Isaac Caldeirón: a parábola de um poeta

O novo livro do poeta espanhol Isaac Calderón, La Parábola del Arcoíris, representa, nas palavras do próprio autor, a possibilidade do leitor realizar uma meditação sobre, em, com a linguagem como símbolo. A obra está disponível para venda no sítio da Amazon

Em seu novo livro, o poeta Isaac Caldeirón. Imagem: arquivo pessoal.

Isaac Calderón, autor de La Parábola del Arcoíris. Imagem: arquivo pessoal.

Por Gabriel Petter 

Isaac Calderón não cabe nas definições convencionais de artista. Especialista em criação digital, com larga experiência no mercado corporativo, mestre em comunicação audiovisual pela Universidade de Valência, músico, poeta de vocação, o espanhol lança seu segundo livro, La Parábola del Arcoíris (Los Papeles de Brighton, 2016), após um longo hiato desde que publicou, fragmentariamente, Menarquia del Ave Adolescente, em 2004. Atualmente residindo em Barcelona, após seis anos no Qatar, Isaac e sua esposa, Irene Büntemeyer, preparam a tradução para o espanhol, direto do alemão, da obra do gigantesco poeta Stefan George (1868-1933). Culto, com amplas citações de autores que vão de Goethe à Kandinsky, Isaac ensina mais do que conversa – não à toa conta também com experiências acadêmicas. E embora esta entrevista, via e-mail, siga um roteiro convencional, o fluxo do bate-papo é livre como o pensamento do multi-artista ainda pouco conhecido do público brasileiro. Beber da sua fonte é se enriquecer um pouco com a clarividência de um homem sensível, que deseja, com a sua poética, revelar a realidade maior por trás do mundo que se nos apresenta. Um mundo de beleza insuspeitada, lírica, tão necessária nestes tempos obscuros em que vivemos.

GP: Quando li o livro pela primeira vez, fiquei curioso com o título. Ele parece se referir a uma narrativa simbólica que se torna mais intensa ao se conhecer as vozes dos personagens que habitam o interior do livro. Como você definiria a sua parábola?

IC: Mais do que personagens que habitam um livro eu falaria de um livro que serve de habitação – templo, eu gostaria, à maneira que na Grécia antiga uma forma específica continha um deus – para duas vozes determinadas e uma terceira que não o é. Estas duas primeiras estabelecem um diálogo entre si e são aquelas do “eu” e da consciência, as do divino e do poeta, as do eterno e do homem em busca do eterno. A terceira voz, elidida, implícita em todo o texto, pertence à pessoa evocada pelo primeiro poema, Lírio. É uma presença feminina que anuncia o alvorecer da obra e sem a qual é impossível o nascimento, o parto do verbo. Ela sopra onde quer. Dado que esta não é uma obra de ficção, mas que se pretende poética, em seu sentido tradicional, isto é, pertencente ao que tem sido chamado de filosofia perene (philosophia perennis), não gosto de falar de personagens, mas de pessoas.

Este é um exercício artístico que se leva a cabo num terreno solitário sobre o qual gravita, como um enorme céu, a fé na imaginação que, como diria Victoria Cirlot (https://www.youtube.com/watch?v=85gLzOwBl3E&t=16s) em seu maravilhoso prólogo, é “exata e precisa”: este é outro modo de dizer que as vozes do livro não são ficções, num sentido novelístico ou prosaico.

Efetivamente, se trata de poesia simbólica – que não é simbolista. O símbolo se diferencia também, como se aponta no prólogo, da alegoria, “sempre morta”. A alegoria se relaciona iconograficamente com o símbolo, mas carece da vitalidade e da capacidade fecundativa deste. O símbolo é, nas palavras de Valentin Tomberg, uma “operação mágica, mental, psíquica e moral que desperta novas noções, ideias, sentimentos e aspirações, o que significa que requer uma atividade mais profunda do que a do mero estudo ou explicação intelectual”. Juan-Eduardo Cirlot (https://pt.wikipedia.org/wiki/Juan_Eduardo_Cirlot), no prólogo à primeira edição do seu Dicionário de Símbolos, menciona a “intuição de que, por trás da metáfora, há algo mais do que uma “substituição da realidade”, quer dizer, há uma realidade maior, e criar está por trás desse véu um método ou disciplina do conhecimento, ou talvez uma disciplina de memórias desta realidade simbólica, elevada, da qual emanam, como se fosse uma fonte, as águas que desembocam em nosso universo físico. A matéria é símbolo coagulado, chovido, convertido em laguna. Como dizia Goethe: “Todo o perecível é um único símbolo, o insuficiente chega até aqui; o inenarrável está aqui cumprido, o eterno feminino nos atrai”.

O que faz este livro diferente é que aqui o símbolo é a mesma palavra, perecível enquanto posterior à Babel, eterna enquanto palavra. Através da meditação na linguagem chegamos à linguagem. Isto é: este livro representa, em primeiro lugar, a possibilidade para o leitor realizar uma meditação sobre, em, com a linguagem como símbolo.

GP: Este não é seu primeiro livro. Quando e como começou o seu interesse pela poesia? O que você busca nela?

IC: Na verdade, este é o meu segundo livro. O primeiro, Menarquia del ave adolescente, foi escrito em 2004. Ocorre que ele foi publicado fragmentariamente: na antiga Ciberayllu, dirigida por Domingo Castilla, da Universidade do Missouri; no blog do poeta e tradutor de Hilda Hilst (poetisa brasileira falecida em 2004) John Keene (https://en.wikipedia.org/wiki/John_Keene_(writer), com tradução do próprio, em inglês; na antologia “Poesia para Ninguém”, publicação da editora La Tapadera (da cidade de Valência), em 2005; na revista Lunas Rojas, onde publicaram, entre outros, Juan Carlos Mestre e Enrique Falcón; na revista Fósforo, dirigida por Gonzalo Esparza. Inclusive um dos poemas daquele livro apresentava o catálogo da exposição do escultor Gonzalo Serrano. Como você pode perceber, o livro foi publicado, porém, fragmentariamente. Não descarto no futuro publicar Menarquia del ave adolescente completo, revisado e reescrito.

