SEMANA 31 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

No último fim de semana de julho, as opções entre as estreias estão entre o thriller Jason Bourne (2016), de Paul Greengrass; a fantasia O Bom Gigante Amigo (2016), de Steven Spielberg; o documentário O Outro Lado do Atlântico (2015), de Danielle Ellery e Márcio Câmara; e as comédias Os Caça-Noivas (2016), de Jake Szymanski, e A Incrível Jornada de Jacqueline (2016), de Mohamed Hamidi. Em pré-estreia, na noite de quarta, 3, a aventura Esquadrão Suicida (2016), de David Ayer, e na noite de sábado, o drama De Longe Te Observo (2015), de Lorenzo Vigas. No mais, com o retorno em funcionamento da sala 1 do Cinema do Dragão, retorna em cartaz o docu-drama Visita ou Memórias e Confissões (1993/2015), de Manoel de Oliveira. O Cinema do Dragão promoverá também um debate com a cineasta Anna Muyalert no dia 28, após a sessão das 19 hs de Mãe Só Há Uma

Cena de JASON BOURNE (2016), de Paul Greengrass

Cena de JASON BOURNE (2016), de Paul Greengrass

Depois de três filmes realizados em 2002, 2004 e 2007, boa parte do público rejeitou um protagonista diferente no spin-off O Legado Bourne (2012), com Jeremy Renner. Para alegria dos fãs da franquia do espião mais célebre do novo milênio, Matt Damon está de volta, e com Paul Greengrass na direção. Na trama, a organização Outcome, que montou um esquema de remédios para diminuir a dor e aumentar a força e inteligência de seus soldados, acredita que Jason Bourne está morto. E Bourne, agora que tem suas lembranças recobradas, descobre que há muita coisa que ele ainda não sabe. No elenco novo, destaque para Alicia Vikander, Tommy Lee Jones e Vincent Cassel. Julia Stiles, que esteve nos três filmes da série, continua presente. Em cartaz em grande circuito.

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JASON BOURNE (EUA, 2016), de Paul Greengrass. Com Matt Damon, Tommy Lee Jones, Alicia Vikander, Vincent Cassel, Julia Stiles, Riz Ahmed, Ato Essandoh, Scott Shepherd, Bill Camp, Vinzenz Kiefer. 123 min. Universal. 14 anos.

Cena de O BOM GIGANTE AMIGO (2016), de Steven Spielberg

Cena de O BOM GIGANTE AMIGO (2016), de Steven Spielberg

Cada novo filme de Steven Spielberg é motivo de celebração, por mais que o cineasta tenha uma carreira irregular. Mas quando ele acerta, ele acerta bonito. O Bom Gigante Amigo é um retorno às fantasias que fizeram sua fama, especialmente nos anos 1980, e que nunca deixaram de fazer parte de sua filmografia desde então, ainda que em menor frequência. Na trama, uma pequena órfã encontra um gigante amigável que, apesar da aparência assustadora, se mostra uma alma bondosa e que se recusa a comer meninos e meninas, como seus semelhantes. A garotinha, o gigante e a Rainha da Inglaterra se unem para derrubar os gigantes malvados. Como se vê, pela trama, trata-se de um dos trabalhos mais infantis de Spielberg, embora os críticos estejam destacando também elementos sombrios. Em cartaz em grande circuito.

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O BOM GIGANTE AMIGO (The BFG, Reino Unido/Canadá/EUA, 2016), de Steven Spielberg. Com Mark Rylance, Ruby Barnhill, Penelope Wilton, Jemaine Clement, Rebecca Hall, Rafe Spall, Bill Hader, Ólafur Darri Ólafsson, Adam Godley, Michael Adamthwaite. 117 min. Disney. Livre.

Cena de DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO (2015), de Daniele Ellery e Márcio Câmara

Cena de DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO (2015), de Daniele Ellery e Márcio Câmara

Um filme que trata das relações culturais e históricas entre Brasil e África não deixa de ser muito interessante para nós, que sabemos tão pouco dos demais países falantes da língua portuguesa, como é o caso aqui de Cabo Verde. Neste documentário, filmado no Brasil e nas ilhas de Cabo Verde, são abordadas diversas percepções sobre identidades e culturas de estudantes africanos de países de língua portuguesa que estudam ou estudaram em universidades brasileiras. Dos dois lados do Atlântico, são contadas histórias de partidas, permanências e regressos, encontros e desencontros de ideias, percursos, desejos e sonhos. Do Outro Lado do Atlântico teve exibição no Cine Ceará e agora entra em cartaz no Cinema do Dragão.

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DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO (Brasil, 2015), de Danielle Ellery e Márcio Câmara. Documentário. 90 min.

Cena de OS CAÇA-NOIVAS (2016), de Jake Szymanski

Cena de OS CAÇA-NOIVAS (2016), de Jake Szymanski

Vendo o trailer de Os Caça-Noivas, dá até impressão de que se trata de apenas mais uma comédia idiota e escrachada que só serve para preencher o espaço de outras obras interessantes no circuito concorrido. Mas o curioso é que Os Caça-Noivas recebeu boas críticas em diversos veículos internacionais de prestígio, como The Guardian, Chicago Sun-Times e Washington Post. Em todos eles, destacam-se as personagens femininas de Aubrey Plaza e Anna Kendrick, que interpretam duas garotas que aproveitam a oportunidade de se apresentarem como as noivas de dois bobões ricos, vividos por Zac Efron e Adam Devine, que colocam um anúncio online para escolherem duas noivas. Acontece que as duas malandras só estão interessadas é na viagem de graça para o Havaí. Em cartaz em grande circuito.

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OS CAÇA-NOIVAS (Mike and Dave Need Wedding Dates, EUA, 2016), de Jake Szymanski. Com Zac Efron, Adam Devine, Anna Kendrick, Aubrey Plaza, Stephen Root, Stephany Faracy, Sugar Lyn Beard, Sam Richardson, Alice Wetterlund, Lavell Crawford. 98 min. Fox. 16 anos.

