OSCAR-2017 – MOONLIGHT E LA LA LAND

Marcante pró e marcante contra. Uma das raras premiações da Academia de Hollywood na qual o seu prêmio, o Oscar, faz justiça aos vencedores, houve uma gafe monumental quando do anúncio do vencedor de Melhor Filme. O grande favorito do público, La La Land – Cantando Estações, ficou com o recorde de estatuetas, enquanto o favorito da crítica, Moonlight – sob a Luz do Luar, conquistou o de Melhor Filme – o que inegavelmente é verdade. Mas a gafe… ficou para a história

Barry Jenkins e a equipe de MOONLIGHT - SOB A LUZ DO LUAR (2016): Melhor Filme

Barry Jenkins e a equipe de MOONLIGHT – SOB A LUZ DO LUAR (2016): Melhor Filme

Neste ano, houve sobriedade, inteligência, recordações aos grandes astros que já se foram, os que estão vivinhos subiram aos palco para chamar os ganhadores, sutis manifestações políticas e muita gente elegante, mas algumas atrizes foram generosas com os seus decotes. A 89ª edição do Oscar foi brilhante. Grande parte desse equilíbrio e sobriedade se deve ao apresentador Jimmy Kimmel, o melhor mestre de cerimônias da festa em muitos anos. Divertido, irônico, irrepreensível.

Fora do padrão apenas a inacreditável gafe da PricewaterhouseCoopers, responsável pela confecção de envelopes que trazem os nomes e títulos dos vencedores e que faz a auditoria da premiação. Warredn Beatty anunciou La La Land como vencedor, mas o verdadeiro era Moonlight. Corre-corre e retificação, com o anuncio de Moonlight como vencedor. Um constrangimento para todos os envolvidos, apresentador, atores do palco, Beaty e Faye Dunaway e para as equipes do falso e o verdadeiro vencedor.

Mais tarde, saiu uma nota da empresa, nos seguintes termos: “Pedimos sinceras desculpas a Moonlight, La La Land, Warren Beaty, Faye Dunaway e aos espectadores do Oscar pelo erro que foi cometido durante o anúncio de Melhor Filme. Os apresentadores receberam por engano o envelope da categoria errada e, quando descoberto, o erro foi imediatamente corrigido. Estamos investigando como isso pode ter acontecido e sentimos profundamente pelo ocorrido”.

La La Land, de Damian Chazelle, levou 6 estatuetas, incluindo o de Diretor; Moonlight, 3 – Filme, Roteiro Adaptado (Barry Jenkins) e ator coadjuvante, Mahersala Ali. Ainda nas categorias de interpretação, Viola Davis, Casey Affleck e Emma Stone foram os vencedores. Zootopia confirmou o favoritismo e foi eleito a Melhor Animação.

Não foi a festa política em tons fortes que se esperava. Mas, a representante de Asghar Farhady, diretor do iraniano O Apartamento, ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, tratou de reparar o fato ao ler um pronunciamento contra a política segregacionista de Donald Trump.

Conheça os vencedores da 89ª edição do Oscar.

FILME
Moonlight: Sob a luz do luar, de Barry Jenkins

DIRETOR
Damien Chazelle – La la land: Cantando estações

ATOR
Casey Affeck – Manchester à beira-mar

ATRIZ
Emma Stone – La La Land – Cantando estações

ATOR COADJUVANTE
Mahershala Ali – Moonlight: Sob a luz do luar

ATRIZ COADJUVANTE
Viola Davis – Um Limite Entre Nós

FILME ESTRANGEIRO
O apartamento (Irã), de Asghar Farhadi

ROTEIRO ORIGINAL
Kenneth Lonnergan – Manchester à Beira-Mar

ROTEIRO ADAPTADO
Barry Jenkins – Moonlight: Sob a Luz do Luar

ANIMAÇÃO
Zootopia: essa Cidade é o Bicho, de Byron Hoard e Rick Moore

DOCUMENTÁRIO EM LONGA-METRAGEM
O.J. Made in America, de Ezra Edelman

DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM
Os Capacetes Brancos

FOTOGRAFIA
La La Land – Cantando Estações

EDIÇÃO
Até o último homem

TRILHA SONORA ORIGINAL
La la land: Cantando estações

CANÇÃO ORIGINAL
Ryan Gosling e Emma Stone – City of Stars, La La Land – Cantando Estações

EFEITOS VISUAIS
Mogli – O Menino Lobo

EDIÇÃO DE SOM
A chegada

MIXAGEM DE SOM
Até o último homem

MELHOR CURTA-METRAGEM
Sing

CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Piper

FIGURINO
Animais fantásticos e onde habitam

DESIGN DE PRODUÇÃO
La La Land: Cantando estações

MAQUIAGEM E CABELO
Esquadrão suicida

RANKING EUA – LEGO BATMAN mantém primeira colocação

LEGO Batman: O Filme teve uma queda razoável, mas conseguiu se manter na liderança do ranking, continuando a frente de Cinquenta Tons Mais Escuros. A Grande Muralha alcançou a terceira posição em sua estreia, enquanto que o também estreante Te Pego na Saída ficou em quinto lugar. A quarta posição ficou com John Wick: Um Novo Dia Para Matar que teve a segunda maior queda do top cinco.

Charada em cena de LEGO BATMAN: O FILME.

Charada em cena de LEGO BATMAN: O FILME.

Em seu segundo fim de semana, LEGO Batman: O Filme arrecadou cerca de US$ 34,2 milhões, valor que lhe garantiu com folga na primeira posição do ranking. O filme obteve uma pequena queda em relação a arrecadação no fim de semana anterior e conseguiu distanciar-se de Cinquenta Tons Mais Escuros, também em sua segunda semana em cartaz. O total acumulado pela animação ao final do fim de semana era estimado em US$ 98,8 milhões.

Jamie Dornan e Dakota Johnson em cena de CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS.

Jamie Dornan e Dakota Johnson em cena de CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS.

Cinquenta Tons Mais Escuros tentou continuar a disputa pela liderança, mas não conseguiu conter uma queda considerável, a maior do top cinco. A esperada continuação de Cinquenta Tons de Cinza arrecadou cerca de US$ 21 milhões e por pouco não perdeu a segunda posição para A Grande Muralha. A queda foi cerca de 60%, enquanto que a receita total foi estimada em US$ 89,6 milhões.

Tian Jing em cena de A GRANDE MURALHA.

Tian Jing em cena de A GRANDE MURALHA.

Estrelado por Matt Damon, A Grande Muralha não entrou em cartaz em tantos cinemas do país quanto os dois primeiros, mas por pouco menos de US$ 3 milhões não tomou a vice-liderança de Cinquenta Tons Mais Escuros. A produção americana em parceira com a China arrecadou cerca de US$ 18,1 milhões em seu primeiro fim de semana no Estados Unidos, obtendo um desempenho razoável para um filme que entrou em cartaz em pouco mais de 3 mil salas.

Keanu Reeves em cena de JOHN WICK: UM NOVO DIA PARA MATAR.

Keanu Reeves em cena de JOHN WICK: UM NOVO DIA PARA MATAR.

