SEMANA 49 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Certamente o grande destaque entre as várias estreias desta quinta-feira é o drama A Economia do Amor (2016), de Joachim Lafosse. Mas há outras coisas interessantes, como os dramas Mundos Opostos (2015), de Christoforos Papakaliatis, e O Filho Eterno (2016), de Paulo Machline; a comédia O Último Virgem (2016), de Rilson Baco e Felipe Bretas; a aventura Anjos da Noite – Guerras de Sangue (2016), de Anna Foerster; e as animações As Aventuras de Robinson Crusoé (2016), de Vincent Kesteloot e Ben Stassene, e Galinha Pintadinha Mini na Telona (2016), de Marcos Luporini, Marcos Patrizzi Luporini e Juliano Prado. Em pré-estreia, o clássico Blow-up – Depois Daquele Beijo (1966), de Michelangelo Antonioni; a comédia A Última Ressaca do Ano (2016), de Josh Gordon e Will Speck; e a animação Masha e o Urso (2016), de Oleg Kuzovkov. Na quarta-feira, 7, o Cinema do Dragão exibe uma mostra de novos curtas poloneses – Short Waves -, com entrada franca

Cena de A ECONOMIA DO AMOR (2016), de Joachim Lafosse

Cena de A ECONOMIA DO AMOR (2016), de Joachim Lafosse

Um casal separa-se após 15 anos juntos e tem que viver na mesma casa por problemas financeiros. Só este pequeno resumo de sinopse já chama a atenção. Vendo o trailer, já dá pra sentir um bocado da aflição desse casal em crise vivendo no mesmo espaço, com as filhas gêmeas, em constantes brigas e desentendimentos. A Economia do Amor traz como protagonistas Bérénice Bejo ( O Artista) e Cédric Khan (Um Amor à Altura). Realista e depressivo, o filme tem conseguido 100% de críticas positivas no Rotten Tomatoes até o momento e ganhou o Grande Prêmio do Júri no Philadelphia Film Festival. É o primeiro filme do diretor a estrear na cidade.  Em cartaz no Cinema do Dragão.

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A ECONOMIA DO AMOR (L’Économie du Couple, França/Bélgica, 2016), de Joachim Lafosse. Com Bérénice Bejo, Cédric Kahn, Marthe Keller, Jade Soentjens, Margaux Soentjens, Philippe Jeusette, Maxime Kesteman, Pascal Rogard. 100 min. Imovision. 10 anos.

Cena de MUNDOS OPOSTOS (2015), de Christoforos Papakaliatis

Cena de MUNDOS OPOSTOS (2015), de Christoforos Papakaliatis

Eis que a crise econômica atual da Grécia aparece em um filme com um astro americano para chamar a atenção de um público maior, J.K. Simmons. A trama apresenta três histórias: a da universitária Daphne (Niki Vakali), que é salva de um estupro pelo imigrante ilegal sírio Farris (Tawfeek Barhom); a do executivo Giorgios (Christopher Papakaliatis), que encara a dissolução da empresa em que trabalha ao mesmo tempo em que se envolve mais do que o esperado com uma consultora estrangeira (Andrea Osvárt); e a do historiador Sebastian (J.K. Simmons), que tenta se comunicar com uma senhora (Maria Kavoyianni) no mercado. Mundos Opostos é um filme curioso sobre o amor nos tempos de crise. Em cartaz no Cine Del Paseo.

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MUNDOS OPOSTOS (Enas Allos Kosmos, Grécia, 2015), de Christoforos Papakaliatis. Com J.K. Simmons, Christoforos Papakaliatis, Andrea Osvárt, Maria Kavoyianni, Minas Hatzisavvas, Tawfeek Barhom, Niki Vakali, Odysseas Papaspiliopoulos. 113 min. PlayArte. Classificação a definir.

Cena de O FILHO ETERNO (2016), de Paulo Machiline

Cena de O FILHO ETERNO (2016), de Paulo Machiline

O cineasta Paulo Machiline,  diretor de Natimorto (2009) e Trinta (2014), anda em terrenos pantanosos no melodrama O Filho Eterno, sobre pai que custa a aceitar o fato de que seu filho tem Síndrome de Down, até se dobrar e passar a amar a criança. O filme acompanha desde a expectativa do casal, vivido por Marcos Veras e Débora Falabella, pela criança, até os momentos de insatisfação e vergonha que tomam conta do pai. O Filho Eterno é baseado no livro homônimo de Cristóvão Tezza sobre os desafios de ser pai de uma criança com Síndrome de Down, que até já havia sido adaptado para o teatro. Espera-se que a direção, o roteiro e os atores tenham conseguido fazer um belo trabalho. Em cartaz no UCI Iguatemi e Cinépolis RioMar.

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O FILHO ETERNO (Brasil, 2016), de Paulo Machline. Com Débora Falabella, Marcos Veras, Pedro Vinícius, Uyara Torrente, Augusto Madeira. 82 min. Sony. 12 anos.

Cena de O ÚLTIMO VIRGEM (2016), de Rilson Baco e Felipe Bretas

Cena de O ÚLTIMO VIRGEM (2016), de Rilson Baco e Felipe Bretas

A semelhança de O Último Virgem com as comédias juvenis americanas oitentistas, que tinham muita preocupação com o sexo, fica evidente já desde o trailer, que vem sendo veiculado faz já alguns meses. Ao mesmo tempo, a gente já espera algo que seja bem mais comportado, sem a nudez que se fazia presente tanto no cinema americano como no brasileiro desse período. Na história, Dudu (Guilherme Prates) é um garoto tímido que, no último ano do Ensino Médio, ainda é virgem. E por isso ele é alvo constante de piadas de seus três amigos inseparáveis. Pelo que vemos no trailer, há diversas situações em que o rapaz terá como conseguir o que tanto deseja, mas há algo também envolvendo a professora sexy, vivida por Fiorella Mattheis. Em cartaz em grande circuito.

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O ÚLTIMO VIRGEM (Brasil, 2016), de Rilson Baco e Felipe Bretas. Com Guilherme Prates, André Ramiro, Camila Rodrigues, Bia Arantes, Gabi Lopes, Lisandra Souto, Fiorella Mattheis, Felipe Adler. 82 min. Donwtown/Paris. 14 anos.

Kate Beckinsale em ANJOS DA NOITE - GUERRAS DE SANGUE (2016), de Anna Foerster

Kate Beckinsale em ANJOS DA NOITE – GUERRAS DE SANGUE (2016), de Anna Foerster

Impressionante como esta franquia é tão resistente quanto baratas. Desde o começo, Anjos da Noite era dessas séries que se aproveitavam do visual estiloso da protagonista vampira e de um interesse de um grande público por histórias envolvendo vampiros brigando com lobisomens. Depois de um quarto filme que ninguém mais lembra (O Despertar, 2012), a franquia ressurge com Guerras de Sangue. Na trama, Selene (Kate Beckinsale) é uma guerreira vampira que luta para acabar com a guerra eterna entre o clã Lycan de lobisomens sanguinários e a facção de vampiros que a traiu. Quando um novo levante parece tomar forma, ela irá utilizar sua influência e relacionamento com ambas as partes para negociar um cessar fogo. Em cartaz em grande circuito.

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ANJOS DA NOITE – GUERRAS DE SANGUE (Underworld – Blood Wars, EUA, 2016), de Anna Foerster. Com Kate Beckinsale, Theo James, Lara Pulver, Charles Dance, Tobias Menzies, Bradley James, Alicia Vela-Bailey, Trent Garrett. 90 min. Sony. 12 anos.

Imagem promocional de AS AVENTURAS DE ROBINSON CRUSOÉ (2016), de Vincent Kesteloot e Ben Stassen

Imagem promocional de AS AVENTURAS DE ROBINSON CRUSOÉ (2016), de Vincent Kesteloot e Ben Stassen

As animações alcançaram um espaço considerável nesses tempos de tecnologia 3D, por mais que a tecnologia em si já não seja uma novidade, e sim algo que vai contribuir para aumentar o preço dos ingressos. Mas só assim para se conseguir um espaço para uma animação franco-belga, ainda que inspirada em um famoso romance inglês. Na trama de As Aventuras de Robinson Crusoé, o personagem-título é de fato o único homem da ilha, habitada unicamente por animais, entre eles Tuesday, um papagaio que tem o desejo de conhecer o mundo além daquele conhecido. Trata-se de um filme sobre amizade e companheirismo entre duas criaturas diferentes. Em cartaz em grande circuito.

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AS AVENTURAS DE ROBINSON CRUSOÉ (Robinson Crusoe, Bélgica/França, 2016), de Vincent Kesteloot e Ben Stassen. Com as vozes originais de Matthias Schweighöfer, Kaya Yanar, Ilka Bessin, Dieter Hallervorden, Aylin Tezel. 91 min. Imagem. Livre.

Imagem promocional de GALINHA PINTADINHA MINI NA TELONA (2016)

Imagem promocional de GALINHA PINTADINHA MINI NA TELONA (2016)

Um exemplar de animação aparentemente bem picareta (só tem 50 minutos de duração), mas que pode até ser bem simpática e atraente para o seu público alvo, ou seja, as crianças bem pequenas. Sem falar que crianças muito novas talvez não tivessem muita paciência de ver um filme de duração longa mesmo. De acordo com a sinopse oficial, trata-se de uma edição inédita e exclusiva da nova série da Galinha Pintadinha Mini. O conteúdo mescla historinhas narradas, atividades e as tradicionais músicas, além de apresentar a Galinha e sua turma com um novo design que promete encantar seus novos e antigos fãs. Em pré-estreia em grande circuito.

