CONSTANTINE – DC Comics na TV

A mais nova adaptação dos quadrinhos da DC Comics, Constantine, estreou na TV estadunidense no último dia 24, sexta-feira, e já tem data marcada para estrear aqui no Brasil: dia 7 de novembro, uma uma sexta-feira, no canal Space

 

Matt Ryan interpreta CONSTANTINE (2014) na série de TV criada por David S. Goyer por

Matt Ryan interpreta CONSTANTINE (2014) na série de TV criada por David S. Goyer por

Adaptada para TV por Daniel Cerone (O mentalista, Dexter, Jovens bruxas) e David S Goyer (Trilogia Blade, trilogia Cavaleiro das Trevas, O homem de aço), Constantine narra as aventuras de John Constantine (Matt Ryan, de Assalto em Dose Dupla), um mágico e não muito honesto cidadão que se torna detetive especializado em casos sobrenaturais e finda por combater as forças do mal.

No elenco também fazem parte Harold Perrineau, mais conhecido por Lost, como o anjo da guarda de Constantine.

Charles Halford (Desafiando os Limites, Agentes da Shield, O Evento) como um amigo de Constantine.

Joey Phillips, como Nergal, um demônio.

Michael James Shaw, como um criminoso simpatizante do Vodu.

E Emmet J Scanlan, como Jim Carrigan, um espectro cuja missão é punir almas criminosas.

A série adapta a HQ Hellblazer. Uma curiosidade: nos quadrinhos, Constatine é bissexual, mas na versão para TV e por ser exibido em uma rede aberta, os produtores decidiram manter o herói hetero mesmo. Talvez se tivesse sido exibido na HBO ou SHOWTIME essa face do personagem poderia ter sido explorada. Embora a sua bissexualidade não tenha sido muito explorada nos quadrinhos, essa declaração causou revolta na comunidade LGBT, que chegou dizer que boicotaria a série.

Alguns meses antes de sua estreia, um piloto vazou na internet (não acredito nunca nisso) e pesquisas foram rapidamente feitas para ver como foi a receptividade do público. O resultado é que os fãs ficaram bastante divididos. Isso fez com que os produtores mudassem várias coisas antes mesmo do piloto ser exibido oficialmente sexta-feira última passada.

Decididos realmente a fazer mudanças depois da resposta dos fãs ao piloto “vazado”, os produtores resolveram mudar os rumos da série (notícia não muito boa antes da exibição do piloto). Tiraram a personagem principal secundária Liv, fazendo com isso que a atriz Lucy Griffith fosse demitida.

Liv é filha de um amigo de Constantine que o ajudaria a localizar os demônios e serviria como uma espécie de conselheira. Em seu lugar entrou Zed, outro personagem do mundo Hellblazer.

A atriz Angelica Celaya é que ficou com a responsabilidade do personagem. Angelica Celaya não tem nenhum trabalho em cinema e é meio que novata em TV. Seu último trabalho mais ou menos conhecido foi na nova versão de Dallas, já cancelada. Ficou a atriz mais parecida com o personagem de todo o elenco.

Tem tudo para dar certo, pois a DC tem apresentado mais trabalhos interessantes na TV.

Confiram o trailer legendado e agora é só esperar pelo dia 7 de novembro no canal Space.

http://www.youtube.com/watch?v=lM-u038_qnU

 

TIM MAIA – cinebiografia romantizada

Inspirado no livro Vale Tudo, de Nelson Motta, o longa-metragem Tim Maia estreia hoje nos cinemas do País. Na última terça-feira, os atores Cauã Reymond, Babu Santana e Robson Nunes participaram da coletiva de imprensa sobre o filme no Rio de Janeiro. Eu acompanhei e repasso para vocês

Babu Santana e Cauã Reymond em TIM MAIA (2014)

Babu Santana e Cauã Reymond em TIM MAIA (2014), de Mauro Lima

Dentro do filão de cinebiografias de personalidades da música brasileira, Tim Maia assume o enorme desafio de dar conta da complexa trajetória do personagem-título, da infância à morte, do anonimato ao sucesso, da fama ao fracasso. Para costurar os pontos chaves da vida de Tim Maia, o diretor Mauro Lima (o mesmo de Meu Nome Não é Johnny e Reis e Ratos) escolheu um narrador em terceira pessoa: Fábio (interpretado por Cauã Reymond, também produtor associado do filme), uma espécie de síntese de vários amigos do protagonista.

O Mauro optou por uma cinebiografia romanceada do Tim. A gente fez algumas escolhas para convidar o público a conhecer a história desse cara. Temos a sorte da música do Tim não ser antipática e o drama da vida dele é convidativo”, explicou Cauã, na coletiva de imprensa realizada na última terça-feira no Rio de Janeiro. A personagem Janaína (vivida por Alinne Moraes) também é uma síntese das mulheres que foram importantes na vida de Tim Maia.

Para os atores, a principal fonte de pesquisa foi o livro de Nelson Motta, Vale Tudo, no qual o roteiro do filme é inspirado. “Uma experiência interessante foi ler o livro e escutar as músicas. Fiquei impressionado com a obra dele. De alguma forma, o Tim está presente na vida de todo mundo, mas o grande barato foi descobrir o lado B dele”, disse Robson Nunes, que interpreta o jovem Tim Maia no filme.

Robson Nunes em TIM MAIA (2014)

Robson Nunes em TIM MAIA (2014), de Mauro Lima

Robson e Babu Santana (que faz o Tim adulto) receberam a preparação de Maria Silvia para conseguir uma unidade entre as fases. “Foi pedido uma essência do Tim Maia e o resultado ficou bacana e honesto. Acho que o Tim não vai se revirar no túmulo”, brincou Babu. Para ganhar a mesma caracterização do personagem, ele não precisou engordar. No entanto, era submetido a um processo de maquiagem, que durava 1 hora e meia, para gravar as cenas de Tim já no final da carreira. “Cantar no mesmo timbre dele foi um desafio. Foi a primeira vez que meu pai ficou feliz pelo fato de ser ator”, disse Babu, referindo-se à grande admiração de seu pai pelo cantor.

O longa também não se furta em tocar em pontos polêmicos da vida de Tim Maia: como as curtas prisões ainda jovem, seu envolvimento com as drogas e a cena em que ele bate na mulher. “Atire a primeira pedra quem nunca teve pecado. O Tim era um cara muito à frente do tempo”, pontuou Babu. “Ele viveu como quis e essa liberdade também tem um preço”, complementou Robson.

Ficha técnica

Tim Maia
Brasil, 2014
Direção: Mauro Lima
Elenco: Babu Santana, Robson Nunes, Alinne Moraes, Cauã Reymond, Luis Lobianco, George Sauma, Bryan Ruffo, Tito Naville, André Dale, Marco Sorriso, Laila Zaid, Valdinéia Soriano, Renata Guida, Mallu Magalhães, Nando Cunha.
Duração: 140 min
RT Features, Globo Filmes, Downtown Filmes e Paris Filmes

Veja o trailer:

AGENDE-SE – As estreias desta quinta-feira em Fortaleza

Para os cinéfilos de Fortaleza, a semana é especial por dois motivos: 1) a chegada na cidade de mais um complexo de cinemas composto por 10 salas da Cinépolis no novíssimo Shopping RioMar; e 2) a exibição especial de dois clássicos do cultuado cineasta sueco Ingmar Bergman no Cinema do Dragão: O Sétimo Selo (1957) e Morangos Silvestres (1957). Enquanto isso, no circuitão, o destaque vai para um filme brasileiro, a cinebiografia Tim Maia (2014), de Mauro Lima. A outra estreia é o drama romântico O Melhor de Mim (2014), de Michael Hoffman. No tradicional Cinema de Arte, vale destacar o ótimo Bem-Vindo a Nova York (2014), de Abel Ferrara. Quem teve a oportunidade de conferir o filme na Mostra Imovision já sabe que se trata de um dos melhores títulos do ano. Quem não viu, eis uma chance de ouro

Babu Santana em TIM MAIA (2014), de Mauro Lima

Babu Santana em TIM MAIA (2014), de Mauro Lima

Cinebiografias sempre são perigosas, mas ao mesmo tempo bastante atraentes. Depois de uma recente biopic brasileira fracassada, Não Pare na Pista – a Melhor História de Paulo Coelho, chega a vez de conferirmos como ficou a transposição para as telas da história de um de nossos mais importantes músicos, o grande Tim Maia. A direção ficou a cargo de Mauro Maia, de Meu Nome Não É Johnny (2008), e conta com coadjuvantes de luxo, como Alline Moraes e Cauã Reymond. Mas quem deve brilhar mesmo são os dois atores que interpretam Tim Maia: Robson Nunes na juventude e Babu Santana na fase madura. O drama cobre desde sua infância no Rio de Janeiro até a sua morte aos 55 anos. Mesmo que não faça jus ao grande mestre, ouvir suas canções no cinema já deve valer o ingresso.

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TIM MAIA (Brasil, 2014), de Mauro Lima. Com Robson Nunes, Babu Santana, Alinne Moraes, Cauã Reymond, Valdineia Soriano, George Sauma, Tito Naville, Luis Lobianco, Alice Braga. Downtown/Paris. 141 min. 14 anos.

Gerard Depardieu muito bem acompanhado em BEM-VINDO A NOVA YORK (2014), de Abel Ferrara

Gerard Depardieu muito bem acompanhado em BEM-VINDO A NOVA YORK (2014), de Abel Ferrara

Abel Ferrara, com o tempo, foi se tornando um dos diretores americanos mais importantes do circuito independente. E não tem procurado fazer filmes fáceis, embora Bem-Vindo a Nova York seja um de seus trabalhos mais acessíveis na condução da narrativa. Há, sim, uma riqueza enorme de significantes e significados, mas qualquer espectador não vai ter nenhum problema em acompanhar a trajetória do Sr. Devereaux (Gerard Depardieu, um monstro no papel), um diretor gerente de um grande banco que é viciado em sexo e promove orgias com colegas e prostitutas em hotéis de luxo durante fins de semana inteiros. O problema é quando ele tenta agarrar a força uma camareira, ela acaba por denunciá-lo e transforma sua vida e de sua esposa (Jacqueline Bisset) em um inferno.

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BEM-VINDO A NOVA YORK (Welcome to New York, EUA/França, 2014), de Abel Ferrara. Com Gerard Depardieu, Jacqueline Bisset, Drena De Niro, Paul Calderon, Amy Fergunson, Paul Hipp. Imovision. 125 min. 18 anos.

James Marsden e Michelle Monaghan em O MELHOR DE MIM (2014), de Michael Hoffman

James Marsden e Michelle Monaghan em O MELHOR DE MIM (2014), de Michael Hoffman

Vai chegar uma hora que não vai ser mais possível contar tão facilmente o número de filmes adaptados dos best-sellers de Nicholas Sparks. E com o tempo já é possível notar um padrão: há sempre um casal em crise, um perigo que os separa, um ou mais momentos de ternura. O Melhor de Mim é o nono filme baseado em Sparks, que já contabiliza sucessos tanto nas livrarias quanto nas telas. Na trama, um casal se reúne depois de 21 anos de distância e de circunstâncias nada agradáveis. E sentem a química de estarem juntos novamente. Na fase adulta, o casal é vivido por Michelle Monaghan e James Marsden. Por mais que alguns desses filmes sejam um tanto carregados de açúcar, não deixam de ser atraentes.

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O MELHOR DE MIM (The Best of Me, EUA, 2014), de Michael Hoffman. Com Michelle Monaghan, James Marsden, Lucy Bracey, Liana Liberato, Gerald McRaney, Caroline Godall. 118 min. Imagem Filmes. 14 anos.

Bengt Ekerot e Max Von Sydow em O SÉTIMO SELO (1957), de Ingmar Bergman

Bengt Ekerot e Max Von Sydow em O SÉTIMO SELO (1957), de Ingmar Bergman

O ano de 1957 foi bastante especial para Ingmar Bergman, este cineasta tão adorado pela sensibilidade com que trata as personagens femininas. Mas, curiosamente, os dois filmes desse ano são de personagens masculinos. O Sétimo Selo acompanha o drama de Antonius Block (Max Von Sydow), um cavaleiro que retorna das Cruzadas e que encontra seu país devastado pela peste negra. Sua fé em Deus é abalada e ele se agarra à vida como pode ao ter um encontro com a própria morte, que surge para levá-lo. A fim de ganhar tempo, convida o ceifador para um jogo de xadrez.

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O SÉTIMO SELO (Det Sjunde Inseglet, Suécia, 1957), de Ingmar Bergman. Com Max Von Sydow, Bengt Ekerot, Bibi Andersson, Gunnar Bjöstrand, Nils Poppe, Inga Gill, Maud Hansson. Pandora. 97 min. 12 anos.

Bibi Anderson e Victor Sjöström em MORANGOS SILVESTRES (1957), de Ingmar Bergman

Bibi Andersson e Victor Sjöström em MORANGOS SILVESTRES (1957), de Ingmar Bergman

O segundo filme de 1957 é Morangos Silvestres, outra obra-prima do cineasta sueco. Trata-se de mais um filme existencialista, na qual um professor idoso (Victor Sjöström), depois de viver uma vida de frieza, é forçado a confrontar o vazio de sua existência, ao revisitar momentos marcantes de seu passado, durante uma viagem que faz com sua nora (Ingrid Thulin). Durante a viagem, ele conhece uma garota adolescente que muito se assemelha a um antigo amor. Morangos Silvestres é um dos mais pungentes e marcantes filmes sobre a memória e a tristeza diante das decepções e desilusões da vida.

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MORANGOS SILVESTRES (Smultronstället, Suécia, 1957), de Ingmar Bergman. Com Victor Sjöström, Bibi Andersson, Ingrid Thulin, Gunnar Björnstrand, Jullan Kindahl, Folke Sundquist, Björn Bjelfvenstam. Pandora. 12 anos. 93 min.