Deve ter chamado a sua atenção o tempo considerável transcorrido entre aquele primeiro livro e este último, que escrevi em seis meses, em 2015. Mais de uma década de distância separam os dois poemários. Este é um tema que aparece transfigurado em La parábola del arcoíris, o desta década de silêncio, na qual não escrevi nenhum verso.

Mais do que a recordação de que em algum momento eu tenha me interessado por poesia, me recordo melhor de ter sido recrutado por ela – quando eu a desconhecia. Tinha nove anos quando escrevi uma série de poemas sem saber muito bem o que fazia e nem como, mas que ainda parecem me interpelar.

E já que você me fez lembrar, gostaria de agradecer Amadeo Tàrrega, meu professor de então, por não deixar passar inadvertidamente aqueles versos infantis e por haver demonstrado, já naquela época, fé nas minhas qualidades como escritor.

Se este livro satisfez minhas aspirações como poeta, é claro, que não. Meu favorito agora é o que comecei a escrever em Barcelona. Sempre é aquele que está em processo. Saiba que La Parábola foi escrito em Doha, no Quatar, onde vivi os últimos seis anos.

É possível também encontrar versos de Menarquia del ave adolescente La parábola del arcoíris na forma de desenhos e vídeo-poemas na minha  página no Instagram (link no final da matéria).

GP: Às vezes, lendo o livro, me sinto assaltado por um forte sentimento de solidão melancólica, como se os personagens que falam através do poeta estivessem falando para todos e para ninguém. A poesia é um exercício solitário? Por que La parábola del arcoíris parece conter uma melancolia tão grande?

Você empregou duas palavras, solidão e melancolia, que estão relacionadas, porém não se confundem. Quanto à solidão, há uma ausência de primeiro grau que é o mote deste poemário: a ausência da palavra. Na minha opinião, não podemos experimentar solidão mais intensa, já que só “somos” mercê da palavra: “Kein ding sei wo das wort gebricht / “nenhuma coisa é onde falta a palavra” (Stefan George).

A respeito de Stefan George, falamos de um poeta moderno capital. A mim e a minha mulher (a alemã Irene Büntemeyer) nos entristece muito que não haja versão satisfatória [da sua obra] em castelhano. Isto é – e com todo o meu respeito, uma versão escrita por um poeta espanhol que conheça bem a língua alemã, além da sua própria, não sendo um mero tradutor. Te digo isto, Gabriel, porque gostaria de lhe dizer que minha esposa e eu iniciamos a ingente tarefa de traduzir George e logo esperamos colher os frutos desse trabalho.

Há traduções que cumprem um trabalho de divulgação, mas no caso de George as versões existentes em castelhano lhe fazem, em nossa opinião, um desfavor. Deveríamos aceitar apenas obras traduzidas por poetas, como a excelente Hojas de Hierba, que Eduardo Moga (poeta, tradutor e crítico literário espanhol) fez da obra de Walt Whitman. Nota-se (e muito) que é um autor que fala espanhol através de Whitman.

Quanto à melancolia, eu diria que há certos fragmentos melancólicos, como você diz, mas o são de modo dirimido, há como a recapitulação de uma melancolia que não tem presença hoje nem é recente, mas que tem a ver com a época de silêncio que mencionei antes.

Não qualificaria o livro de melancólico, mas que, precisamente, versa sobre a luz que dissolve a melancolia, esse fluido negro que parece se consumir como o petróleo, como o cadáver do tempo, na lama.

Sim, a poesia é sempre um exercício solitário. Freud descreve o artista como aquele que, para se relacionar com os demais, efetua um magnífico rodeio. Sua figura é, de certo modo, análoga a de quem marcha na solidão do deserto numa busca – nesse caso, da palavra – e volta mais tarde para compartilhar o seu fruto, buscando o verbo com seus semelhantes. No final, todos escrevemos para que nos aceitem, como celebremente respondeu Lorca a uma pergunta acerca da sua vocação poética. Claro está, nós poetas queremos o que querem todos: amar, sobretudo; e, se possível, sermos amados.

O que sucede é que a aventura de dar a quem amo o melhor que conheço tem ou teve para mim implícito o deserto, tem implícita a solidão, não necessariamente melancólica. A belíssima solidão do deserto.

GP: Uma coisa que me chamou (muito) a atenção foi o adendo no final do livro. Nele você se refere a várias obras que versam com a eterna dualidade razão/emoção. Este é o dilema do poeta com vocação científica? Falo de você, claro (risos)

IC: Entrei em acordo com meu editor – o diretor de Los Papeles de Brighton e também poeta Juan Luis Calbarro – completasse o livro não com um adendo que dissecasse os poemas vivos, mas com uma série de emblemas das inúmeras imagens-raízes que tornaram possível o crescimento orgânico deste poemário.

Minha ideia era usar imagens contemporâneas, como os diagramas vocálicos do Stimmung de Stockhausen, mas assuntos relativos a direitos de propriedade intelectual me obrigaram a buscá-las na Antiguidade, na Idade Média e no período que vai do começo da Idade Moderna até o modernismo: a última imagem é a Árvore da Vida, de Gustav Klimt. Eram épocas às quais, de todos os modos, eu buscara, e que também me são contemporâneas, enquanto que, mediante a palavra, coexistem comigo aqui e agora.

Quanto ao dilema razão versus emoção, ao qual você se refere, não creio que se trate tanto dessa posição, mas da dupla razão (no versus) e espírito. Não acredito que nestes tempos o objeto de arte deva ser, ao contrário do que parece ainda se pensar, o sentimento ou a emoção, e a paixão, muito menos. A respeito desse assunto, recomendo a leitura do livro O Espiritual na Arte, de V. Kandinsky.

A verdadeira oposição que se trata no adendo é a da ciência versus a arte, intelectualismo versus esteticismo; em resumo, a pretendida e antiquada oposição entre dois modos de conhecimento supostamente enfrentados: o disgregador e analítico do intelecto; o espiritual, que corresponde a toda obra de arte autêntica. [demonstrar] que a oposição é só aparente é o que eu tento, entre outras coisas, sugerir com a série de emblemas que compõem o adendo. Como eu disse, esta complementa, não explica o texto poético. Daí que ser um poeta com formação científica não é tanto um dilema como [é] uma bênção. Uma ciência espiritual e uma arte científica é o que buscaram figuras enormes, como Goethe.

