SEMANA 22 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Dois filmes se destacam nesta semana, justamente duas aventuras totalmente distintas: Z – A Cidade Perdida (2016), de James Gray, e Mulher-Maravilha (2017), de Patty Jenkins. As demais estreias são: o documentário Todas as Manhãs do Mundo (2017), de Lawrence Wahba; a comédia romântica Amor.com (2017), de Anita Barbosa; e a animação As Aventuras de Ozzy (2016), de Alberto Rodríguez e Nacho La Casa. Vale destacar também a 11ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, a acontecer no Cinema do Dragão, no período de 1 a 7 de junho. Confira a programação AQUI

Cena de Z - A CIDADE PERDIDA (2016), de James Gray

Cena de Z – A CIDADE PERDIDA (2016), de James Gray

Um filme de James Gray em circuito é sempre um acontecimento. Seus cinco longas-metragens anteriores são excepcionais e só crescem com o tempo. A surpresa é ver o novo trabalho do diretor ganhando tanto espaço, tanto em cinemas de shopping quanto no circuito mais alternativo. Z – A Cidade Perdida nos apresenta à incrível história real do explorador britânico Percy Fawcett (Charlie Hunnam), que viaja para a Amazônia no século XX e descobre evidências de uma civilização avançada desconhecida que pode ter habitado a região. Apesar de a história se passar na selva amazônica, a maior parte das cenas foram realizadas na Irlanda do Norte. Em cartaz em grande circuito.

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Z – A CIDADE PERDIDA (The Lost City of Z, EUA, 2016), de James Gray. Com Charlie Hunnam, Robert Pattinson, Sienna Miller, Tom Holland, Edward Ashley. 141 min. Imagem. 16 anos.

Gal Gadot em MULHER-MARAVILHA (2017), de Patty Jenkins

Gal Gadot em MULHER-MARAVILHA (2017), de Patty Jenkins

A grande esperança da Warner/DC está depositada em Mulher-Maravilha, o filme solo da heroína mais famosa dos quadrinhos. Depois da receptividade ruim de Batman vs Superman e de Esquadrão Suicida, é preciso mesmo um amuleto de sorte. Se depender do carisma e da beleza de Gal Gadot, dá pra ficar tranquilo. Por sorte, andam pipocando umas críticas animadoras por aí. O filme acompanha a história de Diana Prince (Gal Gadot), uma guerreira que nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Em cartaz em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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MULHER-MARAVILHA (Wonder Woman, EUA, 2017), de Patty Jenkins. Com Gal Gadot, David Thewlis, Robin Wright, Chris Pine, Elena Anaya. 141 min. Warner. 10 anos.

Cena de TODAS AS MANHÃS DO MUNDO (2017), de Lawrence Wahba

Cena de TODAS AS MANHÃS DO MUNDO (2017), de Lawrence Wahba

Um documentário, se é que é possível classificá-lo assim, entra em cartaz no Cinema de Arte. Todas as Manhãs do Mundo é um filme para encher os olhos com belas e impressionantes imagens. Sinopse oficial: percorrendo todos os continentes do planeta, o filme demonstra as diferenças entre espécies de animais e plantas, com destaque para os procedimentos de adaptação ao habitat, a luta por comida e as mudanças climáticas. As espécies são observadas por dois narradores: o Sol (Ailton Graça) e a Água (Letícia Sabatella), que ressaltam sua importância no funcionamento do ecossistema. Em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis RioMar).

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TODAS AS MANHÃS DO MUNDO (Brasil/França, 2017), de Lawrence Wahba. Documentário. 94 min. Fox. Livre.

Cena de AMOR.COM (2017), de Anita Barbosa

Cena de AMOR.COM (2017), de Anita Barbosa

O trailer não é muito animador. Ao que parece é desses filmes para se ver sem esperar nada de realmente bom, o que às vezes é até positivo e pode gerar boas surpresas justamente por isso. Na sinopse oficial, Katrina (Isis Valverde) é uma famosa blogueira de modas que dita tendências no mercado brasileiro através de seus populares vídeos na internet. Fernando (Gil Coelho), por sua vez, é um vlogueiro de um canal de videogames que ainda não é muito famoso, mas que já está fazendo certo sucesso. Quando os dois se conhecem, em uma situação complicada, acabam se apaixonando e o romance dos dois vira “febre” na internet, uma febre que eles vão precisar controlar, equilibrando o mundo real e o virtual. Em cartaz em grande circuito.

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AMOR.COM (Brasil, 2017), de Anita Barbosa. Com Isis Valverde, Gil Coelho, Joaquim Lopes, João Côrtes, Marcos Mion. 92 min. H2O. 12 anos.

Cena de AS AVENTURAS DE OZZY (2016), de Alberto Rodríguez e Nacho La Casa

Cena de AS AVENTURAS DE OZZY (2016), de Alberto Rodríguez e Nacho La Casa

Mais uma animação vinda de um país diferente chega aos cinemas. Como é dublado, não faz muita diferença e funciona como mais uma oferta para o público infantil. Espera-se ao menos que seja bom para as crianças. Na sinopse divulgada, Ozzy é um pacífico e amigável cão da raça Beagle que mora com os Martins. Quando a família decide fazer uma longa viagem na qual cães não são permitidos, eles decidem deixar o amado Ozzy em um spa para cachorros. Acontece que esse lugar perfeito na verdade é um fachada construída por um vilão que deseja sequestrar cachorros. Preso, Ozzy precisa evitar o perigo e encontrar força nos seus novos amigos para conseguir voltar a salvo para casa. Em cartaz em grande circuito.

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AS AVENTURAS DE OZZY (Ozzy, Espanha/Canadá, 2016), de Alberto Rodríguez e Nacho La Casa. Com as vozes originais de Guillermo Romero, Dani Rovira, José Mota. 90 min. PlayArte. Livre.

Saem de cartaz

A Autópsia
Alien – Covenant
Cães Selvagens

Comeback – Um Matador Nunca Se Aposenta
Joaquim
Melhores Amigos
Ninguém Entra, Ninguém Sai
O Cidadão Ilustre
O Rastro
Os Smurfs e a Vila Perdida
Paterson
Velozes e Furiosos 8

As estreias nacionais desta quinta-feira, 1, que não entram em cartaz em Fortaleza

Ande Comigo
Inseparáveis

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SEMANA 21 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Uma semana em que os filmes “menores” se destacam frente a um blockbuster insistente. Entre os filmes menores e interessantes estão os dramas Faces de uma Mulher (2016), de Arnaud des Pallières; Muito Romântico (2016), de Melissa Dullius e Gustavo Jahn; Comeback – Um Matador Nunca Se Aposenta (2017), de Erico Rassi; A Vida Após a Vida (2016), de Hanyi Zhang; e Punhos de Sangue (2016), de Phillippe Falardeau. Contra esses filmes, em grande circuito, há o drama histórico Real – O Plano por Trás da História (2017), de Rodrigo Bittencourt, e a fantasia Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar (2017), de Joachim Rønning e Espen Sandberg. Em pré-estreia, a aventura Mulher-Maravilha (2017), de Patty Jenkins, e a animação As Aventuras de Ozzy (2016), de Alberto Rodríguez e Nacho La Casa

Cena de FACES DE UMA MULHER (2016), de Arnaud des Pallières

Cena de FACES DE UMA MULHER (2016), de Arnaud des Pallières

Dos filmes de Arnaud des Pallières, Michael Kohlhaas – Justiça e Honra (2013) foi um que acabou ganhando alguma visibilidade, ainda que discreta. Faces de uma Mulher tem a vantagem de ter em seu elenco a lindíssima Adèle Exarchopoulos, que brilhou em Azul É a Cor Mais Quente e agora é chamariz para alguns filmes. Na trama, ela é Sandra, uma jovem se mudando para Paris. As outras duas personagens principais são Karine (Solène Rigot),  uma adolescente que passa por infinitas sucessões de fugas, homens e percalços, Kiki (Vega Cuzytek), uma criança que vive uma tragédia após ser pega em um jogo de esconde-esconde, e  Renée (Adèle Haenel) é uma mulher estabelecida, que pensava estar livre do seu passado. Em cartaz no Pátio Dom Luís.

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FACES DE UMA MULHER (Orpheline, França, 2016), de Arnaud des Pallières. Com Adèle Haenel, Adèle Exarchopoulos, Solène Rigot, Vega Cuzytek, Gemma Arterton. 111 min. Mares. Classificação a definir.

Cena de MUITO ROMÂNTICO (2016), de Melissa Dullius e Gustavo Jahn

Cena de MUITO ROMÂNTICO (2016), de Melissa Dullius e Gustavo Jahn

Muito bom quando temos a oportunidade de ver um filme que oferece uma proposta de experimentação totalmente distinta do que se costuma esperar. E é assim que Muito Romântico tem sido vendido, sem medo de parecer difícil, até porque o público alvo é o de espectadores mais interessados em algo novo. Na trama (se é que há), Melissa (Melissa Dullius) e Gustavo (Gustavo Jahn) estão buscando uma nova vida em Berlim. Eles entram em um cargueiro, atravessam o Oceano Atlântico e encontram uma casa no novo país. O local se torna centro do universo dos dois e, a medida que o tempo passa, eles continuam fazendo filmes, amizades e músicas, até ambos ficarem perdidos no meio do caminho. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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MUITO ROMÂNTICO (Alemanha/Brasil, 2016), de Melissa Dullius e Gustavo Jahn. Com Gustavo Jahn, Melissa Dullius, Gustavo Beck, Kana Chiaki, Aqico Coco. 72 min. Vitrine. Classificação a definir.