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GALINHA PINTADINHA MINI NA TELONA (Brasil, 2016), de Marcos Luporini, Marcos Patrizzi Luporini e Juliano Prado. Com as vozes originais de Vera Lúcia Fuzaro, Marcos Patrizzi Luporini, Patricia Campos Marchiori, Hélio Rogério Duarte. 50 min. Flix Media. Livre.

Pré-estreias

Cena de BLOW-UP - DEPOIS DAQUELE BEIJO (1966), de Michelangelo Antonioni

Cena de BLOW-UP – DEPOIS DAQUELE BEIJO (1966), de Michelangelo Antonioni

Muito boa a iniciativa da Zeta Filmes, que tem trazido versões restauradas de filmes modernos clássicos. Um dia desses foi a vez de Estranhos no Paraíso, de Jim Jarmusch. Agora é a vez de um filme um pouco mais antigo, Blow-up – Depois Daquele Beijo, primeira produção falada em inglês de Michelangelo Antonioni. O mestre italiano adapta o conto “As babas do diabo”, de Julio Cortazar, e aproveita para explorar aquele rico universo de contracultura pelo que estava passando a Inglaterra, em especial o mundo ligado à moda. No meio disso tudo, um crime acontece. Há cenas de nudez e um ar erótico no ar. Destaque para a beleza das jovens Vanessa Redgrave e Jane Birkin. Em pré-estreia no domingo, no Cinema do Dragão.

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BLOW-UP – DEPOIS DAQUELE BEIJO (Blow-up, Reino Unido/Itália/EUA, 1966), de Michelangelo Antonioni. Com David Hemmings, Vanessa Redgrave, Sarah Miles, John Castle, Jane Birkin, Gillian Hills, Peter Bowles, Verushchka von Lehndorff. 111 min. Zeta. 14 anos.

Cena de A ÚLTIMA RESSACA DO ANO (2016), de Josh Gordon e Will Speck

Cena de A ÚLTIMA RESSACA DO ANO (2016), de Josh Gordon e Will Speck

Curiosamente, o primeiro filme de natal do ano será uma comédia escrachada. A Última Ressaca do Ano traz nomes bem-vindos da comédia recente, como Kate McKinnon, Jennifer Aniston e Jason Bateman. A dupla de diretores é a mesma de Coincidências do Amor (2010). Na trama, os irmãos Clay (T.J. Miller) e Carol Vanston (Jennifer Aniston), após a morte do pai, disputam o controle da empresa de tecnologia herdada. Presidente da companhia, ele é ameaçado por ela, CEO, que planeja inclusive demitir todos os funcionários. Visando impressionar um novo cliente que pode representar sua garantia no poder, Clay pede que seu braço direito, Josh (Jason Bateman), organize uma espetacular festa de Natal. Em pré-estreia na quarta-feira, 7, em grande circuito.

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A ÚLTIMA RESSACA DO ANO (Office Christmas Party, EUA, 2016), de Josh Gordon e Will Speck. Com Kate McKinnon, Olivia Munn, Jennifer Aniston, Jamie Chung, T.J. Miller, Jason Bateman, Abbey Lee, Jillian Bell. 105 min. Paramount. 16 anos.

Cena de MASHA E O URSO (2016), de Oleg Kuzovkov

Cena de MASHA E O URSO (2016), de Oleg Kuzovkov

Assim como fizeram com outra animação infantil, Pepa Pig, a série animada russa Masha e o Urso chegará ao cinema em formato de junção de episódios. Trata-se aqui, porém, de duas temporadas ainda inéditas. Masha e o Urso é uma criação premiada de Oleg Kuzovkov sobre uma menininha que vive na floresta, protegida por um urso grande e paternal, que faz de tudo para evitar que ela sofra algum acidente. A versão brasileira chegará aos cinemas em parceria com o SBT, com participações especiais de Maisa Silva e Sílvia Abravanel, que irão interagir com os espectadores durante a sessão. Pode ser uma experiência bem interessante para as crianças e para os pais e as mães. Em pré-estreia no fim de semana, em grande circuito.

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MASHA E O URSO (Masha i Medved, Rússia/Brasil, 2016), de Oleg Kuzovkov. Com as vozes originais de Alina Kukushkina e Boris Kutnevich. 75 min. Paris. Livre. 

Saem de cartaz

Depois da Tempestade
Indignação
O Quarto dos Esquecidos
Rainha de Katwe

As estreias nacionais desta quinta-feira, 01, que não entram em cartaz em Fortaleza

Ninguém Deseja a Noite
Sangue do Meu Sangue
Viva

Veja o trailer de Ninguém Deseja a Noite

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SEMANA 48 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Uma semana particularmente marcante, com filmes que podem aparecer em algumas listas de melhores do ano, inclusive. Os maiores destaques são: o drama Elle (2016), de Paul Verhoven, a sci-fi A Chegada (2016), de Denis Villleneuve, e o horror Creepy (2016), de Kyoshi Kurosawa. Também merecem atenção: o documentário De Palma (2015), de Noah Baumbach e Jake Paltrow; a aventura Jack Reacher – Sem Retorno (2016), de Edward Zwick; o horror O Quarto dos Esquecidos (2016), de D.J. Caruso; a cinebiografia Elis (2016), de Hugo Prata; e o drama Rainha de Katwe (2016), de Mira Nair. Em pré-estreia, a animação Masha e o Urso (2016), de Oleg Kuzovkov

Isabelle Huppert em ELLE (2016), de Paul Verhoeven

Isabelle Huppert em ELLE (2016), de Paul Verhoeven

Paul Verhoeven, também conhecido como o “holandês maluco”, está de volta. Não em seu país de origem, nem muito menos em Hollywood, mas em uma produção essencialmente francesa, estrelada por uma das grandes intérpretes francesas de todos os tempos, Isabelle Huppert. E mais uma vez ele faz uma obra controversa, trazendo luz sobre o estupro. Como o sexo é a especialidade dele desde seus primeiros trabalhos, Elle, além de provocar também deve trazer muitos pontos para reflexão. Na trama, Huppert é uma executiva-chefe de uma empresa de videogames, a qual administra de maneira precisa e ordenada. Sua rotina é quebrada quando ela é atacada por um desconhecido, dentro de sua própria casa. Em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis RioMar) e com pré-estreia no domingo, às 19h30, no Cinema do Dragão.

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ELLE (França/Alemanha/Bélgica, 2016), de Paul Verhoeven. Com Isabelle Huppert, Laurent Lafitte, Anne Consigny, Charles Berling, Virginie Efira, Judith Magre, Christian Berkel. 130 min. Sony. 18 anos.

Amy Adams em A CHEGADA (2016), de Dennis Villeneuve

Amy Adams em A CHEGADA (2016), de Dennis Villeneuve

Um dos cineastas mais interessantes da atualidade, Dennis Villeneuve,  estreia mais um filme intrigante, dessa vez sobre a chegada de extraterrestres ao planeta Terra. Na trama de A Chegada, Amy Adams é uma linguista que é chamada para traduzir os sinais dos alienígenas e saber se eles representam ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade. A sinopse não entrega muito do filme, nem o trailer. O que é bom, pois as boas surpresas são um ponto forte na filmografia de Villeneuve. Em cartaz em grande circuito.

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A CHEGADA (Arrival, EUA, 2016), de Dennis Villeneuve. Com Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker, Michael Stuhlbarg, Mark O’Brien, Tzi Ma, Larry Day, Abigail Pniowsky. 116 min. Sony. 12 anos.

Cena de CREEPY (2016), de Kyoshi Kurosawa

Cena de CREEPY (2016), de Kyoshi Kurosawa

Muito bom poder ter a oportunidade de ver um filme de horror do Kyoshi Kurosawa nos cinemas. Este ano um título dele chegou a passar em nossas salas, Para o Outro Lado (2015), mas este, apesar de ter um pé no sobrenatural, é um drama de natureza contemplativa sobre a vida e a morte. Creepy é um filme assumidamente de gênero, feito para assustar a audiência. E isso é muito bom. Na trama, um ex-detetive é chamado por um antigo colega para investigar o caso de uma família desaparecida há seis anos. Ele acompanha as memórias da única sobrevivente da família. Enquanto isso, o detetive e sua esposa recentemente se mudaram. Seu novo vizinho tem uma mulher doente e uma filha adolescente, que confessa ao detetive que o tal homem não é o seu pai e que ela não o conhece. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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CREEPY (Kurîpî: Itsuwari No Rinjin, Japão, 2016), de Kyoshi Kurosawa. Com Hidetoshi Nishijima, Yûko Takeuchi, Toru Baba, Ryôko Fujino, Masahiro Higashide, Teruyuki Kagawa, Haruna Kawaguchi, Misaki Saisho. 130 min. Zeta. 14 anos.

Cena de DE PALMA (2015), de Noah Baumbach e Jake Paltrow

Cena de DE PALMA (2015), de Noah Baumbach e Jake Paltrow

Dirigido por Noah Baumbach e Jake Paltrow, o documentário De Palma é narrado apenas pelo próprio cineasta, o que confere à produção um status que o diferencia de um extra de DVD. Talvez funcione melhor para um fã do cineasta, já que os filmes são vistos de maneira muito rápida e até um pouco fria, embora seja muito interessante saber algumas histórias de bastidores, como David Koepp sendo demitido da produção de Missão: Impossível (1996), Brian De Palma não gostando nada do ator de Trágica Obsessão (1976), o cachê milionário de Robert De Niro em Os Intocáveis (1987), além da obsessão do cineasta pelo cinema de Alfred Hitchcock. Assim como Cinema Novo, porém, o filme pode funcionar como uma boa porta de entrada para quem não conhece o trabalho do diretor. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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DE PALMA (EUA, 2015), de Noah Baumbach e Jake Paltrow. Documentário. 110 min. RT Features. Classificação a definir.

Tom Cruise em JACK REACHER - SEM RETORNO (2016), de Edward Zwick

Tom Cruise em JACK REACHER – SEM RETORNO (2016), de Edward Zwick

E Tom Cruise está de volta com mais um filme de ação, gênero em que tem se especializado e que costuma bater ponto pelo menos uma vez por ano. Jack Reacher – Sem Retorno é a continuação de Jack Reacher – O Último Tiro (2012), ainda que traga uma mudança de diretores. Sai Christopher McQuarrie, entra Edward Zwick. No fim das contas, não faz muita diferença, pois já faz um tempo que quem manda nas produções é Cruise mesmo. Na trama, Reacher (Cruise) retorna à base militar onde serviu, onde pretende levar uma major local, Susan Turner (Cobie Smulders), para jantar. Porém, ao chegar, descobre que ela está presa, acusada de ter vazado informações confidenciais do exército. Estranhando a situação, Reacher resolve iniciar uma investigação por conta própria. Em cartaz em grande circuito.

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JACK REACHER – SEM RETORNO (Jack Reacher – Never Go Back, China/EUA, 2016), de Edward Zwick. Com Tom Cruise, Cobie Smulders, Aldis Hodge, Danika Yarosh, Patrick Heusinger, Holt McCallany, Judd Lormand, Christopher Berry. 118 min. Paramount. 12 anos.

Kate Beckinsale em O QUARTO DOS ESQUECIDOS (2016), de D.J. Caruso

Kate Beckinsale em O QUARTO DOS ESQUECIDOS (2016), de D.J. Caruso

O eficiente mas pouco brilhante D.J. Caruso (Paranoia, 2007) assina este filme de horror com cara de produção vulgar e convencional. Ainda assim, fãs do gênero costumam dar uma chance a esses filmes. Na trama de O Quarto dos Esquecidos, Dana (Kate Beckinsale) e David (Mel Raido) formam um casal marcado por um trauma recente e decidem sair da cidade grande. Compram um casarão abandonado numa área rural onde vão morar com o filho Lucas (Duncan Joiner). Dana pretende usar seus conhecimentos como arquiteta para reconstruir o lugar e superar as dores passadas e assim descobre a existência de um quarto escondido, que não constava na planta. Em cartaz no UCI Iguatemi e Cinépolis RioMar.

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O QUARTO DOS ESQUECIDOS (The Disappointments Room, EUA, 2016), de D.J. Caruso. Com Kate Beckinsale, Mel Raido, Lucas Till, Duncan Joiner, Gerald McRaney, Michaela Conlin, Michael Landes, Marcia DeRousse. 92 min. Imagem. 14 anos.

Andréia Horta em ELIS (2016), de Hugo Prata

Andréia Horta em ELIS (2016), de Hugo Prata

Mais uma cinebiografia musical chega para engrossar a lista de filmes desse subgênero que ganhou força nos últimos anos no Brasil. A bola da vez é Elis Regina, uma das maiores cantoras de nossa música. A voz de Elis é tão marcante que os realizadores resolveram não arriscar em arranjar alguém para cantar as canções, mas colocar Andréia Horta dublando a cantora. O filme acompanha Elis desde quando ela deixou o Rio Grande do Sul para morar no Rio de Janeiro, lugar ideal para quem queria se projetar nacionalmente. Ela logo conquista uma legião de fãs, entre eles o produtor Ronaldo Bôscoli (Gustavo Machado), com quem acaba se casando. Devido ao temperamento forte, é de se esperar vários arroubos de intensidade em várias cenas. Em cartaz em grande circuito.

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ELIS (Brasil, 2016), de Hugo Prata. Com Andréia Horta, Gustavo Machado, Caco Ciocler, Zécarlos Machado, Lúcio Mauro Filho, Julio Andrade, Alex Teix. 110 min. Downtown/Paris. 14 anos.

Cena de RAINHA DE KATWE (2016), de Mira Nair

Cena de RAINHA DE KATWE (2016), de Mira Nair

Ao ver o trailer de Rainha de Katwe, dá uma tristeza constatar o desprezo que o nosso circuito demonstra com relação a filmes africanos. Raramente eles chegam aqui, mesmo dentro do circuito alternativo. E não é dessa vez que teremos um deles em grande circuito, mas é o mais próximo que se pode ter no momento: uma produção da Disney falada em inglês e dirigida por uma diretora indiana. Na trama, Phiona Mutesi é uma jovem de Uganda que faz de tudo para alcançar o seu objetivo: tornar-se uma das melhores jogadoras de xadrez do mundo. Órfã de pai e moradora de uma região bem pobre, Mutesi foi obrigada a largar a escola por falta de dinheiro, mas agora está decidida a enfrentar todos os obstáculos para tornar seu sonho realidade. Em cartaz no UCI Iguatemi e Cinépolis RioMar (sala VIP).

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RAINHA DE KATWE (Queen of Katwe, EUA, 2016), de Mira Nair. Com Madina Nalwanga, David Oyelowo, Lupita Nyong’o, Martin Kabanza, Taryn Kyaze, Ivan Jacobo, Nicolas Levesque, Ronald Ssemanganda. 124 min. Disney. 10 anos.

Pré-estreia

Cena de MASHA E O URSO (2016), de Oleg Kuzovkov

Cena de MASHA E O URSO (2016), de Oleg Kuzovkov

Assim como fizeram com outra animação infantil, Pepa Pig, a série animada russa Masha e o Urso chegará ao cinema em formato de junção de episódios. Trata-se aqui, porém, de duas temporadas ainda inéditas. Masha e o Urso é uma criação premiada de Oleg Kuzovkov sobre uma menininha que vive na floresta, protegida por um urso grande e paternal, que faz de tudo para evitar que ela sofra algum acidente. A versão brasileira chegará aos cinemas em parceria com o SBT, com participações especiais de Maisa Silva e Sílvia Abravanel, que irão interagir com os espectadores durante a sessão. Pode ser uma experiência bem interessante para as crianças e para os pais e as mães. Em pré-estreia no fim de semana, em grande circuito.

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MASHA E O URSO (Masha i Medved, Rússia/Brasil, 2016), de Oleg Kuzovkov. Com as vozes originais de Alina Kukushkina e Boris Kutnevich. 75 min. Paris. Livre. 

Saem de cartaz

A Garota no Trem (sessões saideiras no UCI Iguatemi)
A Intrometida

Cinema Novo
Estranhos no Paraíso
Horizonte Profundo – Desastre no Golfo

O Amor de Catarina
O Contador

As estreias desta quinta-feira, 24, que não entram em cartaz em Fortaleza

É Apenas o Fim do Mundo
Intruso
Refém do Medo

Veja o trailer de É Apenas o Fim do Mundo

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STARGATE – REBOOT CANCELADO

Não sai do papel. Foi a afirmação feita por Dean Devlin, coautor ao lado de Roland Emmerich, de Stargate, para o site da revista Empire. O reboot da ficção-científica que lançado no cinema em 1994 e que virou série de TV em 1977, idealizado como uma trilogia, era um dos projetos mais acalentados por Devlin e a sua filmagem estava prevista para o próximo ano

Criada por Dean Devlin e Rolland Emmerich em 1994, STARGATE foi adaptada para a TV em 1997

Criado para o Cinema por Dean Devlin e Rolland Emmerich em 1994, STARGATE foi adaptado para a TV em 1997

A declaração de Dean Devlin ao Empire Online caiu com uma bomba entre os fãs da série e os apreciadores da ficção científica. Dean Devlin o co-roteirista do filme original Stargate – a Chave Para a Humanidade, produzido em 1994, com Kurt Russell e James Spader, Jaye Davidson e Viveca Lindfors, disse que “há muitas coisas que tem que ser feitas ao mesmo tempo, e houve um momento que percebi que tudo estava acontecendo ao mesmo tempo e, em seguida, tudo meio que desmoronou”.

Ninguém sabe ao certo o que Devlin quis revelar ao dizer que a desistência da Metro Goldwyn Mayer e a Warner Bros se deu “à atual abordagem dos blockbusters pelos grandes estúdios”. Mas, presume-se: o primeiro Stargate foi uma produção independente que custou um bom dinheiro: US$ 55 milhões, e rendeu apenas US$ 71 milhões. Ou seja, ficou no prejuízo. Explique-se: para um filme ter rentabilidade tem de obter 3 vezes o seu custo de produção. Mas, assim como Blade Runner (1982), Stargate não foi consagrado pela crítica, mas, sim, pelos fãs da ficção-centífica. E isso quer dizer, é um filme cult.

Dean Devlin e Rolland Emmerich: criadores de STARGATE - A CHAVE PARA A HAMANIDADE (1994) e a série de TV em 1997

Dean Devlin e Rolland Emmerich: criadores de STARGATE – A CHAVE PARA A HAMANIDADE (1994) e a série de TV (97)

Sobra então um motivo para o cancelamento da trilogia: o fracasso bilheteria e de crítica de… Independence Day: o Ressurgimento. Custo: US$ 165 milhões. Bilheteria: US$ 104 milhões. Produzido por quem? Dean Devlin e Roland Emmerich. Hollywood não dá murro em ponta de faca: não rendeu, sinal vermelho. Tudo lá é muito bem estudado e mesmo quem tem crédito, pode ficar sem. Mas, também se credite que, em Hollywood, o que não sai do papel hoje virar filme amanhã. O tempo dirá.

Os outros projetos da dupla estão mantidos. Conheça-os abaixo.

Ano de lançamento – 2017

Geostorm, de Dean Devlin, com Gerard Butler, Katheryn Winnick e Ed Harris. Um cientista sobe ao espaço a fim de impedir que os satélites que controlam o clima criem uma tempestade de proporções épicas e, ao mesmo tempo, o seu irmão descobre uma conspiração para assassinar o presidente dos EUA.

Bad Samaritan, de Dean Devlin e Mark Roskin, com David Tennant e Robert Sheehan. Dupla de assaltantes não contava com a reção da mulher que está na casa a qual planejaram roubar.

2018

Independence Day 3, de Roland Emmerich. Anunciado.

Tempestade Solar (Solar Storm). Anunciado e sem diretor definido. Um policial e dois bandidos são apanhados por uma tempestade solar que atinge a Terra e ameaça dizimar a humanidade.

Relembre o trailer de Stargate – a Chave Para a Humanidade.

 

FESTIVAL DE HAVANA-2016 – BRASILEIROS EM COMPETIÇÃO

Começa no próximo dia 8 e se estende até 18 de dezembro o 38º Festival de Cinema de Cuba. O Brasil tem representantes nas duas competições de longas e também entre os curtas. Os já aqui lançados Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, e Mãe só há Uma, de Ana Muylaert, e o inédito A Cidade do Futuro, de Marilia Hughes e Cláudio Marques, estão entre competidores de vários países sul-americanos ao Prêmio Coral de longa-metragem

REDEMOINHO e A CIDADE DO FUTURO

REDEMOINHO, de José Luís Villamarin; e A CIDADE DO FUTURO, de Marília Hughes e Cláudio Marques

 

O Brasil tem ainda mais 2 representantes na mostra competitiva intitulada Óperas Primas, Redemoinho (2016), de José Luiz Villamarim; e A Cidade Onde Envelheço, coprodução com Portugal, dirigida por Marília Rocha. Neruda, do chileno Pablo Larrain, em exibição no Brasil, compete na mostra principal.

Confira os filmes em competição ao Prêmio Coral da Longa-Metragem e também da Mostra Óperas Primas.

PRÊMIO CORAL DE LONGAS-METRAGENS
Argentina
La helada negra, de Maximiliano Schonfeld

Argentina/Espanha
El ciudadano ilustre, de Gastón Duprat e Mariano Cohn

Argentina/EUA
Hermia & Helena, de Matías Piñeiro

Brasil
A cidade do futuro, de Marília Hughes e Cláudio Marques
Mãe só há uma, de Anna Muylaert

Brasil/Françaa
Aquarius, de Kleber Mendonça Filho

Chile/Argentina/França/Espanha
Neruda, de Pablo Larraín

Veja o trailer de Neruda.

Chile/França
El Cristo ciego, de Christopher Murray

Chile/França/Alemania/Grécia/Colombia
Jesús, de Fernando Guzzoni

Chile/França/EUA
Aquí no ha pasado nada, de Alejandro Fernández Almendras

Colombia
La mujer del animal, de Víctor Gaviria

Colombia/Canadá
Mañana a esta hora, de Lina Rodríguez

Cuba
Últimos días en La Habana, de Fernando Pérez Valdés

Cuba/Canadá
Ya no es antes, de Lester Hamlet

Cuba/Colombia
Sharing Stella, de Enrique Álvarez Martínez

México/Dinamarca/Françaa/Alemanha/Noruega/Suiça
La región salvaje, de Amat Escalante

México/França
Desierto, de Jonás Cuarón

Trinidad e Tobago/Bahamas/EUA
Play the Devil, de Maria Govan

Conheça o trailer de Redemoinho.

COMPETIÇÃO – PRÊMIO ÓPERAS PRIMAS
Argentina
Fin de semana, de Moroco Colman
La larga noche de Francisco Sanctis, de Francisco Márquez e Andrea Testa

Argentina/França
El invierno, de Emiliano Torres

Bolivia/Catar
Viejo calavera, de Kiro Russo

Brasil
Redemoinho, de José Luiz Villamarim

Brasil/Portugal
A cidade onde envelheço, de Marília Rocha

Veja o trailer de A Cidade Onde Envelheço.

Imagem de Amostra do You Tube

Chile
Las plantas, de Roberto Doveris
Nunca vas a estar solo, de Alex Anwandter

Chile/Argentina
Rara, de Pepa San Martín

Colombia
Los nadie, de Juan Sebastián Mesa
Pariente, de Iván D. Gaona

Colombia/Argentina/Holanda/Alemanha/Grecia
Oscuro animal, de Felipe Guerrero

Cuba/Espanha
Esteban, de Jonal Cosculluela Sánchez

Cuba/Nicaragua
El techo, de Patricia Ramos Hernández

Equador/México/Grécia
Alba, de Ana Cristina Barragán

México
Lupe bajo el sol, de Rodrigo Reyes

Paraguai/Holanda/Chile/Catar
La última tierra, de Pablo Lamar

Venezuela/Colombia
El Amparo, de Rober Calzadilla

DATAS DE ESTREIA

Redemoinho – 29 de dezembro
A Cidade do Futuro – em 2017, sem data
A Cidade onde Envelheço – em 2017, sem data

Confira o trailer de A Cidade do Futuro, de Marília Hughes e Cláudio Marques

UM ESTRANHO NUMA TERRA ESTRANHA – EM ADAPTAÇÃO PARA O SYFY

Uma das boas notícias da semana vem da televisão dos EUA. Um dos celebrados romances da ficção-científica, Um Estranho Numa Terra Estranha, de Robert Heinlein, está sendo adaptado como série para o canal fechado Syfy

O rom,ance UM ESTRANHO NUMA TERRA ESTRANHA e o seu autor, Robert A. Heinlein

O romance UM ESTRANHO NUMA TERRA ESTRANHA e o seu autor, Robert A. Heinlein

Um Estranho Numa Terra Estranha (Strange in a Strange Land, 1961), um dos mais notáveis romances de ficção-científica, será adaptado para a televisão por dois estúdios dos EUA, a Paramount Television e a Universal Cable Productions, para exibição no canal Syfy, especializado em obras do gênero. A presidente da Paramount TV, Amy Powell, não anunciou os autores da adaptação, o elenco, sequer o diretor e nem tampouco a data de lançamento, mas destacou os nomes dos produtores executivos – Brad Fischer, James Vanderbilt e William Sherak, da Mythology Entertainment; Scott Rudin, Garrett Basch e Eli Bush, da Scott Rudin Productions; e Joe Vecchio, da Vecchio Entertainment. Julia Gunn, da Mithology, será o coprodutor executivo.

A Paramount TV está animada em ter a oportunidade de adaptar o trabalho de Robert Heinlein. Este romance é importante para mim desde a faculdade e há uma razão pela qual ele continuou a encontrar novos fãs por mais de 40 anos. A programação imaginativa e futurista do Syfy é incomparável, tornando a emissora uma parceira ideal para esta série”, disse à imprensa.

O romance conta a história de Valentine Michael Smith, um humano nascido em Marte e criado por marcianos que chega à Terra no início da idade adulta e encontra enormes dificuldades em se adaptar ao modo de vida terrestre. O livro calhou dentro do movimento da contracultura e por prever temas que se tornaram essenciais nos anos 60, como o amor livre, as comunidades alternativas e a vida libertária – como os hippies -, as primeiras manifestações por uma paz mundial, mas não poupa governos e religiões.

Robert Anson Heinlein (1907-1988) tem uma obra extensa entre contos curtos e médios, artigos e romances. Entre as suas criações mais célebres encontram-se, além de Um Estranho Numa Terra Estranha, O Dia Depois de Amanhã (Sixth Column, ou The Day After Tomorrow, 1941), A Escala do Tempo (The Door Into Summer, 1957), Viajantes do Tempo (Have Spaceuit – Will Travel, 1958), as únicas editadas no Brasil. No entanto, outras 22 traduções para o português são encontradas na extinta Coleção Argonauta, da editora portuguesa Livros do Brasil, que não trouxe para cá todas as 563 obras publicadas. É para qualquer fã de ficção científica ficar com água na boca.

Clique aqui para conhecer a Coleção Argonauta, da qual alguns exemplares podem ser encontrados em sebos, via internet.

Foi na Argonauta que encontrei o maior e melhor romance do gênero, Cidade (City, 1952), de Clifford D. Simak (1904-88), editado com o título desnecessário de Cidades Mortas. Eu o leio a cada 5 anos. Ao lado de Heinlein, Isaac Asimon e Arthur C. Clarke compõe o quarteto de ouro da ficção-científica.

No Cinema, Heinlein teve adaptadas poucas obras, entre elas, Destino à Lua (Destination Moon, 1950), de Irving Pichel, Project MoonBase (1953), de Richard Talmadge (ambos escritos diretamente para a tela grande), The Brain Eaters (1958, adaptação de The Puppet Masters), de Bruno VeSota; Sob o Domínio dos Aliens (The Puppet Masters, 1994), de Stuart Orme; Tropas Estelares (Starship Troopers, 1997), de Paul Verhoeven; e O Predestinado (Predestination, 2014), de Michael e Peter Spierig, adaptação de All you Zombies. Este, apesar de ser uma produção australiana com 11 prêmios, fracassou nas bilheterias e ficou inédito nos cinemas. Outros romances, como Red Planet, ganharam adaptações para a TV e igualmente estão inéditas no Brasil.

Para saber mais sobre Robert A. Heinlein, clique aqui.

Em 2007 surgiu uma série de TV intitulada Strange in a Strange Land, dirigida por Paris Barclay, com Naveen Andrews e Emilie de Ravin, mas nada tem a ver com o romance de Heinlein.

Estranho Numa Terra Estranha foi editado no Brasil em 1973, pela Editora Artenova; e em 1991 pela Record. Ambas as edições encontram-se indisponíveis, mas uma boa caçada para compra nas livrarias de sebos na internet pode ser proveitosa.

Saiba mais sobre Um Estranho Numa Terra Estranha, clicando aqui.

UM ESTRANHO NUMA TERRA ESTRANHAUM ESTRANHO NUMA TERRA ESTRANHA
STRANGE IN A STRANGE LAND
Autor: Robert A. Heinlein
EUA, 1961
Putnam Puiblishing Group
(publicação original)
Premiação: Hugo (1962)
Brasil, 1973
Editora Artenova
(1ª edição)
Brasil, 1992
Editora: Record
(2ª tradução)
Número de Páginas: 527
Romance de ficção-científica

Eis uma boa sugestão para os apreciadores e fãs da ficção científica: a leitura de Tropas Estelares, que trata de uma das possibilidades que o homem pode encontrar na sua trajetória para a conquista do espaço, que é confronto com civilizações mais avançadas. Na impossibilidade da aquisição do romance, não publicado aqui, fica a sugestão de conferir ou reavaliar o filme, uma época considerado fascista.

Veja o trailer de Tropas Estelares.

 

OSCAR ESTRANGEIRO-2017 – PEQUENO SEGREDO ESTÁ FORA

Já era esperado. Pequeno Segredo, de David Schurmann, o representante oficial brasileiro a categoria de Melhor Filme Estrangeiro, está fora de competição ao prêmio da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood. Agora apenas 9 os concorrentes e destes, 4 serão cortados até 24 de janeiro

TONI EDERMAN (Alemanha), MA VIE DE COURGETTE (França) e TANNA (Australia); 3 finalistas

TONI EDERMAN (Alemanha), MA VIE DE COURGETTE (Suiça) e TANNA (Australia); 3 finalistas

Era 85, depois 25, agora 9. Apenas 9 filmes sobreviveram aos sucessivos cortes e serão apreciados pelo comitê de seleção da categoria. Três comités dessa fase do Oscar, constituído por 20 membros da Academia em Los Angeles, uma em Nova e outra em Londres, com 10 cada, vão agora assistir aos 9 selecionados e escolher os 5 que irão ser anunciados em 24 de janeiro. A festa de entrega das estatuetas ocorre em 26 de fevereiro.

Os estrangeiros sobreviventes.

TANNA
Austrália/Vanuatu, 2016
Direção: Martin e Bentley Dean
Elenco: Mungau Dain e MarieWawa

Veja o trailer de Tanna.


É APENAS O FIM DO MUNDO
It’s Only the end of the World
Canadá, 2016
Direção: Xavier Dolan
Elenco: Nathalie Baye e Vincent Cassell

Veja o trailer de É Apenas o Fim do Mundo.


TERRA DE MINAS
Under Sandet/Land of Mine
Dinamarca/Alemanha, 2016
Direção: Martin Zandleviet
Elenco: Roland Moller e Louis Hoffman

Veja o trailer de Terra de Minas.


TONI ERDMANN
Alemanha, 2016
Direção: Karen ADE
Elenco: Peter Simonischek e Sandra Hüller

Veja o trailer de Toni Erdmann.


O APARTAMENTO
Forushande
Irã/França, 2016
Direção: Asghar Farhady
Elenco: Shahab Hosseinmi e Taraneh Alidoosti

Confira o trailer de O Apartamento.


KONGENS NEI
Título internacional: The King’s Choise
Noruega, 2016
Direção: Erik Poppe
Elenco: Jesper Christensen e Anders Baasmo Christiansen

Conheça o trailer de Kongens Nei.


PARAÍSO
Ray
Título internacional Paradise
Rússia, 2016
Direção: Andrei Konchalovsky
Elenco: Yuliya Vysotskaya e Philippe Duquesne

Veja o trailer de Paraíso.


UM HOMEM CHAMADO OVE
Em Man Hetter Ove
Título internacional: A Man Called Ove
Suécia, 2016
Direção: Hannes Holm
Elenco: Rolf Lassgärd e Bahar Pars

Confira o trailer, emocionante, de Um Homem Chamado Ove.


MA VIE DE COURGETTE
Título internacional: My life is a Zucchini
Suiça, 2016
Direção: Claude Barras
Animação

Conheça o trailer de Ma Vie de Courgette.

OSCAR-2017 – OS 85 QUE QUEREM SER O MELHOR FILME

A cada ano as cinematografias pelo mundo ensejam um lugar ao sol na visibilidade proporcionada pela premiação ao Oscar-2017 de Melhor Filme Estrangeiro da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood. São 85 concorrentes e o Brasil compete com O Pequeno Segredo, um dos fracassos de público neste ano

ELLE (2016), de Paul Verhoeven; e PEQUENO SEGREDO (2016), de David Schurmann

ELLE (2016), de Paul Verhoeven; e PEQUENO SEGREDO (2016), de David Schurmann

A Academia de Ciências e Artes Cinematográficas aceitou a inscrição de 85 produções estrangeiras para a disputa do Oscar da categoria, 16 deles dirigidas por mulheres. No dia 14 de janeiro será anunciada a seleção dos 5 sortudos em competição.

A concorrência é fortíssima, desde obras premiadas em pequenos e grandes festivais, outras polêmicas e outras que representam pela primeira a sua nação ou desconhecidas por serem de pequenas cinematografias. Nenhuma delas pode ser desprezada, pois sempre aqui e acolá, ao longo da história da premiação da Academia, há surpresas.

Há obras polêmicas, como o francês Elle, do holandês Paul Verhoeven, rejeitado pelas distribuidoras estadunidenses por ser considerado “amoral”; o espanhol Julieta, de Pedro Almodóvar; o finlandês Olli Mäki, de Juho Kuosmanen, pelo representante do país, ganhador do prêmio de Melhor Filme pela Academia de Europeia de Cinema, entre outros.

Veja o trailer de Elle.

Pequeno Segredo, de David Schurmann, um fracasso nas bilheterias brasileira com apenas 60 mil ingressos vendidos, terá muitas dificuldades para ultrapassar as 2 fases de seleção que indicarão os 5 concorrentes. Seus principais adversários são outras produções sul-americanas, como o chileno Neruda, de Pablo Larrain; o venezuelano De Longe te Observo, de Lorenzo Vigas; o argentino El Cuidadano Ilustre, de Gaston Duprat e Mariano Cohn; o boliviano Carga Sellada, de Julia Vargas-Weise; o colombiano Aliás Maria, de José Luis Gracia; o peruano Videofilia y otros Sindromes Virales, de Juan Daniel Fernandez; e o uruguaio Migas de Pan, de Manane Rodriguez, afora produções mexicanas, como Desierto, de Jonás Cuaron (irmão de Alfonso, diretor de Gravidade); e o italiano Fogo no Mar, de Gianfranco Rosi, entre outros de continentes diferentes.

Conheça todos os concorrentes.

África do Sul – Call me Thief, de Daryne Joshua;

Albânia – Chromium, de Bujar Alimani;

Alemanha – Toni Erdmann, de Maren Ade;

Arábia Saudita – Barakah Meets Barakah, de Mahmoud Sabbagh;

Argélia – The Well, de Lotfi Bouchouchi;

Argentina – El Ciudadano Ilustre, de Mariano Cohn e Gastón Duprat;

Austrália – Tanna, de Bentley Dean e Martin Butler;

Áustria – Stefan Zweig: Farewell to Europe, de Maria Schrader;

Bangladesh – The Unnamed, de Tauquir Ahmed;

Bélgica – Les Ardennes, de Robin Pront;

Bolívia – Carga Sellada (Sealed cargo), de Julia Vargas Weise;

Bósnia e Herzegovina – Death in Sarajevo, de Danis Tanovic;

Brasil – Pequeno Segredo, de David Schurmann;

Bulgária – Losers, de Ivaylo Hristov;

Camboja – Before the Fall, de Ian White;

Canadá – É APENAS O FIM DO MUNDO (It’s only the end of the world), de Xavier Dolan;

Cazaquistão – Amanat, de Satybaldy Narymbetov;

Chile – NERUDA, de Pablo Larraín;

Veja o trailer de NERUDA.

China – Xuan Zang, de Huo Jianqi;

Colômbia – Alias María, de José Luis Rugeles;

Coreia do Sul – The age of Shadows, de Kim Jee-woon;

Costa Rica – Entonces Nosotros, de Hernán Jiménez;

Croácia – On the Other Side, de Zrinko Ogresta;

Cuba – El Acompañante, de Pavel Giroud;

Dinamarca – Terra de Minas, de Martin Zandvliet;

Equador – Sin Muertos no Hay Carnaval, de Sebastián Cordero;

Egito – Clash, de Mohamed Diab;

Eslováquia – Eva Nová, de Marko Skop;

Eslovênia – Houston, we have a Problem!, de Viga Virc;

Espanha –  JULIETA, de Pedro Almodóvar;

Estônia – Mother, de Kadri Kõusaar;

Filipinas – Ma’ Rosa, de Brillante Mendoza;

Finlândia – Olli Mäki (The happiest day in the life of Olli Mäki), de Juho Kuosmanen;

França – ELLE, de Paul Verhoeven;

Geórgia – House of Others, de Rusudan Glurjidze;

Grécia – Chevalier, de Athina Rachel Tsangari;

Holanda – Tonio, de Paula van der Oest;

Hong Kong – Port of Call, de Philip Yung;

Hungria – Kills on Wheels, de Attila Till;

Iêmen – I am Nojoom, age 10 and divorced, de Khadija Al-Salami;

Islândia – Sparrows, de Rúnar Rúnarsson;

Índia – Interrogation, de Vetri Maaran;

Indonésia – Letters from Prague, de Angga Dwimas Sasongko;

Irã – O APARTAMENTO (Forushande/The salesman), de Asghar Farhadi;

Veja o trailer e O APARTAMENTO.

Imagem de Amostra do You Tube

Iraque – El Clásico, de Halkawt Mustafa;

Israel – Sand Storm, de Elite Zexer;

Itália – FOGO NO MAR, de Gianfranco Rosi;

Japão – Nagasaki: Memories of my Son, de Yoji Yamada;

Jordânia – 3000 Nights, de Mai Masri;

Kosovo – Home sweet Home, de Faton Bajraktari;

Letônia – Dawn, de Laila Pakalnina;

Líbano – Very big Shot, de Mir-Jean Bou Chaaya;

Lituânia – Seneca’s Day, de Kristijonas Vildziunas;

Luxemburgo – Voices from Chernobyl, de Pol Cruchten;

Macedônia – The liberation of Skopje, de Rade Šerbed?ija e Danilo Šerbedzija;

Malásia – Beautiful Pain, de Tunku Mona Riza;

México – Desierto, de Jonás Cuarón;

Montenegro – The Black Pin, de Ivan Marinovi?;

Marrocos – A Mile in my Shoes, de Said Khallaf;

Nepal – The Black Hen, de Min Bahadur Bham;

Nova Zelândia – A Flickering Truth, de Pietra Brettkelly;

Noruega – The King’s Choice, de Erik Poppe;

Paquistão – Mah-e-Mir, de Anjum Shahzad;

Palestina – O ÍDOLO (Ya Tayr El Tayer), de Hany Abu-Assad;

Veja o trailer de O Ídolo.

Imagem de Amostra do You Tube

Panamá – Salsipuedes, de Ricardo Aguilar Navarro e Manolito Rodríguez;

Peru – Videophilia (and other viral syndromes), de Juan Daniel F. Molero;

Polônia – Afterimage, de Andrzej Wajda;

Portugal – Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira;

Quirguistão – A Father’s Will, de Bakyt Mukul e Dastan Zhapar Uulu;

Reino Unido – Under the Shadow, de Babak Anvari;

República Dominicana – Sugar Fields, de Fernando Báez;

República Tcheca – Lost in Munich, de Petr Zelenka;

Romênia, SIERANEVADA, de Cristi Puiu;

Veja o trailer de SIERANEVADA.

Imagem de Amostra do You Tube

Rússia – Paradise, de Andrei Konchalovsky;

Sérvia – Train Driver’s Diary, de Milos Radovic;

Singapura – Apprentice, de Boo Junfeng;

Suécia – A Man Called Ove, de Hannes Holm;

Suíça – My life as a Zucchini, de Claude Barras;

Taiwan – Hang in there, kids!, de Laha Mebow;

Tailândia – Karma, de Kanittha Kwunyoo;

Turquia – Cold of Kalandar, de Mustafa Kara;

Ucrânia – Ukrainian Sheriffs, de Roman Bondarchuk;

Uruguai – Migas de Pan, de Manane Rodríguez;

Venezuela – DE LONGE TE OBSERVO, de Lorenzo Vigas;

Vietnã – Yellow Flowers on the Green Grass, de Victor Vu

Observação: os filmes com títulos em CAIXA ALTA estão em exibição ou serão lançados nos cinemas.

Veja o trailer de É Apenas o Fim do Mundo.

Imagem de Amostra do You Tube

 

 

SEMANA 47 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Semana muito boa no terreno das estreias. Temos os dramas Depois da Tempestade (2016), de Hirokazu Koreeda, e Indignação (2016), de James Schamus; a comédia dramática A Intrometida (2015), de Lorene Scafaria; a fantasia Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016), de David Yates; o drama de guerra Um Estado de Liberdade (2016), de Gary Ross; e a comédia O Amor de Catarina (2016), de Gil Baroni. Em pré-estreia, o thriller de ficção científica A Chegada (2016), de Dennis Villeneuve

Cena de DEPOIS DA TEMPESTADE (2016), de Hirokazu Koreeda

Cena de DEPOIS DA TEMPESTADE (2016), de Hirokazu Koreeda

No circuito local, até que tivemos sorte em receber alguns filmes de Hirokazu Koreeda. Chegaram a passar em Fortaleza: Depois da Vida (1998),  Ninguém Pode Saber (2004), O Que Eu Mais Desejo (2011) e Pais e Filhos (2013). Outros ficaram restritos a outras praças. Depois da Tempestade é o mais novo filme deste que é um dos mais interessantes cineastas japoneses da atualidade. Da temática da morte até relações familiares problematizadas por situações complexas, Koreeda expressa tudo com muita delicadeza. Em Depois da Tempestade, acompanhamos a história de um homem que gasta o dinheiro que ganha como detetive particular em apostas e tem dificuldade de pagar a pensão de seu filho. Em cartaz no Cinema do Dragão.

Veja o trailer

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DEPOIS DA TEMPESTADE (Umi Yori Mo Mada Fukaku, Japão, 2016), de Hirokazu Koreeda. Com Hiroshi Abe, Yôko Maki, Taiyô Yoshizawa, Kirin Kiki, Lily Franky, Isao Hashizume, Shôno Hayama, Sôsuke Ikematsu. 117 min. Imovision. Classificação a definir.

Cena de INDIGNAÇÃO (2016), de James Schamus

Cena de INDIGNAÇÃO (2016), de James Schamus

Com larga experiência como produtor desde a década de 1990, James Schamus só agora estreia na direção de longas-metragens, e com um filme que foi muito bem recebido pela crítica, ainda que sua repercussão tenha se limitado ao circuito alternativo. De todo modo, é de lá que esperamos os melhores filmes. Indignação se passa em 1951, e nos apresenta a Marcus (Logan Lerman), um jovem judeu de Nova Jersey recém-chegado à Universidade de Winesburg, em Ohio. Entre novas experiências, Marcus também sofrerá com repressões e violência na conservadora faculdade, onde lida com anti-semitismo e repressão sexual. É lá também que ele conhecerá uma bela moça aparentemente recatada, vivida por Sarah Gadon. Em cartaz no Cinema do Dragão.

Veja o trailer

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INDIGNAÇÃO (Indignation, EUA/China, 2016), de James Schamus. Com Logan Lerman, Sarah Gadon, Tracy Letts, Linda Emond, Ben Rosenfield, Tijuna Ricks, Noah Robbins, Pico Alexander. 110 min. Sony. 14 anos.

Cena de A INTROMETIDA (2015), de Lorene Scafaria

Cena de A INTROMETIDA (2015), de Lorene Scafaria

Lorene Scafaria dirigiu poucos filmes. É mais lembrada como a diretora do belo Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo (2012). Em A Intrometida, Marnie (Susan Sarandon) é uma viúva que após a recente morte do marido não deixa de ser alegre, sempre mandando mensagens, ligando e aparecendo sem avisar na casa da filha, Lori (Rose Byrne). Almejando algum controle sobre sua vida, principalmente após o término de um relacionamento, Lori tenta sair das asas da mãe, mas Marnie segue a filha até Los Angeles e acaba desenvolvendo uma conexão com um policial (J.K. Simmons). O filme já vale pelo trio de intérpretes. Em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis RioMar).

Veja o trailer

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A INTROMETIDA (The Meddler, EUA, 2015), de Lorene Scafaria. Com Susan Sarandon, Rose Byrne, J.K. Simmons, Jerrod Carmichael, Cecily Strong, Lucy Punch, Michael McKean, Jason Ritter. 100 min. Sony. 14 anos.

Cena de ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM (2016), de David Yates

Cena de ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM (2016), de David Yates

Pra quem é fã de Harry Potter, vai ser uma festa poder entrar novamente no universo do bruxinho, com roteiro da própria J.K. Rowling, e direção de David Yates, o homem por trás dos últimos filmes da franquia original. Animais Fantásticos e Onde Habitam se passa décadas antes dos eventos citados na série Harry Potter e mostra o excêntrico magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) chegando em Nova York com sua maleta, um objeto mágico onde ele carrega uma coleção de fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. O filme conta com a produção requintada característica desta franquia que é o menino dos olhos da Warner. Em cartaz em grande circuito.

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ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM (Fantastic Beast and Where to Find Them, Reino Unido/EUA, 2016), de David Yates. Com Eddie Redmayne, Gemma Chan, Ezra Miller, Colin Farrell, Katherine Waterston, Ron Pearlman, Samantha Morton, Jon Voight. 133 min. Warner. 12 anos.

Cena de UM ESTADO DE LIBERDADE (2016), de Gary Ross

Cena de UM ESTADO DE LIBERDADE (2016), de Gary Ross

Desde 1998, Gary Ross tem apenas quatro longas em seu currículo, mas são filmes bastante expressivos: A Vida em Preto e Branco (1998), Seabiscuit – Alma de Herói (2003) e Jogos Vorazes (2012). Nota-se que são filmes bastante distintos em suas temáticas. No novo Um Estado de Liberdade não é diferente. A história se passa durante a Guerra Civil Americana, e o fazendeiro Newton Knight (Matthew McConaughey) forma um grupo de rebeldes contra a Confederação. Ele é contrário à escravidão, mas também à secessão. Reunindo pobres fazendeiros, o pequeno condado de Jones rompe com o grupo majoritário e forma um pequeno estado livre. Knight também foi responsável por criar a primeira comunidade interracial do sul, casando-se com a ex-escrava Rachel (Gugu Mbatha-Raw). Em cartaz em grande circuito.

Veja o trailer

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UM ESTADO DE LIBERDADE (Free State of Jones, EUA, 2016), de Gary Ross. Com Matthew McConaughey, Gugu Mbatha-Raw, Mahersala Ali, Keri Russell, Christopher Berry, Sean Bridgers, Jacob Lofland, Thomas Francis Murphy. 139 min. Paris. 14 anos.

Cena de O AMOR DE CATARINA (2016), de Gil Baroni

Cena de O AMOR DE CATARINA (2016), de Gil Baroni

A youtuber Kéfera Buchmann não se contentou em lançar apenas um filme protagonizado por ela este ano (a comédia É Fada!). Há um novo filme com a moça estreando nesta quinta-feira, a comédia romântica O Amor de Catarina, ainda que em distribuição bem menor que o anterior. Na trama, Rose (Greice Barros) é uma dona de casa que sempre idealizou sua vida com uma família perfeita. A realidade, no entanto, é muito diferente, com seu casamento em crise e sem a atenção da filha. Ela acompanha assiduamente a telenovela “O Amor de Catarina”, sucesso nacional, que retrata a história de Catarina (Kéfera Buchmann), que vive um turbulento relacionamento com um marido possessivo e que a cada episódio assume mais o controle de sua vida graças a sua personalidade forte e independente.
Em cartaz no UCI Iguatemi.

Veja o trailer

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O AMOR DE CATARINA (Brasil, 2016), de Gil Baroni. Com Kéfera Buchmann, Maureen Miranda, Rafael Sanchez, Luiz Bertazzo, Rodrigo Ferrarini, Ciliane Vendrúsculo, Helena Portela, Bruna Louise. 95 min. Europa. Livre.

Pré-estreia

Amy Adams em A CHEGADA (2016), de Dennis Villeneuve

Amy Adams em A CHEGADA (2016), de Dennis Villeneuve

Um dos cineastas mais interessantes da atualidade, Dennis Villeneuve (de  estreia mais um filme intrigante, dessa vez sobre a chegada de extra-terrestres ao planeta Terra. Na trama de A Chegada, Amy Adams é uma linguista que é chamada para traduzir os sinais dos alienígenas e saber se eles representam ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade. A sinopse não entrega muito do filme, nem o trailer. O que é bom, pois podem vir boas surpresas, o que é um ponto forte na filmografia de Villeneuve. Pré-estreias no UCI Iguatemi e no Cinépolis RioMar (sala VIP) na sexta (18) e no sábado (19).

Veja o trailer

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A CHEGADA (Arrival, EUA, 2016), de Dennis Villeneuve. Com Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker, Michael Stuhlbarg, Mark O’Brien, Tzi Ma, Larry Day, Abigail Pniowsky. 116 min. Sony. 12 anos.

Saem de cartaz

A Luz entre Oceanos
Aquarius
Inferno
O Homem Que Viu o Infinito

As estreias nacionais desta quinta-feira, 17, que não entram em cartaz em Fortaleza

As Confissões
BR 716
Coragem
Creepy
Elle
Maresia
Marias
Sob Pressão

Veja o trailer de Elle

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SEMANA 46 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Poucas mas interessantes estreias nesta quinta-feira. A começar pelo thriller biográfico Snowden – Herói ou Traidor (2016), de Oliver Stone. Há outros dois filmes baseados em histórias reais: os dramas Horizonte Profundo – Desastre no Golfo (2016), de Peter Berg, e Pequeno Segredo (2016), de David Schurmann. Completa as estreias o thriller Invasão de Privacidade (2016), de John Moore. Em pré-estreia: o drama Depois da Tempestade (2016), de Hirokazu Koreeda, e a aventura Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016), de David Yates. Mas quem curte algo diferente deve ficar ligado mesmo é no Festival For Rainbow, que trará uma programação bem rica e interessante. Fique ligado!

Cena de SNOWDEN - HERÓI OU TRAIDOR? (2016), de Oliver Stone

Cena de SNOWDEN – HERÓI OU TRAIDOR? (2016), de Oliver Stone

Oliver Stone sempre foi um cineasta que curte polêmicas, chegando a fazer um filme de longa duração sobre uma teoria alternativa envolvendo o assassinato de Kennedy, em JFK – A Pergunta Que Não Quer Calar (1991), e um documentário simpático sobre Fidel Castro chamado Comandante (2003), para citar apenas dois. Ultimamente anda meio apagado, mas retorna à controvérsia com Snowden – Herói ou Traidor, sobre um ex-funcionário da CIA que divulgou para a imprensa documentos sigilosos sobre atos de espionagem do governo norte-americano. No papel principal, Joseph Gordon-Levitt, mas o filme traz uma elenco de apoio respeitável. Pode ser o retorno à boa forma do diretor, depois de tantos anos com trabalhos pouco inspirados. Em cartaz em grande circuito.

Veja o trailer

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SNOWDEN – HERÓI OU TRAIDOR (Snowden, França/Alemanha/EUA, 2016), de Oliver Stone. Com Joseph Gordon-Levitt, Shailene Woodley, Melissa Leo, Zachary Quinto, Jaymes Butler, Robert Firth, Rhys Ifans, Nicolas Cage. 134 min. Disney. 12 anos.

Cena de HORIZONTE PROFUNDO - DESASTRE NO GOLFO (2016), de Peter Berg

Cena de HORIZONTE PROFUNDO – DESASTRE NO GOLFO (2016), de Peter Berg

A história do maior derramamento de óleo da história dos Estados Unidos está neste Horizonte Profundo – Desastre no Golfo, de Peter Berg, nova parceria do diretor com Mark Wahlberg, depois do drama de guerra O Grande Herói (2013). Na trama do novo filme, a história se passa no Golfo do México, na plataforma de perfuração marítima Deepwater Horizon. Diante de um dos piores vazamentos de petróleo na história dos EUA, Mike Williams (Mark Wahlberg) e os demais trabalhadores embarcados lutam para escapar com vida do terrível acidente. Os primeiros trailers, bem interessantes, pipocaram pelos cinemas já faz alguns meses e as críticas estrangeiras têm sido bem positivas. Em cartaz em grande circuito.

Veja o trailer

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HORIZONTE PROFUNDO – DESASTRE NO GOLFO (Deepwater Horizon, Hong Kong/EUA, 2016), de Peter Berg. Com Mark Wahlberg, Kurt Russell, Douglas M. Griffin, Kate Hudson, John Malkovich, Gina Rodriguez, Brad Leland, David Maldonado. 107 min. Paris. 12 anos.

Cena de PEQUENO SEGREDO (2016), de David Schurmann

Cena de PEQUENO SEGREDO (2016), de David Schurmann

Finalmente o grande público poderá conhecer o candidato oficial ao Oscar de filme estrangeiro, uma escolha um tanto polêmica em um momento político complicado. De todo modo, não se deve culpar o filme, que é uma bom melodrama baseado em uma história real envolvendo a família Schurmann e sua filha pequena Kat. Em paralelo, vemos o nascimento do relacionamento entre um neozelandês e uma brasileira da Amazônia. O ideal é ver Pequeno Segredo sem saber quase nada da história, a fim de ser beneficiado pelas surpresas, não apenas da trama, como do modo como os paralelismos se unem até o enredo chegar a um determinado momento e seguir numa ordem cronológica mais linear. Em cartaz em grande circuito.

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PEQUENO SEGREDO (Brasil/Nova Zelândia, 2016), de David Schurmann. Com Júlia Lemmertz, Errol Shand, Maria Flor, Mariana Goulart, Fionnula Flanagan, Marcello Antony, Michael Wade, Thomas Silvestre. 107 min. Diamond. 10 anos.

Cena de INVASÃO DE PRIVACIDADE (2016), de John Moore

Cena de INVASÃO DE PRIVACIDADE (2016), de John Moore

Cineasta de pouco brilho, John Moore ainda é mais lembrado por seu primeiro trabalho na direção de longa-metragens, o thriller Atrás das Linhas Inimigas (2001). O novo filme, Invasão de Privacidade, até parece uma versão de Atração Fatal, só trocando a amante por um empregado. Na trama, Pierce Brosnan é um homem de negócios bem-sucedido que possui um mau relacionamento profissional com um jovem consultor de informática. O rapaz começa a assediar sua filha e passa a usar suas habilidades com a tecnologia para ameaçar os negócios, a família e a vida dele. É o tipo de filme que depende muito de uma boa mão do diretor para que seja eletrizante para a audiência. As críticas internacionais não foram muito favoráveis. Em cartaz em grande circuito.

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INVASÃO DE PRIVACIDADE (I.T., Irlanda/França/EUA, 2016), de John Moore. Com Pierce Brosnan, Jason Barry, Karen Moskow, Kai Ryssdal, Brian F. Mulvey, Martin Hindy, Rico Hizon, Anna Friel. 95 min. Imagem. 12 anos.

Pré-estreias

Cena de DEPOIS DA TEMPESTADE (2016), de Hirokazu Koreeda

Cena de DEPOIS DA TEMPESTADE (2016), de Hirokazu Koreeda

No circuito local, até que tivemos sorte em receber alguns filmes de Hirokazu Koreeda. Chegaram a passar em Fortaleza: Depois da Vida (1998),  Ninguém Pode Saber (2004), O Que Eu Mais Desejo (2011) e Pais e Filhos (2013). Outros ficaram restritos a outras praças. Depois da Tempestade é o mais novo filme deste que é um dos mais interessantes cineastas japoneses da atualidade. Da temática da morte até relações familiares problematizadas por situações complexas, Koreeda expressa tudo com muita delicadeza. Em Depois da Tempestade, acompanhamos a história de um homem que gasta o dinheiro que ganha como detetive particular em apostas e tem dificuldade de pagar a pensão de seu filho. Em pré-estreia na sexta-feira, 11, no Cinema do Dragão.

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DEPOIS DA TEMPESTADE (Umi Yori Mo Mada Fukaku, Japão, 2016), de Hirokazu Koreeda. Com Hiroshi Abe, Yôko Maki, Taiyô Yoshizawa, Kirin Kiki, Lily Franky, Isao Hashizume, Shôno Hayama, Sôsuke Ikematsu. 117 min. Imovision. Classificação a definir.

Cena de ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM (2016), de David Yates

Cena de ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM (2016), de David Yates

Pra quem é fã de Harry Potter, vai ser uma festa poder entrar novamente no universo do bruxinho, com roteiro da própria J.K. Rowling, e direção de David Yates, o homem por trás dos últimos filmes da franquia original. Animais Fantásticos e Onde Habitam se passa décadas antes dos eventos citados na série Harry Potter e mostra o excêntrico magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) chegando em Nova York com sua maleta, um objeto mágico onde ele carrega uma coleção de fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. O filme conta com a produção requintada característica desta franquia que é o menino dos olhos da Warner. Pré-estreia na virada de quarta para quinta-feira, 17, em grande circuito.

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ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM (Fantastic Beast and Where to Find Them, Reino Unido/EUA, 2016), de David Yates. Com Eddie Redmayne, Gemma Chan, Ezra Miller, Colin Farrell, Katherine Waterston, Ron Pearlman, Samantha Morton, Jon Voight. 133 min. Warner. 12 anos.

Especial

Cena de ANTES O TEMPO NÃO ACABAVA (2016), de Fábio Baldo e Sérgio Andrade

Cena de ANTES O TEMPO NÃO ACABAVA (2016), de Fábio Baldo e Sérgio Andrade

O For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual chega à sua 10ª edição e cada vez mais caprichado na programação. Um exemplo de respeito às diferenças, o festival tem ganhado cada vez mais público a cada ano. Neste ano teremos a exibição de filmes bem recebidos em festivais, como Antes o Tempo Não Acabava, de Fábio Baldo e Sérgio Andrade, e A Cidade do Futuro, de Cláudio Marques e Marília Hughes. Em exibição especial, um exemplar dos anos 1980 sobre o amor entre duas mulheres, Amor Maldito, de Adélia Sampaio. A programação contará com filmes brasileiros e internacionais, longas e curtas-metragens. Quem quiser conferir a programação completa do evento, que acontecerá no Cinema do Dragão, é só clicar no site oficial.

Saem de cartaz

É Fada
Ouija – Origem do Mal

As estreias nacionais desta quinta-feira, 10, que não entram em cartaz em Fortaleza

Através da Sombra
Much Loved
O Ignorante
O Nascimento de uma Nação
O Plano de Maggie
Quando o Dia Chegar

Veja o trailer de O Plano de Maggie

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SEMANA 45 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Com a aventura Doutor Estranho (2016), de Scott Derrickson, dominando o circuito, resta pouco espaço para mais novidades. A melhor delas é um relançamento, a comédia Estranhos no Paraíso (1984), de Jim Jarmusch. Mas há outras coisas boas também, como os dramas O Homem Que Viu o Infinito (2015), de Matthew Brown, e A Luz entre Oceanos (2016), de Derek Ciafrance; e o documentário Cinema Novo (2016), de Eryk Rocha. No Cinema do Dragão, acontecerá a Mostra Percursos. Veja a programação AQUI

Cena de ESTRANHOS NO PARAÍSO (1984), de Jim Jarmusch

Cena de ESTRANHOS NO PARAÍSO (1984), de Jim Jarmusch

Um dos filmes mais queridos do cenário independente americano dos anos 1980, Estranhos no Paraíso está de volta em cópia remasterizada. Segundo longa de Jim Jarmusch, mas seu primeiro grande sucesso, o filme se destaca mais pelo modo singular como o diretor conta sua história do que pela história em si. Mais pela forma do que pela conteúdo. Na sinopse, sujeito desocupado morando num pequeno apartamento em Nova York recebe visita inesperada de sua jovem prima vinda da Hungria. Assolados pelo tédio, o protagonista e um amigo resolvem visitar a prima, que agora mora em Cleveland. O filme nasceu de um curta-metragem de 30 minutos de 1982 e ganhou a Câmera de Ouro no Festival de Cannes. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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ESTRANHOS NO PARAÍSO (Stranger than Paradise, EUA/Alemanha Ocidental, 1984), de Jim Jarmusch. Com John Lurie, Eszter Balint, Richard Edson, Cecilia Stark, Danny Rosen, Tom DiCillo, Richard Boes, Rockets Redglare, Sara Driver. 89 min. Zeta. 12 anos.

Cena de O HOMEM QUE VIU O INFINITO (2015), de Matt Brown

Cena de O HOMEM QUE VIU O INFINITO (2015), de Matthew Brown

Baseado em uma história real, O Homem Que Viu o Infinito conta a história de Ramanujan (Dev Patel), um gênio autodidata da Matemática e sua aproximação com o excêntrico professor da Universidade de Cambridge G.H. Hardy (Jeremy Irons), além de sua tentativa de mostrar para o mundo que sua genialidade é autêntica. Aparentemente, trata-se de um drama convencional, mas que deve agradar pelo elenco e pela história interessantes, que, pelo que boa parte da crítica diz, é narrada de forma muito agradável. Trata-se do segundo trabalho de Brown na direção, depois de um intervalo de 15 anos. Em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis RioMar).

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O HOMEM QUE VIU O INFINITO (The Man Who Knew Infinity, Reino Unido, 2015), de Matthew Brown. Com Dev Patel, Jeremy Irons, Malcolm Sinclair, Raghuvir Joshi, Dhritiman Chatterjee, Stephen Fry, Toby Jones, Devika Bhise. 108 min. Diamond. 14 anos.

Cena de A LUZ ENTRE OCEANOS (2016), de Derek Ciafrance

Cena de A LUZ ENTRE OCEANOS (2016), de Derek Ciafrance

O novo filme do diretor dos ótimos Namorados para Sempre (2010) e O Lugar Onde Tudo Termina (2012) custou mas chegou. A Luz entre Oceanos, depois de sua exibição em Veneza, chega ao circuito comercial de maneira até um tanto tímida, tendo em vista o ótimo elenco e a reputação de seu diretor. Na trama, na Austrália depois da Primeira Guerra Mundial, Michael Fassbender é um homem que trabalha em um farol ao lado de sua esposa (Alicia Vikander). Um dia, eles encontram, dentro de um barco, um cadáver e um bebê de dois meses de idade. Pensam inicialmente em avisar a polícia, mas decidem ficar calados e cuidar da criança. Depois, porém, eles descobrem que tomaram a decisão errada. Em cartaz em grande circuito.

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A LUZ ENTRE OCEANOS (The Light between Oceans, Reino Unido/Nova Zelândia/EUA, 2016), de Derek Ciafrance. Com Michael Fassbender, Alicia Vikander, Rachel Weisz, Florence Clery, Jack Thompson, Thomas Unger, Jane Menelaus, Garry McDonald. 133 min. Paris. 12 anos.

Cena de CINEMA NOVO (2016), de Eryk Rocha

Cena de CINEMA NOVO (2016), de Eryk Rocha

No Festival de Cannes deste ano, além de Aquarius, um outro filme brasileiro marcou presença, chegando até a ganhar um prêmio, o Golden Eye. Cinema Novo é um filme-manifesto, um documentário ensaístico sobre o movimento mais importante da história do cinema latino-americano, o Cinema Novo, que contou com autores como Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Carlos Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Ruy Guerra, entre outros. Esses e outros diretores comparecem em imagens de arquivo e/ou depoimentos. Pode ser um importante filme para revitalizar o interesse por esse cinema que marcou época. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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CINEMA NOVO (Brasil, 2016), de Eryk Rocha. Documentário. 90 min. Vitrine. 12 anos.

Cena de DOUTOR ESTRANHO (2016), de Scott Derrickson

Cena de DOUTOR ESTRANHO (2016), de Scott Derrickson

Os estúdios Marvel seguem com uma curiosa tendência de convidar diretores que possuem, de alguma maneira, uma afinidade com o tema dos filmes em questão. No caso de Doutor Estranho, foi convidado Scott Derrickson, mais conhecido por seus filmes de horror, como O Exorcismo de Emily Rose (2005) e Livrai-nos do Mal (2014). O lado positivo é que a maioria das poucas críticas que têm surgido sobre Doutor Estranho tem sido positivas. Na trama, Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) é um bem-sucedido neurocirurgião cuja vida muda completamente depois de um acidente de carro, quando fica com as mãos debilitadas para o ofício. Ele parte, então, em busca de cura e esperança. Vai parar em um lugar estranho, onde será treinado na arte da magia. Em cartaz em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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DOUTOR ESTRANHO (Doctor Strange, EUA, 2016), de Scott Derrickson. Com Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams, Benedict Wong, Mads Mikkelsen, Tilda Swinton, Michael Stuhlbarg, Benjamin Bratt. 115 min. Disney. 12 anos.

Saem de cartaz

Cegonhas – A História Que Não Te Contaram
Demônio de Neon
Doce Veneno
Fora do Rumo

Kubo e as Cordas Mágicas
O Bebê de Bridget Jones (com sessões saideiras no fim de semana no UCI Iguatemi)
O Lar das Crianças Peculiares
Satânico

As estreias nacionais desta quinta-feira, 3, que não entram em cartaz em Fortaleza

13 Minutos
Canção da Volta
Cícero Dias, o Compadre de Picasso
Curumin
Indignação
Intruso
Magal

Veja o trailer de Indignação

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