Cena de A INCRÍVEL JORNADA DE JACQUELINE (2016), de Mohamed Hamidi

Cena de A INCRÍVEL JORNADA DE JACQUELINE (2016), de Mohamed Hamidi

Interessante como a cinematografia francesa tem se interessado na vida e em relatos de estrangeiros que moram no país, em especial aqueles de origem árabe. Até porque muitos dos realizadores no país são de origem árabe. Na comédia A Incrível Jornada de Jacqueline, temos a história de Fatah, um pequeno fazendeiro argelino que é louco por sua vaca, de nome Jacqueline. Seu sonho é levá-la a uma grande feira de agricultura, em Paris. Determinado a levar a vaca para o evento, ele cruza a França a pé, após pegar um barco para Marselha. No caminho, Fatah e Jacqueline viverão uma série de aventuras e situações inesperadas. Não deixa de ser uma espécie de road movie sem carro. Em cartaz no Pátio Dom Luís.

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A INCRÍVEL JORNADA DE JACQUELINE (La Vache, França, 2016), de Mohamed Hamidi. Com Fatsah Bouyahmed, Lambert Wilson, Jamel Debbouze, Hajar Masdouki, Fehd Benchemsi, Catherine Davenier, Abdellah Chakiri, Amal El Atrache, Miloud Khetib, Brigitte Guedj. 91 min. Paris. 10 anos.

Pré-estreias

Margot Robbie em ESQUADRÃO SUICIDA (2016), de David Ayer

Margot Robbie em ESQUADRÃO SUICIDA (2016), de David Ayer

O universo compartilhado da DC no cinema está bem atrasado em relação ao da Marvel, mas até que eles estão dando um bom gás ultimamente. Esquadrão Suicida é uma escolha ousada neste momento ainda de demarcação de território, ao colocar um filme estrelado só por vilões convidados a efetuar uma ação heroica. O elenco é sensacional e há meses o trailer vem sendo veiculado, o que mostra que a Warner está apostando suas fichas no projeto. O time de supervilões perigosos é escolhido porque é formado por seres desprezíveis e com nada a perder pela agente governamental vivida por Viola Davis. Nos trailers e nas fotos de divulgação, quem mais tem se destacado é Margot Robbie no papel de Arlequina, com sua beleza e sensualidade. Pré-estreia em grande circuito, inclusive na sala IMAX, na quarta-feira, dia 3.

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ESQUADRÃO SUICIDA (Suicide Squad, EUA, 2016), de David Ayer. Com Margot Robbie, Will Smith, Jared Leto, Joel Kinnaman, Cara Delevingne, Ben Affleck, Jai Courtney, Karen Fukuhara, Jay Hernandez, Viola Davis. 130 min. Warner. 12 anos.

Cena de DE LONGE TE OBSERVO (2015), de Lorenzo Vigas

Cena de DE LONGE TE OBSERVO (2015), de Lorenzo Vigas

E um filme venezuelano venceu o Leão de Ouro no Festival de Veneza do ano passado. Que maravilha. O trabalho de Lorenzo Vigas. Chega em Fortaleza discretamente, assim como tem sido sua passagem pelo circuito alternativo. De Longe Te Observo se passa em Caracas, Venezuela, e apresenta Armando, o dono de um laboratório de próteses dentárias que costuma caminhar pela cidade, buscando aproximar-se de rapazes. Ele oferece dinheiro para que os jovens o acompanhem até sua casa, para que possa se masturbar diante de sua nudez. Um dia, Armando faz a oferta a Elder, que lidera uma gangue local. Armando acabará se prejudicando dessa vez, por causa do comportamento e da índole do rapaz. Em pré-estreia no sábado, no Pátio Dom Luís.

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DE LONGE DE OBSERVO (Desde Allá, Venezuela/México, 2015), de Lorenzo Vigas. Com Alfredo Castro, Luis Silva, Jericó Montilla, Catherina Cardozo, Jorge Luis Bosque, Greymer Acosta, Auffer Camacho, Ivan Peña, Joretisis Ibarra, Yeimar Peralta. 93 min. Imovision. 16 anos.

Saem de cartaz

A Última Premonição
Florence – Quem É Essa Mulher?

As estreias nacionais desta quinta-feira, 28, que não entram em cartaz em Fortaleza

Miller & Fried – As Origens do Futebol
Nahid – Amor e Liberdade
O Diabo Mora Aqui

Veja o trailer de O Diabo Mora Aqui

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SEMANA 30 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

É raro um caso de semana em que todas as estreias são interessantes, embora não necessariamente todos os filmes sejam bons. E é também muito bom ver um filme brasileiro bem festejado entrando em cartaz. É o caso do drama Mãe Só Há Uma (2016), de Anna Muylaert. Outras boas pedidas da semana são: a comédia policial Dois Caras Legais (2016), de Shane Black; a comédia dramática Entre Idas e Vindas (2016), de José Eduardo Belmonte; o drama Chocolate (2015), de Roschdy Zem; e a aventura A Lenda de Tarzan (2016), de David Yates. Além das estreias, haverá uma exibição especial do documentário O Último Rastro (2013), de Marcus Moura, no projeto Temporada de Cinema Cearense, promovido pelo Cinema do Dragão, na segunda-feira, dia 25

Cena de MÃE SÓ HÁ UMA (2016), de Anna Muylaert

Cena de MÃE SÓ HÁ UMA (2016), de Anna Muylaert

Depois do sucesso e da repercussão de Que Horas Ela Volta? (2015), Anna Muylaert já está de volta com um novo filme. E novamente aclamado pela crítica, por onde tem passado. O trabalho trata novamente do tema da maternidade. Mãe Só Há Uma nos apresenta a Pierre, um rapaz que descobre que sua família não é biológica quando a polícia prende sua mãe. Ao conhecer os seus pais biológicos e ver uma nova realidade, ele passa a repensar a própria identidade. Premiado em Berlim com um dos troféus do Teddy Awards, prêmio dado a filmes com temática homoafetiva, Mãe Só Há Uma já estreia no Brasil com uma excelente expectativa no circuito alternativo, com a diretora novamente trabalhando com temas espinhosos, mas de maneira leve e bem humorada. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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MÃE SÓ HÁ UMA (Brasil, 2016), de Anna Muylaert. Com Naomi Nero, Daniel Botelho, Daniela Nefussi, Matheus Nachtergaele, Laís Dias, Luciana Paes, Helena Albergaria, Luciano Bortoluzzi, June Dantas, Renan Tenca. 82 min. Vitrine. 16 anos.

