BATMAN VS SUPERMAN – SUCESSO DA DC COMICS

Dando início um tanto tardiamente ao universo compartilhado da DC Comics no cinema, Batman vs Superman: A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice, EUA, 2016), de Zack Snyder, traz um conjunto de acertos que terminaram por transformar o filme num sucesso

Cena de BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA (2016), de Zack Snyder

O trailer que contava mais ou menos o resumo da história prometia algo pavoroso. Quanto ao resumo, digamos que é isso mesmo que é mostrado no filme. Mas o que parecia ridículo, passa longe de ser em Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016), de Zack Snyder, que dá início de verdade à proposta de criação de um universo DC no cinema como a Marvel vem fazendo desde o primeiro Homem de Ferro.

Mas, afinal, o que há de tão fabuloso em Batman vs Superman? Antes de mais nada, há todo um cuidado em tecer a trama, primeiramente contando, junto com os créditos iniciais – esses elementos tão elegantes e em falta no cinema atualmente, quando reaparecem, é uma alegria -, uma rápida origem do Batman, de modo a reintroduzi-lo nesse universo, que se inicia a partir dos eventos mostrados no último ato de O Homem de Aço (2013), também de Snyder.

Ou seja, toda aquela destruição causada durante a batalha entre Superman (Henry Cavill) e o kryptoniano Zod ocasionou milhares de mortes, algo que não é contado no filme-solo do Homem de Aço, mas que aqui fornece munição para que Bruce Wayne (Ben Affleck, muito bem no papel) passe a encarar o bom alienígena como uma ameaça para a humanidade.

Cena de BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA

Ao mesmo tempo, há toda uma maquinação por parte de Lex Luthor para que os dois se confrontem, por mais que suas motivações não sejam muito claras e talvez um calcanhar de Aquiles do filme. Ainda assim, Jesse Eisenberg fornece ao vilão uma imagem até simpática de menino mimado, fugindo dos estereótipos de supervilões chatos e histéricos. Só em determinado momento sentimos raiva dele de verdade.

O filme vem seguindo uma tradição marcante da DC/Warner dos últimos anos, que é privilegiar os aspectos mais sombrios e construir histórias mais dramáticas e épicas, ao contrário da leveza das aventuras da Marvel/Disney. E isso é bem marcado logo nos créditos, quando vemos as memórias do trauma de infância de Bruce Wayne, da noite em que ele perdeu seus pais no ato vil de um assaltante em uma rua mal iluminada.

Essa característica sombria também se manifesta em seus protagonistas. Bruce Wayne, em conversa com seu mordomo e parceiro Alfred (Jeremy Irons), afirma ser mesmo um criminoso. E esse seu aspecto vilanesco fica ainda mais marcante quando do embate entre ele e Superman, uma figura que quase é também contaminada pelo ódio generalizado. Não há como escapar da maldade (ou algo assim), ele afirma em uma sequência, em conversa rápida com Lois Lane (Amy Adams).

Cena de BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA

E Lois, como está encantadora! Ela é tão heroína na história quanto a Mulher Maravilha (Gal Gadot, deslumbrante), apesar de ser apenas uma jornalista que por acaso é namorada do sujeito mais poderoso da Terra. Quanto à mais querida amazona dos quadrinhos, sua aparição é relativamente pequena, embora seja motivo de euforia quando ela surge para ajudar nossos heróis a enfrentar o supervilão Apocalipse – isso só spoiler para quem não viu o trailer, veiculado à exaustão desde o ano passado. E a música-tema da Mulher Maravilha é linda, hein!

Quem tem/teve um pouco de contato com os quadrinhos nas últimas décadas sabe que Apocalipse é um monstrengo marcante na história do Homem de Aço, e não apenas por ser praticamente indestrutível. E imaginava-se que ele seria o grande estraga-prazeres de Batman vs Superman. Felizmente, não é bem isso que acontece. Afinal, quem já acompanhou a pancadaria de Superman contra Zod no filme anterior sabe mais ou menos o que esperar agora, sendo que no novo filme tudo é mais épico e dramático.

Há quem vá reclamar da falta de diálogos mais bem trabalhados dos personagens, mas Snyder preferiu centrar o seu filme na ação, em especial no embate entre os dois heróis. E não dá para dizer que se saiu mal por isso. Inclusive, ver o filme em IMAX 3D torna a experiência ainda mais intensa, mal dando para perceber a passagem de suas duas horas e meia de duração. (Há várias cenas filmadas com câmeras IMAX, e dá para percebê-las com a mudança frequente da janela de aspecto.)

Cena de BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA

E por mais que Superman seja essa criatura extraordinária de bondade, um deus vivendo entre os homens e o coração da história, é Bruce Wayne/Batman quem fornece o veneno necessário para que o filme deixe de ser uma simples diversão apropriada para crianças pequenas. A inspiração, inclusive no uniforme de aspecto mais sujo do Batman, é de Cavaleiro das Trevas, a graphic novel de Frank Miller. E por isso mesmo esse amargo personagem ganha contornos bem interessantes.

Talvez seja justamente o morcego de Gotham o principal trunfo de Batman vs Superman, embora possamos atribuir o sucesso ao conjunto: boa condução narrativa (não esqueçamos de duas sequências de sonho fantásticas), excelente elenco de apoio, promessa de uma Liga da Justiça muito interessante para os próximos filmes, uma Mulher Maravilha linda, forte e enigmática, um trabalho de direção de arte e figurinos lindos, efeitos especiais de ponta (mesmo com o CGI do Apocalipse), cenas de ação muito boas – inclusive com uma maior agilidade do Batman, em comparação com os outros filmes do personagem etc. Ao fim da sessão, quem tem cisma com o Zack Snyder pode até pensar duas vezes agora.

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Pôster de BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA (2016), de Zack Snyder

Título: Batman vs Superman: A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice)

Estreia: 24/03/2016

Gênero: Ação

Duração: 153 min.

Origem: Estados Unidos

Direção: Zack Snyder

Roteiro: Chris Terrio, David S. Goyer

Distribuidor: Warner Bros.

Classificação: 12 anos

Ano: 2016

 

 

Assista ao trailer de Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

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RANKING INTERNACIONAL – BATMAN VS. SUPERMAN lidera na estreia

Batman vs. Superman: A Origem da Justiça estreou no mercado internacional e conquistou a liderança com facilidade ao obter uma ótima arrecadação. Zootopia: Essa Cidade é o Bicho sentiu pouco a chegada do super-herói e conseguiu ficar com a segunda posição do ranking. Kung Fu Panda 3 caiu, mas conseguiu ultrapassar O Regresso, mantendo a terceira colocação, enquanto que o drama ficou em quinto lugar. Também caindo, A Série Divergente: Convergente ficou em quarto com uma renda próxima da obtida por O Regresso

Cena de BATMAN VS. SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA.

Cena de BATMAN VS. SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA

Em seu primeiro fim de semana no mercado internacional, Batman vs. Superman: A Origem da Justiça dominou as bilheterias ao arrecadar um valor de US$ 254 milhões, tornando-se o filme de super-herói com melhor estreia da história no mercado internacional. Com o valor, o filme conquistou com grande folga a primeira colocação do ranking. O país onde houve maior arrecadação foi a China, cerca de US$ 57 milhões. O filme estreou em quase 70 localidades do mercado internacional, tendo poucas estreias pela frente.