Saem de cartaz

Fúria
Na Quebrada
O Homem Mais Procurado
O Inventor de Jogos

Estreias nacionais desta quinta-feira, 30, que não entram em cartaz em Fortaleza

Até Que a Sbórnia nos Separe (Brasil, 2014), de Otto Guerra e Ennio Torresan Jr.
Boyhood – Da Infância à Juventude (Boyhood, EUA, 2014), de Richard Linklater
Grandes Amigos (Amitiés Sincères, França, 2014), de Stéphan Archinard e François Prévôt-Leygonie

Veja o trailer de Boyhood – da Infância à Juventude

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O frescor do disco de estreia da Banda do Mar

Os órfãos do Los Hermanos têm motivo para comemorar. O projeto de Marcelo Camelo e Mallu Magalhães se mostrou um dos álbuns mais deliciosos de 2014. A união com a esposa (e com o baterista português Fred Ferreira) para fazer canções mais simples fez muito bem a Camelo, que estava enveredando por um caminho muito perigoso, de canções extremamente lentas e com excesso de barroquismos. Mas o principal problema talvez fosse pouca inspiração. E isso tem de sobra no primeiro disco homônimo da Banda do Mar, que não deixa de ter a cara de seus dois compositores

Mallu Magalhães, Marcelo Camelo e Fred Ferreira

Mallu Magalhães, Marcelo Camelo e Fred Ferreira

Banda do Mar. O nome da banda tem tudo a ver, já que “mar” é uma palavra que tem sido constantemente repetida em várias composições de Camelo (e até de uma ou outra de Mallu também). O mar possui um simbolismo que remete à alta sentimentalidade e que combina muito bem com as canções de amor do álbum. A faixa de abertura, Cidade Nova já usa o mar no verso. “Eu só trago o mar de algum lugar comigo”. Em outra das faixas de Camelo, ele fala da amada saindo do mar como algo mágico. “Eu vi você sair do mar / E todo o sentimento que rodeia”.

Mas a faixa que ganha imediatamente o ouvinte e que tem cara de hit é mesmo a deliciosa Mais Ninguém, composição de Mallu com uma batida contagiante com uma pitada de surf music. É o tipo de canção que tem conquistado até quem não tem muita simpatia pelo trabalho da jovem cantora, de tão irresistível que é.

A faixa seguinte do álbum, Hey Nana, de Camelo, também tem cara de lado A, fácil de gostar nas primeiras audições, assim como o rock juvenil Muitos chocolates, de Mallu, e a mais lenta, Pode ser, de Camelo. Esta última, inclusive, é uma das mais belas dentre as várias declarações de amor mútuas que aparecem no disco. E Camelo remete à natureza e às características físicas de sua musa para falar do mistério do amor e o desejo de mais paz entre os dois.

Apesar de estar bem clara a felicidade dos dois, a melancolia que era tão presente no Los Hermanos ainda está presente na musicalidade de Camelo. Já Mallu empresta muita alegria em suas cinco composições, especialmente em Me sinto ótima, que traduz um estado de espírito bem alto astral.

Camelo e Mallu em show da Banda do Mar no Rio de Janeiro

Camelo e Mallu em show da Banda do Mar no Rio de Janeiro

Mallu, no entanto, faz uma comovente declaração de amor em uma das últimas faixas, Seja como for, cantando “Meu bem, você pra mim é privilégio / Sorte grande de uma vez na vida / Minha melhor chance de alegria”.

Em meio a declarações de amor mútuas, há espaço também para uma canção dedicada à gata da cantora (Mia, que conta com uma guitarra com um toque de baião), e outra típica canção de Camelo, dedicada a um irmão ou amigo (Solar) que o ajudou a se sentir mais forte.

Pra completar, o disco encerra com outro acerto de Camelo, Vamo embora, mais uma vez citando o mar em ar de poesia: “Não demora, não / Que eu tenho o meu encontro feito com o mar de pérola”, para mais adiante dizer para sua musa: “Vai ver é teu o mar/ E as coisas da civilização”. Coisa de quem está apaixonado.

O resultado positivo da Banda do Mar mostra que 2014 tem sido um ano bastante positivo para o rock brasileiro, tendo em vista também os retornos em alto estilo de Titãs e Pitty. Além do mais, em novembro sai disco novo do Pato Fu. Um conforto para os nossos corações em tempos tão difíceis.

Veja o clipe de Mais ninguém.

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Para conhecer Mister Spielberg

Steven Spielberg todo cinéfilo conhece de nome. Mas você já viu toda a filmografia ou pelo menos alguns dos seus filmes mais importantes? Não precisa responder, pois a Universal acaba de anunciar uma caixa intitulada Coleção Steven Spielberg, com 8 dos melhores trabalhos do cineasta. Spielberg marcou experiências em milhões de espectadores. E eu fui um deles

Steven Spielberg: oito de seus melhores filmes em Bluray

Steven Spielberg: oito de seus melhores filmes em Bluray

GABRIEL PETTER

Uma das minhas primeiras experiências no cinema – com direito a duas sessões contínuas – foi com um filme do então já consagradíssimo Steven Spielberg: o extraordinário e assustador – pelo menos para o menino que eu era – Parque dos Dinossauros (Jurassic Park, EUA, 1993). O porquê de iniciar uma resenha sobre um box em homenagem ao diretor, produtor, roteirista e (bem-sucedido) empresário estadunidense começa com uma reminiscência afetiva é simples: Spielberg faz parte da vida de várias gerações de cinéfilos de todo o mundo, os quais vibraram com os seus arrasa-quarteirões, choraram com seus dramas, deixaram os queixos desabarem com suas ficções científicas e roeram as unhas com seus thrillers.

Daí, o previsível (provável) sofrimento no processo seleção de alguns (apenas 8) trabalhos dentro da longa filmografia de Steven, para prestar-lhe uma justa homenagem. No caso a Coleção do Diretor Steven Spielberg, a ser lançado em 17 de novembro, se compõe dos filmes Encurralado (Duel, 1971), Louca Escapada (The Sugarland Express, 1974), 1941 – Uma Guerra Muito Louca (1941, 1979), Tubarão (Jaws, 1975), E.T. O Extraterrestre (E.T.: the Extra-Terrestrial, 1982), Além da Eternidade (Always, 1989), Parque dos Dinossauros (Jurassic Park, 1993) e O Mundo Perdido: Jurassic Park (The Lost World: Jurassic Park, 1997).

Para expressar quem é e a importância de Steven Spielberg, a solução que encontrei foi delimitar essa sua trajetória de um desconhecido a um dos grandes criadores da História do Cinema à sua atuação na Universal Pictures, estúdio no qual o então jovem realizador chegou às escondidas – usou um crachá falsificado, redecorou uma sala abandonada que usou para adentrar a todos os departamentos e pode assistir a produção de dezenas de filmes – e ao ser descoberto, surpreendeu os executivos do estúdio com a sua visão de Cinema, e estes, para testá-lo, lhe deram um roteiro que ninguém queria e que ele transformou um clássico do suspense, quase um filme de terror. Qual era esse filme?

Caso você tenha falado Encurralado (1971), acertou na mosca. Esse suspense rodado em apenas 13 dias – e que trazia uma das suas marcas como autor, o personagem comum no centro da trama -, obteve tamanho sucesso na televisão e que logo ganhou as telas dos cinemas. Obviamente, abriram-se as portas da Universal – e de Hollywood por extensão – para o filho de judeus que não dava muita bola aos estudos formais.

Dali em diante, moldaria uma longa galeria de obras que seria marcada por uma sucessão de blockbusters como o citado Tubarão – megassucesso que modificou o calendário de lançamentos de filmes em todo o mundo –, e por películas mais sérias como A Cor Púrpura (The Color Purple, EUA, 1985), um dos maiores azarões da história do Oscar. Boa parte dessas obras estão com um lugar assegurado em qualquer antologia cinematográfica digna do respeito – condição que o artista buscou entre os seus colegas e que encontrou, prioritariamente, uma calorosa receptividade junto ao público.

E isso apenas quando falamos em direção, porque Spielberg, com o peculiar tino que poucos têm de identificar (e reconhecer) o talento alheio, produziu alguns dos maiores clássicos da cinematografia estadunidense de todos os tempos, como os impagáveis Os Goonies (The Goonies, EUA, 1985) e Gremlins (Idem, EUA, 1984), além da inesquecível série De Volta Para o Futuro (Back to the Future, EUA, 1990).

