RANKING INTERNACIONAL – A BELA E A FERA estreia na liderança

A Bela e a Fera arrecadou um ótimo valor em seu primeiro fim de semana nos mercados internacional e doméstico, garantindo a primeira colocação do ranking internacional. Kong: A Ilha da Caveira veio logo atrás, na segunda colocação, com uma arrecadação próxima da obtida por Logan, que terminou o período na terceira posição. Um pouco distante na arrecadação, Quatro Vidas de Um Cachorro ficou com o quarto lugar do ranking, e Sing: Quem Canta Seus Males Espanta, em quinto.

Emma Watson em cena de A BELA E A FERA.

Emma Watson em cena de A BELA E A FERA.

Entrando em cartaz em 45 localidades, A Bela e a Fera disparou na liderança do ranking internacional com uma arrecadação de US$ 180 milhões no fim de semana. A China liderou a lista dos países que obtiveram as maiores arrecadações, com cerca de US$ 44,8 milhões, seguida do Reino Unido, com US$ 22,8 milhões; Coréia do Sul, com US$ 11,9 milhões; México, com US$ 11,6 milhões; Alemanha, com US$ 10,7 milhões, e Brasil, com US$ 10,4 milhões. Nessa semana, o filme entra em cartaz na Bélgica, França, Austrália, Hungria e Israel.

Cena de KONG: A ILHA DA CAVERNA.

Cena de KONG: A ILHA DA CAVERNA.

Em segundo lugar, ficou Kong: A Ilha da Caverna, em seu segundo fim de semana em cartaz no mercado internacional. Em cartaz em 65 localidades, a aventura arrecadou cerca de US$ 38,5 milhões no período, tendo obtido seu melhor desempenho do fim de semana no Reino Unido, com uma arrecadação de US$ 3,3 milhões, seguido da Coréia do Sul, com US$ 2,5 milhões. Ao fim de domingo, o valor estimado era de US$ 150 milhões em receita total no mercado internacional.

Hugh Jackman em cena de LOGAN.

Hugh Jackman em cena de LOGAN.

Em seu terceiro fim de semana no mercado internacional, Logan conseguiu manter uma boa renda ao acumular US$ 31,5 milhões nas 80 localidades em que está em cartaz. Na China, a aventura ficou na terceira colocação do ranking local, a mesma do internacional, atrás apenas de A Bela e a Fera e de Quatro Vidas de Um Cachorro, com uma renda de US$ 6,3 milhões e um total acumulado de US$ 101 milhões no país. No mercado internacional, o arrecadado total era estimado em US$ 340 milhões.

Cena de QUATRO VIDAS DE UM CACHORRO.

Cena de QUATRO VIDAS DE UM CACHORRO.

Na quarta colocação, ficou Quatro Vidas de Um Cachorro que tem obtido um impulso nas bilheterias após sua estreia na China. Em cartaz em 40 localidades, o filme arrecadou US$ 12 milhões no mercado internacional. Na China, já acumulou US$ 74 milhões, de um total de US$ 102 milhões nas bilheterias internacionais, estimado no término do último fim de semana.

Cena de SING: QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA.

Cena de SING: QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA.

Sing: Quem Canta Seus Males Espanta entrou em cartaz no Japão e conseguiu voltar ao top cinco ao acumular US$ 6,3 milhões em seu primeiro fim de semana no país, onde ficou na primeira colocação do ranking local. A animação ficou com o quinto lugar no ranking internacional, com uma arrecadação de US$ 9,1 milhões no período. O total acumulado no mercado internacional até o último fim de semana girava em torno dos US$ 320 milhões.

Confira a tabela do ranking internacional com os dez melhores.

RINT

Veja abaixo o trailer de A Bela e a Fera.

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SEMANA 12 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Semana bastante interessante, com destaque para o suspense Fragmentado (2016), do nosso querido e controverso M. Night Shyamalan. Há ainda a animação A Tartaruga Vermelha (2016), de Michael Dudok de Wit; a comédia dramática T2 Trainspotting (2017), de Danny Boyle; o drama Era o Hotel Cambridge (2016), de Eliane Caffé; e a aventura Power Rangers (2017), de Dean Israelite. Em pré-estreia, o drama Eu Te Levo (2016), de Marcelo Müller

Cena de FRAGMENTADO (2016), de M. Night Shyamalan

Cena de FRAGMENTADO (2016), de M. Night Shyamalan

Quem é fã de M. Night Shyamalan deve concordar que é muito bom vê-lo novamente ganhando o interesse até daqueles que lhe lançaram pedras. Depois de A Visita (2015), uma produção baratíssima e que foi bem recebida por público e crítica, desta vez ele volta com uma obra um pouco mais ambiciosa, com um astro famoso, James McAvoy, interpretando um psicopata com múltiplas personalidades que sequestra três garotas.  Ter Anya Taylor-Joy, a garota de A Bruxa, o grande filme de horror do ano passado, também ajuda a imprimir força e importância a esse novo trabalho. Além do mais, um filme de Shymalan, além de funcionar como entretenimento, também fornece espaço para reflexão. Desejamos boa sorte a Fragmentado em sua passagem pelo Brasil. Em cartaz em grande circuito.

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FRAGMENTADO (Split, EUA, 2016), de M. Night Shyamalan. Com James McAvoy, Anya Taylor-Joy, Haley Lu Richardson, Betty Buckley, Jessica Sula. 117 min. Universal. 14 anos.

Cena de A TARTARUGA VERMELHA (2016), de Michael Dudok de Wit

Cena de A TARTARUGA VERMELHA (2016), de Michael Dudok de Wit

Uma animação sem qualquer diálogo e que conquistou com sua simplicidade uma plateia exigente, A Tartaruga Vermelha foi um dos indicados ao Oscar de melhor animação. O filme nos apresenta a um náufrago, preso durante muitos anos em uma ilha deserta, junto a pequenos caranguejos, aves e tartarugas gigantes. Acompanhamos as tentativas de fugir da ilha e as imagens de beleza impressionante. O filme é a estreia na direção de longa-metragem do holandês Michael Dudok de Wit, embora ele já tenha uma carreira relativamente longa, dedicada a curtas de animação. Dizem que Father and Daughter (2000), inclusive, é uma obra-prima. Uma beleza que o circuito tenha dado espaço, ainda que limitado, para esse filme, que conta com produção dos estúdios Ghibli. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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A TARTARUGA VERMELHA (La Tortue Rouge, França/Bélgica/Japão, 2016), de Michael Dudok de Wit. Animação. 80 min. Sony. Livre.