Cena de DOIS CARAS LEGAIS (2016), de Shane Black

Cena de DOIS CARAS LEGAIS (2016), de Shane Black

Se em Homem de Ferro 3 (2013), o humor do diretor Shane Black parecia um pouco deslocado, a recepção crítica para o novo Dois Caras Legais (2016) tem sido bastante positiva, trazendo um humor de diálogo rápido como o da década de 1930, só que para os filmes policiais dos anos 1970. Até a fotografia procura emular a dos filmes desta época, como em Boogie Nights – Prazer sem Limites. E os dois protagonistas (Crowe e Gosling) parecem estar bem afinados. Na trama, dois detetives meio desajeitados juntam forças para encontrar a filha sequestrada de uma funcionária do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (Kim Basinger). Pelo que andam dizendo, trata-se de uma das melhores comédias do ano, deste ano carente de boas comédias, é verdade. Logo, é bem-vindo. Em cartaz em grande circuito.

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DOIS CARAS LEGAIS (The Nice Guys, EUA, 2016), de Shane Black. Com Russell Crowe, Ryan Gosling, Angourie Rice, Matt Bomer, Margaret Qualley, Yaya DaCosta, Keith David, Beau Knapp, Lois Smith, Murielle Telio. 116 min. Diamond. 14 anos.

Cena de ENTRE IDAS E VINDAS (2016), de José Eduardo Belmonte

Cena de ENTRE IDAS E VINDAS (2016), de José Eduardo Belmonte

O elenco do novo trabalho de José Eduardo Belmonte, especialmente o feminino, é o que mais funciona como um belo chamariz. Imagina só ter no mesmo filme as belezas de Caroline Abras, Alice Braga e Rosanne Mulholland. Mas, ao que parece, pelo que o trailer mostra, Entre Idas e Vindas gira em torno do romance entre os personagens de Ingrid Guimarães e Fábio Assunção. Na trama, quatro amigas que trabalham no telemarketing de uma empresa embarcam em um motorhome para fazer uma viagem de férias pelo litoral sul de São Paulo. Elas acabam encontrando pelo caminho um pai e um filho com um carro quebrado na estrada. O encontro desses dois grupos faz com que a viagem ganhe contornos imprevisíveis. Em cartaz em grande circuito.

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ENTRE IDAS E VINDAS (Brasil, 2016), de José Eduardo Belmonte. Com Fábio Assunção, Ingrid Guimarães, Caroline Abras, João Assunção, Alice Braga, Rosanne Mulholland, Letícia Lima. 95 min. Imagem. 12 anos.

Cena de CHOCOLATE (2015), de Roschdy Zem

Cena de CHOCOLATE (2015), de Roschdy Zem

Um dos grandes destaques da edição deste ano do Festival Varilux de Cinema Francês chega esta semana no circuito comercial. Trata-se de Chocolate, quarto longa-metragem de Roschdy Zem, mas primeiro dele a entrar em cartaz no país. O grande chamariz do filme, a princípio, é a presença de Omar Sy como personagem-título, com sua simpatia e seu carisma. O ator já havia sido o rosto do festival no ano passado com o belo Samba. Em Chocolate, ele interpreta o palhaço Chocolat, ex-escravo cubano e primeiro artista circense negro da França, na Paris da Belle Epoque. Trata-se de uma história de amizade (com a  parceria com o palhaço Footit), e de como a fama, o jogo e o dinheiro fácil podem estragar belas relações. Além, claro, de tratar da questão do preconceito de maneira incisiva. Em cartaz no Pátio Dom Luís e no Cinépolis RioMar (sala VIP).

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CHOCOLATE (Chocolat, França, 2015), de Roschdy Zem. Com Omar Sy, James Thierrée, Clotilde Hesme, Olivier Gourmet, Frédéric Pierrot, Noémie Lvovsky, Alice de Lencquesaing, Alex Descas, Olivier Rabourdin, Thibault de Montalembert. 110 min. Califórnia. 14 anos.

Cena de A LENDA DE TARZAN (2016), de David Yates

Cena de A LENDA DE TARZAN (2016), de David Yates

O maior lançamento da semana, comercialmente falando, é A Lenda de Tarzan, superprodução orçada em 180 milhões de dólares e, por isso, o seu não-sucesso pode ser motivo de preocupação para a Warner.  As críticas não têm sido muito positivas, de acordo com o que consta no site Rotten Tomatoes, mas o trailer não deixa de ser animador, pelo visual da floresta e dos gorilas, pela presença de Margot Robbie como Jane, e por vilões tarantinescos como Samuel L. Jackson e Christoph Waltz. Resta saber se Alexander Skarsgård conseguiu ser um bom Tarzan diante de tanta gente brilhante no elenco. O filme é uma releitura da clássica lenda do rapaz que cresceu junto a macacos e que foi aclimatado à vida em Londres. Em cartaz em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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A LENDA DE TARZAN (The Legend of Tarzan, EUA, 2016), de David Yates. Com Alexander Skarsgård, Christoph Waltz, Samuel L. Jackson, Margot Robbie, Sidney Ralitsoele, Casper Crump, Osy Ikhile, Mens-Sana Tamakloe, Antony Acheampong, Edward Apeagyei. 110 min. Warner. 12 anos.

