A VISITA – Shyamalan está de volta

Com A Visita (The Visit, 2015), o diretor M. Night Shyamalan volta ao gênero que o consagrou e nos entrega um filme um tanto estranho, mas que garante um sorriso nos lábios

Cena de A VISITA (2015), de M. Night Shyamalan

Cena de A VISITA (2015), de M. Night Shyamalan

Quem aprecia o cinema de M. Night Shyamalan certamente torce por sua volta por cima, depois de ter aceitado participar de um projeto de encomenda como o massacrado Depois da Terra (2013). O Último Mestre do Ar (2010) também foi bastante criticado, mas trata-se de um belíssimo filme, um colírio para os olhos. É só aceitá-lo como é: uma bela fantasia infanto-juvenil estrelada por uma criança, com influências da cultura oriental e uma agradável atmosfera zen.

Lembrando desses dois filmes, até podemos entender que o novo A Visita não é apenas o retorno de Shyamalan ao gênero que o consagrou: é também o final de uma espécie de trilogia de filmes com o ponto de vista de crianças e que tratam, em sua construção narrativa, da questão do apego e desapego e da necessidade impositiva de crescer diante das adversidades e de relacionamentos já muito cedo. Portanto, é interessante ver que os trabalhos do diretor são coerentes, por mais que algumas pessoas só enxerguem desvios. Coisa, portanto, de um verdadeiro autor.

Cena de A VISITA

Cena de A VISITA

A Visita tem dividido opiniões e é até fácil entender o porquê. Shyamalan utiliza o já manjado recurso do found footage para contar essa história de dois irmãos que são enviados pela mãe para passar uns dias na casa dos avós que eles não conheciam. Aos poucos, eles vão percebendo um comportamento muito estranho no casal de idosos. Acontece que, apesar de haver um ou dois momentos que remetem à franquia Atividade Paranormal, o cineasta vai por um caminho estranho e diferente, evitando sustos gratuitos e usando seu tradicional cuidado com os enquadramentos, dentro do que se pode usar em um filme que utiliza muita câmera na mão.

Quem lembra dos requintados trabalhos de construção visual que o diretor fez em filmes como Sexto Sentido (1999), A Vila (2004) e A Dama na Água (2006), para citar os mais plasticamente caprichados, percebe que ele filma como um pintor, além de usar o cinema de gênero para tratar de assuntos recorrentes, suas obsessões pessoais. Não é muito diferente em A Visita, com o problema que esse seu perfeccionismo visual atrapalha um pouco o clima de horror.

Cena de A VISITA

Cena de A VISITA

No entanto, sendo A Visita uma obra híbrida, algumas vezes não sabemos se estamos vendo uma comédia ou um filme que se leva a sério. Noutras vezes, há uma busca em tratar dos problemas pessoais dos personagens jovens com uma seriedade dramática que soa deslocada da narrativa, por mais que isso contribua, até positivamente, para a estranheza pretendida. O que dizer da beleza de uma das cenas finais, envolvendo as crianças e a mãe? Nesse momento, A Visita alcança uma beleza catártica de arrepiar, isso depois das sequências que encerram a questão deles com seus velhinhos sinistros, que nem deve ser contada aqui, sob o risco de estragar as surpresas para quem ainda não viu o filme.

E que bom sair do cinema com um sorriso nos lábios, depois da divertida cena final, de uma simpatia impressionante. É Shyamalan voltando ao terror, em uma produção de baixo orçamento, e se reafirmando como grande autor que é. Só esperamos que esse seja apenas um ensaio para o que há de vir no futuro. Os fãs agradecem.

Pôster de A VISITA (The Visit, 2015), de  M. Night Shyamalan

Pôster de A VISITA (The Visit, 2015), de
M. Night Shyamalan

Título: A Visita (The Visit)

Estreia: 26/11/2015

Gênero: Terror

Duração: 94 min.

Origem: Estados Unidos

Direção: M. Night Shyamalan

Roteiro: M. Night Shyamalan

Distribuidor: Universal Pictures

Classificação: 14 anos

Ano: 2015

 

 

Assista ao trailer de A Visita:

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BEIJA-ME COMO NOS LIVROS – Destaque na programação teatral

Será exibida no Teatro José de Alencar, em Fortaleza, a peça Beija-me Como Nos Livros, que procura retratar o relacionamento amoroso e seu desenvolvimento ao longo dos tempos, analisando o amor como uma invenção do ser humano, sujeita a constantes alterações, dependendo efetivamente das pessoas envolvidas

Elenco de BEIJA-ME COMO NOS LIVROS

Elenco de BEIJA-ME COMO NOS LIVROS

Na trama, o sentimento é evocado como instância deflagradora de situações típicas, universais e atemporais. Reforça tal ideia a encenação de praticamente todos os diálogos em gromelô, espécie de língua inventada nos palcos, incompreensível foneticamente, que ganha sentido na empostação da voz e nas ações dos atores.

As pesquisas realizadas para preparação do espetáculo foram baseadas, inclusive, na pré-história, período em que a palavra amor ainda nem existia, mas já se observavam comportamentos amorosos entre os seres humanos. Deste ponto, períodos como o da Grécia Clássica, Império Romano, Renascença, Romantismo, Século XX, até chegar aos dias de hoje também foram utilizados como base. Em dado momento deste percurso, a palavra amor foi inventada, com um significado bastante distinto do que prevalece na atualidade.

As questões e traições de dois casais contemporâneos alternam-se com cenas de mitos amorosos como Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, Dom Juan e Werther, evidenciando o fato de que o nosso modo de amar é uma construção cultural e demonstrando o quanto seguimos repetindo padrões pré-estabelecidos.

O espetáculo é realizado pela companhia Os Dezequilibrados, que está na estrada há 19 anos. A companhia planejou a montagem de uma trilogia sobre o amor. A primeira peça foi Amores, de Domingos Oliveira, que estreou em março de 2014, ficando três meses em temporada na Sede das Cias. Em junho do mesmo ano, a companhia começou a apresentar a sua versão itinerante de Fala Comigo Como a Chuva e Me Deixa Ouvir, de Tennessee Williams, que ficou quatro meses em cartaz na Casa da Glória, conquistando os prêmios Cesgranrio de Melhor Espetáculo e Melhor Iluminação. Ambas as montagens tiveram sucesso de público e crítica. Com o patrocínio de três anos da Petrobras para pesquisa e criação de um espetáculo inédito, a companhia Os Dezequilibrados encerra a trilogia com a estreia de Beija-Me Como Nos Livros, com direção e dramaturgia de Ivan Sugahara.

O elenco conta com os atores convidados Julio Adrião e Cláudia Mele, e com os integrantes da companhia Ângela Câmara e José Karini. Em 2015, completa-se dez anos que Julio Adrião vem apresentando o sucesso A Descoberta das Américas. Beija-me Como nos Livros é a sua primeira incursão teatral desde que estreou o monólogo. Claudia Mele já havia sido dirigida por Ivan Sugahara na peça Antes que Você me Toque, realizada em 2012 na casa de swing 2A2, e agora retomam a parceria. Ângela Câmara e José Karini trabalham com o diretor desde a fundação da companhia. Em 2013, Os Dezequilibrados foram contemplados pelo programa de manutenção de grupos teatrais da Petrobras pelo período de três anos, incluindo a manutenção da Sede das Cias, localizada na Escadaria Selarón, na Lapa, administrada pelo grupo em conjunto com Tárik Puggina, da Nevaxca Produções, e que conta mais duas companhias residentes: a Cia. dos Atores e a Pangeia Cia.de teatro.