Cena de T2 TRAINSPOTTING (2017), de Danny Boyle

Cena de T2 TRAINSPOTTING (2017), de Danny Boyle

Mais de 20 depois do marcante e antológico Trainspotting – Sem Limites (1996), o diretor Danny Boyle consegue reunir todo o elenco original para uma sequência que mostra o reencontro dos personagens depois de todo este tempo. O que terá mudado na vida dessas pessoas que se caracterizavam pela vida desregrada e por abusar das drogas e da sorte? No novo filme, Mark Renton (Ewan McGregor) retorna à Escócia e reúne-se com os seus velhos amigos Spud, Sick Boy e Begby depois de tê-los traído. Uma revisão ao primeiro filme seria uma boa antes de entrar de cabeça nessa continuação, que parece ser bem divertida e é livremente baseada no romance Pornô (2002), de Irvine Welsh. Em cartaz no UCI Iguatemi.

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T2 TRAINSPOTTING (Reino Unido, 2017), de Danny Boyle. Com Ewan McGregor, Ewen Bremner, Jonny Lee Miller, Robert Carlyle, Kelly Macdonald. 117 min. Sony. 16 anos.

Cena de ERA O HOTEL CAMBRIDGE (2016), de Eliane Caffé

Cena de ERA O HOTEL CAMBRIDGE (2016), de Eliane Caffé

Eliane Caffé retoma a parceria com José Dumont, que tão bem brilhou nos dois primeiros trabalhos da diretora, Kenoma (1998) e Narradores de Javé (2003). Em Era o Hotel Cambridge, a diretora nos apresenta a um grupo de refugiados recém-chegados ao Brasil que dividem com um grupo de sem-tetos um velho edifício abandonado no centro de São Paulo. Além da tensão diária que a ameaça de despejo causa, os novos moradores do prédio terão que lidar com seus dramas pessoais e aprender a conviver com pessoas que, apesar de diferentes, enfrentam juntos a vida nas ruas. Assim como em Narradores de Javé, a diretora volta a reunir atores e não-atores agora em um cenário mais urbano e em um momento mais tenso de nossa sociedade. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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ERA O HOTEL CAMBRIDGE (Brasil, 2016), de Eliane Caffé. Com Juliane Arguello, José Dumont, Suely Franco, Mariana Raposo, Gabriel Tonin. 99 min. Vitrine. 12 anos.

Cena de POWER RANGERS (2017), de Dean Israelite

Cena de POWER RANGERS (2017), de Dean Israelite

Dirigido por Dean Israelite, do divertido Projeto Almanaque (2015), o terceiro longa-metragem para cinema dos Power Rangers tem a intenção de recomeçar do zero, com inspiração na primeira temporada dos Mighty Morphin Power Rangers, lá dos anos 1990, que foi quando iniciou a febre dos personagens inspirados (ou copiados?) nos tokusatsus japoneses, mas com personagens ocidentais e adaptações para o modo de vida americano. Na trama de Power Rangers, cinco adolescentes descobrem que o planeta está à beira de sofrer um ataque alienígena. Eles são os únicos capazes de deter a ameaça e salvar o planeta. Andam dizendo por aí que o filme é muito divertido. Em cartaz em grande circuito.

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POWER RANGERS (Canadá/EUA, 2017), de Dean Israelite. Com Dacre Montgomery, Naomi Scott, RJ Cyler, Ludi Lin, Becky G. 124 min. Paris. 10 anos.

Pré-estreia

Cena de EU TE LEVO (2016), de Marcelo Müller

Cena de EU TE LEVO (2016), de Marcelo Müller

Primeiro longa-metragem dirigido por Marcelo Müller, roteirista de Infância Clandestina (2011) e O Outro Lado do Paraíso (2014), Eu Te Levo nos apresenta a Rogério, um sujeito calado, que gosta de rock e mora com a mãe no interior de São Paulo. Seu pai morreu há poucos dias e deixou um negócio para administrar. Isso gera no filho uma necessidade de resolver finalmente o que fazer de sua vida. O rapaz precisa declarar uma tardia independência e resgata um sonho de infância: entrar no Corpo de Bombeiros. Müller opta pela fotografia em preto e branco e pelo scope. Deve ter ficado bem bonito. Em pré-estreia na sexta-feira no Cinema do Dragão, com sessão seguida de debate com o realizador.

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EU TE LEVO (Brasil, 2016), de Marcelo Müller. Com Anderson Di Rizzi, Rosi Campos, Giovanni Gallo, Gabriela Palumbo, Guilherme Nasraui. 80 min. Pandora. 12 anos.

Saem de cartaz

A Bailarina
A Grande Muralha
Estrelas Além do Tempo
Fome de Poder
Moana – Um Mar de Aventuras
Silêncio
Toni Erdmann
Versões de um Crime
(com sessões saideira no UCI Iguatemi)

As estreias nacionais desta quinta-feira, 23, que não entram em cartaz em Fortaleza

Imprevistos de uma Noite em Paris
Reset
Todas as Cores da Noite
Travessia

Veja o trailer de Todas as Cores da Noite

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SEMANA 11 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Semana em que predomina o reinado da Disney, com a fantasia A Bela e a Fera (2017), de Bill Condon. Mas também é semana de belos filmes alternativos, como o clássico Hiroshima Meu Amor (1959), de Alain Resnais; o documentário Jonas e o Circo sem Lona (2015), de Paula Gomes; o drama Com os Punhos Cerrados (2014), de Pedro Diógenes, Luiz Pretti e Ricardo Pretti; a comédia Tinha Que Ser Ele? (2016), de John Hamburg; e o drama Negação (2016), de Mick Jackson

Cena de HIROSHIMA MEU AMOR (1959), de Alain Resnais

Cena de HIROSHIMA MEU AMOR (1959), de Alain Resnais

A Zeta Filmes tem trazido várias produções clássicas modernas que tiveram uma restauração recente. É o caso agora de Hiroshima Meu Amor, primeiro longa-metragem de Alain Resnais, que já na época tinha uma experiência com cinema admirável. Inclusive, seu filme anterior mais marcante também tinha a ver com o horror da guerra: Noite e Neblina (1956). Na trama de Hiroshima Meu Amor, uma atriz francesa (Emmanuelle Riva) vai ao Japão para trabalhar em um filme pacifista sobre a bomba de Hiroshima e vive um romance com um arquiteto japonês casado. O filme deve crescer muito na telona do cinema, agora em cópia DCP 4K, e com maior possibilidade de imersão no clima poético. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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HIROSHIMA MEU AMOR (Hiroshima Mon Amour, França/Japão, 1959), de Alain Resnais. Com Emmanuelle Riva, Eiji Okada, Stella Dassas, Pierre Barbaud, Bernard Fresson. 90 min. Zeta. Classificação a definir.