Cena de COMEBACK - UM MATADOR NUNCA SE APOSENTA (2017), de Erico Rassi

Cena de COMEBACK – UM MATADOR NUNCA SE APOSENTA (2017), de Erico Rassi

Estreia na direção de Erico Rassi, Comeback – Um Matador Nunca Se Aposenta foi o último trabalho de Nelson Xavier, antes de partir, no último dia 10 de maio. Na sinopse de divulgação de Comeback, ele é Amador, um aposentado da antiga carreira de pistoleiro que leva uma vida solitária que nada se compara com os dias de perigo e, principalmente, de temor por parte das pessoas. Um dia, é procurado pelo neto de um antigo amigo, que deseja trabalhar com ele devido à sua fama. Amador logo o coloca como ajudante de sua atual atividade, o transporte de máquinas caça-níqueis para bares próximos, mas a falta de reconhecimento em relação ao que foi passa a incomodá-lo cada vez mais. Em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis RioMar).

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COMEBACK – UM MATADOR NUNCA SE APOSENTA (Brasil, 2017), de Erico Rassi. Com Nelson Xavier, Marcos de Andrade, Gê Martu, Everaldo Pontes, Eucir de Souza. 89 min. O2 Play. 16 anos.

Cena de A VIDA APÓS A VIDA (2016), de Hanyi Zhang

Cena de A VIDA APÓS A VIDA (2016), de Hanyi Zhang

Há filmes sobre tudo. Até sobre um espírito de uma mulher que usa o corpo do filho pequeno como veículo para que o marido mude uma árvore de lugar. Sim, A Vida Após a Vida, do chinês Hanyi Zhang, tem essa história como mote. Mas sabemos que a história não é o mais importante nesse tipo de obra. Também não é um filme feito para assustar, mas que deve ser visto com ar de intriga e contemplação. Este primeiro trabalho do realizador é tão espiritual quanto terreno. A força da natureza é imensa e nos chamados tempos mortos a questão espiritual às vezes passa a ser vista como algo concreto, por mais que o filme em si não o seja. A produção é do cultuado cineasta Zhangke Jia. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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A VIDA APÓS A VIDA (Zhi Fan Ye Mao, China, 2016), de Hanyi Zhang. Com Zhang Li, Zhang Mingjun. 80 min. Zeta. Classificação a definir.

Cena de PUNHOS DE SANGUE (2016), de Phillippe Falardeau

Cena de PUNHOS DE SANGUE (2016), de Phillippe Falardeau

Do diretor do emocionante drama de professor O Que Traz Boas Novas (2011), Punhos de Sangue é inspirado na história de Chuck Wepner (Liev Schreiber), boxeador peso-pesado que inspirou a saga Rocky, de Sylvester Stallone. Ele era vendedor de bebidas na cidade de Nova Jersey, e entrou no ringue 15 vezes com o maior pugilista do mundo, Muhammead Ali. O filme conta com uma ótima produção que recria bem o espírito dos anos 1970 e traz um elenco muito bom. As semelhanças, pelo que dizem, com os filmes da série Rocky são bem evidentes, mas provavelmente deve ter uma pegada menos sentimental. É um filme sobre a fama que transforma uma pessoa. Deve ser interessante por ter maior compromisso com uma história real. Em cartaz no Cinépolis RioMar (sala VIP).

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PUNHOS DE SANGUE (Chuck / The Bleeder, EUA, 2016), de Phillippe Falardeau. Com Liev Schreiber, Elisabeth Moss, Naomi Watts, Ron Perlman, Michael Rapaport. 98 min. California. 12 anos.

Cena de REAL - O PLANO POR TRÁS DA HISTÓRIA (2017), de Rodrigo Bittencourt.

Cena de REAL – O PLANO POR TRÁS DA HISTÓRIA (2017), de Rodrigo Bittencourt.

Eis um filme que chega um timing terrível. Justo quando o presidente do PSDB e outros comparsas estão em uma fria, entra em cartaz um filme claramente feito para fazer propaganda do partido. O trailer nunca enganou que se tratava de um filme ruim, mas é possível que seja divertido como comédia involuntária. A trama se passa em 1993 e o arrogante e inflexível Gustavo Franco (Emílio Orciollo Neto) é um crítico feroz da política econômica adotada pelo governo brasileiro que resultou em um cenário de hiperinflação. Quando o presidente Itamar Franco (Bemvindo Siqueira) nomeia Fernando Henrique Cardoso (Norival Rizzo) como o novo Ministro da Fazenda, Gustavo é convidado a integrar a equipe para criar um novo plano econômico. Em cartaz em grande circuito.

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REAL – O PLANO POR TRÁS DA HISTÓRIA (Brasil, 2017), de Rodrigo Bittencourt. Com EmíliO Orciollo Neto, Bemvindo Sequeira, Norival Rizzo, Tato Gabus Mendes, Paolla Oliveira. 96 min. Paris. 12 anos.

Cena de PIRATAS DO CARIBE - A VINGANÇA DE SALAZAR (2017), de Joachim Rønning e Espen Sandberg

Cena de PIRATAS DO CARIBE – A VINGANÇA DE SALAZAR (2017), de Joachim Rønning e Espen Sandberg

E a Disney não desiste da chatíssima franquia Piratas do Caribe. Enquanto tiver interessados, mais desses filmes surgirão. Este novo tem o mérito de reunir a trinca original, formada por Johnny Depp, Orlando Bloom (que era o protagonista) e Keira Knightley, e ainda trazer um ator do porte de Javier Bardem. Na sinopse divulgada, o Capitão Salazar (Javier Bardem) é a nova pedra no sapato do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp). Ele lidera um exército de piratas fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes na face da Terra. Para escapar, Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar. Em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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PIRATAS DO CARIBE – A VINGANÇA DE SALAZAR (Pirates of the Caribbean – Dead Men Tell No Tales, EUA, 2017), de Joachim Rønning e Espen Sandberg. Com Johhny Depp, Geoffrey Rush, Javier Bardem, Keira Knightley, Orlando Bloom. 129 min. Disney. 12 anos.

Pré-estreias

Gal Gadot em MULHER-MARAVILHA (2017), de Patty Jenkins

Gal Gadot em MULHER-MARAVILHA (2017), de Patty Jenkins

A grande esperança da Warner/DC está depositada em Mulher-Maravilha, o filme solo da heroína mais famosa dos quadrinhos. Depois da receptividade ruim de Batman vs Superman e de Esquadrão Suicida, é preciso mesmo um amuleto de sorte. Se depender do carisma e da beleza de Gal Gadot, dá pra ficar tranquilo. Por sorte, andam pipocando umas críticas animadoras por aí. O filme acompanha a história de Diana Prince (Gal Gadot), uma guerreira que nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Em pré-estreia em grande circuito, na quarta-feira, 31.

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MULHER-MARAVILHA (Wonder Woman, EUA, 2017), de Patty Jenkins. Com Gal Gadot, David Thewlis, Robin Wright, Chris Pine, Elena Anaya. 141 min. Warner. 10 anos.

Cena de AS AVENTURAS DE OZZY (2016), de Alberto Rodríguez e Nacho La Casa

Cena de AS AVENTURAS DE OZZY (2016), de Alberto Rodríguez e Nacho La Casa

Mais uma animação vinda de um país diferente chega aos cinemas. Como é dublado, não faz muita diferença e funciona como mais uma oferta para o público infantil. Espera-se ao menos que seja bom para as crianças. Na sinopse divulgada, Ozzy é um pacífico e amigável cão da raça Beagle que mora com os Martins. Quando a família decide fazer uma longa viagem na qual cães não são permitidos, eles decidem deixar o amado Ozzy em um spa para cachorros. Acontece que esse lugar perfeito na verdade é um fachada construída por um vilão que deseja sequestrar cachorros. Preso, Ozzy precisa evitar o perigo e encontrar força nos seus novos amigos para conseguir voltar a salvo para casa. Em cartaz em grande circuito.

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AS AVENTURAS DE OZZY (Ozzy, Espanha/Canadá, 2016), de Alberto Rodríguez e Nacho La Casa. Com as vozes originais de Guillermo Romero, Dani Rovira, José Mota. 90 min. PlayArte. Livre.

Saem de cartaz

Norman – Confie em Mim
O Dia do Atentado
Taego Ãwa

As estreias nacionais desta quinta-feira, 25, que não entram em cartaz em Fortaleza

Degradé
Reset

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SEMANA 20 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Uma semana de filmes menores. O destaque é um filme de horror, Corra! (2017), de Jordan Peele. Mas há também o drama de fantasia Antes Que Eu Vá (2017), de Ry Russo-Young; o horror O Rastro (2017), de J.C. Feyer; o melodrama Um Homem de Família (2016), de Mark Williams; e a aventura épica Rei Arthur – A Lenda da Espada (2017), de Guy Ritchie. Em pré-estreia, a fantasia Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar (2017), de Joachim Rønning e Espen Sandberg. No mais, entra novamente em cartaz o drama Silêncio (2016), de Martin Scorsese, no Cinema do Dragão, uma boa chance para quem perdeu ou quer rever na telona

Cena de CORRA! (2017), de Jordan Peele

Cena de CORRA! (2017), de Jordan Peele

Um dos filmes de horror mais curiosos da safra recente, Corra! é do mesmo estúdio que trouxe filmes como Atividade Paranormal, Invocação do Mal e Sobrenatural, a Blumhouse. Mas Corra! parece ter algo de novo, ao brincar com a questão do racismo. Na trama, Chris (Daniel Kaluuya) é um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada branca Rose (Allison Williams). No começo, ele acredita que o comportamento excessivamente carinhoso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador. O filme tem recebido críticas ótimas de grandes veículos internacionais. Em cartaz em grande circuito.

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CORRA! (Get Out, EUA, 2017), de Jordan Peele. Com Daniel Kaluuya, Allison Williams, Bradley Whitford, Catherine Keener, Caleb Landry Jones. 104 min. Universal. 14 anos.

Cena de ANTES QUE EU VÁ (2017), de Ry Russo-Young

Cena de ANTES QUE EU VÁ (2017), de Ry Russo-Young

A premissa de Antes Que Eu Vá é basicamente a mesma de Feitiço do Tempo e também de No Limite do Amanhã. Ou seja, mostra uma protagonista que acorda sempre no mesmo dia, tentando sair de algo parecido com um pesadelo. Na trama, Samantha Kingston (Zoey Deutch) é uma jovem que tem tudo o que uma jovem pode desejar da vida. Porém, essa vida perfeita chega a um final repentino no dia 12 de fevereiro, um dia que seria um dia como outro qualquer se não fosse o dia de sua morte. Porém, segundos antes de realmente morrer, ela terá a oportunidade de mudar a sua última semana e, talvez, o seu destino. Em cartaz em grande circuito.