GP: Em tempos nos quais a “razão” parece ser uma espécie de mantra, a poesia parece ser um exercício hermético da subjetividade. Um amigo meu, também poeta, disse uma frase que parece traduzir um forte sentimento de rechaço contra a supremacia da razão: “É preciso (re)encantar o mundo”. O que você acha? Nós nos perdemos um pouco nos caminhos da razão?

IC: Agradeço que você me faça esta pergunta, porque ela praticamente descreve a missão da arte: encantar o mundo. Se se trata de (re)encantar, devemos supor que o que já esteve encantado não o está mais, assumimos uma infância e um paraíso perdidos e entramos completamente na teleologia com a promessa (ou aspiração) de (re)encantá-lo. De vesti-lo novamente com seu velho fogo ou, como prefiro, com uma nova glória.

Mas eu – e aqui me diferencio do seu amigo – não acredito que a faculdade racional seja problema algum nesta tarefa de (re) encantamento. Pelo contrário. Tampouco creio que vivamos num mundo que se caracterize por estar ordenado de acordo com critérios racionais: é só contemplar o irracionalismo e a brutalidade crescentes, quase animalescas, do nosso tempo. Acredito que a crítica dele tenha se dirigido contra a tirania da tecnologia, não da razão. E ainda assim a minha posição seria a mesma: se a razão te limita, ilumine-a com a arte; se a tecnologia te oprime e a simultaneidade devora o espaço da tua interioridade, ilumine-a com a arte.

Links para conhecer mais o poeta Isaac Calderón e sua obra:

Instagram:

https://www.instagram.com/poetaenbarcelona/

Soundcloud:

Sítio da editora Los Papeles de Brighton, com trechos do livro:

Isaac Gómez Calderón / La parábola del arcoíris

IMDB:

http://www.imdb.com/title/tt5256104/

 

SEMANA 17 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

A aventura Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017), de James Gunn, não deixou espaço para mais nada estrear na cidade no circuitão. Em compensação, o circuito alternativo está com ótimas opções, começando pelo drama biográfico Além das Palavras (2016), de Terence Davies; passando pelo suspense Elon Não Acredita na Morte (2016), de Ricardo Alves Jr.; o docudrama Vermelho Russo (2016), de Charlie Braun; e o thriller Além da Ilusão (2016), de Rebecca Zlotowski. Em pré-estreia, Norman – Confie em Mim (2016), de Joseph Cedar. Além disso, há uma pequena e interessante mostra de documentários no Maloca Dragão

Cena de ALÉM DAS PALAVRAS (2016), de Terence Davies

Cena de ALÉM DAS PALAVRAS (2016), de Terence Davies

O inglês Terence Davies é um dos mais interessantes cineastas surgidos na “Terra da Rainha” desde os anos 1980. No entanto, seus filmes raramente têm espaço em nosso circuito e alguns deles sequer chegam ao mercado nacional. Talvez os seus filmes mais badalados, isso por serem muito queridos pela crítica, sejam Vozes Distantes (1988) e A Essência da Paixão (2000). O novo filme, Além das Palavras, é baseado na vida e na obra da poeta Emily Dickinson (Cynthia Nixon) e acompanha seu trajeto desde os primeiro dias como uma jovem estudante até seus últimos anos como uma artista reclusa. Em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis RioMar) e Pátio Dom Luís.

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ALÉM DAS PALAVRAS (A Quiet Passion, Reino Unido/Bélgica, 2016), de Terence Davies. Com Cynthia Nixon, Jennifer Ehle, Duncan Duff, Keith Carradine, Jodhi May. 125 min. Cineart. 14 anos.

Cena de ELON NÃO ACREDITA NA MORTE (2016), de Ricardo Alves Jr.

Cena de ELON NÃO ACREDITA NA MORTE (2016), de Ricardo Alves Jr.

Uma das obras mais interessantes da atual safra, Elon Não Acredita na Morte aposta no mistério, na estranheza e nos riscos para conquistar o seu público. Na trama, a esposa de Elon (Rômulo Braga, em cartaz atualmente também em Joaquim), Madalena (Clara Choveaux), desaparece misteriosamente e não volta para casa depois do trabalho. Ele inicia então uma longa jornada por respostas: começa a seguir as rotas diárias da mulher, além de visitar os lugares mais sombrios da cidade. Mas o que ele encontra são vários mal-entendidos e estranhos encontros. Não é o primeiro longa-metragem de Ricardo Alves Jr., mas seus trabalhos anteriores são bem pouco conhecidos, embora sejam lembrado por quem frequenta os festivais. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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ELON NÃO ACREDITA NA MORTE (Brasil, 2016), de Ricardo Alves Jr. Com Rômulo Braga, Clara Choveaux, Ricardo Alves Jr., Helvecio Alves Izabel, Francisco Loyola. 75 min. Vitrine. 18 anos.

Cena de VERMELHO RUSSO (2016), de Charlie Braun

Cena de VERMELHO RUSSO (2016), de Charlie Braun

Vermelho Russo é um filme que se construiu a partir de uma história real envolvendo as duas atrizes do filme, Martha Nowill e Maria Manoella, que fizeram de fato uma viagem para Moscou para estudar o célebre método de atuação do russo Constantin Stanislavski, em 2009. O filme reconstitui esse momento de suas vidas e as mostra envolvidas em um complexo triângulo amoroso, precisando descobrir como ultrapassar suas diferenças fora e dentro dos palcos e sobreviver em um país tão diferente como a Rússia. Há uma mistura de documentário e ficção que pode ser muito interessante para o espectador. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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VERMELHO RUSSO (Brasil/Portugal/Rússia, 2016), de Charly Braun. Com Elena Babenko, Soraia Chaves, Esteban Feune de Colombo, Maria Manoella, Michel Melamed. 90 min. Vitrine. 12 anos.

Cena de GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2 (2017), de James Gunn

Cena de GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2 (2017), de James Gunn

O reinado da Marvel/Disney parece não ter fim. Depois do sucesso-surpresa do primeiro Guardiões da Galáxia (2014), o mesmo diretor James Gunn retorna, junto com o grupo original para mais uma aventura com muito bom humor e uma trilha sonora com mais ótimas canções. Resta saber se a recepção será tão boa ou mesmo melhor que a do primeiro filme, que visto hoje talvez tenha sido um pouco superestimado. O segundo volume volta com um público que agora conhece e curte esse grupo de super-heróis até então obscuro, até para muita gente que lia os quadrinhos da Marvel há muito tempo. Em cartaz em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2, EUA, 2017), de James Gunn. Com Chris Pratt, Zoe Saldana, Bradley Cooper, Vin Diesel, Karen Gillan. 137 min. Disney. 12 anos.