Cena de JONAS E O CIRCO SEM LONA (2015), de Paula Gomes

Cena de JONAS E O CIRCO SEM LONA (2015), de Paula Gomes

Exibido em mais de 30 festivais ao redor do mundo, Jonas e o Circo sem Lona é um documentário que nos apresenta ao personagem-título, um garoto de 13 anos de idade que é filho e neto de artistas de circo. O menino tem o seu próprio circo improvisado, que é frequentado pelos moradores do pobre bairro onde vive, na Bahia. É ele quem coordena os números, prepara os figurinos, a música e controla os ingressos. Jonas pretende abandonar a escola para se juntar ao tio e viver num circo itinerante, mas a mãe prefere que ele permaneça na escola. No meio dessa briga, ele descobre as dificuldades da vida adulta. O filme teve boa acolhida no Festival do Rio de 2015. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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JONAS E O CIRCO SEM LONA (Brasil, 2015), de Paula Gomes. Documentário. 82 min. Vitrine. Classificação a definir.

Cena de COM OS PUNHOS CERRADOS (2014), de Pedro Diógenes, Luiz Pretti e Ricardo Pretti

Cena de COM OS PUNHOS CERRADOS (2014), de Pedro Diógenes, Luiz Pretti e Ricardo Pretti

O cinema cearense vem se mantendo firme em sua coragem de se arriscar. Com os Punhos Cerrados é mais um exemplar produzido pelo coletivo Alumbramento que ganha os cinemas brasileiros nesta semana. Na trama, três jovens rapazes lutam pela liberdade e planejam uma revolução, através de uma rádio clandestina, invadindo as transmissões das rádios de Fortaleza e atacando a base constitutiva da sociedade burguesa e capitalista. Quando começam a incomodar os poderosos, suas vidas passam a correr risco, ao mesmo tempo em que surge uma bela e misteriosa ouvinte que deseja se unir a eles e pode transformar os seus destinos. Como se vê, o risco não é apenas estético, mas também está na trama. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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COM OS PUNHOS CERRADOS (Brasil, 2014), de Pedro Diógenes, Luiz Pretti e Ricardo Pretti. Com Ricardo Pretti, Luiz Pretti, Pedro Diógenes, Samya De Lavor, Uirá dos Reis. 74 min. Pique-Bandeira. 16 anos.

Cena de TINHA QUE SER ELE? (2016), de John Hamburg

Cena de TINHA QUE SER ELE? (2016), de John Hamburg

Para contrabalançar esta semana de filmes mais pesados ou sérios, há uma comédia leve (ou não tão leve assim, dada a classificação indicativa).  Em Tinha Que Ser Ele?, Ned (Bryan Cranston) leva a família inteira para visitar a querida filha Stephanie (Zoey Deutch) durante o feriado do Natal, mas ao encontrá-la entra em conflito com o namorado dela (James Franco), um rapaz excêntrico que ficou rico por causa da internet. Vendo o trailer e o sorriso de James Franco não dá pra imaginar outra pessoa que não fosse ele para o papel do  genro. John Hamburg é o diretor do ótimo bromance Eu Te Amo, Cara (2009), além de roteirista de vários outras comédias. Em cartaz no UCI Iguatemi.

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TINHA QUE SER ELE? (Why Him?, EUA/Camboja, 2016), de John Hamburg. Com Zoey Deutch, James Franco, Bryan Cranston, Tangie Ambrose, Cedric the Entertainer. Fox. 16 anos.

Cena de NEGAÇÃO (2016), de Mick Jackson

Cena de NEGAÇÃO (2016), de Mick Jackson

Mick Jackson, diretor com um currículo mais ligado à televisão e cujo filme mais conhecido é O Guarda-Costas (1992), está de volta aos cinemas com o drama Negação, que conta a história de Deborah E. Lipstadt (Rachel Weisz), uma conceituada pesquisadora que ataca veementemente, em um livro, o historiador David Irving (Timothy Spall), que prega que o Holocausto não existiu e é uma invenção dos judeus para lucrar mais. Julgando-se prejudicado pela publicação da autora, Irving entra com um processo por difamação contra Deborah. Ela vai precisar provar em tribunal a veracidade da acusação, algo que parece um absurdo. Deve ser no mínimo bem interessante. Em cartaz no Pátio Dom Luís.

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NEGAÇÃO (Denial, Reino Unido/EUA, 2016), de Mick Jackson. Com Rachel Weisz, Tom Wilkinson, Timothy Spall, Andrew Scott, Jack Lowden. 109 min. Sony. 12 anos.

Cena de A BELA E A FERA (2017), de Bill Condon

Cena de A BELA E A FERA (2017), de Bill Condon

A Disney viu que a transposição das animações para filmes em live action tem dado certo. Deu certo com Malévola (2014) e também com Cinderella (2015) e Mogli – O Menino Lobo (2016). A Bela e a Fera é o mais recente desses filmes baseados em animações e traz Emma Watson como uma moradora de uma pequena aldeia francesa cujo pai foi capturado pela Fera e decide entregar sua vida à estranha criatura, em troca da liberdade do genitor. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é na verdade um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana. A história é conhecida, o que importa é como ela é contada. Em cartaz em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

Veja o trailer

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A BELA E A FERA (Beauty and the Beast, EUA, 2017), de Bill Condon. Com Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Josh Gad, Kevin Kline. 129 min. Disney. 10 anos.

Saem de cartaz

A Garota Desconhecida
Eu Não Sou Seu Negro
O Apartamento
Papa Francisco, Conquistando Corações
Um Limite entre Nós (sessões saideiras no UCI Iguatemi)
Waiting for B.

As estreias nacionais desta quinta-feira, 16, que não entram em cartaz em Fortaleza

Era o Hotel Cambridge
Estopô Malaio
Fátima
História Antes de uma História
La Vingança
O Filho de Joseph
Os Cowboys
Pedro Osmar, pra Liberdade Que Se Conquista
Por um Punhado de Dólares – Os Novos Emigrados

Veja o trailer de Era o Hotel Cambridge

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RELICÁRIO DO CINEMA #5 – TRÊS HOMENS EM CONFLITO

O expoente máximo do subgênero western spaghetti, é o filme analisado nessa semana na coluna, saiba o porque de Três Homens em Conflito (1966), de Sérgio Leone, merecer a alcunha de clássico incontestável

3 HOMENS EM CONFLITO (1966), de Sérgio Leone: Clint Eastwood, Lee Van Cleef e Eli Wallach

3 HOMENS EM CONFLITO (1966), de Sérgio Leone: Clint Eastwood, Lee Van Cleef e Eli Wallach

Sérgio Leone (1929 – 1989) costumava dizer que Clint Eastwood tinha apenas duas expressões faciais: uma com, e outra sem chapéu. Uma certa injustiça com o mais famoso (ao lado de John Wayne) ator dos westerns e protagonista central da célebre Trilogia dos Dólares, que tem em Três Homens em Conflito (Il Buono, il Brutto, il Cattivo, 1966) o seu terceiro e último capítulo. Embora as três produções possam ser encaradas como histórias independentes, esse último ato das aventuras do personagem sem nome vivido por Clint, talvez seja o maior representante do chamado westerns spaghetti, produções que apesar do pano de fundo histórico calcado na história dos EUA, era produzido e dirigido quase em sua exclusividade por europeus, sobretudo os italianos como Leone.

