Semana 05 – KUNG FU PANDA 3

De longe o lançamento mais badalado da semana no mercado norte-americano, a animação Kung Fu Panda 3 fez bonito e conquistou a liderança isolada das bilheterias locais. O mesmo, porém, não pode ser dito das outras duas novidades da semana, a aventura Horas Decisivas e a paródia Cinquenta Tons de Preto, que apresentaram resultados decepcionantes

Banner internacional de KUNG FU PANDA 3 (2016), de Alessandro Carloni e Jennifer Yuh

Banner internacional de KUNG FU PANDA 3 (2016), de Alessandro Carloni e Jennifer Yuh

Ausente por longos cinco anos, o simpático urso panda Po voltou em grande estilo às telonas norte-americanas. Lançada na última sexta-feira em 3.955 salas de cinema dos Estados Unidos e Canadá, a animação Kung Fu Panda 3 fez o maior sucesso junto ao público e foi direto para o topo do ranking de bilheteria, com uma arrecadação de sólidos US$ 41 milhões, que por sinal representa a segunda maior abertura do mês de Janeiro de todos os tempos, perdendo por muito pouco para a Policial em Apuros (US$ 41,51 milhões). Foi uma abertura incrível. Kung Fu Panda é uma propriedade muito popular e Po é um personagem bastante amado. Eu acho que a DreamWorks fez um ótimo trabalho em manter essa franquia ressonante, declarou ao Los Angeles Times o presidente de distribuição da Fox, Chris Aronson. Kung Fu Panda 3 estreia nos cinemas brasileiros no dia 03 de março.

Na esquerda, cena de O REGRESSO e na direita cena de O DESPERTAR DA FORÇA

Na esquerda, cena de O REGRESSO e na direita cena de O DESPERTAR DA FORÇA

Abaixo de Kung Fu Panda 3 aparecem os campeões da semana passada, o drama O Regresso e a sci-fi Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força, que registraram as menores quedas do Top 10 e faturaram respectivamente US$ 12,40 milhões e US$ 10,78 milhões. Em seis semanas, O Regresso acumula uma bilheteria de US$ 138,17 milhões, posicionando-se assim como o sexto filme mais rentável da carreira do ator Leonardo DiCaprio, enquanto que O Despertar da Força soma em sete semanas estrondosos US$ 895,42 milhões.

Banner internacional de HORAS DECISIVAS (2016), de Craig Gillespie

Banner internacional de HORAS DECISIVAS (2016), de Craig Gillespie

A quarta posição ficou com a segunda maior novidade da semana, o filme Horas Decisivas (The Finest Hours), que assim como outra aventura marítima lançada recentemente nas telonas (No Coração do Mar), terminou por naufragar nas bilheterias, tendo arrecadado somente US$ 10,32 milhões nos seus três primeiros dias em cartaz, valor muito baixo frente ao seu orçamento de US$ 70 milhões. Estes são resultados mais fracos do que nós esperávamos. Mas estamos animados com a resposta positiva das pessoas que assistiram ao filme e isso é um bom sinal para a sua expansão internacional, declarou ao Hollywood Reporter o vice-presidente de distribuição da Disney, Dave Hollis. No Brasil, Horas Decisivas chega aos cinemas no dia 18 de fevereiro.

Cena de POLICIAL EM APUROS 2

Cena de POLICIAL EM APUROS 2

Completando a lista dos cinco primeiros colocados está a comédia Policial em Apuros 2, que caiu 33% e fez US$ 8,34 milhões, elevando dessa forma o seu total acumulado para US$ 70,77 milhões. Assim, as projeções dos analistas agora apontam que o faturamento total da produção deve chegar à marca de US$ 90 milhões, resultado sem dúvida muito bom para um filme cujo orçamento foi de US$ 40 milhões, mas que ainda assim fica muito aquém da performance do filme original, que arrecadou US$ 134,93 milhões.

Banner internacional de CINQUENTA TONS DE PRETO (2016), de Michael Tiddes

Banner internacional de CINQUENTA TONS DE PRETO (2016), de Michael Tiddes

Bem mais abaixo, na nona colocação do ranking, está a terceira estreia da semana, a paródia Cinquenta Tons de Preto (Fifty Shades of Black), que teve uma abertura decepcionante de US$ 6,18 milhões. Mas apesar da renda pífia, os executivos da IM Global não têm muito com o que se preocupar, uma vez que o orçamento da produção foi de apenas US$ 5 milhões. Por aqui, Cinquenta Tons de Preto tem estreia agendada para o dia 03 de março.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

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Assista ao trailer de Kun Fu Panda 3:

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SEMANA 05 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Mesmo com a chegada massiva do épico Os Dez Mandamentos – O Filme (2016), de Alexandre Avancini, até que temos uma boa quantidade de filmes entrando em cartaz nesta quinta-feira. Temos o drama biográfico Trumbo – Lista Negra (2015), de Jay Roach; o drama Sabor da Vida (2015), de Naomi Kawase; o drama Suíte Francesa (2014), de Saul Dibb; a aventura Caçadores de Emoção – Além do Limite (2015), de Ericson Core; e a comédia Pai em Dose Dupla (2015), de Sean Anders. Em sessão especial, o drama Do Que Vem Antes (2014), de Lav Diaz

Helen Mirren e Bryan Cranston em TRUMBO - LISTA NEGRA (2015), de Jay Roach

Helen Mirren e Bryan Cranston em TRUMBO – LISTA NEGRA (2015), de Jay Roach

Quem tem interesse em boas histórias dos bastidores do cinema certamente deve gostar de Trumbo – Lista Negra, que conta a história de Dalton Trumbo, um roteirista de grandes sucessos de Hollywood que se recusou a cooperar com o Comitê de Atividades Antiamericanas na época da “caça às bruxas” nos Estados Unidos. Por causa disso, ele passou a ser proibido de exercer o seu ofício e a agir como roteirista fantasma em diversos filmes. Vivido por Bryan Cranston, ator veterano que ganhou fama graças a um grande papel na televisão como um dos protagonistas de Breaking Bad (2008-2013), o filme é mais um a lidar com situações incríveis ocorridas na história dos Estados Unidos, assim como dois outros indicados ao Oscar, Spotlight – Segredos Revelados e A Grande Aposta. Trumbo – Lista Negra foi indicado ao Oscar de melhor ator para Cranston. Em cartaz no Cinépolis RioMar (Sala VIP).

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TRUMBO – LISTA NEGRA (Trumbo, EUA, 2015), de Jay Roach. Com Bryan Cranston, Diane Lane, Helen Mirren, Louis C.K., Michael Stuhlbarg, John Getz, Laura Flannery, David James Elliott,  Madison Wolfe, David Maldonado. 124 min. 12 anos.