Cena de ALÉM DA ILUSÃO (2016), de Rebecca Zlotowski

Cena de ALÉM DA ILUSÃO (2016), de Rebecca Zlotowski

Na trama de Além da Ilusão, na Paris de 1930, duas irmãs americanas vividas por Natalie Portman e Lily-Rose Depp (filha de Johnny Depp) têm o dom de se comunicar com fantasmas, seres do outro plano. Por causa disso, elas acabam despertando o interesse do visionário produtor francês André Korben (Emmanuel Salinger), de quem se aproximam. Um dos aspectos interessantes do filme é justamente trazer uma verdadeira magia sendo flagrada pelo cinema em vez de lidar com truques feitos para enganar a plateia através da magia do cinema. A presença de Natalie Portman, certamente, é também um atrativo dessa produção franco-belga. Em cartaz no Pátio Dom Luís.

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ALÉM DA ILUSÃO (Planetarium, França/Bélgica, 2016), de Rebecca Zlotowski. Com Natalie Portman, Lily-Rose Depp, Emmanuel Salinger, Amira Casar, Pierre Salvadori. 105 min. Mares. 14 anos.

Pré-estreia

Cena de NORMAN - CONFIE EM MIM (2016), de Joseph Cedar

Cena de NORMAN – CONFIE EM MIM (2016), de Joseph Cedar

Joseph Cedar, cineasta americano, mas estabelecido em Israel, faz o seu primeiro filme em língua inglesa com locações em Nova York e Jerusalém. Na trama de Norman – Confie em Mim, Norman Oppenheimer (Richard Gere) é o dono de um pequeno negócio que faz amizade com um jovem político em um período complicado da vida. Porém, três anos depois, o político torna-se um influente líder mundial, transformando drasticamente a vida de Norman tanto positiva quanto negativamente. O filme teve uma recepção muito boa da crítica estrangeira, ganhando 90% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O papel de Gere também tem sido elogiado como um dos melhores de sua filmografia. Em pré-estreia no Pátio Dom Luís, de sexta a domingo.

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NORMAN – CONFIE EM MIM (Norman – The Moderate Rise and Tragic Fall of a New York Fixer, Israel/EUA, 2016), de Joseph Cedar. Com Richard Gere, Lior Ashkenazi, Michael Sheen, Charlotte Gainsbourg, Dan Stevens. 117 min. California. 14 anos.

Especial

Cena de É TUDO VERDADE (1993), de Orson Welles

Cena de É TUDO VERDADE (1993), de Orson Welles

O evento Maloca Dragão, além de trazer muita coisa interessante e que movimenta bastante o Dragão do Mar, ainda conta com um pequeno festival de Cinema que começa na quarta-feira, 26, e vai até o sábado, 29. Os quatro filmes são todos documentários, dois brasileiros e dois clássicos estrangeiros exibidos em full HD. São eles: Baronesa (Brasil, MG), de Juliana Antunes (quarta-feira); Soy Cuba (URSS/Cuba, 1964), de Mikhail Kalatozov (quinta-feira); Vidas na Orla (Brasil, CE), de Alexandre Fleming (sexta-feira); e a obra inacabada de Orson Welles, É Tudo Verdade (França/EUA, 1993), exibido no sábado, com seminário ministrado pelo professor Alexandre Fleming. Todos os filmes têm entrada franca.

Veja o trailer de Soy Cuba

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Saem de cartaz

A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell
Capitão Fantástico
Martírio
O Espaço entre Nós
Paixão Obsessiva (com sessões saideira no UCI Iguatemi)

As estreias desta quinta-feira, 27, que não entram em cartaz em Fortaleza

Colossal
O Grande Dia

Veja o trailer de Colossal

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SEMANA 16 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Dois filmes se destacam entre as estreias desta semana: os dramas Paterson (2016), de Jim Jarmursch, e Joaquim (2017), de Marcelo Gomes. Completam as estreias o suspense espacial Vida (2017), de Daniel Espinosa; o suspense Paixão Obsessiva (2017), de Denise Di Novi; e a comédia Gostosas, Lindas e Sexies (2017), de Ernani Nunes. Em exibição especial, o docudrama Baronesa (2017), de Juliana Antunes. E em pré-estreia o drama Vermelho Russo (2016), de Charlie Braum, a aventura Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017), de James Gunn, e o drama Além da Ilusão (2016), de Rebecca Zlotowski;

Cena de PATERSON (2016), de Jim Jarmusch

Cena de PATERSON (2016), de Jim Jarmusch

E a excelente safra de filmes saídos da seleção de Cannes 2016 continua alimentando o nosso circuito com preciosidades. Desta vez teremos a chance de ver Paterson, o mais novo filme de Jim Jarmusch, depois do ótimo Amantes Eternos (2013) e da reexibição do cultuado Estranhos no Paraíso (1984) em cópia restaurada, no ano passado. Paterson é o nome do personagem de Adam Driver, um pacato motorista de ônibus que tem um diferencial entre os demais motoristas: ele também é poeta. Paterson vive com a namorada e um cachorro. O filme narra uma semana na vida deste casal, com detalhe para uma valorização bonita no modo simples de viver a vida. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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PATERSON (EUA/França/Alemanha, 2016), de Jim Jarmusch. Com Adam Driver, Golshifteh Farahani, Rizwan Manji, Barry Shabaka Henley, Trevor Parham. 118 min. Fênix. 12 anos.

Cena de JOAQUIM (2017), de Marcelo Gomes

Cena de JOAQUIM (2017), de Marcelo Gomes

Joaquim, terceiro longa-metragem solo de Marcelo Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus, 2005), é um filme que diz muito do Brasil atual, tanto na forma como mostra os índios como mendigos, os negros como amáveis e um exemplo de alegria de espírito, mas que devem se manter em posição subalterna, e os pobres, ainda que brancos, como possíveis instrumentos para o interesse dos ricos, como é o caso de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que lê os textos da independência das 13 colônias americanas e acredita que o Brasil também pode se livrar do fardo de Portugal. Trata-se de um cinebiografia bem diferente, com o diretor fugindo das regras o tempo inteiro. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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JOAQUIM (Brasil/Portugal, 2017), de Marcelo Gomes. Com Júlio Machado, Rômulo Braga, Welket Bungué, Nuno Lopes, Isabél Zuaa. 97 min. Imovision. 12 anos.