A trama, como o próprio nome diz (embora os brasileiros sempre tendam a inventar moda), gira em torno de três foras-da-lei que ganham a vida no Velho Oeste de modos diversos, Blondie, o Bom (Eastwood) tem uma parceria com Tuco, o Feio (Eli Wallach, soberbo), e ganham dinheiro passando a perna em xerifes e moradores de pequenas cidades, com um golpe pra lá de engenhoso. Já Angel Eyes ( Lee Van Cleef), é um impiedoso assassino de aluguel, o típico vilão detestável e temido dos típicos filmes de faroeste.

Após o término da parceria entre o Loirinho e Tuco, e o descobrimento de um certo tesouro enterrado em um local distante, tem-se ali o início da disputa entre os três, que planejam passar a perna um no outro para a obtenção da fortuna, a qual se encontra enterrada em um cemitério. Some-se ao enredo, o fato da região ser palco da Guerra Civil Americana e obrigatória a passagem dos personagens principais pela zona de conflito, o que causará alguns dramas e cenas memoráveis ao longo da película.

Em entrevista, Clint Eastwood afirmava que os charutos eram horrorosos e de péssima qualidade

Em entrevista, Clint Eastwood afirmava que os charutos eram horrorosos e de péssima qualidade

Geralmente, os detratores do gênero western, falam do pouco apuro técnico das produções, ou da interpretação afetada e clichê dos atores, mas essas reclamações jamais podem ser feita aos filmes de Sérgio Leone – e sobretudo a este em análise -, já que os enquadramentos, tanto de cenas abertas (gravadas em Almería, na Espanha), quanto nos closes ( a famosa cena do “trielo”), oferecem uma criatividade de renovação completa de um gênero dado como morto. O que vemos é um cineasta que sabia o que estava fazendo – e muito bem feito -, por sinal.

E quanto às atuações, Clint, como sempre mostra um total conforto ao interpretar o herói durão e corajoso, e Lee Van Cleef realmente faz crer que o seu personagem é perigoso e cruel – e que não se deve mexer com ele -,  sob o risco de ir falar mais cedo com Deus ou o Diabo. Mas o destaque do filme, aquele que mais tempo passa na tela, e que rouba as cenas mesmo com os outros personagens principais é Eli Wallach e o seu Tuco trambiqueiro, simplesmente magistral, tanto nas cenas de ação, quanto nos alívios cômicos no decorrer da trama, sendo este considerado, para muitos de seus fãs, o seu grande papel da carreira.

Algumas cenas memoráveis da história da Sétima Arte estão em 3 Homens em Conflito. Mesmo quem nunca o assistiu deve ter visto ou ouvido  falar da famosa cena do duelo – ou “trielo” final -, na qual os três personagens título decidem a posse do tesouro; ou viu ou ouviu sobre algumas das inúmeras paródias ao longo desses quase cinquenta anos, ou mesmo a corrida no cemitério, protagonizada por Tuco, uma das mais belas cenas que tive o prazer de ver em um filme. Mas a história não teria o mesmo peso dramático sem a trilha do insuperável mestre Ennio Morricone, que tem aqui algumas das suas melhores composições, casando completamente com a história, e pontuando com extrema precisão os momentos-chave da trama.

Três homens em Conflito é um clássico incontestável do Cinema, tendo em vista que, mesmo ao reunir vários dos clichês dos filmes de caubói, revigora um gênero quase abandonado pelos estúdios de Hollywood e se impõe  em definitivo ao apresentar um novo estilo de abordagem das histórias de faroeste, mesmo que tenha um roteiro que do ponto de vista narrativo pareça simplório, mas que em compensação traz vários diálogos memoráveis. E, sem deixar de destacar, os momentos de silêncio, o filme expressa a tensão de situações e personagens, como a já comentada sequência de quase cinco minutos do confronto final, com os seus seguidos enquadramentos nos olhos e expressões dos personagens, elementos cinematográficos elevam as expectativas do espectador, até o clímax – a qual, claro, não irei contar -, pois o objetivo aqui e querer que quem não a viu, veja,a parte ou melhor ainda, assista ao filme inteiro.

A cena clássica do duelo em 3 HOMENS EM CONFLITO: renovação da concepção dos duelos no Cinema

A cena clássica do duelo em 3 HOMENS EM CONFLITO: renovação da concepção dos duelos no Cinema

Três Homens em Conflito é altamente recomendado para os fãs do gênero e dos grandes filmes de um modo geral. Mas, os que gostam do cinema como arte irão se apaixonar.

CINCO CURIOSIDADES SOBRE TRÊS HOMENS EM CONFLITO

1- Em Il Buono, il Brutto, il Cattivo (O bom, o Mau e o Feio), o “feio” (Eli Wallach) é o personagem que mais aparece, embora o “bom” (Eastwood”) seja considerado o astro;

2- Eli Wallach quase foi decapitado na cena em que cai do trem;

3- O esqueleto encontrado por Tuco no cemitério de Sad Hill, era verdadeiro. Uma atriz espanhola colocou em seu testamento que gostaria de atuar mesmo depois de morta;

4- Sergio Leone e Ennio Morricone,o gênio que compôs as musicas dos seus filmes e de vários outros, eram colegas de classe quando crianças;

5- A cena da corrida no cemitério, em seu começo traz um improviso inusitado: o cachorro que assusta Eli Wallach, foi colocado sem o conhecimento do ator, Leone disse que tomou tal decisão porque não queria que o momento tomasse uma desnecessária carga melodramática. Coisa de gênio.