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ANTES QUE EU VÁ (Before I Fall, EUA, 2017), de Ry Russo-Young. Com Zoey Deutch, Halston Sage, Cynthy Wu, Logan Miller, Kian Lawley. 98 min. Paris. 10 anos.

Cena de O RASTRO (2017), de J.C. Feyer

Cena de O RASTRO (2017), de J.C. Feyer

Mais uma arriscado terror brasileiro chega aos cinemas. Este, pelo trailer, tem mais cara de beber das fórmulas do cinema de horror americano, inclusive com uma cena envolvendo luzes se apagando e deixando as trevas tomarem conta. Bem clichê. Mas é possível que O Rastro seja um bom filme, até por ter a Leandra Leal, que costuma escolher bem os seus projetos. Na trama, João Rocha (Rafael Cardoso) é um jovem e talentoso médico em ascensão que cuida de uma tarefa ingrata: supervisionar a transferência de pacientes quando um hospital público da cidade do Rio de Janeiro é fechado por falta de verba. Quando tudo parece correr dentro da normalidade, uma das pacientes, criança, desaparece no meio da noite e João segue em uma jornada sombria e perigosa. Em cartaz em grande circuito.

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O RASTRO (Brasil, 2017), de J.C. Feyer. Com Rafael Cardoso, Leandra Leal, Alice Wegmann, Cláudia Abreu, Felipe Camargo. Duração a definir. Imagem. 14 anos.

Cena de UM HOMEM DE FAMÍLIA (2016), de Mark Williams

Cena de UM HOMEM DE FAMÍLIA (2016), de Mark Williams

Um bom melodrama anda em falta ultimamente. Ruins até que de vez em quando aparece. Não custa torcer para que Um Homem de Família seja um bom filme, embora as chances não sejam tão boas assim. Na trama, Dane Jensen (Gerard Butler) é um headhunter corporativo de Chicago que está disputando com uma colega de trabalho (Alison Brie) a chance de substituir o chefe da empresa (Willem Dafoe), prestes a se aposentar. Ele é o favorito, mas ainda assim precisa bater as metas nos últimos três meses do ano. Enquanto a rivalidade atinge níveis extremos, uma tragédia familiar faz com que ele coloque na balança suas prioridades. Se o filme souber manipular bem o espectador, lágrimas devem rolar. Em cartaz em grande circuito.

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UM HOMEM DE FAMÍLIA (The Headhunter’s Calling, Canadá/EUA, 2016), de Mark Williams. Com Alison Brie, Gerard Butler, Willem Dafoe, Gretchen Mol, Alfred Molina. 108 min. California. 12 anos.

Cena de REI ARTHUR - A LENDA DA ESPADA (2017), de Guy Ritchie

Cena de REI ARTHUR – A LENDA DA ESPADA (2017), de Guy Ritchie

Um dos maiores fracassos de bilheteria da Warner, Rei Arthur – A Lenda da Espada chega uma semana depois ao Brasil. O filme, dirigido por Guy Ritchie, cujo filme anterior tinha sido bem-sucedido, pelo menos do ponto de vista da recepção do público (O Agente da U.N.C.L.E., 2015). Bons filmes sobre o Rei Arthur andam em falta já faz um bom tempo, por mais que a lenda seja fascinante há séculos. Nesta nova tentativa, Arthur (Charlie Hunnam) é um jovem das ruas que controla os becos de Londonium e desconhece sua predestinação até o momento em que entra em contato pela primeira vez com a Excalibur. Desafiado pela espada, ele precisa tomar difíceis decisões, enfrentar seus demônios e aprender a dominar o poder que possui para conseguir unir seu povo. Em cartaz em grande circuito.

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REI ARTHUR – A LENDA DA ESPADA (King Arthur – Legend of the Sword, EUA, 2017), de Guy Ritchie. Com Charlie Hunnam, Astrid Bergès-Frisbey, Jude Law, Djimon Hounsou, Eric Bana. 126 min. Warner. 14 anos.

Pré-estreia

Cena de PIRATAS DO CARIBE - A VINGANÇA DE SALAZAR (2017), de Joachim Rønning e Espen Sandberg

Cena de PIRATAS DO CARIBE – A VINGANÇA DE SALAZAR (2017), de Joachim Rønning e Espen Sandberg

E a Disney não desiste da chatíssima franquia Piratas do Caribe. Enquanto tiver interessados, mais desses filmes surgirão. Este novo tem o mérito de reunir a trinca original, formada por Johnny Depp, Orlando Bloom (que era o protagonista) e Keira Knightley, e ainda trazer um ator do porte de Javier Bardem. Na sinopse divulgada, o Capitão Salazar (Javier Bardem) é a nova pedra no sapato do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp). Ele lidera um exército de piratas fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes na face da Terra. Para escapar, Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar. Em pré-estreia, na meia-noite de quarta para quinta-feira, 24, em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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PIRATAS DO CARIBE – A VINGANÇA DE SALAZAR (Pirates of the Caribbean – Dead Men Tell No Tales, EUA, 2017), de Joachim Rønning e Espen Sandberg. Com Johhny Depp, Geoffrey Rush, Javier Bardem, Keira Knightley, Orlando Bloom. 129 min. Disney. 12 anos.

Saem de cartaz

A Bela e a Fera
A Mulher Que Se Foi

As estreias nacionais desta quinta-feira, 18, que não entram em cartaz em Fortaleza

Entrelinhas
Más Notícias para o Sr. Mars
Um Casamento

Veja o trailer de Más Notícias para o Sr. Mars

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SEMANA 19 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Mais uma semana recheada de filmes bem distintos. Há o drama A Mulher Que Se Foi (2016), de Lav Diaz; o thriller Cães Selvagens (2016), de Paul Schrader; a comédia dramática O Cidadão Ilustre (2016), de Gastón Duprat e Mariano Cohn; o drama A Promessa (2016), de Terry George; o horror sci-fi Alien – Covenant (2017), de Ridley Scott; o documentário Taego Ãwa (2016), de Henrique Borela e Marcela Borela; e o thriller dramático O Dia do Atentado (2017), de Peter Berg. Em pré-estreia, o drama fantástico Antes Que Eu Vá (2017), de Ry Russo-Young. Em sessão especial, o documentário Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava (2017), de Fernanda Pessoa. Vale lembrar também da Mostra Outros Cinemas, que se inicia no dia 10 de julho e que vai até domingo, 14. Confira a programação no site oficial

Cena de A MULHER QUE SE FOI (2016), de Lav Diaz

Cena de A MULHER QUE SE FOI (2016), de Lav Diaz

Terceiro filme de Lav Diaz a ser exibido em terras cearenses, depois das históricas sessões únicas de Norte – O Fim da História (2013) e Do Que Vem Antes (2014), A Mulher Que Se Foi é mais uma obra do cineasta filipino que não deve ser perdida. Na trama, que se passa em 1997, a pena de 30 anos de cadeia de Horacia Somorostro (Charo Santos-Concio), imputada injustamente, chega ao seu fim. Ao sair, Horacia reencontra sua filha, mas descobre que seu marido não está mais vivo, e ninguém sabe do paradeiro de seu filho. A Mulher Que Se Foi foi o grande vencedor do Festival de Veneza do ano passado. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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A MULHER QUE SE FOI (Ang Babaeng Humayo, Filipinas, 2016), de Lav Diaz. Com Charo Santos-Concio, John Lloyd Cruz, Michael De Mesa, Nonie Buencamino, Shamaine Buencamino. 226 min. Zeta. 12 anos.

Cena de CÃES SELVAGENS (2016), de Paul Schrader

Cena de CÃES SELVAGENS (2016), de Paul Schrader

Há tempos um filme de Paul Schrader não é lançado comercialmente nos cinemas. Principalmente nos cinemas da cidade. O cineasta ganhou aura de maldito, mas nunca parou de estar na ativa, mesmo com filmes pequenos. Cães Selvagens tem algo de meio louco e atraente que já chama a atenção desde o trailer. O filme conta a história de três homens que saíram da prisão e que agora tentam se adaptar à vida civilizada. Troy (Nicolas Cage) tenta mas não consegue deixar de odiar o sistema; Diesel (Christopher Matthew Cook) perde a cada dia o interesse na rotina suburbana; e Mad Dog (Willem Dafoe), o mais insatisfeito, planeja um crime perfeito. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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CÃES SELVAGENS (Dog Eat Dog, EUA, 2016), de Paul Schrader. Com Nicolas Cage, Willem Dafoe, Christopher Matthew Cook, Omar J. Dorsey, Louisa Krause. 93 min. Imagem. 14 anos.

Cena de UM CIDADÃO ILUSTRE (2016), de Gastón Duprat e Mariano Cohn

Cena de O CIDADÃO ILUSTRE (2016), de Gastón Duprat e Mariano Cohn

O premiado O Cidadão Ilustre ganha nosso circuito. É sempre bom quando um filme argentino consegue emplacar espaço, até porque geralmente o que vem dos nossos hermanos costuma ser muito bom. Na trama de O Cidadão Ilustre, Daniel Mantovani (Oscar Martínez), um escritor argentino e vencedor do Prêmio Nobel, radicado há 40 anos na Europa, volta à sua terra natal, ao povoado onde nasceu e que inspirou a maioria de seus livros, para receber o título de “Cidadão Ilustre” da cidade – um dos únicos prêmios que aceitou receber. No entanto, sua ilustre visita desencadeará uma série de situações complicadas entre ele e o povo local. Em cartaz no Pátio Dom Luís.

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O CIDADÃO ILUSTRE (El Ciudadano Ilustre, Argentina/Espanha, 2016), de Gastón Duprat e Mariano Cohn. Com Oscar Martínez, Dady Brieva, Andrea Frigerio, Nora Navas, Manuel Vicente. 118 min. Cineart. Classificação a definir.