Cena de ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO.

Cena de ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO

Zootopia: Essa Cidade é o Bicho conseguiu ficar com a segunda colocação após a chegada de Batman vs. Superman, arrecadando cerca de US$ 44,7 milhões. O valor obtido representa uma queda de aproximadamente 30% em relação a renda do fim de semana passado, número bastante pequeno em comparação aqueles obtidos pela maioria dos outros filmes que já estavam em cartaz. A animação passou a acumular uma receita de US$ 456 milhões no mercado internacional, estando há 7 semanas em cartaz.

Cena de KUNG FU PANDA 3.

Cena de KUNG FU PANDA 3

A outra animação do Top 5, Kung Fu Panda 3, apesar de estar bem abaixo de Zootopia na renda, também conseguiu cair pouco, cerca de 30%, arrecadando US$ 21,3 milhões no período e conquistando com facilidade a terceira posição do ranking. Na Austrália, Kung Fu Panda 3 conseguiu estrear com uma ótima renda, cerca de US$ 2,2 milhões, enquanto que na Itália e no Reino Unido a animação manteve-se com bons resultados, somando respectivamente US$ 1,7 e US$ 1,6 milhão. Ao término do fim de semana, passou a acumular uma receita de US$ 292 milhões no mercado internacional.

Shailene Woodley em cena de A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE.

Shailene Woodley em cena de A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE

A Série Divergente: Convergente sentiu bastante a chegada de Batman vs. Superman, caindo cerca de 60% em relação ao resultado obtido no fim de semana anterior. A sci-fi estrelada por Shailene Woodley arrecadou cerca de US$ 8,9 milhões, terminando o período na quarta colocação do ranking. França, Brasil e Rússia lideram a lista das localidades em que o filme obteve melhor arrecadação, com respectivamente US$ 10,2, US$ 6,2 e US$ 5,2 milhões. Após três semanas em cartaz no mercado internacional, a ficção passou a acumular US$ 71,8 milhões em receita.

Leonardo DiCaprio em cena de O REGRESSO.

Leonardo DiCaprio em cena de O REGRESSO.

Estrelado por Leonardo DiCaprio, O Regresso por pouco não perdeu sua vaga entre os cinco melhores do ranking. O drama caiu cerca de 80% em relação o fim de semana passado, terminando o período com uma renda próxima de US$ 8,4 milhões, na quinta posição da lista dos mais rentáveis. Ao término do fim de semana, passou a acumular um faturamento de US$ 324 milhões no mercado internacional.

Confira a tabela com os dez melhores do ranking.

RINT

Veja o trailer de Batman vs. Superman: A Origem da Justiça.

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SEMANA 14 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

As estreias desta semana, por razões óbvias, são mais modestas, do ponto de vista mercadológico, mas nem por isso menos interessantes do ponto de vista artístico. Principalmente a trinca formada pelo drama A Juventude (2015), de Paolo Sorrentino; o suspense Para Minha Amada Morta (2015), de Aly Muritiba; e a comédia Zoom (2015), de Pedro Morelli. Completam as estreias, a comédia dramática Voando Alto (2016), de Dexter Fletcher; o suspense Visões do Passado (2015), de Michael Petroni; a comédia Casamento Grego 2 (2016), de Kirk Jones; e a animação Norm e os Invencíveis (2016), de Trevor Wall. Em pré-estreia, os dramas Cemitério do Esplendor (2015), de Apichatpong Weerasethakul, e Milagres do Paraíso (2016), de Patricia Higgen. No mais, volta em sessão especial única, no sábado, o drama O Abraço da Serpente (2015), de Ciro Guerra

Cena de A JUVENTUDE (2015), de Paolo Sorrentino

Cena de A JUVENTUDE (2015), de Paolo Sorrentino

Gostando-se ou não do trabalho do diretor de Aqui É o Meu Lugar (2011) e A Grande Beleza (2013), trata-se de um cineasta que conquistou seu espaço entre os grandes autores contemporâneos, o que já é mais do que suficiente para que suas obras recebam a devida atenção. A Juventude é o seu retorno à abordagem da vida na terceira idade vista em A Grande Beleza e também é um filme que tem a intenção de ampliar o seu público, a partir da adoção de um elenco internacional, que inclui nomes como Harvey Keitel, Michael Caine, Paul Dano e Rachel Weisz. Na trama, um maestro está de férias nos alpes suíços com sua filha e seu melhor amigo, um diretor de cinema, quando recebe o convite da Rainha Elizabeth II para reger uma orquestra para o nascimento do Príncipe Philip. Em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis RioMar).

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A JUVENTUDE (Youth, Itália/França/Reino Unido/Suíça, 2015), de Paolo Sorrentino. Com Harvey Keitel, Michael Caine, Paul Dano, Rachel Weisz, Jane Fonda, Ed Stoppard, Emilia Jones, Paloma Faith, Veronica Dash, Sarah Amitrano. 124 min. Fênix. 14 anos.

Cena de PARA MINHA AMADA MORTA (2015), de Aly Muritiba

Cena de PARA MINHA AMADA MORTA (2015), de Aly Muritiba

Se duas semanas atrás tivemos a chance de ver um belo thriller brasileiro de vingança (Mundo Cão, de Marcos Jorge), nesta teremos outra chance, desta vez com Para Minha Amada Morta, longa-metragem de estreia de Aly Muritiba, já conhecido dos festivais por trabalhos em curta-metragem, como A Fábrica (2011) e Pátio (2013). No premiado trabalho de Muritiba, acompanhamos a jornada de Fernando (Fernando Alves Pinto), que sofre a dor da morte da esposa, mas que, em uma fita VHS, descobre que a mulher lhe foi infiel. Ele resolve, então, procurar o homem que se envolveu com sua esposa. Trata-se de um filme tenso, com alta dose de suspense, mas com um registro clássico-narrativo pouco esperado levando-se em consideração os curtas um pouco mais experimentais do cineasta. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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PARA MINHA AMADA MORTA (Brasil, 2015), de Aly Muritiba. Com Fernando Alves Pinto, Mayana Neiva, Lourinelson Vladmir, Giuly Biancato, Michelle Pucci, Vinicius Sabbag, Lori Santos. 123 min. Vitrine. 14 anos.

Alison Pill em ZOOM (2015), de Pedro Morelli

Alison Pill em ZOOM (2015), de Pedro Morelli

Zoom tem sido comparado aos trabalhos de Charlie Kaufman (Anomalisa, 2015), principalmente por trazer uma história contada de modo pouco usual e inteligente. O filme apresenta uma escritora, um diretor de cinema e uma autora de história em quadrinhos vivendo em realidades paralelas e contando a história um do outro, como uma serpente engolindo a própria cauda. Parece bem interessante. O diretor é o brasileiro Pedro Morelli, do bom Entre Nós (2013), e o elenco é internacional, com a maior parte das cenas filmadas no Canadá e outra delas no Brasil. Uma das histórias é contada em animação com rotoscopia, semelhante a Waking Life, de Richard Linklater. Alison Pill, Mariana Ximenes e Gael García Bernal são os protagonistas de cada um dos três segmentos. Em cartaz no UCI Iguatemi, UCI Parangaba e Cinépolis RioMar.

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ZOOM (Brasil/Canadá, 2015), de Pedro Morelli. Com Gael García Bernal, Alison Pill, Mariana Ximenes, Jason Priestley, Tyler Labine, Don McKellar, Claudia Ohana, Michael Eklund, Jennifer Irwin, Amanda Barker. 96 min. Downtown/Paris. 14 anos.

Cena de VOANDO ALTO (2016), de Dexter Fletcher

Cena de VOANDO ALTO (2016), de Dexter Fletcher

Dexter Fletcher, um ator pouco famoso mas de rosto conhecido e com um longo currículo em produções inglesas, assume a direção de Voando Alto, filme que conta a história de Eddie Edwards (Taron Egerton, de Kingsman – Serviço Secreto), um rapaz que sonha em participar dos Jogos Olímpicos, mas que encontra alguns obstáculos, seja o uso de óculos de grau, seja um problema no joelho. Mas nem por isso ele desiste de tentar em qualquer tipo de esporte. O importante é participar das Olimpíadas, seja de que maneira for. E é com a ajuda de um ex-esportista (Hugh Jackman) que ele chega mais perto de conseguir ingressar nos Jogos Olimpícos de Inverno de 1988.  Baseado em uma história real. Em cartaz em grande circuito.

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VOANDO ALTO (Eddie the Eagle, Reino Unido/EUA/Alemanha, 2016), de Dexter Fletcher. Com Taron Egerton, Hugh Jackman, Tom Costello Jr., Jo Hartley, Dickon Tolson, Mark Benton, Edvin Endre, Iris Berben, Mar Benjamin. 106 min. 12 anos.

Adrien Brody em VISÕES DO PASSADO (2015), de Michael Petroni

Adrien Brody em VISÕES DO PASSADO (2015), de Michael Petroni

Um filme claramente pequeno, de baixo orçamento, mas que nem por isso deixa de ser no mínimo curioso, até por ser do gênero suspense com apelo sobrenatural. Estrelado por Adrien Brody, um ator que se perdeu depois que ganhou o Oscar por O Pianista, no filme ele interpreta um psicólogo que decide voltar para Melbourn, Austrália, com sua esposa. A intenção é começar de novo e deixar para trás o evento traumático que quase destruiu suas vidas: a morte de sua filha de 12 anos em um trágico acidente. As coisas começam a perturbar o psicólogo quando ele encontra um terrível elo entre ele e alguns de seus pacientes, que o obriga a retornar para sua cidade natal e confrontar um dilema. Em cartaz no UCI Iguatemi (só dublado), UCI Parangaba (só dublado) e Cinépolis RioMar (legendado, mas só em sala VIP). :/

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VISÕES DO PASSADO (Backtrack, Austrália, 2015), de Michael Petroni. Com Adrien Brody, Sam Neill, Robin McLeavy, Bruce Spence, Jenni Baird, Anna Lise Phillips, Chloe Bayliss, Olga Miller, George Shevtsov, Malcolm Kennard. 90 min. PlayArte. 14 anos.

Cena de CASAMENTO GREGO 2 (2016), de Kirk Jones

Cena de CASAMENTO GREGO 2 (2016), de Kirk Jones

Quem teve a oportunidade de ver Casamento Grego (2002) se divertiu um bocado. De fato é uma comédia romântica simpática. Mas o trailer de sua continuação, agora também focando na vida sentimental da filha do casal do primeiro filme, não chega a ser muito animador. Como costuma-se colocar algumas piadas boas nos trailers para vender o filme, é de se imaginar que essa continuação não tenha mesmo muita graça. A roteirista e protagonista do filme Nia Vardalos convidou o inglês Kirk Jones (O Que Esperar Quando Você Está Esperando, 2012) para dirigir esta sequência. No novo filme, Toula (Vardalos) e Ian (Corbett) passam um tempo tentando entender a filha adolescente, ao mesmo tempo que se preparam para mais um casamento grego. Em cartaz em grande circuito.

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CASAMENTO GREGO 2 (My Big Fat Greek Weeding 2, EUA, 2016), de Kirk Jones. Com Nia Vardalos, John Corbett, Michael Constantine, Lainie Kazan, Andrea Martin, Gia Carides, Joey Fatone, Elena Kampouris, Alex Wolff, Louis Mandylor. 94 min. Universal. 12 anos.

Cena de NORM E OS INVENCÍVEIS (2016), de Trevor Wall

Cena de NORM E OS INVENCÍVEIS (2016), de Trevor Wall

Norm e os Invencíveis é uma animação com baixa cotação entre as críticas, mas que deve encontrar o seu público, formado na maioria por crianças acompanhadas dos pais, que vão ao cinema sem compromisso a não ser ver uma animação qualquer. É diferente de ir ao cinema para ver um novo desenho da Disney, da Pixar ou mesmo da Dreamworks. Na trama, um urso polar chamado Norm, desalojado de sua casa no Ártico, e seus três amigos vão para Nova York, onde Norm torna-se mascote de uma corporação. Não demora para ele perceber que a empresa está ligada ao destino de sua terra natal. É um filme que foca no problema dos crimes ambientais. Em cartaz em grande circuito.

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NORM E OS INVENCÍVEIS (Norm of the North, Índia/EUA, 2016), de Trevor Wall. Com as vozes originais de Rob Schneider, Heather Graham, Ken Jeong, Bill Nighy, Colm Meaney, Loretta Devine, Michael McElhatton, Maya Kay. 90 min. Imagem. Livre.

Pré-estreias

Cena de CEMITÉRIO DO ESPLENDOR (2015), de Apichatpong Weerasethakul

Cena de CEMITÉRIO DO ESPLENDOR (2015), de Apichatpong Weerasethakul

Eleito um dos 10 melhores filmes do ano pela conceituada revista francesa Cahiers du Cinéma, Cemitério do Esplendor, do celebrado tailandês Apichatpong Weerasethakul, é mais um filme que lida com o fantástico, mas cujos aspectos políticos de seu país estão fortemente conectados. A história acompanha o caso de 27 soldados que foram vítimas de uma estranha doença do sono, em um pequeno vilarejo da Tailândia. Uma mulher de meia idade, casada com um soldado americano, trabalha como voluntária no tratamento desses pacientes e acaba tendo encontros interessantes com deidades tailandesas e com o universo invisível. Weerasethakul faz mais um filme estranho e desafiador, mas que por isso mesmo deve ser visto com interesse. Em pré-estreia na terça-feira, no Cinema do Dragão.

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CEMITÉRIO DO ESPLENDOR (Rak ti Khon Kaen, Tailândia/Reino Unido/Alemanha/França/Malásia/Coreia do Sul/México/EUA/Noruega, 2015), de Apichatpong Weerasethakul. Com Jenjira Pongpas, Banlop Lomnoi, Jarinpattra Rueangram, Petcharat Chaiburi, Tawatchai Buawat, Sakda Kaewbuadee, Pongsadhorn Lertsukon, Sasipim Piwansenee. 122 min. Zeta. 12 anos.

Cena de MILAGRES DO PARAÍSO (2016), de Patricia Higgen

Cena de MILAGRES DO PARAÍSO (2016), de Patricia Higgen

Curioso a quantidade de filmes sobre fé que tem saltado no circuito nos últimos meses e anos, incluindo os explicitamente religiosos. Milagres do Paraíso é mais um a engrossar a lista e traz no elenco Jennifer Garner como uma mãe que descobre que sua filha de 10 anos sofre de uma grave e incurável doença. Recorrendo às orações e à fé, algo que parecia ainda mais terrível aconteceu, mas que acabou por se mostrar uma saída para algo que os médicos jamais imaginavam que podia acontecer. É certamente um filme que os mais céticos torcerão o nariz, sem falar que parece ser um pouco carregado no melodrama, mas que pode surpreender positivamente. Em pré-estreia nos fins de semana em cópias dublada (UCI Iguatemi) e legendada (Cinépolis RioMar).

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MILAGRES DO PARAÍSO (Miracles from Heaven, EUA, 2016), de Patricia Higgen. Com Jennifer Garner, Kylie Rogers, Martin Henderson, Brighton Sharbino, Courtney Fansler, Queen Latifah, Bryce Zentkovich, Eugenio Derbez, Kelly Collins Lintz. 109 min. Sony. Livre.

Saem de cartaz

A Luneta do Tempo
Filho de Saul
(com sessão saideira no domingo)
Lulu Nua e Crua

As estreias nacionais desta quinta-feira, 31, que não entram em cartaz em Fortaleza

A Garota de Fogo
Histórias de Alice
O Outro Lado do Paraíso

Veja o trailer de A Garota de Fogo

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Semana 13 – BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA

Sem surpresa alguma, o esperado encontro nas telonas de Batman e Superman rendeu uma espetacular e recordista bilheteria para a Warner Bros. Enquanto isso, a comédia Casamento Grego 2 funcionou muitíssimo bem como opção alternativa para o público que não quis ver o embate dos heróis da DC

Banner internacional de BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA (2016), de Zack Snyder

Banner internacional de BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA (2016), de Zack Snyder

Não apenas um filme, mas um verdadeiro evento cinematográfico, a aventura Batman vs Superman: A Origem da Justiça (Batman v Superman: Dawn of Justice) finalmente chegou às telonas norte-americanas e fez justamente o que se espera de uma produção dessa magnitude: arrastou multidões aos cinemas e faturou altíssimo nas bilheterias.

Lançado em 4.242 salas dos Estados Unidos e Canadá na última sexta, 25, o longa de Zack Snyder (O Homem de Aço) arrecadou até domingo nada mais, nada menos que US$ 170,10 milhões, valor simplesmente espetacular que não só superou bastante as expectativas de mercado (US$ 150 milhões) como, é claro, também garantiu à produção um lugar no livro dos recordes, sendo esta a maior abertura do mês de março da história, maior abertura já registrada por um filme da Warner Bros., maior abertura de uma adaptação da DC Comics e a sexta maior abertura de todos os tempos. Ter alcançado esse resultado extraordinário é gratificante. Nós estamos muito orgulhosos do filme, declarou ao Los Angeles Times o vice-presidente de distribuição da Warner, Jeff Goldstein. Batman vs Superman: A Origem da Justiça já está em exibição nos cinemas brasileiros.

Cena de ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO

Cena de ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO

Na segunda colocação do ranking aparece a animação Zootopia: Essa Cidade é o Bicho, que mesmo com a concorrência de Batman vs Superman continuou apresentando uma boa sustentação (sua queda foi de 38%) e rendeu mais US$ 23,13 milhões no fim de semana. Ao todo, o longa da Disney Animation acumula uma renda de ótimos US$ 240,54 milhões.

Banner internacional de CASAMENTO GREGO 2 (2016), de Kirk Jones

Banner internacional de CASAMENTO GREGO 2 (2016), de Kirk Jones

A medalha de bronze coube a segunda novidade da semana, a comédia Casamento Grego 2 (My Big Fat Greek Wedding 2), que mesmo chegando às telonas 14 anos após o filme original, mostrou que a família Portokalos tem um lugar no coração do público norte-americano ao arrecadar sólidos US$ 18,12 milhões de sexta a domingo, resultado que equivale a quase o dobro das projeções iniciais dos analistas (US$ 10 milhões) e que empata com o orçamento da produção, estimado em US$ 18 milhões. No Brasil, Casamento Grego 2 tem estreia agendada para a próxima quinta-feira, 31.

Na esquerda, cena de MILAGRES DO PARAÍSO e na direita cena de A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE

Na esquerda, cena de MILAGRES DO PARAÍSO e na direita cena de A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE

Logo atrás de Casamento Grego 2 está o drama cristão Milagres do Paraíso, que pegando carona no clima da Páscoa, registrou uma queda de apenas 36% (a menor do Top 10) em relação à sua abertura e faturou US$ 9,50 milhões, elevando assim a sua arrecadação total para ótimos US$ 34,12 milhões. Outro lançamento da semana passada, a sci-fi juvenil A Série Divergente: Convergente não conseguiu se sair tão bem e viu o seu desempenho cair estrondosos 67%, encerrando o final de semana com também US$ 9,50 milhões. No acumulado, o terceiro capítulo da franquia cinematográfica baseada nos livros de Veronica Roth detém uma bilheteria de decepcionantes US$ 46,60 milhões.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

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Assista ao trailer de Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

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RANKING BRASIL – ZOOTOPIA estreia na liderança

Zootopia: Essa Cidade é o Bicho dominou as bilheterias brasileiras em sua estreia no país, assumindo com folga a liderança do ranking nacional. Com a chegada da animação, A Série Divergente: Convergente sentiu bastante, mas ainda conseguiu sustentar a segunda colocação. Os Dez Mandamentos manteve o desempenho do fim de semana anterior e conseguiu ultrapassar Kung Fu Panda 3, que ficou com a quarta colocação. O terror A Bruxa caiu no desempenho, mas manteve a quinta posição

Cena de ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO.

Cena de ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO

Em seu primeiro fim de semana no país, Zootopia: Essa Cidade é o Bicho agradou bastante o público e faturou uma renda de R$ 9,4 milhões, que lhe garantiu com segurança a primeira colocação do ranking nacional. No período de quinta a domingo, a animação atraiu cerca de 580 mil espectadores aos cinemas, também o melhor público do fim de semana.

Shailene Woodley em cena de A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE.

Shailene Woodley em cena de A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE

Com a chegada de Zootopia, A Série Divergente: Convergente sentiu bastante e terminou o domingo com uma arrecadação de R$ 5,5 milhões, valor cerca de 50% abaixo do obtido no fim de semana anterior. Com o resultado, a ficção ficou com a segunda colocação do ranking, caindo apenas uma posição em relação o fim de semana anterior, mas quase foi ultrapassada pelo brasileiro Os Dez Mandamentos, logo atrás, em terceiro. O público também caiu bastante, pouco mais de 300 mil espectadores foram aos cinemas assistir o filme no período, somando um público total de 1,4 milhão. A receita acumulada no país chegou aos R$ 18,7 milhões ao término do fim de semana.

Guilherme Winter como Moisés em cena de OS DEZ MANDAMENTOS.

Guilherme Winter como Moisés em cena de OS DEZ MANDAMENTOS

O filme bíblico Os Dez Mandamentos continua a conquistar o público brasileiro, tendo levado pouco mais de 400 mil espectadores aos cinemas no fim de semana, o segundo melhor público do período. De quinta a domingo, o longa brasileiro arrecadou R$ 4,4 milhões, valor que representa uma queda de menos de 5% em relação o fim de semana anterior. Com o obtido, Os Dez Mandamentos ficou com a terceira colocação do ranking. A receita total acumulada pelo filme no país passou a ser R$ 100 milhões ao término do período, enquanto que o público acumulado passou a ser 9,4 milhões de espectadores.