Masatoshi Nagase em SABOR DA VIDA (2015), de Naomi Kawase

Masatoshi Nagase em SABOR DA VIDA (2015), de Naomi Kawase

Naomi Kawase é um dos nomes mais importantes do cinema japonês contemporâneo. A diretora está em atividade desde a década de 1990, mas só mais recentemente seus filmes têm chegado em nosso circuito. Sabor da Vida é o seu mais recente trabalho e lida com o prazer do sabor e a arte da culinária. Na trama, Sentaro (Masatoshi Nagase) dirige uma pequena padaria que serve dorayakis – bolos recheados com pasta doce de feijão vermelho. Quando uma senhora de idade, Tokue (Kirin Kiki), se oferece para ajudar na cozinha, ele relutantemente aceita. Mas Tokue prova ter mágica em suas mãos quando se trata de fazer “AN”. Graças à sua receita secreta, o pequeno negócio logo floresce e, com o tempo, Sentaro e Tokue abrem seus corações, revelando velhas feridas. O filme havia passado em uma sessão única na cidade, mas felizmente entrou em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis RioMar).

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SABOR DA VIDA (An, Japão/França/Alemanha, 2015), de Naomi Kawase. Com Kirin Kiki, Masatoshi Nagase, Kyara Uchida, Miyoko Asada, Etsuko Ichihara, Miki Mizuno. 113 min. Califórnia. 14 anos.

Michelle Williams e Matthias Schoenaearts em SUÍTE FRANCESA (2014), de Saul Dibb

Michelle Williams e Matthias Schoenaearts em SUÍTE FRANCESA (2014), de Saul Dibb

Dirigido por Saul Dibb, autor de A Duquesa (2008), estrelado por Keira Knightley, Suíte Francesa é outro filme de época, dessa vez passado durante a Segunda Guerra Mundial, na França. Nessa época e lugar, a jovem Lucile Angellier (Michelle Williams) passa os dias junto de sua sogra (Kristin Scott Thomas) esperando pelo retorno do marido, um prisioneiro de guerra. Enquanto alguns combatentes franceses retornam para casa, o pequeno vilarejo onde Lucile mora começa a ser invadido por soldados alemães, incluindo o refinado Bruno von Falk (Matthias Schoenaearts). Apesar de resistir aos flertes do soldado, Lucile acaba cedendo e inicia uma relação amorosa com ele. Um dos grandes atrativos do filme, além de caprichar no registro de época, é o elenco feminino, que, além de Michelle Williams e Kristin Scott Thomas, conta ainda com Margot Robbie e Ruth Wilson. Em cartaz no Pátio Dom Luis.

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SUITE FRANCESA (Suite Française, Reino Unido/França/Canadá/Bélgica, 2014), de Saul Dibb. Com Michelle Williams, Kristin Scott Thomas, Margot Robbie, Eric Godon, Deborah Findlay, Ruth Wilson, Sam Riley, Vincent Doms, Simon Dutton, Diana Kent. 107 min. Mares. Classificação a definir.

Édgar Ramírez e Luke Bracey em CAÇADORES DE EMOÇÃO - ALÉM DO LIMITE (2015), de Ericson Core

Édgar Ramírez e Luke Bracey em CAÇADORES DE EMOÇÃO – ALÉM DO LIMITE (2015), de Ericson Core

Em 1991, Keanu Reeves e Patrick Swayze protagonizaram um eletrizante filme de Kathryn Bigelow chamado Caçadores de Emoção. Quem teve a chance de ver este trabalho da maior diretora de filmes de ação dos Estados Unidos sabe que se trata de coisa fina. Talvez não possamos dizer o mesmo de Caçadores de Emoção – Além do Limite, remake do filme de 1991, que conta com algumas inovações na história. Na trama, um jovem agente do FBI (Luke Bracey) tem como missão se infiltrar em meio a atletas de esportes radicais, suspeitos de cometerem uma série de roubos nunca vistos até então. Não demora muito para que ele se aproxime de Bodhi (Édgar Ramirez), o líder do grupo, e conquiste sua confiança. Com um orçamento de 100 milhões de dólares, o filme teve uma abertura muito fraca nos Estados Unidos e possivelmente será salvo pelo mercado internacional. Em cartaz em grande circuito.

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CAÇADORES DE EMOÇÃO – ALÉM DO LIMITE (Point Break, EUA/Alemanha/China, 2015), de Ericson Core. Com Édgar Ramírez, Luke Bracey, Ray Winstone, Teresa Palmer, Matias Varela, Clemens Schick, Tobias Santelmann, Max Thierot, Delroy Lindo, Nikolai Kinski. 114 min. Warner. 14 anos.

Cena de PAI EM DOSE DUPLA (2015), de Sean Anders

Cena de PAI EM DOSE DUPLA (2015), de Sean Anders

Will Ferrell e Mark Wahlberg são, respectivamente, padrasto e pai, que lutam para conquistar o amor dos filhos em uma comédia dirigida por Sean Anders (de Quero Matar Meu Chefe 2, 2014). Na trama de Pai em Dose Dupla, Ferrell é um executivo em uma rádio que se esforça para ser o melhor pai possível para os dois filhos de sua namorada (Linda Cardellini). O problema acontece quando chega o pai biológico da criança, que é muito mais cool do que o caretão Ferrell.  Os dois atores já trabalharam juntos antes em Os Outros Caras (2010), de Adam McKay. Porém, o novo filme não recebeu o mesmo apoio da crítica que a primeira parceria dos astros, tendo tido um percentual de apenas 30% de aprovação no Rotten Tomatoes. Em cartaz em grande circuito.

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PAI EM DOSE DUPLA (Daddy’s Home, EUA, 2015), de Sean Anders. Com Will Ferrell, Mark Wahlberg, Linda Cardellini, Thomas Haden Church, Scarlett Estevez, Owen Vaccaro, Bobby Cannavale, Hannibal Buress, Bill Burr, Jamie Denbo. 96 min. Paramount. 12 anos.