Cena de A PROMESSA (2016), de Terry George

Cena de A PROMESSA (2016), de Terry George

Bom ver que filmes diferentes e de aparentemente pouco apelo popular têm ganhado espaço em nosso circuito. A Promessa nos apresenta a Michael (Oscar Isaac), um jovem armênio que sonha em estudar medicina, mas não tem dinheiro para arcar com os estudos. Por isso, ele promete se casar com uma garota de seu vilarejo, na intenção de receber o dote. Com o dinheiro em mãos, Michael viaja à Turquia e faz seus estudos durante os meses finais do Império Otomano. Neste contexto, conhece a armênia Ana (Charlotte Le Bon) e se apaixona, embora a professora namore o fotógrafo americano Chris (Christian Bale). Um triângulo amoroso se forma e uma situação se complica. Em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis RioMar), no Del Paseo e no UCI Iguatemi.

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A PROMESSA (The Promise, Espanha/EUA, 2016), de Terry George. Com Oscar Isaac, Charlotte Le Bon, Christian Bale, Daniel Giménez Cacho, Shohreh Aghdashloo. 133 min. Diamond. Classificação a definir.

Cena de ALIEN - COVENANT (2017), de Ridley Scott

Cena de ALIEN – COVENANT (2017), de Ridley Scott

Pelo visto, Ridley Scott tomou gosto e quer mesmo voltar à franquia Alien, iniciada por ele com Alien, o Oitavo Passageiro (1979) e retomada mais recentemente com Prometheus (2012). Do elenco do último filme, retorna Michael Fassbender, o que é sempre uma ótima aquisição em qualquer filme. Sendo do Scott, então, melhor ainda. Na trama de Alien – Covenant, em 2104, viajando pela galáxia, os tripulantes da nave colonizadora Covenant encontram um planeta remoto com ares de paraíso inexplorado. Encantados, eles acreditam na sorte e ignoram a realidade do local: uma terra sombria que guarda terríveis segredos e tem o sobrevivente David (Michael Fassbender) como habitante solitário. Em cartaz em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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ALIEN – COVENANT (EUA/Austrália/Nova Zelândia/Reino Unido, 2017), de Ridley Scott. Com Michael Fassbender, Katherine Waterston, Billy Crudup, Danny McBride, Demián Bichir. 123 min. Fox. 14 anos.

Cena de TAEGO ÃWA (2016), de Marcela Borela e Henrique Borela

Cena de TAEGO ÃWA (2016), de Marcela Borela e Henrique Borela

Depois de Martírio, outro filme sobre o massacre dos índios em terras brasileiras chega a nossos cinemas. Taego Ãwa nos apresenta a uma dupla de cineastas que, na faculdade, encontrou cinco fitas VHS contendo registros culturais da tribo Ãwa. Reunindo outros materiais, eles partem em busca do grupo, apresentando as imagens pela primeira vez e descobrindo a trajetória de enfrentamento com o povo branco desde 1973. Hoje, os Ãwa lutam pela demarcação e restituição de suas terras. É importante que esses filmes que falam sobre as  lutas do índio sejam vistos, pois o tiram de uma invisibilidade cruel a que parecem destinados, até desaparecerem de vez. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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TAEGO ÃWA (Brasil, 2016), de Henrique Borela e Marcela Borela. Documentário. 75 min. Vitrine. 10 anos.

Cena de O DIA DO ATENTADO (2017), de Peter Berg

Cena de O DIA DO ATENTADO (2017), de Peter Berg

O trailer de O Dia do Atentado tem sido veiculado já faz algumas semanas, chegando a ser incômodo, com seu patriotismo exagerado e sua demarcação ridícula do “bem contra o mal”. Ainda assim, é possível que se encontre algo de bom neste novo filme do diretor de Horizonte Profundo – Desastre no Golfo. A trama foca a atenção nos atentados terroristas ocorridos durante a Maratona de Boston em 2013, quando um grupo formado pelo Sargento da Polícia Tommy Saunders (Mark Wahlberg), o Agente Especial Richard Deslauries (Kevin Bacon), o Comissário da Polícia Ed Davis (John Goodman), o Sargento Jeffrey Pugliese (J.K. Simmons) e a enfermeira Carol Saunders (Michelle Monaghan) se une para capturar os responsáveis antes que eles possam fazer novas vítimas. Em cartaz em grande circuito.

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O DIA DO ATENTADO (Patriots Day, Hong Kong/EUA, 2016), de Peter Berg. Mark Wahlberg, John Goodman, Michelle Monaghan, Rhet Kidd, Christopher O’Shea. 133 min. Paris. 14 anos.

Pré-estreia

Cena de ANTES QUE EU VÁ (2017), de Ry Russo-Young

Cena de ANTES QUE EU VÁ (2017), de Ry Russo-Young

A premissa de Antes Que Eu Vá é basicamente a mesma de Feitiço do Tempo e também de No Limite do Amanhã. Ou seja, mostra uma protagonista que acorda sempre no mesmo dia, tentando sair de algo parecido com um pesadelo. Na trama, Samantha Kingston (Zoey Deutch) é uma jovem que tem tudo o que uma jovem pode desejar da vida. Porém, essa vida perfeita chega a um final repentino no dia 12 de fevereiro, um dia que seria um dia como outro qualquer se não fosse o dia de sua morte. Porém, segundos antes de realmente morrer, ela terá a oportunidade de mudar a sua última semana e, talvez, o seu destino. Em pré-estreia, no fim de semana, no UCI Iguatemi e Cinépolis RioMar (sala VIP).

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ANTES QUE EU VÁ (Before I Fall, EUA, 2017), de Ry Russo-Young. Com Zoey Deutch, Halston Sage, Cynthy Wu, Logan Miller, Kian Lawley. 98 min. Paris. 10 anos.

Especial

Cena de HISTÓRIAS QUE NOSSO CINEMA (NÃO) CONTAVA (2017), de Fernanda Pessoa

Cena de HISTÓRIAS QUE NOSSO CINEMA (NÃO) CONTAVA (2017), de Fernanda Pessoa

Excelente iniciativa, a do professor, crítico e pesquisador Marcelo Ikeda, que dá início aqui a um cineclube voltado para o cinema brasileiro de invenção, homenageando, pelo título, Cine Rebuceteio, o clássico do erotismo brasileiro dirigido por Cláudio Cunha em 1984. Em Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava, a diretora Fernanda Pessoa faz mais ou menos o que Erik Rocha fez em Cinema Novo, mas agora centrado nos filmes da chamada pornochanchada, e com a intenção de mostrar a face política dessas obras, através apenas de imagens e sons. O filme pretende se tornar um objeto de compreensão de parte da história brasileira. Sessão única no Cinema do Dragão, na segunda-feira, 15, às 19 hs, com debate com a diretora, logo em seguida.

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HISTÓRIAS QUE NOSSO CINEMA (NÃO) CONTAVA (Brasil, 2017), de Fernanda Pessoa. Documentário. 80 min. 16 anos.

Saem de cartaz

Além da Ilusão
Além das Palavras
Elon Não Acredita na Morte
Fragmentado

T2 Trainspotting
Vermelho Russo

As estreias nacionais desta quinta-feira, 11, que não entram em cartaz em Fortaleza

Crônica da Demolição
Uma Dama de Óculos Escuros com uma Arma no Carro

Veja o trailer de Uma Dama de Óculos Escuros com uma Arma no Carro

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THE PARABLE OF A POET

The new book of the Spanish poet Isaac Calderón, La Parábola del Arcoíris, give us the chance – according to his author – of mediate, upon and in with language as a symbol. The paperback version is available worldwide via Amazon

Isaac Calderón, autor de La Parábola del Arcoíris. Imagen: archivo personal.

Isaac Calderón, author of La Parábola del Arcoíris. Picture: personal archive.

By Gabriel Petter

Isaac Calderón doesn’t fit the mould of the conventional definitions of what an artist should be. An specialist in digital creation with a long, international career in creative departments of notable corporations, he holds a Master’s Degree in Audiovisual Communication. He is also a musician and a vocational poet that has just published his second book, La Parábola del Arcoíris (Los Papeles de Brighton, 2016), after a long hiatus that followed the (fragmentary) publication of his first book, Menarquia del ave adolescente (2004).

Currently he resides in colourful Barcelona, after six years living in Qatar. Now he is writing his third book and translating, together with his wife Irene Büntemeyer and directly from the original German the poetry of the great Stefan George (1868-1933). Isaac is cultivated and his quotes, from Goethe to Kandinsky, are ample. He teaches more than what he dialogs and thus it is no wonder that he has been invited as a professor by different universities around the globe.

Although this interview -mostly completed through email- it is structured in an standard way, the flow of the conversation is as free as the thoughts of this multidisciplinary artist that is still not well known by the Brasilian audiences. We fed on his sources to take a bit of his clarividence, that of a sensitive man that wishes with his poetry to reveal the highest reality, the one that lays behind the sense world. A world behind of untold beauty and lyricism – and we need those so much in this dark time that we ought to live in.

GP: When I read your book for the first time I was surprised by its title. Does it lay out the symbolic narrative that keeps on growing in intensity while you get to know the voices of the characters that populate its pages. Can you try to define your Parábola?

IC: More so than characters that populate the book I would talk about a book that serves as a habitat of two particular voices and to an indetermined third –I’d like it to be a temple, in the way that in Ancient Greece an specific form was able to contain a god. These two first voices stablish a dialog between themselves: they are the ones of the I & Consciousness, the Divine and the Poet, the Eternal and a Man Searching for the Eternal Word. The third voice, implicit across the entire book, is the one of the person summoned in the first poem, Lirio (Lily, Lys). It is definitely a femenine presence –independently of the poet being a man or a woman- that forecasts the dawn of the Opus itself and without which it is impossible the birth, the giving birth of the Word. She blows where She pleases.

Also, and considering the fact that this is not a fiction book, but a poetry book in the traditional sense, that is, a book that belongs to that which has been named philosophia perennis, I do not like to refer to this voices as those of characters, but as those of Persons.

