para novos modelos de exibição, com as salas VIP, Macro XE e 4DX. Os consumidores nos receberam muito bem e queremos cada vez mais trazer novidades para atender toda essa demanda.

P > O público cearense ainda não conhece totalmente a Cinépolis. Qual a política de exibição da empresa?
EA > Queremos atender as expectativas do publico, buscando a melhor qualidade em atendimento, melhor infraestrutura com as ultimas tecnologias em imagem e som, variedade de produtos na bomboniere, novos modelos de exibição, enfim, oferecer o que há de melhor para nossos clientes.

P – O Riomar surge como um Shopping poderoso, e muito próximo ao Iguatemi, o mais bem frequentado da cidade. Qual a estratégia a ser utilizada em relação a isso?
EA > Acreditamos que há espaço para todos, vamos buscar apenas oferecer novos modelos de exibição, com qualidade de ponta em projeção e som e também no serviço. Levar para a cidade o que já temos feito no País todo.

P > Nota-se que os filmes em exibição no Jóquei são preferencialmente dublados. No Riomar, situado em uma área nobre, de classe alta e maior nível cultural, o filme dublado vai prevalecer?
EA > Na verdade, quem faz nossa programação é o publico. No Joquei as pessoas preferem dublado e, estamos atendendo o que pedem mas também, sem esquecer dos clientes que querem legendado. No RioMar, começaremos com uma programação diversificada e, ir medindo aos poucos o que buscam.

P > Justamente por se situar em um bairro de maior nível intelectual, a Cinépolis vai reservar alguma programação especial aos chamados filmes de arte?
AE > Sim, como falamos anteriormente, vamos ter uma programação diversificada e, aí, avaliar o interesse do público.

P > É inegável que o complexo da Cinépolis irá se destacar pela comodidade e serviços das salas VIPS e da tecnologia da sala Macro XE. O que mais o complexo irá oferecer como atração?
EA > Além das VIP que terão serviço de garçom na sala e cardápio gourmet, a sala Macro XE terá o som Dolby Atmos, o que há de melhor em tecnologia sonora no mundo atualmente. Além disso, a sala 4DX com mais de 20 efeitos sincronizados ao filme, é um grande diferencial. Temos esta sala em apenas 4 cidades e agora, levamos para Fortaleza.

P > O interior do Estado cresce de forma acelerada e tem shoppings que já abrigam complexos em cidades como Juazeiro e Sobral, por exemplo. A Cinépolis já executa alguma ação de expansão nas cidades do interior? Quais delas?
EA > Sim, estamos avaliando muitos projetos. Alguns não são viáveis mas, estamos buscando novos pontos e atender toda esta demanda que ainda existe.

P > Conversando com o Gonzaga de Luca, há algum tempo atrás, ele me disse que a meta da Cinépolis era assumir a liderança no mercado nordestino. Em que situação está este objetivo?
EA > Na verdade, não temos um objetivo único de assumir a liderança, apenas temos uma expansão rápida e queremos crescer de forma organizada. Já alcançamos a liderança no Nordeste e Norte do País.

P > Quais as cidades que a Cinépolis ainda falta ocupar no Nordeste e em quais já tem projeto em andamento?
EA > Já estamos em muitas cidades mas, o potencial para fora dos grandes centros ainda é grande, estamos avaliando cada vez mais ir para estas regiões e levar toda este padrão que já operamos para outros lugares.

P > Qual é a projeção de expansão da Cinépolis no Nordeste ao longo da década? E em relação a expansão no território brasileiro, qual é a meta de expansão? Metaforicamente, o Céu é o limite?
EA > Na verdade, queremos crescer mas, de forma organizada e viável, estamos avaliando muitos pontos no Brasil todo, já temos um plano de expansão bem sólido para os próximos 3 anos.

P > A Cinépolis tem uma presença forte na América Latina, onde é a líder em número de salas, e começa a se estabelecer na Ásia. Por que o território asiático e não europeu?
EA > A Índia foi uma ótima oportunidade e tem uma demanda muito grande para cinema, estamos levando um modelo totalmente diferente para lá e, o publico tem reagido bem. Ainda não estamos na Europa mas, sempre avaliamos as possibilidades em outros países.

