PONTE AÉREA – UMA CATIVANTE HISTÓRIA DE AMOR ENTRE RIO E SAMPA

Romance nacional Ponte Aérea (2015), de Júlia Rezende, nos apresenta um encontro inesperado entre um carioca e uma paulista, que vivenciam uma turbulenta história de amor moderna em meio a seus dramas pessoais

02

Letícia Colin e Caio Blat em PONTE AÉREA (2015), de Júlia Rezende

Um voo do Rio de Janeiro para São Paulo tem seu curso desviado para Belo Horizonte, devido à forte chuva que castiga a capital paulista. Diante do imprevisto, os passageiros são hospedados em um hotel para que, na manhã seguinte, sigam para São Paulo. Bruno (Caio Blat) e Amanda (Letícia Colin) estão neste voo e se conhecem por acaso no hotel onde são obrigados a passar à noite. Após um rápido flerte, eles passam a noite juntos, mas se desencontram no dia seguinte, pois Bruno pega um voo logo cedo, em virtude da urgência de sua viagem.

Em São Paulo, após passar o dia no hospital, sem ter para onde ir, ele procura Amanda, enquanto que ela está sendo promovida na agência de publicidade em que trabalha. Aos poucos o sentimento entre eles se intensifica, mesmo que tenham que lidar com as dificuldades dos 432 quilômetros de distância entre as cidades que vivem. Amanda é uma jovem e bem-sucedida publicitária, Bruno é um artista plástico talentoso mas que se recusa a amadurecer. Seu pai deixou sua mãe quando ele ainda era garoto e agora, vivendo sozinho com amigos, ele tem que lidar inclusive com o outro filho de seu pai, que também é órfão de mãe.

Apesar de serem bem diferentes, Bruno e Amanda sentem uma atração inexplicável um pelo outro e vivem um amor momentâneo. O filme propõe então um olhar para a dificuldade dos jovens atuais em criar laços duradouros e sua resistência em enfrentar questões da vida adulta. Este é o grande mérito do filme, o fato dele ter conteúdo, algo bem diferente das tradicionais comédias globais que superlotam nossos cinemas.

O roteiro foi inspirado no livro Amor Líquido – Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman. O argumento escrito por Júlia Rezende e Rafael Pitanguy levou três anos para ser concluído. Posteriormente, L.G. Bayão entrou para a equipe de roteiristas, que contou ainda com a colaboração de Patrícia Corso. Embora não concorde com o tipo de romance que vai para a cama na primeira noite, entendo que esta é a realidade do mundo que vivemos. Então, nada melhor do que poder vislumbrar isso na tela grande, especialmente as consequências de uma relação frágil, quando as pessoas priorizam a busca do prazer sexual sem ao menos se conhecerem.

Letícia Colin está simplesmente encantadora e Caio Blat esbanjando o talento de sempre. A trilha sonora se destaca com a banda Kaiser Chiefs e sua balada Ruby, Rodrigo Amarante participa com Hourglass, Dimitri BR e Bruna Beber dividem a voz na linda e melancólica Você e a Brisa, e a clássica A Whiter Shade Of Pale da banda Procol Harum. É cinema nacional de primeira qualidade.

Poster de Ponte Aérea (2015) de Júlia Rezende

Poster de Ponte Aérea (2015), de Júlia Rezende

FICHA TÉCNICA

Ponte Aérea

Estreia: 26/03/2015

Gênero: Drama, Romance

Duração: 100 min.

Origem: Brasil

Direção: Júlia Rezende

Roteiro: Júlia Rezende, Rafael Pitanguy, L.G. Bayão, Patrícia Corso

Distribuidor: Paris Filmes

Classificação: 12 anos

Ano: 2015

 

Confira trailer de Ponte Aérea:

Imagem de Amostra do You Tube

O SAL DA TERRA – FOTÓGRAFO SEBASTIÃO SALGADO REVELADO

Documentário O Sal da Terra (The Salt of Earth, 2014), de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado, expõe de modo sutil e delicado a vida e a obra de Sebastião Salgado, que se dedica ao ofício artístico da fotografia desde os anos 1970. Concorreu ao Oscar 2015 de Melhor Documentário

A Serra Pelada fotografada por Sebastião Salgado em O Sal da Terra (The Salt of Earth, 2014) de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado

A Serra Pelada fotografada por Sebastião Salgado em O SAL DA TERRA (2014), de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado

No documentário, vemos onde Sebastião Salgado nasceu, seu encontro com sua esposa, Lélia Salgado, em Vitória, a ida do casal para São Paulo, a proximidade com a militância à esquerda, a decisão de se mudar para a Europa após o recrudescimento da ditadura, o abandono da carreira de economista em benefício da fotografia, o nascimento dos filhos (incluindo a surpresa da descoberta de que o segundo é portador da Síndrome de Down), o impacto crescente de suas fotos e o reconhecimento internacional.