Saem de cartaz

Porta dos Fundos – Contrato Vitalício
Visita ou Memórias e Confissões

As estreias nacionais desta quinta-feira, 21, que não entram em cartaz em Fortaleza

Life – Um Retrato de James Dean
O Monstro de Mil Cabeças
Um Dia Perfeito

Veja o trailer de Life – Um Retrato de James Dean

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SEMANA 29 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

O ritmo das férias escolares de julho continua interferindo na boa fluidez dos bons filmes, mas até que temos lançamentos interessantes. Há a comédia Caça-Fantasmas (2016), de Paul Feig; o documentário Janis – Little Girl Blue (2015), de Amy Berg; o horror A Última Premonição (2015), de Kevin Greutert; o drama Agnus Dei (2016), de Anne Fontaine; e o infantil Carrossel 2 – O Sumiço de Maria Joaquina (2016), de Maurício Eça. Em exibições especiais, o documentário Guardo Tudo na Lembrança Que É pra Nunca Desistir (2016), de Ivo Lopes, e Mãe e Filha (2012), de Petrus Cariry

Cena de CAÇA-FANTASMAS (2016), de Paul Feig

Cena de CAÇA-FANTASMAS (2016), de Paul Feig

A volta dos Caça-Fantasmas, agora as Caça-Fantasmas, chegou com um pouco de controvérsia pelo fato de ser uma versão feminina do clássico pop da década de 1980. Muitos disseram ser desnecessária uma produção desse tipo, mas o mais importante é saber se o resultado é bom, independentemente de ser ou não ligado ao filme original. As críticas têm se dividido, mas muita gente boa tem elogiado. E além da boa direção de Paul Feig, há também o espaço para quatro boas comediantes contemporâneas, numa amostra de que mulheres são tão boas no humor quanto os homens. As melhores críticas sobre Caça-Fantasmas falam sobre a história coesa, a opção pelo tom de aventura e um pouquinho mais de terror no enredo do que nos filmes oitentistas. Em cartaz em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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CAÇA-FANTASMAS (Ghostbusters, EUA, 2016), de Paul Feig. Com Melissa McCarthy, Kristen Wiig, Kate McKinnon, Leslie Jones, Chris Hemsworth, Steve Higgins, Bill Murray, Dave Allen, Andy Garcia, Ed Begley Jr. 116 min. Sony. 10 anos.

Cena de JANIS - LITTLE GIRL BLUE (2015), de Amy Berg

Cena de JANIS – LITTLE GIRL BLUE (2015), de Amy Berg

Narrado pela cantora Cat Power, o documentário sobre Janis Joplin, uma das maiores estrelas do rock e da contracultura, e falecida precocemente aos 27 anos por overdose de drogas, revela a mulher doce, sensível, confiável e poderosa por trás da lenda. Janis – Little Girl Blue é o relato de uma vida épica e turbulenta que mudou o mundo da música para sempre. O filme narra a vida da cantora de modo cronológico, mostrando a juventude sofrida, quando era vítima de bullying por ser considerada feia e esquisita na universidade. Há espaço também, claro, para explorar a carreira da artista. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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JANIS – LITTLE GIRL BLUE (EUA, 2015), de Amy Berg. Documentário. Zeta. 14 anos.

Cena de A ÚLTIMA PREMONIÇÃO (2015), de Kevin Greutert

Cena de A ÚLTIMA PREMONIÇÃO (2015), de Kevin Greutert

Diretor dos dois últimos exemplares da franquia Jogos Mortais e do pouco elogiado Jessabelle – O Passado Nunca Morre (2014), Kevin Greutert não é lá um nome muito respeitado no gênero horror, mas uma vez que não esperemos muita coisa de seu novo trabalho, e para quem é apreciador do gênero, há chances de curtir A Última Premonição (2016). O filme nos apresenta à história de uma mulher grávida que começa uma nova vida com o marido. Isso acontece depois de um acidente de carro em que ela sobreviveu por pouco, mas que lhe deixou traumas. Desde então, ela passa a ter estranhos pesadelos e visões cada vez mais perturbadoras. Há quem tenha comparado a história do filme a O Bebê de Rosemary, mas não sei o quanto isso tem de proximidade com o clássico de Polanski. Em cartaz no UCI Iguatemi.

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A ÚLTIMA PREMONIÇÃO (Visions, EUA, 2016), de Kevin Greutert. Com Isla Fisher, Anson Mount, Gillian Jacobs, Joanna Cassidy, Eva Langoria, Jim Parsons, Michael Villar, Bryce Johnson, John de Lancie,  Annie Tedesco. 82 min. PlayArte. 14 anos.

Cena de AGNUS DEI (2016), de Anne Fontaine

Cena de AGNUS DEI (2016), de Anne Fontaine

A história de um grupo de freiras polonesas que aparecem misteriosamente grávidas é o mote de Agnus Dei, diretora de Gemma Bovery – A Vida Imita a Arte (2014). Diferente de seu filme anterior, mais leve, aqui ela se concentra no drama dessas mulheres que sofrem com aquele estado e precisam lutar até mesmo com a própria fé e os preconceitos que a Igreja em si as impõe, como o fato de terem tido seus corpos violados e que não devem ser tocadas nem mesmo por uma enfermeira. A enfermeira do filme é uma mulher que tenta a todo custo manter a discrição e por isso passa a ser bem aceita pela comunidade. É um filme duro, com uma narrativa que privilegia o drama das personagens femininas, mas que possui algumas imagens belíssimas. Em cartaz no Pátio Dom Luís.

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AGNUS DEI (Les Innocents, França/Polônia, 2016), de Anne Fontaine. Com Lou de Laâge, Agata Buzek, Agata Kuleska, Vincent Macaigne, Joanna Kulig, Eliza Rycembel, Katarzyna Dabrowska, Anna Próchniak, Helena Sujecka, Mira Maluszinska. 115 min. Mares. Classificação a definir.

Cena de CARROSSEL 2 - O SUMIÇO DE MARIA JOAQUINA (2016), de Maurício Eça

Cena de CARROSSEL 2 – O SUMIÇO DE MARIA JOAQUINA (2016), de Maurício Eça

A telenovela brasileira Carrossel (2012-2013), exibida pelo SBT, e inspirada na versão mexicana, que por sua vez havia se inspirado na versão original argentina, alcançou um grau de popularidade bem considerável entre o público jovem. O primeiro filme para cinema, de 2015, deve ter feito sucesso, já que o segundo está aí, como uma das apostas de férias da temporada. Na trama de Carrossel 2 – O Sequestro de Maria Joaquina, as crianças chamam a atenção de uma estrela da música brasileira, que decide convidar toda a galera da Escola Mundial para um de seus shows. No entanto, o que tinha tudo para ser uma ótima excursão ganha ares de filme de terror quando os vilões Gonzales (Paulo Miklos) e Gonzalito (Oscar Filho), recém-saídos da prisão, decidem sequestrar Maria Joaquina (Larissa Manoela). Em cartaz em grande circuito.