Estrelado por Keanu Reeves, John Wick: Um Novo Dia Para Matar, continuação de De Volta ao Jogo, também teve uma grande queda na arrecadação, próxima dos 50%, e acabou deixando a terceira colocação escapar para o estreante A Grande Muralha. O suspense arrecadou US$ 16,5 milhões e garantiu a quarta colocação do ranking. US$ 58,7 milhões é o valor estimado arrecadado pelo filme em suas duas semanas em cartaz.

Cena de TE PEGO NA SAÍDA.

Cena de TE PEGO NA SAÍDA.

A comédia Te Pego na Saída, estrelada por Ice Cube e Tracy Morgan, entrou em cartaz no país com um desempenho razoável. O filme esteve sempre abaixo do desempenho do também estreante A Grande Muralha da sexta ao domingo, mesmo sendo exibido em uma quantidade um pouco maior de salas. Ao fim do período, acumulou cerca de US$ 12 milhões e garantiu a quinta posição do ranking, mesmo distante do quarto colocado John Wick. A estreia da comédia no Brasil ocorre nessa semana.

Confira abaixo a tabela do ranking americano com os dez melhores.

REUA

Veja abaixo o trailer de Te Pego na Saída.

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SEMANA 08 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

O Carnaval vai ser glorioso para os cinéfilos. Graças, principalmente, a uma edição condensada da Mostra Retrospectiva/Expectativa do Cinema do Dragão. Mas além disso, o circuito se abre com filmes muito bons, como o suspense A Criada (2016), de Chan-woook Park; o drama Moonlight – Sob a Luz do Luar (2016), de Barry Jenkins; o drama criminal A Lei da Noite (2016), de Ben Affleck; e a fantasia A Grande Muralha (2016), de Zhang Yimou. Correndo por fora, a aventura Monster Trucks (2016), de Chris Hedges; a comédia Internet – O Filme (2017), de Fillipo Capuzzi; e a animação Bugigangue no Espaço (2016), de Ale McHaddo. Em pré-estreia, a aventura dramática Logan (2017), de James Mangold

Cena de A CRIADA (2016), de Chan-wook Park

Cena de A CRIADA (2016), de Chan-wook Park

Bom saber que um novo filme de Chan-wook Park finalmente entra em cartaz na cidade. O primeiro e único foi Oldboy (2003). E isso por que havia um hype enorme em torno do filme, assim como em torno de obras de gênero vindas do Oriente. A Criada se passa na Coreia do Sul dos anos 1930 durante a ocupação japonesa. Na trama, a jovem Sookee (Kim Tae-ri) é contratada para trabalhar para uma herdeira nipônica, Hideko (Kim Min-Hee), que leva uma vida isolada ao lado do tio autoritário. Mas Sookee guarda um segredo: ela e um vigarista planejam desposar a herdeira, roubar sua fortuna e trancafiá-la em um sanatório. O filme promete a tradicional violência aliada à elegância do cineasta. Em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis RioMar), e também com uma sessão na Mostra Expectativa do Cinema do Dragão.

Veja o trailer

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A CRIADA (Ah-ga-ssi, Coreia do Sul, 2016), de Chan-wook Park. Com Min-hee Kim, Jung-woo Ha, Jin-woong Jo, Tae-ri Kim, Hae-suk Kim. 144 min. Mares. 18 anos.

Cena de MOONLIGHT - SOB A LUZ DO LUAR (2016), de Barry Jenkis

Cena de MOONLIGHT – SOB A LUZ DO LUAR (2016), de Barry Jenkis

Penúltimo dos filmes indicados à categoria principal a entrar em cartaz no país, Moonlight – Sob a Luz do Luar carrega consigo a fama de ser um dos melhores e mais arriscados filmes dessa temporada de premiações. Foi um dos beneficiados pela polêmica do Oscar so white de 2016 e isso é bom para que possamos conhecer mais um cineasta talentoso, Barry Jenkins. O filme mostra três momentos da vida de Chiron, um jovem negro morador de uma comunidade pobre de Miami. Do bullying na infância, passando pela crise de identidade da adolescência e a tentação do universo do crime e das drogas. Indicado a oito Oscar, inclusive melhor filme e melhor direção. Em cartaz no UCI Iguatemi e Cinépolis RioMar (sala VIP).

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MOONLIGHT – SOB A LUZ DA LUA (Moonlight, EUA, 2016), de Barry Jenkins. Com Mahershala Ali, Shariff Earp, Duan Sanderson, Naomi Harris, Alex R. Hibbert. 111 min. Diamond. Classificação a definir.

Cena de A LEI DA NOITE (2016), de Ben Affleck

Cena de A LEI DA NOITE (2016), de Ben Affleck

O novo filme dirigido por Ben Affleck pode não ter ido muito bem nas bilheterias americanas, mas tem um elenco tão bom que já chama a atenção. Sem falar que, até agora, Affleck não tem nenhum filme fraco em sua filmografia como diretor. O anterior, Argo (2012), inclusive, só é motivo de chacota por muitos por ter ganhado o Oscar. A trama de A Lei da Noite se passa na cidade de Boston nos anos 1920. Joe Coughlin (Ben Affleck), filho mais novo de um capitão de polícia, se envolve com o crime organizado. Ele aproveita seus dias rodeado de dinheiro e poder, mas suas escolhas podem levá-lo à prisão ou até mesmo à morte. Adaptação do livro escrito por Dennis Lehane, mesmo autor do romance que deu origem a Medo da Verdade (2007), outro dos belos filmes de Affleck. Em cartaz no UCI Iguatemi e Cinépolis RioMar (sala VIP).

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A LEI DA NOITE (Live by Night, EUA, 2016), de Ben Affleck. Com Ben Affleck, Elle Fanning, Brendan Gleeson, Sienna Miller, Zoe Saldana. 129 min. Warner. 14 anos.

Matt Damon em A GRANDE MURALHA (2016), de Zhang Yimou

Matt Damon em A GRANDE MURALHA (2016), de Zhang Yimou

Um dos mais importantes cineastas chineses contemporâneos, Zhang Yimou dirige agora seu primeiro filme em língua inglesa, mesmo se passando na China. Isso se justifica pelo fato de haver soldados britânicos combatendo na China, no século XV, durante as construções da Grande Muralha. Aos poucos, porém, os soldados percebem que o intuito da construção não é apenas proteger a população do inimigo mongol. Na verdade, ela esconde um terrível segredo. Pelo trailer de A Grande Muralha, dá pra perceber que se trata de algo monstruoso. O filme é provavelmente a maior produção em todos os tempos filmada inteiramente na China, além de ser um dos mais caros filmes chineses já feitos. Em cartaz em grande circuito.

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A GRANDE MURALHA (The Great Wall, China/EUA, 2016), de Zhang Yimou. Com Matt Damon, Tiang Jing, Williem Dafoe, Andy Lau, Pedro Pascal. 103 min. Universal. 12 anos.

Cena de MONSTER TRUCKS (2016), de Chris Hedges

Cena de MONSTER TRUCKS (2016), de Chris Hedges

Mais dirigido ao público juvenil, Monster Trucks nos apresenta a Tripp (Lucas Till), um jovem que constrói um monster truck, ou seja, uma caminhonete gigante feita com peças de carros sucateados, com a intenção de sair de sua cidade.  Certa noite, depois de um acidente provocado por uma empresa que perfura o solo em busca de petróleo, uma estranha criatura busca no caminhão um esconderijo e encontra surpreendentemente, no rapaz, um amigo. Pelo trailer, percebe-se um filme para rir e possivelmente se divertir. Pena que a aceitação da crítica foi tão ruim no exterior. Trata-se do primeiro filme em live action de Chris Edge (A Era do Gelo, 2002). Em cartaz em grande circuito.