TRÊS HOMENS EM CONFLITO the-good-the-bad-and-the-ugly-movie-poster-1966-1010415095
Il Buono, il Brutto, il Cativo
The Good, the Bad and the Ugly (título internacional)
Itália-Espanha, 1966
Direção: Sergio Leone
Roteiro: Sergio Lone, Agenore Incrocci, Furio Furio Scarpelli e Luciano Vincenzoni
Elenco: Clint Eastwood, Eli Wallach, Lee VanCleef, Mario Brega, Rada Rassimov e Aldo Giuffré
Produção: Alberto Grimaldi
Fotografia: Tonino Delli Colli
Trilha Sonora: Enio Morricone
161 minutos

Conheça ou reveja  a clássica cena do cemitério, embalada pela magistral trilha de Enio Morricone:

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RANKING INTERNACIONAL – LOGAN surpreende na liderança

Logan apostou tudo em sua estreia no mercado internacional e entrou em cartaz em mais de 80 localidades, arrecadando um valor absurdo que não deu chance alguma para Resident Evil 6: O Capítulo Final. Quatro Vidas de um Cachorro entrou em cartaz na China e conseguiu assumir a terceira posição do ranking, após certo tempo fora do top cinco. Sing: Quem Canta Seus Males Espanta ficou em quarto após estreia na Rússia. La La Land: Cantando Estações aproveitou-se da queda dos que estavam a sua frente pra terminar o período na quinta colocação.

Hugh Jackman em cena de LOGAN.

Hugh Jackman em cena de LOGAN.

Em seu primeiro fim de semana em cartaz nas bilheterias internacionais, Logan arrecadou cerca de US$ 152 milhões no período e garantiu a primeira colocação do ranking sem dificuldades. Apenas na China, a aventura obteve cerca de US$ 50 milhões, e junto aos valores obtidos no Reino Unido, Brasil, Coréia do Sul e Rússia, o acumulado já se aproximava dos US$ 100 milhões. A única próxima estreia marcada é no Japão, prevista para o dia primeiro de junho.

Cena de RESIDENT EVIL 6: O CAPÍTULO FINAL.

Cena de RESIDENT EVIL 6: O CAPÍTULO FINAL.

Na China, Resident Evil 6: O Capítulo Final despencou com a chegada de Logan e foi consideravelmente prejudicado, quase perdendo até a vice-liderança do ranking. O filme arrecadou US$ 18,4 milhões e conseguiu, por uma diferença de cerca de US$ 1 milhão, ficar com a segunda posição do ranking. Há onze semanas em cartaz, o acumulado pelo filme no mercado internacional era estimado em US$ 267 milhões ao término do fim de semana.

Cena de QUATRO VIDAS DE UM CACHORRO.

Cena de QUATRO VIDAS DE UM CACHORRO.

Quatro Vidas de um Cachorro, que após pouco tempo em cartaz já tinha desaparecido da tabela dos dez melhores do ranking, voltou ao top cinco ao entrar em cartaz na China e conseguir acumular US$ 17,4 milhões no último fim de semana, estando em cartaz em pouco mais de 40 localidades. Com o resultado, o filme garantiu a terceira posição com segurança em sua sétima semana em cartaz no mercado internacional. Ao término do período, a arrecadação era estimada em US$ 41,3 milhões.

Emma Stone e Ryan Gosling em cena de LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES.

Emma Stone e Ryan Gosling em cena de LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES.

Aproveitando a queda da maioria dos filmes do top cinco da semana passada, Sing: Quem Canta Seus Males Espanta e La La Land: Cantando Estações voltaram a ficar entre os cinco melhores, na quarta e quinta posição, respectivamente. Os dois obtiveram arrecadações bem próximas. Sing somou US$ 11,4 milhões no período, enquanto que La La Land fez US$ 11,1 milhões. Ao fim do domingo, Sing e La La Land acumulavam respectivamente um valor aproximado de US$ 297 e US$ 250 milhões no mercado internacional.

Confira abaixo a tabela com os dez melhores do ranking internacional.

RINT

Veja abaixo o trailer de Logan.

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SEMANA 10 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Uma das melhores semanas do ano em quantidade de boas estreias no circuito, a décima semana traz o drama Silêncio (2016), de Martin Scorsese; a comédia dramática Toni Erdmann (2016), de Maren Ade; o suspense Personal Shopper (2016), de Olivier Assayas; a comédia dramática Insubstituível (2016), de Thomas Lilti; a aventura Kong – A Ilha da Caveira (2017), de Jordan Vogt-Roberts; o drama biográfico Fome de Poder (2016), de John Lee Hancock; o suspense de tribunal Versões de um Crime (2016), de Courtney Hunt; o drama Um Limite entre Nós (2016), de Denzel Washington; e a cinebio Papa Francisco, Conquistando Corações (2015), de Beda Docampo Feijóo. Em pré-estreia, a fantasia A Bela e a Fera (2017), de Bill Condon

Cena de SILÊNCIO (2016), de Martin Scorsese

Cena de SILÊNCIO (2016), de Martin Scorsese

A esnobada que Silêncio, o novo filme de Martin Scorsese, recebeu nas premiações pode ter sido bastante injusta. E uma obra de Scorsese é sempre algo obrigatório, não importando se não é tão brilhante quanto os seus melhores trabalhos. O tema da religião volta à tona explicitamente, como em A Última Tentação de Cristo (1988) e Kundun (1997), e o filme se passa no Japão do século XVII, onde dois padres jesuítas portugueses (Andrew Garfield e Adam Driver) numa época em que o catolicismo foi banido do país, enfrentam a violência e a perseguição do governo local. Eles estão lá com o intuito de encontrar o seu mentor (Liam Neeson). As imagens, a cargo de Rodrigo Prieto, que trabalhou com Scorsese em O Lobo de Wall Street (2013), são de encher os olhos. Em cartaz no UCI Iguatemi, Cinépolis RioMar (sala VIP) e Del Paseo.

Veja o trailer

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SILÊNCIO (Silence, EUA/Taiwan/México, 2016), de Martin Scorsese. Com Andrew Garfield, Adam Driver, Liam Neeson, Tadanobu Asano, Ciarán Hinds. 161 min. Imagem. 12 anos.

Cena de TONI ERDMANN (2016), de Maren Ade

Cena de TONI ERDMANN (2016), de Maren Ade

Sensação no último Festival de Cannes, tendo ganhado o prêmio da FIPRESCI, a crítica internacional, Toni Erdmann ainda conquistou alguns holofotes nas premiações recentes, tendo concorrido tanto ao Oscar quanto ao Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira. Na trama, Winfried (Peter Simonischek) é um senhor que gosta de levar a vida com bom humor e fazendo brincadeiras. Porém, seu jeito extrovertido fez com que se afastasse da filha Ines (Sandra Hüller), sempre sisuda e extremamente dedicada ao trabalho. Percebendo o afastamento, Winfried decide visitá-la na cidade em que ela mora, Budapeste. Não dá muito certo. Apesar da duração longa, Toni Erdmann foi o filme mais popular de Cannes. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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TONI ERDMANN (Alemanha/Áustria/Suíça/Romênia, 2016), de Maren Ade. Com Sandra Hüller, Peter Simonischek, Michael Wittenborn, Thomas Loibl, Trystan Pütter. 162 min. Sony. 16 anos.

