PREMIAÇÃO EUROPEIA – OS INDICADOS AO 40º CESAR

O Prêmio César, o Oscar do cinema francês, anunciado na última quarta-feira, 28, traz. Além de algumas particularidades interessantes, a certeza de todos os 7 filmes indicados ma categoria de melhor filme estão com lançamentos garantidos – alguns deles, como Timbuktu e Acima das Nuvens, já estão nos circuitos, afora Saint Laurent, que já saiu de cartaz

Entre as particularidades, dois filmes que enfocam o mesmo personagem, o estilista Yves Saint-Laurent, dirigidos por Betrand Bonello e Jalil Lespert, concorrem em 10 e 7 categorias, respectivamente; a indicação da estadunidense Kristin Stewart a categoria de melhor atriz, 30 anos depois da última conterrânea indicada, a soprano Julia Migenes, por sua atuação na adaptação da ópera Carmen, de George Bizett; e 3 produções hollywoodianas concorrendo a melhor filme estrangeiro, um deles, 12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave, 2013), de Steve McQueen, coprodução EUA-Reino Unido. Outro estrangeiro, o turco Winter Sleep (2013), de Nuri Bilge Ceylan, foi o ganhador da Palma de Ouro no ano passado. Finalizando, Sean Penn receberá um César especial pela carreira e o cartaz da premiação homenageia a musa Fanny Ardant, viúva do cineasta François Truffaut.

Veja o trailer de Amor à Primeira Briga.

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O 40º César será entregue em 20 de fevereiro.

Confira todos os indicados.

Melhor Filme
Amor à Primeira Briga (Les Cambattants, 2014), de  Thomas Calley
Meninos do Oriente (Eastern Boys, 2014), de Robin Campillo
A Família Bélier (La Familie Bellier, 2014), de Eric Latigau
Saint Laurent (2014), de Bertrand Bonello
Hipócrates (Hipocrate, 2014), de Thomas Lilti
Acima das Nuvens (Clouds of Sils Maria, 2014), de Olivier Assayas
Timbuktu (Timbuktu, 2014), de Abderrahmane Sissako

Melhor Diretor
Céline Sciamma, Garotas (Bande de Filles)
Thomas Cailley, Amor à Primeira Briga
Robin Campillo, Meninos do Oriente
Thomas Lilti, Hipócrates
Bertrand Bonello, Saint Laurent
Olivier Assayas, Acima das Nuvens
Abderrahmane Sissako, Timbuktu

Melhor Atriz
Juliette Binoche, Acima das Nuvens
Catherine Deneuve, Dans La Cour
Marion Cotillard, Dois Dias, Uma Noite
Emilie Dequenne, Pas Son Genre
Adèle Haenel, Amor à Primeira Briga
Sandrine Kiberlain, Elle L’Adore
Karin Viard, A Família Bélier

Melhor Ator
Pierre Niney, Yves Saint-Laurent
Romain Duris, Une Nouvelle Amie
Gaspard Ulliel, Saint Laurent
Guillaume Canet, La Prochaine Fois Je Viserai Le Coeur
Niels Arestrup, Diplomacia
François Damiens, A Família Bélier
Vincent Lacoste, Hipócrates

Melhor Atriz Coadjuvante
Marianne Denicourt, Hipócrates
Claude Gensac, Lulu, Nua e Crua
Izïa Higelin, Samba
Charlotte Le Bon, Yves Saint-Laurent
Kristen Stewart, Acima das Nuvens

Melhor Ator Coadjuvante
Eric Elmosnino, A Família Bélier
Jérémie Renier, Saint Laurent
Guillaume Gallienne, Yves Saint-Laurent
Louis Garrel, Saint Laurent
Reda Kateb, Hipócrates

Revelação Feminina
Lou de Laâge, Respira
Joséphine Japy, Respira
Louane Emera, A Família Bélier
Ariane Labed, Fidelio, L’Odyssée D’Alice
Karidja Touré, Garotas

Revelação Masculina
Kevin Azaïs, Amor à Primeira Briga
Ahmed Dramé, Les Héritiers
Kirill Emelyanov, Meninos do Oriente
Pierre Rochefort, Um Belo Domingo
Marc Zinga, Qu’Allah Bénisse La France

Melhor Roteiro Original
Amor à Primeira Briga
A Família Bélier
Hipócrates
Acima das Nuvens
Timbuktu

Melhor Roteiro Adaptado
La Chambre Bleue
Diplomacia
Pas Son Genre
Lulu, Nua e Crua
La Prochaine Fois Je Viserai Le Coeur

Melhor Filme Estrangeiro
Winter Sleep (Turquia, 2014), de Nuri Bilge Ceylan
Boyhood – da Infância à Juventude (EUA, 2014), de Rochard Linklatter
12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave, 2013), de Steve McQueen
Dois Dias, Uma Noite (Deux Jours, une Nuit, Bélgica), de Luc e Jean-Pierre Dardenne
Mommy (Mommy, Canadá, 2014), de Xavier Dolan
Ida (Ida, Polônia, 2014), de
O Grande Hotel Budapeste (The Great Budapest Hotel, EUA), de Wes Anderson

Melhor Filme de Estreante
Amor à Primeira Briga, de Thomas Calley
Elle L’Adore, de Jeanne Herri
Fidelio, L’Odyssée D’Alice, de Lucie Borleteau
Party Girl, de Abd Al Malik
Qu’Allah Bénisse La France, de

Melhor Trilha Sonora
Garotas
Pessoas-pássaro
Amor à Primeira Briga
Timbuktu
Yves Saint-Laurent

Melhor Edição
Amor à Primeira Briga
Hipócrates
Party Girl
Saint Laurent
Timbuktu

Melhor Direção de Fotografia
A Bela e a Fera
Saint Laurent
Sils Maria
Timbuktu
Yves Saint-Laurent

Melhor Direção de Arte
A Bela e a Fera
La French
Saint Laurent
Timbuktu
Yves Saint-Laurent

Melhor Figurino
A Bela e a Fera
La French
Saint Laurent
Une Nouvelle Amie
Yves Saint-Laurent

Melhor Documentário
Caricaturistes – Fantassins De La Démocratie
Les Chèvres De Ma Mère
A Escola de Babel
National Gallery
O Sal da Terra

Melhor Som
Garotas
Pessoas-pássaro
Amor à Primeira Briga
Saint Laurent
Timbuktu

Melhor Animação
Minúsculos
Jack Et La Mécanique Du Coeur
Song of the Sea

Melhor Curta
Aïssa
La Femme De Rio
Inupiluk
Les Jours D’Avant
Où Je Mets Ma Pudeur
La Virée A Paname

Melhor Curta em Animação
Bang Bang!
La Bûche De Noël
La Petite Casserole D’Anatole
Les Petits Cailloux

Veja o trailer de A Família Bélier.