Cena de VIDA (2017), de Daniel Espinosa

Cena de VIDA (2017), de Daniel Espinosa

Antes de entrar em cartaz Alien – Covenant, de Ridley Scott, um filme de ficção científica e terror mais modesto entra em cartaz. Vida se pretende mais realista, partindo da primeira evidência de vida em Marte. A descoberta é feita por uma equipe de seis astronautas da Estação Espacial Internacional e a investigação do fato gera consequências inimagináveis. Pelo que o filme vende pelo trailer, a intenção é mesmo trazer suspense para dentro de uma espaçonave e por isso a semelhança e primeira lembrança com a franquia Alien. O uso dos elementos de horror podem ser trunfos para o sucesso do filme diante do público. Em cartaz em grande circuito.

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VIDA (Life, EUA, 2017), de Daniel Espinosa. Com Jake Gyllenhaal, Rebecca Ferguson, Ryan Reynolds, Hiroyuka Sanada, Olga Dihovichnaya. 104 min. Sony. 12 anos.

Cena de PAIXÃO OBSESSIVA (2017), de Denise Di Novi

Cena de PAIXÃO OBSESSIVA (2017), de Denise Di Novi

Só de ver o trailer de Paixão Obsessiva, já se percebe um certo ar de déjà vu, fazendo lembrar os thrillers dos anos 1980 e 90, tão em alta devido ao sucesso de filmes como Atração Fatal e Instinto Selvagem. Na trama de Paixão Obsessiva, o casamento entre David (Geoff Stults) e Tessa (Katherine Heigl) termina, ele fica com a casa e com a guarda da filha pequena. A ex-esposa, furiosa com a situação, descobre que ele já está envolvido com uma nova mulher, Julia (Rosario Dawson), vítima de abuso por parte do ex-marido. Tessa passa a bolar um plano para sabotar a nova namorada de David e trazer de volta o amado. Em cartaz em grande circuito.

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PAIXÃO OBSESSIVA (Unforgettable, EUA, 2017), de Denise Di Novi. Com Rosario Dawson, Katherine Heigl, Geoff Stults, Cheryl Ladd, Whitney Cummings. 100 min. Warner. 14 anos.

Cena de GOSTOSAS, LINDAS E SEXIES (2017), de Ernani Nunes

Cena de GOSTOSAS, LINDAS E SEXIES (2017), de Ernani Nunes

Quem já viu este Gostosas, Lindas e Sexies nas cabines de imprensa anda falando cobras e lagartos. O trailer também não ajuda e tudo leva a crer que estamos diante de uma das mais grotescas comédias brasileiras recentes. Na trama, no Rio de Janeiro, vivem quatro grandes amigas: Beatriz, Tânia, Ivone e Marilu. Elas vestem manequim plus size e enfrentam todas as aventuras e desencontros amorosos e profissionais que quatro jovens mulheres podem enfrentar na capital carioca. A ideia de mostrar o empoderamento da mulher e a ascensão das modelos plus size não deixa de ser louvável, mas difícil é ter a coragem de encarar o filme para ver se é mesmo ruim como dizem. Em cartaz em grande circuito.

Veja o trailer

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GOSTOSAS, LINDAS E SEXIES (Brasil, 2017), de Ernani Nunes. Com Carolinie Figueiredo, Mariana Xavier, Cacau Protásio, Lyv Ziese, André Bankoff. 111 min. Downtown/Paris. 12 anos.

Especial

Cena de BARONESA (2017), de Juliana Antunes

Cena de BARONESA (2017), de Juliana Antunes

Grande vencedor do festival de Tiradentes deste ano, Baronesa, de Juliana Antunes, tem sessão especial nesta quarta-feira, 26, no Cinema do Dragão. A sessão marca o início da mostra Cinema Documental: Fronteiras e Verdades, parte da programação Maloca Dragão. O longa-metragem registra a rotina de duas amigas, Andreia e Leidiane, que vivem no bairro Vila Mariquinha, em Belo Horizonte. Com uma câmera muito próxima das personagens, o filme aborda a experiência de ser mulher em um bairro de periferia. O filme abriu uma série de debates polêmicos no festival, como questões envolvendo abuso sexual, drogas e sistema carcerário. A sessão de Baronesa contará com a presença da realizadora Juliana Antunes.

Veja depoimento da diretora sobre o filme

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BARONESA (Brasil, 2017), de Juliana Antunes. Com Andreia Pereira de Sousa, Leidiane Ferreira, Gabriela Souza, Felipe Rangel dos Santos. 75 min. 16 anos.

Pré-estreias

Cena de VERMELHO RUSSO (2016), de Charlie Braun

Cena de VERMELHO RUSSO (2016), de Charlie Braun

Vermelho Russo é um filme que se construiu a partir de uma história real envolvendo as duas atrizes do filme, Martha Nowill e Maria Manoella, que fizeram de fato uma viagem para Moscou para estudar o célebre método de atuação do russo Constantin Stanislavski, em 2009. O filme reconstitui esse momento de suas vidas e as mostra envolvidas em um complexo triângulo amoroso, precisando descobrir como ultrapassar suas diferenças fora e dentro dos palcos e sobreviver em um país tão diferente como a Rússia. Há uma mistura de documentário e ficção que pode ser muito interessante para o espectador. Em pré-estreia na quinta-feira, 20, no Cinema do Dragão.

Veja o trailer

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VERMELHO RUSSO (Brasil/Portugal/Rússia, 2016), de Charly Braun. Com Elena Babenko, Soraia Chaves, Esteban Feune de Colombo, Maria Manoella, Michel Melamed. 90 min. Vitrine. 12 anos.