Kristen Stewart em PERSONAL SHOPPER (2016), de Olivier Assayas

Kristen Stewart em PERSONAL SHOPPER (2016), de Olivier Assayas

Olivier Assayas virou sinônimo de cinema de qualidade desde a década de 1990. Como o longa anterior, Acima das Nuvens (2014), foi muito bem recebido, assim como a jovem atriz Kristen Stewart, o cineasta francês repete a parceria com ela neste suspense que recebeu vaias em Cannes, mas que deve ter algo de muito interessante e diferente. Na trama de Personal Shopper, Maureen (Kristen Stewart) é uma jovem americana que mora em Paris, trabalha como “personal shopper” para uma celebridade local e tem uma capacidade especial para se comunicar com o mundo dos mortos. A moça dividia esse dom com seu irmão, recém-falecido, que parece estar querendo enviar uma mensagem para o mundo dos vivos. Em cartaz no Cinema do Dragão, UCI Iguatemi e UCI Parangaba.

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PERSONAL SHOPPER (França/Alemanha, 2016), de Olivier Assayas. Com Kristen Stewart, Lars Eidinger, Sigrid Bouaziz, Anders Danielsen Lie, Ty Olwin. 105 min. Imovision. 14 anos.

Cena de INSUBSTITUÍVEL (2016), de Thomas Lilti

Cena de INSUBSTITUÍVEL (2016), de Thomas Lilti

O diretor Thomas Lilti, além de cineasta, é médico. E por isso seus filmes que abordam questões relativas à sua profissão são tão interessantes, como foi o caso de Hipócrates (2014). O novo filme, Insubstituível, nos apresenta a um médico de uma área rural da França, Jean-Pierre (François Cluzet), homem e profissional atencioso, que atende, cura e tranquiliza a população do local em qualquer dia e em qualquer hora. Com Jean-Pierre doente, Natalie (Marianne Denicourt), recém-formada, chega da cidade para tentar ajudá-lo e enfrenta dois grandes dilemas: conseguir se adaptar a esta nova vida e, principalmente, substituir o homem que a população acredita ser insubstituível. Em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis RioMar).

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INSUBSTITUÍVEL (Médecin de Campagne, França, 2016), de Thomas Lilti. Com François Cluzet, Marianne Denicourt, Christophe Odent, Patrick Descamps, Guy Faucher. 102 min. Cinearte. 12 anos.

Cena de KONG - A ILHA DA CAVEIRA (2017), de Jordan Vogt-Roberts

Cena de KONG – A ILHA DA CAVEIRA (2017), de Jordan Vogt-Roberts

Filmes com o King Kong sempre são bem recebidos pelo público. Agora que um deles pode ser visto em uma tela gigante IMAX, então, tudo pode ser ainda maior e até melhor, se o filme for realmente bom. O elenco é animador. Na trama, um ex-militar viaja com um grupo de desbravadores até a mítica Ilha da Caveira, onde seu irmão desapareceu enquanto procurava o Titan, um soro que teria o poder de curar todas as doenças. Além de resgatar o irmão, o homem enfrentará as criaturas que habitam o lugar. A equipe de exploradores se aventura nas profundezas da ilha desconhecida no Pacífico, sem saber que estão atravessando o domínio do mítico Kong. Tendo custado quase 200 milhões de dólares, o filme é dirigido pelo pouco conhecido Jordan Vogt-Roberts, com um currículo mais ligado à televisão. Em cartaz em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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KONG – A ILHA DA CAVEIRA (Kong – Skull Island, EUA/Vietnã, 2017), de Jordan Vogt-Roberts. Com Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Brie Larson, John C. Reilly, John Goodman. 118 min. Warner. 12 anos.

Cena de FOME DE PODER (2016), de John Lee Hancock

Cena de FOME DE PODER (2016), de John Lee Hancock

Só de saber que vamos ver um filme sobre a criação e ascensão da rede de restaurantes de fast food McDonald’s já bate um interesse. Pois Fome de Poder está aí para aplacar a curiosidade. Na trama, após receber uma demanda sem precedentes e notar uma movimentação de consumidores fora do normal, o vendedor de Illinois Ray Kroc (Michael Keaton) adquire uma participação nos negócios da lanchonete dos irmãos Richard e Maurice “Mac” McDonald no sul da Califórnia e, pouco a pouco eliminando os dois da rede, transforma a marca em um gigantesco império alimentício. A direção ficou a cargo de John Lee Hancock, de Um Sonho Possível (2009). Em cartaz no UCI Iguatemi e Cinépolis RioMar.

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FOME DE PODER (The Founder, EUA, 2016), de John Lee Hancock. Com Michael Keaton, Nick Offerman, John Carroll Lynch, Linda Cardellini, Laura Dern. 115 min. Diamond. 10 anos.

Cena de VERSÕES DE UM CRIME (2016), de Courtney Hunt

Cena de VERSÕES DE UM CRIME (2016), de Courtney Hunt

Será que Versões de um Crime é um típico suspense de tribunal ou apresenta algo de diferente? Eis a questão. De todo modo, o trailer não deixa de apresentar um filme minimamente curioso. Na trama, Keanu Reeves é um advogado encarregado de defender um adolescente acusado de assassinar o pai rico e, com isso, revelar a verdade por trás do crime. À medida que investiga, descobre que a mãe do garoto (Renée Zellweger) está ocultando diversos fatos essenciais ao caso. A diretora Courtney Hunt é a mesma do ótimo Rio Congelado (2008). Versões de um Crime é apenas o seu segundo filme e conta com um elenco muito interessante, incluindo Reeves, que tem as suas limitações, mas é bem carismático. Em cartaz em grande circuito.

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VERSÕES DE UM CRIME (The Whole Truth, EUA, 2016), de Courtney Hunt. Com Keanu Reeves, Renée Zellweger, Gugu Mbatha-Raw, Gabriel Basso, Jim Belushi. 93 min. PlayArte. 14 anos.

Cena de UM LIMITE ENTRE NÓS (2016), de Denzel Washington

Cena de UM LIMITE ENTRE NÓS (2016), de Denzel Washington

Dos nove filmes indicados à categoria principal do Oscar, Um Limite entre Nós era o único que faltava estrear na cidade. Acabou tendo seu lançamento programado para depois da premiação, o que não pode ter sido um bom negócio. De todo modo, o filme chega com o prêmio de atriz coadjuvante para Viola Davis, por mais que ela não seja coadjuvante coisa nenhuma. Baseado em uma peça de August Wilson e dirigido pelo próprio Denzel Washington, o protagonista, o filme pode crescer bastante se visto no cinema, um espaço em que é possível uma maior imersão. É necessário também um pouco de paciência para acompanhar o andamento e apreciar os diversos momentos memoráveis. Em cartaz no Cinépolis RioMar e UCI Iguatemi.