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MONSTER TRUCKS (EUA/Canadá, 2016), de Chris Hedge. Com Lucas Till, Jane Levy, Thomas Lennon, Barry Pepper, Rob Lowe. 105 min. Paramount. Livre.

Cena de INTERNET - O FILME (2017), de Filippo Lapietra

Cena de INTERNET – O FILME (2017), de Filippo Lapietra

O trailer é horrendo e o filme parece ser também, mas Internet – O Filme deve atrair um público familiarizado com os youtubers que estão reunidos para esta comédia. A história se passa em uma convenção de youtubers de todo tipo em um hotel. Há tramas de cirandas amorosas e conquistas de popularidade. Resta saber se o filme é mais uma obra brasileira que só pensa no espectador local, restringindo mais ainda seu público apenas a pessoas que conhecem os personagens do elenco, ou se ele consegue fazer rir a qualquer público que se disponha a vê-lo. Em cartaz em grande circuito.

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INTERNET – O FILME (Brasil, 2017), de Fillipo Capuzzi. Com Rafinha Bastos, Christian Figueiredo, PC Siqueira, Mr. Catra, Felipe Castanhari. 132 min. Paris/Downtown. 14 anos.

Cena de BUGIGANGUE NO ESPAÇO (2016), de Ale McHaddo

Cena de BUGIGANGUE NO ESPAÇO (2016), de Ale McHaddo

Para não dizer que não há filmes para crianças, o circuito coloca um filme pouco conhecido, Bugigangue no Espaço. Na sinopse oficial, Gustavinho, Fefa e os demais integrantes do clube Bugigangue estão preocupados com os trabalhos da escola, mas nem imaginam que em um ponto distante da galáxia o vilão Gana Golber tomou o poder da Confederação dos Planetas, ameaçando a paz do universo. Expulsos da confederação, sete alienígenas atrapalhados e ingênuos conseguem escapar ao cerco de Gana, mas na fuga sua nave é danificada e cai na Terra. Logo eles fazem amizade com as crianças do clube, consertam a nave e embarcam juntos numa aventura intergaláctica para restaurar a paz do universo. Em cartaz em grande circuito.

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BUGIGANGUE NO ESPAÇO (Gadgetgang in Outerspace, EUA, 2016), de Ale McHaddo. Animação. 86 min. Imagem. Livre.

Pré-estreia

Cena de LOGAN (2017), de James Mangold

Cena de LOGAN (2017), de James Mangold

As críticas internacionais de Logan estão tão positivas e tão entusiasmadas que chega até a dar medo de bater uma decepção por excesso de expectativa. Dito isso, é muito bom saber que finalmente estão utilizando bem um herói como o Wolverine, agora que a moda de filmes de super-herói com classificação indicativa maior chegou com força, graças a Deadpool. A trama de Logan se passa em 2029 e o herói (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine, para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Ele se recusa a voltar à ativa, mas é confrontado por um mercenário, Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina Laura Kinney / X-23, que possui um vínculo muito forte com Logan. Em pré-estreia em grande circuito na quarta-feira, 1º de março, inclusive na sala IMAX.

Veja o trailer

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LOGAN (EUA, 2017), de James Mangold. Com Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook, Stephen Merchant. 135 min. Fox. 16 anos.

Especial

Kristen Stewart em PERSONAL SHOPPER (2016), de Olivier Assayas

Kristen Stewart em PERSONAL SHOPPER (2016), de Olivier Assayas

A melhor coisa deste Carnaval, porém, é mesmo esta versão menor da Mostra Retrospectiva/Expectativa do Cinema do Dragão, que traz mais filmes inéditos e outros que foram destaque no circuito. Entre os inéditos, há filmes de respeito como Eu Não Sou Seu Negro, Era o Hotel Cambridge, Personal Shopper, O Apartamento, A Criada, Os Belos Dias de Aranjuez, É Apenas o Fim do Mundo e A Garota Desconhecida, além de blocos de curtas brasileiros que foram sucesso em festivais de cinema. Entre as reprises, vale conferir documentários essenciais como Axé – Canto do Povo de um Lugar e The Beatles – Eight Days a Week. Não vai dar para reclamar do Carnaval. Veja a programação completa na página do Facebook do Cinema do Dragão.

Veja o trailer de Personal Shopper

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Saem de cartaz

A Cidade Onde Envelheço (sessão saideira na Mostra Retrospectiva)
A Espera
Animais Noturnos
Minha Vida de Abobrinha
Quatro Vidas de um Cachorro
Redemoinho
(sessão saideira na Mostra Retrospectiva)
Resident Evil 6 – O Capítulo Final
Um Homem Chamado Ove

As estreias nacionais desta quinta-feira, 23, que não entram em cartaz em Fortaleza

A Garota Desconhecida (presente na Mostra Expectativa)
A Jovem Rainha

Veja o trailer de A Garota Desconhecida

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RANKING INTERNACIONAL – CINQUENTA TONS continua na liderança

Cinquenta Tons Mais Escuros manteve a liderança do ranking internacional no último fim de semana, ainda com uma renda considerável. La La Land: Cantando Estações ficou em segundo após entrar em cartaz na China. xXx: Reativado e LEGO Batman: O Filme vieram logo atrás na terceira e quarta posição respectivamente. A Grande Muralha ficou com a quinta posição, sendo o único chinês a ainda manter-se entre os cinco primeiros.

Dakota Johnson em cena de CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS.

Dakota Johnson em cena de CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS.

Em seu segundo fim de semana em cartaz, Cinquenta Tons Mais Escuros conseguiu arrecadar US$ 43,7 milhões, mais do que o suficiente para garantir a primeira colocação do ranking. O filme obteve a primeira colocação nos rankings locais de quase todas as bilheterias da Europa e de parte da América do Sul. Ao término do período, o valor estimado arrecado pelo filme no mercado internacional era de US$ 187 milhões.

Emma Stone e Ryan Gosling em cena de LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES.

Emma Stone e Ryan Gosling em cena de LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES.

La La Land: Cantando Estações entrou em cartaz na China e conseguiu ficar mais confortável dentre os cinco primeiros. O aclamado romance arrecadou cerca de US$ 31,7 milhões e conseguiu subir da quarta para a segunda posição no ranking. No Reino Unido, o filme acumula US$ 35 milhões; na China, US$ 24,5 milhões; e US$ 23,4 milhões na Coréia do Sul. Ao término do período, o total arrecadado era estimado em US$ 206 milhões.

Donnie Yen e Vin Diesel em cena de XXX: REATIVADO.

Donnie Yen e Vin Diesel em cena de XXX: REATIVADO.

Também entrando em cartaz na China, xXx: Reativado foi outro agraciado com uma volta ao top cinco. A ação estrelada por Vin Diesel acumulou US$ 27,6 milhões no período e conseguiu assumir a terceira colocação do ranking sem dificuldades. Após entrar em cartaz na China, xXx vai tentar seguir bem no ranking estrando no Japão nessa semana. Cerca de US$ 264 milhões era o acumulado pelo filme no mercado internacional ao término do último domingo.