Ver O Sal da Terra funciona como estar admirando um álbum fotográfico com os comentários em áudio do fotógrafo. Em alguns trechos, vemos exatamente isso em tela, quando a foto e a narração de misturam. Sempre fotografando em preto e branco, Sebastião Salgado expõe a desigualdade social presente no mundo que vivemos, até o período em que ele decidiu registrar a beleza e a degradação da natureza. O documentário mostra também o trabalho de Sebastião Salgado no Instituto Terra, criado por ele e sua esposa, que é dedicado à plantação de espécies da Mata Atlântica.

O co-diretor Juliano Ribeiro Salgado é filho de Sebastião Salgado, então é possível sentir uma atmosfera familiar no registro. No entanto, predomina a visão de Wim Wenders, que é um admirador das diversas formas de artes e teve seu primeiro contato com o trabalho do fotógrafo no final dos anos 1980, quando viu uma foto de uma mulher cega feita para o projeto Trabalhadores. O fotógrafo social Sebastião Salgado também é autor das séries Sahel: The End of the Road, Êxodos e Gênesis. As filmagens começaram em 2009 e o processo teve 15 mil horas de captação. A edição levou mais um ano e meio para finalizar o filme.

No campo das premiações, O Sal da Terra venceu um prêmio especial do júri da Mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes, além do prêmio do Júri Ecumênico, dedicada a produções sobre valores humanos. O documentário também venceu o César 2015, principal prêmio do cinema francês, de Melhor Documentário.

Poster de O Sal da Terra (The Salt of Earth, 2014) de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado

Poster de O Sal da Terra (The Salt of Earth, 2014), de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado

FICHA TÉCNICA

O Sal da Terra (The Salt of Earth)

Estreia: 26/03/2015

Gênero: Documentário, Biografia

Duração: 110 min.

Origem: Brasil, França, Itália

Direção: Juliano Ribeiro Salgado, Wim Wenders

Roteiro: David Rosier, Juliano Ribeiro Salgado, Wim Wenders

Distribuidor: Imovision

Classificação: 10 Anos

Ano: 2014

 

Contemple o trailer de O Sal da Terra:

Imagem de Amostra do You Tube

 

SEMANA 14 – AS ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

A semana se destaca especialmente por dois lançamentos: a comédia lisérgica Vício Inerente (2014), de Paul Thomas Anderson, e a aventura Velozes e Furiosos 7 (2015), de James Wan, que ocupa a grande maioria das salas do país. Correndo por fora, a comédia dramática Um Fim de Semana em Paris (2014), de Roger Michell, e os dramas Um Momento Pode Mudar Tudo (2014), de George C. Wolfe, e 14 Estações de Maria (2014), de Dietrich Brüggemann. Em pré-estreia, a animação Cada um na Sua Casa (2015), de Tim Johnson

Joaquim Phoenix e Reese Witherspoon em VÍCIO INERENTE (2014), de Paul Thomas Anderson

Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon em VÍCIO INERENTE (2014), de Paul Thomas Anderson

Dos cineastas surgidos na década de 1990, Paul Thomas Anderson é, certamente, um dos nomes mais importantes. Cada novo trabalho seu se tornou um acontecimento para cinéfilos. E embora Vício Inerente não esteja recebendo a mesma repercussão de trabalhos como Boogie Nights – Prazer sem Limites (1997), Magnólia (1999), Embriagado de Amor (2002), Sangue Negro (2007) e O Mestre (2012), tem sido tão elogiado quanto, pela crítica especializada. Vício Inerente é a adaptação de um romance neonoir de um célebre escritor de livros longos e complexos, cujas obras são consideradas inadaptáveis. Em uma trama intrincada, Joaquin Phoenix é um detetive particular que sai em busca de uma ex-namorada desaparecida. O filme é narrado em cores psicodélicas e é mais um trabalho do diretor a lidar com o fracasso do sonho americano.

Veja o trailer

Imagem de Amostra do You Tube

VÍCIO INERENTE (Inherent Vice, EUA, 2014), de Paul Thomas Anderson. Com Joaquin Phoenix, Josh Brolin, Owen Wilson, Reese Witherspoon, Eric Roberts, Maya Rudolph, Jeannie Berlin, Serena Scott Thomas, Michael Kenneth Williams. 148 min. Warner. 18 anos.

Vin Diesel e Paul Walker em VELOZES E FURIOSOS 7 (2015), de James Wan

Vin Diesel e Paul Walker em VELOZES E FURIOSOS 7 (2015), de James Wan

Depois da morte trágica de Paul Walker no final de 2013, tudo mudou para a franquia Velozes e Furiosos. O sétimo filme da série estava sendo rodado quando o acidente aconteceu e Walker só havia filmado 50% de sua participação. Cogitaram cancelar as filmagens, mas depois logo optaram por dar um jeito no roteiro e nas cenas que ele ainda filmaria. Seria uma forma de homenageá-lo. E para muitos Velozes e Furiosos 7 será visto com curiosidade com relação ao destino do personagem e o modo como será feita a homenagem. Desta vez, sai um cineasta de segundo escalão (Justin Lin) e entra um cineasta de filmes bem melhores no currículo (James Wan), só que do gênero horror. Pelas cenas disponibilizadas no trailer, trata-se do filme mais fantástico em termos de cenas inacreditáveis da série. Além do mais, conta com Jason Stathan como o vilão e pequenas participações de gente de peso como Tony Jaa, Kurt Russell, Ronda Rousey.

Veja o trailer

Imagem de Amostra do You Tube

VELOZES E FURIOSOS 7 (Furious 7, EUA/Japão, 2015), de James Wan. Com Vin Diesel, Paul Walker, Dwayne Johnson, Jason Stathan, Michelle Rodriguez, Jordana Brewster, Tyrese Gibson, Ludacris, Lucas Black, Kurt Russell, Gal Gadot, Nathalie Emmanuel, Tony Jaa, Ronda Rousey, Djimon Hounsou. 137 min. Universal. 14 anos.

Jim Broadbent e Lindsay Duncan em UM FIM DE SEMANA EM PARIS (2013), de Roger Michell

Jim Broadbent e Lindsay Duncan em UM FIM DE SEMANA EM PARIS (2013), de Roger Michell

Delicioso filme sobre um casal na terceira idade que tenta salvar o casamento em Paris, local de sua lua-de-mel, Um Fim de Semana em Paris é um passo à frente na carreira interessante de Roger Michell, que tem no currículo o belo Um Lugar Chamado Notting Hill (1999). Aqui, contaminado pela narrativa mais lenta e pela maior quantidade de diálogos dos filmes franceses, Michell entrega um trabalho em que a palavra é essencial, embora seja também devedora do grande trabalho de atuação de Jim Broadbent e Lindsay Duncan e das lindas locações. Ele ainda morre de amores pela esposa; ela sinaliza um possível fim de um longo relacionamento. Com diálogos afiados e momentos de pura ternura (e alguns de veneno também), Um Fim de Semana em Paris é um filme que merece a atenção da audiência.

Veja o trailer

Imagem de Amostra do You Tube

UM FIM DE SEMANA EM PARIS (Le Week-End, Reino Unido/França, 2013), de Roger Michell. Com Lindsay Duncan, Jim Broadbent, Jeff Goldblum, Judith Davis, Olly Alexander, Lee Michelsen, Charlotte Léo, Xavier De Guillebon. 93 min. Pandora. 14 anos.

Hilary Swank e Emilly Rosum em UM MOMENTO PODE MUDAR TUDO (2014), de George C. Wolfe

Hilary Swank e Emmy Rossum em UM MOMENTO PODE MUDAR TUDO (2014), de George C. Wolfe

Pode até ser um manjado melodrama de doença misturado com filme de superação, mas não deixa de ser curioso ter Hilary Swank (Menina de Ouro) e Emmy Rossum (série Shameless) em um mesmo filme. Swank interpreta uma pianista clássica que se vê acometida com a esclerose lateral amiotrófica (E.L.A.), doença que degenera os neurônios responsáveis pela ação do corpo. Emmy é uma jovem estudante universitária que se dedica a tratar da pianista, ainda que não tenha nenhuma experiência em enfermagem. Para a pianista, é importante o fato de que elas se dão muito bem e de que a jovem não a trata como uma paciente. Um Momento Pode Mudar Tudo foi dirigido por George C. Wolfe, mesmo diretor do drama romântico Noites de Tormenta (2008).

Veja o trailer

Imagem de Amostra do You Tube

UM MOMENTO PODE MUDAR TUDO (You’re Not You, EUA, 2014), de George C. Wolfe. Com Hilary Swank, Emily Rossum, Josh Duhamel, Stephanie Beatriz, Jason Ritter, Ali Larter, Andrea Savage, Julian McMahon, Gerald Downey, Mike Doyle, Marcia Gay Harden. 102 min. H2O. 14 anos.

Lea Van Acken e Anna Brüggemann em 14 ESTAÇÕES DE MARIA (2014), de Dietrich Brüggemann

Lea Van Acken e Anna Brüggemann em 14 ESTAÇÕES DE MARIA (2014), de Dietrich Brüggemann

Adiado pela distribuidora por duas vezes e inclusive anunciado aqui no site como estreia da semana passada, finalmente entra em cartaz 14 Estações de Maria. Inspirado nas 14 estações da Via Crúcis, o filme é estruturado em 14 longos planos fixos que acompanham a trajetória dolorosa de uma garota extremamente religiosa e que quer fazer o possível e o impossível para alcançar a santidade. Mas situações conflituosas não faltam, como o interesse romântico por um colega de classe, que perturbam sua vontade de se dedicar inteiramente a Deus. 14 Estações de Maria foi vencedor do prêmio de melhor roteiro do Festival de Berlim do ano passado.