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CARROSSEL 2 – O SUMIÇO DE MARIA JOAQUINA (Brasil, 2016), de Maurício Eça. Com Larissa Manoela, Maíssa Silva, Fernanda Concon, Jean Paulo Campos, Konstantino Atanassopulos, Rosanne Mulholland, Paulo Miklos, Miá Mello, Elke Maravilha, Oscar Filho. 93 min. Downtown/Paris. Livre.

Especiais

Cena de MÃE E FILHA (2012), de Petrus Cariry

Cena de MÃE E FILHA (2012), de Petrus Cariry

O Cinema do Dragão segue prestigiando o cinema cearense e nesta semana há dois filmes que merecem a atenção em exibições especiais. O primeiro é o documentário em média-metragem Guardo Tudo na Lembrança Que É pra Nunca Desistir (2016), de Ivo Lopes, sobre a banda Cidadão Instigado e as gravações de seu mais recente disco, Fortaleza. A exibição, a primeira no país, acontecerá no domingo, às 18 hs. O outro filme cearense que será exibido, desta vez uma reprise, será o ótimo Mãe e Filha (2012), de Petrus Cariry. Logo após a sessão, às 19h30 da segunda-feira, haverá debate com o diretor. A exibição faz parte do projeto Temporada de Cinema Cearense.

Veja o trailer de Mãe e Filha

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Saem de cartaz

As Tartarugas Ninja – Fora das Sombras
Doonby

A estreia nacional desta quinta-feira, 14, que não entra em cartaz em Fortaleza

La Vanité

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SEMANA 27 – PETS ASSUME A LIDERANÇA

Animais e animações estão impossíveis nesta temporada. Largando nas bilheterias estadunidenses, Pets – a Vida Secreta dos Bichos (Universal), assume a liderança do Ranking com um faturamento de US$ 103,1 milhões, superando Procurando Dory (Disney), que na segunda semana já abocanha nada menos do que US$ 422,6 milhões. Ainda entre os 10 Mais estão dois dos mais expressivos fracassos do ano: Independence Day – o Ressurgimento(Fox) e O Bom Gigante Amigo (Disney). As surpresa entre os 10 Mais no Ranking é um filme indiano, Sultan, e o suspense Águas Rasas, sobre ataques de tubarões

PETS - A VIDA SECRETA DOS BICHOS (2016), de Yarrow Cheney e Chris Renaud: líder nas bilheterias dos EUA

PETS – A VIDA SECRETA DOS BICHOS (2016), de Yarrow Cheney e Chris Renaud: líder nas bilheterias dos EUA

Há 4 semanas atrás, Procurando Dory entrou nos cinemas dos EUA provocando um arrastão: US$ 206 milhões em caixa. Neste final de semana, arrecadou mais US$ 20,3 milhões, perfazendo um total de US$422,5 milhões. É de se pensar que a era atual, inegavelmente, é a das animações. Na última 4ª feira, Pets – a Vida Secreta dos Bichos, estreou e até o domingo, 10, contabilizou 103,17 milhões, desbancando o rival para o terceiro lugar. Ocupando 4.370 salas, foi a sexta maior abertura no Rankings dos EUA para um filme de animação. E, afirmam os especialistas, a ótima receptividade pela dupla público-crítica deverá gerar um boca-a-boca altamente produtivo para que continue com arrecadações altas nas próximas semanas. No mercado internacional, faturou mais US$ 42,6 milhões, com US$ 30 milhões apenas no Reino Unido. Nos próximos 3 meses será lançado em mais 57 territórios – incluindo Argentina, Chile e Colômbia, dia 21, seguido de França (próximo dia 27), Alemanha (28 de Julho), México (29 de julho) e China (2 de agosto). No Brasil, só em 25 de agosto.

Confira o trailer de Pets – a Vida Secreta dos Bichos.

Em segundo lugar está o fracassado A Lenda de Tarzan (Warner Bros), de David Yates, que em sua segunda semana, com uma queda de menos 46% nas bilheterias em relação à semana de estreia, arrecadou US$ 20,6 milhões. A super-produção custou nada menos de US$ 180 milhões e não deve chegar aos US$ 100 milhões no mercado interno. Parece que o estúdio subestimou a leitura clássica do personagem de Edgar Rice Burroughs ao promover uma releitura da história de Tarzan mais moderna e adaptada à linguagem do público jovem, alterando substancialmente a concepção original. E parece que nem o mercado externo vai salvá-lo do Ranking dos Fracassados, pois estreando em 47 países, contabilizou apenas US$ 27 milhões. Para se salvar de vez, terá de multiplicar o seu orçamento por 3 x 180 = US$ 540 milhões. A Lenda de Tarzan estreia no Brasil no próximo dia 21.

ZAC EFRON em

Zac Efron e Adam Devine em OS CAÇA-NOIVAS (2016); e Salman Khan em SULTAN (2016): surpresas

Os analistas apontam duas surpresas no Ranking: a comédia romântica de Zac Efron, Os Caça-Noivas (Mike and Dave Need Wedding Dates, Fox), em 4º lugar, e o drama biográfico indiano Sultan. A produção estadunidense obteve, em 2.980 salas, uma bilheteria de US$ 16,6 milhões – o estúdio esperava algo em torno de US$ 12 milhões. No interior das salas, 48% da plateia era masculina e 52% feminina. O seu custo é baixo, US$ 33 milhões, obteve críticas mistas e a opinião geral de que se trata apenas um filme assistível devem deixar a produção no vermelho e com a obrigatoriedade de devolver o seu orçamento no mercado exterior – o que não é difícil. Já a produção de Bollywood (em 10º lugar) arrecadou US$ 3.2 milhões, mas foi lançada em apenas 283 salas. O astro Salman Khan interpreta um lutador dos ringues que sonha e superar adversidades para defender o seu país nas olimpíadas.