Cena de LEGO BATMAN: O FILME.

Cena de LEGO BATMAN: O FILME.

No seu segundo fim de semana em cartaz, LEGO Batman: O Filme conseguiu manter uma arrecadação razoável, terminando o período com US$ 21,5 milhões. Com o valor, a animação conseguiu ficar com a quarta colocação por uma pequena diferença de cerca de US$ 2 milhões em relação ao A Grande Muralha. No Reino Unido, o filme arrecadou US$ 5,8 milhões no período, acumulando US$ 21,9 milhões no mercado local. O filme obteve também grande desempenho no México, com US$ 1,7 milhão; na Alemanha, com US$ 1,5 milhão; no Brasil, com US$ 1,2 milhão, e na França, com US$ 1,1 milhão. Ao término do domingo, a receita total nas bilheterias internacionais era estimada em US$ 72 milhões.

Matt Damon em cena de A GRANDE MURALHA.

Matt Damon em cena de A GRANDE MURALHA.

A Grande Muralha foi a única produção chinesa, que tem também parceira com o EUA, a se manter entre os cinco primeiros após uma onda de filmes locais tomando conta do ranking internacional. A aventura, estrelada por Matt Damon e mal recebida pela crítica, acumulou US$ 19 milhões no período e conseguiu ficar na quinta posição por uma diferença minúscula em relação a Sing: Quem Canta Seus Males Espanta, de US$ 100 mil. O valor estimado acumulado pela grande produção já chegava a US$ 244 milhões ao término do último domingo.

Confira abaixo a tabela do ranking internacional com os dez melhores.

RINT

Veja abaixo o trailer de Cinquenta Tons Mais Escuros.

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RELICÁRIO DO CINEMA #4 – PULP FICTION – TEMPO DE VIOLÊNCIA

O filme que consolidou a carreira de Quentin Tarantino como expoente da nova geração de realizadores de Hollywood, Pulp Fiction é o analisado da semana na nova coluna sobre os clássicos da Sétima Arte

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PULP FICTION (1994) : Tarantino chegou com o pé na porta dos grandes estúdios

A nouvelle vague, movimento do cinema francês da década de 60, trouxe o conceito de “cinema de autor”, no qual a obra estaria repleta de características que imediatamente fariam referência ao diretor. Essas marcas registradas serviriam para identificar imediatamente um determinado autor pelos detalhes de seus filmes. Quentin Tarantino é tão fã da Nouvelle Vague, que sua produtora se chamava A Band Apart, uma homenagem ao filme do mestre francês Jean Luc Godard.

Pulp Fiction é impregnado daqueles detalhes que fazem os filmes de Tarantino serem marcantes e nele inseridos a ultra violência, o humor negro, a trilha sonora cuidadosamente escolhida, os diálogos banais, mas cuidadosamente lapidados e a maneira não linear de contar a história. É o cinema de Quentin, na melhor acepção da palavra. Some-se à essa mistura, um elenco estelar, e temos, em 1994, o filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes e, do Oscar, de Roteiro Original. Orçado em “apenas” oito milhões de dólares, o filme rendeu mais de US$ 200 milhões no mundo todo, caracterizando assim o sucesso de público e crítica. Uma observação: o título adveio das publicações em papel barato (pulp), que contam as peripécias de gângsteres, mulheres fatais e são permeadas de violência, condizendo exatamente com a temática do filme.

Temos no roteiros três histórias distintas que se entrecruzam em determinados momentos. Primeiro temos Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) e Vincent Vega ( John Travolta), dois funcionários do gângster Marsellus Wallace (Ving Rhames), que tem como missão buscarem uma mala com um misterioso e valioso conteúdo na casa de uns bandidos pé-rapados. Vale destacar aqui a química de cena entre Travolta e Jackson, ambos muito bem em seus papéis, seus desempenhos foram reconhecidos e assim indicados à várias premiações naquele ano (incluindo o Oscar).

Na segunda história, Vic tem que fazer companhia a mulher do seu chefe, Mia Wallace(Uma Thurman), durante uma noite, e assim a leva para sair, o que resulta em pelo menos duas cenas antológicas: a da dança ao som de Chuck Berry, e a da overdose, com a famigerada injeção de adrenalina. A terceira história é a de Butch, pugilista que tem como acordo com Marsellus para perder a sua luta e, ao invés disso, mata o adversário no ringue, o que vem obviamente, a causar problemas com o criminoso.

DANCING PULP FICTION

PULP FICTION (1994) : Travolta rememora seus tempos de brilhantina e disco music

A história vai e volta no tempo, e. no entanto, isso em nenhum momento a deixa confusa, pelo contrário, dá um dinamismo narrativo, fazendo com que sempre esteja acontecendo algo interessante, ou sendo proferida uma frase marcante. As atuações dos elenco , excelentes – até mesmo Tarantino dá as caras no arco narrativo de Vic/Jules, destaque também para a hilariante participação de Harvey Keitel, e o seu “resolvedor de problemas”, Wolf. As músicas, como sempre, são um caso à parte, bem escolhidas. Temos Dick Dale ( e o empolgante tema inicial), Dusty Springfield, Chuck Berry e sua “You Never Can Tell” e Urge Overkill, com a bela “Girl You’ll Be a Woman Soon “

Por ter revitalizado a carreira de John Travolta – que andava no ostracismo -, alavancado as carreiras de Uma Thurman e Samuel L.Jackson, contar com um roteiro brilhante e atuações beirando à perfeição, Pulp Fiction merece figurar entre os clássicos do cinema. E mesmo passando-se quase vinte anos de seu lançamento ainda mantém o frescor intacto, simplesmente genial.

NOVE CURIOSIDADES SOBRE PULP FICTION

1- A mãe de Tarantino afirmou que, durante a gravidez, costumava escutar repetidamente música “You Never Can Tell”, de Chuck Berry, escolhida por ele para a cena da dança entre Mia e Vincent no Jack Rabbit;

2- John Travolta não tinha sido o escolhido para o filme, foi Michael Madsen que ganhou o papel, mas ele não pôde (estava gravando Wyatt Earp), então, Travolta foi chamado para atuar;

3- Muitas atrizes queriam o papel de Mia Wallace, entre elas, Meg Ryan e Isabella Rossellini, mas Tarantino estava tão desesperado para que Uma Thurman aceitasse o papel, que leu o roteiro inteiro para ela no telefone, fazendo-a aceitar;

4- Originalmente, o personagem Jules deveria ostentar uma vasta cabeleira estilo black power, mas um membro da equipe mostrou uma peruca feita com cabelo encaracolado para Quentin Tarantino. O diretor gostou, Samuel L. Jackson experimentou a peruca, aprovou e ela foi usada no filme;

5- Em princípio, o papel de Lance seria interpretado por Tarantino, e o de Jimmie, por Eric Stoltz. Mas o diretor decidiu que queria estar atrás das câmeras na cena da injeção de adrenalina em Mia, por isso, trocaram os papéis;

6- A carteira de Jules, onde dizia “Bad Motherfucker” era, na verdade, de Tarantino;

7- O Método de Pumpkin e Honey Bunney’s de assaltar vem do filme O Grande Roubo do Trem (1903),o primeiro filme de faroeste da história;