Veja o trailer

Imagem de Amostra do You Tube

14 ESTAÇÕES DE MARIA (Kreuzweg, Alemanha, 2014), de Dietrich Brüggemann. Com Lea van Acken, Anna Brüggemann, Lucie Aron, Michael Kamp, Moritz Knapp, Birge Schade, Florian Stetter, Sven Taddicken. 110 min. Europa. Classificação a definir.

Pré-estreia

Tip e Oh em CADA UM NA SUA CASA (2015), de Tim Johnson

Tip e Oh em CADA UM NA SUA CASA (2015), de Tim Johnson

Quem andou pelo cinema por esses dias dias já deve ter rido a valer com o trailer desta animação da Dremworks Animation, que lida com a relação de amizade entre um garotinha e um extraterrestre em tons muito bem humorados. Na versão original, o áudio conta com Jim Parsons (o Sheldon de The Big Bang Theory, como o E.T.) e Rihanna como a garotinha negra Tip. Essa escalação de nomes famosos é comum nas animações da Dreamworks, que embora costume apresentar filmes inferiores aos da Disney/Pixar, tem conseguido melhores resultados ultimamente, casos de Como Treinar Seu Dragão e sua continuação. Resta saber se Cada um Na Sua Casa promete ser tão divertido quanto seu trailer faz crer.

Veja o trailer

Imagem de Amostra do You Tube

CADA UM NA SUA CASA (Home, EUA, 2015), de Tim Johnson. Com as vozes originais de Jim Parsons, Rihanna, Steve Martin, Jennifer Lopez, Matt Jones, Brian Stepanek, April Lawrence, Stephen Kearin, Lisa Stewart, April Winchell. 94 min. Fox. Livre.

Saem de cartaz

A Teoria de Tudo
Branco Sai, Preto Fica
Cinquenta Tons de Cinza
Duas Irmãs, uma Paixão
Mapas para as Estrelas
O Amor É Estranho
O Duelo
Superpai

Estreias nacionais desta quinta-feira, 2, que não entram em cartaz em Fortaleza

Amor à Primeira Briga
Fala Sério!
O Ano Mais Violento
O Último Ato

Veja o trailer de O Último Ato

Imagem de Amostra do You Tube

MULAN – Disney prepara versão live-action

História da guerreira chinesa ganhará uma refilmagem com atores e se tornará mais uma na já extensa lista de novas versões dos clássicos animados da Disney

Banner de MULAN (1998), de Tony Bancroft e Barry Cook

Banner de MULAN (1998), de Tony Bancroft e Barry Cook

Venhamos e convenhamos, a Walt Disney se tornou uma verdadeira máquina de readaptar os clássicos contos de fadas.

Impulsionada pelo sucesso de Alice no País das Maravilhas, Malévola e, mais recentemente, Cinderela, o estúdio do Mickey já está preparando novas versões de Mogli, A Bela e a Fera e Dumbo, sem falar na sequência de Alice. Agora, segundo o Hollywood Reporter, a bola da vez é Mulan.

De acordo com a publicação, a Disney deu sinal verde para um filme em live-action da heroína chinesa, que contará com um roteiro escrito pela dupla Elizabeth Martin e Lauren Hynek. Chris Bender e J.C. Spink (Efeito Borboleta) ficaram responsáveis pela produção do projeto, que obviamente, ainda encontra-se em estágios bastante iniciais de desenvolvimento.

Quanto à trama, sabe-se até o momento que ela se manterá fiel a história original, que foi apresentada pela primeira vez em um poema chinês do século VII e é centrada em Hua Mulan, um jovem que decide se disfarçar de homem e tomar o lugar do pai debilitado no campo de batalha. A versão mais famosa da história de Mulan é a animação da Disney lançada em 1998, que foi um sucesso de bilheteria (arrecadou US$ 304,32 milhões em todo o mundo), além de ter recebido indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar.

Sendo assim, pelas minhas contas, só está faltando agora a Disney anunciar novas versões de A Pequena Sereia e Aladim. ;-P

Confira abaixo o trailer da animação Mulan:

Imagem de Amostra do You Tube

Semana 13 – CADA UM NA SUA CASA

Animação da DreamWorks caiu no gosto do público e faturou alto nas bilheterias, garantindo aos executivos do estúdio um suspiro de alívio. Segunda novidade da semana, a comédia Get Hard conseguiu driblar polêmicas (ou seria tomar vantagem delas?) e também conseguiu fortes resultados

01

Banner internacional de CADA UM NA SUA CASA (2015), de Tim Johnson

Após amargarem prejuízos milionários com os filmes A Origem dos Guardiões (2012), Turbo (2013), As Aventuras de Peabody & Sherman (2014) e Os Pinguins de Madagascar (2014), os executivos da DreamWorks Animation finalmente encontraram um motivo para comemorar, e esse motivo chama-se Cada Um Na Sua Casa (Home).

Nova produção do estúdio de animação, Cada Um Na Sua Casa chegou aos cinemas norte-americanos na última sexta-feira, 27, repleto de expectativa por parte do pessoal da DreamWorks, pois, sendo o único filme a ser lançado por eles em 2015, seu desempenho teria impacto direito no resultado anual da empresa. Felizmente, os engravatados do estúdio já podem respirar aliviados, pois Cada Um Na Sua Casa fez o maior sucesso junto ao público nesse final de semana e terminou por liderar com folga o ranking dos mais rentáveis do período com US$ 54 milhões, valor que supera bastante os US$ 35 milhões projetados inicialmente pelos analistas e que representa a terceira melhor abertura de um filme-original da DreamWorks, ficando atrás apenas de Kung Fu Panda (US$ 60,23 milhões) e Monstros vs Alienígenas (US$ 59,32 milhões).

Você tem que dar crédito ao filme em si. Ele traz uma história original com coração, ação e humor, ou seja, todos os elementos que as pessoas querem ver, disse à Variety Chris Aronson, o presidente de distribuição da Fox sobre o desempenho de Cada Um Na Sua Casa, cuja ótima receptividade junto ao público (o filme recebe um ‘A’, referente a excelente, na avaliação do CinemaScore), aliada a ausência de concorrentes de peso até junho (quando estreia Divertida Mente), devem garantir ao longa animado uma ótima trajetória no mercado norte-americano. Cada Um Na Sua Casa chega aos cinemas brasileiros no dia 09 de abril.

Banner internacional de GET HARD (2015), de Etan Cohen

Banner internacional de GET HARD (2015), de Etan Cohen

Em segundo lugar aparece a comédia estreante Get Hard, que, vale mencionar, se tornou recentemente alvo de polêmica ao ser acusado de apresentar conteúdo racista, machista e homofóbico. Assim, levando em consideração que o público adora uma polêmica, Get Hard acabou rendendo salas cheias e uma forte abertura de US$ 34,61 milhões, que por sinal cobre praticamente todo o seu orçamento, estimado em US$ 40 milhões. A realidade é que, quando você coloca Will Ferrell e Kevin Hart juntos, se não conseguir nenhum controvérsia, então algo está errado. Ambos têm a tendência de chegar ao limite e é isso que faz deles as estrelas que são. Algumas pessoas se sentiram ofendidas, mas a maioria não, disse ao The Wrap o presidente de distribuição da Warner, Dan Fellman, sobre a performance de Get Hard. No Brasil, o filme tem lançamento agendado para o dia 16 de junho.

Na esquerda, cena de INSURGENTE e na direita cena de CINDERELA

Na esquerda, cena de INSURGENTE e na direita cena de CINDERELA

Na sequência do ranking vem a campeã da semana passada, a sci-fi juvenil Insurgente, que registrou uma queda de 58% (número também consistente com Divergente, que caiu 53% em sua segunda semana) e escorregou para a terceira posição com US$ 22,07 milhões arrecadados. Logo em seguida está o conto de fadas Cinderela, que registrou uma perda de 50% em seu faturamento e ocupou o quarto lugar com US$ 17,51 milhões. Ao todo, Insurgente acumula uma bilheteria de US$ 86,39 milhões, enquanto Cinderela soma US$ 150,02 milhões.

Cena de IT FOLLOWS

Cena de IT FOLLOWS

Completando a lista dos cinco primeiros colocados está o terror It Follows, que após duas semanas de sucesso em circuito restrito, teve seu número de salas expandido para 1.218 e com isso arrecadou US$ 4,02 milhões. No total, It Follows já rendeu US$ 4,75 milhões nas bilheterias norte-americanas.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

05

Assista ao trailer de Cada Um Na Sua Casa:

Imagem de Amostra do You Tube

WOLVERINE – Hugh Jackman vai se despedir do personagem

Ator anunciou através do Instagram que em breve irá “pendurar as garras”

Hugh Jackman como Wolverine em imagem promocional de X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO

Hugh Jackman como Wolverine em imagem promocional de X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO

Após mais de uma década interpretando brilhantemente o icônico super-herói Wolverine, o ator Hugh Jackman já se prepara para dizer adeus ao personagem que o deixou famoso.

Na tarde de hoje, 28, Jackman utilizou sua conta no Instagram para postar uma foto de suas mãos com as garras do mutante. Contudo, o que chamou a atenção foi a legenda da imagem, que dizia Wolverine… Pela última vez. Confira:

insta

Imediatamente, os fãs entraram em polvorosa e começaram a lamentar a notícia, que foi confirmada logo depois por fontes do site The Wrap, que ainda informaram que a “última vez” a que Jackman se refere é a já anunciada sequência de Wolverine: Imortal, cuja estreia está agendada para 3 de março de 2017.

No mais, é interessante lembrar que Jackman já havia sinalizado sua intenção de se aposentar de Wolverine. Em 2014, o ator declarou à revista britânica SFX que se fosse estrelar um terceiro filme-solo do mutante, esse seria o último. Se eu fizer outro, tenho 99,9% de certeza que será a última vez, disse Jackman na ocasião. Contudo, apesar dessa declaração, muitos fãs ainda foram pegos de surpresa hoje, uma vez que eles levaram a sério uma brincadeira feita por Jackman durante uma entrevista na qual ele afirmou que, após assistir Birdman, sua intenção era interpretar Wolverine até morrer.

Por fim, vale mencionar que, antes de dar adeus à Wolverine, Hugh Jackman deverá interpretar o personagem novamente em X-Men: Apocalipse, que chega aos cinemas no ano que vem.

Confira abaixo o trailer de Wolverine: Imortal, último filme-solo do personagem lançado nos cinemas:

Imagem de Amostra do You Tube

MONSTERS OF ROCK – NOVA EDIÇÃO EM 2015

O festival Monsters of Rock chega ao Brasil tendo como palco o cidade de São Paulo. Será na Arena Anhembi, em abril. Este surgiu na Inglaterra em 1980, idealizado pelo produtor musical Paul Loasby (que produziu também o Pink Floyd). Rapidamente ganhou dimensão internacional e agora terá a sua 6ª edição brasileira

JOSÉ FERNANDO S. MONTEIRO

Loasby queria um evento diferenciado, unicamente com bandas de hard rock e trash metal e escolheu o autódromo de Donington Park, no condado de Leicestershire, para a realização de uma primeira edição. A mistura entre atrações britânicas e internacionais fez com que o festival fosse um sucesso imediato, mais de 35 mil pessoas compareceram a esse primeiro evento que contou com bandas como Raimbow, Judas Priest, Scorpions, Saxon, entre outras. Esse número chegaria a um total de 107 mil pessoas em 1998, quando devido a morte de duas pessoas (durante a apresentação do Guns n’Roses, fato atribuído a superlotação) o público passou a ser limitado a 75 mil pessoas.

Imagem

Imagem da primeira edição do Monsters of Rock, realizada em Donington Park no ano de 1980

Apesar dos problemas, o Monsters of Rock foi realizado, com poucas exceções, até 2006 na Inglaterra e logo se espalhou para outros países: Alemanha (1983-1991), Suécia (1984-1990), Itália (1987-2004), EUA (1988), Holanda (1988-1991), Espanha (1988-2008), França (1988-1990), Hungria (1991), Bélgica (1991), Áustria (1991), Polônia (1991), União Soviética (1991), Chile (1994-2008), Argentina (1995-2005) e Brasil (1994-2015).

Confira momentos da história ro rock – Parte 1

Imagem de Amostra do You Tube

No Brasil os direitos foram comprados pela produtora Mercury Concerts, que realizou o primeiro Monsters of Rock em 27 de agosto de 1994, no estádio do Pacaembú, onde 45 mil pessoas estavam presentes para ver bandas como Kiss, Black Sabbath, Suicidal Tendencies e Slayer, entre as internacionais, e Dr. Sin, Angra, Viper e Raimundos, entre as nacionais.

Folder da primeira edição do Monsters of Rock Brasil, realizada em 1994

Folder da primeira edição do Monsters of Rock Brasil, realizada em 1994

Em 02 de setembro de 1995, o “Monsters” volta ao Pacaembú, onde compareceram 50 mil pessoas para ver Ozzy Osbourne, Alice Cooper, Faith no More, Megadeth, Therapy?, Paradise Lost, Virna Lisi e Ratablanca.

No ano seguinte, mais uma edição no dia 26 de agosto, Entre as apresentações a tão esperada Iron Maiden e também Motörhead, Skid Row, Biohazard, Helloween, King Diamond, Mercyful Fate, Ratablanca e Raimundos.

Depois de dois anos, é realizada a quarta edição do Monsters of Rock, desta vez na Pista de Atletismo do Ibirapuera. Estiveram presentes as bandas Slayer, Megadeth, Manowar, Saxon, Dream Theater, Savatage, Glen Hughes e as brasileiras Korzus e Dorsal Atlântica. Esta foi considerada a edição mais pesada do evento no Brasil.

Quinze anos mais tarde, se realiza, nos dias 19 e 20 de outubro, o quinto “Monsters” no Brasil, em novo lugar, na Arena Anhembi. No dia 19 se apresentaram as bandas Slipknot, Korn, Limp Bizkit, Killswitch Engage, Hatebreed, Gojira e Project 46. No segundo dia foi a vez das veteranas Aerosmith, Whitesnake, Ratt, Buckcherry, Quensrÿche, Dokken e Dr. Sin.

Momentos marcantes do rock – Parte 2

Imagem de Amostra do You Tube

Em 2015 o Brasil ganha mais uma edição do Monsters of Rock, prevista para ocorrer nos dias 25 e 26 de abril, novamente na Arena Anhembi, em São Paulo. Em seu line up vão estar Ozzy Osbourne, Judas Priest, Motörhead, Black Veil Brides, Rival Sons, Coal Chamber e Primal Fear, no primeiro dia, e Kiss, Manowar, Accept, Unisonic, Yngwie Malmsteen e Steel Panther, no segundo.

Momentos marcantes da história do Monsters of Rock – Parte 3

Imagem de Amostra do You Tube

Foi anunciado que no dia 30 de abril haverá uma extensão do Monsters of Rock na cidade de Porto Alegre, onde irão se apresentar Ozzy Osbourne, Judas Priest e Motörhead, no Estádio Passo D’Areia (também chamado Estádio Zequinha), mas ao que parece trata-se de um evento isolado. Infelizmente, nesse festival, que veio na esteira do Rock in Rio como uma forma de abrir caminho para o rock/metal brasileiro, não se apresenta confirmação, em 2015, de nenhuma banda nacional, o que vem a desfavorecer o evento que surgiu como uma vitrine para o mundo e agora desembarca diversos grupos no Brasil, sem alimentar a produção nacional. Está certo que nas primeiras edições o Raimundos encontrou dificuldades de ser aceito em meio a grupos reconhecidamente mais pesados, e que o Angra encontrou uma inicial dificuldade de reconhecimento, mas bandas como Dr. Sin e Korzus, cada uma a seu modo, sempre estiveram no gosto dos metaleiros e dentre os muitos nomes da atualidade é preciso abrir espaço para bandas nacionais, ainda mais deste gênero com espaço já tão reduzido. Isso talvez justificasse uma iniciativa que já foi proposta por Thiago Bianchi (vocalista do Shaman) de criar em 13 de novembro o Dia do Metal Nacional, onde, na semana comemorativa haveria diversos shows pelo Brasil e um grande evento no dia 13. Seria uma forma de levantar a bandeira do metal brasileiro, importante também seria incluir estes grupos depois em eventos internacionais como o próprio Monsters of Rock.

Para mais informações e ingressos no site do evento, clique aqui.

Fique com a parte final dos momentos da história do Monsters of Rock:

Imagem de Amostra do You Tube

 

AS TARTARUGAS NINJA 2 – Alessandra Ambrosio reforça o elenco

A modelo brasileira é a mais nova integrante do elenco do próximo filme das Tartarugas e inclusive já rodou suas primeiras cenas

Alessandra Ambrosio

Alessandra Ambrosio

Para a alegria dos marmanjos de plantão, a bela Megan Fox não será a única beldade no elenco do vindouro As Tartarugas Ninja 2 (Teenage Mutant Ninja Turtles 2).

Segundo o Hollywood Reporter, a modelo brasileira Alessandra Ambrosio foi escalada para o elenco da continuação, garantindo assim seu primeiro papel de destaque nos cinemas. A publicação informou ainda que a top irá interpretar ela mesma no filme e será o novo interesse amoroso de Vernon Fenwick, personagem de Will Arnett. Ambrosio e Arnett, inclusive, estiveram no último dia 25 em uma partida de basquete em Nova York e rodaram suas primeiras cenas juntos.

Quanto ao novo Tartarugas Ninja, as informações sobre o projeto ainda são muito escassas e até o momento sabe-se apenas que, além de Fox e Arnett, Alan Ritchson (Raphael), Noel Fisher (Michelangelo), Pete Ploszek (Leonardo), Jeremy Howard (Donatello) e William Fichtner (Eric Sacks) estarão de volta. Roteiristas do filme original, Josh Appelbaum e André Nemec, assinam o script da sequência, enquanto que o diretor Jonathan Liebesman será substituído por Dave Green (Terra para Echo).

As Tartarugas Ninja 2 tem estreia agendada para o dia 3 de junho de 2016.

Confira o trailer do primeiro As Tartarugas Ninja:

Imagem de Amostra do You Tube

CINDERELA – FINALMENTE UM CLÁSSICO BEM ATUALIZADO

Há tempos que se busca adaptar em live action os clássicos animados. A história de Cinderela já foi várias vezes adaptadas para o cinema, primeiramente com a animação Cinderela (Cinderella, 1950), de Wilfred Jackson, e depois no drama Para Sempre Cinderela (Ever After, 1999), de Andy Tennant. Cinderela (Cinderella, 2015), de Kenneth Branagh, consegue homenagear a história clássica e ainda se destacar pelo excelente uso de maquiagem, penteados e figurino

Lily James em CINDERELLA (2015), de Kenneth Branagh

Lily James em CINDERELA (2015), de Kenneth Branagh

Depois da inesperada morte de sua mãe, Ella (Lily James, da série Downton Abbey) recebe a incumbência de ser gentil e corajosa. Ela vive tranquilamente com seu pai, até que ele decide se casar com uma viúva e Ella é forçada a viver com sua madrasta, Lady Tremaine (Cate Blanchett), e suas filhas Anastasia (Holliday Grainger) e Drisella (Sophie McShera).

Após uma longa viagem, chega a notícia da morte de seu pai. Ella, agora apelidada de Cinderela, é obrigada a trabalhar como empregada em sua própria casa, no entanto continua otimista com a vida. Certo dia, ela decide fugir pela floresta, e ocasionalmente conhece e se encanta por um príncipe (Richard Madden, o Robb Stark da série Game Of Thrones), que também se apaixona pela camponesa e decide convidar todas as damas do reino para um baile no palácio, onde escolherá sua esposa.

Ela decide ir ao grande baile e acredita que encontrou sua alma gêmea, mas sua madrasta rasga seu vestido e a impede de ir à festa. É quando surge a fada madrinha (Helena Bonham Carter) para lhe dar uma ajuda e mudar o seu destino. As atuações estão muito boas, não soando bobas em nenhum momento e com Cate Blanchett desfilando talento. Não há grandes efeitos especiais no filme, e eles não fazem falta. Destaque para a cena da transformação da abóbora em carruagem e o retorno pós-baile.

O roteiro escrito por Chris Weitz, o mesmo que dirigiu e roteirizou Um Grande Garoto (About a Boy, 2002) e dirigiu A Saga Crepúsculo: Lua Nova (The Twilight Saga: New Moon, 2009), em parceria com Aline Brosh McKenna, conhecida por ter escrito o excelente roteiro de O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada, 2006) e Vestida Para Casar (27 Dresses, 2008), é bem conciso, e consegue inclusive dar veracidade a relação de Ella com os animais e ser simples e direto em sua proposta. Digno de aplausos.

Chegue cedo, pois antes das sessões de Cinderela é exibido o curta-metragem Frozen: Febre Congelante (Frozen Fever, 2015), um spin-off da animação Fronzen: Uma Aventura Congelante (Frozen, 2014), de Chris Buck e Jennifer Michelle Lee. Na animação, Elsa e Kristoff contam com a ajuda de Sven e Olaf para uma festa de aniversário para Anna da forma como ela merece, mas Elsa apresenta sintomas de resfriado e ameaça estragar a comemoração.

Poster de Cinderela (Cinderella, 2015) de Kenneth Branagh

Poster de Cinderela (Cinderella, 2015) de Kenneth Branagh

FICHA TÉCNICA

Cinderela (Cinderella)

Estreia: 26/03/2015

Gênero: Aventura, Fantasia, Romance

Duração: 105 min.

Origem: Estados Unidos

Direção: Kenneth Branagh

Roteiro: Aline Brosh McKenna, Chris Weitz

Distribuidor: Walt Disney Pictures

Classificação: Livre

Ano: 2015

 

Confira o trailer de Cinderela:

Imagem de Amostra do You Tube

TERCEIRA PESSOA – PAUL HAGGIS MANTENDO O ESTILO DE CRASH

Repetindo a mesma fórmula de Crash – No Limite (Crash, 2004), lançado em 2005 e vencedor do Oscar 2006, Paul Haggis apresenta três histórias entrelaçadas. Acontece que a moda já passou e em Terceira Pessoa (Third Person, 2013) as histórias se intercalam de um modo confuso, afinal teoricamente os personagens estão distantes uns dos outros

Olivia Wilde e Liam Neeson em Terceira Pessoa (Third Person, 2013) de Paul Haggis

Olivia Wilde e Liam Neeson em TERCEIRA PESSOA (2013), de Paul Haggis

O filme apresenta histórias de amor de três casais em três cidades. Em Paris o escritor Michael (Liam Neeson) se separou da esposa, Elaine (Kim Basinger), e está tendo um caso com Anna (Olivia Wilde), uma ambiciosa jornalista. Em Roma, Scott (Adrien Brody) se apaixona por uma cigana, Monica (Moran Atias), e simpatiza com sua perigosa busca para reencontrar a filha pequena. E em Nova York, Julia (Mila Kunis) é uma jovem mãe, traumatizada após perder a guarda do filho para o ex-marido famoso (James Franco), e conta com a ajuda da advogada Theresa (Maria Bello) numa batalha judicial pela custódia da criança que acidentalmente ela quase matou.

O estilo de Haggis, que também já foi utilizado por outros diretores, me parece um tanto quanto saturado, ainda mais quando estamos lidando com um personagem que é um autor de livro, e no final fica a sensação de que pouco do que foi apresentado é real, sendo boa parte ficção, não causando empatia com os espectadores, apesar de aparentemente mostrar três histórias de amor. O filme é extremamente longo para sua proposta, com várias cenas desnecessárias, inclusive uma em que Olivia Wilde corre nua nos corredores de um hotel. O elenco até se esforça para dar alguma personalidade aos personagens, mas o problema aparentemente é o roteiro que propõe ser o que não é.

Poster de Terceira Pessoa (Third Person, 2013) de Paul Haggis

Poster de Terceira Pessoa (Third Person, 2013), de Paul Haggis

FICHA TÉCNICA

Terceira Pessoa (Third Person)

Estreia: 19/03/2015

Gênero: Drama, Romance

Duração: 137 min.

Origem: Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e Bélgica

Direção: Paul Haggis

Roteiro: Paul Haggis

Distribuidor: PlayArte Pictures

Classificação: 14 anos

Ano: 2013

 

Veja o trailer de Terceira Pessoa:

Imagem de Amostra do You Tube