Cena de OS DEZ MANDAMENTOS - O FILME (2016), de Alexandre Avancini

Cena de OS DEZ MANDAMENTOS – O FILME (2016), de Alexandre Avancini

O sucesso da novela Os Dez Mandamentos (2015), produzida pela Rede Record, foi uma surpresa até para a própria emissora, que resolveu fazer uma versão para o cinema da primeira parte da história de Moisés, que conta do início de sua vida, criado pela filha do Faraó, até alguns momentos de tensão no deserto, após a passagem pelo Mar Vermelho. Os produtores prometem um final diferente do mostrado na televisão, além de cenas inéditas. Difícil não falar do lançamento do filme e não citar a pré-venda, que atingiu a impressionante marca de 2,4 milhões de ingressos vendidos, um fato inédito na história do cinema brasileiro. Nenhum outro filme nacional ou mesmo internacional atingiu números tão expressivos. Há quem diga que grande parte dessa soma foi comprada pela própria Igreja Universal, inclusive. Em cartaz em grande circuito.

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OS DEZ MANDAMENTOS (Brasil, 2016), de Alexandre Avancini. Com Guilherme Winter, Sérgio Marone, Camila Rodrigues, Giselle Itié, Petrônio Gontijo, Gabriela Durlo, Sidney Sampaio, Felipe Cardoso, Benvindo Sequeira, Lisandra Souto. 122 min. Paris. Livre.

Especial

Cena de DO QUE VEM ANTES (2014), de Lav Diaz

Cena de DO QUE VEM ANTES (2014), de Lav Diaz

Houve um atraso na chegada do DCP deste tão aguardo filme do brilhante cineasta filipino Lav Diaz e ele teve que ser substituído na programação, mas a produção da Mostra Cinema em Transe recebeu a cópia e felizmente exibirá em sessão única na tarde do próximo domingo o intenso e desafiador Do Que Vem Antes. Quem teve o privilégio de ver o excepcional Norte – O Fim da História, exibido durante uma semana apenas, sabe o quanto passar algumas horas assistindo um filme de Diaz é recompensador. Do Que Vem Antes é ainda mais radical em se tratando de metragem, já que dura mais de cinco horas. A história se passa nas Filipinas, no ano de 1972, quando coisas misteriosas acontecem num bairro remoto e o ditador do país na época coloca a nação sob lei marcial. Em exibição gratuita às 16 hs de domingo no Cinema do Dragão.

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DO QUE VEM ANTES (Mula sa Kung ano Ang Noon, Filipinas, 2014), de Lav Diaz. Com Perry Dizon, Roeder, Hazel Orencio, Karenina Haniel, Reynan Abcede, Mailes Kanapi, Ian Lomongo, Joel Saracho, Evelyn Vargas, Noel Sto. Domingo. 338 min. Supo Mungam. Classificação a definir.

Saem de cartaz

Irmãs
Macbeth – Ambição e Guerra
Terra de Maria

A estreia nacional desta quinta-feira, 28, que não entra em cartaz em Fortaleza

Anomalisa

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Semana 04 – O REGRESSO

Em um final de semana de bilheterias fracas devido à nevasca Jonas, que atingiu boa parte dos Estados Unidos e fez com que vários cinemas fechassem as portas, o drama O Regresso conseguiu espaço para assumir o primeiro lugar do ranking. Dentre as estreias, a comédia Tirando o Atraso e o terror Boneco do Mal conseguiram se sair bem, enquanto a aventura sci-fi A 5ª Onda decepcionou

Cena de O REGRESSO

Cena de O REGRESSO

Após perder por um triz a liderança das bilheterias nas duas últimas semanas, o drama O Regresso pode agora finalmente a sentir o gostinho de estar no topo da lista dos mais rentáveis. Em seu terceiro fim de semana em cartaz em amplo circuito nas telonas norte-americanas, o filme estrelado por Leonardo DiCaprio faturou US$ 16 milhões, resultado um pouco abaixo das expectativas iniciais para o período (US$ 20 milhões), mas que ainda assim foi forte o bastante para derrubar a concorrência e garantir à produção o primeiro lugar. No total, O Regresso acumula uma bilheteria de ótimos US$ 119,19 milhões, disparada a maior da carreira do diretor Alejandro G. Iñárritu.

Cena de STAR WARS: EPISÓDIO VII – O DESPERTAR DA FORÇA

Cena de STAR WARS: EPISÓDIO VII – O DESPERTAR DA FORÇA

Na sequência do ranking aparece a sci-fi Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força, que rendeu US$ 14,25 milhões e com isso subiu da terceira para a segunda colocação. Ao todo, O Despertar da Força soma na América do Norte espetaculares US$ 879,28 milhões em bilheteria e não há quem duvide que o longa conseguirá chegar à marca dos US$ 900 milhões arrecadados. Considerando os números do mercado internacional, a produção detém um faturamento de nada menos que US$ 1,93 bilhão.

Cena de UM TIRA EM APUROS 2

Cena de UM TIRA EM APUROS 2

Favorita à vice-liderança, a comédia Um Tira em Apuros 2 surpreendeu ao registrar uma queda de 63% (em comparação, o filme original teve uma queda na casa dos 40%) e dessa forma teve que se contentar com a medalha de bronze, tendo obtido US$ 12,96 milhões no final de semana. Em dez dias, o filme estrelado por Kevin Hart e Ice Cube acumula uma renda de US$ 59,11 milhões.

Acima, os cartazes de TIRANDO O ATRASO (2016), de Dan Mazer, e BONECO DO MAL (2016), de William Brent Bell

Acima, os cartazes de TIRANDO O ATRASO (2016), de Dan Mazer, e BONECO DO MAL (2016), de William Brent Bell

Abaixo de Um Tira em Apuros 2 aparece a comédia Tirando o Atraso (Dirty Grandpa), que nos seus três primeiros dias em cartaz fez US$ 11,52 milhões e garantiu a quarta posição, vencendo por muito pouco o terror também estreante Boneco do Mal (The Boy), que ocupou o quinto lugar com US$ 11,26 milhões. Os resultados de ambos os filmes, vale mencionar, ficaram dentro das projeções dos analistas. No Brasil, Tirando o Atraso chega aos cinemas no dia 04 de fevereiro, enquanto que Boneco do Mal tem lançamento agendado para o dia 18 do mesmo mês.

Imagem promocional de A 5ª ONDA (2016), de J Blakeson

Imagem promocional de A 5ª ONDA (2016), de J Blakeson

Apontada pelos analistas como a provável estreia mais bem-sucedida da semana, a aventura sci-fi A 5ª Onda (The 5th Wave) se mostrou justamente o contrário, tendo registrado a pior arrecadação dentre os lançamentos, US$ 10,70 milhões, o que lhe rendeu apenas a sexta colocação no ranking. Dessa forma, acredito que podemos afirmar que os planos da Sony em iniciar uma franquia cinematográfica baseada na série literária de Rick Yancey estão simplesmente cancelados. A 5ª Onda já está em exibição nos cinemas nacionais.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

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Assista ao trailer de Tirando o Atraso:

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CREED: NASCIDO PARA LUTAR – ROCKY BALBOA NOVAMENTE NAS TELONAS

Spin-off da franquia Rocky, Creed: Nascido Para Lutar (Creed, 2015), de Ryan Coogler, continua apresentando o envelhecimento de Rocky Bolboa nos cinemas de forma digna e memorável

Cena de CREED - NASCIDO PARA LUTAR (Creed, 2015) de Ryan Coogler

Cena de CREED: NASCIDO PARA LUTAR (2015), de Ryan Coogler

O veterano Rocky Balboa (Sylvester Stallone) pode não estar mais nos ringues em disputas de boxe, mas continua com o vigor de sempre, agora como treinador. Sob sua batuta está o jovem Adonis Johnson (Michael B. Jordan), filho do lutador Apollo Creed, que enfrentou Balboa várias vezes no ringue. Acontece que Adonis Johnson nunca conheceu o pai, que faleceu antes de seu nascimento. Ainda assim, é inegável que o boxe está em seu sangue, então Adonis vai para Philadelphia, o local da lendária luta de Apollo Creed contra um aguerrido novato chamado Rocky Balboa.

Já na Cidade do Amor Fraternal, Adonis encontra Rocky (Stallone) e pede para que ele seja seu treinador. Apesar de sua insistência em se afastar do mundo das lutas por bons motivos, Rocky enxerga em Adonis a força e a determinação que ele conheceu em Apollo – seu feroz rival que acabou se tornando seu melhor amigo. Concordando em ajudá-lo, Rocky treina o jovem lutador, mesmo que para isso o antigo campeão tenha que desafiar um oponente mais mortal do que qualquer um que ele já tenha enfrentado no ringue.

Com Rocky em seu corner, não demora muito para que Adonis tenha sua chance de disputar o título, tendo que provar que não está ali apenas por ser filho de Creed, mas que também tem o coração de um verdadeiro lutador. Adonis se envolve com Bianca (Tessa Thompson), uma cantora e compositora local. Mary Anne Creed (Phylicia Rashad), a viúva de Apollo é quem resgata Adonis dos orfanatos e lhe dá uma oportunidade na vida. Destaque também para o boxeador profissional inglês tricampeão peso-pesado da ABA, Anthony Bellew, como o campeão de boxe “Pretty” Ricky Conlan.

Esta foi a sétima vez que Sylvester Stallone atua no papel do boxeador Rocky Balboa, após Rocky, Um Lutador (1976), Rocky 2 – A Revanche (1979), Rocky 3 – O Desafio Supremo (1982), Rocky 4 (1985), Rocky 5 (1990) e Rocky Balboa (2006). É apenas o segundo filme de Ryan Coogler, sua estreia foi com o excelente Fruitvale Station: A Última Parada (2013). No Globo de Ouro 2016, a produção venceu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante para Sylvester Stallone.

Poster CREED - NASCIDO PARA LUTAR (Creed, 2015) de Ryan Coogler

Poster CREED: NASCIDO PARA LUTAR (Creed, 2015) de Ryan Coogler

Título: Creed: Nascido Para Lutar (Creed, 2015)

Estreia: 14/01/2015

Gênero: Drama, Esporte

Duração: 95 min.

Origem: Estados Unidos

Direção: Ryan Coogler

Roteiro: Aaron Covington, Ryan Coogler, Sylvester Stallone

Distribuidor: Warner Bros. Pictures

Classificação: 12 Anos

Ano: 2015

 

 

Segue o trailer de Creed: Nascido Para Lutar:

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SNOOPY E CHARLIE BROWN: PEANUTS, O FILME – OBRA DE CHARLES SCHULZ NOS CINEMAS

Tendo como base os personagens criados pelo cartunista norte-americano Charles Schulz (1922-2000), a Blue Sky Studios apresenta a animação Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, O Filme (The Peanuts Movie, 2015), de Steve Martino, em comemoração aos 65 anos da história em quadrinhos e os 50 anos da animação O Natal do Charlie Brown (1965)

Cena de Snoopy e Charlie Brown - Peanuts, O Filme (The Peanuts Movie, 2015) de Steve Martino

Cena de SNOOPY E CHARLIE BROWN: PEANUTS, O FILME (2015), de Steve Martino

Próximo das férias de inverno, a vida de Charlie Brown e sua turma sofre uma mudança com a chegada na cidade de uma garotinha da cabelo vermelho. Brown logo se encanta pela jovem e tenta lutar contra sua timidez e sua baixa autoestima para falar com ela. Ao mesmo tempo, Snoopy encontra uma máquina de escrever e começa a imaginar uma história fantasiosa e heroica, onde ele embarca numa missão à procura de seu arqui-inimigo, o Barão Vermelho.

Charlie Brown, Snoopy, Lucy, Linus e todo o resto da amada turma do Snoopy, chega ao cinema de uma forma como nunca foram vistos antes, como animação 3D. Snoopy, o beagle mais amado do mundo – e claro, piloto – embarca em sua maior missão até hoje, quando ele alcança o céu atrás de seu arqui-inimigo, o Barão Vermelho, enquanto seu melhor amigo, Charlie Brown, inicia a sua própria missão épica. Da imaginação de Charles M. Schulz e dos criadores da saga A Era do Gelo, Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, O Filme vai provar que todo azarado tem seu dia de sorte.

O roteiro contou com a participação do filho e do neto de Schulz, e tornou nítido o respeito pela obra original, contudo, apesar de agradável de ser visto, o filme não é memorável. Acredito também que os trailers e o material de divulgação entregaram muitas cenas e tornou a experiência cinematográfica menos interessante. As cenas envolvendo Brown são mais bacanas que a fábula envolvendo o Snoopy e a Fifi. Apesar disso, a produção foi indicada ao Globo de Ouro 2016 de Melhor Animação, perdendo o prêmio para a obra-prima da Pixar Divertidamente (2015).

Poster de Snoopy e Charlie Brown - Peanuts, O Filme (The Peanuts Movie, 2015) de Steve Martino

Pôster de SNOOPY E CHARLIE BROWN: PEANUTS, O FILME (The Peanuts Movie, 2015), de Steve Martino

Título: Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, O Filme (The Peanuts Movie)

Estreia: 14/01/2015

Gênero: Animação, Aventura, Comédia, Família

Duração: 88 min.

Origem: Estados Unidos

Direção: Steve Martino

Roteiro: Bryan Schulz, Cornelius Uliano, Craig Schulz

Distribuidor: Fox Film do Brasil

Classificação: Livre

Ano: 2015

 

 

Segue o trailer de Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, O Filme:

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SPOTLIGHT: SEGREDOS REVELADOS – EXPÕE CASOS DE ASSÉDIO SEXUAL COMETIDOS POR PADRES

Spotlight: Segredos Revelados (Spotlight, 2015), de Tom McCarthy, apresenta como se deu a reportagem sobre os casos de assédio sexual e pedofilia cometidos por padres contra crianças em Boston, reportagem esta que inclusive rendeu aos jornalistas o Prêmio Pulitzer de serviço público em 2003

Cena de SPOTLIGHT - SEGREDOS REVELADOS (Spotlight, 2015) de Tom McCarthy

Cena de SPOTLIGHT: SEGREDOS REVELADOS (2015), de Tom McCarthy

O filme reconstrói a verdadeira e fascinante história da investigação de um grupo de jornalistas do editorial The Boston Globe sobre pedofilia e abuso sexual cometidos por padres contra crianças em Boston, com certa conivência da Igreja Católica. A tragédia é mostrada de forma sóbria e guiada pelo jornalismo investigativo, que expõe questões sérias à sociedade.

A publicação da matéria abalou a cidade e causou uma crise em uma das instituições mais antigas e confiáveis do mundo, a Igreja Católica. Quando o time de repórteres da tenaz equipe Spotlight mergulha nas alegações de abuso cometidos por padres, a investigação de um ano desvenda décadas de encobrimento nos mais altos níveis dos estabelecimentos legais, religiosos e governamentais de Boston, desencadeando uma onda de revelações ao redor do mundo.

O roteiro de Spotlight é muito coeso e prende a atenção do espectador, que acompanha todo o desenrolar da história sem nunca se desinteressar por tudo aquilo que está sendo mostrado. Aos poucos, vamos ficando indignados com o que vemos em tela, à medida que os fatos vão vindo à tona. Durante anos, líderes religiosos ocultaram os casos transferindo os padres de região, ao invés de puni-los.

O elenco do filme está muito bem em cena. Michael Rezendes (Mark Ruffalo), tem uma cena de tirar o fôlego. A Sacha Pfeiffer (Rachel McAdams) está cativante e Matty Carroll (Brian d’Arcy James) funciona às vezes como alívio cômico. Não bastasse esse trio de excelentes atores, ainda temos o editor chefe, que também realiza trabalhos de campo e faz o papel de cidadão local Walter Robinson (Michael Keaton). Filme foi indicado ao Oscar 2016 de Melhor Filme, Diretor (Tom McCarthy), Atriz Coadjuvante (Rachel McAdams), Ator Coadjuvante (Mark Ruffalo), Roteiro Original e Montagem. Merece ser visto, especialmente pela leva de repórteres que atuam de forma simplista em suas reportagens.

Poster de SPOTLIGHT - SEGREDOS REVELADOS (Spotlight, 2015) de Tom McCarthy

Pôster de SPOTLIGHT: SEGREDOS REVELADOS (Spotlight, 2015), de Tom McCarthy

Título: Spotlight: Segredos Revelados (Spotlight)

Estreia: 07/01/2015

Gênero: Drama, Suspense

Duração: 128 min.

Origem: Estados Unidos

Direção: Tom McCarthy

Roteiro: Thomas McCarthy, Josh Singer

Distribuidor: Sony Pictures do Brasil

Classificação: 12 Anos

Ano: 2015

 

 

 

Segue o trailer de Spotlight: Segredos Revelados:

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BOI NEON – A VIDA DE PESSOAS SIMPLES

Embora traga uma estrutura pouco convencional de narrativa, Boi Neon (2015), novo filme de Gabriel Mascaro, ganha força ao trazer um realismo impressionante aos seus diálogos e encanta ao captar a vida de pessoas simples

Cena de BOI NEON (2015), de Gabriel Mascaro

Cena de BOI NEON (2015), de Gabriel Mascaro

Apesar de ser uma cultura bastante popular e que não existe apenas fora das capitais nordestinas, mas também junto a shows de bandas de forró, a vaquejada não é muito bem vista por certo círculo de pessoas, que veem como sendo cruel a brincadeira de laçar o boi e fazê-lo ir ao chão. De fato é, mas também não se pode negar sua existência, nem perceber o quanto se trata de um tipo de negócio que movimenta uma quantidade bem significativa de pessoas, principalmente nas cidades do interior do Nordeste.

Boi Neon, o novo longa-metragem de Gabriel Mascaro, não apenas trata do assunto, mas tem a ousadia de mostrar a vida de gente que atua nos bastidores, pessoas que seriam consideradas insignificantes dentro da lógica de qualquer outro filme convencional, que costumam mostrar aquelas pessoas que agem sob os holofotes ou que têm uma história de vida mais ligada a uma trajetória de sucesso.

Cena de BOI NEON

Cena de BOI NEON

Mascaro inverte também a lógica de gênero, evitando mostrar um vaqueiro com os estereótipos mais comuns. O Iremar interpretado por Juliano Cazarré age nos currais, é responsável por limpar o rabo do boi e prepará-lo para os peões do espetáculo. No entanto, Iremar sonha em trabalhar com confecção, especialmente feminina. Até tem uma máquina de costuma bem simples e monta seus manequins a partir do que encontra no lixão. Iremar convive com uma mulher que também foge ao estereótipo feminino, Galega, a mãe solteira vivida por Maeve Jinkings que dirige o caminhão da trupe.

Assim como em seu trabalho anterior, Ventos de Agosto (2014), Mascaro demonstra uma obsessão pelos corpos, seja do homem ou da mulher (e no caso de Boi Neon também dos animais), e muito da força do filme vem do modo como ele visualiza esses corpos. Até porque algumas cenas podem ser consideradas fortes para determinado tipo de audiência, levando em consideração que o cinema brasileiro foi se domesticando da década de 1990, com o cinema da retomada, até os dias atuais.

Assim, de forma bastante saudável, o cineasta pernambucano põe em seu filme cenas de sexo (com direito a membro em ereção) e não hesita em mostrar uma cena com um cavalo que certamente vai dar o que falar durante e depois das sessões, até por ser também engraçada. Mas apesar de se destacar dentro da estrutura narrativa, essas cenas não são feitas com um intuito de serem sensacionalistas, mas de mostrar os corpos como algo natural, ainda que momentos íntimos, como o sexo, o banho e a depilação, sejam vistos na verdade de natureza privada.