Cena de GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2 (2017), de James Gunn

Cena de GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2 (2017), de James Gunn

O reinado da Marvel/Disney parece não ter fim. Depois do sucesso-surpresa do primeiro Guardiões da Galáxia (2014), o mesmo diretor James Gunn retorna, junto com o grupo original para mais uma aventura com muito humor e trilha sonora com boas canções. Resta saber se a recepção será tão boa ou mesmo melhor que a do primeiro filme, que visto hoje talvez tenha sido um pouco superestimado. O segundo volume volta com um público que agora conhece esse grupo de super-heróis até então obscuro, mesmo para muita gente que lia quadrinhos da Marvel há muito tempo. Em pré-estreia na madrugada de quarta para quinta-feira em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

Veja o trailer

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GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2, EUA, 2017), de James Gunn. Com Chris Pratt, Zoe Saldana, Bradley Cooper, Vin Diesel, Karen Gillan. 137 min. Disney. 12 anos.

Cena de ALÉM DA ILUSÃO (2016), de Rebecca Zlotowski

Cena de ALÉM DA ILUSÃO (2016), de Rebecca Zlotowski

Na trama de Além da Ilusão, na Paris de 1930, duas irmãs americanas vividas por Natalie Portman e Lily-Rose Depp (filha de Johnny Depp) têm o dom de se comunicar com fantasmas, seres do outro plano. Por causa disso, elas acabam despertando o interesse do visionário produtor francês André Korben (Emmanuel Salinger), de quem se aproximam. Um dos aspectos interessantes do filme é justamente trazer uma verdadeira magia sendo flagrada pelo cinema em vez de lidar com truques feitos para enganar a plateia através da magia do cinema. A presença de Natalie Portman, certamente, é também um atrativo dessa produção franco-belga. Em cartaz no Pátio Dom Luís.

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ALÉM DA ILUSÃO (Planetarium, França/Bélgica, 2016), de Rebecca Zlotowski. Com Natalie Portman, Lily-Rose Depp, Emmanuel Salinger, Amira Casar, Pierre Salvadori. 105 min. Mares. 14 anos.

Saem de cartaz

Despedida em Grande Estilo (com sessões saideira no UCI Iguatemi)
Eu Te Levo
Logan
O Ornitólogo
Pitanga
Todas as Cores da Noite

As estreias nacionais desta quinta-feira, 20, que não entram em cartaz nesta quinta-feira

O Novato
O Profeta das Águas
O Sonho de Greta

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RANKING INTERNACIONAL – A VIGILANTE DO AMANHÃ mantém a liderança

A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell conseguiu manter-se próximo de sua renda de estreia ao entrar em cartaz no Japão e na China, evitando uma possível saída do top cinco. O Poderoso Chefinho veio na cola em segundo lugar, ainda não tendo estreado na China. A Bela e a Fera, próximo de chegar aos US$ 1 bilhão em receita mundial, ficou com a terceira posição. Os Smurfs e a Vila Perdida e Kong: A Ilha da Caveira fecharam o top cinco do último fim de semana em quarto e quinto lugar, respectivamente.

Scarlett Johanson em cena de A VIGILANTE DO AMANHÃ: GHOST IN THE SHELL.

Scarlett Johanson em cena de A VIGILANTE DO AMANHÃ: GHOST IN THE SHELL.

Em cartaz em quase 60 localidades, A Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell foi bem no último fim de semana ao entrar em cartaz na China e no Japão. O filme arrecadou cerca de US$ 41,3 milhões no período, sendo pouco mais que a metade obtido apenas na China. Em quase 8 mil sessões, A Vigilante do Amanhã acumulou US$ 21,4 milhões nas bilheterias da China em sua estreia. US$ 92,8 milhões era o valor estimado arrecadado no mercado internacional pelo filme ao término do último domingo.

Cena de O PODEROSO CHEFINHO.

Cena de O PODEROSO CHEFINHO.

O Poderoso Chefinho por pouco não tomou a liderança do ranking. Se não fosse pela estreia na China de A Vigilante do Amanhã, a animação estaria na primeira colocação. O Poderoso Chefinho acumulou cerca de US$ 37,5 milhões em seu terceiro fim de semana no mercado internacional, terminando o período em segundo lugar por uma pequena diferença em relação ao A Bela e a Fera. O valor total acumulado nas bilheterias internacionais era de US$ 110 milhões ao término do último fim de semana.

Cena de A BELA E A FERA.

Cena de A BELA E A FERA.

Logo atrás, A Bela e a Fera acumulou US$ 36,1 milhões no último fim de semana, ficando bem próximo de O Poderoso Chefinho. Com a renda, o filme ficou com a terceira posição do ranking, estando há quatro semanas em cartaz. No mercado internacional, US$ 545 milhões era o valor aproximado acumulado pelo filme ao término do último fim de semana, valor que já chegava aos US$ 0,977 bilhão, quando somado a renda doméstica.

Cena de OS SMURFS E A VILA PERDIDA.

Cena de OS SMURFS E A VILA PERDIDA.

Exibido em mais de 12 mil sessões espalhadas pelo mundo inteiro, Os Smurfs e a Vila Perdida acumulou US$ 22 milhões em seu terceiro fim de semana em cartaz no mercado internacional. A animação ficou com a quarta posição do ranking, acumulando cerca de US$ 42,1 milhões em renda no mercado internacional ao término do período.

Cena de KONG: A ILHA DA CAVEIRA.

Cena de KONG: A ILHA DA CAVEIRA.

Há quase um mês em cartaz, Kong: A Ilha da Caveira conseguiu manter-se no top cinco do ranking internacional ao arrecadar US$ 16 milhões no período. O filme ficou em quinto lugar, tendo obtido cerca de 70% da renda do mercado internacional no período apenas na China, US$ 11,3 milhões, onde já é exibido há três semanas. Ao término do período, o acumulado pelo filme era estimado em US$ 377 milhões, para um total de mais de US$ 500 milhões em receita mundial.

Confira abaixo a tabela do ranking internacional com os dez melhores.