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RANKING BRASIL – Os pinguins continuam no topo

Os Pinguins de Madagascar seguraram a liderança obtida na estreia no fim de semana passado, deixando o estreante Busca Implacável 3 na segunda colocação, mesmo com o sucesso mundo afora. Loucas pra Casar perdeu a segunda colocação para o estreante, terminando esse fim de semana no terceiro lugar do ranking. Êxodo: Deuses e Reis e Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba completaram a lista dos cinco melhores nas bilheterias brasileiras desse último fim de semana

Cena de OS PINGUINS DE MADAGASCAR

Cena de OS PINGUINS DE MADAGASCAR

Já na segunda semana na liderança do ranking, Os Pinguins de Madagascar não se cansaram de bater os estreantes. No fim de semana passado, a animação tirou a primeira colocação da comédia brasileira Loucas pra Casar, atualmente na terceira posição do ranking, agora foi a vez de Busca Implacável 3 levar a pior. Mesmo com o sucesso no mercado internacional de cinema, a ação estrelada por Liam Neeson não alcançou a primeira colocação do ranking em sua estreia, terminando o domingo atrás da animação, que obteve cerca de R$ 6,84 milhões de 22 a 25. Nesse fim de semana, mais de 465 mil espectadores foram aos cinemas conferir o longa protagonizado pelos pinguins de Madagascar, enquanto apenas cerca de 387 mil assistiram a ação.

Liam Neeson e Maggie Grace, em cena de BUSCA IMPLACÁVEL 3

Liam Neeson e Maggie Grace, em cena de BUSCA IMPLACÁVEL 3

Mesmo terminando o fim de semana na segunda colocação, Busca Implacável 3 ficou bem próximo dos pinguins, terminando o domingo com uma renda de R$ 5,62 milhões no fim de semana, cerca de R$ 1,2 milhões de diferença para o obtido pela animação. A ação liderou o ranking internacional no fim de semana passado, tendo caído para a segunda colocação nesse último, mas ainda com uma boa renda. Talvez o fato da queda seja devido a péssima recepção da crítica internacional. No MetaCritic, a média do filme já está em 25 de 100, enquanto o primeiro e o segundo saíram de cartaz com média 50 e 45 no site, respectivamente. No IMDb o filme está com a mesma média que o segundo, 6,3, que como de costume do site deverá diminuir por ocorrer com a maioria dos filmes em cartaz; o terceiro está atualmente com média bem maior, 7,9. Já não bastando a péssima recepção por esses famosos sites, Busca Implacável 3 ficou com o pior desempenho no RottenTomatoes estando atualmente com uma média de 10 de 100, obtida pela opinião do público e da crítica.

Cena de LOUCAS PRA CASAR

Cena de LOUCAS PRA CASAR

Na terceira colocação, ficou a comédia brasileira estrelada por Ingrid Guimarães, Loucas pra Casar. Mesmo caindo pela segunda vez consecutiva, Loucas pra Casar tem mostrado um bom desempenho nos números referentes as rendas do fim de semana. Comparando com o fim de semana passado, a comédia obteve uma queda de apenas cerca de 24%, tendo terminado o último fim de semana com uma renda de aproximadamente R$ 5 milhões. Cerca de 358 mil espectadores foram aos cinemas assistir ao filme.

Christian Bale, em cena de ÊXODO: DEUSES E REIS

Christian Bale, em cena de ÊXODO: DEUSES E REIS

O épico Êxodo: Deuses e Reis também caiu uma posição como Loucas pra Casar e Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba, ficando na quarta posição do ranking, no entanto foi o que teve a pior queda em relação ao fim de semana passado dentre os cinco primeiros colocados do ranking, quase 50%. Estrelado por Christian Bale, famoso ator que interpretou Batman em O Cavaleiro das Trevas, Êxodo: Deuses e Reis terminou o fim de semana com uma renda de R$ 2,2 milhões, tendo sido exibido por cerca de 136 mil pessoas.

Cena de UMA NOITE NO MUSEU 3: O SEGREDO DA TUMBA

Cena de UMA NOITE NO MUSEU 3: O SEGREDO DA TUMBA

Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba ficou com a quinta colocação do ranking após uma queda razoável de 33% em relação ao fim de semana passado. A comédia estrelada por Ben Stiller e Robbin Williams terminou o domingo com cerca de 155 mil espectadores no fim de semana, de 22 a 25, fazendo uma renda de aproximadamente R$ 2 milhões.

Confira abaixo a tabela com os dez melhores do ranking Brasil.

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Confira um trecho dublado de Os Pinguins de Madagascar, de exclusividade da Fox Family Entertainment Brasil, feito para a Comic Con Experience.

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SEMANA 05 – ESTREIAS DESTA QUINTA-FEIRA EM FORTALEZA

E eis que a temporada de filmes do Oscar começa pra valer nesta quinta-feira, 29, com a estreia de obras como a comédia dramática Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (2014), de Alejandro Gonzáles Iñárritu; o drama biográfico A Teoria de Tudo (2014), de James Marsh; a fantasia musical Caminhos da Floresta (2014), de Rob Marshall; e o drama Timbuktu (2014), de Abderrahmane Sissako. Correndo por fora, mas também despertando o interesse do público, o drama Grandes Olhos (2014), de Tim Burton; o documentário Cássia Eller (2014), de Paulo Henrique Fontenelle; o drama Amor, Plástico e Barulho (2013), de Renata Pinheiro; a comédia A Entrevista (2014), de Evan Soldberg e Seth Rogen; e o horror A Mulher de Preto 2 – Anjo da Morte (2014), de Tom Harper. Em pré-estreia, a comédia Um Santo Vizinho (2014), de Theodore Melfi; e o drama biográfico O Jogo da Imitação (2014), de Morten Tyldum. É uma enxurrada de filmes animadora

Michael Keaton e Edward Norton em BIRDMAN OU (A INESPERADA VIRTUDE DA IGNORÂNCIA) (2014), de Alejandro González Iñárritu

Michael Keaton e Edward Norton em BIRDMAN OU (A INESPERADA VIRTUDE DA IGNORÂNCIA) (2014), de Alejandro González Iñárritu

Não basta ser o líder das categorias do Oscar (junto com O Grande Hotel Budapeste. Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), do mexicano Alejandro González Iñárritu, faturou mais duas premiações importantes, o SAG (prêmio dos atores) e o PGA (prêmio dos produtores). Portanto, já se pode dizer que ele é um dos favoritos ao Oscar de melhor filme. É a volta por cima de Michael Keaton, em um trabalho que brinca com o fato de ele ter sido o Batman na virada dos anos 1980 para os anos 1990. Na trama, ele interpreta um sujeito que fez muito sucesso no passado interpretando um super-herói, o Birdman, mas que depois de ter recusado interpretar novamente o personagem pela quarta vez sua carreira começou a despencar. O filme se caracteriza por parecer ter sido filmado em um único plano-sequência. Indicado nas categorias de filme, direção, ator (Keaton), ator coadjuvante (Edward Norton), atriz coadjuvante (Emma Stone), roteiro original, edição de som, mixagem de som e fotografia.

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BIRDMAN OU (A INESPERADA VIRTUDE DA IGNORÂNCIA) (Birdman, EUA, Canadá, 2014), de Alejandro González Iñárritu. Com Michael Keaton, Emma Stone, Kenny Chin, Emma Stone, Zach Galifianakis, Naomi Watts, Edward Norton, Jeremy Shamos. 119 min. Fox. 16 anos.

Felicity Jones e Eddie Redmayne em A TEORIA DE TUDO (2014), de James Marsh

Felicity Jones e Eddie Redmayne em A TEORIA DE TUDO (2014), de James Marsh

A vida de Stephen Hawking não deixa de ser um atrativo e tanto. Ainda mais quando o filme é vendido como a história do romance do célebre físico com sua primeira esposa, ao mesmo tempo em que também mostra os avanços na doença degenerativa que o deixou sem movimentos no corpo. Em meio a tanta tragédia, há a história de superação que o transformou no homem que é hoje. Eddie Redmayne, além de já ter ganhado um Globo de Ouro pelo papel, teve o elogio até mesmo do próprio Hawking, e está entre os favoritos ao prêmio ao lado de Michael Keaton. A Teoria de Tudo recebeu indicações nas categorias de ator (Redmayne), atriz (Felicity Jones), roteiro adaptado e trilha sonora. O diretor, James Marsh, é responsável pelo oscarizado documentário O Equilibrista (2008).

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A TEORIA DE TUDO (The Theory of Everything, Reino Unido, 2014), de James Marsh. Com Eddy Redmayne, Felicity Jones, Tom Prior, Sophie Perry, Finlay Wright-Stephens, Harry Lloyd, Emily Watson. 123 min. Universal. 10 anos.

Meryl Streep em CAMINHOS DA FLORESTA (2014), de Rob Marshall

Meryl Streep em CAMINHOS DA FLORESTA (2014), de Rob Marshall

Ao que parece está na moda vários contos de fada serem vertidos para filmes em live action. Foi o caso de João e o Pé de Feijão (2010), A Garota da Capa Vermelha (2011), Branca de Neve e o Caçador (2012) e João e Maria: Caçadores de Bruxas (2013). Caminhos da Floresta entrelaça vários contos de fada em uma só história contada em formato de musical, como é do gosto de Rob Marshall, mais conhecido pelo oscarizado Chicago (2002). Curiosamente, o trailer principal tem escondido o fato de que o filme é um musical, talvez para não espantar parte da plateia. Não deixa de ser atraente pelas imagens e pelo elenco, principalmente.  Caminhos da Floresta foi indicado ao Oscar nas categorias de atriz coadjuvante (Meryl Streep), design de produção e figurino.

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CAMINHOS DA FLORESTA (Into the Woods, EUA, 2014), de Rob Marshall. Com Anna Kendrick, Daniel Huttlestone, James Corden, Emily Blunt, Christine Baranski, Tammy Blanchard, Lila Crawford, Meryl Streep, Johnny Depp, Mackenzie Mauzy. 125 min. Disney. 12 anos.

Ibrahim Ahmed e Layla Walet Mohamed em TIMBUKTU (2014), de Abderrahmane Sissako

Ibrahim Ahmed e Layla Walet Mohamed em TIMBUKTU (2014), de Abderrahmane Sissako

Com a estreia do mauritânio Timbuktu e de filmes em cartaz como o polonês Ida e o russo Leviatã, e a já exibição do argentino Relatos Selvagens, fica faltando apenas o estoniano Tangerines para compor os cinco títulos indicados ao Oscar na categoria de melhor filme em língua estrangeira a entrar em cartaz nos cinemas brasileiros. E isso é muito saudável para o nosso circuito. Timbuktu nos apresenta a uma socidade que sofre com a invasão de fundamentalistas religiosos que impõem regras rígidas e estúpidas para um povo que já era religioso e adepto do Islã. A história principal gira em torno de um homem que mata um pescador que atacou sua vaca favorita. Timbuktu também mostra a tentativa das mulheres de fugir do julgo cultural e religioso.

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TIMBUKTU (Mauritânia/França, 2014), de Abderrahmane Sissako. Com Ibrahim Ahmed, Abel Jafri, Toulou Kiki, Layla Walet Mohamed, Mehdi A.G. Mohamed, Hichem Yacoubi. 97 min. Imovision. 14 anos.

Christoph Walt e Amy Adams em GRANDES OLHOS (2014), de Tim Burton

Christoph Waltz e Amy Adams em GRANDES OLHOS (2014), de Tim Burton

Depois dos indicados ao Oscar chega a vez de um esnobado pela Academia, o que não quer dizer que seja inferior aos anteriores. Talvez até seja melhor que eles. Amy Adams chegou a ganhar o prêmio de melhor atriz-comédia ou musical por este Grande Olhos, mas acabou ficando de fora da premiação mais cobiçada. Baseado em uma história real, trata-se de um filme que promete ser um dos mais interessantes trabalhos do Tim Burton em muitos anos. Parece ser ligeiramente diferente dos anteriores e menos afetado, ainda que possamos ver já no trailer alguma barroquices típicas do cineasta. Na trama, Amy Adams é uma jovem pintora que se casa com outro pintor (Christoph Waltz), um sujeito que se aproveita do sucesso dos quadros da esposa para vendê-los como se fosse dele. Grandes Olhos é um filme sobre arte e sobre decepção.

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GRANDES OLHOS (Big Eyes, EUA/Canadá, 2014), de Tim Burton. Com Amy Adams, Christoph Lanz, Kristen Ritter, Jason Schwartzman, Danny Huston, Terence Stamp, Jon Polito, Elisabetta Fantone. 106 min. Paris Filmes. 12 anos.

Cássia Eller, Eugênia e Chicão em CÁSSIA ELLER (2014), de Paulo Henrique Fontenelle

Cássia Eller, Eugênia e Chicão em CÁSSIA ELLER (2014), de Paulo Henrique Fontenelle

A importância de Cássia Eller no cenário da música brasileira na década de 1990 e início dos anos 2000  foi imensa. E até hoje se sente uma lacuna, já que não há nenhuma outra intérprete que se equipare a ela em energia. Uma das vantagens do documentário Cássia Eller, além de servir como uma homenagem a uma grande intérprete, com depoimentos dela mesma e de amigos próximos, é o fato de ser dirigido por Paulo Henrique Fontenelle, o mesmo do excelente documentário Loki – Arnaldo Baptista (2008), talvez o melhor dessa safra de docs musicais que aportaram nos últimos anos. O filme fala de sua timidez, de sua força nos palcos, de suas parcerias, da maternidade, de sua morte precoce. Os fãs, desde já, agradecem.

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CÁSSIA ELLER (Brasil, 2015), de Paulo Henrique Fontenele. Com Cássia Eller, Nando Reis, Zélia Duncan, Osvaldo Montenegro, Maria Eugênia Vieira Martins. 113 min. H2O. 14 anos

Maeve Jenkings em AMOR, PLÁSTICO E BARULHO (2013), de Renata Pinheiro

Maeve Jenkins em AMOR, PLÁSTICO E BARULHO (2013), de Renata Pinheiro

Mais um belo exemplar do efervescente cinema produzido em Pernambuco, Amor, Plástico e Barulho foca sua atenção no mundo da música brega de Recife, retratando mais especificamente duas personagens: a jovem Shelly (Nash Laila, de Tatuagem), que sonha em atingir o topo das paradas, e a cantora a quem ela se espelha, Jaqueline (Maeve Jenkins, de O Som ao Redor), já um tanto entediada com aquele universo. O filme abraça a música, as personagens e o universo com carinho e tem obtido boas críticas, além dos prêmios no Festival de Brasília de melhor atriz (Jenkins), atriz coadjuvante (Laila) e direção de arte. É a estreia na direção de longas de ficção de Renata Pinheiro, antes famosa por seus excelentes trabalhos de direção de arte.

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AMOR, PLÁSTICO E BARULHO (Brasil, 2013), de Renata Pinheiro. Com Maeve Jenkings, Nash Laila, Jennyfer Caldas, Dedesso, Rodrigo García, Everton Gomes, Paulo Michelotto. 85 min. Boulevard Filmes. 14 anos.

Seth Rogen e James Franco em A ENTREVISTA (2014), de Evan Goldberg e Seth Rogen

Seth Rogen e James Franco em A ENTREVISTA (2014), de Evan Goldberg e Seth Rogen

E no fim das contas, depois de ameaças de hackers e do próprio governo da Coreia do Norte (supostamente), eis que tudo pareceu contribuir a favor do filme, dando-lhe mais visibilidade. A essa altura, muitos que queriam ver o filme no cinema, acabaram vendo por caminhos alternativos. Ainda assim, a Sony Pictures está faturando bastante com A Entrevista, comédia da mesma dupla de É o Fim (2013), de Evan Goldberg e Seth Rogen. Trata-se de uma bobagem, mas é uma bobagem bem divertida, especialmente pra quem já está familiarizado e gosta do humor dessa turma do Seth Rogen e do James Franco, que não se incomoda em fazer piadas com genitálias e aparelhos excretores, muito ao contrário. Na trama, os dois trabalham em um programa de entrevista tipo tabloide que ganha a atenção do ditador da Coreia do Norte, que diz ser um admirador do programa e quer ser entrevistado. Sabendo da entrevista exclusiva, o FBI convoca os dois parceiros para participar de um plano secreto para assassinar o presidente norte-coreano. Presepadas não faltam. E não é preciso saber tantas referências pop como em É o Fim.

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A ENTREVISTA (The Interview, EUA, 2014), de Evan Goldberg e Seth Rogen. Com Seth Rogen, James Franco, Lizzy Caplan, Randall Park, Diana Bang, Timothy Simons, Reese Alexander, James Yi, Paul Bae. 112 min. Sony Pictures. 14 anos.

Cena de A MULHER DE PRETO 2 - O ANJO DA MORTE (2014), de Tom Harper

Cena de A MULHER DE PRETO 2 – ANJO DA MORTE (2014), de Tom Harper

E a Hammer 2.0, como tem sido apelidada a nova versão da lendária produtora inglesa de filmes de horror dos anos 50-70, continua trabalhando a passos cuidadosos e sem muito motivo para maiores comemorações. A Mulher de Preto 2 – Anjo da Morte se aproveita do sucesso de bilheteria do primeiro filme (2012), estrelado por Daniel Radcliff, para trazer um segundo filme sem nenhum nome famoso no elenco, apostando apenas no apelo do gênero perante o público fã. E, de fato, sabemos que um filme de horror não precisa de um grande astro para se tornar um grande sucesso. Na continuação, que se passa 40 anos após os eventos do primeiro filme, um grupo de crianças evacuadas de Londres após o fim da Segunda Guerra Mundial vai parar na casa assombrada de Eel Marsh. Espera-se bons sustos e uma atmosfera gótica que foi cara ao primeiro trabalho.

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A MULHER DE PRETO 2 – ANJO DA MORTE (The Woman in Black 2 – Angel of Death, Reino Unido/Canadá, 2014), de Tom Harper. Com Phoebe Fox, Merryn Pearse, Mary Roscoe, Helen McCrory, Amelia Crouch, Amelia Pidgeon, Casper Allpress. 98 min. Diamond Films. 14 anos.

Pré-estreias

Bill Murray em UM SANTO VIZINHO (2014), de Theodore Melfi

Bill Murray em UM SANTO VIZINHO (2014), de Theodore Melfi

Um Santo Vizinho é mais um caso de título que foi lembrado no Globo de Ouro, com indicações nas categorias de filme e ator (Bill Murray), mas que foi deixado de lado no Oscar, muito provavelmente por ser uma comédia.  Trata-se da estreia de Theodore Melfi na direção de longas-metragens. E ele já comanda um elenco bem interessante. Além de Murray, há também no filme Melissa McCarthy, Naomi Watts e Terrence Howard, para citar os mais famosos. Na trama, Murray é um veterano de guerra cujo jeito hedonista e teimoso de ser acabou o deixando sem dinheiro e sem futuro. Sua vida ganha cor quando ele começa uma amizade com uma criança que o vê como um homem bom, numa vizinhança que o desconsidera totalmente. Tem cara de ser um filme agradável e alto astral.

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UM SANTO VIZINHO (St. Vincent, EUA, 2014), de Theodore Melfi. Com Bill Murray, Melissa McCarthy, Naomi Watts, Chris O’Dowd, Terrence Howard, Jaeden Lieberher, Kimberly Quinn, Lenny Venito. 102 min. Paris Filmes. 12 anos.

Benedict Cumberbatch em O JOGO DA IMITAÇÃO (2014), de Morten Tyldum

Benedict Cumberbatch em O JOGO DA IMITAÇÃO (2014), de Morten Tyldum

Alan Turing, vivido em O Jogo da Imitação por Benedict Cumberbatch, é considerado o pai da computação. E é interessante ver no filme como se deu essa criação, a partir de esforços de decifrar os códigos de guerra nazistas e contribuir para o fim do conflito. Turing tem consciência da importância de seu trabalho, assim como o espectador, que deve ficar mais interessado na tensão imposta pelos militares para que a máquina fique finalmente pronta. O filme marca a estreia do cineasta norueguês Morten Tyldum em Hollywood. Mal chegou, ele já ganhou uma indicação ao Oscar de direção, desbancando um cineasta como Clint Eastwood, por exemplo. O Jogo da Imitação concorre nas categorias de filme, direção, ator (Cumberbatch), atriz coadjuvante (Keira Knightley), roteiro adaptado, design de produção, montagem e trilha sonora original.

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O JOGO DA IMITAÇÃO (The Imitation Game, Reino Unido/EUA, 2014), de Morten Tyldom. Com Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode, Rory Kinnear, Allen Leech, Matthew Beard. 114 min. Diamond. 12 anos.

Saem de cartaz

Acima das Nuvens
Até Que a Sbórnia Nos Separe
Depois da Chuva
Ilha de Lêmures – Madagascar
Ouija – O Jogo dos Espíritos

Veja o trailer de Até Que a Sbórnia Nos Separe

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MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES – O ANIMAL SONHADO ABRE A MOSTRA AURORA

Na 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes, o longa-metragem cearense O Animal Sonhado abriu na noite de segunda-feira a Mostra Aurora, dedicada a filmes independentes de novos realizadores

Cena de O ANIMAL SONHADO (2015), de Breno Baptista, Luciana Vieira, Rodrigo Fernandes, Samuel Brasileiro, Ticiana Augusto Lima e Victor Costa Lopes

Cena de O ANIMAL SONHADO (2015), de Breno Baptista, Luciana Vieira, Rodrigo Fernandes, Samuel Brasileiro, Ticiana Augusto Lima e Victor Costa Lopes

Filmado coletivamente por seis diretores cearenses – Breno Baptista, Luciana Vieira, Rodrigo Fernandes, Samuel Brasileiro, Ticiana Augusto Lima e Victor Costa Lopes –, o longa-metragem O Animal Sonhado (2015) é atravessado pela relação dos corpos encenados com o desejo. “Existe uma preocupação de tornar visível as forças da libido. Ao mesmo tempo, o erótico do filme se distancia do pornográfico, que tenta só ilustrar o coito, o sexo. O que movimenta o espectador está dentro do afetivo e todo o corpo que se envolve”, comentou Ticiano Monteiro, crítico convidado do debate, que aconteceu no dia seguinte à exibição de O Animal Sonhado, longa de estreia da Mostra Aurora, na noite de segunda-feira (dia 26), dentro da 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Com uma estrutura em segmentos que se interligam por uma curva dramática capaz de dar coesão a um todo, o longa nasceu da vontade dos diretores em realizar algo juntos. “Cada um sabia que iria propor um segmento, mas a gente não tinha ideia de como eles iriam se implicar. Ao longo do processo, os limites da autoria da obra foram se ajustando e a gente acreditou que o acúmulo entre os segmentos poderia ser melhor”, explicou Victor Costa Lopes.

Samuel Brasileiro afirmou ter sido necessário criar estratégias para construir uma unidade no filme. “Filmamos com a mesma equipe. Os seis diretores ficavam atrás da câmera opinando. O processo foi reconstruindo a obra porque a gente foi entendendo o que foi filmado antes e como poderia filmar de outra maneira o próximo segmento”. Para Luciana Vieira, há um esforço de pensar uma relação dramatúrgica entre os episódios. “O filme ia se desdobrando e se acumulando e o que está ali é praticamente filmado na ordem dos segmentos”.

Da esquerda para a direita, a equipe do filme na noite de exibição: Victor Costa Lopes, Ticiana Augusto Lima, Breno Baptista, Luciana Vieira, Samuel Brasileiro, Rodrigo Fernandes

Da esquerda para a direita, a equipe do filme na noite de exibição: Victor Costa Lopes, Ticiana Augusto Lima, Breno Baptista, Luciana Vieira, Samuel Brasileiro, Rodrigo Fernandes

Ticiana Augusto Lima pontua que o filme trata mais do desejo do que do erótico. “Pensamos inicialmente na ideia dos contos eróticos, mas no fim a gente já não tinha mais certeza disso. O Animal Sonhado mais observa do que lhe envolve numa situação erótica. Ao mesmo tempo, tinha a vontade de filmar o sexo com frontalidade e como os corpos pulsam com os desejos”, explicou Ticiana.

O crítico Ticiano Monteiro contextualizou O Animal Sonhado, dentro de uma forma de produção do cinema cearense. “Existe um esforço de algumas gerações de realizadores do Ceará, que é muito particular e funciona por negação ao literalismo e a uma narrativa mais clássica, e por aproximação a um cinema de relação com as artes visuais. O filme traz muito dessa vontade de experimentar, no sentido de experimentar o corpo, os afetos”.

Veja o trailer de O Animal Sonhado:

RANKING INTERNACIONAL – O HOBBIT estreia na China e volta ao topo

Após uma surpreendente estreia na China, O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos simplesmente subiu da sexta para a primeira colocação do ranking, colocando Busca Implacável 3, que também obteve uma boa renda, novamente para trás. Logo depois, na terceira colocação, veio Sniper Americano que estreou em 17 países nesse fim de semana e conseguiu, após três semanas de espera, terminar o fim de semana entre os cinco melhores do ranking internacional. Operação Big Hero estreou bem na Coreia do Sul, o que deu uma incrementada em sua renda do fim de semana, levando a animação da décima para a quarta posição, antigo lugar de outra animação, Os Pinguins de Madagascar, agora na quinta, devido à queda em relação ao fim de semana passado.

Cena de O HOBBIT: A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS

Cena de O HOBBIT: A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS

Segundo a Warner Bros., a abertura de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos na China foi simplesmente a melhor estreia de um filme da distribuidora no país. A aventura faturou uma renda incrível de US$ 49,5 milhões em sua estreia no país, valor que representa mais que 90% do total obtido nos três dias desse último fim de semana. O primeiro filme da franquia, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada levou cerca de quatro semanas para ultrapassar a renda obtida pelo novo filme em apenas três dias no país, enquanto o segundo, O Hobbit: A Desolação de Smaug, terminou o fim de semana de estreia no país com apenas US$ 32,7 milhões. Após sete semanas em cartaz, a aventura é ainda exibida em mais de 8 mil cinemas, estando atualmente com uma renda acumulada de cerca de US$ 617 milhões.

Liam Neeson, em cena de  BUSCA IMPLACÁVEL 3

Liam Neeson, em cena de BUSCA IMPLACÁVEL 3

Busca Implacável 3 perdeu a liderança, mas não foi afetado pela presença de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos. A ação estrelada por Liam Neeson terminou o fim de semana na segunda colocação com um renda de US$ 26,3 milhões, valor que representa uma pequena queda, cerca de 15%, em relação ao fim de semana passado. Atualmente sendo exibido em mais de 6.700 cinemas, que incluem 57 países, a ação ainda vem obtendo bons resultados, mesma já na sua quarta semana em cartaz no mercado internacional, como na França, onde obteve US$ 8,2 milhões, uma boa contribuição para o fim de semana, cerca de 30% da renda obtida pelo filme de 23 a 25.

Bradley Cooper, em cena de SNIPER AMERICANO

Bradley Cooper, em cena de SNIPER AMERICANO

O novo filme do cultuado ator e diretor Clint Eastwood, Sniper Americano, veio logo atrás de Busca Implacável 3, na terceira colocação do ranking, conseguindo pela primeira vez terminar um fim e semana entre os cinco melhores do ranking internacional. Devido às seis indicações ao Oscar e à estreia em 17 países, o filme obteve uma boa renda nesse fim de semana, de aproximadamente US$ 17,6 milhões, que representa quase 100% de crescimento em relação ao fim de semana passado, quando obteve apenas US$ 9,3 milhões. Após esse fim de semana, a ação conta agora com uma renda acumulada de US$ 47,5 milhões no mercado internacional.