Cena de BOI NEON

Cena de BOI NEON

A força de cada cena e diálogo do filme, desde as simples conversas de Iremar com a garotinha que não tem contato com o pai, seja com os outros vaqueiros colegas ou com Galega, é captada com um senso de realismo impressionante, próprio de um diretor que começou com documentários e foi tentando se libertar desse registro aos poucos, como já se podia notar em Ventos de Agosto. Em Boi Neon, Mascaro dá seu maior salto em direção ao cinema de ficção, embora as cenas que se passem dentro das vaquejadas sejam apropriações de eventos reais.

O que pode incomodar um pouco a grande audiência é a estrutura pouco convencional da narrativa, que foge ao tradicional formato “introdução-desenvolvimento-conclusão”, embora esses elementos estejam sim presentes, mas de uma maneira mais moderna, por assim dizer, sem uma preocupação em fechar um ciclo na vida dos personagens, mas preferindo optar pelo recorte de determinados momentos de suas vidas, e de dar profundidade a eles, especialmente o protagonista. Difícil é não ficar encantado com cada cena do filme e com seu aspecto tão natural quanto extraordinário em captar a vida de pessoas simples.

Pôster de BOI NEON (2015), de Gabriel Mascaro

Pôster de BOI NEON (2015), de Gabriel Mascaro

Título: Boi Neon

Estreia: 14/01/2016

Gênero: Drama

Duração: 101 min.

Origem: Brasil

Direção: Gabriel Mascaro

Roteiro: Gabriel Mascaro

Distribuidor: Imovision

Classificação: 16 anos

Ano: 2015

 

 

Assista ao trailer de Boi Neon:

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O BOM DINOSSAURO – SOBRE AMIZADE E O VALOR DA FAMÍLIA

A Disney/Pixar consegue através de seus filmes emocionar plateias ao longo de anos, com O Bom Dinossauro (The Good Dinosaur, 2015), de Peter Sohn (em sua estreia na direção de longa-metragem), nos emocionamos com uma história simples sobre a importância da família

Cena de O BOM DINOSSAURO (The Good Dinosaur, 2015) de Peter Sohn

Cena de O BOM DINOSSAURO (2015), de Peter Sohn

Uma informação relevante: junto com as cópias de O Bom Dinossauro, está sendo exibido o curta-metragem Os Heróis de Sanjay (Sanjay’s Super Team, 2015), de Sanjay Patel, que mostra o próprio diretor de ascendência indiana, ainda garoto, vivendo no mundo ocidental, se encantando com os heróis, mas ao mesmo tempo tendo que manter os rituais tradicionais com seu pai. Entediado com as meditações, o garoto acaba criando um mundo de fantasia no qual imagina os deuses hindus como super-heróis. Bem interessante.

Voltando para O Bom Dinossauro, o filme parte da premissa que o asteroide que colidiu com a Terra, extinguindo os dinossauros, passou de raspão e os animais gigantes não teriam morrido, o que fez com que eles passassem a conviver normalmente como seres humanos, tendo inclusive que trabalhar com a agricultura para subsistência. É quando conhecemos o casal de apatossauros, que estão prestes a ter três filhotes, de personalidades completamente diferentes.

Após viver uma tragédia pessoal, Arlo, um dinossauro adolescente com seus medos e anseios, se perde da família e precisa retornar ao lar. Para isso, conta com a ajuda de um jovem menino humano, Spot, que também tem seus traumas. Juntos eles enfrentam desafios para voltar para casa, num roteiro que remete a clássicos Disney como Bambi (1942) e O Rei Leão (1994). No entanto, o foco da vez está na questão de aprender a vencer os medos, afinal, além do medo, sempre existem coisas belas.

Peter Sohn comandou o curta Parcialmente Nublado (2009) e foi animador de Os Incríveis (2004) e Ratatouille (2007) e também esteve na equipe de animação e dublagem de vários outros projetos da Pixar. O roteirista Bob Peterson, seria o diretor, mas foi substituído por Peter Sohn. Ele foi um dos responsáveis por Up: Altas Aventuras (2009) e Procurando Nemo (2003).

Uma curiosidade do personagem Arlo, é que ele apareceu como um brinquedo num quarto de criança na animação Universidade Monstros (2013). A produção foi indicada ao Globo de Ouro 2016 de Melhor Animação. No entanto, há quem defenda que Arlo estaria no slogan dos postos de gasolina da Dinoco, nos filmes da franquia Toy Story (1995).

A dublagem está interessante, contando inclusive com a participação do trio de humoristas paulistanos, Os Barbixas. Por fim, O Bom Dinossauro apresenta o que existe de melhor qualidade técnica em termos de animação. Os efeitos de água, chuva, plantas, são tão reais que fica difícil acreditar que todas as imagens são digitais, especialmente as dos créditos finais.

Poster de O BOM DINOSSAURO (The Good Dinosaur, 2015) de Peter Sohn

Pôster de O BOM DINOSSAURO (The Good Dinosaur, 2015), de Peter Sohn

Título: O Bom Dinossauro (The Good Dinosaur)

Estreia: 07/01/2015

Gênero: Animação, Família, Aventura

Duração: 100 min.

Origem: Estados Unidos

Direção: Peter Sohn

Roteiro: Bob Peterson, Enrico Casarosa

Distribuidor: Walt Disney Pictures

Classificação: Livre

Ano: 2015

 

 

Veja o trailer de O Bom Dinossauro:

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SEMANA 04 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

A temporada de premiações traz poucas novidades esta semana, mas em compensação há vários filmes entrando em cartaz. Destaque para os dramas Boi Neon (2015), de Gabriel Mascaro, e Joy – O Nome do Sucesso (2015), de David O. Russell. Outros filmes: a comédia Irmãs (2015), de Jason Moore; o drama Reza a Lenda (2016), de Homero Olivetto; e a aventura sci-fi A 5ª Onda (2016), de J. Blakeson. Em pré-estreia, a comédia Pai em Dose Dupla (2015), de Sean Anders. Mas a cereja do bolo é mesmo a Mostra Cinema em Transe, que trará alguns títulos bem importantes dentro do cenário cinematográfico mundial. Bons filmes!