Cena de KUNG FU PANDA 3.

Cena de KUNG FU PANDA 3

Kung Fu Panda 3 despencou na renda do último fim de semana. A animação obteve cerca de R$ 2,3 milhões no período, valor que representa uma queda de cerca de 70% em relação o fim de semana anterior. Provavelmente a queda de Kung Fu Panda 3 foi causada pela chegada da animação Zootopia cujo público em maioria é também o infantil. Com o resultado, a animação foi ultrapassada por Os Dez Mandamentos e teve de se contentar com a quarta posição do ranking. O público total no país chega a 1,5 milhão de espectadores, enquanto que a renda acumulada é de R$ 22 milhões.

Anya Taylor-Joy em cena de A BRUXA.

Anya Taylor-Joy em cena de A BRUXA

O terror A Bruxa caiu cerca de 30% em relação o fim de semana anterior, acumulando uma renda de R$ 1,6 milhão, valor que lhe garantiu a permanência na quinta colocação do ranking por uma diferença de cerca de R$ 100 mil em relação o sexto colocado, Deadpool. Pouco mais de 100 mil espectadores assistiram ao terror no período, que atualmente passa a acumular um público de cerca de 550 mil espectadores. Ao fim de seu terceiro fim de semana em cartaz no país, A Bruxa passou a acumular uma receita total de R$ 7,6 milhões.

Confira abaixo os dez melhores do ranking Brasil.

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Veja o trailer de Zootopia: Essa Cidade é o Bicho.

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SEMANA 13 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Na semana em que o grande destaque nos cinemas, mercadologicamente falando, é a aventura Batman vs Superman – A Origem da Justiça (2016), de Zack Snyder, vejamos o que mais temos de opções. Há os dramas Conspiração e Poder (2015), de James Vanderbilt, e A Luneta do Tempo (2014), de Alceu Valença; o documentário Nos Passos do Mestre (2016), de André Marouço; e o épico religioso O Jovem Messias (2016), de Cyrus Nowrasteh. Em pré-estreia, os dramas Para Minha Amada Morta (2015), de Aly Muritiba, e Cemitério do Esplendor (2015), de Apichatpong Weerasethakul, e a comédia Casamento Grego 2 (2016), de Kirk Jones

Ben Affleck em BATMAN VS SUPERMAN - A ORIGEM DA JUSTIÇA (2016), de Zack Snyder

Ben Affleck em BATMAN VS SUPERMAN – A ORIGEM DA JUSTIÇA (2016), de Zack Snyder

De certa forma, é natural que a DC, associada à Warner, que tem um história com muitos filmes policiais e de gângster esteja trazendo filmes mais sombrios do que a sua concorrente, a Marvel, associada à Disney. Batman vs Superman é mais um exemplar desse momento dark da DC no cinema, que ganhou força com a trilogia do Batman, de Christopher Nolan, e que trouxe consigo também o Superman, em O Homem de Aço, de Zack Snyder. Há uma boa torcida para que este ambicioso trabalho que promete juntar boa parte dos heróis da DC seja bem-sucedido, tanto pelas intenções, quanto pelo ótimo elenco. A briga entre os mais icônicos super-heróis dos quadrinhos é inspirada na graphic novel O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, mas os desdobramentos no filme devem ser bem diferentes. Em cartaz em grande circuito, inclusive na sala IMAX.

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BATMAN VS SUPERMAN – A ORIGEM DA JUSTIÇA (Batman v Superman – Dawn of Justice, EUA, 2016), de Zack Snyder. Com Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams, Jesse Eisenberg, Gal Gadot, Diane Lane, Holly Hunter, Michael Shannon, Lauren Cohan, Jeremy Irons. 151 min. Warner. 12 anos.

Cena de CONSPIRAÇÃO E PODER (2015), de James Vanderbilt

Cena de CONSPIRAÇÃO E PODER (2015), de James Vanderbilt

Em 1976, em Todos os Homens do Presidente, Robert Redford interpretou um jornalista cobrindo o escândalo de Watergate. Agora, em Conspiração e Poder, ele novamente está na pele de um jornalista investigativo, e com outro Presidente dos Estados Unidos como alvo, George W. Bush. Conspiração e Poder chega sem muito alarde ao circuito, mas pegando carona em Spotlight – Segredos Revelados, outro trabalho sobre investigação de um grupo de jornalistas. Um dos trunfos de Conspiração e Poder, trabalho de estreia na direção de Vanderbilt, é o elenco poderoso, que conta com, além de Redford, Cate Blanchett, em um registro forte, e um elenco de apoio de tirar o chapéu. Bom saber que ainda temos opções de cinema para adultos nessa temporada. Em cartaz no Cine Del Paseo.

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CONSPIRAÇÃO E PODER (Truth, Austrália/EUA, 2015), de James Vanderbilt. Com Cate Blanchett, Robert Redford, Dennis Quaid, Topher Grace, Elisabeth Moss, Bruce Greenwood, Stacy Keach, John Benjamin Hickey, David Lyons, Dermut Mulroney. 125 min. Mares Filmes. Classificação a definir.

Hermila Guedes e Irandhir Santos em A LUNETA DO TEMPO (2015), de Alceu Valença

Hermila Guedes e Irandhir Santos em A LUNETA DO TEMPO (2014), de Alceu Valença

Não deixa de ser curioso ver essa estreia como cineasta do cantor Alceu Valença, no filme A Luneta do Tempo, que brinca com dois dos maiores mitos do sertão nordestino, Lampião e Maria Bonita, aqui representados por Irandhir Santos e Hermila Guedes. Mas o filme de Valença foge um bocado das linearidades das narrativas convencionais e realistas, buscando o onírico. Há também cenas de ação ao som de uma trilha sonora composta por Alceu. Falam de uma cena de ação que é mostrada de cabeça para baixo, o que deve ser no mínimo curioso. O cantor/cineasta levou 14 anos para materializar o seu projeto arriscado, até para aprender a usar a linguagem cinematográfica. Se o resultado é satisfatório ou não, é pagar para ver. Em cartaz no Cinépolis RioMar.

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A LUNETA DO TEMPO (Brasil, 2014), de Alceu Valença. Com Irandhir Santos, Hermila Guedes, Hélder Vasconcelos, Alceu Valença, Ari de Arimateia, Ceceu Valença, Ivair Rodrigues, Servilio de Holanda, Mariah Teixeira. 97 min. Fênix. 14 anos.

Cena de NOS PASSOS DO MESTRE (2016), de André Marouço

Cena de NOS PASSOS DO MESTRE (2016), de André Marouço

Com tantos filmes religiosos em cartaz abordando o evangelho, não deixa de ser interessante poder conhecer o ponto de vista espírita da história de Jesus. Essa é a intenção de Nos Passos do Mestre, documentário que foi fechado com financiamento coletivo em 2013 e que agora chega aos cinemas. O filme acompanha a jornada de Jesus (interpretado pelo ator Fabio Malosso) na Terra e busca compreender as lições de amor e compaixão que o Mestre deixou como legado. Algumas interpretações de passagens do evangelho podem ser estranhas e polêmicas para alguns, como a história de Judas Iscariotes e a ressurreição na Páscoa, mas justamente por isso é um trabalho que desperta a curiosidade. Em cartaz no UCI Iguatemi.