This is an artistic exercise that is carried on into a solitary land; above it gravitates, as an enormous sky, the faith in the Imagination that, as Victoria Cirlot (https://www.youtube.com/watch?v=85gLzOwBl3E&t=16s) mentions in her marvelous prologue to my book, is “Exact & Precise”: in other words, the voices of the book are not fictions in a novelistic or prosaic sense.

Indeed this is symbollic poetry –but not symbolist. The symbol differentiates itself, as it is also clarified in the prologue, from the allegory, that it is “forever dead”. The allegory relates to the symbol by means of iconography, but it lacks the vitality and fertility of it. The symbol is, according to Valentin Tomberg, an “operation that is magical, mind-related, psychical and moral that is able to awake new notions, ideas, feelings and aspirations, which means that it requires a deeper activity that that of the mere study or intellectual explanation”. Juan-Eduardo Cirlot (https://pt.wikipedia.org/wiki/Juan_Eduardo_Cirlot), in his prologue to the first edition of his famous Dictionary of Symbols, mentions “the intuition that, behind metaphor, there is something more that a substitution of reality”, that is to say that behind metaphor lays a higher reality, and that to create is, behind the veil, a method or discipline of knowledge or, maybe, a discipline on memory (in the platonic fashion), on remembering this lofty symbollic reality from which flow, as it if was a fountain, the waters that solidify in our physical world. Matter is but coagulated symbol, a symbol that has rained and has become a lake. Goethe: “Everything transitory is but a symbol, that what is not enough to here arrives; that which cannot be told is here fulfilled, the eternal femenine attracts us”.

That what makes this book different is that, here, the symbol is the very same word, transitory insofar it comes after Babel, everlasting insofar it is (also) the Word. Human and divine are united in one phenomenon: language. And just in another one: the human being, the anthropos. By meditating on language, we reach Language. This is to say that this book, The Parable of the Rainbow, constitutes above all the possibility for the reader of meditating upon, in, with language as Symbol.

GP: This is not your first book. When did your interest in poetry started? What do you seek with or through it?

IC: You’re right. This is my second book. The first one, Menarche of the Adolescent Bird (Menarquia del Ave Adolescente), was completed in 2004, 13 years ago, no less. What happened with that book is that it was published fragmentarily: in the old Ciberayllu, directed by Domingo Castilla, from the University of Missouri. In the literary blog of the poet and translator of Hilda Hilst John Keene (https://en.wikipedia.org/wiki/John_Keene_(writer), that translated my poem “Winterreise”. In the Lunas Rojas magazine, where Juan Carlos Mestre (Spain’s National Poetry Prize Awardee), Enrique Falcón (“Adonáis”, accésit con La marcha de 1.500.000) and other relevant authors (Jorge Riechmann, etc.). In the magazine Fósforo, directed by the poet Gonzalo Esparza. I remember that even one of the poems of that book was included in one catalogue of a sculpture exhibit by Gonzalo Serrano, if I recall correctly. The town’s major misreading my poem was something I won’t easily forget. So, as you see, Menarquia del Ave Adolescente was indeed published, but in a fragmentary way. I do not discard to revise, edit and rewrite the book in order to publish it in a coherent manner.

I’m sure that you have noticed the considerable amount of time between both books, Menarche and this Parable, that I wrote in six febrile months of 2015 in Doha, Qatar. There is more that a decade in between both works. This is a topoi that appears transfigurated along the verses of La Parábola del Arcoíris, this decade of silence during which I didn’t write any verse. With the due respect to a grand poet of our noble language, Antonio Gamoneda went through a similar experience before writing the epoch-making Descripción de la Mentira.

More than remembering an specific moment in which my pursue of poetry began, I kind of remember the opposite, to be recruited by Her when I barely knew Her. I was just nine years old when I wrote a few poems without knowing very well what I was doing and that, even today, they do interpelate me.

And speaking of remembering, let me express my gratitude to Amadeo Tàrrega, requiem in pace, my professor back then, who didn’t bypass those childhood verses and for having been faithful, back then, already, faith in my qualities as a writer.

If you ask me whether this latest book has satisfied my aspirations as a poet, as an artist, let me tell you that of course not! My favourite book now is the one I am writing, the one I started to write when I move back to Barcelona. My favourite book is always the one that is being written. It is fresher and close to the living stream of inspiration. As I’ve mentioned before, La Parábola del Arcoíris was written in Doha, Qatar, where I lived for the past six years.

You can find verses of Menarche of an Adolescent Bird (in most cases, translated into English too) in the form of designs and videopoems in my Instagram gallery.

GP: Sometimes, when I read the book, I got caught by a melancholic solitude. It is just like if the characters that talk through the poet were talking to everyone. It is poetry really a solitary trade? Why does your book seem to contain such an enormous melancholy?

IC: You have employed two different words, Solitude & Melancholy, that are related to each other but are not the same. About solitude, yes, there is an absence of the first magnitude: the absence of the Word. In my opinion we can’t experiment a more intense solitude, due to the fact that we Are just because of the Word: Kein ding sei wo das wort gebricht / nothing exists where the word is not (Stefan George).

About Stefan George, he is a key Modern poet and we, my wife and I, are very sad that there is no satisfactory version in Spanish of his work. I mean, and with due respect, there is no translation of George that has been done by a Spanish poet that knows throughly the German language and that is not a mere translator. I am telling you this, dear Gabriel, because I wanted to announce that together with my wife, Irene Büntemeyer, I am going to translate Stefan George and I am eager to harvest the fruits of this enormous but fantastic task.

There are translations that fulfil a divulgative role, but in George’s case, the existing versions (and I include the most recent ones) available in Spanish are making him, in our view, a disfavour. We should only accept works translated by poets, like the excellent Hojas de Hierba (Leaves of Grass, Walt Whitman) that Eduardo Moga composed. You can tell instantly that we are talking about an author that speaks and writes proper poetic Spanish through Whitman. Not a mere translator, no matter how erudite. This are complicated matters and should not be let in the hands of not so competent people.

About melancholy, I would say that some fragments are as you say melancholic, but they are so in a delayed way, there is some sort of recapitulation of melancholy, because it does not have a current presence, a recent presence, but it’s got to do more with the epoch of silence, that decade that I’ve mentioned before.

I woulnd’t describe this book as melancholic. It is actually versifying about the light that dissolves melancholy, that black fluid that seems to be consumed, like petrol, like the corpse of time, with Fire.

And yes indeed, poetry is always a solitary trade. Freud describes the Artist as that person who traces a magnificent detour in order to stablish a relationship with his peers, with society. His figure is, in a sense, analogue to that who retires to the loneliness of the desert in search of something –in this case, in search of The Word- and returns, later, to share his fruits, his findings or his Word with his peers. At the end we all write in order to be loved, as Federico García Lorca answered famously to a question regarding his poetic vocation. Of course, the poets want, like everyone else, to feel loved. To love, above all. And, if possible, to feel loved.

What occurs is that the adventure of giving someone I love the best I know of has or has had implicit, for me, the desert, it has had loneliness, not necessarily a melancholic one. The most beautiful solitude of the desert.

GP: If something called my attention of your book was the appendix, the “Adenda”. You mention in there several artistic pieces that point towards the everlasting duality or dicotomy reason / emotion. Is this a dilemma for a poet with a scientific vocation, such as yourself?

IC: I did agree with my editor, the director of the publishing house Los Papeles de Brighton (Palma de Mallorca, Spain) who is also a poet, Juan Luis Calbarro, to finalise the book not with an explanatory appendix that was to dissect the poems that are alive and well (thanks God!), but more like a series of emblems taken from the countless root images that made possible the organic growth of this poetry book. My idea was to use more contemporary images, such as the vowel diagrams of Stockhausen (Stimmung), but matters related to intellectual property and copyright issues prevented me of using this more modern imagery, and so I searched into Antiquity, in the Medieval Times and in the period that starts with the beginning of the Modern Era (Renaissance, mid Quattrocento) until the Modernism itself (Jugendstil): the last image of this Adenda is the Tree of Life by Gustav Klimt. Those old epochs, anyway, were not unfamiliar to me, as I’ve searched across millenia truths to feed this book and this ancient eras are, in a sense, also contemporary, because they coexist with me here and now as I summon them through the words they left.

About the alleged dilemma Reason vs Emotion, I wouldn’t consider such an opposition, but more about the couple Reason (not versus) & Spirit. I do not believe that in the current times, reading the Zeitgeist, the object of the Arts should be to seek feeling, or emotion, and less so passion. I’d like to recommend–although I do not fully agree with it, it is still full of insight- (Spanish philosopher) Ortega y Gasset’s celebrated essay on the topic of vanguard art: http://press.princeton.edu/titles/1670.html and above all Concerning the spiritual on art, by V. Kandinsky, that can be read online: http://www.semantikon.com/art/kandinskyspiritualinart.pdf

The true opposition I detect in my Adenda is that of Science vs Art, Intelectualism vs Aestheticism; in short, the alleged and aged battle between two modes of knowing: the analitic of the intellect, that breaks reality into pieces, and the spiritual that is native to every true work of art. I try to show how this opposition is just apparent and not essential. As I’ve said the appendix complements, but does not explain (it is impossible) the verses that come before it. To be a poet with scientific training it is not a dilemma, it is a bless. A science that is spiritual, and a scientific art was the goal of gigantic figures of our culture such as Goethe.

GP: In times in which “reason” seems to have become some sort of mantra, poetry seems condemned to be an hermetic exercise on subjectivity. A friend of mine, also a poet, told me something that seems to exude a strong feeling of rejection agains this supremacy of reason. He said to me “we need to reincantate the world”. What do you think about that? Did we lose ourselves a bit into the labyrinths of reason?

IC: I am grateful for this question and for the way you shape it, because you are describing the mission of the arts: that of re-enchanting the world. If we are talking about re-enchanting, we are assuming that that which was enchanted it is not anymore. We assumed a childhood and a paradise lost, and we enter fully in teleology (telos) with the promise, or aspiration, of re-enchanting the world, of re-dressing it with its old fire or, as I prefer, with a new glory.