Juliano Cazarré em BOI NEON (2015), de Gabriel Mascaro

Juliano Cazarré em BOI NEON (2015), de Gabriel Mascaro

O segundo longa de ficção de Gabriel Mascaro (Ventos de Agosto, 2014) tem conquistado um público cada vez maior e diverso, abordando a história de um peão que trabalha nos currais durante as vaquejadas, mas que tem um interesse por moda e confecção. Essa inversão da lógica do gênero (dentro dessa lógica, Maeve Jinkings é caminhoneira) acrescida das cenas de sexo consideradas polêmicas por alguns, assim como as interpretações e os deliciosos diálogos fazem de Boi Neon uma das produções brasileiras mais interessantes a aportarem neste ano. Grande vencedor do Festival do Rio, o filme mostra a obsessão do diretor pelos corpos, seja do homem ou da mulher (e no caso de Boi Neon também dos animais), e muito da força do filme vem do modo como ele visualiza esses corpos. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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BOI NEON (Brasil/Uruguai/Holanda, 2015), de Gabriel Mascaro. Com Juliano Cazarré, Maeve Jinkings, Josinaldo Alves, Roberto Berindelli, Samya de Lavor, Vinícius de Oliveira, Abigail Pereira, Carlos Pessoa, Alyne Santana, Marcelo Caetano. 101 min. Imovision. 16 anos.

Jennifer Lawrence em JOY - O NOME DO SUCESSO (2015), de David O. Russell

Jennifer Lawrence em JOY – O NOME DO SUCESSO (2015), de David O. Russell

Terceira colaboração de Jennifer Lawrence com o diretor David O. Russell, depois de O Lado Bom da Vida (2012) e Trapaça (2013), o filme também conta com outros dois atores que estiveram em O Lado Bom da Vida, Robert De Niro e Bradley Cooper. Embora não tenha sido bem cotado para o Oscar desta vez, Joy – O Nome do Sucesso é desses filmes que têm bem a cara da temporada de premiações. Na trama, Joy Mangano é uma jovem criativa que deu início à idade adulta conciliando a vida de mãe solteira com a de inventora. Acabou se tornando uma das empreendedoras de maior sucesso dos Estados Unidos. Como os americanos gostam de histórias de pessoas bem-sucedidas e de trajetórias árduas com final feliz, o filme foi feito para ser apreciado por um público grande. Em cartaz em grande circuito.

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JOY – O NOME DO SUCESSO (Joy, EUA, 2015), de David O. Russell. Com Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Bradley Cooper, Édgar Ramírez, Diane Ladd, Virginia Madsen, Isabella Rossellini, Dascha Polanco, Elisabeth Röhm, Susan Lucci. 124 min. Fox. 10 anos.

Amy Pohler e Tina Fey em IRMÃS (2015), de Jason Moore

Amy Pohler e Tina Fey em IRMÃS (2015), de Jason Moore

Quem ficou com saudade da simpática dupla Tina Fey e Amy Poehler na cerimônia do Globo de Ouro pode aproveitar a chance vendo esta comédia estrelada pelas duas divertidas atrizes e comediantes. Elas fazem o papel de duas irmãs que descobrem que a casa que elas moravam durante a sua infância será vendida e decidem visitar a propriedade e fazer uma grande festa antes que ela seja de outro dono. O diretor Jason Moore tem no currículo a comédia musical A Escolha Perfeita (2012), além de alguns trabalhos para a televisão. Mas o filme é feito mesmo mais para os fãs de Tina e Amy. Como as críticas foram mistas com relação às qualidades do filme, a percepção e o gosto da audiência certamente variará. Com um conteúdo de humor mais picante, o filme recebeu por aqui a classificação 16 anos. Em cartaz no UCI Iguatemi.

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IRMÃS (Sisters, EUA, 2015), de Jason Moore. Com Tina Fey, Amy Poehler, Maya Rudolph, Ike Barinholtz, James Brolin, Dianne Wiest, John Cena, John Leguizamo, Greta Lee, Madison Davenport. 118 min. Universal. 16 anos.

Sophie Charlotte e Cauã Raymond em REZA A LENDA (2016), de Homero Olivetto

Sophie Charlotte e Cauã Raymond em REZA A LENDA (2016), de Homero Olivetto

Visto por alguns como uma espécie de Mad Max brasileiro, Reza a Lenda é mais um exemplar de filme de gênero com a intenção de diversificar a produção cinematográfica nacional. A história se passa em uma terra devastada e sem lei e apresenta Ara, um herói de poucas palavras vivido por Cauã Reymond. Os sobreviventes dessa terra vivem esperando por uma espécie de messias que os livrem do julgo do temido e cruel Tenório (Humberto Martins). Ao lado de duas mulheres (Sophie Charlotte e Luisa Arraes) e uma gangue de motoqueiros,  Ara irá lutar contra esse universo ao seu redor, além de seus próprios dramas pessoais. A fotografia e o cenário do filme chamam a atenção, mas agora é esperar que o trabalho de direção, roteiro e interpretação sejam tão bons quanto. Em cartaz em grande circuito.

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REZA A LENDA (Brasil, 2016), de Homero Olivetto. Com Cauã Reymond, Sophie Charlotte, Luisa Arraes, Humberto Martins, Júlio Andrade, Sílvia Buarque, Jesuíta Barbosa, Nanego Lira, Zezita Matos, Jonathan Azevedo. 87 min. Imagem. 14 anos.

Chloë Grace Moritz em A 5ª ONDA (2016), de J. Blakeson

Chloë Grace Moritz em A 5ª ONDA (2016), de J. Blakeson

A exemplo das franquias Divergente e Jogos Vorazes, A 5ª Onda é mais uma ficção científica juvenil distópica, desta vez com o mundo totalmente invadido por extraterrestres. Como o trailer informa, na primeira onda os alienígenas retiraram a eletricidade do planeta; na segunda, um tsunami mata 40% da população; na terceira, os pássaros transmitiram um vírus mortal que matou 97% da população restante; na quarta onda, os alienígenas se infiltraram entre os humanos sobreviventes. A quinta seria o extermínio completo da raça humana e é nesse cenário que vive a adolescente Cassie (Chloë Grace Moritz), que precisa proteger o seu irmão mais novo e descobrir em quem confiar. Em cartaz em grande circuito.

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A 5ª ONDA (The 5th Wave, EUA, 2016), de J. Blakeson. Com Chloë Grace Moretz, Matthew Zuk, Gabriela Lopez, Bailey Anne Borders, Nick Robinson, Ron Livingston, Maggie Siff, Zachary Arthur, Charmin Lee, Parker Wierling. 112 min. Sony. 14 anos.

Pré-estreia

Will Ferrell em PAI EM DOSE DUPLA (2015), de Sean Anders

Will Ferrell em PAI EM DOSE DUPLA (2015), de Sean Anders

Will Ferrell e Mark Wahlberg são, respectivamente, padrasto e pai, que lutam para conquistar o amor dos filhos em uma comédia dirigida por Sean Anders (de Quero Matar Meu Chefe 2, 2014). Na trama de Pai em Dose Dupla, Ferrell é um executivo em uma rádio que se esforça para ser o melhor pai possível para os dois filhos de sua namorada (Linda Cardellini). O problema acontece quando chega o pai biológico da criança, que é muito mais cool do que o caretão Ferrell.  Os dois atores já trabalharam juntos antes em Os Outros Caras (2010), de Adam McKay. Porém, o novo filme não recebeu o mesmo apoio da crítica que a primeira parceria dos astros, tendo tido um percentual de apenas 30% de aprovação no Rotten Tomatoes. Em cartaz no UCI Iguatemi.

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PAI EM DOSE DUPLA (Daddy’s Home, EUA, 2015), de Sean Anders. Com Will Ferrell, Mark Wahlberg, Linda Cardellini, Thomas Haden Church, Scarlett Estevez, Owen Vaccaro, Bobby Cannavale, Hannibal Buress, Bill Burr, Jamie Denbo. 96 min. Paramount. 12 anos.

Especial

Cena de O PEQUENO QUINQUIN (2014), de Bruno Dumont

Cena de O PEQUENO QUINQUIN (2014), de Bruno Dumont

Depois de mais de duas semanas de maratona com filmes inéditos e outros que foram destaque no ano passado, o Cinema do Dragão promove outra Mostra, ainda mais direcionada ao público cinéfilo, a Mostra Cinema em Transe, com curadoria de Samuel Brasileiro e Pablo Arellano. A mostra contará com filmes desafiadores, mas que certamente serão recompensadores. Na programação há dois trabalhos que estiveram presentes em várias listas de melhores do ano: o francês O Pequeno Quinquin (2014), de Bruno Dumont, e o russo É Difícil Ser Deus (2013), de Aleksei German. O filme que abrirá a mostra será o brasileiro (em coprodução com a Argentina) Mate-me por Favor (2015), de Anita Rocha. Algumas sessões contarão com debates. Segue a programação:

Quinta, 19h
Cidade Nova, de Diego Hoefel (Brasil, 2015) – 14 min – 12 anos
O Homem que virou Armário, de Marcelo Ikeda (Brasil, 2015) – 14 min – Livre
Mate-me por favor, de Anita Rocha (Brasil/Argentina, 2015) – 100 min – 14 anos
Debate

Sexta, 19h
O Incompleto (The Incomplete), de Jan Soldat (Alemanha, 2013) – 48 min – 18 anos
Leviatã (Leviathan), de Lucien Castaing-Taylor e Véréna Paravel (EUA/Reino Unido/França, 2012) – 87 min – 10 anos
Debate

Sábado, 18h20
O Pequeno Quinquin (P´tit Quinquin), de Bruno Dumont (França, 2014) – 200 min – 14 anos

Domingo, 19h
Nova Dubai, de Gustavo Vinagre (Brasil, 2014) – 56 min – 18 anos
Filme para Poeta Cego, de Gustavo Vinagre (Brasil, 2012) – 26 min – 18 anos

Segunda, 19h
Ao Vento, de Yuri Yamamoto (Brasil) – 9 min
O Presidente (The President), de Mohsen Makhmalbaf (Alemanha/França/Geórgia/Reino Unido, 2014) – 105 min – 14 anos
– Debate

Terça, 19h
É Difícil Ser um Deus (Hard to Be a God), de Aleksei German (Rússia, 2013) – 210 min – 16 anos

Quarta, 19h
Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência (A Pigeon Sat on a Branch Reflecting on Existence), de Roy Andersson (Suécia/Alemanha/Noruega/França, 2014) – 101 min – 16 anos

Veja o trailer de É Difícil Ser um Deus

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As estreias desta quinta-feira, 21, que não entram em cartaz em Fortaleza

Coração de Cachorro
O Novíssimo Testamento

Veja o trailer de O Novíssimo Testamento

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Halder Gomes e elenco de O Shaolin do Sertão recebem a imprensa

Na manhã desta quinta-feira (14), no auditório do Hotel Oásis Atlântico, Halder Gomes e boa parte do elenco de seu mais novo filme, O Shaolin do Sertão, rodado em Quixadá e Fortaleza, recebeu a imprensa cearense para falar sobre o filme que dá seguimento à bem-sucedida comédia Cine Holliúdy (2012)

Parte do elenco de O SHAOLIN DO SERTÃO (2016), de Halder Gomes

Parte do elenco de O SHAOLIN DO SERTÃO (2016), de Halder Gomes

Mais uma vez uma comédia estrelada por Edmilson Filho e mais uma vez uma história que se passa na década de 1980, o novo filme apresenta também outra paixão de Halder, que são as artes marciais. Seu alter-ego, desta vez, interpreta Aluízio Lee, um aficcionado por artes marciais que vive com cabeça no mundo das lutas de tanto ver filmes do gênero, que naquela época eram muito mais populares, principalmente nos cinemas do interior.

Estiveram presentes ao encontro com a imprensa Dedé Santana, Edmilson Filho, Fafy Siqueira, Marcos Veras, Falcão, Bruna Hamú, Igor Jansen, Frank Menezes e Fábio Goulart. O elenco falou um pouco dos personagens que irão desempenhar no filme, que tem um investimento no valor de R$ 4 milhões, e com previsão de estreia para novembro deste ano.

Aguarda-se um resultado tão bom quanto Cine Holliúdy, que inclusive terá as filmagens de sua sequência iniciada ainda neste ano, com a presença novamente de Edmilson Filho. Halder comentou que o roteiro ainda está passando por alguns tratamentos finais. Isso mostra o quanto o diretor tem trabalhado.

Falcão, Dedé Santana e Fafy Siqueira

Falcão, Dedé Santana e Fafy Siqueira

A maior estrela da manhã desta quinta-feira, porém, foi Dedé Santana, que até teve que se ausentar um momento da entrevista coletiva para dar uma entrevista especial para um jornal local. A simpatia e a humildade do ex-trapalhão se mostraram bem presentes no modo acolhedor com que ele conversou. Ele contou que ao receber o chamado de Halder para o filme, o cineasta cearense apenas perguntou se ele tinha um sotaque carioca muito carregado. Como não era o caso, isso não constituiu barreira, ainda que ele tenha dito que passou por dificuldades em imitar o sotaque cearense, mesmo depois de tantos anos de convivência com Renato Aragão.

Durante o encontro com a imprensa também lamentou-se a morte de Shaolin, o humorista paraibano, ocorrida na manhã desta quinta-feira. Falcão lembrou que Shaolin, mesmo não sendo cearense, foi muito importante para engrossar o grupo de artistas nordestinos que invadiram o território nacional nas últimas décadas.