SERVIÇO:

Quando: 29/11 e 30/11 às 20h00 Onde: Teatro José de Alencar (R. Liberato Barroso, 525, Centro) Ingressos: de R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia) Censura: 14 anos Duração: 90 minutos Mais informações: (85) 3101-2583

FICHA TÉCNICA

Poster de BEIJA-ME COMO NOS LIVROS

Pôster de BEIJA-ME COMO NOS LIVROS

Direção e Dramaturgia: Ivan Sugahara

Elenco: Ângela Câmara, Claudia Mele, José Karini e Julio Adrião

Assistência de Direção: Lívia Paiva

Direção de Movimento e Preparação Corporal: Duda Maia

Direção Vocal e Pesquisa Fonética: Ricardo Góes

Dramaturgismo: Juliana Pamplona

Criação Dramatúrgica: Ângela Câmara, Claudia Mele, Ivan Sugahara, José Karini, Julio Adrião e Lívia Paiva

Cenário: André Sanches

Iluminação: Renato Machado

Figurino: Bruno Perlatto

Trilha Sonora: Ivan Sugahara

Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti

Programação Visual: Luciano Cian

Fotografia: Dalton Valério

Coordenação de Produção: Tárik Puggina

Direção de Produção: Carla Torrez Azevedo

Produção Executiva: Aline Mohamad e Marcelo Chaffim

Administração Financeira: Amanda Cezarina

Patrocínio: Petrobras, Ministério da Cultura e Banco do Brasil

Realização: Os Dezequilibrados e Nevaxca Produções

 

Segue teaser de Beija-me Como Nos Livros:

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VIVER É FÁCIL COM OS OLHOS FECHADOS – Road Movie de fã dos Beatles

Baseado numa reportagem do jornal El País, exibida logo no início do filme, o  drama espanhol Viver é Fácil Com os Olhos Fechados (Vivir es Fácil con los Ojos Cerrados, Espanha, 2013), de David Trueba, explora com uma sensibilidade fora do comum a saga de um fã dos Beatles ao encontro de John Lennon

Elenco de VIVER É FÁCIL COM OS OLHOS FECHADOS (Vivir es Fácil con los Ojos Cerrados, Espanha, 2013)

Elenco de VIVER É FÁCIL COM OS OLHOS FECHADOS (2013), de David Trueba

O fã em questão é professor Antonio (Javier Cámara), um sujeito comum que usa as músicas dos Beatles para ensinar inglês aos seus alunos na Espanha em 1966, em plena ditadura de Franco. Quando ele descobre que o líder da banda, John Lennon, vai visitar a província da Almería para as filmagens de Como Eu Ganhei a Guerra (How I won the war, 1967), de Richard Lester, Antonio fica animado para conhecê-lo.

O professor decide então partir numa viagem para realização de um sonho e no meio do caminho ele dá carona para dois jovens em fuga, que estão procurando um novo sentido na vida: Juanjo (Francesc Colomer), menino mais velho de uma família com seis irmãos, filho de policial, que é ameaçado pelo pai por não querer cortar o cabelo, e Belén (Natalia de Molina), uma garota que engravidou e foi mandada pela família para um convento que abriga jovens durante a gravidez e depois as devolve às famílias, ficando com os bebês, como se nada tivesse acontecido.

Embora as trajetórias de Juanjo e Belém sejam bem interessantes, elas não são aprofundadas, pois o viés é a realização do sonho de Antonio e a ajuda que ele oferece aos dois jovens numa fase crucial de suas vidas. Também não é um filme sobre John Lennon, mas de sua influência nas pessoas.

Título do longa é baseado no trecho da canção Strawberry Fields Forever, dos Beatles. A produção venceu os pêmios de Melhor Filme, Roteiro Original, Diretor, Ator (Javier Cámara) e Atriz (Natalia de Molina) no Goya Awards 2014, o “Oscar” do cinema espanhol e foi o candidato da Espanha ao Oscar 2015 de melhor filme estrangeiro.

Poster de VIVER É FÁCIL COM OS OLHOS FECHADOS (Vivir es Fácil con los Ojos Cerrados, Espanha, 2013)

Pôster de VIVER É FÁCIL COM OS OLHOS FECHADOS (Vivir es Fácil con los Ojos Cerrados, 2013), de David Trueba

Título: Viver é Fácil Com os Olhos Fechados (Vivir es Fácil con los Ojos Cerrados)

Estreia: 08/10/2015

Gênero: Comédia, Drama

Duração: 108 min.

Origem: Espanha

Direção: David Trueba

Roteiro: David Trueba

Distribuidor: Califórnia Filmes

Classificação: 12 anos

Ano: 2013

 

 

Segue o trailer de Viver é Fácil Com os Olhos Fechados:

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SEMANA 48 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Um dos destaques da semana é A Visita (2015), a volta de M. Night Shyamalan ao gênero horror. Em uma semana atípica, predominam uma quantidade fora do normal de documentários: Malala (2015), de Davis Guggenheim; Chico – Artista Brasileiro (2015), de Miguel Faria Jr.; Samba & Jazz (2014), de Jefferson Mello; e Ídolo (2014), de Ricardo Calvet. Também se destacam a comédia Mistress America (2015), de Noah Baumbach; a comédia de ação American Ultra – Armados e Alucinados (2015), de Nima Nourizadeh; e a aventura Victor Frankenstein (2015), de Paul McGuigan. Em pré-estreia, três títulos: o drama Pegando Fogo (2015), de John Wells; a comédia Bem Casados (2015), de Aluízio Abranches; e o drama Tudo Que Aprendemos Juntos (2015), de Sérgio Machado

Cena de A VISITA (2015), de M. Night Shyamalan

Cena de A VISITA (2015), de M. Night Shyamalan

Ainda há quem seja entusiasta do cinema de M. Night Shyamalan. E com boas razões, apesar de alguns filmes pouco atraentes em sua filmografia recente. A Visita é o seu retorno ao universo do cinema de horror, gênero que o consagrou desde O Sexto Sentido (1999). A diferença é que não temos mais o apoio de um grande elenco e o cineasta volta às origens, trabalhando com um orçamento pequeno e usando algo que está na moda atualmente no gênero, o found footage, por mais desgastado que já esteja. Na trama, um garoto e sua irmã são mandados pela mãe para visitar os avós, que moram em uma fazenda remota. Não demoram muito para que eles descubram que os velhos estão envolvidos em coisas bem sinistras. Em cartaz em grande circuito.

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A VISITA (The Visit, EUA, 2015), de M. Night Shyamalan. Com Olivia DeJonge, Ed Oxembould, Deanna Dunagan, Peter McRobbie, Kathryn Hahn, Celia Keenan-Bolger, Samuel Stricklen, Patch Darragh, Jorge Cordova, Steve Annan. 94 min. Universal. 12 anos.