Dwayne Johnson e Kevin Hart em UM ESPIAO E MEIO (2016); e Zalman Khan em SULTAN (2016)

Dwayne Johnson e Kevin Hart em UM ESPIAO E MEIO (2016); e Frank Grillo e Elizabeth Mitchell  em UMA NOITE DE CRIME 3 (2016)

Quinto e sexto lugares são ocupados por Uma Noite de Crime 3 (The Purge: election Year), com Frank Grillo, e Um Espião e Meio (Central Intelligence, Warner), com Dwayne Johnson e Kevin Hart. Com o baixíssimo orçamento de apenas US$ 10 milhões, Uma Noite de Crime 3 arrecadou mais US$ 11,7 milhões e agora contabiliza, em duas semanas, honrados US$ 58,11 milhões, apesar da baixa cotação da crítica. Já a comédia de ação de Johnson e Hart, cujo orçamento foi de US$ 55 milhões, elogiado pelos analistas e aprovado pelo público, arrecadou 8,12 milhões, o qual, adicionado ao faturamento das 3 semanas anteriores chega ao total de US$ 108,3 milhões.

O BOM GIGANTE AMIGO (2016), de Steven Spielberg: um dos "canos" do ano

O BOM GIGANTE AMIGO (2016), de Steven Spielberg: um dos “canos” do ano

Além de A lenda de Tarzan, outras 3 produções irão integrar o Ranking dos Fracassados: Independence Day – o Ressurgimento (Fox), de Roland Emmerich (custo de US$ 165 milhões), que nesta terceira semana em 7º lugar no Ranking, arrecadou apenas US$ 7,7 milhões e agora soma a bilheteria de US$ 91,4 milhões em 3 semanas; O Bom Gigante Amigo (Disney), de Steven Spielberg (orçamento: US$ 140 milhões), que, em 8º, em duas semanas contabiliza a baixíssima arrecadação de 38,7 milhões. O mais assustador em relação aos números obtidos pelo filme é que a queda de interesse do público beirou os 60% – 59,5%. Fazia tempo que Spielberg não produzia um fracasso. O terceiro, em 18º lugar no Ranking da Semana, Warcraft (Universal), de Duncan Jones, que custou US$ 160 milhões e contabiliza até agora, em 5 semanas, “merrecos” US$ 46,5 milhões.

Blake Lively em ÁGUAS RASAS 2016), de Jaume Collet-Serra

Blake Lively em ÁGUAS RASAS 2016), de Jaume Collet-Serra

Ainda entre os 10 Mais, destaque para a aventura Águas Rasas (The Shallows, Sony), de Jame Collet-Serra, que na terceira semana já perfaz uma arrecadação de US$ 45,8 milhões. Neste final de semana a arrecadação foi de 4,8 milhões, com uma queda de 45,3%. A enredo segue a trilha de Tubarão ao fazer, com eficiência, a história de uma surfista (Blake Lively) que, atacada por um imenso turbarão branco, agarra-se a uma boia que não dá segurança alguma de sobreviver a novas investidas do animal. Estreia por aqui em 11 de agosto.

Fora dos 10 Mais, há vários filmes que se deram bem com o público. Invocação do Mal (Warner), custou de US$ 40 milhões, já arrecada US$ 99,3 milhões; Como Eu Era Antes de Você (Warner), orçamento de apenas US$ 20 milhões, já colocou US$ 54,8 milhões no cofre. E fique atento para um filme que está surpreendendo nas sessões de pré-estreia: Captain Fantastic, de Matt Ross, ganhador da Mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes deste ano, e também os festivais de Seattle e Palm Springs. Ambientado nas florestas do Pacífico, trata da amorosa relação d e um pai (Viggo Mortensen) com os seus filhos na aplicação de uma educação física e intelectual em comunhão com a natureza. O público está se encantando com o filme.

Confiram o trailer.

 

 

 

 

 

SEMANA 28 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Mais uma vez o Cinema do Dragão salva a programação da semana nos cinemas de Fortaleza, trazendo dois filmes de autores consagrados: o melodrama Julieta (2016), de Pedro Almodóvar, e o docu-drama Visita ou Memórias e Confissões (2015), de Manoel de Oliveira. Outra interessante opção é a comédia Florence – Quem É Essa Mulher? (2016), de Stephen Frears. No circuitão, a animação A Era do Gelo – O Big Bang (2016), de Mike Thurmeier e Galen T. Chu, preenche um monte de salas. Em pré-estreia, a aventura infantil Carrossel – O Sumiço de Maria Joaquina (2016), de Maurício Eça, e o documentário Janis – Little Girl Blue (2015), de Amy Berg. Haverá também sessão especial do média-metragem cearense Linhas de Organdi (2016), de Glauber Filho, na segunda-feira, 11/07, às 19h30, no Cinema do Dragão. E vale destacar o Anima Mundi, que acontece na Caixa Cultural, no período de 7 a 10 de julho. Veja a programação completa do evento AQUI

Cena de JULIETA (2016), de Pedro Almodóvar

Cena de JULIETA (2016), de Pedro Almodóvar

Um filme novo de Pedro Almodóvar é sempre motivo para celebração. Ainda mais por que ele vinha de uma série de dramas excepcionais, começando com Carne Trêmula (1997) até chegar a uma homenagem fabulosa aos filmes de horror com A Pele Que Habito (2011). Seu filme anterior, Os Amantes Passageiros (2013), foi uma comédia despretensiosa, ainda que deliciosa. Um novo drama, portanto, é por demais aguardado. Na trama de Julieta, a personagem título é uma mulher de meia idade que está prestes a se mudar de Madri para Portugal para acompanhar o namorado, mas o encontro com uma velha amiga faz com que ela mude de planos. O filme passa então a nos levar para o passado de Julieta, através de uma carta que ela escreve para sua filha. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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JULIETA (Espanha, 2016), de Pedro Almodóvar. Com Adriana Ugarte, Inma Cuesta, Michelle Jenner, Emma Suárez, Rossy de Palma, Daniel Grao, Darío Grandinetti, Nathalie Poza, Pilar Castro, Priscilla Delgado. 99 min. Universal. 14 anos.