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NOS PASSOS DO MESTRE (Brasil, 2016), de André Marouço. Documentário. 100 min. Galeria. 12 anos.

Cena de O JOVEM MESSIAS (2016), de Cyrus Nowrasteh

Cena de O JOVEM MESSIAS (2016), de Cyrus Nowrasteh

Se na semana passada estreou um filme sobre a ressurreição de Jesus, nesta quinta-feira da Semana Santa entra em cartaz outro épico religioso sobre o maior símbolo do Cristianismo, dessa vez enfatizando sua juventude, que é muito pouco vista na Bíblia. Por isso, O Jovem Messias é uma história puramente de ficção, ainda que tenha passagens que se apoiam nas escrituras sagradas. Na verdade, uma das maiores curiosidades do filme é ser uma adaptação de uma obra de Anne Rice, a escritora que ficou famosa com os livros de vampiro, como Entrevista com o Vampiro e O Vampiro Lestat. Mas a escritora já havia se mostrado bem interessada em temas relacionados à Bíblia no ótimo Memnoch, que apresenta a história do mundo pelo ponto de vista de Lúcifer. O Jovem Messias entra em cartaz em grande circuito, mas com a grande maioria das cópias dubladas.

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O JOVEM MESSIAS (The Young Messiah, EUA, 2016), de Cyrus Nowrasteh. Com Adam Greaves-Neal, Sean Bean, David Bradley, Sara Lazzaro, Jonathan Bailey, Isabelle Adriani, Rory Keenan, Vincent Walsh, Christian Mckay, Finn Ireland. 111 min. Paris. Livre.

Pré-estreias

Fernando Alves Pinto em PARA MINHA AMADA MORTA (2015), de Aly Muritiba

Fernando Alves Pinto em PARA MINHA AMADA MORTA (2015), de Aly Muritiba

Se na semana passada tivemos a chance de ver um belo thriller brasileiro de vingança (Mundo Cão, de Marcos Jorge), neste domingo teremos outra chance, desta vez com Para Minha Amada Morta, longa-metragem de estreia de Aly Muritiba, já conhecido dos festivais por trabalhos em curta-metragem, como A Fábrica (2011) e Pátio (2013). No premiado trabalho de Muritiba, acompanhamos a jornada de Fernando (Fernando Alves Pinto), que sofre a dor da morte da esposa, mas que, em uma fita VHS, descobre que a mulher foi infiel. Ele resolve, então, procurar o homem que se envolveu com sua esposa. Trata-se de um filme de registro clássico-narrativo, pouco esperado pelos curtas do cineasta, mas que é compreensível para se atingir um público maior. Em pré-estreia no domingo, no Cinema do Dragão.

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PARA MINHA AMADA MORTA (Brasil, 2015), de Aly Muritiba. Com Fernando Alves Pinto, Mayana Neiva, Lourinelson Vladmir, Giuly Biancato, Michelle Pucci, Vinicius Sabbag, Lori Santos. 123 min. Vitrine. Classificação a definir.

Cena de CEMITÉRIO DO ESPLENDOR (2015), de Apichatpong Weerasethakul

Cena de CEMITÉRIO DO ESPLENDOR (2015), de Apichatpong Weerasethakul

Eleito um dos dez melhores filmes do ano pela conceituada revista francesa Cahiers du Cinéma, Cemitério do Esplendor, do celebrado tailandês Apichatpong Weerasethakul, é mais um filme que lida com o fantástico, mas cujos aspectos políticos de seu país estão fortemente conectados. A história acompanha o caso de 27 soldados que foram vítimas de uma estranha doença do sono, em um pequeno vilarejo da Tailândia. Uma mulher de meia idade, casada com um soldado americano, trabalha como voluntária no tratamento desses pacientes e acaba tendo encontros interessantes com deidades tailandesas e com o universo invisível. Weerasethakul faz mais um filme estranho e desafiador, mas que por isso mesmo deve ser visto com interesse. Em pré-estreia no sábado, no Cinema do Dragão.

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CEMITÉRIO DO ESPLENDOR (Rak ti Khon Kaen, Tailândia/Reino Unido/Alemanha/França/Malásia/Coreia do Sul/México/EUA/Noruega, 2015), de Apichatpong Weerasethakul. Com Jenjira Pongpas, Banlop Lomnoi, Jarinpattra Rueangram, Petcharat Chaiburi, Tawatchai Buawat, Sakda Kaewbuadee, Pongsadhorn Lertsukon, Sasipim Piwansenee. 122 min. Zeta. 12 anos.

Cena de CASAMENTO GREGO 2 (2016), de Kirk Jones

Cena de CASAMENTO GREGO 2 (2016), de Kirk Jones

Quem teve a oportunidade de ver Casamento Grego (2002) se divertiu um bocado. De fato é uma comédia romântica simpática. Mas o trailer de sua continuação, agora também focando na vida sentimental da filha do casal do primeiro filme, não chega a ser muito animador. Como costuma-se colocar algumas piadas boas nos trailers para vender o filme, é de se imaginar que essa continuação não tem mesmo muita graça. A roteirista e protagonista do filme Nia Vardalos convidou o inglês Kirk Jones (O Que Esperar Quando Você Está Esperando, 2012) para dirigir esta sequência. No novo filme, Toula (Vardalos) e Ian (Corbett) passam um tempo tentando entender a filha adolescente, ao mesmo tempo que se preparam para mais um casamento grego. Em pré-estreia no UCI Iguatemi, UCI Parangaba e Cinépolis RioMar.

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CASAMENTO GREGO 2 (My Big Fat Greek Weeding 2, EUA, 2016), de Kirk Jones. Com Nia Vardalos, John Corbett, Michael Constantine, Lainie Kazan, Andrea Martin, Gia Carides, Joey Fatone, Elena Kampouris, Alex Wolff, Louis Mandylor. 94 min. Universal. 12 anos.

Saem de cartaz

A Vizinhança do Tigre
Apaixonados – O Filme
Mundo Cão
O Abraço da Serpente
White God

As estreias nacionais desta quinta-feira, 24, que não entram em cartaz em Fortaleza

Autorretrato de uma Filha Obediente
Desajustados
No Vermelho

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RANKING INTERNACIONAL – ZOOTOPIA segura liderança

Zootopia: Essa Cidade é o Bicho surpreendeu novamente com uma queda muito pequena no desempenho e manteve-se com segurança no topo do ranking. O Regresso chegou às telonas da China e, com o bom resultado obtido no país, conseguiu ultrapassar o antigo segundo colocado Kung Fu Panda 3, que agora sustenta a terceira colocação. A Série Divergente: Convergente caiu razoavelmente e conseguiu ficar com a quarta posição, uma abaixo da anterior. Aproveitando a queda de Deadpool e Deuses do Egito, Invasão a Londres conseguiu subir para a quinta posição do ranking, mesmo com a chegada de O Regresso na China

Cena de ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO.

Cena de ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO

Zootopia: Essa Cidade é o Bicho conseguiu manter o bom resultado obtido nos fins de semana anteriores na China, terminando o último fim de semana novamente na liderança do ranking. Em sua sexta semana em cartaz, a animação arrecadou cerca de US$ 64,8 milhões no período de sexta à domingo. No total, o filme já acumula uma receita de US$ 390 milhões no mercado internacional, tendo ainda Japão, Reino Unido e algumas outras localidades para entrar em cartaz.