RINT

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SEMANA 15 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Semana de bem poucas estreias, principalmente por causa da concorrência desleal provocada pelo número absurdo de cópias da aventura Velozes e Furiosos 8 (2017), que monopoliza os lançamentos do cinemão. No circuito alternativo, destaque para o documentário Martírio (2016), de Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tita. Em pré-estreia, Joaquim (2017), de Marcelo Gomes

Charlize Theron em VELOZES E FURIOSOS 8 (2017), de F. Gary Gray

Charlize Theron em VELOZES E FURIOSOS 8 (2017), de F. Gary Gray

Uma das maiores franquias de ação de todos os tempos, até então Velozes e Furiosos se caracterizou por ser uma série de filmes dirigidos por cineastas do segundo escalão, sem nenhum interesse em caprichar nos diálogos ou dar uma profundidade mínima aos personagens. Ainda assim, o público comprou a proposta e o filme anterior ainda contou com um grande diretor, James Wan. Só que Wan era um diretor de filmes de horror. F. Gary Gray (Uma Saída de Mestre, 2003) é que comanda o novo filme e por isso há mais chances de sair daí um belo trabalho. Mostrar Dominic Toretto (Vin Diesel) traindo a família é outra coisa curiosa, assim como a presença da maravilhosa Charlize Theron como uma das vilãs. Em cartaz em grande circuito.

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VELOZES E FURIOSOS 8 (The Fate of the Furious, EUA, 2017), de F. Gary Gray. Com Vin Diesel, Charlize Theron, Dwayne Johnson, Michelle Rodriguez, Jason Stathan. 136 min. Universal. 14 anos.

Cena de MARTÍRIO (2016), de Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tita

Cena de MARTÍRIO (2016), de Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tita

Martírio apresenta uma análise da violência sofrida pela tribo Guarani Kaiowá, que, mesmo sendo uma das maiores populações indígenas do Brasil, não consegue espaço para viver nas terras do centro-oeste brasileiro, correndo risco de morrerem assassinados pelos grandes proprietários de terras. A recomendação é que o público não se assuste com a relativamente longa duração do filme. Cada cena é de fundamental importância. E sofrer um pouco com aquele povo talvez seja necessário para tirar a gente de nossa bolha, mesmo sabendo que é inevitável um sentimento de impotência, de que de nada mais adianta fazer para evitar o fim da existência daqueles poucos índios que lutam pela sobrevivência de si mesmos e de suas famílias. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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MARTÍRIO (Brasil, 2016), de Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho de Tita. Documentário. 160 min. Vitrine. 12 anos.

Pré-estreia

Cena de JOAQUIM (2017), de Marcelo Gomes

Cena de JOAQUIM (2017), de Marcelo Gomes

Joaquim, terceiro longa-metragem solo de Marcelo Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus, 2005), é um filme que diz muito do Brasil atual, tanto na forma como mostra os índios como mendigos, os negros como amáveis e um exemplo de alegria de espírito, mas que devem se manter em posição subalterna, e os pobres, ainda que brancos, como possíveis instrumentos para o interesse dos ricos, como é o caso de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que lê os textos da independência das 13 colônias americanas e acredita que o Brasil também pode se livrar do fardo de Portugal. Trata-se de um cinebiografia bem diferente, com o diretor fugindo das regras o tempo inteiro. Em pré-estreia na quarta-feira, 19, no Cinema do Dragão.

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JOAQUIM (Brasil/Portugal, 2017), de Marcelo Gomes. Com Júlio Machado, Rômulo Braga, Welket Bungué, Nuno Lopes, Isabél Zuaa. 97 min. Imovision. 12 anos.

Sai de cartaz

A Tartaruga Vermelha

As estreias nacionais desta quinta-feira, 13, que não entram em cartaz em Fortaleza

A Família Dionti
Apesar da Noite
As Falsas Coincidências
Stefan Sweig – Adeus, Europa
Una
Variações de Casanova

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SEMANA 14 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Uma semana bem melhor do que a anterior em qualidade de estreias. Destaque para o documentário Pitanga (2016), de Beto Brant e Camila Pitanga, e para o suspense Todas as Cores da Noite (2015), de Pedro Severien. Há também o aguardado drama Capitão Fantástico (2016), de Matt Ross, a comédia Despedida em Grande Estilo (2017), de Zach Braff, o drama A Cabana (2017), de Stuart Rezeldine, e a animação Os Smurfs e a Vila Perdida (2017), de Kelly Asbury. Em pré-estreia, o thriller de ação Velozes e Furiosos 8 (2017), de F. Gary Gray. Quem perdeu T2 Trainspotting (2017), de Danny Boyle, pode aproveitar que o filme entra em cartaz novamente, dessa vez no Cinema do Dragão. E há também uma mostra de cinema muito interessante acontecendo na Caixa Cultural, a Mostra Cine Nordeste. Confira a programação AQUI

Cena de PITANGA (2016), de Beto Brant e Camila Pitanga

Cena de PITANGA (2016), de Beto Brant e Camila Pitanga

Quem estava com saudade dos filmes de Beto Brant levanta a mão. \o/ Pois é. Desde o ótimo Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios (2011) que ele não lançava nenhum longa. Justo ele, que talvez seja o melhor cineasta brasileiro surgido nos anos 1990. Mas Pitanga é um projeto não só dele, mas de Camila Pitanga. A atriz do filme citado codirige a homenagem a seu seu pai, o grande Antonio Pitanga, que possui mais de 100 títulos entre produções para cinema e televisão desde os anos 1960. Vários artistas comparecem para dar depoimentos sobre o ator, e há também cenas de alguns de seus trabalhos para nos fazer lembrar ou entender a sua importância no audiovisual brasileiro. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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PITANGA (Brasil, 2016), de Beto Brant e Camila Pitanga. Documentário. 90 min. Espaço. 12 anos.

Cena de TODAS AS CORES DA NOITE (2015), de Pedro Severien

Cena de TODAS AS CORES DA NOITE (2015), de Pedro Severien

Sempre bom quando o cinema brasileiro se abre a gêneros que as pessoas costumam não associar tanto assim, como é o caso do filme de suspense. Todas as Cores da Noite é um filme sobre narrativas múltiplas, mas com algo que aparece em comum entre elas: as histórias são sobre crime sem castigo e sem culpa. A violência está liberada. Há também uma história em primeiro plano que se mistura com essas histórias fragmentadas. Então, há uma semelhança com reuniões de amigos para contar histórias de terror à noite ao redor de uma fogueira. Se o resultado é bom, ótimo ou apenas razoável, vai depender não só do trabalho do diretor, mas também do quanto o público comprar a proposta. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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TODAS AS CORES DA NOITE (Brasil, 2015), de Pedro Severien. Com Sabrina Greve, Brenda Lígia, Sandra Possani, Giovanna Simões, Rômulo Braga. 71 min. Inquieta Cine. 16 anos.