But I dissagree with your friend: I don’t think reason is a proble at all in this task of re-enchanting the world. Even more: it is an ally, a key one, an indispensable one. I don’t believe either that we live in a world ordered according to reason: you just need to see the rampant irrationalism and the growing brutality, almost animal-like, of our time. I believe that the criticism of your friend should be redirected to the supremacy, to the tiranny of technology, not of reason. And even though, my position would be the same (that of a Waldgänger): if reason is limiting you, illuminate it with Art. If technology oppresses you and real-time simultainety devours the space of your interiority, illuminate it with Art.

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SEMANA 18 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Uma boa variedade de estreias nesta semana. Há os dramas Melhores Amigos (2016), de Ira Sachs, e Norman – Confie em Mim (2016), de Joseph Cedar; o horror A Autópsia (2016), de André Øvredal; a comédia Ninguém Entra Ninguém Sai (2017), de Hsu Chien Hsin; e a animação Rock Dog – No Faro do Sucesso (2016), de Ash Brannon. Em pré-estreia, o drama A Mulher Que Se Foi (2016), de Lav Diaz; o horror sci-fi Alien Covenant (2017), de Ridley Scott; e o drama fantástico Antes Que Eu Vá (2017), de Ry Russo-Young

Cena de MELHORES AMIGOS (2016), de Ira Sachs

Cena de MELHORES AMIGOS (2016), de Ira Sachs

Ao que parece o cinema de Ira Sachs está cada vez se afinando mais a um público maior, ainda que a temática da homossexualidade continue sendo o foco da atenção. Depois de abordar de maneiras diferentes a relação entre homens do mesmo sexo em Deixe a Luz Acesa (2012) e O Amor É Estranho (2014), o diretor põe luz sobre a amizade e aproximação entre dois adolescentes, Jake, que está de mudança junto com a sua família para a casa onde vivia o seu avô, e Tony, com quem faz amizade e se tornam grandes amigos com o passar do tempo. Junto com a evolução da amizade dos dois, suas famílias passam a ser inimigas e isso começa a provocar uma tensão no ar. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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MELHORES AMIGOS (Little Men, Grécia/Brasil/EUA, 2016), de Ira Sachs. Com Theo Taplitz, Michael Barbieri, Jennifer Ehle, Paulina García, Gregg Kinnear. 85 min. Alpha Filmes/Pandora. 10 anos.

Cena de NORMAN - CONFIE EM MIM (2016), de Joseph Cedar

Cena de NORMAN – CONFIE EM MIM (2016), de Joseph Cedar

Joseph Cedar, cineasta americano, mas estabelecido em Israel, faz o seu primeiro filme em língua inglesa com locações em Nova York e Jerusalém. Na trama de Norman – Confie em Mim, Norman Oppenheimer (Richard Gere) é o dono de um pequeno negócio que faz amizade com um jovem político em um período complicado da vida. Porém, três anos depois, o político torna-se um influente líder mundial, transformando drasticamente a vida de Norman tanto positiva quanto negativamente. O filme teve uma recepção muito boa da crítica estrangeira, ganhando 90% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O papel de Gere também tem sido elogiado como um dos melhores de sua filmografia. Em cartaz no Pátio Dom Luís, no UCI Iguatemi e no Cinépolis RioMar (sala VIP).

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NORMAN – CONFIE EM MIM (Norman – The Moderate Rise and Tragic Fall of a New York Fixer, Israel/EUA, 2016), de Joseph Cedar. Com Richard Gere, Lior Ashkenazi, Michael Sheen, Charlotte Gainsbourg, Dan Stevens. 117 min. California. 14 anos.

Cena de A AUTÓPSIA (2016), de André Øvredal

Cena de A AUTÓPSIA (2016), de André Øvredal

Um bom filme de horror é sempre bem-vindo quando entra em nosso circuito. A Autópsia foi bastante elogiado por veículos de respeito, como o New York Times e o Collider.  Na trama de A Autópsia, Tommy Tilden (Brian Cox) e Austin Tilden (Emile Hirsch), seu filho, são os responsáveis por manter o necrotério de uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos. Os trabalhos que recebem costumam ser muito tranquilos, mas, certo dia, uma mulher desconhecida é encontrada morta nos arredores da cidade.  Conforme pai e filho procuram descobrir a identidade da mulher morta, coisas estranhas e perigosas começam a acontecer. Trata-se da estreia do diretor norueguês em Hollywood. Em cartaz em grande circuito.

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A AUTÓPSIA (The Autopsy of Jane Doe, Reino Unido/EUA, 2016), de André Øvredal. Com Brian Cox, Emile Hirsch, Ophelia Lovibond, Michael McElhatton, Owen Catherine Kelly. 86 min. Diamond. 14 anos.

Cena de NINGUÉM ENTRA NINGUÉM SAI (2017), de Hsu Chien Hsin

Cena de NINGUÉM ENTRA NINGUÉM SAI (2017), de Hsu Chien Hsin

A cota de comédias brasileiras tem que constar com pelo menos uma por mês. E isso é bom. Ninguém Entra Ninguém Sai parece bem mais modesto, mas a ideia parece bem divertida: juntar várias pessoas diferentes presas dentro de um motel. Na trama, após fazer uma vaquinha entre amigos, Edu (Emiliano D’Ávila) consegue dinheiro suficiente para levar Suellen (Letícia Lima) ao Zeffiro’s, um motel bastante conceituado e caro. Lá também está outro grupo diverso que é apresentado ao público. Acontece que um funcionário do motel vai até um hospital e é diagnosticado com um vírus raro, que até então não existia no Brasil. Por causa disso, o lugar é imediatamente colocado em quarentena, para desespero de todos. Em cartaz em grande circuito.

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NINGUÉM ENTRA NINGUÉM SAI (Brasil, 2017), de Hsu Chien Hsin. Com Letícia Lima, Rafael Infante, Emiliano D’Ávila, Daniele Winits, Mariana dos Santos. 83 min. Imagem. 12 anos.

Cena de ROCK DOG - NO FARO DO SUCESSO (2016), de Ash Brannon

Cena de ROCK DOG – NO FARO DO SUCESSO (2016), de Ash Brannon

Animação baseada em uma graphic novel chinesa chamada Tibetan Rock Dog, o filme acompanha um cachorro que deixa sua casa nas montanhas para se tornar um músico de rock em uma cidade grande. Rock Dog foi lançado primeiramente na China, no ano passado, e só este ano nos Estados Unidos. A dublagem americana conta com alguns nomes famosos. Pode parecer uma animação barata pelo trailer, mas ela custou 60 milhões. Acabou não conseguindo render nas bilheterias mundiais o suficiente para pagar o seu custo e, como se trata da mais cara animação com dinheiro chinês, é possível que eles evitem algo tão extravagante novamente. As críticas também não foram muito favoráveis ao filme, o que também não é bom sinal. Em cartaz em grande circuito.

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ROCK DOG – NO FARO DO SUCESSO (China/EUA, 2016), de Ash Brannon. Com as vozes originais de Luke Wilson, Eddie Izzard, J.K. Simmons, Lewis Black. 90 min. Paris. Livre.

Pré-estreias

Cena de A MULHER QUE SE FOI (2016), de Lav Diaz

Cena de A MULHER QUE SE FOI (2016), de Lav Diaz

Terceiro filme de Lav Diaz a ser exibido em terras cearenses, depois das históricas sessões únicas de Norte – O Fim da História (2013) e Do Que Vem Antes (2014), A Mulher Que Se Foi é mais uma obra de duração extensa (quase 4 horas de duração) e que justamente por isso não deve ser perdida, sob o risco de não ser exibida em outra sessão. Essa é uma das características dos trabalhos do diretor filipino. Na trama, que se passa em 1997, a pena de Horacia Somorostro (Charo Santos-Concio), imputada injustamente, chega ao seu fim. Ao sair, Horacia reencontra sua filha, mas descobre que seu marido não está mais vivo, e ninguém sabe do paradeiro de seu filho. Em pré-estreia no sábado, 6, no Cinema do Dragão.

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A MULHER QUE SE FOI (Ang Babaeng Humayo, Filipinas, 2016), de Lav Diaz. Com Charo Santos-Concio, John Lloyd Cruz, Michael De Mesa, Nonie Buencamino, Shamaine Buencamino. 226 min. Zeta. 12 anos.

Cena de ALIEN - COVENANT (2017), de Ridley Scott

Cena de ALIEN – COVENANT (2017), de Ridley Scott

Pelo visto, Ridley Scott tomou gosto e quer mesmo voltar à franquia Alien, iniciada por ele com Alien, o Oitavo Passageiro (1979) e retomada mais recentemente com Prometheus (2012). Do elenco do último filme, retorna Michael Fassbender, o que é sempre uma ótima aquisição em qualquer filme. Sendo do Scott, então, melhor ainda. Na trama de Alien – Covenant, em 2104, viajando pela galáxia, os tripulantes da nave colonizadora Covenant encontram um planeta remoto com ares de paraíso inexplorado. Encantados, eles acreditam na sorte e ignoram a realidade do local: uma terra sombria que guarda terríveis segredos e tem o sobrevivente David (Michael Fassbender) como habitante solitário. Em pré-estreia em grande circuito, na quarta-feira, 10.

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ALIEN – COVENANT (EUA/Austrália/Nova Zelândia/Reino Unido, 2017), de Ridley Scott. Com Michael Fassbender, Katherine Waterston, Billy Crudup, Danny McBride, Demián Bichir. 123 min. Fox. 14 anos.