Leonardo DiCaprio em cena de O REGRESSO.

Leonardo DiCaprio em cena de O REGRESSO.

O Regresso voltou a ficar entre os cinco primeiros do ranking internacional ao estrear na China e obter uma ótima arrecadação que lhe garantiu com segurança a segunda posição. O drama estrelado por Leonardo DiCaprio acumulou US$ 36,4 milhões no fim de semana. Mesmo estando há 11 semanas em cartaz no mercado internacional, o filme é ainda exibido em 25 países e acumula um valor próximo de US$ 302 milhões.

Cena de KUNG FU PANDA 3.

Cena de KUNG FU PANDA 3.

Tendo estreado em 40 novos países na semana passada, a animação Kung Fu Panda 3 terminou o último fim de semana com uma arrecadação próxima de US$ 31,8 milhões, ficando com a terceira colocação do ranking. O filme obteve uma melhora razoável com as estreias em relação ao fim de semana anterior, cerca de 20%, e atualmente acumula uma receita de US$ 257 milhões no mercado internacional, estando em sua oitava semana em cartaz.

Cena de A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE.

Cena de A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE

A Série Divergente: Convergente estreou em pouco mais de 30 países no último fim de semana, mas não conseguiu conter a queda no desempenho em relação o fim de semana anterior. A ficção arrecadou US$ 22 milhões no período, cerca de 20% menos que a renda obtida no fim de semana anterior, e com o resultado, ficou na quarta colocação do ranking. No total, Convergente acumula uma renda próxima de US$ 53,4 milhões no mercado internacional, estando em sua segunda semana em cartaz.

Cena de INVASÃO A LONDRES.

Cena de INVASÃO A LONDRES

Após uma queda desastrosa de pouco mais de 50% na renda, Invasão a Londres conseguiu ultrapassar Deuses do Egito e subir para a quinta colocação do ranking, mesmo com as dificuldades nas bilheterias do mercado internacional. Há três semanas em cartaz, a ação arrecadou apenas US$ 10 milhões no último fim de semana, passando a acumular uma receita total de US$ 45 milhões.

Confira abaixo a tabela com os dez melhores.

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Veja o trailer de Kung Fu Panda 3.

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Semana 12 – ZOOTOPIA

Ao contrário do que muitos esperavam, a sci-fi juvenil A Série Divergente: Convergente não conseguiu manter o fôlego dos filmes anteriores da franquia e acabou sendo ultrapassada pela animação Zootopia, que assegurou mais um fim de semana no topo das bilheterias. Enquanto isso, o drama cristão Milagres do Paraíso fez bonito em sua estreia e já está garantindo lucro

Cena de ZOOTOPIA

Cena de ZOOTOPIA

Para a alegria dos executivos da Disney, a divertida animação Zootopia continuou se saindo muitíssimo bem nas telonas norte-americanas e conseguiu, pela terceira vez consecutiva, liderar o ranking dos mais rentáveis por lá. Ao todo, foram mais US$ 38,04 milhões obtidos pelo filme de sexta a domingo, quantia que representa uma queda de apenas 26% em relação ao fim de semana anterior. No acumulado, Zootopia soma um faturamento de ótimos US$ 201,80 milhões, se tornando com isso a terceira maior bilheteria da Disney Animation e ficando a um passo de ultrapassar a segunda colocada, a animação Big Hero 6 (US$ 222,52 milhões).

Banner internacional de A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE (2016), de Robert Schwentke

Banner internacional de A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE (2016), de Robert Schwentke

Principal estreia da semana e grande favorita ao topo do ranking, a sci-fi juvenil A Série Divergente: Convergente (The Divergent Series: Allegiant) terminou por mostrar que a franquia cinematográfica baseada nos livros de Veronica Roth não está mais tão badalada como antigamente ao ocupar a segunda colocação com US$ 29,05 milhões obtidos nos seus três primeiros dias em cartaz, resultado que se torna decepcionante tendo em vista que as expectativas de mercado apontavam para uma arrecadação de US$ 40 milhões e que tanto Divergente quanto Insurgente registraram aberturas superiores a US$ 50 milhões. Sendo assim, as projeções dos analistas agora apontam que o faturamento total de Convergente no mercado norte-americano deverá alcançar a marca de apenas US$ 75 milhões, o que faria com que o filme se tornasse a primeira da franquia a não superar o seu orçamento apenas com a renda doméstica. Vale ressaltar que os custos de produção do longa somaram US$ 110 milhões. A Série Divergente: Convergente já está em exibição no Brasil.

Banner internacional de MILAGRES DO PARAÍSO (2016), de Patricia Riggen

Banner internacional de MILAGRES DO PARAÍSO (2016), de Patricia Riggen

Em terceiro lugar ficou outra novidade, o drama cristão Milagres do Paraíso (Miracles from Heaven), que se tornou um dos destaques do fim de semana ao arrecadar US$ 15 milhões, valor que equivale a quase do dobro das projeções dos executivos da Sony Pictures (US$ 8 milhões) e que, de quebra, já cobre todo o orçamento da produção, estimado em US$ 13 milhões. Levando em conta a renda obtida desde a sua estreia, na quarta-feira, 16, o filme acumula uma bilheteria de US$ 18,55 milhões. Milagres do Paraíso chega aos cinemas nacionais no dia 21 de abril.

Na esquerda, cena de RUA CLOVERFIELD, 10 e na direita cena de DEADPOOL

Na esquerda, cena de RUA CLOVERFIELD, 10 e na direita cena de DEADPOOL

Completando a lista dos cinco primeiros colocados estão o thriller Rua Cloverfield, 10 e a aventura de ação Deadpool, que faturaram respectivamente US$ 12,50 milhões e US$ 8 milhões. Em dez dias, Rua Cloverfield, 10 soma uma bilheteria de elogiáveis US$ 45,17 milhões, enquanto que Deadpool acumula em seis semanas excelentes US$ 340,94 milhões, o que lhe garante o posto de oitava maior renda de um filme baseados em quadrinhos de todos os tempos.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

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Assista ao trailer de A Série Divergente: Convergente.

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EM TRANSITO – JOSÉ CARLOS AVELLAR

A imprensa brasileira, com especialidade a crítica de cinema, está de luto. Faleceu, na manhã desta sexta-feira, 18, o crítico de cinema carioca José Carlos Avellar. Ele foi um dos meus professores em 1971, época em que estudei Cinema na Cinemateca do MAM, do Rio, onde era, também vice diretor. O Instituto Moreira Salles, onde ele trabalha na curadoria de Mostras, Festivais e na seleção de filmes para lançamentos em DVD, divulga nota lamentando o seu falecimento

O crítica José Carlos Avellar e sua obra maior na literatura:

O crítica José Carlos Avellar e sua obra maior na literatura:

“O IMS lamenta informar o falecimento de José Carlos Avellar, figura de extrema importância no cinema nacional. Nascido em 1936 no Rio de Janeiro, Avellar construiu uma carreira de crítico reconhecida internacionalmente, pontuada pelos vários livros que escreveu e organizou, por uma quantidade imensa de artigos (muitos deles publicados no Blog do IMS), e por uma atuação marcante como gestor público. Até a data de sua morte, Avellar desempenhou o cargo de Coordenador de Cinema do IMS.

Formado como jornalista, Avellar consolidou sua trajetória de crítico cinematográfico no Jornal do Brasil, onde atuou por vinte anos. Seus textos foram publicados em diversos veículos no exterior, incluindo catálogos de festivais importantes, como o de Locarno. Sua relevância para a crítica internacional também pode ser percebida na sua participação em júris oficiais e de crítica de festivais de grande porte como o de Veneza e Cannes, além de ter sido, por muitos anos, o representante brasileiro do prestigioso Festival de Berlim, decidindo que obras do cinema nacional serão exportadas para o Berlinale. Em dezembro de 2006, foi condecorado pelo governo francês com a láurea de Chevalier des Arts et Lettres. Uma parte considerável de seus escritos está reunida no site pessoal Escrever Cinema.

Seu trabalho crítico pode ser visto de forma mais concentrada nos seis livros que publicou, dos quais se destaca O Chão da Palavra: cinema e literatura no Brasil (2007), no qual analisa clássicos como Vidas Secas, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Memórias do Cárcere, entre outros. Apesar da idade avançada, Avellar nunca deixou de acompanhar de perto os lançamentos cinematográficos, frequentando anualmente o Festival de Cannes.

Como gestor público, trabalhou em cargos importantes, como vice-diretor e diretor da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e como vice-presidente da Associação Internacional dos Críticos de Cinema (Fripesci), além de curador do Festival de Gramado (de 2006 a 2011). É necessário destacar, ainda, seu papel de diretor, de 1995 a 2000, da Riofilme, lendária distribuidora que teve um papel fulcral na chamada “retomada” do cinema nacional, lançando 94 longas entre os anos de 1992 e 2000, como Amarelo Manga e Lavoura Arcaica, e produzindo obras de sucesso comercial e crítico como Central do Brasil. O filme recebeu o prêmio máximo no Berlinale, o Urso de Ouro, além do Urso de Prata pela atuação de Fernanda Montenegro. Na época, Avellar comentou à Folha de S. Paulo: “É a primeira vez em Berlim que um filme ganha dois prêmios do júri oficial. É duplamente significativo“.

Desde 2008, Avellar é responsável pela programação dos cinemas do Instituto Moreira Salles. No Instituto, criou a coleção de DVDs, na qual se lançou pela primeira vez no mercado brasileiro obras indispensáveis do cinema internacional e nacional, como Shoah, o extenso documentário de Claude Lanzmann sobre o holocausto, e Cabra Marcada Para Morrer, obra-prima de Eduardo Coutinho. Pela sua curadoria na área de cinema do IMS, Avellar recebeu o prêmio Faz Diferença do jornal O Globo em 2014.

Uma faceta pouco lembrada de Avellar foi a sua incursão como cineasta nos anos 1960 e 1970: dirigiu um curta-metragem, Treiler, e codirigiu outros dois. Além disso, trabalhou em outras áreas mais específicas, tendo exercido o papel de diretor de fotografia, produtor e editor em outras obras. Deste modo, pôde conhecer o outro lado da mesa, saindo do papel oficial de crítico e explorando em primeira mão o fazer cinematográfico.

Seus amigos e admiradores ressaltam uma característica fundamental do crítico: sua memória. Avellar era capaz de rememorar cenas específicas, descrevendo em detalhes um singelo plano, de um filme assistido décadas atrás. Seus artigos e ensaios exibiam um vasto conhecimento da produção mundial e da história do cinema, e articulavam a difícil relação entre a sétima arte e outros campos de conhecimento, como a psicanálise”.

 

RANKING BRASIL – CONVERGENTE estreia na liderança

A Série Divergente: Convergente foi bem em seu primeiro fim de semana no Brasil, terminando o período na liderança. Com a chegada da ficção, Kung Fu Panda 3 caiu para a segunda posição do ranking, mas continua com um bom desempenho. Os Dez Mandamentos também caiu pouco, conseguindo ficar em terceiro lugar. Deadpool e A Bruxa fecharam o top cinco na quarta e quinta colocação, respectivamente

Shailene Woodley em cena de A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE.

Shailene Woodley em cena de A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE

O terceiro filme da franquia Divergente, estrelada por Shailene Woodley, chegou às telonas do Brasil na última quinta-feira, dia 10, e levou cerca de 700 mil espectadores aos cinemas até domingo. A ficção acumulou uma renda próxima de R$ 10,2 milhões no período, assumindo com folga a liderança do ranking Brasil.

Cena de KUNG FU PANDA 3.

Cena de KUNG FU PANDA 3

Mesmo perdendo a liderança, a animação Kung Fu Panda 3 conseguiu manter-se a frente dos filmes que já estavam em cartaz, terminando o fim de semana na segunda posição do ranking. No período, o filme arrecadou cerca de R$ 6 milhões, mantendo-se distante em renda do terceiro colocado. Pouco menos de 400 mil espectadores assistiram a animação no fim de semana, que passou a acumular um público de aproximadamente 1,2 milhão. No total, Kung Fu Panda 3 acumula uma receita de R$ 18,2 milhões no país.

em cena de OS DEZ MANDAMENTOS.

Guilherme Winter em cena de OS DEZ MANDAMENTOS

O longa brasileiro Os Dez Mandamentos continuou a sustentar bons valores nas bilheterias do país, mesmo já estando em sua oitava semana em cartaz. O filme recebeu um público de pouco menos de 450 mil espectadores no fim de semana, arrecadando um valor de R$ 4,7 milhões no período. Com o resultado, o filme voltou a terceira colocação do ranking, mantendo-se firme entre os cinco primeiros. O público acumulado já aproxima-se da faixa dos 9 milhões de espectadores, enquanto que a receita acumulada no país é de R$ 93,7 milhões.

Cena de DEADPOOL.

Cena de DEADPOOL

Em sua quinta semana em cartaz no país, Deadpool continuou caindo desde a liderança obtida duas semanas atrás, com a chegada de Kung Fu Panda 3 e agora com a estreia de Convergente, que assumiu a liderança do ranking. O filme arrecadou cerca de R$ 3,2 milhões no período, levando pouco mais de 200 mil espectadores aos cinemas. Com os valores obtidos, passou a acumular um público próximo de 5,7 milhões e uma receita de R$ 77,6 milhões.

em cena de A BRUXA.

Anya Taylor-Joy em cena de A BRUXA

O terror A Bruxa manteve sua razoável renda em seu segundo fim de semana em cartaz no país, tendo arrecadado um valor de R$ 2,4 milhões. Levando pouco mais de 150 mil espectadores aos cinemas no período, o filme manteve-se, por uma pequena diferença de aproximadamente R$ 100 mil, entre os cinco primeiros do ranking, ficando com a quinta posição. Cinquenta Tons de Preto, comédia estrelada por Marlon Wayans, mais conhecido por As Branquelas e O Pequenino, ficou em sexto lugar no ranking, com uma arrecadação de R$ 2,3 milhões. Por fim, A Bruxa passou a acumular um público de 380 mil espectadores e uma receita de R$ 5,3 milhões no país ao término do domingo.

Confira abaixo a tabela do ranking Brasil com os dez melhores.

RINT

Veja o trailer de A Série Divergente: Convergente.

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