Cena de VISITA OU MEMÓRIAS E CONFISSÕES (2015), de Manoel de Oliveira

Cena de VISITA OU MEMÓRIAS E CONFISSÕES (2015), de Manoel de Oliveira

Outro grande autor tem sua obra exibida na cidade. O cineasta português Manoel de Oliveira rodou Visita ou Memórias e Confissões em 1981/1982, quando tinha ainda 73 anos, com a intenção de que ele só fosse visto após a sua morte. Acontece que ele não só viveria mais 33 anos, como seus melhores filmes seriam feitos após este registro. Manoel de Oliveira faleceu no ano passado e seu filme pôde finalmente ser lançado em todo o mundo. No filme, um casal encontra uma casa aparentemente vazia no campo e, ao entrar nela, passa a explorar os cômodos do local. Em paralelo, surge em cena o próprio diretor, que explica o porquê de estar se mudando daquela casa, onde viveu por mais de 40 anos, e ainda faz um retrato de sua vida e carreira. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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VISITA OU MEMÓRIAS E CONFISSÕES (Portugal, 1993/2015), de Manoel de Oliveira. Com Manoel de Oliveira, Maria Isabel de Oliveira, Diogo Dória, Teresa Madruga, Urbano Tavares Rodrigues. 68 min. CineSesc. 10 anos.

Hugh Grant e Mery Streep em cena de FLORENCE - QUEM É ESSA MULHER? (2016), de Stephen Frears

Hugh Grant e Mery Streep em cena de FLORENCE – QUEM É ESSA MULHER? (2016), de Stephen Frears

Hugh Grant tem feito cada vez menos filmes. O que é uma pena, pois ele era um tipo perfeito para muitas comédias românticas que marcaram época nas décadas de 1980-2000. Em Florence – Quem É Essa Mulher? ele é o marido de uma rica herdeira que persegue a carreira de cantora de ópera, vivida por Meryl Streep. Ela tem uma voz horrível, mas imagina ter uma voz excelente. O marido tenta protegê-la, de todas as formas, da dura verdade. Curiosamente, a trama é muito parecida com a de um filme francês exibido recentemente nos cinemas, Marguerite, de Xavier Giannoli. Mas acontece que ambas as histórias são baseadas na mesma história real: a de Florence Foster Jenkins. Portanto, não é coincidência, mas duas versões da mesma história. Em cartaz no Del Paseo e no Cinépolis RioMar (sala VIP).

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FLORENCE – QUEM É ESSA MULHER? (Florence Foster Jenkins, Reino Unido, 2016), de Stephen Frears. Com Meryl Streep, Rebecca Ferguson, Hugh Grant, Simon Helberg, Neve Gachev, Nina Arianda, John Kavanagh, David Haig, Mark Arnold, Christian McKay. 110 min. Imagem. 10 anos.

Cena de A ERA DO GELO - O BIG BANG (2016), de Mike Thurmeir e Galen T. Chu

Cena de A ERA DO GELO – O BIG BANG (2016), de Mike Thurmeir e Galen T. Chu

Já fizeram tantos filmes da franquia A Era do Gelo que até já resolveram parar de numerar nos títulos. A Era do Gelo – O Big Bang é o quinto longa-metragem para cinema da criação dos estúdios Blue Sky. A popularidade desses filmes é tão grande que já rendeu até especiais de televisão e curtas-metragens, além da venda de bonecos com os personagens. No novo filme, após uma nova trapalhada de Scat, uma catástrofe cósmica ameaça a vida na Terra, obrigando Manny, Ellie, Diego, Shira e Sid a deixarem seus lares. Eles encontram o abrigo ideal em uma caverna ocupada pelo excêntrico líder espiritual Shangri Lhama e seus seguidores. Em cartaz em grande circuito e em muitas salas, inclusive na sala IMAX.

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A ERA DO GELO – O BIG BANG (Ice Age – Collision Curse, EUA, 2016), de Mike Thurmeier e Galen T. Chu. Com as vozes originais de Melissa Rauch, Adam Devine, Jennifer Lopez, Simon Pegg, John Leguizamo, Stephanie Beatriz, Nick Offerman, Sean William Scott, Ray Romano. 94 min. Fox. Livre.

Pré-estreias

Cena de JANIS - LITTLE GIRL BLUE (2015), de Amy Berg

Cena de JANIS – LITTLE GIRL BLUE (2015), de Amy Berg

Narrado pela cantora Cat Power, o documentário sobre Janis Joplin, uma das maiores estrelas do rock e da contracultura, e falecida precocemente aos 27 anos por overdose de drogas, revela a mulher doce, sensível, confiável e poderosa por trás da lenda. Janis – Little Girl Blue é o relato de uma vida épica e turbulenta que mudou o mundo da música para sempre. O filme narra a vida da cantora em forma cronológica, mostrando a juventude sofrida, quando era vítima de bullying por ser considerada feia e esquisita na universidade. Há espaço também, claro, para explorar a carreira da artista. Em pré-estreia no Cinépolis RioMar, na terça-feira, 12, às 21h30.

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JANIS – LITTLE GIRL BLUE (EUA, 2015), de Amy Berg. Documentário. Zeta. 14 anos.

Cena de CARROSSEL 2 - O SUMIÇO DE MARIA JOAQUINA (2016), de Maurício Eça

Cena de CARROSSEL 2 – O SUMIÇO DE MARIA JOAQUINA (2016), de Maurício Eça

A telenovela brasileira Carrossel (2012-2013), exibida pelo SBT, e inspirada na versão mexicana, que por sua vez havia se inspirado na versão original argentina, alcançou um grau de popularidade bem considerável entre o público jovem. O primeiro filme para cinema, de 2015, deve ter feito sucesso, já que o segundo está aí, como uma das apostas de férias da temporada. Na trama de Carrossel 2 – O Sequestro de Maria Joaquina, as crianças chamam a atenção de uma estrela da música brasileira, que decide convidar toda a galera da escola Mundial para um de seus shows. No entanto, o que tinha tudo para ser uma ótima excursão ganha ares de filme de terror quando os vilões Gonzales (Paulo Miklos) e Gonzalito (Oscar Filho), recém-saídos da prisão, decidem sequestrar Maria Joaquina (Larissa Manoela). Em pré-estreia em grande circuito.