Lola Kirke em MISTRESS AMERICA (2015), de Noah Baumbach

Lola Kirke em MISTRESS AMERICA (2015), de Noah Baumbach

O diretor Noah Baumbach e a encantadora Greta Gerwig (esposa do diretor) fizeram um imenso sucesso no circuito comercial com o lindão Frances Ha (2012). Agora eles estão de volta com Mistress America, ao que parece, com a mesma vibe alegre do anterior. Na trama, Tracy (Lola Kirke), recém-ingressa na faculdade, é uma moça solitária em Nova York. Sua vida muda quando ela conhece Brooke (Greta Gerwig), uma moça descolada e filha de seu futuro padrasto que tem a intenção de resgatar a nova amiga (e futura meia-irmã) de sua clausura  e levá-la para situações inusitadas, que muito têm a ver com as alterações de humor de Brooke, que de uma hora para a outra dá atenção toda especial à pessoa para, logo em seguida, ignorá-la completamente. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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MISTRESS AMERICA (EUA, 2015), de Noah Baumbach. Com Greta Gerwig, Lola Kirke, Seth Barrish, Juliet Brett, Andrea Chen, Michael Chernus, Cindy Cheung, Clare Foley, Charlie Gillete, Gail Golden. 84 min. Vitrine. 12 anos.

Cena de MALALA (2015), de Davis Guggenheim

Cena de MALALA (2015), de Davis Guggenheim

Neste momento bastante propício, em que os direitos da mulher e a violência contra a mulher voltaram à pauta com força, um filme como Malala é muito bem-vindo. Trata-se de um documentário que acompanha a comovente história de superação e coragem de uma jovem ativista paquistanesa, Malala Yousafzai, que ousou contrariar as ordens do Talibã e falar sobre a educação das mulheres de seu país e quase morreu por isso. Uma vez que ela sobreviveu, passou a ser uma porta-voz dos direitos da mulher em um lugar tão complicado como o Oriente Médio. Malala chegou, inclusive, a discursar na ONU e ganhou o Nobel da Paz em 2014. A direção é de Davis Guggenheim, conhecido no terreno do documentário por Uma Verdade Inconveniente (2006). Em cartaz no Cinema do Dragão.

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MALALA (He Named Me Malala, Emirados Árabes Unidos/EUA, 2015), de Davis Guggenheim. Documentário. 88 min. Fox. Classificação a definir.

Jesse Eisenberg e Kristen Stewart em AMERICAN ULTRA - ARMADOS E ALUCINADOS (2015), de Nima Nourizadeh

Jesse Eisenberg e Kristen Stewart em AMERICAN ULTRA – ARMADOS E ALUCINADOS (2015), de Nima Nourizadeh

Jesse Eisenberg e Kristen Stewart se juntam mais uma vez em um filme depois do querido Férias Frustradas de Verão (2009), de Greg Mottola. American Ultra – Armados e Alucinados, do mesmo diretor de Projeto X – Uma Festa Fora de Controle (2012), chega ao Brasil com classificação indicativa 16 anos, devido, obviamente, ao uso contínuo da maconha, que é consumida pelos protagonistas. O filme brinca com filmes de ação e espionagem, ao mostrar o personagem de Eisenberg como um rapaz que possui habilidades excepcionais de luta e não sabe disso. Na verdade, ele é um agente do governo que está sem memória e aguardando o momento certo para ser convocado. O uso da maconha na história serve para tornar o filme mais divertido para que piadas possam ser inseridas nas cenas de ação. Em cartaz no UCI Iguatemi.

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AMERICAN ULTRA – ARMADOS E ALUCINADOS (American Ultra, EUA/Suíça, 2015), de Nima Nourizadeh. Com Jesse Eisenberg, Kristen Stewart, Connie Britton, Topher Grace, Walton Goggins, John Leguizamo, Bill Pullman, Tony Hale, Stuart Greer, Michael Papajohn. 96 min. Paris. 16 anos.

Chico Buarque em CHICO - ARTISTA BRASILEIRO (2015), de Miguel Faria Jr.

Chico Buarque em CHICO – ARTISTA BRASILEIRO (2015), de Miguel Faria Jr.

Muito provavelmente Chico – Artista Brasileiro é um documentário endereçado mais para os fãs do artista, que não são poucos. Dirigido pelo mesmo Miguel Faria Jr. responsável por Vinícius (2005), trata-se também de um filme-homenagem, em que o diretor aproveita sua amizade e sua admiração pelo artista para traçar um retrato da história de sua vida contada pelo próprio Chico e por pessoas que o conhecem. Há também apresentações musicais de artistas diversos interpretando canções que fogem dos hits do cantor e compositor. O filme também nos apresenta à intimidade do seu lar, ao modo como ele se vê e vê a sua vida profissional e pessoal, além de discussões sobre literatura. Em cartaz no UCI Iguatemi e Cinépolis RioMar.

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CHICO – ARTISTA BRASILEIRO (Brasil, 2015), de Miguel Faria Jr. Documentário. 116 min. Sony. 10 anos.

James McAvoy e Daniel Radcliffe em VICTOR FRANKENSTEIN (2015), de Paul McGuigan

James McAvoy e Daniel Radcliffe em VICTOR FRANKENSTEIN (2015), de Paul McGuigan

Curioso como o personagem de Mary Shelley continua exercendo fascínio e vem recebendo novas roupagens e revisões em diferentes filmes e até em séries de televisão e quadrinhos. Victor Frankenstein foca a atenção no criador, aqui vivido por James McAvoy, mas narrado do ponto de vista de Igor, o jovem assistente do cientista maluco, vivido por Daniel Radcliffe. Fiel ao amigo, Igor tenta ajudar Victor antes que a sua loucura traga consequências terríveis. A história da recriação de vida a partir de um corpo morto já é velha conhecida de muitos. O que conta aqui é ver como Paul McGuigan, do ótimo Paixão à Flor da Pele (2004), resolve recontar essa história por um viés mais contemporâneo, ainda que não deixe de lado as origens românticas. Em cartaz em grande circuito.

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VICTOR FRANKENSTEIN (EUA, 2015), de Paul McGuigan. Com Daniel Radcliff, James McAvoy, Jessica Brown Findlay, Bronson Webb, Daniel Mays, Spencer Wilding, Robin Pearce, Andrew Scott, Callum Turner, Di Botcher. 109 min. Fox. 12 anos.

Cena de SAMBA & JAZZ (2014), de Jefferson Mello

Cena de SAMBA & JAZZ (2014), de Jefferson Mello

A própria ideia de Samba & Jazz é por si só interessante: além de falar desses dois estilos de música tão importantes das culturas brasileira e americana, ainda trata de colocar um sambista em Nova Orleans e um jazzista no Rio de Janeiro, a fim de que ambos os músicos possam captar a semelhança entre os estilos, o que há de comum, que é principalmente a paixão pela música que esses dois sons apresentam. O documentário acompanha essa trajetória musical e geográfica com muito amor e respeito pela música de raízes negras nascida em diferentes polos do continente americano. O diretor, Jefferson Mello, é autor do livro Os Caminhos do Jazz (2005). Em cartaz no Pátio Dom Luís.