8- Na conversa entre Mia e Vincent no restaurante, Mia conta que formava parte de um grupo de 5 garotas: uma loira, uma chinesa, uma negra, uma francesa e a própria Mia, que era a mais letal com facas. Fato que coincide com as características das 5 integrantes do “Esquadrão Assassino Víboras Mortais” em Kill Bill;

9- A espada que Butch usa para salvar Marcellus, é a mesma usada em Kill Bill;

8435107717803PULP FICTION
EUA, 1994
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino, Roger Avary
Elenco: John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis, Uma Thurman, Harvey Keitel, Quentin Tarantino, Ving Rhames
Produção: Lawrence Bender
Fotografia: Andrzej Sekula
Montagem: Sally Menke
Trilha Sonora:Karyn Rachtman
160 minutos
18 anos
A Band Apart / Jersey Films / Miramax Films

Confira a icônica cena de dança de John Travolta e Uma Thurman ao som de You Never Can Tell, de Chuck Berry

SEMANA 07 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

A semana com o maior número de estreias de títulos indicados ao Oscar na cidade. Uma boa. Tanto para apreciadores de filmes mais adultos quanto para quem acompanha a premiação. Chega finalmente o drama Manchester à Beira-Mar (2016), de Kenneth Lonergan, e, em sintonia com as estreias nacionais, temos a animação Minha Vida de Abobrinha (2016), de Claude Barras; o thriller de ação John Wick – Um Novo Dia para Matar (2017), de Chad Stahelski; o drama Um Homem Chamado Ove (2015), de Hannes Holm; a aventura Aliados (2016), de Robert Zemeckis; o drama Lion – Uma Jornada para Casa (2016), de Garth Davis; e o horror A Cura (2017), de Gore Verbinski

Cena de MANCHESTER À BEIRA-MAR (2016), de Kenneth Lonergan

Cena de MANCHESTER À BEIRA-MAR (2016), de Kenneth Lonergan

Quem viu a obra-prima Margaret (2011), um dos melhores filmes do novo milênio e infelizmente muito pouco conhecido, sabe que o nome de Kenneth Lonergan merece a atenção devida. Tanto é que boa parte da crítica tem preferido Manchester à Beira-Mar, seu novo filme, aos demais indicados ao Oscar na categoria principal. Na trama, Lee Chandler (Casey Affleck) é forçado a retornar à sua cidade natal com o objetivo de tomar conta de seu sobrinho adolescente após o pai (Kyle Chandler) do rapaz, seu irmão, falecer precocemente. O retorno se mostrará ainda mais complicado quando Lee precisar enfrentar os motivos que o fizeram deixar sua família para trás, anos antes. Indicado a seis Oscar, incluindo filme, direção e ator. Em cartaz no Cinema do Dragão e UCI Iguatemi.

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MANCHESTER À BEIRA-MAR (Manchester by the Sea, EUA, 2016), de Kenneth Lonergan. Com Casey Affleck, Michelle Williams, Kyle Chandler, Lucas Hedges, Gretchen Mol. 137 min. Sony. 14 anos.

Cena de MINHA VIDA DE ABOBRINHA (2016), de Claude Barras

Cena de MINHA VIDA DE ABOBRINHA (2016), de Claude Barras

Minha Vida de Abobrinha é o estranho no ninho da categoria de melhor filme de animação no Oscar 2017. Mas é justamente por isso que ele parece ser tão atraente. Inclusive, a Suíça o submeteu à apreciação para o Oscar de melhor filme estrangeiro. Não conseguiu a vaga, mas papou essa indicação de animação ao menos. Na trama, Icare, apelidado de Abobrinha pelos outros meninos, é um sensível garoto de nove anos que é deixado pela polícia em um orfanato depois que sua mãe falece. Deslocado nesse novo universo, ele aos poucos começa a se relacionar com as outras crianças e descobre o significado de amizade e confiança. Só o trailer já ganha a nossa simpatia, assim como ganhou muitos críticos exigentes da imprensa estrangeira. Em cartaz no Pátio Dom Luís.

Veja o trailer

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MINHA VIDA DE ABOBRINHA (Ma Vie de Courgette, Suíça/França, 2016), de Claude Barras. Com as vozes originais de Gaspard Schlatter, Sixtine Murat, Paulin Jaccoud, Michel Vuillermoz, Raul Ribera. 66 min. California. Classificação a definir.

Cena de JOHN WICK - UM NOVO DIA PARA MATAR (2017), de Chad Stahelski

Cena de JOHN WICK – UM NOVO DIA PARA MATAR (2017), de Chad Stahelski

O primeiro “John Wick”, aqui chamado De Volta ao Jogo (2014) foi recebido com muito carinho pelos fãs do bom cinema e principalmente pelos fãs do cinema de ação. Mas como não teve uma bilheteria tão expressiva no Brasil não explicitaram o fato de ser uma sequência no título, que mais parece um desses títulos usados em filmes de James Bond. Na trama, John Wick (Keanu Reeves) é forçado a deixar a aposentadoria mais uma vez por causa de uma promessa antiga e viaja para Roma, com o objetivo de ajudar um velho amigo a derrubar uma organização internacional secreta, perigosa e mortal de assassinos procurados em todo o mundo. O filme marca também o reencontro de Keanu Reeves com Laurence Fishburne desde a trilogia Matrix. Em cartaz em grande circuito.

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JOHN WICK – UM NOVO DIA PARA MATAR (John Wick – Chapter 2, EUA, 2017), de Chad Stahelski. Com Keanu Reeves, Riccardo Scamarcio, Ian McShane, Ruby Rose, Common. 122 min. Paris. 16 anos.

Cena de UM HOMEM CHAMADO OVE (2015), de Hannes Holm

Cena de UM HOMEM CHAMADO OVE (2015), de Hannes Holm

Candidato da Suécia à estatueta de melhor filme estrangeiro na edição deste ano do Oscar, Um Homem Chamado Ove ainda conquistou uma indicação para maquiagem nesse tão concorrido prêmio mais dedicado a filmes em língua inglesa. Na trama, Ove é um senhor mal-humorado de 59 anos que leva uma vida amargurada. Aposentado, ele se divide entre sua rotina monótona e as visitas que faz ao túmulo de sua falecida esposa. Porém, quando ele finalmente se entrega às tendências suicidas e desiste de viver, novos vizinhos se mudam para a casa da frente, e uma amizade inesperada surge. Parece só mais um filme de mensagens edificantes, mas pode ser algo bem melhor do que isso. Em cartaz no Pátio Dom Luís.

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UM HOMEM CHAMADO OVE (En Man Som Heter Ove, Suécia, 2015), de Hannes Holm. Com Rolf Lassgård, Bahar Pars, Filip Berg, Ida Engvoll, Tobias Almborg. 116 min. California. Classificação a definir.

Marion Cotillard em ALIADOS (2016), de Robert Zemeckis

Marion Cotillard em ALIADOS (2016), de Robert Zemeckis

Robert Zemeckis é um dos cineastas americanos mais inventivos da Nova Hollywood. Já fez de tudo e já experimentou muito. Sua lista de serviços prestados ao cinema é enorme. Por isso é perdoável quando ele vem com um filme fraco. Pelo menos é o que diz a maioria das críticas. De todo modo, Aliados tem o seu grau de interesse, principalmente pelo casal de intérpretes, Brad Pitt e Marion Cotillard. Que, inclusive, tiveram um caso durante as filmagens. Na trama, os espiões Max Vatan (Brad Pitt) e Marianne Beausejour (Marion Cotillard) se apaixonam perdidamente e decidem se casar. Mas os problemas começam anos depois, com suspeitas sobre uma conexão entre Marianne e os alemães. Intrigado, Max decide investigar o passado da companheira. Em cartaz em grande circuito.