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CARROSSEL 2 – O SUMIÇO DE MARIA JOAQUINA (Brasil, 2016), de Maurício Eça. Com Larissa Manoela, Maíssa Silva, Fernanda Concon, Jean Paulo Campos, Konstantino Atanassopulos, Rosanne Mulholland, Paulo Miklos, Miá Mello, Elke Maravilha, Oscar Filho. 93 min. Downtown/Paris. Livre.

Saem de cartaz

A Academia das Musas (com sessões saideiras nos dias 09 e 13/07)
As Montanhas Se Separam
(com sessões saideiras nos dias 08 e 12/07)
Big Jato
(com sessões saideiras nos dias 07 e 10/07)
Paratodos

As estreias desta quinta-feira, 7, que não entram em cartaz em Fortaleza

Menino 23 – Infâncias Perdidas no Brasil
Um Belo Verão

Veja o trailer de Um Belo Verão

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DE PASSAGEM – MICHAEL CIMINO, AOS 77

Michael Cimino, o cineasta que teve uma das carreiras mais meteóricas de Hollywood, indo do céu ao inferno em apenas 2 anos, faleceu neste sábado, anunciou Theirry Fremaux, diretor do Festival de Cinema de Cannes, via twitter. Talentoso e crítico, ficou marcado por 2 filmes: O Franco Atirador, uma obra-prima, e O Portal do Paraíso, um dos mais injustiçados da História do Cinema

Michael Cimino: sai da cena da vida o cineasta talentoso e de crítica visão da sociedade humana

Michael Cimino: sai da cena da vida o cineasta talentoso e de crítica visão da história do homem

Michael Cimino era visto como talentoso e esbanjador de orçamentos. Sua carreira começou com roteiros consistes e inteligentes como Corrida Silenciosa (1972), brilhante e antecipatória ficção-científica de Douglas Trumbull, e o polêmico Magnum 44 (1973), de Ted Post, com Clint Eastwood. Estreou na direção com O Último Golpe (1974), também com Eastwood, e se tornou um fenômeno com O Franco-Atirador (1978), impactante e devastadora exposição das consequências humanas da Guerra do Vietnã.

A obra, consagradora também para Robert De Niro, Christopher Walken, Meryl Streep e John Cazale (que faleceria naquele ano), custou US$ 19 milhões, faturou US$ 49 milhões e recebeu 17 prêmios, entre eles 7 Oscar e 3 Globo de Ouro, além da consagração pela crítica, a qual o elegeu como um dos mais inovadores da Nova Geração, ou Nova Hollywood, já que desde a década anterior uma leva de novos realizadores renovava a linguagem cinematográfica – Stanley Kubrick, Robert Altman, Francis Ford Coppola, Roman Polanski, Woody Allen, Steven Spielberg, Martin Ritt e Martin Scorsese, entre outros.

O FRANCO ATIRADOR (1975): exposição dilacerante da Guerra do Vietnã e consagração de Michael Cimino

O FRANCO ATIRADOR (1978): exposição dilacerante da Guerra do Vietnã e consagração de Michael Cimino

Mas, em 1980, ao gastar US$ 40 milhões (hoje equivalente a US$ 200 milhões) na produção do western épico O Portal do Paraíso (Heaven’s Gate) e nas bilheterias arrecadar somente US$ 3,5 milhões, levou a United Artists (que tinha lhe dado carta-branca), estúdio criado em 5 de fevereiro de 1919 por Charles Chaplin, Mary Pickford, Douglas Fairbanks e David Ward Griffith, à falência. Comprado pela Metro Goldwyn Mayer, nunca se reergueria – e a própria MGM também faliu e ressuscitou, mas sem a grandeza de outrora.

Cimino, que se mostrou obsessivo e agressivo nos sets, recusou a dar aceso aos produtores à sala de montagem e os levou ao desespero ao entregar-lhes uma versão com 5 horas de duração. A muito custo, a reduziu para 3h40 – uma metragem terrível para os exibidores, gerando outro conflito.

O fracasso de O Portal do Paraíso teve consequências: visto como um exemplo dos excessos dessa New Hollywood e da excessiva liberdade dada aos diretores, os estúdios estabeleceram regras mais rígidas e fiscalização constante sobre os orçamentos. De lambuja, o faroeste passou a ser contabilizado como um gênero sem atrativos e a sua produção praticamente sumiu a partir da segunda metade da década.

O PORTAL DO PARAÍSO (1980): corajosa expressão do massacre de imigrantes nos EUA de 1980 e declínio de Cimino

O PORTAL DO PARAÍSO (1980): corajosa expressão do massacre de imigrantes nos EUA de 1980 e declínio de Cimino

O cineasta não levou em conta que o tema abordado era um dos mais inconvenientes para a sociedade estadunidense – a Guerra do Condado Johnson, em 1890, no estado de Wyoming, entre os barões do gado e os imigrantes – os quais foram massacrados. É um dos acontecimentos mais cruéis da história do País, cujos cidadãos preferem deixa-lo no esquecimento.

Eleito o pior diretor do ano, deram-lhe um troféu Framboesa de Ouro, e, defenestrado de Hollywood, foi trabalhar na Europa sob a guarda do produtor italiano Dino de Laurentiis (1919-2010), para quem dirigiu O Ano do Dragão (1985, filmado na Tailândia) e Horas de Desespero (1990). Entre estes, fez outra produção independente, O Siciliano (1987), e, em 1996, o último longa, Na Trilha do Sol, com Woody Harrelson, Jon Seda e Anne Bancroft, lançado aqui no Brasil diretamente no mercado de vídeo, 3 anos depois.

Michael Cimino deixa o legado de um cineasta talentoso e preocupado com a exposição da sociedade humana e os fatos de sua história. Neste momento, para realmente termos uma posição de sua importância, torna-se obrigatória a revisão de seus apenas 8 filmes. Seriam 9. Segundo noticiou o The New York Times, ele trabalhava na filmagem do livro A Condição Humana, de André Malraux (1901-76), já em processo de pré-produção, e o elenco contava com Daniel Day-Lewis, Johnny Depp, Alain Delon e John Malkovich.

Confira o trailer de O Portal do Paraíso.