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UM LIMITE ENTRE NÓS (Fences, EUA, 2016), de Denzel Washington. Com Denzel Washington, Viola Davis, Stephen Henderson, Jovan Adepo, Russell Hornsby. 139 min. Paramount. 14 anos.

Cena de PAPA FRANCISCO, CONQUISTANDO CORAÇÕES (2015), de Beda Docampo Feijóo

Cena de PAPA FRANCISCO, CONQUISTANDO CORAÇÕES (2015), de Beda Docampo Feijóo

O Papa Francisco se tornou um dos mais queridos e admiráveis homens que chegaram ao Vaticano. Papa Francisco, Conquistando Corações trata de contar a sua história, desde a infância, quando ainda era conhecido como Jorge e jamais imaginava quem viria a se tornar no futuro. Com o passar dos anos, o argentino Jorge Mario Bergoglio (Darío Grandinetti, conhecido por dois trabalhos com Pedro Almodóvar) começou sua preparação para, finalmente, ser sacramentado como o Sumo Pontíficie da Igreja Católica. Trata-se de um filme tanto para os católicos quanto para os curiosos sobre a vida de um dos homens mais importantes e influentes do mundo atual. Em cartaz em grande circuito.

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PAPA FRANCISCO, CONQUISTANDO CORAÇÕES (Francisco – El Padre Jorge, Espanha/Argentina/Itália, 2015), de Beda Docampo Feijóo. Com Darío Grandinetti, Silvia Abascal, Anabella Agostini, Eugenia Alonso, Jimena Anganuzzi. 104 min. Mares/Alpha. 10 anos.

Pré-estreia

Cena de A BELA E A FERA (2017), de Bill Condon

Cena de A BELA E A FERA (2017), de Bill Condon

A Disney viu que a transposição das animações para filmes em live action tem dado certo. Deu certo com Malévola (2014) e também com Cinderella (2015) e Mogli – O Menino Lobo (2016). A Bela e a Fera é o mais recente desses filmes baseados em animações e traz Emma Watson como uma moradora de uma pequena aldeia francesa cujo pai foi capturado pela Fera e decide entregar sua vida à estranha criatura, em troca da liberdade do genitor. No castelo ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é na verdade um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana. A história é conhecida, o que importa é como ela é contada. Em pré-estreia nos cinemas UCI Iguatemi e UCI Parangaba, na madrugada de quarta para quinta-feira, dia 15.

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A BELA E A FERA (Beauty and the Beast, EUA, 2017), de Bill Condon. Com Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Josh Gad, Kevin Kline. 129 min. Disney. 10 anos.

Saem de cartaz

A Criada
A Lei da Noite
Aliados
Até o Último Homem
Beleza Oculta
Clarisse ou Alguma Coisa sobre Nós Dois
John Wick – Um Novo Dia para Matar
Lion – Uma Jornada para Casa
Minha Mãe É uma Peça 2

As estreias nacionais desta quinta-feira, 9, que não entram em cartaz em Fortaleza

Eles Só Usam Black-Tie
Hiroshima Meu Amor
Negação
O Crime da Gávea
Olhar Instigado
Paro Quando Quero
Souvenir

Veja o trailer de Negação

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SEMANA 09 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Por causa da aventura Logan (2017), de James Mangold, não há espaço para mais estreias no circuitão. Mas no circuito alternativo há os documentários Eu Não Sou Seu Negro (2016), de Raoul Peck, e Waiting for B. (2016), de Paulo César Toledo e Abigail Spindel. Há ainda os dramas A Garota Desconhecida (2016), de Jean-Pierre e Luc Dardenne, e O Apartamento (2016), de Asghard Farhadi

Cena de LOGAN (2017), de James Mangold

Cena de LOGAN (2017), de James Mangold

As críticas internacionais de Logan estão tão positivas e tão entusiasmadas que chega até a dar medo de bater uma decepção por excesso de expectativa. Dito isso, é muito bom saber que finalmente estão utilizando bem um herói como o Wolverine, agora que a moda de filmes de super-herói com classificação indicativa maior chegou com força, graças a Deadpool. A trama de Logan se passa em 2029 e o herói (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine, para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Ele se recusa a voltar à ativa, mas é confrontado por um mercenário, Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina Laura Kinney / X-23, que possui um vínculo muito forte com Logan. Em cartaz em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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LOGAN (EUA, 2017), de James Mangold. Com Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook, Stephen Merchant. 135 min. Fox. 16 anos.

Cena de EU NÃO SOU SEU NEGRO (2016), de Raoul Peck

Cena de EU NÃO SOU SEU NEGRO (2016), de Raoul Peck

Um dos documentários mais contundentes do ano passado, Eu Não Sou Seu Negro foi indicado ao Oscar e trata da história do racismo nos Estados Unidos. O filme foi feito a partir de um manuscrito anacabado do escritor James Baldwin, que escreveu uma carta para o seu agente sobre o seu mais recente projeto: terminar o livro Remember This House, que relata a vida e morte de alguns dos amigos do escritor, como Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King, Jr. Com sua morte, em 1987, o manuscrito inacabado foi confiado ao diretor Raoul Peck. A narração é feita na voz poderosa e marcante de Samuel L. Jackson. Em tempos em que novas investidas têm sido feitas contra os negros, é importante que filmes como esse sejam exibidos e bem recebidos. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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EU NÃO SOU SEU NEGRO (I Am Not Your Negro, EUA, 2016), de Raoul Peck. Documentário. Imovision. 93 min.

Cena de A GAROTA DESCONHECIDA (2016), de Jean-Pierre e Luc Dardenne

Cena de A GAROTA DESCONHECIDA (2016), de Jean-Pierre e Luc Dardenne

Os irmãos Dardenne se aproximam ainda mais do grande público com o novo A Garota Desconhecida, provavelmente o trabalho mais acessível da dupla. A câmera dos Dardennes acompanham a vida da médica Jenny (Adèle Haenel). Bastante atenciosa com seus pacientes, ela fica abalada ao saber sobre o falecimento de uma jovem que procurou a clínica em que trabalha, mas não conseguiu atendimento por ter chegado uma hora após o horário de encerramento. Querendo saber mais sobre esta jovem, ela passa a realizar uma investigação pessoal em busca de sua identidade. Misto de melodrama com filme de investigação, o novo trabalho dos Dardenne é um dos menos elogiados da dupla, mas ainda assim é um prazer poder assisti-lo. Especialmente no cinema. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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A GAROTA DESCONHECIDA (La Fille Inconue, Bélgica/França, 2016), de Jean-Pirre e Luc Dardenne. Com Adèle Haenel, Olivier Bounnaud, Jérémie Renier, Louka Minnella, Olivier Gourmet. 113 min. California. Classificação a definir.