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ALIADOS (Allied, Reino Unido/EUA, 2016), de Robert Zemeckis. Com Brad Pitt, Marion Cotillard, Jared Harris, Vincent Latorre, Sally Messham. 124 min. Paramount. 14 anos.

Cena de LION - UMA JORNADA PARA CASA (2016), de Garth Davis

Cena de LION – UMA JORNADA PARA CASA (2016), de Garth Davis

Na semana que mais chega filmes indicados ao Oscar, entra em cartaz também Lion – Uma Jornada para Casa, drama que conta a história do indiano Saroo (Dev Patel), que se perdeu do irmão quando tinha apenas cinco anos de idade numa estação de trem de Calcutá e enfrentou grandes desafios para sobreviver sozinho até ser adotado por uma família australiana. Com dificuldades de superar os traumas do passado, aos 25 anos ele decide buscar uma forma de reencontrar sua família biológica. O filme tem obtido críticas mistas de diferentes veículos, mas há o aval tanto da academia quanto de parte da crítica internacional. Indicado a seis Oscar, incluindo melhor filme e melhor ator. Em cartaz no UCI Iguatemi e Cinépolis RioMar.

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LION – UMA JORNADA PARA CASA (Lion, Austrália/EUA/Reino Unido, 2016), de Garth Davis. Com Dev Patel, Nicole Kidman, Rooney Mara, Sunny Pawar, Abhishek Bharate. 118 min. Diamond. 12 anos.

Cena de A CURA (2017), de Gore Verbinski

Cena de A CURA (2017), de Gore Verbinski

A trajetória de Gore Verbinski poderia ter sido diferente, se ele resolvesse se firmar apenas em filmes de horror. Seu melhor filme no currículo é O Chamado (2002). Mas quis o destino que ele se aventurasse pela tentação milionária de dirigir certos filmes de pirata da Disney e perdesse o rumo. A Cura é uma tentativa sua de voltar ao horror em um filme até que ambicioso, dada a longa duração, pouco comum a um filme do gênero. Na trama, um ambicioso executivo é enviado para os Alpes Suíços para resgatar o CEO de sua companhia de um ‘Centro de Cura’, mas logo descobre que o local não é tão inócuo quanto parece.  A Cura não tem obtido uma boa recepção da crítica estrangeira, mas um filme de horror com um bom ator como Dane DeHaan não deve ser algo de se jogar fora. Em cartaz em grande circuito.

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A CURA (A Cure for Wellness, Alemanha/EUA, 2016), de Gore Verbinski. Com Dane DeHaan, Jason Isaacs, Mia Goth, Carl Lumbly, Lisa Banes. 146 min. Fox. 16 anos.

Saem de cartaz

Assassin’s Creed
Sing – Quem Canta Seus Males Espanta
xXx – Reativado

As estreias nacionais desta quinta-feira, 16, que não entram em cartaz em Fortaleza

A Tartaruga Vermelha
Eu Não Sou Seu Negro
Eu, Olga Hepnarová

Veja o trailer de Eu Não Sou Seu Negro

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LEGO BATMAN – O FILME: DIVERTIDO, BEM HUMORADO E SENTIMENTAL

Animação Lego Batman – O Filme (The LEGO Batman Movie, Dinamarca/EUA, 2017), de Chris McKay diverte o espectador ao longo de sua duração, com um sarcasmo pertinente e hilário em diversos momentos, especialmente quando o homem morcego faz piada sobre sua própria história, como quando cita a série de TV dos anos 1960.


Cena de LEGO BATMAN - O FILME (2017), de Chris McKay

Cena de LEGO BATMAN – O FILME (2017), de Chris McKay

Com o mesmo espírito irreverente e divertido de Uma Aventura Lego (The Lego Movie, 2014) de Phil Lord e Chris Miller que foi um fenômeno global, tendo recebido elogios do público e da crítica. Nesta animação há citações a trilogia O Cavaleiro das Trevas, de Nolan, e até do controverso Batman vs Superman: A Origem da Justiça, respeitando todo o legado criado por Bob Kane e Bill Finger e os fãs do herói mais popular dos cinemas, com todas as referências possíveis à história do personagem, nas telas e nos quadrinhos. Destaco aqui as cutucadas dadas ao homem de ferro.

Dessa vez, o egocêntrico e solitário Batman (dublado por Duda Ribeiro no Brasil) precisa aprender a trabalhar em grupo para salvar Gotham City. Apesar disto, ele curte bastante o posto de celebridade e o fato de sempre ser chamado pela polícia quando surge algum problema – que ele, inevitavelmente, resolve. Quando o comissário Gordon se aposenta, quem assume em seu lugar é sua filha Barbara Gordon/Batgirl (dublado por Guilene Conte na versão brasileira), que deseja implementar alguns métodos de eficiência de forma que a polícia não seja tão dependente do Batman. O herói, é claro, não gosta da ideia, por mais que sinta uma forte atração por Barbara. Paralelamente, o Coringa elabora um plano contra o Homem-Morcego motivado pelo fato de ter ficado magoado por ele não o reconhece como seu maior arquinimigo, aceitando a ajuda do mordono Alfred Pennyworth (dublado por Júlio Chaves no Brasil) e de Robin (dublado por Andreas Avancini no Brasil) seu filho adotivo Dick Grayson que rende piadas sobre os rumores permanentes acerca do relacionamento gay entre Batman e Robin, além da presença de vários personagens de filmes da Warner Bros.

Com roteiro escrito por Seth Grahame-Smith, Chris McKenna, Erik Sommers, Jared Stern e John Whittington, o filme é repleto de um humor frenético, visual colorido e uma mensagem sentimental, mas extremamente honesta sobre a importância da família.

Poster de LEGO BATMAN - O FILME (The LEGO Batman Movie, Dinamarca/EUA, 2017), de Chris McKay

Poster de LEGO BATMAN – O FILME (The LEGO Batman Movie, Dinamarca/EUA, 2017), de Chris McKay

FICHA TÉCNICA

The Lego Batman Movie

Lançamento: 09/02/2017

Gênero: Animação, Ação, Comédia

Duração: 104 min

Origem: Estados Unidos

Direção: Chris McKay

Roteiro: Seth Grahame-Smith, Chris McKenna, Erik Sommers, Jared Stern, John Whittington

Distribuidor: Warner Bros.

Classificação: Livre

Ano: 2017

 

Assista ao trailer de Lego Batman – O Filme:

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ATÉ O ÚLTIMO HOMEM : ÉPICO DRAMA DE GUERRA ANTIBELICISTA

Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento. Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão; Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão. (Isaías 40:28-31)

Cena de ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (Hawksaw Ridge, Austrália/EUA, 2016), de Mel Gibson

Cena de ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (Hawksaw Ridge, Austrália/EUA, 2016), de Mel Gibson

Drama de guerra Até o Último Homem (Hawksaw Ridge, Austrália/EUA, 2016), de Mel Gibson, é inspirado na história verídica do paramédico Desmond T. Doss (1919-2006), o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso. No filme acompanhamos a jornada de um menino, que por carregar traumas ligados à violência e obedecer aos mandamentos bíblicos, “não matarás”, decide se alistar para a Segunda Guerra Mundial, mas se recusando a empunhar uma arma no campo de batalha e matar pessoas.