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SAMBA & JAZZ (Brasil/EUA, 2014), de Jefferson Mello. Documentário. 86 min. Tremè Produções. Classificação a definir.

Cena de ÍDOLO (2014), de Ricardo Calvet

Cena de ÍDOLO (2014), de Ricardo Calvet

Ao que parece, esta é a semana dos documentários. Nunca tantos documentários dominaram o circuito comercial fortalezense num só semana. Pode ser um bom sinal, ou apenas uma obrigação contratual de lançar o filme em uma única sessão para, em seguida, retirá-lo de cartaz. Ídolo trata da vida e dos feitos de um dos maiores jogadores de futebol do Brasil, Nilton Santos, que hoje está em decadência física devido ao Mal de Alzheimer, mas que conheceu sua glória nos bons tempos do Botafogo. Nilton tinha o apelido de “enciclopédia”, tamanho o conhecimento que possuía e até hoje é considerado o melhor lateral esquerdo da história do futebol brasileiro. Ídolo é possivelmente um filme mais adequado a fãs do esporte, mas pode ser que consiga atrair a atenção de um público maior. Em cartaz no UCI Iguatemi.

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ÍDOLO (Brasil, 2014), de Ricardo Calvet. Documentário. 90 min. Nossa/Remake Filmes. Livre.

Pré-estreias

Bradley Cooper em PEGANDO FOGO (2015), de John Wells

Bradley Cooper em PEGANDO FOGO (2015), de John Wells

O cinema e a culinária costumam ter um namoro já há bastante tempo. De vez em quando alguns filmes surgem para dar água na boca do espectador. Alguns exemplos mais recentes são Julie & Julia, de Nora Ephron, Chef, de Jon Favreau, e Lunchbox, de Ritesh Batra, embora o último esteja mais focado na história de amor.  Pegando Fogo é o exemplo mais recente. Estrelado por Bradley Cooper, o astro interpreta Adam Jones, um homem que destrói sua carreira de chef com drogas e comportamento agressivo. Depois de um detox, ele retorna a Londres para se redimir e construir um restaurante que se tornaria um dos mais famosos e bem criticados da cidade. O filme de John Wells (Álbum de Família, 2013) também conta com um elenco de apoio admirável. Em cartaz no fim de semana, no UCI Iguatemi.

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PEGANDO FOGO (Burnt, EUA, 2015), de John Wells. Com Bradley Cooper, Sienna Miller, Daniel Brühl, Lily James, Omar Sy, Alicia Vikander, Uma Thurman, Matthew Rhys, Stephen Campbell Moore, Emma Thompson. 101 min. Paris. 12 anos.

Letícia Lima e Camila Morgado em BEM CASADOS (2015), de Aluízio Abranches

Letícia Lima e Camila Morgado em BEM CASADOS (2015), de Aluízio Abranches

Aluízio Abranches ainda é mais lembrado por sua estreia em longa-metragem, no drama erótico Um Copo de Cólera (1999), em que ele trazia o então casal Alexandre Borges e Júlia Lemmertz em cenas tórridas. Depois da separação do casal, ao que parece a amizade do cineasta com o ator continuou, já que eles estão juntos no novo Bem Casados, comédia romântica que também conta com a presença de Camila Morgado e outros rostos conhecidos. O filme nos apresenta ao solteirão convicto (Borges) que ganha a vida comandando uma equipe que registra cerimônias de casamento. Ele se mete em encrenca quando uma amiga desesperada (Camila Morgado) resolve entrar no grupo com o objetivo de destruir o casamento do amante. Em cartaz em grande circuito.

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BEM CASADOS (Brasil, 2015), de Aluizio Abranches. Com Alexandre Borges, Camila Morgado, Bianca Comparato, João Gabriel Vasconcellos, Fernanda Nizzato, Letícia Lima, Ingra Liberato, Fernando São Thiago, Christine Fernandes, Rose Campos. 90 min. Imagem. 12 anos.

Lázaro Ramos em TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS (2015), de Sérgio Machado

Lázaro Ramos em TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS (2015), de Sérgio Machado

Muito provavelmente o ponto alto da carreira de Sérgio Machado seja Cidade Baixa (2005), um filme sobre um triângulo amoroso tenso, sensual e dramático entre uma garota de programa e dois amigos. A parceria com Lázaro Ramos é retomada dez anos depois com Tudo Que Aprendemos Juntos, um trabalho totalmente diferente daquele, e com um alcance de público muito maior. O filme acompanha a história de Laerte (Ramos), um violinista talentoso que, depois de ser reprovado no exame da OSESP, torna-se professor em uma favela, na periferia de São Paulo, enfrentando uma série de obstáculos. Lá ele descobre um jovem talentoso e, por meio da música, Laerte faz com que ele abandone o mundo do tráfico. Sessão de pré-estreia com diretor e elenco no Cine São Luiz, na quinta-feira, 26, às 19 hs.

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TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS (Brasil, 2015), de Sérgio Machado. Com Lázaro Ramos, Kaique de Jesus, Elzo Vieira, Fernanda de Freitas, Sandra Corveloni, Hermes Baroli, Thogun Teixeira, Graça de Andrade, Criolo, Rappin’ Hood. 100 min. Fox. Classificação a definir.

Saem de cartaz

As Mil e uma Noites: Volume 1, o Inquieto
Amizade Desfeita
Atividade Paranormal – Dimensão Fantasma
Grace de Mônaco
Mamma Roma
Perdido em Marte
Ponte dos Espiões

As estreias nacionais desta quinta-feira, 26, que não entram em cartaz em Fortaleza

Ausência
Eu Sou Carlos Imperial
Garota Sombria Caminha pela Noite
Iván
Joe
Os Sonhos de um Sonhador – A História de Frank Aguiar
Para o Outro Lado
Relacionamento à Francesa
Três Lembranças da Minha Juventude

Veja o trailer de Eu Sou Carlos Imperial

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Semana 47 – JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA – O FINAL

De longe um dos filmes mais esperados do ano, o último Jogos Vorazes faturou alto, mas não se saiu tão bem quanto os outros filmes da franquia. Outras novidades da semana, a comédia Sexo, Drogas e Jingle Bells e o drama Olhos da Justiça não tiveram resultados muito empolgantes

Banner internacional de JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA - O FINAL (2015), de Francis Lawrence

Banner internacional de JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA – O FINAL (2015), de Francis Lawrence

Conforme o esperado, a aventura Jogos Vorazes: A Esperança – O Final (The Hunger Games: Mockingjay – Part 2) faturou alto em seu fim de semana e estreia no mercado norte-americano e se tornou a campeã absoluta das bilheterias no período, mas apesar disso, pode-se afirmar que a produção não conseguiu encerrar com chave de ouro a franquia baseada na obra de Suzanne Collins.

Lançado em 2012, Jogos Vorazes quebrou vários recordes de bilheteria ao registrar uma abertura de espetaculares US$ 152,53 milhões, feito que também foi realizado por Jogos Vorazes: Em Chamas, que obteve US$ 158,07 milhões no ano seguinte. Em 2014, porém, Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 estreou com US$ 121,89 milhões, mostrando que a franquia havia perdido um pouco do fôlego, uma tendência que continuou com A Esperança – O Final, que em três dias faturou somente US$ 101,02 milhões, valor que representa a pior abertura da série e que ficou bem abaixo das expectativas de mercado, que inicialmente apontavam para uma arrecadação de US$ 125 milhões.

Contudo, mesmo com esse resultado menor do que o esperado, o pessoal da Lionsgate não tem realmente motivos para reclamar, uma vez que a renda alcançada por A Esperança – O Final equivale a quinta maior abertura de 2015, sem falar que cobre 2/3 do orçamento da produção, estimado em US$ 150 milhões. É um feito e tanto toda vez que você tem um filme que alcança uma abertura acima de US$ 100 milhões, algo que só aconteceu 34 vezes neste ramo. Nós temos uma fantástica trajetória à nossa frente, disse ao Hollywood Reporter o chefe de distribuição da Lionsgate, David Spitz. No Brasil, Jogos Vorazes: A Esperança – O Final já está em exibição nos cinemas.

Na esquerda, cena de 007 CONTRA SPECTRE e na direta cena de SNOOPY & CHARLIE BROWN

Na esquerda, cena de 007 CONTRA SPECTRE e na direta cena de SNOOPY & CHARLIE BROWN

Na sequência do ranking aparecem os campeões da semana passada, 007 Contra Spectre e Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, O Filme, que faturaram respectivamente US$ 14,60 milhões e US$ 12,80 milhões. Em três semana, o novo filme do espião James Bond acumula uma bilheteria de US$ 153,70 milhões, enquanto que o longa do cãozinho Snoopy soma US$ 98,94 milhões.

Cena de SEXO, DROGAS E JINGLE BELLS (2015), de Jonathan Levine

Cena de SEXO, DROGAS E JINGLE BELLS (2015), de Jonathan Levine

A quarta colocação ficou com a segunda maior novidade da semana, a comédia Sexo, Drogas e Jingle Bells (The Night Before), que fez US$ 10,10 milhões no seu primeiro fim de semana, performance que também ficou abaixo das expectativas dos analistas, que acreditavam em uma abertura de US$ 14 milhões. Nós gostaríamos que tivesse sido maior, mas este resultado juntamente com a boa receptividade do público nos dá uma boa perspectiva, porque este é realmente um filme muito engraçado e uma opção diferente durante os feriados, falou ao The Wrap Rory Bruer, chefe de distribuição da Sony. Sexo, Drogas e Jingle Bells ainda não tem data de estreia definida no país.

Banner internacional de OLHOS DA JUSTIÇA (2015), de Billy Ray

Banner internacional de OLHOS DA JUSTIÇA (2015), de Billy Ray

Encerrando a lista dos cinco primeiro colocados temos o drama estrente Olhos da Justiça (Secret in their Eyes), que não conquistou o público norte-americano e faturou fracos US$ 6,63 milhões, tornando-se então uma das piores aberturas da carreira da atriz Julia Roberts. Olhos da Justiça chega às telonas nacionais no dia 10 de dezembro.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

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Assista ao trailer de Jogos Vorazes: A Esperança – O Final.

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SEMANA 47 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

A semana se destaca, principalmente, pela invasão intensa no circuito da aventura Jogos Vorazes: A Esperança – O Final (2015), de Francis Lawrence, deixando pouco espaço para outros filmes de peso comercial. Ainda assim, há ótimas e/ou interessantes opções alternativas em nosso circuito, a começar pelos dramas A Hora e a Vez de Augusto Matraga (2011), de Vinícius Coimbra, Pasolini (2014), de Abel Ferrara, e Viver É Fácil com os Olhos Fechados (2013), de David Trueba. Destaque também para a comédia (ou drama) Ninguém Ama Ninguém…Por Mais de Dois Anos (2015), de Clovis Mello. Correndo por fora, o documentário Terra de Maria (2013), de Juan Manuel Cotelo. Em pré-estréia, a comédia dramática Mistress America (2015), de Noah Baumbach, e em sessões especiais, o clássico moderno Mamma Roma (1962), de Pier Paolo Pasolini

João Miguel em A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA (2011), de Vinícius Coimbra

João Miguel em A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA (2011), de Vinícius Coimbra

Depois de muita espera e até de um filme novo dirigido por Vinícius Coimbra (A Floresta Que Se Move, 2015), finalmente entra em cartaz em Fortaleza, com um atraso de poucas semanas em relação a São Paulo, A Hora e a Vez de Augusto Matraga, a nova versão do cultuado conto de Guimarães Rosa presente no livro Sagarana. Só o fato de fazerem uma nova versão quando já se considera definitiva a primeira (1965, de Roberto Santos) já é pelo menos louvável, pela coragem de adaptar obra tão bela e poética. Sorte que o elenco é notável e conta, inclusive, com dois cearenses saudoso que já partiram para outro plano: José Wilker e Chico Anysio, em papéis bem importantes. Na trama, Augusto Matraga é um homem que perde a mulher (para outro homem), é espancado por seus inimigos e dado como morto. A partir de então ele começa a tarefa de reconstruir sua vida. Em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis).

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A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA (Brasil, 2011), de Vinícius Coimbra. Com João Miguel, José Wilker, Júlio Andrade, José Dumont, Chico Anysio, Ivan de Almeida, Vanessa Gerbelli, Tay Lopez, Gorete Milagres, Irandhir Santos. 110 min. Nossa Distribuidora. 14 anos.

Jennifer Lawrence em JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA - O FINAL (2015), de Francis Lawrence

Jennifer Lawrence em JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA – O FINAL (2015), de Francis Lawrence

Dentre as franquias direcionadas ao público juvenil dos últimos dez anos, Jogos Vorazes talvez seja a mais feliz em conseguir agradar a um amplo público, mesmo os mais exigentes. Sem falar que conta com o carisma e a beleza de Jennifer Lawrence e um elenco de apoio de cair o queixo. Se o filme anterior representou uma leve queda na trajetória da série, Jogos Vorazes: A Esperança – O Final parece finalmente deixar feliz todos aqueles apaixonados ou simpatizantes por Katniss Everdeen e cia. A jovem, depois de ter sobrevivido dois jogos mortais e sádicos, agora lidera um grupo que enfrenta sem medo o criador daquele mundo distópico, o Presidente Snow (Donald Sutherland). A expectativa é positiva. Torçamos por um filme que dignifique as duas primeiras partes. Pena que a maioria das cópias é em 3D convertido, quando o filme funciona tão melhor em 2D. Além do mais, a Paris Filmes errou feio em não trazer o filme em IMAX para o Brasil. Em cartaz em grande circuito, já iniciando nesta quarta-feira, 18, em caráter de pré-lançamento.

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JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA – O FINAL (The Hunger Games: Mockingjay – Part 2, EUA, 2015), de Francis Lawrence. Com Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Donald Sutherland, Elizabeth Banks, Stanley Tucci, Woody Harrelson, Jena Malone, Julianne Moore, Philip Seymour Hoffman. 137 min. Paris. 12 anos.

Willem Dafoe em PASOLINI (2014), de Abel Ferrara

Willem Dafoe em PASOLINI (2014), de Abel Ferrara

Um dos mais recentes filmes de Abel Ferrara, Pasolini homenageia um dos mais importantes cineastas italianos de todos os tempos, Pier Paolo Pasolini, nos apresentando ao que seria o seu último dia de vida. E como sabemos que o diretor italiano foi brutalmente assassinado, é de se esperar que o final apresente alguma cena chocante ou algo do tipo, embora as escolhas do diretor americano tenham sido as mais respeitosas. Pasolini foi lançado no mesmo ano de Bem-vindo a Nova York (2014), que também trata de uma pessoa real, e procura reconstituir, pelo menos em parte, o trabalho que Pasolini deixou por fazer, Porno-Teo-Kolossal, que lida tanto com aspectos religiosos quanto com profanos. Em cartaz no Cinema do Dragão.

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PASOLINI (França/Bélgica/Itália, 2014), de Abel Ferrara. Com Willem Dafoe, Riccardo Scamarcio, Maria de Medeiros, Ninetto Davoli, Tatiana Luter, Giada Colagrande, Valerio Mastrandrea, Adriana Asti, Luca Lionello, Andrea Bosca. 84 min. Imovision. 18 anos.

Cena de VIVER É FÁCIL COM OS OLHOS FECHADOS (2013), de David Trueba

Cena de VIVER É FÁCIL COM OS OLHOS FECHADOS (2013), de David Trueba

Filmes com os Beatles como pano de fundo sempre despertam interesse. Neste mesmo ano, por exemplo, pudemos ver o belo Não Olhe para Trás, com Al Pacino, sobre uma carta de John Lennon a um músico. Viver É Fácil com os Olhos Fechados, cujo título remete explicitamente à letra da canção “Strawberry fields forever”, se passa na Espanha e se apropria de uma história verídica, de quando Lennon foi à Espanha fazer um filme chamado Como Eu Ganhei a Guerra em plena ditadura de Franco. O protagonista é o Professor Antonio (Javier Cámara), que tem o hábito de ensinar inglês aos alunos usando canções dos Beatles. Quando descobre que seu ídolo está por perto, parte de Madri para Almería, disposto a encontrá-lo. No meio do caminho encontra dois jovens. O filme também lida com o modo como o personagem vê a vida e o momento delicado em que a Espanha estava vivendo. Em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis Rio-Mar).

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VIVER É FÁCIL COM OS OLHOS FECHADOS (Vivir Es Fácil con los Ojos Cerrados, Espanha, 2013), de David Trueba. Com Javier Cámara, Natalia de Molina, Francesc Colomer, Ramon Fontserè, Rogelio Fernández, Jorge Sanz, Ariadna Gil, Violeta Rodríguez, Léo Rodríguez, Tristán Rodríguez. 108 min. California. 12 anos.

Gabriela Duarte em NINGUÉM AMA NINGUÉM... POR MAIS DE DOIS ANOS (2015), de Clovis Mello

Gabriela Duarte em NINGUÉM AMA NINGUÉM… POR MAIS DE DOIS ANOS (2015), de Clovis Mello

Engraçado (e triste) como a grande maioria de nossas produções não recebem um tratamento minimamente parecido com o das produções americanas (ou daquelas que participam de grandes festivais), no que se refere a sabermos até mesmo de sua existência. Baseado em cinco contos de Nelson Rodrigues, Ninguém Ama Ninguém…Por Mais de Dois Anos é o tipo de filme que a gente só sabe que existe porque está entrando em cartaz. Ao mesmo tempo, não deixa de ser pelo menos animador saber que o filme tem certo apelo comercial, como a questão da infidelidade e cenas de nudez, e que estará presente em cinemas de shopping. O ruim disso é que esse filme não terá a menor chance entrando em cartaz no mesmo dia do episódio final de Jogos Vorazes. O filme acompanha a história de cinco casais em fins dos anos 1950 e início dos 60 em uma trama que lida com infidelidade e intimidade. Em cartaz no UCI Parangaba e no UCI Iguatemi.

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NINGUÉM AMA NINGUÉM… POR MAIS DE DOIS ANOS (Brasil, 2015), de Clovis Mello. Com Gabriela Duarte, Ernani Moraes, Marcelo Faria, Michel Melamed, Luana Piovani, Julia Lund, Thelmo Fernandes. 87 min. Europa. 16 anos.

Cena de TERRA DE MARIA (2013), de Juan Manuel Cotelo

Cena de TERRA DE MARIA (2013), de Juan Manuel Cotelo

E depois da enxurrada de filmes espíritas e depois de filmes evangélicos, chega a vez agora de um filme católico, Terra de Maria, que é vendido como sendo o documentário campeão de bilheteria de seu país, a Espanha, embora seja um misto de documentário com ficção. A sinopse do filme é a seguinte: um advogado que trabalha para o diabo é enviado à Terra com a missão de saber o que passa na cabeça dos seres humanos. Em especial daqueles que acreditam em Deus e na Igreja. A partir das descobertas dele, o futuro da raça humana será definido. Pelo que o trailer vende, trata-se de um filme que valoriza bastante a figura da Virgem Maria, o que não poderia ser diferente, levando-se em consideração a fonte e as intenções evangelizadoras. Em cartaz no UCI Iguatemi.

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TERRA DE MARIA (Tierra de María/Mary’s Land, Espanha, 2013), de Juan Manuel Cotelo. Com Juan Manuel Cotelo, Carmen Losa, Luis Roig, Clara Cotelo, Elena Sánchez Gallardo, Lucía Ros, Emilio Ruiz, Rubén Fraile. 116 min. Infinito Más Uno. 12 anos.

Pré-estreia

Cena de MISTRESS AMERICA (2015), de Noah Baumbach

Cena de MISTRESS AMERICA (2015), de Noah Baumbach

O diretor Noah Baumbach e a encantadora Greta Gerwig (esposa do diretor) fizeram um imenso sucesso no circuito comercial com o lindão Frances Ha (2012). Agora eles estão de volta com Mistress America, ao que parece, com a mesma vibe alegre do anterior. Na trama, Tracy (Lola Kirke), recém-ingressa na faculdade, é uma moça solitária que mora em Nova York. Sua vida muda quando ela conhece Brooke (Greta Gerwig), uma jovem descolada e filha de seu futuro padrasto que tem a intenção de resgatar a nova amiga (e futura meia-irmã) de sua clausura  e levá-la para situações inusitadas, que muito têm a ver com as alterações de humor de Brooke, que de uma hora para a outra dá atenção toda especial à pessoa para, logo em seguida, ignorá-la completamente. Em cartaz em sessões de pré-estreia nas noites de sábado e domingo, no Cinema do Dragão.

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MISTRESS AMERICA (EUA, 2015), de Noah Baumbach. Com Greta Gerwig, Lola Kirke, Seth Barrish, Juliet Brett, Andrea Chen, Michael Chernus, Cindy Cheung, Clare Foley, Charlie Gillete, Gail Golden. 84 min. Vitrine. Classificação a definir.

Especial

Cena de MAMMA ROMA (1962), de Pier Paolo Pasolini

Cena de MAMMA ROMA (1962), de Pier Paolo Pasolini

Fazendo uma dobradinha com o retrato de Pasolini por Abel Ferrara, o Cinema do Dragão traz Mamma Roma, o segundo longa-metragem de um dos grandes mestres da cinematografia italiana, servindo, inclusive, como contraponto para o atual e fraco momento do cinema italiano.  O filme apresenta a grande Anna Magnani como a personagem-título, uma prostituta de meia idade que deseja mudar de vida para dar mais atenção a seu filho adolescente. O filho, porém, ao descobrir a profissão da mãe, cai na criminalidade, frustrando os sonhos de Mamma Roma. Pasolini compõe uma visão dramática, com teor irônico, da cidade de Roma, com referências às artes e à religião católica. Na première em Roma do filme, Pasolini foi atacado por um grupo de fascistas que protestaram contra o seu trabalho.

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MAMMA ROMA (Itália, 1962), de Pier Paolo Pasolini. Com Anna Magnani, Ettore Garofolo, Franco Citti, Silvana Corsini, Luisa Loiano, Paolo Volponi, Luciano Gonini, Vittorio La Paglia, Piero Morgia, Franco Ceccarelli. 95 min. Zeta Filmes. 14 anos.

Saem de cartaz

A Colina Escarlate
Amy
Beira-mar
Depois de Tudo
Goosebumps – Monstros e Arrepios
Homem-Formiga
Linda de Morrer
Meu Verão na Provença
Peter Pan
Quarteto Fantástico
Ruth & Alex

Top Girl ou a Deformação Profissional

As estreias nacionais desta quinta-feira, 19, que não entram em cartaz em Fortaleza

A Ilha do Milharal
As Memórias de Marnie
Awake – A Vida de Yogananda
Chatô – O Rei do Brasil
Malala
Papéis ao Vento
Pauê – O Passo de um Vencedor
Piadeiros
Taxi Teerã
Três Lembranças da Minha Juventude

Veja o trailer de As Memórias de Marnie

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O REINO GELADO 2 – Ensina às crianças que mentir é errado

Baseado no conto A Rainha de Gelo (1845), de Hans Christian Andersen, a animação russa O Reino Gelado 2 (Snezhnaya Koroleva 2. Snezhnyy Korol, 2014), de Aleksev Tsitsilin, ensina as crianças que mentir é errado e que devemos sempre falar a verdade

Banner de O REINO GELADO 2 (2014), de Aleksev Tsitsilin

Banner de O REINO GELADO 2 (2014), de Aleksev Tsitsilin

A animação começa com um breve resumo do primeiro filme, deixando o público a par dos acontecimentos anteriores, quando a Rainha da Neve foi derrotada por Kai, Gerda e companhia. O troll Orm, que ajudava a vilã, também deu uma ajudinha, mas não é isso o que ele diz a todos. Ele afirma que sozinho derrubou a Rainha e a partir dessa mentira ele alega que precisa se casar com a princesa e conquistar todo o poder da futura pretendente.

Os trolls desenvolveram um gosto pela liberdade e passam a trabalhar nas minas. Apesar de ser um desastrado, o troll Orm considera-se um herói para todos, sempre exagerando suas façanhas e realizações, e ao negar o seu passado, ele cria uma teia de mentiras, alegando que ele, pessoalmente, derrotou a Rainha da Neve e que está destinado a se casar com a princesa e herdar grande poder e riquezas…

Cada mentira de Orm vai causando consequências e o levando por um caminho perigoso, até que ele descubra que amigos, felicidade e amor verdadeiro não podem ser ganhos através da mentira. Uma lição de moral pertinente para os dias atuais, onde as crianças são ensinadas a mentir desde cedo. A dublagem fica essencialmente por conta de João Côrtes e Larissa Manoela. O 3D é desnecessário, embora predomine sessões nesse formato.

Poster de O REINO GELADO 2 (Snezhnaya Koroleva 2. Snezhnyy Korol, 2014) de Aleksev Tsitsilin

Pôster de O REINO GELADO 2 (Snezhnaya Koroleva 2. Snezhnyy Korol, 2014), de Aleksev Tsitsilin

Título: O Reino Gelado 2 (Snezhnaya Koroleva 2. Snezhnyy Korol)

Estreia: 12/11/2015

Gênero: Animação, Aventura, Comédia, Família, Fantasia

Duração: 80 min.

Origem: Rússia

Direção: Aleksev Tsitsilin

Roteiro: Aleksev Tsitsilin, Aleksey Zamyslov, Roman Nepomnyashchiy, Vladimir Nikolaev

Distribuidor: Califórnia Filmes

Classificação: Livre

Ano: 2014

 

 

Segue o trailer de O Reino Gelado 2:

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RANKING BRASIL – 007 estreia na liderança

007 Contra Spectre estreou no país no último fim de semana com um bom resultado, que lhe garantiu com segurança a primeira colocação do ranking. O Último Caçador de Bruxas caiu para a segunda posição com a chegada de 007, mas conseguiu manter a boa renda obtida no fim de semana anterior. Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma terminou o período na terceira posição, com uma queda considerável, próximo da comédia brasileira S.O.S. Mulheres ao Mar 2, que também caiu de forma significativa e terminou o fim de semana na quarta colocação. Vai que Cola caiu bastante e ficou em quinto lugar

Daniel Craig em cena de 007 CONTRA SPECTRE.

Daniel Craig em cena de 007 CONTRA SPECTRE

Na primeira colocação do ranking ficou o novo capítulo da famosa franquia 007, 007 Contra Spectre, estrelado por Daniel Craig, que obteve uma renda próxima de R$ 10,7 milhões em seu fim de semana de estreia no país. O filme entrou em cartaz em pouco menos de mil salas no país na quinta-feira, dia 5, tendo levado cerca de 690 mil espectadores aos cinemas até domingo. Além do melhor resultado na renda, a ação ficou com a melhor média de público por sala, de 702, com uma diferença de mais de 100 para o segundo melhor.

Vin Diesel em cena de O ÚLTIMO CAÇADOR DE BRUXAS.

Vin Diesel em cena de O ÚLTIMO CAÇADOR DE BRUXAS

Estrelado por Vin Diesel, O Último Caçador de Bruxas terminou o seu segundo fim de semana no país com uma boa renda, cerca de R$ 6,0 milhões, mantendo-se próximo do resultado obtido no fim de semana anterior. Mesmo com o bom desempenho, o filme perdeu a liderança para 007 Contra Spectre que arrecadou mais de R$ 4,0 milhões a mais, e com isso terminou o domingo na segunda posição do ranking. Com o resultado, O Último Caçador de Bruxas passou a acumular cerca de R$ 20,3 milhões no mercado nacional.

Cena de ATIVIDADE PARANORMAL 5: DIMENSÃO FANTASMA.

Cena de ATIVIDADE PARANORMAL: DIMENSÃO FANTASMA.

Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma caiu uma posição no ranking em relação ao fim de semana anterior, tendo obtido uma queda de aproximadamente 35% na renda. Em seu terceiro fim de semana em cartaz, o terror arrecadou apenas R$ 2,6 milhões, encerrando o período na terceira posição do ranking. Exibido ainda em pouco mais de 500 salas, levou cerca de 160 mil espectadores aos cinemas, ficando com uma média de público por sala de 307, oitava melhor dentre os vinte primeiro colocados no ranking. Ao término do fim de semana, Dimensão Fantasma passou a acumular uma renda de R$ 17,8 milhões no país.

Giovanna Antonelli e Reynaldo Gianecchini em S.O.S MULHERES AO MAR 2.

Giovanna Antonelli e Reynaldo Gianecchini em S.O.S MULHERES AO MAR 2

Em sua terceira semana em cartaz, a comédia brasileira S.O.S. Mulheres ao Mar 2 arrecadou cerca de R$ 2,3 milhões, valor que representa uma queda próxima de 30% em relação ao fim de semana anterior. Com o resultado, terminou o fim de semana na quarta colocação do ranking, caindo uma posição. Exibida em pouco mais de 430 salas, a comédia levou cerca de 160 mil espectadores aos cinemas no período, ficando com a terceira melhor média de público por sala, 381. Ao término do domingo, S.O.S. Mulheres ao Mar 2 acumulava uma renda próxima de R$ 13,7 milhões no país.

Cena de VAI QUE COLA.

Cena de VAI QUE COLA.

A comédia brasileira Vai que Cola arrecadou apenas R$ 995 mil no fim de semana, valor que representa uma queda de cerca de 50% em relação a renda obtida no fim de semana anterior. Mesmo com a queda, Vai que Cola manteve entre os cinco primeiros do ranking, tendo terminado o domingo na quinta posição, após obter esse resultado. Exibido em mais de 250 salas em sua sexta semana em cartaz, a comédia levou cerca de 70 mil espectadores aos cinemas no fim de semana, ficando com uma média fraca de público por sala, 284. No total, Vai que Cola acumulava cerca de R$ 40,7 milhões ao término do domingo.

Confira a tabela com os dez melhores do ranking.

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Veja o trailer de 007 Contra Spectre.

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TRILHA SONORA – Writing’s On The Wall, de Sam Smith

Tradição na franquia 007, a música dos créditos iniciais é, dessa vez, cantada pelo britânico Sam Smith e já pode ser escutada nas principais rádios. Apesar de não ser tão bom quanto Skyfall, de Adele, que inclusive ganhou o Oscar de Melhor Canção em 2013, a música chama atenção pelo timbre de voz de Smith

Capa do single WRITING'S ON THE WALL de Sam Smith, tema de 007 CONTRA SPECTRE (Foto - Divulgação)

Capa do single Writing’s On The Wall, de Sam Smith, tema de 007 CONTRA SPECTRE

A canção fala de alguém que passou a vida correndo e fazendo estripulias, mas que agora, ao lado da nova amada, sente vontade de querer ficar. Existem trechos que dizem que “eu nunca atiro pra errar e que “se eu conseguir sobreviver a este dia, então não há mais motivos para correr. Isso é algo que tenho que encarar”. Já o refrão indaga se a amada seria um suporte para aliviar a queda e como poderia respirar, pois na ausência do amor, se sente sufocado.

O vídeo mostra trechos inéditos do filme, que está em cartaz nos cinemas, com Daniel Craig no papel do agente secreto pela quarta vez. O clipe foi dirigido por Luke Monaghan e filmado em Roma, nos mesmos locais que 007 Contra Spetre (Spectre, 2015), de Sam Mendes. O cantor britânico emitiu comunicado afirmando está vivendo “um dos pontos altos” de sua carreira.

Vejam clipe de Sam Smith da canção Writing’s On The Wall:

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MEU VERÃO NA PROVENÇA – Previsível, sensível e sincero

O drama Meu Verão Na Provença (Avis de Mistral, 2014), de Rose Bosch, apresenta uma típica história de férias adolescentes, com momentos de descobertas, quebra de paradigmas e, é claro, diversão, abordando questões sérias como uso de drogas, sexualidade na adolescência, deficiência auditiva e nostalgia, tudo isso nas belas paisagens da Provença francesa

Cena de MEU VERÃO NA PROVENÇA (Avis de Mistral, 2014) de Rose Bosch

Cena de MEU VERÃO NA PROVENÇA (2014), de Rose Bosch

Os irmãos Adrien (Hugo Dessioux), Léa (Chloé Jouannet) e o pequeno Théo (Lukas Pelissier) partem de férias para a Provença, na França, depois de saberem que o pai vai deixar a família. Ainda abalados, eles chegam à casa do avô Paul (Jean Reno), que nunca conheceram antes. Logo no primeiro contato, percebem que ele é um ranzinza incorrigível, grosseiro e pouco compreensivo com os novos netos. O choque entre gerações é inevitável, mas com o tempo eles começam a entender as atitudes de cada um e, aos poucos, os jovens descobrem que o avô foi um homem libertário e acostumado aos costumes livres da geração hippie.

De início, os mais novos têm que lidar com a falta de conforto, as vespas e aranhas do local e a falta da tecnologia (ausência de sinal telefônico e Internet). Por não terem tido contato com o avô, eles vão se conhecendo aos poucos, até que ao encontrar uma caixa com fotografias da juventude de Paul, Adrien decide criar uma página no Facebook para o avô e acaba atraindo os antigos amigos deles para uma visita inesperada.

Embora o roteiro não aprofunde os personagens e seja bem previsível, somos cativados pela sensibilidade e sinceridade da projeção. A trilha sonora com canções indie folk conhecidas do grande público agrada, além disso, o filme apresenta a cultura do sul da França de modo natural. O elenco, com muitos rostos desconhecidos, não decepciona, especialmente o pequeno Lukas Pelissier, que apesar de ser surdo e mudo atua bem, e Jean Reno que não deixa a desejar nem mesmo com caras, bocas e olhares.

As lições de moral também cumprem seu papel, especialmente quanto ao cuidado dos jovens no uso de drogas e na questão da sexualidade. No entanto, a abordagem da questão da luta contra o vício do alcoolismo é comovente, não tanto quanto a cena final, onde o pequeno Théo segura na mão de sua mãe e a leva ao encontro de seu avô… Embora falte o abraço antes dos créditos, ele certamente aconteceu.

Poster de MEU VERÃO NA PROVENÇA (Avis de Mistral, 2014) de Rose Bosch

Pôster de MEU VERÃO NA PROVENÇA (Avis de Mistral, 2014), de Rose Bosch

Título: Meu Verão Na Provença (Avis de Mistral)

Estreia: 02/07/2015

Gênero: Drama, Comédia

Duração: 105 min.

Origem: França

Direção: Rose Bosch

Roteiro: Rose Bosch

Distribuidor: Alpha Filmes, Pandora Filmes

Classificação: 16 anos

Ano: 2014

 

 

Segue o trailer de Meu Verão Na Provença:

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