Cena de CAPITÃO FANTÁSTICO (2016), de Matt Ross

Cena de CAPITÃO FANTÁSTICO (2016), de Matt Ross

Depois de não ter dado certo por problemas técnicos, um filme muito aguardado finalmente entra em cartaz na cidade: Capitão Fantástico. Tendo recebido algumas ótimas críticas, o filme apresenta uma família bem pouco convencional, formada por Ben (Viggo Mortensen) e seus seis filhos. Ele vive com eles longe da civilização, no meio da floresta, numa rígida rotina de aventuras. As crianças lutam, escalam, leem obras clássicas, debatem, caçam e praticam duros exercícios, tendo a autossuficiência como palavra de ordem. Um dia um triste acontecimento leva a família a deixar o isolamento para reencontrar parentes distantes e isso mexe com a estrutura familiar.  Em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis RioMar).

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CAPITÃO FANTÁSTICO (Capitain Fantastic, EUA, 2016), de Matt Ross. Com Viggo Mortensen, George MacKay, Samantha Isler, Annalise Basso, Nicholas Hamilton. 118 min. Universal. 14 anos.

Cena de DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO (2017), de Zach Braff

Cena de DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO (2017), de Zach Braff

Remake de uma comédia de 1979 dirigida por Martin Brest, Despedida em Grande Estilo traz um talentoso trio de atores veteranos em uma situação pouco comum. Os atores são Morgan Freeman, Michael Caine e Alan Arkin e a situação envolve um assalto a banco. Detalhe: eles não sabem nem pegar numa arma. E já que filmes sobre assaltos a bancos costumam ser muito legais, sejam os que optam pelo registro de comédia, sejam os que usam o suspense, então o público já parece que vai sair ganhando com esta comédia sobre senhores desesperados para pagarem suas contas. O filme ainda conta com a presença de outros grandes nomes veteranos, como Ann-Margret e Christopher Lloyd. Em cartaz em grande circuito.

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DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO (Going in Style, EUA, 2017), de Zach Braff. Com Morgan Freeman, Michael Caine, Alan Arkin, Ann-Margret, Christopher Lloyd. 96 min. Warner. 14 anos.

Cena de A CABANA (2017), de Stuart Hazeldine

Cena de A CABANA (2017), de Stuart Hazeldine

A Cabana, antes de virar filme, foi um best-seller do escritor canadense William P. Young, lançado em 2007 nos Estados Unidos e em 2008 no Brasil. O sucesso se deveu principalmente por ser um livro sobre a fé e que atraiu bastante a atenção de um público mais religioso, com sua mensagem de amor, ódio, perdão e dor. O filme narra a história dolorosa de um pai (Sam Worthington) que sofre com o desaparecimento de sua filha pequena de seis anos, raptada em um acampamento de fim de semana. As coisas mudam para esse homem quando ele recebe um bilhete supostamente escrito por Deus. A cabana seria o lugar em que ele teria o encontro com o Criador. Em cartaz em grande circuito.

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A CABANA (The Shack, EUA, 2017), de Stuart Hazeldine. Com Sam Worthington, Octavia Spencer, Tim McGraw, Radha Mitchell, Alice Braga. 132 min. Paris. 12 anos.

Cena de OS SMURFS E A VILA PERDIDA (2017), de Kelly Asbury

Cena de OS SMURFS E A VILA PERDIDA (2017), de Kelly Asbury

Quem cresceu na década de 1980 certamente deve ter aproveitado bastante o sucesso da série de animação que costumava passar durante as manhãs. E de fato a série era cativante e divertida. Tanto que sobreviveu ao tempo e ganhou alguns exemplares para o cinema. Os Smurfs e a Vila Perdida é mais um a engrossar a lista, que já tinha Os Smurfs (2011) e Os Smurfs 2 (2013), que misturavam animação com atores de carne e osso. O novo filme é inteiramente de animação. Na trama, Smurfette não está contente pois começa a perceber que todos os homens do vilarejo têm uma função precisa na comunidade, menos ela. Indignada, ela parte em busca de novas descobertas e conhece uma Floresta Encantada, com diversas criaturas mágicas. Em cartaz em grande circuito.

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OS SMURFS E A VILA PERDIDA (Smurfs – The Lost Village, EUA, 2017), de Kelly Asbury. Com as vozes originais de Ariel Winter, Michelle Rodriguez, Joe Manganiello, Julia Roberts, Mandy Patinkin. 89 min. Sony. Livre.

Pré-estreia

Charlize Theron em VELOZES E FURIOSOS 8 (2017), de F. Gary Gray

Charlize Theron em VELOZES E FURIOSOS 8 (2017), de F. Gary Gray

Uma das maiores franquias de ação de todos os tempos, até então Velozes e Furiosos se caracterizou por ser uma série de filmes dirigidos por cineastas do segundo escalão, sem nenhum interesse em caprichar nos diálogos ou dar uma profundidade mínima aos personagens. Ainda assim, o público comprou a proposta e o filme anterior ainda contou com um grande diretor, James Wan. Só que Wan era um diretor de filmes de horror. F. Gary Gray (Uma Saída de Mestre, 2003) é que comanda o novo filme e por isso há mais chances de sair daí um belo trabalho. Mostrar Dominic Toretto (Vin Diesel) traindo a família é outra coisa curiosa, assim como a presença da maravilhosa Charlize Theron como uma das vilãs. Em pré-estreia na quarta-feira, 12, em grande circuito.

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VELOZES E FURIOSOS 8 (The Fate of the Furious, EUA/França/Canadá/Reino Unido/Samoa, 2017), de F. Gary Gray. Com Vin Diesel, Charlize Theron, Dwayne Johnson, Michelle Rodriguez, Jason Stathan. 136 min. Universal. 14 anos.

Saem de cartaz

Com os Punhos Cerrados
Era o Hotel Cambridge
Kong – A Ilha da Caveira
(com sessões saideira no UCI Iguatemi)
Travessia

As estreias desta quinta-feira, 6, que não entram em cartaz em Fortaleza

Argentina
Cães Selvagens
Dolores
Gaga – O Amor pela Lança
Por Trás do Céu

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