Doss (Andrew Garfield) vive sua juventude caipira no interior do Estado da Virgínia, escalando as montanhas de sua cidade, caminhando pelos bosques e frequentando a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Até que um dia, ele ajuda a salvar a vida de um mecânico, utilizando seu cinto como um torniquete para socorrer o ferido ao hospital. Nesse mesmo dia, ele se apaixona por uma bela enfermeira chamada Dorothy Schutte (Teresa Palmer), decidindo inclusive doar sangue só para estar próximo de sua paixão, com quem ele inicia um belo e recatado relacionamento. Mesmo sendo religioso, e tendo um ofício que o permitiria não se alistar, o rapaz decide se apresentar ao alistamento depois do ataque a Pearl Harbor, como a maioria dos jovens de sua época, mas se recusando a fazer o treinamento bélico devido a suas convicções morais e espirituais.

Cena de ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (2016), de Mel Gibson

Cena de ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (2016), de Mel Gibson

Ele pretende então se tornar paramédico do exército e ao invés tirar, ele pretende salvar vidas. Assim, Doss teve que travar uma batalha pessoal para sustentar essa determinação de servir ao exército sem pegar em armas. Assumir essa posição diante do batalhão, fez com que ele fosse hostilizado, ridicularizado, surrado, humilhado e até levado a corte marcial por seus comandantes superiores, o sargento Howell (Vince Vaughn) e o capitão Glover (Sam Worthington), que veem a recusa do rapaz em matar o inimigo como um ato de covardia.

O roteiro de Robert Schenkkan e Andrew Knight denota em vários momentos a importância do ambiente familiar na formação do caráter do personagem, especialmente nas conversas com sua mãe Bertha Doss (Rachel Griffiths) e nos dramas de seu violento pai Tom Doss (Hugo Weaving), um alcoólatra sobrevivente e traumatizado com os horrores da Primeira Guerra Mundial, mas que teve a ousadia de ajudar o filho quando ele estava prestes a ser condenado. Doss conseguiu a autorização para continuar servindo, e ao chegar ao campo, na Batalha de Okinawa ele salva praticamente sozinho mais de 75 homens, fazendo de Doss um homem respeitado pela sua tropa, a ponto do batalhão esperar Doss fazer uma oração para eles retornarem no campo de batalha.

A bíblia (Deus falando com o homem) está presente em diversos momentos do filme, e não apenas na cena de abertura com o texto de Isaías 40. Ela está presente no quadro da casa de Doss, quando ainda menino ele observa a cena do primeiro assassinato (Caim e Abel). Foi uma bíblia sagrada o presente que ele recebe de sua namorada antes de se alistar, além disso ela foi sua companhia no alojamento (enquanto outros viam pornografia) e até mesmo no campo de batalha, a palavra de Deus inspirada sempre o acompanhava. Já a oração (o homem falando com Deus) também se faz presente, especialmente nas cenas quando Doss está preso, sendo impedido de ir ao seu casamento e prestes a ser julgado, e especialmente na cena de batalha, quando ele fica sozinho e mantém um emocionante diálogo com Deus, que o capacita para salvar “só mais um” companheiro de guerra, totalizando 75 salvos…

Mel Gibson se mostra em ótima forma, 10 anos depois do seu último filme, o brutal Apocalypto (2006), com suas posições tradicionalistas, o diretor de A Paixão de Cristo (2004) imprime neste longa a força da fé, num roteiro com falas e cenas que remetem literalmente a passagens bíblicas, como quando Doss lava os olhos de um soldado ferido que julgava estar cego e lhe restitui a visão. O tom religioso do filme reforça a contundente mensagem antibelicista.

Desmond T. Doss acabou sendo atingido por uma granada, mas sobreviveu ao campo de batalha, sendo condecorado com duas medalhas Bronze Stars e três Purple Hearts, além da Medalha de Honra do Congresso. É incrível a humanidade e a humildade de Doss, que inclusive recusou diversos convites de adaptação cinematográfica de sua história, alegando que os verdadeiros heróis foram os que morreram em combate, tendo autorizado o produtor Terry Benedict a fazer o documentário The Conscientious Objector , somente às vésperas de sua morte. Trechos dessas entrevistas do documentário finalizam o filme emocionando a plateia.

Os aspectos técnicos do filme também são muito bons, principalmente nas cenas de batalha, onde vemos um show da montagem, e da edição e mixagem de som. Não à toa o filme foi indicado a seis categorias no Oscar 2017, são elas: Melhor Filme, Diretor (Mel Gibson), Ator (Andrew Garfield), Edição, Edição de Som e Mixagem de Som.

Poster ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (Hawksaw Ridge, Austrália/EUA, 2016), de Mel Gibson

Poster ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (Hawksaw Ridge, Austrália/EUA, 2016), de Mel Gibson

FICHA TÉCNICA

Hacksaw Ridge

Lançamento: 26/01/2017

Gênero: Aventura, Biografia, Drama, Guerra

Duração: 139 min

Origem: Estados Unidos, Austrália

Direção: Mel Gibson

Roteiro: Robert Schenkkan e Andrew Knight

Distribuidor: Diamond Films

Classificação: 16 anos

Ano: 2016

Veja o trailer de Até o Último Homem:

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RANKING INTERNACIONAL – KUNG FU YOGA na frente

Em seu segundo fim de semana em cartaz no mercado internacional, Kung Fu Yoga manteve com segurança a liderança, seguido pelo também chinês Viagem ao Ocidente: Capítulo Demoníaco, que obteve uma renda considerável. Outro Chinês do mesmo período, Duckweed, veio logo atrás na terceira posição com uma boa arrecadação. La La Land: Cantando Estações e Resident Evil 6: O Capítulo Final fecharam o top cinco respectivamente na quarta e quinta posição.

Jackie Chan em cena de KUNG FU YOGA.

Jackie Chan em cena de KUNG FU YOGA.

Kung Fu Yoga conseguiu arrecadar US$ 51,4 milhões no último fim de semana terminando o período na liderança do ranking internacional. O filme entrou em cartaz em Hong Kong na semana passada e conseguiu manter bons resultados nas bilheterias. Ao término do domingo, o total acumulado pelo filme no mercado internacional era estimado em US$ 178 milhões, de cerca de 12 localidades em que o mesmo entrou em cartaz.

Cena de VIAGEM AO OCIDENTE: CAPÍTULO DEMONÍACO.

Cena de VIAGEM AO OCIDENTE: CAPÍTULO DEMONÍACO.

Logo atrás, seguindo o mesmo período de estreias, vieram os também chineses Viagem ao Ocidente: Capítulo Demoníaco e Duckweed na segundo e terceira posição, respectivamente. A comédia e fantasia Viagem ao Ocidente arrecadou US$ 35,3 milhões no fim de semana, quando entrou em cartaz também no Estados Unidos, onde obteve uma recepção razoável da crítica. Duckweed conseguiu US$ 29,5 milhões no período, estando em cartaz apenas na China, com estreia prevista apenas para o Estados Unidos, no dia 10. Viagem ao Ocidente e Duckweed passaram a acumular no mercado internacional, respectivamente, US$ 202 e US$ 90 milhões ao término do último domingo.

Ryan Gosling e Emma Stone em cena de LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES.

Ryan Gosling e Emma Stone em cena de LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES.

Em quarto lugar, La La Land: Cantando Estações obteve uma queda razoável, mas conseguiu se manter entre os cinco primeiros. O famigerado romance arrecadou US$ 20,1 milhões no período e deve conseguir um impulso nas bilheterias na próxima semana quando entrará em cartaz na China. As outras estreias restantes do filme estão marcadas para a semana seguinte, na Dinamarca, Japão e Noruega. US$ 150 milhões era o valor estimado arrecadado pelo filme nas bilheterias internacionais ao término do último fim de semana.

Milla Jovovich em cena de RESIDENT EVIL 6: O CAPÍTULO FINAL.

Milla Jovovich em cena de RESIDENT EVIL 6: O CAPÍTULO FINAL.

Mesmo mal recebido pela crítica americana, Resident Evil 6: O Capítulo Final conseguiu manter uma boa postura nas bilheterias estrangeiras ao terminar o ultimo fim de semana na quinta colocação com uma arrecadação de US$ 16,5 milhões. Em cartaz em quase 60 localidades, ainda restam Itália, Cazaquistão, Rússia e China, estreias previstas para o próximo fim de semana que devem ajudar bastante o filme em seu desempenho nas bilheterias. O total arrecadado ao término do domingo era estimado em US$ 95,6 milhões nas bilheterias internacionais.

Confira abaixo a tabela do ranking internacional com os dez melhores.

RINT

Veja abaixo o trailer de Resident Evil 6: O Capítulo Final.

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SEMANA 06 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Semana de poucas estreias, que se divide entre destaques de pequeno porte mas de alta qualidade, os dramas A Cidade Onde Envelheço (2016), de Marília Rocha, e Redemoinho (2016), de José Luiz Villamarin, e os blockbusters, a animação LEGO Batman – O Filme (2017), de Chris McKay, e o drama Cinquenta Tons Mais Escuros (2017), de James Foley

Cena de A CIDADE ONDE ENVELHEÇO (2016), de Marília Rocha

Cena de A CIDADE ONDE ENVELHEÇO (2016), de Marília Rocha

Grande vencedor do Festival de Brasília do ano passado, com o Candango de melhor filme e prêmios para a diretora Marília Rocha e para as atrizes Elizabete Francisca e Francisca Manuel, A Cidade Onde Envelheço chega ao circuito cercado já por uma boa receptividade em outros festivais nacionais e internacionais. A trama trata de duas portuguesas: Teresa (Elizabete Francisca Santos) decide deixar o país natal para morar no Brasil e vai direto para a casa de Francisca (Francisca Manuel), uma amiga também portuguesa que mora há um ano em Belo Horizonte. Ainda que tenha aceitado abrigá-la, Francisca está temerosa sobre como será o convívio entre elas, já que aprecia a solidão e a independência que dispõe, mas logo o encontro das duas se revela muito positivo. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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A CIDADE ONDE ENVELHEÇO (Brasil/Portugal, 2016), de Marília Rocha. Com Elizabete Francisca, Francisca Manuel, Paulo Nazareth, Jonnata Doll, Wanderson dos Santos. 99 min. Vitrine. Classificação a definir.

Cena de REDEMOINHO (2016), de José Luiz Villamarim

Cena de REDEMOINHO (2016), de José Luiz Villamarim

Interessante quando um diretor chega ao cinema com prestígio por causa de seus trabalhos na televisão. José Luiz Villamarim teve seu nome especialmente valorizado, principalmente por causa da minissérie Justiça (2016), mas antes disso já havia chamado a atenção com outros trabalhos, como O Rebu (2014) e Amores Roubados (2014). Redemoinho é sua chance de conquistar o público mais exigente dos cinemas de arte. Na trama, dois amigos acabam se reencontrando após muito tempo separados. Na véspera de Natal, os dois se reúnem para uma conversa regada a muita bebida, que desperta neles a oportunidade de reavaliar seus caminhos e de falar sobre suas lembranças, seus remorsos e suas alegrias. Em cartaz no Cinema do Dragão e no UCI Iguatemi.

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REDEMOINHO (Brasil, 2016), de José Luiz Villamarim. Com Irandhir Santos, Dira Paes, Júlio Andrade, Cássia Kiss Magro, Demick Lopes. 100 min. Vitrine. Classificação a definir.

Cena de LEGO BATMAN - O FILME (2017), de Chris McKay

Cena de LEGO BATMAN – O FILME (2017), de Chris McKay

Andam falando tão mal do Universo Compartilhado DC que é quase inevitável que LEGO Batman – O Filme, a brincadeira que o pessoal da LEGO fez com o Homem-Morcego e outros super-heróis e vilões da DC, tenha arrancado elogios. Mas ninguém esperava que o filme alcançasse 97% de críticas positivas no site Rotten Tomatoes. Na trama, Batman (Will Arnett) descobre que acidentalmente adotou um garoto órfão, que se torna ninguém menos que Robin (Michael Cera). A dupla formada pelo arrogante Homem-Morcego e o empolgado ajudante deve combater o crime e prender o Coringa (Zach Galifianakis). Quem gostou do humor anárquico de Uma Aventura Lego (2014) já pode comemorar. Em cartaz em grande circuito.

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LEGO BATMAN – O FILME (The LEGO Batman Movie, Dinamarca/EUA, 2017), de Chris McKay. Com as vozes originais de Jenny Slate, Ralph Fiennes, Channing Tatum, Jonah Hill, Rosario Dawson. 104 min. Warner. Livre.

Cena de CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS (2017), de James Foley

Cena de CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS (2017), de James Foley

Como era de se esperar, Cinquenta Tons de Cinza (2015) foi um sucesso de público, devido ao burburinho do erotismo sadomasoquista light causado pela trinca de livros de E.L. James. A sequência, Cinquenta Tons Mais Escuros, apresenta agora a jovem Anastasia (Dakota Johnson), logo depois de ter encerrado o relacionamento com Christian Grey (Jamie Dornan), por causa de seus hábitos e atitudes. Mas ela não resiste à tentação e volta aos braços do empresário. Agora ela tem a intenção de mudar um pouco as regras, mas enfrentará algumas aventuras pela frente, com o aparecimento de pessoas do passado de Christian. Em cartaz em grande circuito.

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CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS (Fifty Shades Darker, EUA, 2017), de James Foley. Com Jamie Dornan, Dakota Jonhson, Tyler Hoechlin, Bella Heathcote, Kim Basinger. 115 min. Universal. 16 anos.

Saem de cartaz

A Morte de Luís XIV
A Qualquer Custo
Max Steel
O Homem Que Caiu na Terra
Os Penetras 2 – Quem Dá Mais?
Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood
The Beatles: Eight Days a Week – The Touring Years

As estreias desta quinta-feira, 9, que não entram em cartaz em Fortaleza

Marguerite & Julien – Um Amor Proibido
Toni Erdmann
Vale da Luta

Veja o trailer de Toni Erdmann

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