Cena de O APARTAMENTO (2016), de Asghard Farhadi

Cena de O APARTAMENTO (2016), de Asghard Farhadi

Vencedor do Oscar de filme em língua estrangeira no último domingo, O Apartamento é o novo trabalho de Asghar Farhadi, diretor dos ótimos Procurando Elly (2009), A Separação (2011) e O Passado (2013). Se não é tão bom quanto os três anteriores, é mais um exemplo de direção vigorosa e um trabalho de direção de atores louvável. Na trama de O Apartamento, Emad (Shahab Hosseini) e Rana (Taraneh Alidoosti) são casados e encenam a montagem da peça teatral “A Morte de um Caixeiro Viajante”, de Arthur Miller. Devido à fragilidade do prédio onde moram, vão morar em outro apartamento, mas algo acontece para perturbar a rotina do casal. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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O APARTAMENTO (Forushande, Irã/França, 2016), de Asghar Farhadi. Com Taraneh Alidoosti, Shahab Hosseini, Babak Karimi, Farid Sajjadi Hosseini, Mina Sadati. 125 min. Pandora. 12 anos.

Cena de WAITING FOR B. (2016), de Paulo César Toledo e Abigail Spindel

Cena de WAITING FOR B. (2016), de Paulo César Toledo e Abigail Spindel

Exibido na mais recente edição do For Rainbow, Waiting for B. é um documentário que mostra grupos de fãs da Beyoncé que ficaram acampados por dois meses em frente ao estádio Morumbi, enfrentando chuva e sol, tudo para não perder o melhor lugar do show da diva. Em vez de um retrato sobre pessoas apaixonadas por música ou por determinado tipo de música, o filme de Paulo César Toledo e Abigail Spindel foca nas pessoas, em sua maioria pobres, homossexuais e negros. Há também interesse em mostrar a interação entre eles, bem como um pouco de suas vidas fora daquele espaço das barracas próximas ao Morumbi. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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WAITING FOR B. (Brasil, 2015), de Paulo César Toledo e Abigail Spindel. Documentário. 71 min. Vitrine. Classificação a definir.

Saem de cartaz

A Cura
Jackie
TOC – Transtornada Obsessiva Compulsiva

A estreia desta quinta-feira, 02, que não entra em cartaz em Fortaleza

Um Limite entre Nós

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RANKING INTERNACIONAL – RESIDENT EVIL dispara na liderança

Resident Evil: O Capítulo Final entrou em cartaz na China e conseguiu um ótimo desempenho no país, assumindo a liderança do ranking internacional e deixando Cinquenta Tons Mais Escuros em segundo lugar. Logo atrás veio Fragmentado, que conseguiu entrar no top cinco e ficar com a terceira colocação após se sair bem em algumas estreias do fim de semana. Assassin’s Creed finalmente entrou em cartaz na China e apenas com as arrecadações do país conseguiu assumir a quarta colocação, conseguindo uma arrecadação quase idêntica a de Fragmentado. A Grande Muralha caiu consideravelmente, mas conseguiu se manter na quinta posição.

Milla Jovovich em cena de RESIDENT EVIL 6: O CAPÍTULO FINAL.

Milla Jovovich em cena de RESIDENT EVIL 6: O CAPÍTULO FINAL.

Resident Evil: O Capítulo Final já tinha saído da tabela dos dez melhores do raking internacional, mas como já era de se esperar, sua estreia na China teve uma ótima recepção do público local que lhe garantiu a primeira colocação nas bilheterias do país. A ação arrecadou US$ 94,3 milhões no país, somando cerca de US$ 97,0 milhões no mercado internacional. Com a renda obtido no último fim de semana, o filme não encontrou dificuldades para assumir a liderança do ranking internacional. Com os resultados obtidos, tornou-se parte da franquia de filmes baseada em vídeo games com melhor desempenho nas bilheterias, já ultrapassando a faixa de US$ 1 bilhão. A renda acumulada pelo filme no mercado internacional era de US$ 212 milhões.

Ryan Gosling e Emma Stone em cena de LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES.

Ryan Gosling e Emma Stone em cena de LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES.

Há três semanas em cartaz, Cinquenta Tons Mais Escuros já não consegue mais se sustentar nas bilheterias internacionais. O filme da polêmica franquia arrecadou US$ 19,8 milhões no último fim de semana e conseguiu por sorte ficar com a segunda posição do ranking. A queda foi de quase 60% em relação ao desempenho obtido no seu segundo fim de semana em cartaz. Em cartaz em cerca de 60 localidades, Cinquenta Tons passou acumular cerca de US$ 225 milhões ao término do último fim de semana.

James McAvoy em cena de FRAGMENTADO.

James McAvoy em cena de FRAGMENTADO.

Com um ótimo desempenho em seu primeiro fim de semana na Coréia do Sul, Fragmentado conseguiu voltar ao top cinco ao arrecadar cerca de US$ 6,7 milhões apenas no país. O filme obteve US$ 17,3 milhões nas bilheterias internacionais no último fim de semana e conseguiu, por uma pequena diferença, ficar com a terceira posição do ranking. Na França, obteve US$ 3,6 milhões, o que contribuiu mais ainda para a sua volta ao top cinco. Ao término do período, o valor acumulado era estimado em US$ 90,4 milhões.

Michael Fassbender em cena de ASSASSIN'S CREED.

Michael Fassbender em cena de ASSASSIN’S CREED.

Também aproveitando-se do grande público da China, Assassin’s Creed renasceu das cinzas após arrecadar cerca de US$ 17,2 milhões em sua estreia no país, estando em cartaz apenas neste. Com o resultado, a aventura passou a arrecadar US$ 172 milhões nas bilheterias internacionais ao término do último fim de semana. As estreias restantes já marcadas ocorrem em 3 de março, no Japão, e apenas em 21 de dezembro, na Tunísia.

Cena de A GRANDE MURALHA.

Cena de A GRANDE MURALHA.

Mesmo com diversas estreias no último fim de semana, A Grande Muralha não conseguiu conter uma queda significativa, mas para a surpresa da aventura, conseguiu manter-se na quinta colocação do ranking. A aventura estrelada por Matt Damon arrecadou US$ 14,6 milhões no período, valor cerca de 30% abaixo do obtido anteriormente. Na Ítalia, o filme terminou seu primeiro fim de semana no país na primeira colocação do ranking local, com uma arrecadação de US$ 1,4 milhão. O valor total arrecadado ao término do período no mercado internacional era estimado em US$ 265 milhões.

Confira abaixo a tabela do ranking internacional com os dez melhores.

RINT

Veja abaixo o trailer de Fragmentado.

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