Cena de ANTES QUE EU VÁ (2017), de Ry Russo-Young

Cena de ANTES QUE EU VÁ (2017), de Ry Russo-Young

A premissa de Antes Que Eu Vá é basicamente a mesma de Feitiço do Tempo e também de No Limite do Amanhã. Ou seja, mostra uma protagonista que acorda sempre no mesmo dia, tentando sair de algo parecido com um pesadelo. Na trama, Samantha Kingston (Zoey Deutch) é uma jovem que tem tudo o que uma jovem pode desejar da vida. Porém, essa vida perfeita chega a um final repentino no dia 12 de fevereiro, um dia que seria um dia como outro qualquer se não fosse o dia de sua morte. Porém, segundos antes de realmente morrer, ela terá a oportunidade de mudar a sua última semana e, talvez, o seu destino. Em pré-estreia, no sábado, 10, no UCI Iguatemi e Cinépolis RioMar (sala VIP).

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ANTES QUE EU VÁ (Before I Fall, EUA, 2017), de Ry Russo-Young. Com Zoey Deutch, Halston Sage, Cynthy Wu, Logan Miller, Kian Lawley. 98 min. Paris. 10 anos.

Sai de cartaz

Power Rangers

As estreias nacionais desta quinta-feira, 4, que não entram em cartaz em Fortaleza

A Filha
Clash
Sobre Viagens e Amores

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LA PARÁBOLA DE UN POETA

El nuevo libro del poeta español Isaac Calderón, La Parábola del Arcoíris, representa, en palabras del propio autor, la posibilidad para el lector de realizar una meditación sobre, en, con el lenguaje como símbolo. La obra está disponible para su venta a todo el mundo en Amazon

Isaac Calderón, autor de La Parábola del Arcoíris. Imagen: archivo personal.

Isaac Calderón, autor de La Parábola del Arcoíris. Imagen: archivo personal.

Por Gabriel Petter

Isaac Calderón no se ajusta a las definiciones convencionales de artista. Especialista en creación digital, con larga experiencia en el entorno corporativo, máster en comunicación audiovisual por la Universidad de Valencia, músico, poeta de vocación, el español lanza su segundo libro, La parábola del arcoíris (Los Papeles de Brighton, 2016), después de una larga pausa, tras haber publicado, fragmentariamente, Menarquia del Ave Adolescente, en 2004. Actualmente reside en Barcelona, después de seis años viviendo en Qatar. Isaac y su esposa, Irene Büntemeyer, preparan la traducción al español, directa del alemán, de la obra del gran vate Stefan George (1868-1933). Culto, con amplias citas que van desde Goethe a Kandinsky, Isaac enseña más de lo que conversa – no es de extrañar que tenga experiencia como profesor invitado en el área de la educación superior. Y aunque esta entrevista realizada por correo electrónico siga un guión estándar, el flujo de la conversación es libre como el pensamiento de este multiartista aún poco conocido por el público brasileño. Beber de sus fuentes es enriquecerse un poco con la clarividencia de un hombre sensible que desea, con su poética, revelar la realidad más alta detrás del mundo que se nos presenta. Un mundo de belleza insospechada, lírica, tan necesaria en estos tiempos oscuros en que vivimos.

GP: Cuando leí el libro por primera vez me despertó la curiosidad el título. Parece hacer referencia a una narrativa simbólica que se torna más intensa al conocer las voces de los personajes que habitan el interior del sus páginas. ¿Cómo definirías tu Parábola?

IC: Más que de personajes que habitan un libro yo hablaría de un libro que sirve de habitáculo –templo, quisiera, a la manera en que en la Grecia antigua una forma específica contenía a un dios- a dos voces determinadas y a una tercera que no lo está. Estas dos primeras establecen un diálogo entre sí y son las del yo y la conciencia, las de lo divino y el poeta, las de lo eterno y un hombre en busca de la palabra de lo eterno. La tercera voz, elidida, implícita en todo el texto, pertenece a la persona a quien invoca el primer poema, Lirio. Es una presencia femenina que anuncia el alba de la obra y sin la que es imposible el nacimiento, el parto del verbo. Ella sopla donde quiere.

Asimismo, y dada que esta no es una obra de ficción sino que se quiere poética en su sentido tradicional, es decir, perteneciente a lo que se ha dado en llamar la filosofía perenne (philosophia perennis), a mí no me gusta hablar de personajes sino de personas.

Este es un ejercicio artístico que se lleva a cabo en una landa solitaria sobre la que gravita, como un enorme cielo, la fe en la Imaginación que, como indica Victoria Cirlot (https://www.youtube.com/watch?v=85gLzOwBl3E&t=16s) en su maravilloso prólogo, es “exacta y precisa”: esto es otro modo de decir que las voces del libro no son ficciones en un sentido novelístico o prosaico.

Efectivamente se trata de poesía simbólica –que no simbolista. El símbolo se diferencia, como también se apunta en el prólogo, de la alegoría, “siempre muerta”. La alegoría se relaciona iconográficamente con el símbolo pero carece de la vitalidad y capacidad fecundativa de este. El símbolo es, en palabras de Valentin Tomberg, una “operación mágica, mental, psíquica y moral que despierta nuevas nociones, ideas, sentimientos y aspiraciones, lo que significa que requiere una actividad más profunda que la del mero estudio o explicación intelectual”. Juan-Eduardo Cirlot (https://pt.wikipedia.org/wiki/Juan_Eduardo_Cirlot), en el prólogo a la primera edición de su Diccionario de símbolos, menciona “la intuición de que, detrás de la metáfora, hay algo más que una sustitución de la realidad”, es decir, hay una realidad más alta, y crear es tras este velo un método o disciplina de conocimiento, o quizá una disciplina del recuerdo de esta realidad simbólica, elevada, desde la que manan, como si de una fuente se tratase, las aguas que desembocan en nuestro mundo físico. La materia es símbolo coagulado, llovido, convertido en laguna. Goethe: «Todo lo perecedero es un sólo símbolo, lo insuficiente llega hasta aquí; lo inenarrable está aquí cumplido, lo eterno femenino nos atrae».

Lo que hace a este libro diferente es que aquí el símbolo es la misma palabra, perecedera en cuanto posterior a Babel, eterna en cuanto Palabra. A través de la meditación en el lenguaje llegamos al Lenguaje. Es decir, este libro es ante todo la posibilidad para el lector de realizar una meditación sobre, en, con el lenguaje como símbolo.

GP: Este no es el primer libro que has escrito. ¿Cuándo y cómo empezó tu interés por la poesía? ¿Qué buscas en, con ella?

IC: Efectivamente este es, en rigor, mi segundo libro. El primero, Menarquia del ave adolescente, lo concluí en 2004, hace ya trece años. Ocurre que Jfue publicándose de manera fragmentaria: en la antigua Ciberayllu, dirigida por Domingo Castilla, de la Universidad de Missouri. En el blog del poeta y traductor de Hilda Hilst, John Keene (https://en.wikipedia.org/wiki/John_Keene_(writer), con su traducción al inglés. En la antología “Poesía para nadie”, que publicó La Tapadera en Valencia en 2005. En la revista Lunas Rojas, donde habían publicado, entre otros, Juan Carlos Mestre o Enrique Falcón. En la revistaFósforo, dirigida por Gonzalo Esparza. Incluso uno de los poemas de aquel libro presentaba el catálogo de una exposición del escultor Gonzalo Serrano. Así que, como ves, el libro se publicó, pero de forma fragmentaria. No descarto publicar en el futuro Menarquia del ave adolescente completo, revisado y reescrito.

Te habrá llamado la atención el tiempo considerable que ha transcurrido entre aquel primer libro y este último, que escribí en seis meses de 2015. Más de una década de distancia separan a ambos poemarios. Este es un tema que aparece transfigurado en La parábola del arcoíris, el de esta década de silencio en la que escribí ningún verso.

Más que el recuerdo de que en algún momento comenzara mi interés por la poesía, yo lo que recuerdo más bien ser reclutado por ella -cuando yo no la conocía para nada. Tenía nueve años cuando escribí una serie de poemas sin saber muy bien lo que hacía ni cómo, pero que aún parecen interpelarme.

Y ya que me has hecho recordar, déjame agradecer a Amadeo Tàrrega, mi profesor de entonces, el no haber dejado inadvertidos  aquellos versos infantiles y por haber mostrado, ya entonces, fe en mis cualidades como escritor.

En cuanto a si este libro ha satisfecho mis aspiraciones como poeta, por supuesto que no. Mi favorito ahora es el que he comenzado a escribir en Barcelona. Siempre es el que está en proceso. Sabes que La parábola fue escrito en Doha, Catar, donde viví los últimos seis años.

Podéis encontrar versos de Menarquia del ave adolescente y s e  en forma de diseños y videopoemas en mi página de Instagram (link abajo)

GP: A veces, leyendo el libro, me sobrecoge una gran soledad melancólica, como si los personajes que hablan a través del poeta estuviesen hablando para todos. ¿Es la poesía un ejercicio solitario? ¿Por qué esta Parábola del arcoíris parece contener una melancolía tan grande?

IC: Has empleado dos palabras, soledad y melancolía, que están relacionadas pero no son lo mismo. En cuanto a la soledad, sí hay una ausencia de primer rango que precede a y es causa de este poemario: la ausencia de la palabra. En mi opinión no podemos experimentar soledad más intensa, ya que sólo somos merced a la palabra: Kein ding sei wo das wort gebricht / ninguna cosa sea donde falte la palabra(Stefan George).

Acerca de Stefan George, él es un poeta moderno capital y a mi mujer y a mí nos entristece mucho que no haya una versión satisfactoria en castellano [de su obra], esto es y con todos mis respetos, escrita por un poeta español que conozca bien la lengua alemana aparte de la suya propia y no sea un mero traductor. Te digo esto, Gabriel, porque me gustaría contarte que mi mujer, Irene Büntemeyer, y yo, hemos comenzado la ingente tarea de traducción de George y pronto esperamos ver frutos.

Hay traducciones que cumplen una labor divulgativa, pero en el caso de George las versiones existentes en castellano le hacen, en nuestra opinión, un flaco favor. Deberíamos de aceptar sólo obras traducidas por poetas, como la excelente Hojas de Hierba que hizo Eduardo Moga de la obra de Walt Whitman. Se nota (y mucho) que es un autor quien habla español a través de Whitman.