P > Quando derivo a pergunta para o interesse pela Ásia, me bate a A Cinépolis é uma das empresas que mais tem investido pesado na construção de complexos. Em tempos em que os filmes chegam rapidamente aos sites de compartilhamento, a Netflix é um sucesso, as produtoras planejam colocar os filmes na internet e em mídias, a Weinstein planeja colocar filmes nas locadoras simultaneamente às salas IMAX. Diante disso, desdobro a pergunta: qual a reação dos exibidores diante desses “problemas” e ainda vale a pena se investir em salas de cinema?
EA > Sim, vale. Acreditamos veemente que o melhor entretenimento com filmes é na tela grande e isso nunca vai mudar. Existem outros meios mas, com os novos modelos de exibição, como a sala 4DX, VIP e Macro XE, o público tem opções diversas para estar no cinema.

 

 

 

TIM MAIA – cinebiografia romantizada

Inspirado no livro Vale Tudo, de Nelson Motta, o longa-metragem Tim Maia estreia hoje nos cinemas do País. Na última terça-feira, os atores Cauã Reymond, Babu Santana e Robson Nunes participaram da coletiva de imprensa sobre o filme no Rio de Janeiro. Eu acompanhei e repasso para vocês

Babu Santana e Cauã Reymond em TIM MAIA (2014)

Babu Santana e Cauã Reymond em TIM MAIA (2014), de Mauro Lima

Dentro do filão de cinebiografias de personalidades da música brasileira, Tim Maia assume o enorme desafio de dar conta da complexa trajetória do personagem-título, da infância à morte, do anonimato ao sucesso, da fama ao fracasso. Para costurar os pontos chaves da vida de Tim Maia, o diretor Mauro Lima (o mesmo de Meu Nome Não é Johnny e Reis e Ratos) escolheu um narrador em terceira pessoa: Fábio (interpretado por Cauã Reymond, também produtor associado do filme), uma espécie de síntese de vários amigos do protagonista.

O Mauro optou por uma cinebiografia romanceada do Tim. A gente fez algumas escolhas para convidar o público a conhecer a história desse cara. Temos a sorte da música do Tim não ser antipática e o drama da vida dele é convidativo”, explicou Cauã, na coletiva de imprensa realizada na última terça-feira no Rio de Janeiro. A personagem Janaína (vivida por Alinne Moraes) também é uma síntese das mulheres que foram importantes na vida de Tim Maia.

Para os atores, a principal fonte de pesquisa foi o livro de Nelson Motta, Vale Tudo, no qual o roteiro do filme é inspirado. “Uma experiência interessante foi ler o livro e escutar as músicas. Fiquei impressionado com a obra dele. De alguma forma, o Tim está presente na vida de todo mundo, mas o grande barato foi descobrir o lado B dele”, disse Robson Nunes, que interpreta o jovem Tim Maia no filme.

Robson Nunes em TIM MAIA (2014)

Robson Nunes em TIM MAIA (2014), de Mauro Lima

Robson e Babu Santana (que faz o Tim adulto) receberam a preparação de Maria Silvia para conseguir uma unidade entre as fases. “Foi pedido uma essência do Tim Maia e o resultado ficou bacana e honesto. Acho que o Tim não vai se revirar no túmulo”, brincou Babu. Para ganhar a mesma caracterização do personagem, ele não precisou engordar. No entanto, era submetido a um processo de maquiagem, que durava 1 hora e meia, para gravar as cenas de Tim já no final da carreira. “Cantar no mesmo timbre dele foi um desafio. Foi a primeira vez que meu pai ficou feliz pelo fato de ser ator”, disse Babu, referindo-se à grande admiração de seu pai pelo cantor.

O longa também não se furta em tocar em pontos polêmicos da vida de Tim Maia: como as curtas prisões ainda jovem, seu envolvimento com as drogas e a cena em que ele bate na mulher. “Atire a primeira pedra quem nunca teve pecado. O Tim era um cara muito à frente do tempo”, pontuou Babu. “Ele viveu como quis e essa liberdade também tem um preço”, complementou Robson.

Ficha técnica

Tim Maia
Brasil, 2014
Direção: Mauro Lima
Elenco: Babu Santana, Robson Nunes, Alinne Moraes, Cauã Reymond, Luis Lobianco, George Sauma, Bryan Ruffo, Tito Naville, André Dale, Marco Sorriso, Laila Zaid, Valdinéia Soriano, Renata Guida, Mallu Magalhães, Nando Cunha.
Duração: 140 min
RT Features, Globo Filmes, Downtown Filmes e Paris Filmes

Veja o trailer: