SEMANA 36 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

O grande destaque entre as estreias desta semana é, sem dúvida, o drama Aquarius (2016), de Kleber Mendonça Filho. Mas há outras opções interessantes também: o drama Os Últimos Dias no Deserto (2015), de Rodrigo García; a aventura Star Trek – Sem Fronteiras (2016), de Justin Lin; a comédia Um Namorado para Minha Mulher (2016), de Julia Rezende; a cinebio Rondon, o Desbravador (2016), de Marcelo Santiago e Rodrigo Piovezan; e o horror O Sono da Morte (2016), de Mike Flanagan. Em pré-estreia, o thriller Herança de Sangue (2016), de Jean-François Richet, e o suspense O Homem nas Trevas (2016), de Fede Alvarez. No Cine Caolho de setembro será exibido o longa-metragem Porque Era Ela (2016), de Luciana Vieira, às 19h30, na segunda-feira, dia 5, no Cinema do Dragão. No mais, Fortaleza recebe, a partir do dia 6, a Mostra New Queer – Segunda Onda, na Caixa Cultural. Confira a programação completa AQUI

Sonia Braga em AQUARIUS (2016), de Kleber Mendonça Filho

Sonia Braga em AQUARIUS (2016), de Kleber Mendonça Filho

Eis um filme que já chega cercado por uma grande controvérsia, que começou com os cartazes denunciando um golpe de estado no Brasil, no tapete vermelho do Festival de Cannes deste ano. Dirigido por Kleber Mendonça Filho, que já mostrou seu talento em vários curtas e no premiado longa O Som ao Redor (2012), Aquarius traz Sonia Braga no papel de uma jornalista aposentada que mora em um apartamento situado na Av. Boa Viagem, no Recife. Os responsáveis por uma construtora conseguiram adquirir todos os prédios da região, menos o dela. Ela resiste e não quer abrir mão do lugar. É, claramente, um filme de resistência. E certamente por isso ele será sempre ligado ao fazer política de uma maneira mais abrangente. Em cartaz no Cinema do Dragão e no UCI Iguatemi.

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AQUARIUS (Brasil/França, 2016), de Kleber Mendonça Filho. Com Sonia Braga, Julia Bernat, Humberto Carrão, Barbara Colen, Paula De Renor, Maeve Jinkings, Fábio Leal, Buda Lira, Thaia Perez, Irandhir Santos. 142 min. Vitrine. 16 anos.

Cena de STAR TREK - SEM FRONTEIRAS (2016), de Justin Lin

Cena de STAR TREK – SEM FRONTEIRAS (2016), de Justin Lin

Não deixa de ser estranho o terceiro filme da revitalizada franquia Star Trek sair das mãos de um diretor talentoso como J.J. Abrams e passar a ser conduzida por Justin Lin, que não é bem um cineasta dos mais inventivos, sendo mais conhecido por dar gás à franquia Velozes e Furiosos. No entanto, as críticas que têm surgido até o momento são positivas e o filme é bem mais marcado pela ação do que os anteriores. Em Star Trek – Sem Fronteiras, após sofrerem com a ira de John Harrison (Benedict Cumberbatch), Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto), Uhura (Zoe Saldana), McCoy (Karl Urban), Sulu (John Cho), Chekov (Anton Yelchin) e Scotty (Simon Pegg) retornam à Enterprise para uma nova e difícil aventura intergaláctica. Em cartaz em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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STAR TREK – SEM FRONTEIRAS (Star Trek Beyond, EUA, 2016), de Justin Lin. Com Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Zoe Saldana, Simon Pegg, John Cho, Anton Yelchin, Idris Elba, Sofia Boutella, Joe Taslim. 122 min. Paramount. 10 anos.

Cena de UM NAMORADO PARA MINHA MULHER (2016), de Julia Rezende

Cena de UM NAMORADO PARA MINHA MULHER (2016), de Julia Rezende

O quarto longa-metragem de Julia Rezende (do ótimo Ponte Aérea, 2015) é uma comédia sobre relacionamentos encabeçada por Ingrid Guimarães, como uma mulher que não tem muita paciência para um monte de coisas, e Caco Ciocler, como o marido que já não aguenta mais viver com ela no casamento. Sua saída passa a ser a intervenção de um terceiro homem (Domingos Montagner), especialista em acabar com casamentos. O trailer de Um Namorado para Minha Mulher já entrega um monte de coisas e dá um resumão do que o filme traz. Se houver mais piadas boas, já vale a espiada. Até pela direção de Rezende, e do elenco de apoio bastante simpático. Em cartaz em grande circuito.

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UM NAMORADO PARA MINHA MULHER (Brasil, 2016), de Julia Rezende. Com Ingrid Guimarães, Caco Ciocler, Domingos Montagner, Marcos Veras, Miá Mello, Paulo Vilhena, Letícia Colin, Flávio Baiocchi, César Brasil, Marcelo Laham. 106 min. Downtown/Paris. 12 anos.

Cena de RONDON, O DESBRAVADOR (2016), de Marcelo Santiago e Rodrigo Piovezan

Cena de RONDON, O DESBRAVADOR (2016), de Marcelo Santiago e Rodrigo Piovezan

Uma surpresa a estreia desta cinebiografia do Marechal Cândido Rondon, um homem que liderou expedições no território brasileiro e que foi responsável pelo primeiro contato com dezenas de nações indígenas sob o lema “Morrer se preciso for, matar, nunca”. Como não temos muitos heróis da pátria, não deixa de ser curioso ver um filme de época que apresenta um homem que supostamente não matou índios durante sua trajetória para ampliar as fronteiras do Brasil pelo oeste. A versão velha do Marechal Rondon é vivida por Nelson Xavier, que encanta um jornalista com suas histórias. Trata-se de um filme, no mínimo, bastante curioso, mesmo que adote um tom chapa branca. Um dos diretores é Marcelo Santiago, que codirigiu Lula, o Filho do Brasil (2009) e dirigiu sozinho Sonhos e Desejos (2006). Em cartaz no UCI Parangaba.

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RONDON, O DESBRAVADOR (Brasil, 2016), de Marcelo Santiago e Rodrigo Piovezan. Com Nelson Xavier, Paulo Reis, Marcos Winter, Rui Ricardo Diaz, Marcos Breda, Fernando Vieira, Lionel Ficher, Keruse Bongiolo. 88 min. Europa. 12 anos.

Cena de O SONO DA MORTE (2016), de Mike Flanagan

Cena de O SONO DA MORTE (2016), de Mike Flanagan

O que mais anima para ver O Sono da Morte nem é o trailer que só promete mais um horror genérico, desses que a gente está acostumado a ver atualmente. O que anima é saber que a direção é de Mike Flanagan, o homem por trás de O Espelho (2013), um belo e inventivo filme de horror que foi ignorado por muitos, mas que chegou a ser bem elogiado por vários especialistas no gênero. Na trama de O Sono da Morte, um casal aceita adotar um garoto da mesma idade do seu filho falecido. A adaptação é boa, mas o garoto tem um problema: seus sonhos se tornam realidade, e os pesadelos, especialmente, podem ser mortais. Quando o casal investiga o passado do garoto, descobrem histórias sinistras. Para quem é fã do gênero, é ir com o coração aberto esperando o melhor. Em cartaz em grande circuito.

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O SONO DA MORTE (Before I Awake, EUA, 2016), de Mike Flanagan. Com Jacob Tremblay, Kate Bosworth, Thomas Jane, Annabeth Gish, Dash Mihok, Scottie Thompson, Jay Karnes, Kyla Deaver, Lance E. Nichols, Hunter Wenzel. 97 min. PlayArte. 14 anos.

Pré-estreias

Cena de ÚLTIMOS DIAS NO DESERTO (2015), de Rodrigo García

Cena de ÚLTIMOS DIAS NO DESERTO (2015), de Rodrigo García

Um cineasta muito interessante por seu cuidado no trato com os diálogos e as interpretações, Rodrigo García está de volta aos cinemas, depois de um bom tempo ligado a produções televisivas. Últimos Dias no Deserto é um filme aparentemente atípico ao seu estilo, nos apresentando a um momento marcante da biografia de Jesus, quando ele passou 40 dias e 40 noites no deserto. O nazareno, interpretado por Ewan McGregor, segue para uma peregrinação em jejum e oração e é tentado pelo diabo (vivido por ele mesmo), que põe em dúvida o amor de Deus e faz com que ele teste sua fé. O filme foi elogiado pela crítica americana, que destaca o despojamento do cenário e a ênfase nas palavras e nas emoções. Em pré-estreia no Cinema de Arte (Cinépolis RioMar).

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ÚLTIMOS DIAS NO DESERTO (Last Days in the Desert, EUA, 2015), de Rodrigo García. Com Ewan McGregor, Ciarán Hinds, Tye Sheridan, Ayelet Zurer, Susan Gray. 98 min. Mares/Alpha Filmes. 12 anos.

Mel Gibson em HERANÇA DE SANGUE (2016), de Jean-François Richet

Mel Gibson em HERANÇA DE SANGUE (2016), de Jean-François Richet

O ator-autor Mel Gibson anda meio sumido. Seu último filme como protagonista foi Plano de Fuga (2012) e desde então ele só tem aparecido em papéis pequenos. Herança de Sangue é uma produção francesa, ainda que queira ter um aspecto hollywoodiano. O importante é que podemos ter a chance de ver de novo Mad Mel encabeçando um elenco e sendo dirigido por um bom cineasta de thrillers, Jean-François Richet, de Inimigo Público nº 1 (2008). Na trama, Gibson é um ex-presidiário que vive em meio ao deserto na Califórnia em seu trêiler, que serve também como estúdio de tatuagem. Longe das drogas e da violência, ele tem seu cotidiano afetado com a chegada de sua filha então desaparecida, que está jurada de morte por traficantes. Em pré-estreia na quarta-feira, 7, no UCI Iguatemi e UCI Parangaba.

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HERANÇA DE SANGUE (Blood Fathers, França, 2016), de Jean-François Richet. Com Mel Gibson, Erin Moriarty, Diego Luna, Michael Parks, William H. Macy, Dale Dickey, Richard Cabral, Daniel Moncada, Ryan Dorsey, Raoul Max Trujillo. 88 min. California. 14 anos.

Cena de O HOMEM NAS TREVAS (2016), de Fede Alvarez

Cena de O HOMEM NAS TREVAS (2016), de Fede Alvarez

O cineasta uruguaio Fede Alvarez, do remake A Morte do Demônio (2013), está de volta em um filme que surpreendeu bastante nas bilheterias americanas recentemente, superando alguns favoritos no ranking. O Homem nas Trevas conta a história de três adolescentes que escapam de roubos perfeitamente planejados. Porém, quando eles estão prestes a realizar seu último crime, que é assaltar a casa de um senhor cego, o jogo muda. Os jovens são encarcerados e precisam lutar por suas vidas contra um homem misterioso e cheio de segredos. O filme vem sendo elogiado não apenas por trabalhar de modo criativo a escuridão, mas também pela direção bem cuidada de Alvarez. Em pré-estreia no UCI Iguatemi (sábado, 3) e Cinépolis Rio Mar (quarta, 7).

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O HOMEM NAS TREVAS (Don’t Breathe, EUA, 2016), de Fede Alvarez. Com Stephen Lang, Jane Levy, Dylan Minnette, Daniel Zovatto, Emma Bercovici, Franciska Töröcsik, Christian Zagia, Katia Bokor, Sergej Onopko, Olivia Gillies. 88 min. Sony. 16 anos.

Saem de cartaz

A Era do Gelo – O Big Bang
A Lenda de Tarzan
Black Butler – O Mordomo de Preto
Brasil S/A
Carrossel 2 – O Sumiço de Maria Joaquina
Procurando Dory

Rebecca, a Mulher Inesquecível
Um Espião e Meio

As estreias nacionais desta quinta-feira, 1, que não entram em cartaz em Fortaleza

A Comunidade
Loucas de Alegria

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SEMANA 35 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

O grande destaque entre as estreias da semana é a comédia romântica Café Society (2016), de Woody Allen, mas há várias outras opções interessantes e curiosas, como o suspense Águas Rasas (2016), de Jaume Collet-Serra; o docudrama Francofonia – Louvre sob Ocupação (2015), de Aleksandr Sokurov; a comédia dramática Esperando Acordada (2015), de Marie Belhomme; o thriller Black Butler – O Mordomo de Preto (2014), de Kentarô Ohtani e Kei’ichi Sato; o thriller Nerve – Um Jogo sem Regras (2016), de Henry Joost e Ariel Schulman; e a animação Pets – A Vida Secreta do Bichos (2016), de Yarrow Cheney e Chris Renaud. Em pré-estreia, a aventura sci-fi Star Trek – Sem Fronteiras (2016), de Justin Lin

Cena de CAFÉ SOCIETY (2016), de Woody Allen

Cena de CAFÉ SOCIETY (2016), de Woody Allen

Quem é fã de Woody Allen (e o número de fãs é bem numeroso, no mundo todo) sempre fica feliz com o fato de o cineasta nova-iorquino nos presentear com um novo trabalho todos os anos. Café Society é um de seus mais elogiados trabalhos da safra recente. O filme traz Jesse Eisenberg na década de 1930, como um jovem aspirante a escritor que resolve se mudar de Nova York para Los Angeles e ingressar na indústria cinematográfica com a ajuda de seu tio (Steve Carell). As coisas não são muito fáceis para ele, mas enquanto isso ele se envolve com a jovem secretária particular do tio (Kristen Stewart). O problema é que ela mantém um relacionamento secreto. Em cartaz em grande circuito.

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CAFÉ SOCIETY (EUA, 2016), de Woody Allen. Com Jesse Eisenberg, Kristen Stewart, Steve Carell, Paul Schneider, Blake Lively, Anna Camp, Sheryl Lee, Todd Weeks, Paul Schackman, Jodi Carlisle. 96 min. Imagem. 12 anos.

Blake Lively em ÁGUAS RASAS (2016), de Jaume Collet-Serra

Blake Lively em ÁGUAS RASAS (2016), de Jaume Collet-Serra

O mais novo suspense de Jaume Collet-Serra, dos bons A Casa de Cera (2005), A Órfã (2009) e Desconhecido (2011), é um filme sobre desespero e ataques de tubarão, com a Blake Lively como protagonista. Isso já é motivo mais do que suficiente para ficar entusiasmado. Na trama de Águas Rasas, Nancy (Blake Lively) é uma jovem médica que está tendo de lidar com a recente perda da mãe. Seguindo uma dica sua, ela vai surfar em uma paradisíaca praia isolada, onde acaba sendo atacada por um enorme tubarão. Desesperada e ferida, ela consegue se proteger temporariamente em um recife de corais, mas precisa encontrar logo uma maneira de sair da água. Em cartaz em grande circuito.

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ÁGUAS RASAS (The Shallows, EUA, 2016), de Jaume Collet-Serra. Com Blake Lively, Óscar Jaenada, Brett Cullen, Sedona Legge, Pablo Calva, Diego Espejel, Janelle Bailey, Ava Dean, Chelsea Moody, Sully Seagull. 86 min. Sony. 14 anos.

Cena de FRANCOFONIA - LOUVRE SOB OCUPAÇÃO (2015), de Aleksandr Sokurov

Cena de FRANCOFONIA – LOUVRE SOB OCUPAÇÃO (2015), de Aleksandr Sokurov

Aleksandr Sokurov costuma ser um desses cineastas que testam a paciência do espectador. Mas há um bom número de fãs de seus trabalhos. Como é raro os seus filmes chegarem em nosso circuito local, é bom aproveitar a oportunidade para conferir Francofonia – Louvre sob Ocupação, um docudrama que convida à reflexão sobre a relação entre arte e poder. Rodado no Museu do Louvre,  o filme questiona o quanto a arte pode nos ensinar sobre nós mesmos, inclusive nos momentos mais sangrentos do mundo. O filme recebeu excelentes cotações da crítica de jornais brasileiros, como O Estado de São Paulo e Zero Hora, e veículos internacionais, como Chicago Sun Times e The Guardian. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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FRANCOFONIA – LOUVRE SOB OCUPAÇÃO (Francofonia, França/Alemanha/Holanda, 2015), de Aleksandr Sokurov. Com Louis-Do de Lencquesaing, Benjamin Utzerath, Vincent Nemeth, Johanna Korthals Altes, Andrey Chelpanov, Jean-Claude Caër, Aleksandr Sokurov, Fracois Smesny, Peter Lontzek. 84 min. Imovision. 10 anos.

Cena de ESPERANDO ACORDADA (2015), de Marie Belhomme

Cena de ESPERANDO ACORDADA (2015), de Marie Belhomme

Longa-metragem de estreia de Marie Belhomme, Esperando Acordada nos apresenta a Perrine (Isabelle Carré), uma violinista amadora que toca em festas de aniversário de crianças e em lares para idosos. Certo dia, a caminho de um evento para o qual foi contratada, ela se perde. Ao perguntar a um desconhecido como chegar ao local, ela acidentalmente provoca um acidente e, logo em seguida, foge. No dia seguinte ela descobre que o homem está no hospital, em coma. Sem ter a menor ideia de quem ele seja, mas tomada pelo sentimento de culpa, Perrine decide fazer o que for possível para amenizar sua dor. Pelo enredo, Esperando Acordada é constantemente comparado a Enquanto Você Dormia (1995), um dos primeiros sucessos de Sandra Bullock. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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ESPERANDO ACORDADA (Les Chaises Musicales, França, 2015), de Marie Belhomme. Com Isabelle Carré, Carmen Maura, Philippe Rebbot, Nina Meurisse, Camille Loubens, Céline Poli, Christine Defay, Laurent Quere, Arnaud Duléry, Laurence Cordier. 83 min. Pandora. 10 anos.

Cena de BLACK BUTLER - O MORDOMO DE PRETO (2014), de Kentarô Ohtani e Kei’ichi Sato

Cena de BLACK BUTLER – O MORDOMO DE PRETO (2014), de Kentarô Ohtani e Kei’ichi Sato

Um objeto estranho em nosso circuito, Black Butler – O Mordomo de Preto é um raro thriller japonês com elementos sobrenaturais, cômicos e policiais que aporta por aqui. É aproveitar a oportunidade de ver um filme no mínimo curioso. Na trama, que se passa na Tóquio de 2020, Shiori Genpo é uma jovem mulher cujos pais foram assassinados. Apesar de herdeira direta da fortuna da família, por ser uma mulher, ela é impedida de assumir sua posição de direito e precisa se vestir de homem e assumir uma nova identidade – Kiyoharu Phantom – para obter o controle da empresa. Nesse mundo hostil, ela busca a proteção do demoníaco mordomo Sebastian, com quem firma um contrato cujo pagamento é sua própria alma. Em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis RioMar).

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BLACK BUTLER – O MORDOMO DE PRETO (Kuroshitsuji, Japão, 2014), de Kentarô Ohtani e Kei’ichi Sato. Com Hiro Mizushima, Ayame Gôriki, Yûka, Mizuki Yamamoto, Tomomi Maruyama, Takurô Ohno, Louis Kurihara, Ken Kaito, Chiaki Horan. 119 min. Sato Company. 14 anos.

Emma Roberts em NERVE - UM JOGO SEM REGRAS (2016), de Henry Joost e Ariel Schulman

Emma Roberts em NERVE – UM JOGO SEM REGRAS (2016), de Henry Joost e Ariel Schulman

Diretores de Atividade Paranormal 3 (2011, o melhor da franquia) e 4 (2012), Henry Joost e Ariel Schulman agora brincam com um jogo online em que as pessoas são obrigadas a executar tarefas ordenadas pelos próprios participantes. Em Nerve – Um Jogo sem Regras, Emma Roberts é uma garota tímida e comum que, após uma discussão com uma amiga, resolve provar que tem atitude e decide se inscrever no tal jogo. O Nerve é dividido entre observadores e jogadores, sendo que os primeiros decidem as tarefas a serem realizadas e os demais as executam (ou não). Logo em seu primeiro desafio a protagonista conhece um rapaz de passado obscuro (Dave Franco) e os dois fazem sucesso entre os observadores, que passam a lhes enviar cada vez mais tarefas. Parece divertido. Em cartaz em grande circuito.

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NERVE – UM JOGO SEM REGRAS (Nerve, EUA, 2016), de Henry Joost e Ariel Schulman. Com Emma Roberts, Dave Franco, Emily Meade, Miles Heizer, Kimiko Glenn, Marc John Jefferies, Machine Gun Kelly, Brian ‘Sene’ Marc, Ed Squires, Rightor Doyle. 96 min. Paris. 12 anos.

Cena de PETS - A VIDA SECRETA DOS BICHOS (2016), de Yarrow Cheney e Chris Renaud

Cena de PETS – A VIDA SECRETA DOS BICHOS (2016), de Yarrow Cheney e Chris Renaud

Dos criadores de Meu Malvado Favorito (2010), Pets – A Vida Secreta dos Bichos teve um sucesso bem expressivo nos Estados Unidos. O filme se concentra nas presepadas dos bichos depois que seus donos saem de casa. O trailer já adianta uma produção no mínimo muito divertida. Na sinopse, Max é um cachorro que mora em um apartamento de Manhattan. Quando sua querida dona traz para casa um novo cão chamado Duke, Max não gosta nada, já que seus privilégios parecem ter acabado. Mas logo eles vão ter que pôr as divergências de lado quando um incidente coloca os dois na mira da carrocinha. Enquanto tentam fugir, os animais da vizinhança se reúnem para o resgate e uma gangue de bichos que moram nos esgotos se mete no caminho da dupla. Em cartaz em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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PETS – A VIDA SECRETA DOS BICHOS (The Secret Life of Pets, Japão/EUA, 2016), de Yarrow Cheney e Chris Renaud. Com as vozes originais de Louis C.K., Eric Stonestreet, Kevin Hart, Jenny Slate, Ellie Kemper, Albert Brooks, Lake Bell. 87 min. Universal. Livre.

Pré-estreia

Cena de STAR TREK - SEM FRONTEIRAS (2016), de Justin Lin

Cena de STAR TREK – SEM FRONTEIRAS (2016), de Justin Lin

Não deixa de ser estranho o terceiro filme da revitalizada franquia Star Trek sair das mãos de um diretor talentoso como J.J. Abrams e passar a ser conduzida por Justin Lin, que não é bem um cineasta dos mais inventivos, sendo mais conhecido por dar gás à franquia Velozes e Furiosos. No entanto, as críticas que têm surgido até o momento são positivas. Na trama de Star Trek – Sem Fronteiras, que na verdade não diz muito da história, após sofrerem com a ira de John Harrison (Benedict Cumberbatch), Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto), Uhura (Zoe Saldana), McCoy (Karl Urban), Sulu (John Cho), Chekov (Anton Yelchin) e Scotty (Simon Pegg) retornam à Enterprise para uma nova e difícil aventura intergaláctica. Em pré-estreia no sábado à noite, na sala IMAX do UCI Iguatemi e no Cinépolis RioMar.

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STAR TREK – SEM FRONTEIRAS (Star Trek Beyond, EUA, 2016), de Justin Lin. Com Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Zoe Saldana, Simon Pegg, John Cho, Anton Yelchin, Idris Elba, Sofia Boutella, Joe Taslim. 122 min. Paramount. 10 anos.

Saem de cartaz

Amor & Amizade
Barbie – Aventura nas Estrelas
Como Eu Era Antes de Você
Jason Bourne
Mãe Só Há Uma
Negócio das Arábias
O Bom Gigante Amigo
Perfeita É a Mãe!
(sessão saideira no fim de semana no UCI Parangaba)
Truque de Mestre – O 2º Ato

A estreia nacional desta quinta-feira, 25, que não entra em cartaz em Fortaleza

Lolo – O Filho da Minha Namorada

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ÁGUAS RASAS – suspense eficiente sobre o embate racionalidade x instinto

Em junho do ano passado Tubarão, de Steven Spielberg, comemorou 40 anos. Ao longo desse tempo, sob a má fama de assassinos dos mares, os tubarões invadiram os cinemas sob os mais variados pretextos, entre eles a experiência genética. Mas, a luta entre os humanos e os esqualos, em geral, tem sido explorada na diferença do racionalismo contra o instinto. Neste quesito, Águas Rasas, de Jaume-Collet Serra é exemplar

Blake Lively em ÁGUAS RASAS (2016), de Jamue Collet-Serra: revitalizando a temática do tubarão assassino

Blake Lively em ÁGUAS RASAS (2016), de Jamue Collet-Serra: revitalizando a temática do tubarão assassino

Segundo pesquisas, cerca de 30 filmes sobre tubarões caçando humanos foram feitos ao longo de 41 anos. Até o cinema brasileiro investiu no tema com o seu Bacalhau (1975, de Adriano Stewart), mas foi o cinema italiano que conseguiu produzir os piores dos piores. Curiosamente, salvo pelo ótimo Mar Aberto (Open Water, EUA, 2004), de Alejandro Amenabar, que não é diretamente um filme sobre tubarões, e Terror na Água (2010, de David R. Ellis, uma modesta e curiosa produção “B” que investe no suspense, nada de mais eficiente foi produzido desse período – a menos que eu esteja enganado.

Pode-se, no entanto, destacar o inesperado sucesso e críticas positivas de Sharknado(2013), telefilme de Anthony C. Ferrante produzido pelo canal Syfy, que chegou aos cinemas e se tornou uma obra cultuada em todo o mundo, um fenômeno por simplesmente tratar os tubarões em tom de paródia – saborosíssima e irreverente, por sinal – que se desdobrou em 3 outras produções. Sharknado deu origem a uma série de outras produções assumidamente “trash” com os seus títulos estapafúrdios – Tubarão da Areia (2011), Shaktopus Contra Pteracuda (2013), Mega Shark contra Mecha Shark (2014), entre outros -, o que levou a uma revitalização do gênero.

Águas Rasas (The Shallows, EUA, 2016), em cartaz nos cinemas, pode ganha destaque como uma produção independente, modesta com o seu orçamento de US$ 17 milhões e que obteve uma arrecadação doméstica de US$ 54,2 milhões, suficiente para cobrir o seu custo de produção e obter lucro com a arrecadação internacional, já estimado em quase US$ 20 milhões.

Os créditos de Águas Rasas passam, obrigatoriamente, pelo roteiro escrito por Anthony Jaswinski – que figurou na lista dos melhores roteiros e os melhores roteiros de terror não filmados –  e a direção eficiente de Jaume Coillet-Serra. Jaswinski é o autor de Backwoods (2008, thriller de TV) e o curiosíssimo O Mistério da Rua 7 (Vanishing on 7th Street, 2010), de Brad Anderson, e Kristy (2014), de Oliver Blackburn.  O espanhol Serra tem feito bons trabalhos em Hollywood como A Casa de Cera (2005), A Órfã (2009), Desconhecido (2011), Sem Escalas (2014) e Noite Sem Fim (2015).

Jaume Collet-Serra e Anthony Jarwinski

Jaume Collet-Serra e Anthony Jarwinski

Águas Rasas é uma surpresa com a sua história modesta, extremamente concisa (tem apenas 84 minutos) e que manipula com eficiência o suspense estabelecido no drama da surfista Nancy (Blake Lively), isolada em um banco de areia e posteriormente numa boia náutica e ameaçada por um gigantesco tubarão branco, o qual demarca a área como sua. Reside nas estratégias de ambos, de pegar a presa e de fugir dela, o cerne do filme.

Outros aspectos se ressaltam, como a dimensão de espaço, estabelecido no “tão longe tão perto”, a distância entre Nancy e a praia, impossível de ser percorrida por ela, mas ideal para o tubarão; e a solidão da personagem, isolada, mas estimulada pela companhia de um pássaro que simboliza a esperança.

Outras qualidades consistem na consistência dramática de um tipo de filme que tem apenas uma solitária personagem em cena. Curiosamente esse tipo de cinema vem sendo explorado em enredos criativos sob os mais diversos gêneros. Como referência, podemos estabelece-lo a partir de Tom Hanks perdido numa ilha deserta em Náufrago (Castaway, 2000), de Robert Zemeckis, passando por 127 Horas (127 Hours, 2010), de Danny Boyle, com James Franco; Contagem Regressiva (Hours, 2013), de Eric Hesserer. com Paul Walker; e o maior de todos, Gravidade (Gravity, 2013), de Alfonso Cuaron, com Sandra Bullcok. Em Águas Rasas, Blake Lively está solitária em cena em cerca de 85% do filme.

Blake Lively em ÁGUAS RASAS: solitária em 85% de duração do filme

Blake Lively em ÁGUAS RASAS: solitária em 85% de duração do filme

A narrativa tem outros 4 personagens secundários (um deles visto via celular), mas fundamentais encaixar os elementos e informações que constroem o enredo e que aos poucos saem de cena para dar lugar a um ápice dramático (o ataque do tubarão aos surfistas), a partir do qual o suspense desenvolve-se em crescendo, expressando a ferocidade do esqualo, que também parece ser dotado de alguma inteligência mas na verdade é puro instinto, e as táticas racionais de Nancy para superá-lo. Neste aspecto, é insinuante a solidão da personagem e o suspense construído paralelamente à ameaçadora figura do tubarão branco – o célebre embate da natureza humana e sua racionalidade frente ao instinto animal.

Blake Lively, conhecida a partir da telesérie Gossip Girl (2007-2012) tem uma atuação elogiável no papel da inteligente Nancy, a qual é desenvolvida com dramas familiares (a perda da mãe), rasos, mas que dão sentido ao seu isolamento em uma praia deserta. Informe-se que Blake teve uma “dublê de corpo”, a australiana Sarah Friend, estudante universitária estadunidense de 22 anos; e é casada com o ator Ryan Reynolds, o Deadpool (2016).

Blake Lively e Sarah Friend, a dublê de corpo

Blake Lively e Sarah Friend, a dublê de corpo

Saiba mais sobre Blake Lively, aqui

Águas Rasas é outro filme a investir em uma mulher como principal personagem. A Nancy de Blake Lively é insinuante, inteligente, ousada. É com esses ingredientes e dispositivos que a personagem utiliza para vencer a natureza hostil – simbolizando a beleza e a determinação da mulher . Vale a pena conferir.

ÁGUAS RASAS (The Shallows, EUA, 2016), de Jaume Collet-Serra. Com Blake Lively, Óscar Jaenada e Sedona Legge. Drama/suspense. 86 minutos. 12 anos.

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SEMANA 34 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Semana de poucas estreias em Fortaleza. O destaque vai para o documentário Coração de Cachorro (2015), de Laurie Anderson. No circuitão, há espaço para o horror Quando as Luzes Se Apagam (2016), de David F. Sandberg; para o épico Ben-Hur (2016), de Timur Bekmambetov; e para a animação Barbie – Aventura nas Estrelas (2016), de Andrew Tan e Michael Goguen. Em segunda semana de pré-estreia, o suspense Águas Rasas (2016), de Jaume Collet-Serra. Na faixa Temporada de Cinema Cearense, Rânia (2011), de Roberta Marques, no Cinema do Dragão, segunda-feira, 22, às 19 hs

Cena de CORAÇÃO DE CACHORRO (2015), de Laurie Anderson

Cena de CORAÇÃO DE CACHORRO (2015), de Laurie Anderson

A artista multifacetada Laurie Anderson dirige um filme que é um convite à reflexão sobre a morte e a perda. Primeiro, a partir da perda de um animal querido, um cão, mas também a morte de Lou Reed, o cantor e compositor com quem a diretora viveu até a morte do artista, em 2013. Anderson questiona até que ponto uma perda pode afetar toda uma vida, e se debruça também nas perdas do atentado de 11 de setembro, que, no caso, afetaram o destino de toda uma nação. Não é um documentário convencional. Coração de Cachorro é cinema-poesia que foi considerado uma obra-prima por críticos de diversos veículos estrangeiros, como The Hollywood Reporter e Indiewire. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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CORAÇÃO DE CACHORRO (Heart of a Dog, EUA, 2015), de Laurie Anderson. Documentário. 75 min. Bretz. 14 anos.

Cena de QUANDO AS LUZES SE APAGAM (2016), de David F. Sandberg

Cena de QUANDO AS LUZES SE APAGAM (2016), de David F. Sandberg

O nome de James Wan (Invocação do Mal, 2013) já virou uma grife de sucesso no cinema de horror contemporâneo. Mesmo quando ele trabalha apenas como produtor, o filme é vendido como um trabalho seu. É o caso de Quando as Luzes Se Apagam, longa-metragem derivado do curta Lights Out (2013), que fez bastante sucesso e chegou a viralizar na internet. Até hoje é visto como um ótimo exercício de construção de medo. Na trama, Rebecca, desde que era pequena, tinha uma porção de medos, especialmente quando as luzes se apagavam. Ela acreditava ser perseguida pela figura de uma mulher e anos mais tarde seu irmão mais novo começa a sofrer do mesmo problema. Juntos eles descobrem que a aparição está ligada à mãe deles. Em cartaz em grande circuito.

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QUANDO AS LUZES SE APAGAM (Lights Out, EUA, 2016), de David F. Sandberg. Com Teresa Palmer, Gabriel Bateman, Maria Bello, Alexander DiPersia, Billy Burke, Alicia Vela-Bailey, Andi Osho, Rolando Boyce, Maria Russell, Elizabeth Pan. 81 min. Warner. 14 anos.

Cena de BEN-HUR (2016), de Timur Bekmambetov

Cena de BEN-HUR (2016), de Timur Bekmambetov

Seguindo a moda dos tantos remakes, chega Ben-Hur, no rastro do épico de William Wyler, realizado em 1959, ainda no auge da Velha Hollywood e das grandes produções em cinemascope e com longa duração. A título de comparação, o novo filme tem cerca de uma hora e meia a menos que o anterior. A trama se passa em Jerusalém, quando o nobre Judah Ben Hur (Jack Huston), contemporâneo de Jesus Cristo (Rodrigo Santoro), é injustamente acusado de traição e condenado à escravidão. Ele sobrevive ao tempo de servidão e descobre que foi enganado por seu próprio irmão, Messala (Toby Kebbell), partindo, então, em busca de vingança. O novo filme já chega com uma desvantagem tremenda em relação ao original, tanto em tamanho quanto em expectativa. O original foi, então, o filme mais caro já produzido e ganhou 12 Oscar. Alguém acha que o novo vai chegar perto disso? Em cartaz em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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BEN-HUR (EUA, 2016), de Timur Bekmambetov. Com Jack Huston, Toby Kebbell, Rodrigo Santoro, Nazanin Boniadi, Ayelet Zurer, Pilou Asbæk, Sofia Black-D’Elia, Morgan Freeman, Marwan Kenzari, Moises Arias. 141 min. Paramount. 14 anos.

Cena de BARBIE - AVENTURA NAS ESTRELAS (2016), de Andrew Tan e Michael Goguen

Cena de BARBIE – AVENTURA NAS ESTRELAS (2016), de Andrew Tan e Michael Goguen

A Cinépolis de vez em quando tem preparado alguns lançamentos exclusivos. A animação Barbie – Aventura nas Estrelas é um desses, baseado na boneca criada em 1959 pela Mattel e que até agora continua sendo bastante popular, um símbolo da cultura pop ocidental. Na sinopse, Barbie leva uma vida de diversão em planeta distante ao lado do seu bichinho Pipoca. Mas quando ela descobre que o brilho da sua galáxia está enfraquecendo e as estrelas pararam de dançar pelo céu, Barbie decide viajar até o Planeta Capital a fim de salvar as estrelas. Lá, ela conhece a campeã galáctica de hoverboard, Sal-lee, e um grupo de amigos cheios de talento, que a ajudam a escutar seu coração e descobrir que ela pode se tornar a líder que a galáxia inteira está esperando. Em cartaz no Cinépolis RioMar e Cinépolis Jóquei.

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BARBIE – AVENTURA NAS ESTRELAS (Barbie – Star Light Adventure, EUA, 2016), de Andrew Tan e Michael Goguen. Com as vozes originais de Erica Lindbeck, Robbie Daymond, Kymberly Woods, Sarah Anne Williams, Michael Chandler, Dwight Schutz. 75 min. Cinépolis. Livre.

Pré-estreia

Blake Lively em ÁGUAS RASAS (2016), de Jaume Collet-Serra

Blake Lively em ÁGUAS RASAS (2016), de Jaume Collet-Serra

O mais novo suspense de Jaume Collet-Serra, dos bons A Casa de Cera (2005), A Órfã (2009) e Desconhecido (2011), é um filme sobre desespero e ataques de tubarão, com a Blake Lively como protagonista. Isso já é motivo mais do que suficiente para ficar entusiasmado. Na trama de Águas Rasas, Nancy (Blake Lively) é uma jovem médica que está tendo de lidar com a recente perda da mãe. Seguindo uma dica sua, ela vai surfar em uma paradisíaca praia isolada, onde acaba sendo atacada por um enorme tubarão. Desesperada e ferida, ela consegue se proteger temporariamente em um recife de corais, mas precisa encontrar logo uma maneira de sair da água. Em pré-estreia em grande circuito.

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ÁGUAS RASAS (The Shallows, EUA, 2016), de Jaume Collet-Serra. Com Blake Lively, Óscar Jaenada, Brett Cullen, Sedona Legge, Pablo Calva, Diego Espejel, Janelle Bailey, Ava Dean, Chelsea Moody, Sully Seagull. 86 min. Sony. 14 anos.

Saem de cartaz

Caça-Fantasmas
Cantando de Galo
De Longe Te Observo

La Vanité
Menino 23

As estreias nacionais desta quinta-feira, 18, que não entram em cartaz em Fortaleza

Esperando Acordada
Francofonia – Louvre sob Ocupação
Funcionário do Mês
Mercuriales

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LIVROS INTRÍNSECOS – OS GUINLE: A HISTÓRIA DE UMA DINASTIA

Assim como na Itália renascentista os Medici, os Sforza e até Papas investiram na cultura e nas artes como forma de obter o reconhecimento e o prestígio da sociedade, no Brasil do século XX uma família deixou inestimável legado ao País ao investir nos mais diversos campos da sociedade – economia, imobiliário, esportivo, arquitetônico, siderúrgico, petrolífero, carnavalesco e cultural. A família? Os Guinle. Essa história fascinante e quase esquecida nos tempos atuais está resgatada em Os Guinle – a História de uma Dinastia, do historiador Clóvis Girão, em lançamento pela Intrínseca

OS GUINE - A HISTÓRIA DE UMA DINASTIA, de Clóvis Bulcão: obra reveladora

OS GUINLE – A HISTÓRIA DE UMA DINASTIA, de Clóvis Bulcão: obra reveladora

Os Guinle foram muito mais além do que Mecenas, o termo italiano criado a partir dos atos de Caius Mecenas (6-8 a.C), o conselheiro do imperador Augusto que sustentou um círculo de intelectuais e poetas à sua época, e que mais tarde, no Renascimento (séculos XV e XVI), ganharia força e “status” com os investimentos promovidos pelas famílias Médici na Florença, sob a visão de Cosme (1389-1464) e Lourenço (1449-92); a família Sforza (Galeazo Maria Sforza, 1444-76; Ludovico, 1452-1508, e outros descendentes); o imperador da França, Francisco I (1494-1547), além dos papas Sisto IV (1414-1484), Júlio II 1 (1443-1513) e Leão X (1475-1521), filho de Lourenço de Médici, entre outros.

Para saber mais sobre o mecenato na Renascença, acesse:

O Renascimento italiano

Os Papas Mecenas

A ação dos Guinle no Brasil é imensurável. Ao longo do século XX, usaram a sua riqueza não apenas na convivência e a obtenção do poder político, mas especialmente na cultura e artes e naquilo que hoje é uma referência do fazer: o empreendedorismo.

Eduardo Palassim e Guilhermina Coutinho da Silva: os Guinle

Eduardo Palassim e Guilhermina Coutinho da Silva: os Guinle

Os Guinle espalharam o seu nome em vários outros campos de atividades do País, desde a construção de hospitais (Gaffre e Guinle), hotéis (Copacabana Palace), siderúrgicas (Companhia Siderúrgica Nacional, a CSN), portos (o Porto de Santos), acervos de museus (Museu Imperial e Histórico Nacional), arquitetônico e imobiliário (Palácio das Laranjeiras, a Granja Comary), financeiro (Banco Boavista), tendo ainda eletricado o Elevador Lacerda (Salvador), patrocinado pesquisas de petróleo à época de Getúlio Vargas e até investido nas carreiras de Heitor Villa-Lobos (1887-1959), o grupo de Pixinguinha Os 8 Batutas e a Orquestra Sinfônica Brasileira.

Clóvis Bulcão, 55, historiador formado pela Pontifícia Universidade Católica-PUC e professor do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro, autor de Padre Antonio Vieira: um esboço biográfico (José Olympio, 2008), passou 5 anos pesquisando 30 anos da família Guinle, que até o final do século passado era relacionado ao luxo, glamour e opulência, além de associado ao hotel Copacabana Palace, hoje ainda meio esquecido.

Cândido Grafrée: amigo e sócio dos Guinle

Cândido Gaffrée: amigo e sócio dos Guinle

A extravagância de alguns dos últimos descendentes do gaúcho Eduardo Palassim Guinle (1846-1912, filho de imigrantes franceses que trocaram o Uruguai pelo Brasil) e sua mulher Guilhermina Coutinho da Silva (1854-1925), que começaram uma dinastia a partir de um modesto armarinho na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, em sociedade com o comerciante Cândido Gafrée levou a família à decadência. E essa história de grandeza, excessos e ocaso é contada através das realizações dos 7 filhos de Eduardo e Guilhermina, geração após geração que conduziu a um inexorável processo de decadência. Palacetes cariocas, taças de champanhe, apostas no no antigo circuito da Gávea e seus automóveis ou no Jockey Club, o jetset internacional, abraços e relações amorosas com famosas atrizes de Hollywood. Tudo isso faz parte de uma história familiar.

Para saber mais:

Os Guinle nasceu na PUC

A Sociedade Gaffrée/Guinle

Sobre Cândido Gaffrée

Clóvis Bulcão

Clóvis Bulcão

Bulcão faz minuciosa e precisa pesquisa histórica que lhe custou 5 anos. A história de ascensão socioeconomica e cultural dos Guinle, que tem o seu grande impulso com o monopólio, a operação e a modernização do Porto de Santos, revela também, de forma surpreendente, certa intimidade do âmbito familiar. Clóvis extrai, em histórias particulares – muitas delas bem humoradas -, uma trajetória fascinante de ascensão e queda através de dezenas de entrevistas realizadas com integrantes, amigos e parceiros profissionais dos Guinle. A grande particularidade, no entanto, reside no destaque da ação de vida de cada um dos 7 filhos de Eduardo e Guilhermina. Há histórias de proximidade e convivência com o poder, lealdade aos parceiros e sócios, extravagâncias de filhos, mas nunca, em momento algum, qualquer referência a corrupção. Daí porque a história dos Guinle é extraordinária e merece ser conhecida – e, especialmente, reconhecida como digna e honrada. Com ela, quem ganhou foi o País, o único herdeiro.

SE VOCÊ DESEJA, NÃO LHE FARÁ MAL

Sob o lema se você deseja, não lhe fara mal, os Guinle construíram um registro único, o qual, hoje, é parte da História do Brasil com as suas ações audaciosas de empreendedorismo e de mecenato à cultura, as artes e aos artistas, cujo conjunto de atividades não se comparam e não tem paralelo ou relação as demais famílias brasileiras. Os Guinle, com a sua história, resistem ao tempo com uma história limpa, relevante e exemplar.

A FAMÍLIA GUINLE

Luiz Guinle (político carioca), não se casou;

Eduardo Guinle (casado com a prima Branca Coutinho Ribeiro);
Guilherme Guinle (político e diplomata na Itália);

Carlos Guinle (marido de Gilda Rocha, pai de Jorginho Guinle e mecenas de Heitor Villa-Lobos);

Arnaldo Guinle (empresário, solteiro e sem filhos, patrono do Fluminense Futebol Clube);

Celina Guinle (mulher do aristocrata imperial Linneo de Paula Machado);

Octávio Guinle (fundador do Copacabana Palace, do Fluminense Futebol Clube, avô da atriz Guilhermina Guinle);

Heloísa Guinle (casada com seu primo Samuel Ribeiro, sem descendentes).

FICHA TÉCNICA

OS GUINLEOS GUINLE – A HISTÓRIA DE UMA DINASTIA
Brasil, 2015
Autor: Clóvis Bulcão
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
Preços:
Impresso: R$ 39,90
E-book: R$ 19,90

SEMANA 33 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Um fim de semana especial, finalmente, depois de mais de um mês com poucas estreias atraentes. O grande destaque é o suspense Rebecca, a Mulher Inesquecível (1940), de Alfred Hitchcock, de volta aos cinemas em cópia remasterizada. Além disso, há a comédia dramática Amor & Amizade (2016), de Whit Stillman; o drama experimental Brasil S/A (2014), de Marcelo Pedroso; a comédia dramática A Viagem de Meu Pai (2015), de Philippe Le Guay; as comédias Perfeita É a Mãe! (2016), de Jon Lucas e Scott Moore, e Um Espião e Meio (2016), de Rawson Marshall Thurber; e a animação Cantando de Galo (2015), de Gabriel Riva Palacio Alatriste e Rodolfo Riva-Palacio Alatriste. Em pré-estreia, o suspense Águas Rasas (2016), de Jaume Collet-Serra. Na temporada de cinema cearense, no Cinema do Dragão, segunda à noite, será exibido Subversivos (2008), de Felipe Barroso

Laurence Olivier e Joan Fontaine em REBECCA, A MULHER INESQUECÍVEL (1940), de Alfred Hitchcock

Laurence Olivier e Joan Fontaine em REBECCA, A MULHER INESQUECÍVEL (1940), de Alfred Hitchcock

Ter um filme de Alfred Hitchcock entrando em cartaz em cópia remasterizada não é algo que podemos nos dar ao luxo de ter sempre. Por isso é preciso tratar com muito carinho esta oportunidade que a nova distribuidora, Celeste, está dando ao público brasileiro. Rebecca, a Mulher Inesquecível foi o primeiro trabalho realizado por Hitchcock em Hollywood, e chegou até a ganhar o Oscar de melhor filme. Na trama, adaptada de um romance de Daphne du Maurier, uma jovem e inocente dama de companhia (Joan Fontaine) se casa com um lorde (Laurence Olivier), ainda atormentado pela morte da primeira mulher em um acidente. A nova esposa é aterrorizada pelas memórias da falecida, enquanto se deixa dominar pela governanta da mansão (Judith Anderson). Em cartaz no Cinema do Dragão.

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REBECCA, A MULHER INESQUECÍVEL (Rebecca, EUA, 1940), de Alfred Hitchcock. Com Laurence Olivier, Joan Fontaine, George Sanders, Judith Anderson, Nigel Bruce, Reginald Denny, C. Aubrey Smith, Gladys Cooper, Florence Bates, Melville Cooper. 130 min. Celeste. Classificação a definir.

Cena de AMOR & AMIZADE (2016), de Whit Stillman

Cena de AMOR & AMIZADE (2016), de Whit Stillman

Whit Stillman é um cineasta ainda cultuado por seus dois longas-metragens de estreia, Metropolitan (1990) e Barcelona (1994). Embora ele tenha decaído em seus trabalhos seguintes, além de ter diminuído consideravelmente seu ritmo, seu nome ainda chama a atenção dos fãs de cinema, e por isso Amor & Amizade é uma das mais aguardadas estreias do ano. O filme se baseia em uma novela de Jane Austen. Na trama, ambientada no Inglaterra vitoriana, a bela Lady Susan Vernon (Kate Beckinsale) é uma viúva que foge das fofocas sobre seus casos amorosos buscando refúgio na fazenda dos antigos cunhados. Lá ela reflete sobre a vida e decide arranjar um novo marido para si e um bom pretendente para a filha, Frederica (Morfydd Clark). Em cartaz no Del Paseo e Cinépolis RioMar (Sala VIP).

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AMOR & AMIZADE (Love & Friendship, Irlanda/Holanda/França/EUA/Reino Unido, 2016), de Whit Stillman. Com Kate Beckinsale, Chloë Sevigny, Xavier Samuel, Stephen Fry, Morfydd Clark, Tom Bennett, Jenn Murray, Lochlann O’Mearáin, Sophie Radermacher, Jordan Waller. 92 min. California. 10 anos.

Cena de BRASIL S/A (2014), de Marcelo Pedroso

Cena de BRASIL S/A (2014), de Marcelo Pedroso

Exibido no Festival de Brasília em 2014, e tendo recebido críticas bem positivas, Brasil S/A entra finalmente em cartaz no país. Trata-se de um filme sem diálogos, em esquetes, que traz um convite a uma reflexão sobre os avanços e os atrasos do Brasil, partindo do trabalho no canavial, passando pela indústria e tratando também da cultura. O filme aposta também em seus aspectos formais, como a música e a fotografia, ambos bem caprichados. Como se trata de um filme curto, de pouco mais de 70 minutos, os experimentalismos provavelmente não devem assustar ou incomodar mesmo espectadores pouco habituados a filmes sem uma narrativa tradicional. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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BRASIL S/A (Brasil, 2014), de Marcelo Pedroso. Com Edimilson Silva, Wilma Gomes, Adeilton Nascimento, Giovanna Simões, Maracatu Estrela Brilhante. 71 min. Inquieta Cine. 10 anos.

Cena de A VIAGEM DO MEU PAI (2015), de Philippe Le Guay

Cena de A VIAGEM DE MEU PAI (2015), de Philippe Le Guay

Exibido no Festival Varilux de Cinema Francês com o titulo “Flórida”, o novo filme de Phillipe Le Guay entra em cartaz nesta quinta-feira com o título A Viagem de Meu Pai. Esta bela comédia dramática possui um tom agridoce e uma leveza que poderiam muito bem ser substituídos por uma gravidade, levando em consideração o tema do Alzheimer do personagem de Jean Rochefort, excelente como um senhor que dá trabalho à filha e se esquece que sua outra filha faleceu. Acredita que ela mora na Flórida, EUA. Há várias passagens engraçadas e só confirma a habilidade e a sensibilidade dos franceses em construir comédias que lidam com aspectos sombrios da vida humana. Em cartaz no Pátio Dom Luís e no Cinema de Arte (Cinépolis RioMar).

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A VIAGEM DE MEU PAI (Floride, França, 2015), de Philippe Le Guay. Com Jean Rochefort, Sandrine Kiberlain, Laurent Lucas, Anamaria Marinca, Clément Métayer, Coline Beal, Édith Le Merdy, Audrey Looten, Stéphanie Bataille, Martine Erhel. 110 min. Mares. 12 anos.

Mila Kunis em PERFEITA É A MÃE! (2016), de Jon Lucas e Scott Moore

Mila Kunis em PERFEITA É A MÃE! (2016), de Jon Lucas e Scott Moore

Mais conhecidos como os roteiristas de Se Beber, Não Case! (2009) e Eu Queria Ter a Sua Vida (2011), entre outras comédias do cinema americano recente, Jon Lucas e Scott Moore chegam à sua segunda experiência na direção com Perfeita É a Mãe!, que ganhou uma boa receptividade por críticos de vários veículos americanos. Na trama, Mila Kunis é uma mulher com uma vida aparentemente perfeita – bom casamento, filhos exemplares, ótimo emprego etc – que acaba ficando estressada além do ponto com as obrigações de sua vida. Querendo dar um basta a tudo isso, ela se une a duas amigas para sair em uma jornada de libertação. Em cartaz em grande circuito.

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PERFEITA É A MÃE! (Bad Moms, EUA, 2016), de Jon Lucas e Scott Moore. Mila Kunis, Kathryn Hahn, Kristen Bell, Christina Applegate, Jada Pinkett Smith, Annie Mumolo, Oona Laurence, Emjay Anthony, David Walton, Clark Duke. 100 min. Diamond. 14 anos.

Cena de UM ESPIÃO E MEIO (2016), de Rawson Marshall Thurber

Cena de UM ESPIÃO E MEIO (2016), de Rawson Marshall Thurber

Curiosamente, embora o trailer entregue aparentemente uma comédia bem boba, Um Espião e Meio parece ter o seu charme. Conforme pode ser visto no site Rotten Tomatoes, vários críticos americanos elogiaram a química entre Dwayne Johnson e Kevin Hart aqui. Na trama, Johnson interpreta Bob, um agente da CIA que já foi um nerd e sofria bullying na época do colégio. Agora na agência de inteligência, para resolver um caso ultrassecreto, ele recorre a um antigo colega, bastante popular nos tempos da escola, mas hoje apenas um contador (Kevin Hart). É esperar que o filme seja um entretenimento dos bons na ação e no humor, já que tanto Hart quanto Johnson ainda não alcançaram o devido reconhecimento na comédia. Em cartaz em grande circuito.

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UM ESPIÃO E MEIO (Central Intelligence, EUA, 2016), de Rawson Marshall Thurber. Com Dwayne Johnson, Kevin Hart, Danielle Nicolet, Amy Ryan, Jason Bateman, Aaron Paul, Ryan Hansen, Tim Griffin, Timothy John Smith, Sione Kelepi. 107 min. Universal. 14 anos.

Cena de CANTANDO DE GALO (2015), de Gabriel Riva Palacio Alatriste e Rodolfo Riva-Palacio Alatriste

Cena de CANTANDO DE GALO (2015), de Gabriel Riva Palacio Alatriste e Rodolfo Riva-Palacio Alatriste

Mais um caso de animação vinda de um país que até pouco tempo atrás não estaria presente no circuito se não fosse a abertura gerada pela tecnologia 3D. Como são filmes dublados, às vezes passam como se fossem produções americanas. Na sinopse de Cantando de Galo, Toto é um jovem galo que é o menor de todos na granja onde nasceu. Ele tem o grande sonho de se tornar o grande galo do povoado. Mas quando um fazendeiro ameaça destruir o seu lar e a sua família, Toto e seus amigos irão viajar para encontrar um treinador que possa ajudá-lo a defender seu lar ao mesmo tempo em que vivem uma grande aventura e a descoberta do amor. A história parece familiar e até lembra um pouco uma animação recente da Pixar, O Bom Dinossauro.

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CANTANDO DE GALO (Un Gallo com Muchos Huevos, México, 2015), de Gabriel Riva Palacio Alatriste e Rodolfo Riva-Palacio Alatriste. Com as vozes originais de Bruno Bichir, Carlos Espejel, Angélica Vale, Omar Chaparro, Maite Perroni, Sergio Sendel, Ninel Conde. 98 min. Paris. Livre.

Pré-estreia

Blake Lively em ÁGUAS RASAS (2016), de Jaume Collet-Serra

Blake Lively em ÁGUAS RASAS (2016), de Jaume Collet-Serra

O mais novo suspense de Jaume Collet-Serra, dos bons A Casa de Cera (2005), A Órfã (2009) e Desconhecido (2011), é um filme sobre desespero e ataques de tubarão, com a Blake Lively como protagonista. Isso já é motivo mais do que suficiente para ficar entusiasmado. Na trama de Águas Rasas, Nancy (Blake Lively) é uma jovem médica que está tendo de lidar com a recente perda da mãe. Seguindo uma dica sua, ela vai surfar em uma paradisíaca praia isolada, onde acaba sendo atacada por um enorme tubarão. Desesperada e ferida, ela consegue se proteger temporariamente em um recife de corais, mas precisa encontrar logo uma maneira de sair da água. Em pré-estreia em grande circuito.

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ÁGUAS RASAS (The Shallows, EUA, 2016), de Jaume Collet-Serra. Com Blake Lively, Óscar Jaenada, Brett Cullen, Sedona Legge, Pablo Calva, Diego Espejel, Janelle Bailey, Ava Dean, Chelsea Moody, Sully Seagull. 86 min. Sony. 14 anos.

Saem de cartaz

Do Outro Lado do Atlântico
Julieta
Os Caça-Noivas
Vidas Partidas

As estreias nacionais desta quinta-feira, 11, que não entram em cartaz em Fortaleza

A Conexão Francesa
A Corte

Veja o trailer de A Conexão Francesa

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SEMANA 32 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Seis filmes entram em cartaz nesta semana, embora a maior atenção vá para a aventura Esquadrão Suicida (2016), de David Ayer. Os demais filmes são: o drama De Longe Te Observo (2015), de Lorenzo Vigas; o documentário Menino 23 – Infâncias Perdidas no Brasil (2016), de Belisario França; a comédia dramática La Vanité (2015), de Lionel Baier; o drama Negócio das Arábias (2016), de Tom Tykwer; e o drama Vidas Partidas (2016), de Marcos Schchtman. Na faixa dedicada a filmes cearenses, na segunda-feira no Dragão do Mar, Homens com Cheiro de Flor (2011), de Joe Pimentel

Margot Robbie em ESQUADRÃO SUICIDA (2016), de David Ayer

Margot Robbie em ESQUADRÃO SUICIDA (2016), de David Ayer

O universo compartilhado da DC no cinema está bem atrasado em relação ao da Marvel, mas até que eles estão dando um bom gás ultimamente. Esquadrão Suicida é uma escolha ousada neste momento ainda de demarcação de território, ao colocar um filme estrelado só por vilões convidados a efetuar uma ação heroica. O elenco é sensacional e há meses o trailer vem sendo veiculado, o que mostra que a Warner está apostando suas fichas no projeto. O time de supervilões perigosos é escolhido porque é formado por seres desprezíveis e com nada a perder pela agente governamental vivida por Viola Davis. Nos trailers e nas fotos de divulgação, quem mais tem se destacado é Margot Robbie no papel de Arlequina, com sua beleza e sensualidade. Em cartaz em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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ESQUADRÃO SUICIDA (Suicide Squad, EUA, 2016), de David Ayer. Com Margot Robbie, Will Smith, Jared Leto, Joel Kinnaman, Cara Delevingne, Ben Affleck, Jai Courtney, Karen Fukuhara, Jay Hernandez, Viola Davis. 130 min. Warner. 12 anos.

Cena de DE LONGE TE OBSERVO (2015), de Lorenzo Vigas

Cena de DE LONGE TE OBSERVO (2015), de Lorenzo Vigas

E um filme venezuelano venceu o Leão de Ouro no Festival de Veneza do ano passado. Que maravilha. O trabalho de Lorenzo Vigas chega a Fortaleza discretamente, assim como tem sido sua passagem pelo circuito alternativo em outras praças. De Longe Te Observo se passa em Caracas, Venezuela, e nos apresenta a Armando, o dono de um laboratório de próteses dentárias que costuma caminhar pela cidade, buscando aproximar-se de rapazes. Ele oferece dinheiro para que os jovens o acompanhem até sua casa, para que possa se masturbar diante de sua nudez. Um dia, Armando faz a oferta a Elder, que lidera uma gangue local e acabará se prejudicando dessa vez, por causa do comportamento e da índole do rapaz. Em cartaz no Pátio Dom Luís.

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DE LONGE DE OBSERVO (Desde Allá, Venezuela/México, 2015), de Lorenzo Vigas. Com Alfredo Castro, Luis Silva, Jericó Montilla, Catherina Cardozo, Jorge Luis Bosque, Greymer Acosta, Auffer Camacho, Ivan Peña, Joretisis Ibarra, Yeimar Peralta. 93 min. Imovision. 16 anos.

Cena de MENINO 23 - INFÂNCIAS PERDIDAS NO BRASIL (2016), de Belisario França

Cena de MENINO 23 – INFÂNCIAS PERDIDAS NO BRASIL (2016), de Belisario França

Mais um filme exibido na última edição do Cine Ceará entra em cartaz na cidade. Trata-se de Menino 23 – Infâncias Perdidas no Brasil, documentário que trata das investigações do historiador Sidney Aguilar sobre tijolos marcados com a suástica nazista encontrados no interior do Brasil e que revelam a história de meninos órfãos e negros, vítimas de um projeto criminoso de eugenia. Aloisio Silva, o menino 23, sobreviveu para contar. Só pela sinopse já dá para prever que se trata de uma obra no mínimo muito curiosa. E como as críticas andam sendo positivas, tudo leva a crer que o filme traz impacto e merece a nossa atenção. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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MENINO 23 – INFÂNCIAS PERDIDAS NO BRASIL (Brasil, 2016), de Belisario França. Documentário. 79 anos. Elo. 10 anos.

Cena do filme LA VANITÉ (2015), de Lionel Baier

Cena do filme LA VANITÉ (2015), de Lionel Baier

Dentre os filmes exibidos no Festival Varilux de Cinema Francês, La Vanité é certamente um dos mais arriscados, comercialmente falando. O filme tem uma direção de arte sofisticada e é centrado em David Miller, um homem que se julga tão doente que decidiu colocar um fim na própria vida. Porém, apesar de seus melhores esforços para escolher o local, a data e o método, nada funciona como planejado. Aqueles que disseram que estariam ao seu lado deram para trás. O homem não tem escolha a não ser contar com a ajuda de completos estranhos: Esperanza, da associação de suicídio assistido, e Tréplev, um jovem prostituto russo do quarto ao lado. Será que esta será a última noite de David Miller ou acontecerá alguma reviravolta em seus planos? Em cartaz no Cinema do Dragão.

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LA VANITÉ (Suíça/França, 2015), de Lionel Baier. Com Patrick Lapp, Carmen Maura, Ivan Georgiev, Adrian Barazzone, Nina Théron, Pierre-Isaie Duc, Monique Kramer, Stéphanie Blanchoud, Stéphanie Chaut, Véronique Reymond. 75 min. Supo Mungam. 14 anos.

Cena de NEGÓCIO DAS ARÁBIAS (2016), de Tom Tykwer

Cena de NEGÓCIO DAS ARÁBIAS (2016), de Tom Tykwer

Ainda lembrado como diretor de Corra Lola Corra (1998), o alemão Tom Tykwer vem tendo uma carreira sem muita coerência, apesar de ter no currículo outros títulos também significativos. Seu filme anterior foi A Viagem (2012), em parceria com os irmãos Wachowski. Negócio das Arábias apresenta Tom Hanks como um homem de negócios falido (Tom Hanks), durante a recessão americana, que procura recuperar suas perdas financeiras viajando para a Arábia Saudita, a fim de vender sua ideia “genial” para um monarca que está construindo um enorme complexo no meio do deserto. O filme apresenta os EUA bem pequeno e sem graça e a Arábia Saudita exuberante. Talvez não dê para esperar muita coisa, mas é possível que surpreenda positivamente. Em cartaz no Pátio Dom Luís e no Cinépolis RioMar.

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NEGÓCIO DAS ARÁBIAS (A Hologram for the King, Reino Unido/França/Alemanha/Estados Unidos/México, 2016), de Tom Tykwer. Com Tom Hanks, Alexander Black, Sarita Choudhury, Sidse Bebett Knudsen, Tracey Fairaway, Jane Perry, Tom Skerritt, Michael Baral, Lewis Rainer, Ben Wishaw. 98 min. Mares/Alpha. 14 anos.

Cena de VIDAS PARTIDAS (2016), de Marcos Schchtman

Cena de VIDAS PARTIDAS (2016), de Marcos Schchtman

Veterano diretor de telenovelas e minisséries, Marcos Schchtman chega ao cinema pela primeira vez de maneira tímida, com um filme com sobre relações amorosas conflituosas. Vidas Partidas se passa no Brasil dos anos 80. Na trama, Graça é uma mulher apaixonada que é vítima de um crime de violência doméstica. Ela e seu marido Raul têm duas filhas e uma relação marcada pela alta passionalidade. Cenas ardentes de amor se misturam com outras que vão revelando a personalidade de Raul e mostram como a vítima pode demorar a perceber que está dormindo com o inimigo. O elenco é interessante e o filme pode render uma boa surpresa ao espectador que se dispor a vê-lo. Em cartaz no Via Sul.

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VIDAS PARTIDAS (Brasil, 2016), de Marcos Schchtman. Com Juliana Schalch, Milhem Cortaz, Domingos Montagner, Georgina Castro, Augusto Madeira, Naura Schneider, Denise Weinberg, Nelson Freitas, Jonas Bloch, Suzana Faíni. 104 min. Europa. 16 anos.

Saem de cartaz

A Incrível Jornada de Jacqueline
Agnus Dei
Chocolate
Dois Caras Legais
Entre Idas e Vindas
Independence Day – O Ressurgimento
Invocação do Mal 2
Janis – Little Girl Blue
Visita ou Memórias e Confissões

As estreias nacionais desta quinta-feira, 4, que não entram em cartaz em Fortaleza

A Intrometida
A Loucura entre Nós
Coração de Cachorro
Fome
O Monstro de Mil Cabeças
Os Cavaleiros Brancos
Um Amor à Altura

Veja o trailer de A Intrometida

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