En cuanto a la melancolía, yo diría que hay algunos fragmentos que son como dices melancólicos, pero lo son de un modo dirimido, hay como una recapitulación de una melancolía que no tiene hoy presencia ni es reciente, sino que tiene que ver con la época de silencio que he mencionado antes.

No calificaría el libro de melancólico sino que precisamente versa sobre la luz que disuelve la melancolía, ese fluido negro que parece consumirse, como el petróleo, como el cadáver del tiempo, con la llama.

Y sí, la poesía es siempre un ejercicio solitario. Freud describe al artista como aquel que para relacionarse con los demás efectúa un magnífico rodeo. Su figura es en cierto modo análoga a la de quien marcha a la soledad del desierto en una búsqueda –en este caso, a la búsqueda de la palabra- y vuelve más tarde para compartir su fruto, hallazgo o verbo con sus semejantes. Al final todos escribimos para que nos quieran, como célebremente respondió Lorca a una pregunta acerca de su vocación poética. Claro está, los poetas queremos lo que quiere todo el mundo: amar, sobre todo; y si es posible, ser amados.

Lo que sucede es que la aventura de darle a quien amo lo mejor que conozco tiene o ha tenido para mí implícito el desierto, tiene implícita la soledad, no necesariamente melancólica. La hermosísima soledad del desierto.

GP: Una cosa que me llamó (mucho) la atención fue la adenda que se encuentra al final del libro. En ella te refieres a varias obras que versan sobre la eterna dualidad razón / emoción. ¿Es este un dilema para el poeta con vocación científica? Hablo de ti, claro (risas).

Acordé junto con mi editor -el director de Los Papeles de Brighton y también poeta Juan Luis Calbarro- completar el volumen no con una adenda que diseccionara los poemas vivos, sino como una serie de emblemas tomados de las innumerables imágenes raíces que hicieron posible el crecimiento orgánico de este poemario.

Mi idea era usar imágenes contemporáneas, como los diagramas vocálicos del Stimmung de Stockhausen, pero asuntos relativos a derechos de propiedad intelectual me obligaron a buscarlas en la antigüedad, en el medievo y en el periodo que va desde el comienzo de la edad moderna hasta el modernismo: la última imagen es la del Árbol de la vida de Gustav Klimt. Eran épocas en los que, de todos modos, ya había buscado, y que me son también contemporáneas en cuanto que, mediante la palabra, coexisten conmigo aquí y ahora.

En cuanto al dilema razón versus emoción al que te refieres, no creo que se trate tanto de esa oposición, sino de la dupla razón (no versus) y espíritu. No creo que en estos tiempos el objeto del arte deba ser, al contrario de lo que parece aún pensarse, el sentimiento o la emoción, y la pasión mucho menos. Al respecto recomiendo leer De lo espiritual en el arte, de V. Kandinsky.

La verdadera oposición de que se trata en la adenda es la de ciencia versus arte, intelectualismo versus esteticismo; en resumen, la pretendida y anticuada oposición entre dos modos de conocimiento supuestamente enfrentados: el disgregador y analítico del intelecto y el espiritual que corresponde a toda obra de arte auténtica. Que la oposición es sólo aparente es lo que intento, entre otras cosas, sugerir con la serie de emblemas que componen la adenda. Como he dicho,  esta complementa, no explica, el texto poético. Así que ser un poeta con cierta formación científica no es tanto un dilema como una bendición. Una ciencia espiritual y un arte científico es lo que buscaron figuras enormes como Goethe.

GP: En tiempos en los que la “razón” parece ser una especie de mantra, la poesía parece un ejercicio hermético de subjetividad. Un amigo mío, también poeta, me dijo una frase que parece traducir un fuerte sentimiento de rechazo contra esta supremacía de la razón: “necesitamos reencantar el mundo.” ¿Qué piensas? ¿Nos hemos perdido un poco en los caminos de la razón?

Te agradezco que me formules esta pregunta y que lo hagas de este modo, porque prácticamente estás describiendo la misión del arte: la de encantar el mundo. Si se trata de reencantar, hemos de suponer que lo que estuvo encantado ya no lo está, asumimos una infancia y un paraíso perdidos y entramos de lleno en la teleología con la promesa, o aspiración, de reencantarlo: de vestirlo de nuevo con su viejo fuego o bien, como prefiero, con una gloria nueva.

Pero yo, y aquí difiero de tu compañero, no creo que la facultad racional sea problema alguno en esta tarea de (re)encantamiento. Al contrario. Y tampoco creo que vivamos en un mundo que se caracterice por estar ordenado de acuerdo a criterios racionales: no hay más que contemplar el irracionalismo y la brutalidad crecientes, casi animales, de nuestro tiempo. Creo que la crítica de tu compañero habría que dirigirla contra la tiranía de la tecnología, no de la razón. Y aún así mi posición sería la misma: si la razón te limita, ilumínala con el arte: si la tecnología te oprime y la simultaneidad devora el espacio de tu interioridad, ilumínala con el arte.

Links para conocer más a Isaac Calderón e su obra:

Instagram:

https://www.instagram.com/poetaenbarcelona/

Soundcloud:

https://soundcloud.com/isaac-g-calderon

Sítio de Los Papeles de Brighton, con partes del libro:

https://lospapelesdebrighton.com/2016/09/02/isaac-gomez-calderon-la-parabola-del-arcoiris/

IMDB

http://www.imdb.com/title/tt5256104/

BELCHIOR: o adeus ao poeta recluso

Há anos recluso, o cantor, compositor e poeta sobralense morreu dormindo, aos 70 anos, numa pequena cidade do interior gaúcho. Deixa como legado uma obra referencial e uma biografia marcada pelo desprendimento que fê-lo largar a carreira, há mais de dez anos, apesar das insistentes ofertas para voltar aos palcos. O corpo de Belchior está sendo velado no Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura e será sepultado em Fortaleza

O cantor, compositor, poeta e pintor Belchior faleceu neste domingo. Foto: reprodução.

O cantor, compositor, poeta e pintor Belchior faleceu neste domingo. Imagem: reprodução.

Há pouco mais de uma semana, quando o cantor Jerry Adriani se foi, quedei-me a pensar que sua geração artística, a (não mais tanto) jovem guarda, estava começando a se despedir. Exageros com pinta de falsa nostalgia, prepotência histórica evidente. A bem da verdade, a – tá bom – jovem guarda já se foi há muito tempo, e seus sobreviventes, vez por outra, precisam morrer para provar que ainda estão vivos.

Isto porque, infelizmente, neste país de memória curta, muitos e muitos artistas são descartados pelo afã de “novidade”, nem sempre tão nova assim, hoje muito menos. Parafraseando Belchior, morto neste domingo, aos 70 anos, no interior do Rio Grande do Sul, [na verdade] quem nos dá a ideia de uma nova consciência e juventude está em casa, guardado por Deus e contando seus metais.

Esta clarividência e o espírito desprendido, um tanto anárquico, devem ter inspirado o cantor, compositor, poeta e pintor cearense a largar a carreira, em 2005, logo após se conhecer Edna Prometheu, sua última esposa. Desde então, os mitos em torno da sua aparente “loucura” se tornaram maiores do que a sua obra. Uma evidente injustiça, porém compreensível, num país que hoje é pautado pelo Big Brother e por seriados da Netflix.

Filho de um pequeno comerciante, Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes nasceu na semiárida Sobral, no sertão cearense. Estudou música, filosofia e medicina, que largou no quarto ano. O espírito errante fê-lo acompanhar um grupo de artistas que se consagraria como o “pessoal do Ceará”, em meados da década de 1970. Culto, ganharia destaque como letrista, ao lado de parceiros como Fagner e Fausto Nilo.

Com Alucinação, em 1976, conquistaria projeção nacional. Best seller para os padrões da indústria fonográfica brasileira da época, com 30 mil cópias vendidas em três semanas, o disco conta com sucessos como Apenas um Rapaz Latino-Americano e Como Nossos Pais, imortalizada na versão gravada por Elis Regina. Uma obra-prima referencial de um período de desbunde e desespero, no auge da ditadura civil-militar brasileira.

Embora nunca tenha feito parte da elite da música popular brasileira, Belchior inspirava profundo respeito nos seus pares. É só ler o noticiário acerca da sua morte. Há uma espécie de unanimidade em torno deste artista enigmático, que chegou a receber uma proposta milionária (e desrespeitosa) de uma montadora para estrelar um comercial, além de ofertas de empresários para que voltasse aos palcos, com dívidas quitadas – tudo em vão. Sua recusa quase franciscana de desfrutar dos bens que sua arte lhe proveu, sua determinação joãogilbertiana de se manter recluso, aumentaram ainda mais a idolatria em torno de si. Algo de que, certamente, Belchior não gostava.

Tais idiossincrasias também tornaram o artista numa figura querida e cultuada entre diferentes gerações. Seu público compreende de sessentões saudosistas à jovens com síndrome de nostalgia de tempos não vividos. Embora tenha gravado seu último álbum de inéditas em 1996, Belchior se revestiu daquela aura messiânica que apenas os loucos e os gênios parecem ter. Humilde, ele tinha consciência de que não era nada disso. Mas o público, este poço de carência referencial, queria que isto fosse verdade e esperava que ele, setentão e com saúde frágil, voltasse triunfalmente, qual um D. Sebastião, para nos redimir da mediocridade cultural.

Belchior, porém, queria mais era sumir, sem melancolia e nem estardalhaço. Fracassou, mas não por sua culpa. Embora estivesse abrigado numa casa simples, no interior do friorento Rio Grande do Sul, e seus vizinhos nem suspeitassem de que um homem famoso vivia ao seu lado, o bardo cearense não pôde refrear a força da comoção que se abateu com a sua morte, durante o sono, num cantinho da casa que não era sua, cercado de livros. Neste momento, está sendo velado, com toda pompa e circunstância, em Fortaleza, onde será sepultado. Milhares de curiosos terão a oportunidade de ver, com os próprios olhos, o cadáver do homem que, por muitos anos, foi dado como “desaparecido”. Um triste espetáculo, a título de homenagem.

Que lhe deixem em paz, tão logo o show em torno de si termine.