Pelos exemplos citados, fica fácil entender a importância de Spielberg para a cultura pop nas últimas décadas. Assim como James Cameron e outros colegas de profissão, ele é o tipo de artista que tem grande poder de influência sobre a indústria cinematográfica (leia-se Hollywood) – logo, sobre boa parcela de quem prestigia a cinematografia estadunidense, ainda dominante. Muitas das suas iniciativas trouxeram mudanças e novidades para o mundo da sétima arte, seja no desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias – como o emprego de efeitos digitais em Parque dos Dinossauros, na aposta em novos realizadores ou na estrutura de produção.
Co-fundador de um dos mais recentes grandes estúdios hollywoodianos, o Dreamworks SKG (vendido em 2006 para a Paramount), Spielberg é um dos raros talentos a saber unir arte, tecnologia e tino comercial, com constante êxito. E isso, definitivamente, não é pra qualquer um.

A CAIXA

B2Compõe-se de 9 Blurays. Os filmes abrangem parte da produção do cineasta na Universal – algumas nunca lançadas no formato Blu-Ray – restauradas digitalmente, além de um disco extra com muitas horas de extras, incluindo making-of, entrevistas com Spielberg e atores, gravações de bastidores, cenas deletadas e outros mimos que fazem a festa de cinéfilos e admiradores da obra de um dos mais influentes cineastas do século XX. Como bônus, a coleção traz um livreto de 34 páginas abrangendo a carreira do artista, ilustrado com materiais de arquivo.

SERVIÇO

Coleção do Diretor Steven Spielberg
País: EUA
Ano de produção: 2014
Duração: 9 discos – 961 minutos, aproximadamente
Preço sugerido: R$ 599,99
Data de lançamento: 17/11/2014

OS FILMES DA COLEÇÃO

ENCURRALADO
P1Duel, EUA, 1971
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Richard Matheson
Elenco: Dennis Weaver, Jacqueline Scott, Eddie Firestone, Lou Frizzell e Gene Dynarski
Produção: George Eckstein
Gênero: Ação/Suspense/Terror
Duração:  89 minutos
Formato de Tela: 1,33:1 Full Screen
Classificação Indicativa: 12 anos

SINOPSE
David Mann (Weaver) está dirigindo seu carro pelas estradas da Califórnia, quando começa a ser perseguido por um caminhão gigantesco, que parece querer brincar com ele perigosamente na estrada. No decorrer do trajeto, David começará a perceber que a perseguição não trata-se, apenas, de uma mera brincadeira.

O FILME
Primeiro sucesso comercial de Steven Spielberg, marca a sua estreia na Universal e foi rodado em apenas 13 dias. Destinando à televisão, devido ao seu sucesso público, foi lançado sucessivamente nos cinemas.

 

LOUCA ESCAPADA
P2The Sugarland Express, EUA, 1974
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Hal Barwood, Matthew Robbins
Elenco: Goldie Hawn, Ben Johnson, Michael Sacks, William Atherton, Gregory Walcott, Steve Kanaly, Louise Latham, Harrison Zanuck
Produção: David Brown, Richard D. Zanuck
Gênero: Aventura
Duração: 110 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos

SINOPSE
Durante a visita ao marido que estava na prisão, mulher o convence a fugir para resgatar o filho de ambos, que fora adotado por outro casal. Na fuga eles levam um policial como refém, e são perseguidos pela polícia e pela imprensa.

O FILME
Primeiro longa-metragem de Spielberg feito exclusivamente para o cinema, teve orçamento modesto (apenas U$$ 3 milhões), mas foi bem-recebido pela crítica, tanto que foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes e levou o prêmio de melhor roteiro no mesmo festival. Introduziu o uso das câmeras Panaflex, que permitiram ao diretor rodar cenas complexas dentro do carro dos patrulheiros.

 

1941 – UMA GUERRA MUITO LOUCA
P31941, EUA, 1979
Direção: Steve Spielberg
Roteiro: Robert Zemeckis, Bob Gale
Elenco: Dan Aykroyd, Ned Beatty, John Belushi, Lorraine Gary, Murray Hamilton, Christopher Lee, Tim Matherson
Produção: Buzz Feitshans
Gênero: Comédia
Duração: 119 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos

SINOPSE
7 de dezembro de 1941. Em um ataque de surpresa o braço naval aéreo da frota imperial japonesa bombardeou a base naval de Pearl Harbor, nos Estados Unidos, e colocou o país na 2ª Guerra Mundial. Os americanos ficaram abalados, chocados e ultrajados com este ataque traiçoeiro. Na costa oeste a população entrou em paranoia. O pânico se espalhou e todos se convenceram de que a Califórnia era o próximo alvo. O general do estado-maior Joseph W. Stilwell (Robert Stack), comandante do 3º batalhão do exército, recebeu ordens de defender o sul da Califórnia. Unidades da marinha e do exército se mobilizaram para o local. Baterias de defesa antiaérea foram colocadas de prontidão. Operações de defesa civil entraram em ação. Pela 1ª vez desde a Guerra Civil cidadãos americanos se preparavam para defender sua pátria contra um inimigo, que poderia atacar em qualquer lugar e a qualquer hora, com uma força desconhecida. Em 13 de dezembro de 1941, na costa da Califórnia, um submarino japonês quer atacar algo que desencoraje a população. O alvo escolhido é Hollywood, o que gera uma enorme confusão.

O FILME
Considerado por alguns como o mais fraco da carreira de Spielberg, traz no elenco nomes como o do astro japonês Toshiro Mifume. Tornou-se, no entanto, obra cult à época, atualmente anda meio esquecida.

 

TUBARÃO
P4Jaws, EUA, 1975
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Peter Benchley e Carl Gottlieb
Produção: David Brown e Richard D. Zanuck
Elenco: Roy Scheider, Robert Shaw, Richard Dreyfuss, Carl Gottlieb, Jeffrey Kramer, Susan Backline
Gênero: Aventura
Duração: 124 minutos
Classificação Indicativa: 14 anos

SINOPSE
Quando a comunidade litorânea de Amity é atacada por um enorme e perigoso tubarão branco, o chefe de polícia (Roy Scheider), um jovem biólogo marinho (Richard Dreyfuss) e um grisalho caçador de tubarões (Robert Shaw) embarcam na desesperada missão de destruir o monstro, antes que ele ataque novamente

O FILME
De longe um dos maiores êxitos comerciais de Spielberg, chegou a transformar a estratégia de lançamentos de filmes no mundo inteiro, consagrando os chamados blockbusters. À época, obteve a maior arrecadação da história do cinema.

 

E.T. O EXTRATERRESTRE
P5E.T.: the Extra-Terrestrial, EUA, 1982
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Melissa Mathison
Produção: Kathleen Kennedy/Steven Spielberg
Elenco: Dee Wallace, Henry Thomas, Peter Coyote, Robert MacNaughton, Drew Barrymore
Montagem: Carol Littleton
Direção de Fotografia: Allen Daviau
Desenho de Produção: James D. Bissell
Música: John Williams
Gênero: Drama
Duração: 114 minutos
Classificação Indicativa: Livre

SINOPSE
Um alienígena perdido na Terra faz amizade com um garoto chamado Elliott de dez anos, que o protege de todas as formas para evitar que ele seja capturado e transformado em cobaia pelo serviço secreto americano. O menino ajuda o ET a regressar ao seu planeta.

O FILME
Um dos maiores sucessos de bilheterias da história do cinema – o primeiro a ultrapassar a marca dos U$$ 700 milhões de arrecadação. Seu personagem principal tornou-se um ícone da cultura popular de massas.

 

ALÉM DA ETERNIDADE
P6Always, EUA, 1989
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Jerry Belson, Dalton Trumbo
Elenco: Richard Dreyfuss, Holly Hunter, Brad Johnson, John Goodman, Audrey Hepburn, Roberts Blossom, Keith David
Produção: Kathleen Kennedy
Gênero: Drama
Duração: 122 min

SINOPSE
Após se sacrificar para salvar um amigo (John Goodman), um valente piloto de combate (Richard Dreyfuss) retorna à Terra para fazer sua namorada (Holly Hunter) seguir em frente.

O FILME
Refilmagem de Dois no Céu (A Guy Named Joe, EUA, 1943), o filme foi um fracasso de crítica e público. Foi o último trabalho da lendária Audrey Hepburn (1929-1993).

 

PARQUE DOS DINOSSAUROS
P7Jurassic Park, EUA, 1993
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: David Koepp, Michael Crichton
Produção: Kathleen Kennedy, Gerald R. Molen
Elenco: Sam Neill, Laura Dern, Jeff Goldblum, Richard Attenborough, Ariana Richards, Joseph Mazzello, Wayne Knight, Samuel L. Jackson
Gênero: Aventura
Duração: 127 min
Classificação Indicativa: Livre

SINOPSE
Um parque construído por um milionário (Attenborough) tem como habitantes dinossauros diversos, extintos a sessenta e cinco milhões de anos. Isto é possível por ter sido encontrado um inseto fossilizado, que tinha sugado sangue destes dinossauros, de onde pôde-se isolar o DNA, o código químico da vida, e, a partir deste ponto, recriá-los em laboratório. Mas, o que parecia ser um sonho se torna um pesadelo, quando a experiência sai do controle de seus criadores.

O FILME
Marco no emprego de efeitos visuais elaborados digitalmente, superou a marca de U$$ 900 milhões em arrecadação e recebeu vários Oscar. Relançado em 2013, teve duas sequências e tem uma outra anunciada para o próximo ano.

 

O MUNDO PERDIDO: JURASSIC PARK
P8The Lost World: Jurassic Park, EUA, 1997
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: David Koepp
Produção: Gerald R. Molen, Colin Wilson
Elenco: Jeff Goldblum, Julianne Moore, Pete Postlethwaite, Arliss Howard,
Gênero: Aventura
Duração: 129 min
Classificação Indicativa: Livre

SINOPSE
Quatro anos após os acontecimentos de Jurassic Park, os dinossauros têm vivido secretamente em uma ilha deserta, sem interferência humana. John Hammond perdeu o controle de sua companhia, InGen, para seu sobrinho, Peter Ludlow, que monta uma equipe para trazer os animais ao continente, a fim de gerar receita para a empresa. Hammond vê a chance de se redimir de seus erros passados, enviando uma expedição liderada pelo Dr. Ian Malcolm à ilha, antes que o grupo de Ludlow chegue lá. Os dois grupos se enfrentam frente à um grande perigo e devem juntar-se para sua própria sobrevivência.

O FILME
Fraca sequência do filme lançado em 1993. Chegou a receber três indicações ao Framboesa de Ouro. Totalmente esquecível.

Veja o trailer de Além da Eternidade.

Produção: George Eckstein

Análise: o primeiro trailer de OS VINGADORES 2

Os estúdios Marvel se apressaram para não perder o impacto. Logo em seguida a um vazamento não oficial, a produtora divulgou à imprensa e fãs, a sinopse do enredo e os primeiros cartaz e trailer e cartaz de Os Vingadores 2: Era de Ultron. Como já era esperando, vemos nos dois minutos de duração, uma enorme destruição causada por um dos maiores vilões da Marvel se percebe a abertura de mais espaço para os heróis Viúva Negra (Scarlett Johansson), Gavião Arqueiro (Jeremy Rener) e Hulk (Mark Ruffalo)

Os heróis Marvel em OS VINGADORES 2 – A ERA DE ULTRON (2015), de Joss Whedon

Os heróis Marvel em OS VINGADORES: ERA DE ULTRON (2015), de Joss Whedon

Atentem para a sinopse oficial: Os Estúdios Marvel apresentam Os Vingadores: Era de Ultron, a sequência épica do maior filme de super-heróis de todos os tempos. Quando Tony Stark tenta reiniciar um programa de manutenção de paz, as coisas não dão certo e os super-heróis mais poderosos da Terra, incluindo Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro, terão que passar no teste definitivo para salvar o planeta. Com o aparecimento do vilão Ultron, a equipe dos Vingadores tem a missão de neutralizar os seus terríveis planos. Alianças complicadas e ação inesperada pavimentam o caminho para uma aventura épica global.

ÁVILA SOUZA

Vou fazer uma análise do trailer e focar em 3 pontos da trama, a qual dá continuidade aos acontecimentos contidos em Os Vingadores – the Avengers (2012).

Pôster oficial de Os Vingadores 2: o símbolo “A” da equipe encorpado com a fisionomia de Ultron

Pôster oficial de Os Vingadores 2: o símbolo “A” da equipe encorpado com a fisionomia de Ultron

1. A dualidade homem-máquina baseada no vilão Ultron –  O que mais me chamou atenção em todo o trailer foi a brilhante escolha de usarem uma canção da Disney (Marvel e Disney hoje são uma só carne, metaforicamente) para dar o tom do drama. A canção I’ve Got No Strings (traduzida na dublagem como Não Há Cordões em Mim) é tocada em uma versão mais sombrio ao longo dos 2 minutos de duração do trailer. A música é da animação vencedora de 2 Oscar, Pinocchio (1940), e mostra o boneco reconhecendo ter vida própria e não precisar mais de cordões para se movimentar.

Para os que não conhecem o vilão Ultron (no filme, dublado por James Spader), ele é uma tentativa falha de desenvolvimento de um robô com o desenvolvimento mais próximo que a ciência, em termos cibernéticos, pode chegar a uma consciência. Nos quadrinhos ele é criado pelo Dr. Henry Pym (primeiro Homem-Formiga, que será interpretado por Michael Douglas no filme do herói em rodagem desde 13 de agosto), porém em Os Vingadores 2 ele será criação de Tony Stark. Resultado: Ultron vira um androide mais sagaz do que o esperado e vai causar algumas destruições – dentro e fora do grupo.

2. Os novos conflitos entre os heróis – sejam eles motivados pela Hydra ou pela lábia convincente de Ultron, vemos que haverá mais um confronto entre Thor e Tony Stark (Homem de Ferro). E esse aguardado confronto entre Hulk – que deve ganhar mais destaque nesse filme – e o Homem de Ferro em seu uniforme Hulkbuster, promete ser épico.

3 . Os gêmeos Maximoff – sabe-se que 3 novos heróis serão inseridos no grupo, nesse novo filme. Um deles é o androide Visão (Paul Bettany) – nos quadrinhos, criado por Ultron, e que acaba se voltando contra o vilão – que não aparece no trailer, em mais uma jogada de mestre da Marvel, deixando o público com bem mais expectativas. E os outros dois são os gêmeos Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson) e Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen). Ambos já haviam aparecido no final de Capitão América 2: Soldado Invernal (2014), porém estavam presos em jaulas, capturados pela Hydra. No trailer vemos a dupla usando seus poderem em diferentes momentos.

Datas de estreia
Os Vingadores 2 – a Era de Ultron – 30 de agosto
Homem-Formiga – 23 de Julho de 2015

Ficha técnica

OS VINGADORES 2 – ERA DE ULTRON
The Avengers 2: Age of Ultron
EUA, 2015
Direção – Joss Whedon
Elenco – Scarlett Johansson, Robert Downey Jr., Mark Ruffalo, Aaron Taylor-Johnson, Chris Hemsworth, James Spader (voz de Ultron), Chris Evans, Elizabeth Olsen, Cobie Smulders,  Jeremy Renner, Samuel L. Jackson, Hayley Atwell, Paul Bettany, Andy Serkis e Lou Ferrigno. Ainda sem duração estabelecida.

Assista ao trailer de Os Vingadores 2: Era de Ultron.

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JOGOS DE COMPUTADOR – JUST DANCE NOW lançado em escala mundial

Just Dance Now, jogo da Ubisoft, é lançamento mundialmente para smartphone e iphones. utilizando um celular e um computador ligado a internet, você pode jogar com tantos amigos quanto couber na sua sala. Não perca a oportunidade

nova aposta da Ubisoft, Just Dance Now promete revolucionar a diversão em familia

nova aposta da Ubisoft, Just Dance Now promete revolucionar a diversão em família

No último dia 25, deste mês de setembro, saiu o jogo Just Dance Now, novo jogo da franquia da Ubisoft e o mais acessível dos jogos até o momento. A Franquia Just Dance, é um jogo casual para se divertir com o grupo. Lançado inicialmente no Wii, console da Nintendo,  onde segurando um controle com sensor de movimentos, você deveria pontuar repetindo os movimentos realizados na tela. Lançado também para Xbox, utilizando o Kinect, que captura diretamente os movimentos do usuário, o jogo foi um sucesso, por sua diversão e socialização.

No Just Dance Now, utilizando um celular e um computador ligado a internet, você pode jogar com tantos amigos quanto couber na sua sala. O funcionamento é simples: todos os jogadores devem ter um celular com Android 2.3 ou superior, ou um iphone com 3Gs ou superior. O acesso a internet pode ser por um 3G, Wi-Fi ou qualquer outra fonte. Segundo a empresa, o custo de dados de uma música inteira é menor que enviar uma foto para o fFacebook

Depois, você deve baixar o aplicativo na App Store, ou na Google Store (ele é gratuito). Depois, através de seu computador, você acessa o site e escolhe as músicas. O seu celular passa a ser o controle, e a TV, ou seu computador, passam a ser a tela onde os movimentos serão mostrados.

Todos os dias você tem 7 músicas gratuitas, renovadas diariamente, para jogar. Porem você pode comprar um passe VIP, que lhe da direito as mais de 50 músicas do repertorio. Os passes variam de R$ 3,00, para o passe festa de uma hora, até mais de R$ 100,00 para um passe de um ano.

A experiência é ótima, o jogo flui incrivelmente bem. Testei ligando o meu notebook a TV através de um cabo HDMI, com Wi-Fi (ainda não testei 3G, mas acredito que funcione bem). Os celulares funcionam maravilhosamente, você gasta boas calorias, malha e se diverte ao mesmo tempo. Além de poder filmar e compartilhar os vídeos nas redes sociais. São poucas músicas, mas todas empolgantes.

Confira no vídeo.

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Mas nem tudo são flores. Minha maior preocupação é com o Smartphone, ou com o Iphone. O controle do Wii possui uma resistência maior ao suor, além de possuir uma corda para maior segurança. Os celulares não possuem isso. Acredito que em breve sejam lançados acessórios para prender o celular no braço e resolver esse problema.

Para você deseja se divertir dançando, acesse abaixo.

www.justdancenow.com

 

 

OS FILMES DE OUTUBRO – 1ª semana

 Eis aqui um roteirão dos filmes em lançamento no mês de outubro. Ao todo, serão 41 novos filmes em busca de vagas nos diversos circuitos exibidores. É filme demais, alguns conhecidos e a maioria desconhecidos. Daí, o objetivo desse serviço para que o internauta e cinéfilo possa já ir analisando e agendando os filmes que lhe interessarem, com antecedência. Pela extensão do texto com tantos filmes, o jeito foi dividi-lo em quatro partes – um para cada semana. Assim, confira, abaixo, as produções em lançamento na primeira semana, de 2 a 8 de outubro, chamando a atenção para o detalhe: nem todas as produções têm certeza de estreia na cidade

Rooney Mara e Ben Affleck em AMOR FORA DA LEI (2014), de David Lowery: destacado pela crítica estadunidense

Rooney Mara e Ben Affleck em AMOR FORA DA LEI (2014), de David Lowery: destacado pela crítica estadunidense

PEDRO MARTINS FREIRE
Crítico de Cinema

Anote 2 filmes imperdíveis: o drama romântico com ingredientes de policial Amor Fora da Lei, aclamadíssimo pela crítica estadunidense e europeia, e o thriller criminal de suspense Garota Exemplar, de David Fincher. O Cinema diversão está com Os Boxtrolls, animação da Disney, e a comédia nacional O Candidato Honesto. E tem a estreia do aguardado remake de Deixados Para Trás. Por sua vez, Grace de Mônaco saiu do calendário por exigência dos irmãos Weinstein, que decidiram só lançá-lo no próximo ano.

 

AMOR FORA DA LEI
AMOR FORA DA LEIAin’t them Bodies Saints
EUA, 2013
Direção/Roteiro: David Lowery
Elenco: Rooney Mara, Casey Affleck, Ben Foster, Keith Carradine, Robert Longstreet, Jacklynn Smith e Charles Baker
Gênero – Drama
Duração – 96 minutos
Censura – 14 anos
Paris Filmes

ENREDO
Texas, 1970. Bob Muldoon (Affeck) se torna fora da lei ao casualmente matar um policial, pouco antes de saber que sua namorada, Ruth (Mara), está grávida. Ao longo de 4 anos ele se corresponde com e fazem planos de mudar de vida. Mas, ao ter uma chance, ele foge para se deparar uma surpreendente realidade.

Veja o trailer

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O FILME
Muito bem recebido pela crítica estadunidense, é um drama com ingredientes de western e policial realizado por David Lowery, do inédito Sr. Nick (2009), roteirista, produtor, diretor de fotografia e mixador de várias curtas e produções indie. O roteiro foi desenvolvido no laboratório do Instituto Sundance, de Robert Redford, tendo recebido o prêmio de melhor fotografia da edição-2013 do Festival.

 

OS BOXTROLLS
THE BOXTROLLSThe Boxtrolls
EUA, 2014
Direção – Graham Annable e Anthony Stacci
Elenco (Vozes) – BenKingsley, Jared Harris, Nick Frost, Richard Ayoade, Tracy Morgan, Dee Bradley Morgan e Elle Fanning
Gênero – animação
Duração – 97 minutos
Censura – livre
Universal

ENREDO
Em uma região remota, os humanos vivem em uma cidade que tem a fama de amaldiçoada por estar situada acima de uma série de tuneis habitados por criaturas catadoras de lixo chamadas de Boxtrolls. O desaparecimento de crianças e dos amados queijos durante a noite deixa a cidade em pânico e sem saber que entre eles tem um temível vilão.

Veja o trailer >

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O FILME
Animação feita no processo stop-motion baseada no livro infantil Here Be Monsters, do britânico Alan Snow. Seguindo o estilo de outras produções com macinhas feitas a mãos, como A Fuga das Galinhas, Coraline e o Mundo Secreto (2009) ParaNorman (2012), foge ao estilo das criações da Disney e da Dreamworks. O diretor Stacchi fez O Bicho vai Pegar (2006) e Annable fez ParaNorman.

 

O CANDIDATO HONESTO
O CANDIDATO HONESTOBrasil, 2014
Direção – Roberto Santucci
Elenco – Leandro Hassum, Luiza Valdetaro, Murilo Grossi, Victor Leal, Antônio Pedro, Flávio Galvão e Murilo Grossi
Gênero – comédia
Duração – não fornecida
Censura – não fornecida
Downtown/Paris Filmes

ENREDO
Em uma época de eleições presidenciais em segundo turno, o candidato popular João Ernesto Praxedes lidera as eleições. Deputado corrupto, recebe uma mandiga da avó e a partir daí não consegue mais falar as costumeiras mentiras que os políticos empregam para engar o eleitorado. Acostumado às mentiras, ele se vê diante de uma encruzilhada.

Confira o trailer.

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O FILME
Filmado em Brasília, Rio de cidade e na praiana carioca Búzios, estreia estrategicamente 3 dias antes da realização das eleições para presidente, governador, senador e deputados. É o terceiro trabalho conjunto do diretor Roberto Santucci e o comediante Leandro Hassum – eles lideraram as bilheterias em 2011 com Até que a Sorte nos Separe e em 2012 com a sequência Até que a Sorte nos Separe 2.

 

DEIXADOS PARA TRÁS
DEIXADOS PARA TRÁS PLeft Behind
EUA,. 2014
Diretor – Vic Armstrong
Elenco – Nicolas Cage, Chad Michael Murray, Lea Thompson, Nicky Whelan e Jordin Sparks.
Gênero – Ficção-científica
Orçamento – US$ 15 milhões
Duração – não divulgada
Censura – não divulgada
Imagem Filmes

SINOPSE
Enquanto o planeta passa por cataclismos e a humanidade é envolvida pela violência, o caos e a destruição chegam quando, de repente, milhões de pessoas desaparecem misteriosamente – crianças, adolescentes, homens e mulheres. Os deixados para trás tentam encontrar explicações e tudo leva a crer que o anticristo vai assumir o controle do planeta.

Veja o trailer.

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O FILME
A série literária Deixados Para Trás, de  Jerry B. Jenkins e Tim LaHaye, iniciada em 1995, se tornou rapidamente um fenômeno e até 2007 os 13 livros da série – afora outros 3 tidos como prequels – tiveram 70 milhões de cópias vendidas em 34 países. Houve, entre 2000 e 2005, a adaptação cinematográfica dos 3 primeiros títulos (Deixados Para Trás, de Vic Sarin, e os subtitulados Comando Tripulação, de Bill Corcoran, e Mundo em Guerra, de Craig R. Baxley, todos com Kirk Cameron e Brad Johnson e disponíveis em DVD). Agora, a Storm Lake, produtora da série, promove um remake – sob a supervisão de seus autores – com a intenção de levar os 13 livros da série para o Cinema, tendo Nicolas Cage à frente do elenco. O enredo aborda os temas contidos no Apocalipse, de João, que trata do arrebatamento, o final dos tempos e a chegada do anticristo. O episódio bíblico ganhou outra versão literária, The Leftovers, de Tom Perrotta, que a HBO está adaptando em formato de série – e a primeira temporada já em exibição no Brasil.

 

GAROTA EXEMPLAR
GAROTA EXEMPLARGone Girl
EUA, 2014
Direção – David Fincher
Elenco – Ben Affleck, Rosamund Pike, Boyds Holbrook, Missi Pyle e Neil Patrick Harris
Gênero – thriller criminal/suspense
Duração – 145 minutos
Censura – ainda não fornecida

ENREDO
Amy (Pike), mulher do conceituado jornalista novaiorquino Nick Dunne (Affleck), desaparece exatamente no 5º aniversário de casamento. Ele procura a polícia, se torna o suspeito de assassinato e atração para a mídia. A polícia vasculha a união deles e as descobertas e revelações nunca parecem chegar a um consenso.

O FILME
Adaptação do elogiadíssimo romance da jornalista e crítica de cinema Gilliam Flynn, é uma produção da Fox, que adquiriu os direitos por US$ 1,5 milhão e tem a atriz Reese Witherspoon como um dos 6 produtores. David Fincher, 52, realizador de A Rede Social (2010) e Millenium – os homens que não amavam as mulheres (2013), costuma acertar no gênero, como comprovam Seven – os 7 Crimes Capitais (1995) e O Quarto do Pânico (2002).

Veja o trailer.

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LITERATURA & CINEMA – das páginas para as telas

A relação Literatura e Cinema tem gerado, através dos tempos, uma inquietante e velha perguntinha: o livro é melhor do que o filme? E a maioria, geralmente, diz que sim. Os defensores do cinema, por sua vez, argumentam: livro e filme são linguagens diferentes e, por isso, não podem ser comparados. Bem, essa discussão jamais obterá uma unanimidade, mas independente disso você pode – e deve – conferir alguns livros que estão, também, nos cinemas, na televisão e nas locadoras. E todos em versões cinematográficas fascinantes, Confira a minha sugestão na base do leia o livro, veja o filme

Audrey Rautou e FRançois Damiens em A DELICADEZA DO AMOR (2011), de Vid Foenkinos: o romantismo e o amor

Audrey Tautou e François Damiens em A DELICADEZA DO AMOR (2011), de David Foenkinos: o romantismo e o amor

 Selecionei 3 títulos cujas adaptações foram bem recebidas pelos críticos de ambas as artes. Pela ordem alfabética, A Delicadeza, de David Foenkinos; A 25ª Hora, de Virgil Gheorghiu, e Garota Exemplar, de Gillian Flynn.

A DELICADEZA
O título original (La Delicatesse, 2011) expressa justamente isso: o amor vivido com a delicadeza que deve ser partilhada entre os apaixonados, seja dentro ou fora do casamento. E, quanto a isso, é altamente recomendável para os românticos. Seu autor, o parisiense David Foenkinos, 40, estudou letras na Sorbonne, se formou em jazz e é professor de violão. Ele conta a história de Nathalie, uma jovem que conhece o homem de sua vida, François, em uma livraria. Após alguns anos vivendo aquilo que ela dizia ser o casamento perfeito – a ponto de suspeitar que as pessoas tinham inveja de sua felicidade -, François morre em um acidente de trânsito. O mundo dela desaba, torna-se uma pessoa solitária e evita os amigos, incluindo o seu chefe, que a assedia. Um dia, espontaneamente, beija um colega, Markus, tão solitário quanto ela… E aí, nasce uma fantástica história de aceitação do amor.

O FILME
Lançada no Brasil com o título de A Delicadeza do Amor (2011), a adaptação tem a direção do próprio Foenkinos, que além de ter seguido rigidamente o enredo de seu romance, também caprichou na trilha sonora. Audrey Tautou, a eterna Amelie Poulain, interpreta Nathalie, e François Damiens, Markus. Exibido em Fortaleza pelo Cinema de Arte em 2012, já é encontrado nas locadoras.

Anthony Quinn em A 25ª HORA (1967), de Henri Verneuil: o ridículo da guerra por Virgil Georgehiu

Anthony Quinn em A 25ª HORA (1967), de Henri Verneuil: o ridículo da guerra por Virgil Georgehiu

A 25ª HORA
Escrito em 1948 e publicado no ano seguinte, A 25ª Hora (Ora 25/La Vingt-Cinquième Heure, no título francês), é tido com a obra maior do romeno Constantin Virgil Gheorgiu (1916-1992), autor de outros 24 romances, nenhum deles editado no Brasil. Secretário da embaixada do Ministério dos Negócios Estrangeiros do ditador Ion Antonescu (1882-1946), ele preferiu o exílio em 1944 quando os russos ocuparam o seu país, mas acabou aprisionado pelas tropas americanas no ano seguinte e, em 1948, foi morar na França, onde escreveu o romance. A primeira edição do livro foi lançada no Brasil há 49 anos e, agora, é relançada em nova tradução pela Editora Intrínseca.

O LIVRO
Compondo a sua história de prisioneiro de guerra com a de um fictício camponês romeno, Iohann Moritz, acusado de ser judeu por um soldado que deseja a sua mulher, Suzanna, cai nas mãos dos nazistas e ao longo de 13 anos passa por dezenas de campos de concentração e torturas, e até mesmo, como ironia à ideologia dos homens, é utilizado em propaganda como exemplo da linhagem ariana. Georghiu cria um enredo instigante, histórico e reflexivo sobre a 2ª Guerra Mundial e a exploração do homem via ideologia – ele vai de um falso judeu ao já citado tipo racial ariano exemplar, simbolizando o ridículo das guerras, do racismo e da discriminação.

O AUTOR
VGGeorghiu estudou teologia e filosofia e o seu romance trafega nas reflexões geradas, nesses campos do pensamento, quanto à condição humana em tempos de guerra. Uma obra notável, independente do fato de que, em 1952, ele foi declarado racista ao ser descoberto que era o autor de um romance escrito em 1941, antes dele sair da Romênia, intitulado Ard Malurile Nistrului, que atacava os judeus e elogiava os nazistas. Foi um escândalo que quase acabou com a sua credibilidade, pois ele nunca, publicamente, reconheceu o seu preconceito. Isso viria a ficar registrado no seu livro de memória lançado em 1986, em cujo prefácio assumia que tenho vergonha de mim mesmo ao sentir-se como um criminoso da Guarda de Ferro – grupo ultranacionalista, anticomunista e anti-semita que promovia a fé cristã e foi responsável por massacres e extermínios  em períodos de guerra. Georghiu terminou a sua existência terrena como um premiado sacerdote da Igreja ortodoxa romena.

O FILME
Carlo Ponti (1912-2007), renomado produtor italiano (Giordano Bruno/1973, Um Dia Muito Especial/1977), marido de Sofia Loren, 80, de 1957 até a sua morte, lançou-o em 1967 (uma coprodução França, Itália e Iugoslávia) sob a direção do francês Henri Verneuil (1920-2002), com Anthony Quinn e Virna Lisi no papel do casal. O filme expressa bem as ideias de Georghiu e exibe a crueza das torturas e da inacreditável história de Iohann, levando o espectador a uma baita reflexão sobre o nazismo e as ideologias políticas. O filme, por sua vez, lançado à época nos cinemas, fez um grande sucesso comercial. Mais tarde, chegou às locadoras em VHS pela extinta New Line Home Vídeo e, mais recentemente nas bancas jornais e revistas pela Cine Digital. É mais fácil encontrá-lo nos sites de vendas.

Ben Affleck em GAROTA EXEMPLAR (2014), de David Fincher: a visão de um casamento por Gillian Flynn

Ben Affleck em GAROTA EXEMPLAR (2014), de David Fincher: a visão de um casamento por Gillian Flynn

GAROTA EXEMPLAR
Considerado um dos maiores lançamentos do ano nos EUA, onde mais de dois milhões de exemplares foram adquiridos, Garota Exemplar vendeu, de fevereiro para cá no Brasil, mais de 75 mil exemplares. O lançamento é da Editora Intrínseca. Em termos mundiais, já são mais de 6 milhões de cópias vendidas, e deve continuar a escalada numérica agora que a sua adaptação literária já está nos cinemas.

Eleito pelos jornais The New York Times, Chicago Tribune, The New Yorker e People Magazine, entre outros, como o melhor livro editado nos EUA em 2012, ano em que foi lançado, Garota Exemplar conta a história de um marido (Ben Affleck) ue denuncia o desaparecimento de sua esposa (Rosamund Pike) e tanto a comunidade quanto a polícia se empenham em localizá-la, mas, ao correr das investigações surge a suspeita de que ele a tenha matado. É uma trama eletrizante e que mantém o leitor em constante dubiedade em relação aos personagens e com a sua narrativa não linear. Flynn disse queria tratar do casamento, e a abordagem da aparente felicidade de um casal é feita de forma exemplar, mesclando humor e suspense.

Confira uma entrevista de Gyllian Flynn, aqui.

O FILME
Recém lançado nos cinemas, Garota Exemplar tem a adaptação cinematográfica pela própria autora, o que é uma garantia de fidelidade ao romance. Mas, a linguagem cinematográfica deve prevalecer porque o diretor se chama David Fincher, 52, o realizador de Seven – os 7 Crimes Capitais (1995), Clube de Luta (1997), O Curioso Caso de Benjamin Button (2002), A Rede Social (2011) e Millenium – os Homens que não Amavam as Mulheres, criações que comprovam o seu respeito às obras literárias e seus autores. Pode ser um dos grandes sucessos do ano.

Leia os livros e, se possível, veja os filmes e decida: os filmes são melhores do que os livros? Os livros são melhores do que os filmes? Ou deu empate?

FICHAS TÉCNICAS

OS LIVROS

LAA DELICADEZA
La Delicatesse
Autor > David Foenkinos
Editora > Rocco
Tradução > Bernardo Ajzenberg
Páginas > 191
Preço > De R$ 20,70 a R$ 34,50

25LA 25ª HORA
La Vingt-Cinquième Heure
Autor > Virgil Georghiu
Editora > Intrínseca
Tradução > André Telles
Páginas – 352
Preço – R$ 34,90

GEGAROTA EXEMPLAR
Gone Girl
Autor > Gillian Flynn
Editora > Intrínseca
Tradução > Alexandre Martins
Páginas > 446
Preço > 39,90

OS FILMES

A DELICADEZA DO AMOR
La Delicatesse
Itália, 2011
Direção – David Foenkinos
Elenco – Audrey Tautou, François Damiens, Bruno Todeschini, Mèlinie Bernier e Pio Marmai
Comédia Romântica
108 minutos
Califórnia Filmes

A 25ª HORA
La Vingt-Cinquième Heure
Itália-França-Iugoslávia, 1967
Diretor – Henri Verneuil
Elenco – Anthony Quinn, Virna Lisi, Gregoire Aslan, Michael Redgrave e Marcel Dalio
Drama de guerra
130 minutos

GAROA EXEMPLAR
Gone Girl
Diretor – David Fincher
Elenco – Ben Affleck, Rosamund Pike, Neil Patrick Harris, Tyler Perry e Carrie Coon
Suspense
149 minutos
14 anos
Warner

Confira o trailer de A Delicadeza do Amor.

Imagem de Amostra do You Tube