EM TRANSITO – WES CRAVEN, 1939-2015

Um cineasta quase lendário. Assim era Wes Craven, um dos mais criativos do cinema independentes dos EUA e criador de, Freddy Kuerger, o personagem mais emblemático do gênero, representante da violência que cotidianamente ameaça todos os seres vivos do planeta. Craven perdeu a luta que mantinha, há alguns anos, contra um tumor no cérebro

Wes Craven - 1939-2015

Wes Craven – 1939-2015

Não estranhe, mas esse homem que ficou famoso ao criar mundos e ambientes de pânico, personagens de pesadelos e renovar o gênero terror ao colocar a violência como um mal da sociedade moderna era um amante da natureza, membros de entidades de proteção do meio-ambiente e dos animais, além de comprometido conservacionista de pássaros. Sua terra natal, Cleveland, Ohio. E foi para esse ambiente bucólico e fascinante da natureza que ele retornou há aos 3 anos, com o intuito de trabalhar menos e cuidar da saúde.

Ao lado de George Romero, Tobe Hooper, John Carpenter e Sam Raimi, Wes Craven integrou a galeria dos grandes diretores que renovaram o gênero terror a partir dos anos 70. Craven, com Aniversário Macabro (The Last House on the Left, 1972), sua obra de estreia, a qual dirigiu, produziu e editou, e Quadrilha de Sádicos (The Hills Have Eyes, 77), tirou o gênero da mesmice e trouxe os adolescentes para dentro de histórias inovadoras. Tobe Hooper apareceria com O Massacre da Serra Elétrica (The Texas CHainshaw Massacre, 74); e John Carpenter com Halloween: Noite de Terror (1978), com o seu serial killer Michael Myers. A influência dessa trinca apareceria em George A. Romero com os 77 episódios da antológica série de TV Tales from the Darkside (1984-88), e mais tarde, em Sam Raimi, com Uma Noite Alucinante: a Morte do Demônio (Evil Dead, 1981). Ao longo das décadas seguintes, eles deram as cartas do gênero tratando do homem no horror da civilização.

Ghostface e Freddy Krueger: filhos de Wes Craven

Ghostface e Freddy Krueger: filhos de Wes Craven

Um criador por excelência. Desde o seu primeiro filme, o já citado Aniversário Macabro,  procurou diversificar os temas dentro do gênero. Em 1984 lançou A Hora do Pesadelo (Nightmare on Elm Street), que se transformaria em uma série assustadora e que deu fama a Robert Englund na pele de Freddy Kruger, e nos anos 90 fez uma nova chacoalhada do gênero com a série Pânico (1996/97/2000 e 2011). Além de ter sido, também, um raro descobridor, concedendo as primeiras oportunidades para Johnny Dee, Sharon Stone e outros que se perderam ou desistiram da profissão de ator ao longo do caminho. Os mais recentes são Emma Roberts e Hayden Pennetierre.

Em 2005, no documentário Por Dentro da Garganta Profunda (Inside Deep Throat, 2005), de Fenton Bailey e Randy Barbatto, revelou ter participado de roteiros de filmes pornográficos, entre eles o célebre Garganta Profunda (Deep Throut, 1974). E, em 1999, fez uma obra especial, A Música do Coração (The Music of the Heart), que deu uma indicação ao Oscasr a Meryl Streep.

O cineasta sai de cena aos 74 anos deixando 23 longas inéditos, Home, de Dennis Iliadis, sobre um rapaz que herda uma casa assombrada; e The Girl in the Photographs, de Nick Simon, ambos em pós-produção, e a série de TV Pânico (Scream), cujo episódio piloto foi assistido por apenas 1.026.000 telespectadores – prenúncio de fracasso – e está disponibilizado no youtube pela MTV, a sua produtora.

Confira o piloto da série, sem legendas.

QUARTETO FANTÁSTICO – Margot Robbie quase se juntou ao elenco

Atriz contou que chegou a ser reunir com o diretor Josh Trank, mas preferiu sair da disputa pelo papel de Sue Storm

Margot Robbie

Margot Robbie

Para quem não lembra, em 2013, quando a escalação para o elenco do reboot de Quarteto Fantástico estava a pleno vapor, foi divulgado que as atrizes Saoirse Ronan (Um Olhar do Paraíso), Allison Williams (série Girls), Margot Robbie (O Lobo de Wall Street) e Kate Mara (série House of Cards) estavam na disputa pelo papel de Sue Storm, a Mulher Invisível. No final, Mara acabou levando a melhor e se tornando a intérprete da heroína, mas ao que parece o papel por pouco não parou nas mãos de Robbie.

Em uma recente entrevista ao NY Daily News, Robbie revelou que chegou a se reunir com o diretor Josh Trank para discutir a sua participação no filme da família de heróis, contudo, ela preferiu se retirar da disputa pelo papel de Sue.

Na verdade eu não me identifiquei muito com o roteiro, e como ainda não assisti ao filme, não sei dizer se ficou muito diferente do que estava nas páginas. Mas eu tive uma ótima reunião com o diretor Josh Trank, da qual eu gostei bastante, falou a atriz.

Lembrando que, quando Quarteto Fantástico foi lançado nos cinemas e afundou nas bilheterias, surgiram na internet vários relatos sobre os inúmeros problemas enfrentados durante a produção do longa. Um deles dizia respeito à escalação de Kate Mara, que havia sido imposta pela Fox, situação que deixou Trank bastante irritado. De acordo com a Entertainment Weekly, a Fox insistiu que Kate Mara fosse contratada para interpretar Sue, e como resultado Trank passou a tratá-la mau. Alguns diziam que ele chegava ser cruel, outro que ele a tratava simplesmente com indiferença.

Por fim, Margot Robbie ainda falou um pouco sobre o fracasso do novo Quarteto. Eu acredito que faz parte do jogo. Às vezes você ganha, às vezes você perde, disse ela.

Massacrado pela crítica e fiasco de bilheteria, Quarteto Fantástico atualmente está em cartaz nos cinemas. Veja o trailer:

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SEMANA 35 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

Uma semana particularmente interessante essa. É a semana de filmes tão bons quanto distintos, como o horror Corrente do Mal (2014), de David Robert Mitchell, a dramédia Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert, e o drama Homem Irracional (2015), de Woody Allen. Correndo por fora, mas também bem interessantes, temos a comédia Ted 2 (2015), de Seth MacFarlane, o drama Real Beleza (2015), de Jorge Furtado, a ficção científica Expresso do Amanhã (2013), de Joon-ho Bong, e a aventura Hitman – Agente 47 (2015), de Aleksander Bach

Maika Monroe em CORRENTE DO MAL (2014), de David Robert Mitchell

Maika Monroe em CORRENTE DO MAL (2014), de David Robert Mitchell

Depois de tantas vezes adiado, um dos filmes de horror mais elogiados da temporada finalmente chega aos cinemas brasileiros. Exibido em Cannes e ganhador de vários prêmios em festivais dedicados ao gênero fantástico, Corrente do Mal acompanha a vida de Jay, uma moça normal e que leva uma vida tranquila de escola e paqueras. Depois de fazer sexo com um rapaz, ela é avisada que ele era portador de uma espécie de maldição, que agora está com ela. Jay agora tem a opção de enfrentar o horror de conviver com essa força maligna ou passar adiante. Se for mesmo tão bom quanto dizem, Corrente do Mal pode tirar o gosto amargo da safra ruim dos filmes de horror lançados recentemente em circuito nacional. Em cartaz no Cinema do Dragão e em grande circuito. Prestigiem as salas que o exibem legendado.

Veja o trailer

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CORRENTE DO MAL (It Follows, EUA, 2014), de David Robert Mitchell. Com Maika Monroe, Keir Gilchrist, Olivia Luccardi, Loren Bass, Lily Sepe, Jake Weary, Daniel Zovatto, Charles Gertner, Bailey Spry. 100 min. California. 14 anos.

Regina Casé em QUE HORAS ELA VOLTA? (2015), de Anna Muylaert

Regina Casé em QUE HORAS ELA VOLTA? (2015), de Anna Muylaert

O misto de drama e comédia que já é característico do cinema de Anna Muylaert chega com força neste premiado Que Horas Ela Volta?, que deu prêmio tanto à diretora, quanto às atrizes Regina Casé e Helena Albergaria, a moça que interpreta sua filha, no Festival de Sundance. O filme chega num momento especialmente interessante da história brasileira, em que se discute a segregação social brasileira, que também foi mostrada em obras de peso como O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, e mais recentemente Casa Grande, de Fellipe Barbosa. Na trama, Regina Casé é uma empregada doméstica que dorme na casa dos patrões e que recebe a filha que não vê há muito tempo. A garota fica hospedada lá e passa a questionar os tratamentos recebidos e as diferenças de classe. Em cartaz em grande circuito.

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QUE HORAS ELA VOLTA? (Brasil, 2015), de Anna Muylaert. Com Regina Casé, Helena Albergaria, Michel Joelsas, Luis Miranda, Lourenço Mutarelli, Camila Márdila, Karine Teles, Theo Wernek. 112 min. Pandora. 12 anos.

Joaquin Phoenix e Emma Stone em HOMEM IRRACIONAL (2015), de Woody Allen

Joaquin Phoenix e Emma Stone em HOMEM IRRACIONAL (2015), de Woody Allen

Woody Allen volta ao tema do crime e castigo que lhe foi tão caro em obras como Crimes e Pecados (1989), Ponto Final – Match Point (2005) e O Sonho de Cassandra (2007), com a diferença que há, aqui, um tratamento mais leve do tema, com novamente um protagonista amargo, que a princípio faz lembrar o do filme anterior de Allen, Magia ao Luar (2014). Joaquin Phoenix é um professor de Filosofia que perdeu o prazer de viver, ostenta uma barriga de cerveja e vive com uma garrafinha de bebida no bolso. Ainda assim, com seu jeito pessimista de olhar a vida e a própria Filosofia, é capaz de ganhar a atenção e o amor de uma de suas alunas, vivida por Emma Stone, e também uma de suas colegas (Parker Posey). O personagem encontra sentido na vida, finalmente, quando vê a possibilidade de matar um homem que considera danoso à humanidade. Em cartaz em grande circuito.

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HOMEM IRRACIONAL (Irrational Man, EUA, 2015), de Woody Allen. Com Joaquin Phoenix, Emma Stone, Parker Posey, Jamie Blackley, Betsy Aidem, Ethan Phillips, Paula Plum, Nancy Giles. 95 min. Imagem. 14 anos.

Jessica Barth e marido em TED 2 (2015), de Seth MacFarlane

Jessica Barth e marido em TED 2 (2015), de Seth MacFarlane

Depois do fracasso retumbante de Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola (2014), Seth MacFarlane volta à sua galinha dos ovos de ouro, ou seja, o ursinho de boca suja Ted, que fez sucesso em 2012 nos cinemas de todo o mundo, aproveitando-se, inclusive, das polêmicas. No novo filme, Ted continua casado com Tami-Lynn (Jessica Barth) e pretende ter um filho com ela. Acontece que para isso ele precisa provar perante o tribunal que ele é uma pessoa e não uma propriedade do governo. A ideia parece interessante e deve gerar algumas situações hilárias. Resta saber se o diretor e intérprete do urso conseguirá manter a qualidade do primeiro filme e dar ao público momentos realmente engraçados.

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TED 2 (EUA, 2015), de Seth MacFarlane. Com Mark Wahlberg, Seth MacFarlane, Amanda Seyfried, Jessica Barth, Giovanni Ribisi, Morgan Freeman, Sam J. Jones, Patrick Warburton. 115 min. Universal. 16 anos.

Vladimir Brichta e Adriana Esteves em REAL BELEZA (2015), de Jorge Furtado

Vladimir Brichta e Adriana Esteves em REAL BELEZA (2015), de Jorge Furtado

Jorge Furtado há tempos não lançava algo de ficção para o cinema. O último havia sido o ótimo Saneamento Básico, o Filme (2007). Eis que depois de muito trabalhar na tevê, ele retorna justamente com um trabalho que lembra uma minissérie que ele fez para a Rede Globo chamada Luna Caliente (1999). A diferença principal está no tempero, que é bem menos apimentado desta vez. Na trama, Vladimir Brichta é um fotógrafo de moda que sai à procura de uma jovem de beleza fora do comum. Ele até encontra em algum lugar no interior do Rio Grande do Sul, mas enfrenta resistência do pai da moça (Francisco Cuoco) e dá de cara com o carinho e a atenção da carente mãe (Adriana Esteves). O filme conta com uma narrativa agradável de acompanhar. Em cartaz no Cinema de Arte (Cinépolis).

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REAL BELEZA (Brasil, 2015), de Jorge Furtado. Com Vladimir Brichta, Adriana Esteves, Vitória Strada, Francisco Cuoco, Thiago Prade, Samuel Reginatto, Isadora Pillar, Elisa Volpatto. 84 min. Elo. 14 anos.

Chris Evans em EXPRESSO DO AMANHÃ (2013), de Joon-ho Bong

Chris Evans em EXPRESSO DO AMANHÃ (2013), de Joon-ho Bong

Eis um filme que já havíamos até desistido de esperar chegar nos cinemas. Mas que bom que veio. Trata-se do mais recente trabalho do cineasta sul-coreano Joon-ho Bong, de trabalhos memoráveis como Memórias de um Assassino (2003) e O Hospedeiro (2006). Desta vez contando com um elenco de ocidentais, o diretor apresenta um futuro distópico no qual o mundo vive em uma nova era do gelo, depois da falha de um experimento para impedir o aquecimento global. Os únicos sobreviventes estão à bordo de uma nave chamada Snowpiercer, havendo uma divisão entre pobres, que vivem em condições terríveis, e ricos, que vivem como reis. As coisas mudam quando um dos miseráveis tenta mudar essa situação. Em exibição em grande circuito.

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EXPRESSO DO AMANHÃ (Snowpiercer, Coreia do Sul/República Tcheca/EUA/França, 2013), de Joon-ho Bong. Com Chris Evans, Kan-ho Song, Ed Harris, John Hurt, Tilda Swinton, Jamie Bell, Octavia Spencer, Ewen Bremner. 126 min. PlayArte. 16 anos.

Rupert Friend em HITMAN - AGENTE 47 (2015), de Aleksander Bach

Rupert Friend em HITMAN – AGENTE 47 (2015), de Aleksander Bach

Rupert Friend (série Homeland) foi o escolhido para encarnar a nova versão do Agente 47, que antes havia sido interpretado por Timothy Olyphant na produção de 2007. Com mais investimento em marketing e mais salas em exibição, a produção conta a história de um assassino de elite geneticamente modificado para se tornar uma máquina de matar. Nesta aventura, ele precisa caçar uma organização que pretende usar o segredo de sua criação para a formação de um exército imbatível. Ao seu lado, uma mulher de passado misterioso, vivida por Hannah Ware. O filme não foi muito bem visto pelos críticos estrangeiros, conseguindo apenas 8% de críticas positivas no Rotten Tomatoes. Em exibição em grande circuito.

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HITMAN – AGENTE 47 (Hitman – Agent 47, Alemanha/EUA, 2015), de Aleksander Bach. Com Rupert Friend, Hannah Ware, Zachary Quinto, Angelababy, Dan Bakkedahl, Charlene Beck, Michael Corcoran, Michaela Caspar. 96 min. Fox. 14 anos.

Saem de cartaz

A Escolha Perfeita 2
Campo de Jogo
Império Proibido (?)
Minions

O Sétimo Selo
Sentimentos Que Curam
Sobrenatural – A Origem

Estreias nacionais desta quinta-feira, 27, que não entram em cartaz em Fortaleza

Dior e Eu
Mulheres no Poder
Palavras Diabólicas
Periscópio

Veja o trailer de Periscópio

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Semana 34 – STRAIGHT OUTTA COMPTON

Enquanto as três estreias da semana falharam em obter bons resultados, o drama biográfico sobre o grupo de hip-hop N.W.A. permaneceu como o favorito do público

Cena de STRAIGHT OUTTA COMPTON

Cena de STRAIGHT OUTTA COMPTON

Sucesso arrasador em sua estreia no mercado norte-americano, a cinebiografia Straight Outta Compton continuou com tudo nas telonas locais e manteve sem dificuldade a liderança do ranking das bilheterias. Dessa vez, foram US$ 26,76 milhões obtidos pela produção, uma boa quantia que representa uma queda de 55% em relação ao final de semana passado, sustentação semelhante a registrada pelos filmes Guardiões da Galáxia (55%) e As Tartarugas Ninja (56%), ambos sucessos lançados em agosto de 2014. No total de dez dias, Straight Outta Compton soma uma arrecadação de ótimos US$ 111,48 milhões, já se tornando a maior bilheteria da carreira do diretor F. Gary Gray e ficando a um passo de ultrapassar os US$ 119,51 milhões de Johnny & June e garantir o posto de biografia musical mais rentável de todos os tempos.

Cena de MISSÃO: IMPOSSÍVEL - NAÇÃO SECRETA

Cena de MISSÃO: IMPOSSÍVEL – NAÇÃO SECRETA

A medalha de prata coube à aventura Missão: Impossível – Nação Secreta, que caiu 32% e fez mais US$ 11,70 milhões. Em quatro semanas, o filme contabiliza um faturamento de US$ 157,76 milhões, devendo em breve superar os US$ 162,99 milhões Bob Esponja: Um Herói Fora D’Água e se tornar a maior bilheteria de 2015 da Paramount.

Banner internacional de A ENTIDADE 2 (2015), de Ciarán Foy

Banner internacional de A ENTIDADE 2 (2015), de Ciarán Foy

Em terceiro lugar ficou com o terror estreante A Entidade 2 (Sinister 2), que não empolgou tanto quanto o longa original e arrecadou somente US$ 10,63 milhões de sexta a domingo, valor abaixo dos US$ 15 milhões esperados pelo pessoal da Focus Features e que equivale a pouco mais da metade da abertura do primeiro filme (US$ 18 milhões). No entanto, apesar da performance desanimadora da sequência, os executivos do estúdio não tem muito com o que se preocupar, uma vez que a renda obtida por A Entidade 2 já cobriu os seus custos de produção, estimados em US$ 10 milhões. Por aqui, o terror tem estreia agendada para o dia 03 de setembro.

Banner internacional de HITMAN: AGENTE 47 (2015), de Aleksander Bach

Banner internacional de HITMAN: AGENTE 47 (2015), de Aleksander Bach

Nova tentativa da Fox em engatar uma franquia baseada no game Hitman, o longa de ação Hitman: Agente 47 (Hitman: Agent 47) acabou se tornando mais um reboot fracassado do estúdio ao estrear na quarta posição com US$ 8,20 milhões, resultado que ficou distante tanto dos US$ 12 milhões projetados pelos analistas, quanto dos US$ 13,18 milhões obtidos na abertura da primeira adaptação de Hitman. Felizmente para o pessoal do estúdio, Agente 47 teve um orçamento de US$ 35 milhões, o que possibilita o mau desempenho no mercado norte-americano ser compensado pela renda do mercado internacional. No Brasil, Hitman: Agente 47 chega aos cinemas na próxima quinta-feira, 27.

Cena de O AGENTE DA U.N.C.L.E.

Cena de O AGENTE DA U.N.C.L.E.

Na sequência do ranking aparece a comédia de espionagem O Agente da U.N.C.L.E., que registrou uma perda de 45% em sua arrecadação e ocupou o quinto lugar do ranking com US$ 7,42 milhões. Em dez dias, o longa estrelado por Henry Cavill (O Homem de Aço) e Armie Hammer (A Rede Social) soma uma bilheteria de fracos US$ 26,63 milhões.

Banner internacional de AMERICAN ULTRA (2015), de Nima Nourizadeh

Banner internacional de AMERICAN ULTRA (2015), de Nima Nourizadeh

Logo abaixo, na sexta colocação, está a comédia de ação American Ultra: Armados e Alucinados (American Ultra), que completou o time de estreias mal-sucedidas da semana ao faturar US$ 5,50 milhões. A boa notícia é que o orçamento do filme foi de US$ 12 milhões, o que praticamente impede um grande prejuízo. Estrelado por Jesse Eisenberg (Zumbilândia) e Kristen Stewart (A Saga Crepúsculo), American Ultra chega às telonas nacionais no dia 24 de setembro.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

07

Assista ao trailer de A Entidade 2:

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LIVROS INTRÍNSECOS – NO CINEMA, OS AUTORES QUE CONCEDEM NOVOS CAMINHOS I

John Green, Gillian Flynn, Ron Rash e Michael Lewis. Eles são jornalistas, professores, graduados em religião e integram o time de escritores que, dentre outros, concedem caminhos diversos à literatura dos EUA. E algumas de suas obras já estão na linguagem cinematográfica. Selecionei de cada autor, uma criação de cada adaptada para a tela grande e lançada aqui no Brasil pela Editora Intrínseca. Cidades de Papel, de John Green, Lugares Escuros, de Gillian Flynn, Serena, de Ron Rash, e O Homem que Mudou o Jogo, de Michael Lews, são alguns desses romances destacados pela crítica literária e o público. Esta primeira parte do artigo trata das obras de Green e Rash

Cara Delevingne e Nat Wolff em CIDADES DE PAPEL(2015), de Jake Schreier: segundo romance de John Green no Cinema

Cara Delevingne e Nat Wolff em CIDADES DE PAPEL (2015), de Jake Schreier: segundo romance de John Green no Cinema

Depois do sucesso de A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars) -, eis que Cidades de Plapel (Paper Towns), o mais recente romance de John Green, 48, chega simultaneamente às livrarias e ao cinema. O livro é um sucesso nas livrarias do Brasil. Os 2 romances foram lançados por aqui pela Editora Intrínseca, que no ano passado relançou outra obra do autor, John Green, Quem é Você, Alaska? (Looking for Alaska).

Ambientado na Flórida, mais propriamente na cidade de Orlando, nos EUA, Cidades de Papel se desdobra entre o romance e o mistério. Os personagens centrais são adolescentes. Ele, Quentin Jacobsen, ela Margo Roth Spielgeman. Crianças, criaram uma sólida relação de amizade, brincadeiras e andavam de bicicleta. Passados os anos, agora adolescentes, ele continua apaixonado e ela parece não estar nem aí. Até uma noite em que, vestida de ninja, ela adentra o seu quarto pela janela, chama-o para uma aventura de vingança. Na madrugada retornam e, no dia seguinte, quando estava certo de que ela iria se reaproximar, na escola ela não aparece – e nem nos dias seguintes. Aí ele resolve procura-la seguindo pistas que, parecem, propositadamente deixadas por ela.

Se o livro é um sucesso nos EUA e no Brasil, o filme nem tanto. O livro -, , diferentemente no Brasil, onde fez um relativo sucesso ao levar 1,6 milhão de espectadores aos cinemas.

NÚMEROS
A Culpa é das Estrelas
Livro – 639.502 exemplares vendidos no Brasil
Filme – Orçamento de US$ 30 milhões; US$124,8 milhões arrecadados nas bilheterias dos cinemas dos EUA e mais 182,3 no mercado internacional

Cidades de Papel
Livro
EUA – Vencedor do Prêmio Edgar de Melhor Romance de Mistério de 2009; Livro do ano do Boolist,School Library Journal e da VOYA;
Brasil – – Atualmente, ocupa o terceiro lugar no Ranking da revista Veja, no qual John Green ocupa, ainda, o 14º posto entre os 20 Mais com Quem é Você, Alaska?
Confira no site de Veja > http://veja.abril.com.br/livros_mais_vendidos/
Filme
EUA – Custo foi de US$ 12 milhões, obteve receita de ínfima bilheteria de US$ 30 milhões;
Brasil – Visto por 1,6 milhão de espectadores

CRÍTICAS

A prosa de Green é impressionante – de gírias e palavrões hilários e intelectuais a filosofias complexas e observações verdadeiras e devastadoras
School Library Journal, EUA

Green, numa abordagem adorável, apresenta um menino inteligente e sua maneira de amar. Cidades de Papel tem diálogos reais – e muito engraçados -: um mistério intrincado, porém crível, e personagens secundários encantadores
Kirkus Review, EUA

Então, é pegar o livro e devorá-lo, e, caso queira ver como é o filme em relação à sua adaptação, pegue-o nas locadoras.

CIDADES DE PAPEL
Paper Town, 2008
Autor: John Green
Tradução: Juliana Romeiro
Editora Intrínseca
Páginas: 368
Impresso: R$ 34,90
E-book: 19,90

SERENA

Jenniofer Larence e Bradley Cooper em SERENA (2014), de Susanne Bier: fracasso nos cinemas

Jenniofer Larence e Bradley Cooper em SERENA (2014), de Susanne Bier: fracasso nos cinemas

Ao contrário do muitos pensam, a princípio, não se trata da biografia da famosa tenista. Finalista do prêmio PEN/Faulkner Award-2009 de ficção, o romance Serena, 4º romance de Ron Rash, também poeta e autor de contos, foi eleito o melhor livro do ano pelo The New York Times, The Washington Post, San Francisco Chronicle, Chicago Tribune e Miami Herald, entre outros. E por que tamanha louvação ao livro? Ambientado na Carolina do Norte na época da Grande Depressão (os anos de 1930), faz a devastadora exposição de como uma família sucumbe perante a ambição, o ciúme e a busca da glória. O retrato perfeito de uma época marcada por uma crise econômica sem precedentes.

Basicamente, a narrativa centra a sua ação em um casal, George Pemberton e Serena Shaw. Eles chegam ao Estado com a missão de aumentar a fortuna derrubando, se possível, todas as árvores nas quais puserem os olhos, mas, surpreendidos pela transformação da área em um parque nacional, parte para a retaliação, fazendo de tudo para barrar o projeto e, incluindo até mesmo um ao outro. Vai sobrar, também, para uma outra família, a Harmon, cuja filha, grávida de Pemberton, será o alvo direto de Serena. Paixão e ódio convivem, intrinsecamente, na mulher altiva e de ambição sem limites.

E o filme? Bem, foi um desastre. E o mais surpreendente, negativamente, é que tinha tudo para ser uma obra arretada. No elenco, Jennifer Lawrence e Bradley Cooper (a dupla de O Lado Bom da Vida/2012, Trapaça/2013, e que está junto novamente no ainda inédito Joy) e a direção da dinamarquesa Susanne Bier, de obras viscerais como Depois do Casamento (2006) e Em um Mundo Melhor (2010), pelo qual ganhou o Oscar  e o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, além de um passaporte para trabalhar em Hollywood. Serena seria o filme para consagrá-la, mas foi um fracasso de público. O vexame foi tão grande que o estúdio Magnólia o lançou em seguida no mercado de vídeo e, pior ainda, não obteve comprador para o exterior. No Brasil, encontra-se disponível em DVD.

NÚMEROS DE SERENA
Livro
EUA – 34º na lista do The New York Times
Filme
EUA – nos cinemas, sequer rendeu 180 mil dólares

CRÍTICAS
Já o livro…

Arrebatador e de tirar o fôlego. Um dos maiores romances norte-americanos
The New York Times.

Desde o início surpreendente, a violência aumenta com a tensão. Uma história impressionante sobre a ganância voraz na época da Depressão
Revista People

Escrita com maestria, Serena é uma obra devastadora em seu retrato do que os seres humanos são capazes
San Francisco Chronicle

Leia mais sobre o livro Serena.

SERENA
EUA, 2008
Autor: Ron Marsh
Tradução Cláudio Carina
Editora Intrínseca
Ano: 2015
Páginas: 320
Impresso: R$ 39,90
E-book: R$ 24,90

Veja o trailer de Serena.

 

MISSÃO: IMPOSSÍVEL – NAÇÃO SECRETA – FRANQUIA DECOLA, LITERALMENTE

Quinto filme da franquia, Missão: Impossível – Nação Secreta (Mission: Impossible – Rogue Nation, 2015), de Christopher McQuarrie, falha ao mostrar uma trama longa e desinteressante, mas recheada de boas cenas de ação

Tom Cruise em MISSÃO IMPOSSÍVEL - NAÇÃO SECRETA (Mission Impossible - Rogue Nation, 2015) de Christopher McQuarrie

Tom Cruise em MISSÃO: IMPOSSÍVEL – NAÇÃO SECRETA (2015), de Christopher McQuarrie

Neste episódio, a agência secreta IMF está sob a ameaça de uma organização criminosa, denominada O Sindicato, que é uma nação secreta treinada para fazer o trabalho dos agentes da IMF, só que para o mal. Resta a Ethan Hunt (Tom Cruise) e sua equipe, formada por Benji Dunn (Simon Pegg), William Brandt (Jeremy Renner), Luther Stickell (Ving Rhames) e a misteriosa aliada Ilsa Faust (Rebecca Ferguson), fazer o impossível para impedir os planos dessa organização criminosa.

Ethan descobre planos do Sindicato para capturar e assassinar importantes políticos da Europa. Assim, sem o apoio de seu governo, ele tentará impedir o Sindicato de seguir com seus planos. É interessante ver que Ilsa tem uma participação importante na ação, se tornando muito mais do que uma simples sexy simbol, como geralmente ocorre com as protagonistas femininas na franquia 007.

Destaque como sempre para a trilha sonora, que faz bom uso do tema clássico de Lalo Schifrin. Os diálogos longos, embora tornem o filme cansativo, deixam tudo bem exposto na trama. O IMAX corrobora ainda mais para a grandeza que o filme propõe. Protagonista e produtor do longa, Cruise repete mais uma vez a parceria com McQuarrie, com quem colaborou em Operação Valquíria (2008), Jack Reacher: O Último Tiro (2012) e no excelente No Limite do Amanhã (2014).

Poster MISSÃO IMPOSSÍVEL - NAÇÃO SECRETA (Mission Impossible - Rogue Nation, 2015) de Christopher McQuarrie

Pôster MISSÃO: IMPOSSÍVEL – NAÇÃO SECRETA (Mission: Impossible – Rogue Nation, 2015), de Christopher McQuarrie

Titulo: Missão: Impossível – Nação Secreta (Mission: Impossible – Rogue Nation)

Estreia: 13/08/2015

Gênero: Ação, Suspense

Duração: 130 min.

Origem: Estados Unidos

Direção: Christopher McQuarrie

Roteiro: Drew Pearce, Will Staples

Distribuidor: Paramount Pictures do Brasil

Classificação: 12 anos

Ano: 2015

 

 

Veja o trailer de Missão Impossível – Nação Secreta:

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O PEQUENO PRÍNCIPE – Belo e comovente

Versão repaginada do clássico de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe (Le Petit Prince, 2015) mistura diferentes técnicas de animação em uma trama que critica o conhecimento instrumental e a vida moderna corrida da produtividade

Cena de O PEQUENO PRÍNCIPE (2015), de Mark Osborne

O pequeno príncipe e a raposa em cena de O PEQUENO PRÍNCIPE (2015), de Mark Osborne

Clássico da literatura mundial, O Pequeno Príncipe (1943), de Antoine de Saint-Exupéry, é um livro que faz parte do imaginário não só de crianças, mas também de adultos – feito que o permite atravessar gerações e ainda hoje ser considerado por muitos como indispensável item de cabeceira. Na década de 70, a obra ganhou uma adaptação para o cinema, em formato musical e live action, com direção de Stanley Donen. Agora outra versão surge, com produção francesa e repaginada como animação pelas mãos do norte-americano Mark Osborne (diretor de Kung Fu Panda e Bob Esponja – O Filme). Apresentado no encerramento do último Festival de Cannes e exibido no Anima Mundi 2015, O Pequeno Príncipe (Le Petit Prince, 2015) estreia nos cinemas do Brasil.

O notável desta nova adaptação é que, no lugar de se manter presa à história original, ela toma a liberdade de inventar outra narrativa, que serve de ponto de partida para que o espectador de hoje tenha contato com a essência do clássico de Exupéry. Isto implica dizer que só vamos conhecer a história do garoto de cabelos dourados que vive no asteroide B612, a partir do olhar de outra criança: uma menina estudiosa e aplicada, que acaba de se mudar com a mãe para um novo bairro, onde mora um vizinho excêntrico e idoso aviador – que, na história original, não é apenas o narrador, como o alter-ego do próprio Exupéry.

Cena de O PEQUENO PRÍNCIPE (2015), de Mark Osborne

A menina e a raposa em cena de O PEQUENO PRÍNCIPE

Enquanto se prepara arduamente para ingressar em uma escola tradicional sob a supervisão da mãe, a menina se aproxima por acaso do vizinho e se encanta com as aventuras do pequeno príncipe, que aos poucos são reveladas pelo velhinho. É interessante como o filme consegue contrapor bem os dois universos: o mundo adulto, imposto pela mãe, que exige da filha a dedicação rigorosa a um plano de vida, com cronogramas, metas e responsabilidades; e o mundo infantil da fantasia, guiado pelo aviador velhinho, que conduz a garota ao lúdico, à aventura, à curiosidade.

Se por um lado, a garota aprende com o aviador outros ensinamentos que extrapolam o conhecimento instrumental e produtivo, ela também vai ensinar o velhinho a ter esperança e ainda ver bem com o coração. Afinal, o “essencial é invisível aos olhos”, como diz a famosa frase da raposa, que é mantida no filme. E, por falar em frases, não há nada mais comovente que a solução, em uma das cenas mais belas do filme, de deixar para a menina a célebre frase de Exupéry: “a gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar”.

O velho aviador em cena de O PEQUENO PRÍNCIPE (2015), de Mark Osborne

O velho aviador em cena de O PEQUENO PRÍNCIPE

Outro mérito do filme é incorporar diferentes técnicas de animação ao longo da narrativa, revelando o cuidado primoroso com a direção de arte: a história principal da menina, da mãe e do velhinho segue o moderno 3D em computação gráfica, enquanto a do pequeno príncipe é em stop-motion, com moldes em papel machê, bem próximo dos traços originais de Exupéry. Por todas estas qualidades, O Pequeno Príncipe pode já ser a melhor animação do ano, talvez superando Divertida Mente (Inside Out, 2015), da Pixar.

Poster de O PEQUENO PRÍNCIPE (2015), de Mark Osborne

Pôster de O PEQUENO PRÍNCIPE (Le Petit Prince, 2015), de Mark Osborne

Título: O Pequeno Príncipe (Le Petit Prince)

Estreia: 20/08/2015

Gênero: Animação

Duração: 110 min.

Origem: França / Estados Unidos

Direção: Mark Osborne

Distribuidor: Paris Filmes

Classificação: Livre

Ano: 2015

 

 

 

Veja o trailer de O Pequeno Príncipe:

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RANKING BRASIL – MISSÃO: IMPOSSÍVEL dispara na liderança

Em sua estreia no país no último fim de semana, a ação Missão: Impossível – Nação Secreta disparou na primeira colocação do ranking, colocando Quarteto Fantástico em segundo. Pixels manteve a ordem do fim de semana anterior e continuou logo atrás dos heróis, em terceiro. O mesmo ocorreu com Carrosel: O Filme que terminou o fim de semana em quarto. No entanto, Homem-Formiga caiu para a sexta colocação, perdendo a posição anterior para a comédia estreante A Escolha Perfeita 2

Tom Cruise e Jeremy Renner em cena de MISSÃO: IMPOSSÍVEL - NAÇÃO SECRETA.

Tom Cruise e Jeremy Renner em cena de MISSÃO: IMPOSSÍVEL – NAÇÃO SECRETA

Em primeiro, Missão: Impossível – Nação Secreta se isolou na liderança do ranking Brasil em seu primeiro fim de semana no país. A ação estrelada por Tom Cruise terminou o domingo com uma ótima renda, de R$ 10,8 milhões, mais que o dobro da obtida pelo segundo colocado, Quarteto Fantástico. Em exibição em cerca de 950 salas no país, Missão: Impossível levou aproximadamente 720 espectadores aos cinemas em seu fim de semana de estreia, ficando com uma média de público por sala de 760, a melhor do 33º fim de semana de 2015.

Cena de QUARTETO FANTÁSTICO.

Cena de QUARTETO FANTÁSTICO

O filme dos famosos heróis, Quarteto Fantástico, não resistiu a chegada de Tom Cruise às telonas, caindo cerca de 60% em relação ao fim de semana anterior. A aventura arrecadou cerca de R$ 4,1 milhões no fim de semana, para um público de cerca de 300 mil espectadores. No total, Quarteto Fantástico acumula uma receita de R$ 16,4 milhões e um público próximo de 1,3 milhão de espectadores.

Cena de PIXELS.

Cena de PIXELS

Também caindo bastante na renda, Pixels ficou na terceira posição, conseguindo se manter uma posição atrás de Quarteto Fantástico como no fim de semana anterior, mas ainda caindo uma posição devido a estreia de Missão: Impossível. O filme conseguiu arrecadar cerca de R$ 1,6 milhão no fim de semana, valor que representa uma queda de aproximadamente 50% em relação ao fim de semana anterior. Com o resultado, Pixels acumula agora uma receita de R$ 31,6 milhões e um público de cerca de 2,2 milhões de espectadores no país.

Cena de CARROSEL: O FILME.

Cena de CARROSEL: O FILME

A adaptação da famosa novela infantil brasileira às telonas, Carrosel: O Filme, obteve uma queda pequena e também conseguiu manter a sequencia do fim de semana anterior. A comédia infantil arrecadou cerca de R$ 1,5 milhão no fim de semana, aproximadamente 25% de queda, tendo levado 132 mil espectadores aos cinemas no período. Atualmente, Carrosel: O Filme acumula uma receita de R$ 23,8 milhões e um público de 2,2 milhões de espectadores no país.

Cena de A ESCOLHA PERFEITA 2.

Cena de A ESCOLHA PERFEITA 2

Estreando bem no país, A Escolha Perfeita 2 fechou o top cinco do fim de semana na quinta colocação do ranking. A comédia obteve um ótimo resultado, pois mesmo tendo sido exibida em apenas cerca de 210 salas no país, ainda conseguiu acumular aproximadamente R$ 790 mil em renda no fim de semana. Cerca de 61 mil espectadores foram aos cinemas ver A Escolha Perfeita 2, fazendo o filme ficar com a quinta melhor média de público por sala do fim de semana, de 286.

Confira a tabela com os dez melhores.

RBRA-33-2015

Veja o trailer de A Escolha Perfeita 2.

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ESTREIAS DA SEMANA 34 – O PREDOMÍNIO BRASILEIRO

Em uma semana de seis estreias, o cinema brasileiro, em um momento de rara felicidade, predomina com 4 produções, duas delas premiadas aqui e no exterior. O Último Cine Drive In, de Iberê Carvalho; Obra, de Gregório Graziosi, Campo de Jogo, de Eryk Rocha, e Linda de Morrer, de Chris D’Amato, competem com duas produções estrangeiras: o francês O Pequeno Príncipe, de Mark Osborne, e o hollywoodiano Exorcistas do Vaticano, de Mark Neveldine

O PEQUENO PRÍNCIPE (2015), animação de Mark Osborne: obra-prima

O PEQUENO PRÍNCIPE (2015), animação de Mark Osborne: obra-prima

Tendo à frente o realizador do divertido Kung-Fu Panda e do fraquinho Monstros Vs Alienígenas, O Pequeno Príncipe é um dos melhores filmes do ano e uma animação da categoria obra-prima. Lindo, fascinante, envolvente, e outros adjetivos serão poucos para qualificar esta produção francesa, um tributo à obra maior de Antoine de Saint-Exupéry (1900-44), traduzida em mais de 250 línguas e com mais de 145 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. A história, essencialmente filosófica, centra-se na amizade entre uma garotinha e um excêntrico velho, O Aviador, o qual ela conhece logo após se mudar, com a mãe, para uma moderna casa de uma grande cidade.

Veja o trailer:

Na verdade, o filme não faz uma adaptação literal do romance, mas uma interpretação livre, com direito a uma baita liberdade poética por parte do diretor Osborne, que também fez a transposição do livro para o Cinema. Um filme simplesmente genial – e inesquecível – sobre o processo de passagem da infância para a adolescência e da perda dos adultos pela sua condição de ser criança. É ou não é uma condição filosofia?

O PEQUENO PRÍNCIPE (The Little Prince/ Le Petit Prince), dirigido por Mark Osborne. Animação. 106 minutos. Livre. Paris Filmes.

O ÚLTIMO CINE DRIVE IN (2014), de Iberê Carvalho: ode ao cinema

O ÚLTIMO CINE DRIVE IN (2014), de Iberê Carvalho: ode ao cinema

Vencedor de 4 Kikitos – o Prêmio da Crítica de Melhor Longa Metragem Nacional, Melhor Ator para Breno Nina, Melhor atriz Coadjuvante para Fernanda Rocha e Melhor Direção de Arte para Maíra Carvalho – no recente Festival de Gramado, O Último Cine Drive In é uma versão brasileira de Cinema Paradiso (1988), uma das obras-primas de Giuseppe Tornatore. Esse drama brasileiro aborda o fechamento do Cine Drive In de Brasília, um dos mais tradicionais cinemas do País, inaugurado em 1973 pelo filho do ex-presidente João Batista Figueiredo. Marta Fagundes, que ajudou o pai desde que ele assumiu a administração, amargou o seu fechamento em 1988, por falta de público, mas juntou as economias, pagou as dívidas, entrou numa licitação e assumiu novamente ao longo dos anos 90, enfrentando a modernidade e a tecnologia do 3D e dos novos equipamentos digitais, sendo, atualmente, o único Drive In vivo entre os 33 que funcionaram no País – incluindo Fortaleza. Em Brasília, o filme está sendo lançado justamente no Cine Drive In.

Confira o trailer:

A história, ambientada no próprio Cine Drive In de Brasília, desenvolve-se com um drama familiar. O jovem Marlonbrando (Breno Nina) retorna à cidade natal ao saber que a mãe (Rita Assemany) está hospitalizada e entra em confronto com o pai (Othon Bastos), que mesmo com as dívidas e a ausência de público recusa-se a fechar o cinema. A temática central dessa obra de estreia do brasiliense Iberê Carvalho, premiado documentarista, no longa, é a recusa dos personagens pela morte – do cinema e da mãe, com câncer. Um belo filme sobre o amor ao Cinema.

O ÚLTIMO CINE DRIVE IN. Brasil, 2015. Direção: Iberê Carvalho. Othon Bastos, Rita Assemany, Breno Nina, Chico Sant’anna, Fernanda Rocha, André Deca, Rosanna Viegas e Vinícius Ferreira

Irandhir Santos e Júlio Andrade em OBRA (2015), de

Irandhir Santos e Júlio Andrade em OBRA (2015), de Gregório Graziosi

Vencedor do Fipresci, o Prêmio da Crítica, no Festival do Rio do ano passado e selecionado para a Mostra Discovery (dedicada a descobrir novos talentos do cinema internacional) e única produção brasileira selecionada para o Festival de Toronto, de 4 a 14 de setembro, Obra marca, também, a estreia de Gregório Graziosi no longa-metragem. O enredo acompanha as agruras do arquiteto João Carlos de Almeida Neto (Irandhir Santos), que às vésperas do nascimento de seu primeiro filho, descobre um cemitério clandestino no terreno de sua família onde se erguerá um grande empreendimento, e, Instigado por seu mestre de obras (Júlio Andrade), passa a questionar as suas origens e repensar a profissão e o casamento.

Veja o trailer:

Também está no elenco a atriz italiana Lola Peploe, afilhada de Bernardo Bertolucci e filha de Mark Peploe, roteirista do filme O Passageiro – Profissão Repórter (1975), de Michelangelo Antonioni. Ela já teve um pequeno papel em Beleza Roubada e foi assistente de direção de Bertolucci em Os Sonhadores.

OBRA. Brasil, 2015. Direção: Gregório Graziosi. Com Irandhir Santos, Julio Andrade, Ravel Andrade, Fernando Coimbra, Cristiana Ubach e Ligia Franchini. 80 minutos. Vitrine Filmes.

CAMPO DE JOGO (2015), de Eryk Rocha

CAMPO DE JOGO (2015), de Eryk Rocha: o esporte como inclusão

No ano passado, no bairro Sampaio, subúrbio do Rio de Janeiro, foi realizada mais uma edição do Campeonato Anual do Futebol de Favelas e o cineasta Eryk Rocha, filho de Gláuber e da artista plástica colombiana Paula Gaitan. O campo de jogo, próximo ao estádio do Maracanã, todos os domingos, é palco de disputa entre 14 clubes, nos quais muitos dos seus jogadores guardam a esperança de serem vistos pelos “olheiros” dos clubes profissionais. Geração, o time do bairro disputa com o Juventude, da favela Matriz, disputam a grande final. Cada um representa as cores e os rituais de sua comunidade.

Conheça o trailer:

O Brasil continua produzindo bons documentários, mas o problema é que o público insiste em ignorá-los, como aconteceu com o recente A Nação que não Esperou por Deus, de Lúcia Muratr. E este Campo de Jogo é uma observação elogiada sobre o esporte como instrumento de inclusão.

CAMPO DE JOGO. Brasil, 2014. Direção: Eryk Rocha. Documentário. 71 minutos. Livre. Tucuman Filmes.

Glória Pires em LINDA DE MORRER (2015), de Chris DAmato será que pega?

Glória Pires em LINDA DE MORRER (2015), de Chris DAmato será que pega?

Paula (Glória Pires), dona da Image Clínica e Laboratórios e famosa cirurgiã plástica, criou o Milagra, a primeira cura para a celulite. Prestes a lançar o remédio revolucionário, ela sofre um estranho ataque de nervos que a leva a causar um acidente e falecer em seguida. Com o espírito preso à Terra, é ajudada por um estranho médium, doutor Daniel, que revela ter sido assassinada por Fran, a sósia na empresa. Agora ela tem a missão de evitar que a gananciosa Fran coloque uma versão mais barata do Milagra no mercado.

Confira o trailer:

Resta saber se Linda de Morrer, que é uma produção da Globo Filmes e tem a direção de Chris D’Amato, tem a capacidade de fazer rir com esse enredo, tão batido, requentado e repetido em vários filmes. Vai colar?

LINDA DE MORRER. Brasil, 2015. Direção: Chris D’Amato. Com Glória Pires, Antônia Morais, Emilio Dantas, Susana Vieira, Vivianne Pasmanter e Ângelo Paes Leme. Comédia. 71 minutos. 10 anos.

EXORCISTAS DO VATICANO (2015), de

EXORCISTAS DO VATICANO (2015), de Mark Neveldine:

O diretor Mark Neveldine é conhecido por dois filmes de ação, ambos curiosos, Adrenalina (2006), com Jason Statham, e Gamer (2009), com Gerard Butler. Portanto, não espere nada no nível terrorífico de O Exorcista. Aqui, um padre e dois exorcistas liberados pelo Vaticano tentam tirar um demônio que se apossou do corpo e da alma de uma mulher de 27 anos. Para você ter a ideia do que vai ver, a produção custou pouco mais de oito milhões de dólares e não passou da primeira semana em cartaz nos EUA, em julho passado, arrecadando merrecos 1,7 milhão. A crítica não lhe deu a menor importância.

Conheça o trailer:

The Vatican Tapes, EUA, 2015. Direção: Mark Neveldine. Com Djimon Hounsou,  Olivia Taylor Dudley, Kathleen Robertson, Dougray Scott e Michael Pena.  Horror. 91 minutos. 14 anos. Diamond Films.

Não estreiam em Fortaleza

SEXO AMOR E TERAPIA (drama)

O JULGAMENTO DE VIVIANE AMSALEM (Drama)

HIPÓTESES PARA O AMOR E A VERDADE (Drama)

ENTOURAGE – FAMA E AMIZADE (Comédia)

RUA SECRETA (Drama policial)

Veja o trailer de Hipóteses Para o Amor e a Verdade.

 

FRANQUIA – EM 2017, FAST 8, DIZ VIN DIESEL

Velozes e Furiosos 8 vai sair. Quem garantiu foi o produtor executivo da  franquia, Vin Diesel. Be, garantiu não diretamente, de maneira bem discreta durante uma premiação em hollywood

Vin Diesel e as gatas do elenco de VELOZES E FURIOSOS 7: Jordana Brewster (à esquerda), Michelle Rodriguez e Ludacris durante a entrega do Teen Choice Awards-2015

Vin Diesel e as gatas do elenco de VELOZES E FURIOSOS 7: Jordana Brewster (à esquerda), Michelle Rodriguez e Ludacris durante a entrega do Teen Choice Awards-2015

Em abril passado, Vin Diesel anunciou, oficialmente, de que a franquia Fast and Furious estava encerrada e não haveria, portanto, um Velozes e Furiosos 8. Isso em razão das especulações da existência de um roteiro intitulado Furious 8, ou Fast 8.

Na noite de ontem, domingo, 16 de agosto, Diesel recebeu o premio de melhor ator do Teen Choice Award for Choice Action/Adventure Movie-2015, e, no palco, fez uma menção e uma confirmação. A menção foi ao falecido amigo Paul Walker, e a confirmação, deu veracidade a uma especulação que pairava em Hollywood:  o tal roteiro existe mesmo.

Falando que a franquia conta a história de uma família, Vin recordou o amigo Paul Walker (1973-2013). “Eu não posso ficar aqui e ser recompensado com um prêmio como este sem falar de alguém muito, muito, muito importante para nós. Uma das melhores bênçãos em nossas vidas é o fato de que tivemos a oportunidade de chamar Pablo nosso irmão. Paul Walker está aqui em espírito com a gente“, disse, acenando para Meadow, a filha de Walker, sentada na fileira à sua frente. E finalizou com um convite: “Eu amo todos vocês. Eu amo todos vocês, e até Fast 8…”. Pronto, Velozes e Furiosos 8 vem aí. Talvez como apenas, Velozes, ou apenas, Furiosos, mas com o número 8.

Data de estreia

Fast 8 está programado para ser lançado mundialmente em 14 de abril de 2017.