Cena de OPERAÇÃO BIG HERO

Cena de OPERAÇÃO BIG HERO

Operação Big Hero foi outro que conseguiu se safar e voltar aos cinco primeiros do ranking, após sucessivas quedas o levarem à margem da lista dos dez melhores. A animação se recompôs devido a ótima estreia na Coreia do Sul, onde obteve uma renda de US$ 5,1 milhões, que com as pré-estreias, soma um total de US$ 6,4 milhões. Essa foi a segunda maior abertura de um filme com parceria entre Disney e Pixar no país. No total, animação terminou o fim de semana com US$ 14,9 milhões, com uma renda acumulada de cerca de US$ 456 milhões no mercado internacional.

Cena de OS PINGUINS DE MADAGASCAR

Cena de OS PINGUINS DE MADAGASCAR

Ao contrário dos quatro primeiros do ranking, a animação Os Pinguins de Madagascar não foi bem nesse fim de semana, caindo em quase 50% o valor da renda obtida no fim de semana passado, no entanto não foi o suficiente para cair mais de uma posição, pois Uma Noite No Museu 3: O Segredo da Tumba, sexto colocado, caiu mais ainda, mais de 50% em relação ao fim de semana passado. A animação terminou o domingo com uma renda de US$ 9 milhões, acumulando atualmente cerca de US$ 240 milhões no mercado internacional. Confira abaixo a lista completa com os outros quatro filmes que completaram o top dez do fim de semana do ranking internacional.

INTERNACIONAL-04-2015

Confira o trailer de Sniper Americano:

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MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES – EXIBIÇÃO DE A DESPEDIDA

Exibido na Mostra Transições da 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes, o longa-metragem A Despedida, de Marcelo Galvão, destacou a presença do ator Nelson Xavier no papel de um idoso no fim da vida

Nelson Xavier e Dira Paes em A DESPEDIDA (2014), de Marcelo Galvão

Nelson Xavier e Juliana Paes em A DESPEDIDA (2014), de Marcelo Galvão

Em idade avançada, Almirante tem dificuldade em andar e se alimentar sozinho. Ao sentir a iminência da morte aos 92 anos, ele decide reencontrar pessoas que foram importantes em sua vida, como um amigo com o qual já não falava mais e sua antiga paixão – uma mulher mais jovem, ainda apaixonada por ele. Em A Despedida (2014), longa-metragem de Marcelo Galvão, o ator Nelson Xavier entrega-se ao personagem de Almirante, com tamanha presença que impressionou o júri do Festival de Cinema de Gramado do ano passado, que o premiou como melhor ator. A produção ganhou outros três prêmios no festival – atriz, direção e fotografia – e na noite de ontem foi exibido na 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes, dentro da Mostra Transições.

Para o crítico Daniel Schenker, o trabalho de Nelson Xavier no filme é singular pelo esforço de distanciamento entre ator e personagem, que demanda um trabalho de composição físico minucioso, ao mesmo tempo em que há um comprometimento com o papel, revelando uma disponibilidade de exposição e de entrega. “Há um colamento entre ator e personagem e o próprio diretor propõe um colamento entre o público e o personagem”, afirma Daniel no debate sobre o filme, referindo-se ao recurso do som abafado utilizado na sequência inicial para proporcionar ao espectador a mesma experiência de surdez do personagem ou à imagem turva e em preto e branco quando Almirante fuma maconha.

Marcelo Galvão ao centro e equipe de A DESPEDIDA (2014) na noite de exibição do filme

Marcelo Galvão ao centro e equipe de A DESPEDIDA (2014) na noite de exibição do filme

Nelson Xavier afirmou sentir uma paixão imediata no contato com o personagem. “Minha primeira preocupação nem foi tanto com a interpretação, mas em parecer tão velho. Como convencer com 20 anos a mais? Não pensei no interior do personagem, apenas pensei que se ele se despedisse, seria despertado por amor à vida e só”, comentou Xavier. Filmado em 10 dias, A Despedida precisou de uma preparação intensa. “Houve a preocupação do Nelson em entender como uma pessoa naquele estado anda, respira. É preciso estar bem preparado para fazer um filme em pouco tempo”, pontuou Marcelo Galvão.

A Despedida é um filme que evidencia pessoalidades, principalmente por ser inspirado na história do avô do diretor. “O Marcelo parte de motivações pessoais e isso demole a sensação de impessoalidade, que poderia ser atribuída a diretores que transitam por gêneros variados, como é o caso dele”, complementou Daniel Schenker. A forma pessoal de lidar com o filme também se traduz na defesa de um cinema de baixo orçamento e na fidelidade a determinados atores, assinados nos créditos como “Marcelo Galvão e equipe”. “Acho importante ter contato anterior com os atores, em ensaios, passagem de texto, e ter uma equipe coesa, que cada um sinta que o filme é dele. Não tenho preocupação em trabalhar com diversos gêneros, mas em contar uma história interessante”, afirmou o diretor que já foi redator de publicidade.

Veja o trailer de A Despedida:
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SAG AWARDS 2015 – CONFIRA OS VENCEDORES

O prêmio do Sindicato de Atores dos EUA entregou na noite do último domingo (25/01) seus anuais prêmios para os melhores atores do cinema e da televisão. Considerado a prévia oficial do Oscar – cerca de 80% dos votantes do prêmio da Academia fazem parte do Sindicato – o SAG Awards deu a Birdman o prêmio de máximo de Melhor Elenco. Downton Abbey e Orange is the New Black venceram Melhor Elenco em Série Drama e Comédia, respectivamente.

Elenco de BIRDMAN (2014) com seus prêmios em mãos.

Elenco de BIRDMAN (2014) com seus prêmios em mãos.

Enquanto parte dos brasileiros torciam pela cearense Melissa Gurgel no concurso do 63º Miss Universo, outra parte acompanhava pelas redes sociais a entrega do SAG Awards 2015. O evento que aconteceu ne Califórinia reuniu as grandes celebridades da temporada e premiou os melhores atores do cinema e da televisão. Os prêmios dos sindicatos são considerados termômetros oficiais do Oscar, porém acontece – mais frequentemente do que alguns recordam – de haver divergências entre os vencedores de ambas as premiações, entenda mais clicando AQUI.

No SAG 2015 Julianne Moore, levou o prêmio de Melhor Atriz por seu papel em Para Sempre Alice – que estreia dia 25 de fevereiro no Brasil. Os coadjuvantes de ouro da temporada também receberam o SAG e estão com o Oscar quase certo: J.K. Simmons por Whiplash: Em Busca da Perfeição e Patricia Arquette, por Boyhood: Da Infância à Juventude. Porém a categoria Melhor Ator esquentou com a vitória do SAG por Eddie Redmayne pelo seu papel como o cientista Stephen Hawking em A Teoria de Tudo. Vários prêmios da crítica, incluindo o Globo de Ouro elegeram Michael Keaton, por Birdman, como Melhor Ator do ano passado, porém agora com o SAG Eddie se mostra tão favorito quanto Keaton na disputa pelo Oscar – desde 2004 que os vencedores da categoria Melhor Ator são os mesmo, no SAG e no Oscar. No entanto, Birdman não saiu de mãos vazias e conseguiu o prêmio de Melhor Elenco.

Eddie Redmayne e seu prêmio por A TEORIA DE TUDO (2014)

Eddie Redmayne e seu prêmio por A TEORIA DE TUDO (2014)

Na televisão, Orange is the New Black venceu a categoria Melhor Elenco em Série de Comédia e a vencedora de 2013 Downton Abbey voltou a vencer na categoria Melhor Elenco de Série Drama.

Confira a lista completa de vencedores do SAG Awards 2015

CINEMA

MELHOR ELENCO
Birdman

MELHOR ATOR
Eddie Redmayne, A Teoria de Tudo

MELHOR ATRIZ
Julianne Moore, Para Sempre Alice

MELHOR ATOR COADJUVANTE
J.K. Simmons, Whiplash: Em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Patricia Arquette, Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ELENCO DE DUBLÊS
Invencível

TELEVISÃO

MELHOR ELENCO SÉRIE EM SÉRIE DRAMA
Downton Abbey

MELHOR ELENCO EM SÉRIE COMÉDIA
Orange is the New Black

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMA
Kevin Spacey, House of Cards

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMA
viola Davis, How to Get Away with Muders

MELHOR ATOR EM SÉRIE COMÉDIA
William H. Macy, Shameless

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE COMÉDIA
Uzo Aduba, Orange is the New Black

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME
Mark Ruffalo, The Normal Heart

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME
Frances McDormand, Olive Kitteridge

MELHOR ELENCO DE DUBLÊS
Game of Thrones

Semana 04 – Sniper Americano

Tendo em vista a abertura arrasadora da semana passada e o fato de que a última sexta-feira chegou sem nenhum lançamento de grande apelo junto ao público, a permanência de Sniper Americano no topo da lista dos mais rentáveis era praticamente uma certeza, mas ainda assim os números do filme ainda conseguiram ser um pouco surpreendentes. Em relação às estreias, Jennifer Lopez registrou uma abertura decente com O Garoto da Casa ao Lado, enquanto que Johnny Depp fracassou com Mortdecai

Bradley Cooper em cena de SNIPER AMERICANO

Bradley Cooper em cena de SNIPER AMERICANO

Conforme o esperado, o badalado filme Sniper Americano continuou com tudo e mais um pouco no mercado norte-americano e emplacou fácil mais um final de semana na liderança das bilheterias locais. Dessa vez, foram US$ 64,36 milhões arrecadados pela produção de sexta a domingo, resultado excelente que representa uma queda de apenas 28% em relação à semana passada e que novamente supera bastante as expectativas de mercado, que apontavam para uma renda de US$ 50 milhões. Ao todo, Sniper Americano acumula um faturamento de espetaculares US$ 200,13 milhões, quantia que posiciona o longa como a maior bilheteria da carreira do diretor Clint Eastwood e o deixa a um passo de se tornar o filme de guerra mais rentável de todos os tempos, superando os US$ 216,54 milhões de O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, EUA, 1998).

Banner internacional de O GAROTO DA CASA AO LADO (2015), de Rob Cohen

Banner internacional de O GAROTO DA CASA AO LADO (2015), de Rob Cohen

A medalha de prata ficou com o thriller O Garoto da Casa ao Lado (The Boy Next Door), que nos seus três primeiros dias em exibição faturou sólidos US$ 15,00 milhões, performance que bateu em cheio com as expectativas dos executivos da Universal e que representa a melhor abertura de um filme estrelado por Jennifer Lopez em nove anos. Basicamente, Jennifer Lopez é ótima e as pessoas reagem a ela. Ela foi a razão número um para que o público quisesse assistir ao filme, disse à Variety o presidente de distribuição da Universal, Nick Carpou, sobre o desempenho de O Garoto da Casa ao Lado, desempenho este que, vale mencionar, já transformou o filme em um sucesso financeiro para o estúdio, um vez que o seu orçamento somou míseros US$ 4,00 milhões. O Garoto da Casa ao Lado tem lançamento no Brasil agendado para 26 de março.

Na esquerda, cena de AS AVENTURAS DE PADDINGTON e na direta cena de PADRINHOS LTDA

Na esquerda, cena de AS AVENTURAS DE PADDINGTON e na direta cena de PADRINHOS LTDA

Na sequência do ranking aparece o filme-família As Aventuras de Paddington, que se sustentou bem (sua queda foi de 35%) e conseguiu se manter na terceira posição com US$ 12,39 milhões, resultado por sinal bem próximo do obtido pelo quarto colocado, a comédia Padrinhos LTDA, que caiu 44% e fez US$ 11,60 milhões. No total, As Aventuras da Paddington contabiliza uma bilheteria de US$ 40,06 milhões, enquanto que Padrinhos LTDA detém uma renda de US$ 39,67 milhões.

04

Cena de BUSCA IMPLACÁVEL 3

Completando a lista dos cinco mais rentáveis está o filme de ação Busca Implacável 3, que encerrou o final de semana com uma bilheteria de US$ 7,60 milhões. Em três semanas, a terceira aventura do ex-agente da CIA Bryan Mills (Liam Neeson) já rendeu para a Fox ótimos US$ 76,05 milhões.

Cena de STRANGE MAGIC (2015), de Gary Rydstrom

Cena de STRANGE MAGIC (2015), de Gary Rydstrom

Um pouco mais abaixo, na sétima posição, aparece a animação Strange Magic, que mesmo contando com um forte elenco de vozes (entre eles Evan Rachel Wood, Alan Cumming e Maya Rudolph) e produção de ninguém menos que George Lucas (criador da franquia Star Wars) ficou longe de decolar e registrou uma abertura de míseros US$ 5,53 milhões, que equivale à metade do valor inicialmente projetado pelos analistas. Por enquanto, Strange Magic não possui uma data de estréia definida no Brasil.

Banner internacional de MORTDECAI: A ARTE DA TRAPAÇA (2015), de David Koepp

Banner internacional de MORTDECAI: A ARTE DA TRAPAÇA (2015), de David Koepp

Por fim, não há como deixar de mencionar o desempenho da comédia Mortdecai: A Arte da Trapaça (Mortdecai) que já garantiu um lugar na lista de fracassos do ano ao estrear com uma bilheteria de US$ 4,12 milhões, resultado irrisório frente ao orçamento do filme (estimado em US$ 60 milhões) e que o transforma na pior abertura da carreira do ator Johnny Depp após a sua alçada ao estrelado com a franquia Piratas do Caribe. Por aqui, Mortdecai: A Arte da Trapaça será lançado nos cinemas no dia 05 de março.

Confira abaixo o ranking completo com as dez maiores bilheterias deste final de semana na América do Norte:

QUADRO

Assista ao trailer de Mortdecai: A Arte da Trapaça.

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PGA AWARDS – PRODUTORES DE BIRDMAN VENCEM

Birdman foi o vencedor do PGA Awards, primeiro e mais incisivo prêmio dos Sindicatos a divulgar seus vencedores. Uma Aventura Lego, desprezado pelo Oscar, foi eleito o Melhor Filme de Animação e as série Breaking Bad, pelo segundo ano consecutivo, e Orange is the New Black foram eleitas as melhores séries Drama e Comédia, respectivamente.

Michael Keaton em cena de BIRDMAN, vencedor do PGA Awards 2015

Michael Keaton em cena de BIRDMAN, vencedor do PGA Awards 2015

Até a noite do último sábado (24/01), aqueles que acompanham as premiações da chamada temporada de ouro apostariam sem medo que Boyhood: Da Infância à Juventude seria eleito o Melhor Filme no Oscar 2015. Ele venceu o Globo de Ouro e mais cerca de seis prêmios de críticos, americanos e estangeiros, e se mostrava uma escolha quase unânime. Porém a discreta premiação do Sindicato de Produtores Cinematográfico dos EUA, que acontece sem a presença das grandes celebridades e sem o assédio da imprensa, causou mais furor do que qualquer outra premiação até então, e injetou uma dose de ânimo na disputa pelo Oscar. O motivo foi: Birdman venceu o prêmio dos produtores. Birdman já contava com alguns prêmios da crítica em seu somatório, mas nada perto da quantidade de Boyhood, porém com a vitória no PGA ele provou que continua lado a lado com seu mais forte concorrente. Na verdade está um passo mais seguro à frente.

Vamos aos fatos. Primeiro e mais importante, sempre afirmei que críticos e sindicatos tinham gostos, às vezes, bem distintos. A visão de quem participa de um filme e está presente em todo o seu processo é diferente de quem assisite a um produto final e muitas vezes não leva em consideração todas as etapas de construção daquela produção. Boyhood venceu vários prêmios de críticos, entre eles o mais siginficativo: o Globo de Ouro (GG). Porém, voltemos 10 anos no tempo para fazermos uma breve análise. Em 2005, o GG premiou como Melhor Filme O Aviador, de Martin Scorsese, e no mesmo ano o Oscar foi para Menina de Ouro, de Clint Eastwood. Em 2006, O Segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee, foi o vencedor do GG, enquanto Crash: No Limite, de Paul Haggis, saiu com o Oscar. Em 2007 o GG elegeu o drama Babel, de Alejandro González Iñárritu, como o Melhor Filme, o PGA foi para Pequena Miss Sunshine, de Jonathan Dayton e Valerie Faris, e o Oscar para Os Infiltrados, de Martin Scorsese. Em 2010 o GG premiou o fenômeno Avatar, de James Cameron, como Melhor Filme de 2009, porém o Oscar foi para Guerra ao Terror, de Katrhyn Bigelow. No ano seguinte A Rede Social, de David Fincher, recebeu o prêmio de Melhor Filme pelo GG, enquanto O Discurso do Rei, de Tom Hooper, foi o vencedor do Oscar.

Porém a diferença noa está apenas entre críticos e sindicatos, na última década aconteceram algumas divergências entre o Oscar e o PGA Awards, considerado o melhor termômetro para a premiação. Em 2005 O Aviador, recebeu o PGA Awards e ficou mais perto pelo Oscar na disputa daquele ano, porém, como já citei acima, Menina de Ouro saiu com o Oscar de Melhor Filme. Em 2006 O Segredo de Brokeback Mountain além do Globo de Ouro venceu o PGA Awards, mas não faturou o Oscar. Em 2007 houve o desentendimento já citado anteriormente. Desde então os vencedores do PGA e do Oscar vêm coincidindo, no entanto, lembremos também que ano passado houve o surpreendente empate entre Gravidade e o vencedor do Oscar 12 Anos de Escravidão no prêmio dos Sindicatos.

Enfim, façam suas apostas. Amanhã (26/01) acontecerá o SAG Awards, prêmio do Sindicato de Atores, e não vejo outra possibilidade a não ser Birdman sair vencedor do prêmio máximo da noite, Melhor Elenco, o que pode ser mais um passo importante na corrida.

MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES – HOMENAGEM A DIRA PAES

Na abertura da 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes, a atriz paraense Dira Paes foi homenageada, com o prêmio Troféu Barroco. Ela está no elenco de Órfãos do Eldorado, de Guilherme Coelho, que foi exibido na noite de ontem

Dira Paes com o Troféu Barroco na noite de homenagem

Dira Paes com o Troféu Barroco na noite de homenagem

Com 30 anos de carreira no cinema e na televisão, a atriz paraense Dira Paes interpretou diferentes personagens, capazes de superar a imagem de seu tipo físico associado ao norte do Brasil. “O amadurecimento sobre a reflexão do meu tipo se deu aos poucos. Não ter pessoas parecidas com meu tipo físico me deu a chance de interpretar diversos personagens brasileiros”, afirmou Dira, em debate realizado no dia seguinte à homenagem feita pela 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Para Dira, a transformação do ator no mergulho de um personagem passa mais por uma mudança interna do que física. “Tento mudar o mínimo no visual ao fazer um personagem, porque acredito que a mudança seja de dentro para fora. Insisto na tipagem amazônica dos meus personagens, mas ao mesmo tempo quero ser chamada para outros vôos, fora de personagens populares”.

Presente no festival com o filme Corisco e Dadá (1996) no qual Dira participa no elenco, o cineasta cearense Rosemberg Cariry comentou que o encontro com a atriz transformou sua forma de fazer cinema. “Dira é brasileira, mas ao mesmo tempo é transnacional. Ela flui na brasilidade, que não é só da morenice, da brejeirice”.

Daniel de Oliveira e Dira Paes, em ÓRFÃOS DO ELDORADO (2014), de Guilherme Coelho

Daniel de Oliveira e Dira Paes, em ÓRFÃOS DO ELDORADO (2014), de Guilherme Coelho

O festival premiou a atriz com o Troféu Barroco na cerimônia de abertura de ontem (sexta, dia 23), que contou com a exibição do longa-metragem Órfãos do Eldorado (2014). No filme dirigido por Guilherme Coelho, Dira interpreta uma mulher na região amazônica em reencontro com um amor do passado, Arminto (Daniel de Oliveira), que retorna à sua cidade natal após a morte do pai.

Filmado em Belém, do Pará, o filme é inspirado no romance homônimo de Milton Hatoum e teve colaboração de Marcelo Gomes e João Emmanuel Carneiro no roteiro. Com belas imagens da natureza, o longa explora o tormento psicológico do protagonista, envolto em lembranças de infância, de culpa pela morte do pai e de uma relação amorosa conturbada.

Veja o trailer de Órfãos do Eldorado: